NA: Oieee! Volteeeiii de novooo hahaha! Enfim, guys... Sei que passei um pouquinho de uma semana, mas nada demais, não é? Afinal, quem iria parar para ler minha fanfic no Natal? hahaha Bem, olha que legal, amores... RECEBI REVIEWSSSS yayyy :))) E, como de costume, vou logo responder aqui! Agredeço logo de cara a quem leu, favoritou e até mesmo (AI MEU DEUS) comentou o primeiro capítulo. Espero que estejam todos gostando e, mais ainda, que comecem a gostar ainda mais a partir de agora!

Agora, às reviews XD:

Shofis Potter: oiee! ohh que bom que gostou, fico feliz! kkkk ainda bem que prestou atenção à historia do livro, ele ai aparecer mais rápido do que você pensa haha! Mas, sinceramente, acho meio difícil de adivinhar, ele é SUPER desconhecido! Acho que nunca nem vi na livraria, ganhei de "presente" hahaha Enfim, espero que goste!

Nanda: yaaay você gostooou :))))) tá aqui o segundooo ;)

Já enchi muito o saco de vocês, só me resta dizer...

Boa leitura!

XOXO


Capítulo 2- Want To Want Me (Jason Derulo)

James

Isso não podia ser mera coincidência. Não mesmo.

Setenta minutos não podiam passar tão devagar assim por mero acaso.

O tempo estava contra mim, me castigando por alguma coisa que eu fiz, e era por isso que essa aula de Matemática estava demorando tanto.

Sabe, eu nunca fui um cara assim, totalmente contra a Matemática nem nada. Mas dessa vez não me parecia que a aula poderia passar mais devagar. E, tudo bem, não teria nada de tão péssimo assim se fosse uma aula qualquer. Só que dessa vez o relógio estava fazendo isso de propósito, só porque a próxima aula era a de Inglês.

Certo, deixe-me explicar uma coisa: a aula de Inglês é basicamente a melhor do dia, concorrendo, talvez, com a de Biologia. Mas considerando que Inglês é significativamente mais fácil...

Por que essa paixão toda pela aula de Inglês, você pergunta?

Bem, meu caro leitor, essa pergunta não poderia ter uma resposta mais exata.

Lily Evans.

Entenda, não é a aula de Inglês propriamente dita (afinal, seria um tanto quanto estranho um cara como eu ter uma obsessão como essa). A questão toda é essa garota. Lily Evans.

Certo, existe uma história muito longa e complicada por trás da coisa toda, então é mais fácil resumir tudo de uma forma mais rápida, prática e direta: a única aula da manhã que eu tinha junto com a Evans era o segundo horário (Inglês). Mas claro que antes de vê-la eu tinha que aguentar 1h e 10min de aula de Matemática.

Como eu disse, não seria tão ruim se eu não estivesse esperando tão ansiosamente que a aula acabasse. Às vezes passava até rápido, inclusive. Mas dessa vez... Eu simplesmente queria muito vê-la [a Lily].

Eu não sei porque exatamente, mas hoje eu tinha acordado com uma necessidade excessiva de conversar com Lily Evans. Talvez porque hoje fosse segunda-feira, então eu não a via há dois dias. Claro que eu já havia tentado falar com ela de manhã, mas como não-tão-bem-esclarecido antes, nas atuais circunstâncias essa não é uma tarefa muito fácil.

Tentei, por um momento ser uma pessoa responsável e estudiosa e prestar atenção na aula, mas aquele assunto era impossivelmente fácil e insuportável. Afinal, que tipo de pessoa em pleno o último ano do Ensino Médio não sabe como simplificar raízes?

Eu realmente não sei porque ainda venho à escola.

Devia ficar em casa dormindo. Ou jogando videogame.

Olhei para o Sirius do meu lado e vi que hoje ele não estava completamente adormecido. Então arranquei uma folha do caderno para que essa aula tivesse alguma utilidade.

Acorde, Padfoot. Preciso fazer alguma coisa nos próximos 40 minutos.

Fiz um aviãozinho e joguei na cabeça dele, que acordou lentamente e abriu o bilhete e depois começou a escrever.

O que foi agora, Prongs? Quero dormir.

Não aguento mais essa aula.

Não ligo. Quero dormir.

Que mal-humor todo é esse, Sirius?

Nada. A McKinnon.

O que ela fez dessa vez? Eu vi a menina toda quieta de manhã!

Salvou minha sanidade.

Seria legal se você se explicasse.

A mãe dela estava tentando ver com a minha querida mãe se não podíamos vir juntos à escola.

Ainda não faz sentido na minha cabeça.

Já que ela me ama tanto quanto eu a odeio, ela salvou a minha sanidade ao tirar essa ideia ridícula da cabeça da mãe.

Ah. E qual o grande problema nisso?

É que agora ela fez algo bom pra mim e eu tenho uma dívida.

Só lembrando que ela não te ama, e sim te detesta. Você percebe que ela não fez algo bom pra você, já que era nela mesma que estava pensando, não é?

Na verdade eu não tinha pensado nisso dessa forma ainda.

Percebe-se.

XD

Vá dormir mais cedo, Padfoot. Você está ficando com tanto sono que se tornou lerdo demais pra aturar.

Claro que não! Eu não sou vidrado em uma só garota. Tenho vida social durante todos os dias da semana.

Cala sua boca antes que eu enfie esse papel nela.


Uma breve pausa na história apenas para que eu deixe claras algumas coisas:

1- Relacionadas a Sirius e Marlene:

Eles brigam desde crianças, já que os pais deles se conhecem há muito tempo. Sirius diz que nunca suportaria alguém tão metida. Mas pessoas inteligentes (como eu e Remus) sabem que eles não se dão bem porque são muito parecidos, então estão sempre competindo pelas mesmas coisas. Em outras palavras, sabemos que eles vão ficar juntos quando perceberem tudo o que têm em comum. Quer dizer, pelo menos foi o que o Remus disse.

2- Relacionadas a mim:

Eu não sou antissocial.


A aula demorou (muito), mas acabou.

Eu fui da forma mais calma que minha mente permitiu até a sala de Inglês, que era coincidentemente mais ou menos do outro lado da escola. (Eu, me incomodar com isso? Imagina!)

Quando cheguei lá, Remus já estava em uma cadeira mais ou menos na frente, mas eu não vi sinal das coisas de Lily (ou dela).

- Hey, Remus. – falei enquanto me aproximava e jogava a mochila numa cadeira atrás da dele, sentando no tampo da mesa para que pudéssemos conversar.

- E aí, James?

- Afinal, o que vocês fizeram ontem de noite?

- "Vocês" quem? Eu mesmo é quem não fiz nada com ninguém. Fiquei em casa fazendo o dever atrasado. Por que pergunta?

- Sirius. Ele está insuportável hoje. Achei que tinham feito alguma coisa com ele ontem à noite. – expliquei.

- Não. Até onde eu sei, Peter ficou em casa comendo e vendo Cartoon. O de sempre. – ele comentou e nós rimos um pouco. Peters...

- Ah, sim! E como foi no sábado? – perguntei depois de lembrar de uma coisa. Remus tinha ido até Cambridge no sábado para algum tipo de visita. Ele fazia tudo por uma vaga nessa faculdade desde o primeiro ano.

- Foi bom. Mas não encontrei ninguém importante, então não foi muito útil. Mas nós demos umas voltas pelo campus.

- Hum.

- E também pude dar uma olhada na concorrência. Vai ser difícil esse ano, James. – ele disse, preocupado.

- Relaxe, Rem. Não tem como eles não te aceitarem.

Mas eu percebi que não pude convencê-lo.

Nesse momento, Lily Evans entrou na sala e eu percebi o olhar reprovador com o qual ela nos olhou. Às vezes tenho a impressão de que ela odeia o fato de que Remus é nosso amigo. Não mais que 5 segundos depois, o professor começou a aula e eu tive que sentar.

Por mais que eu tentasse prestar atenção, meu cérebro continuava se voltando para Lily, que estava sentada conversando alguma coisa baixinho com a namorada de Frank Longbottom (acho que era Alice o nome dela), e elas pareciam estar falando sobre alguma dessas coisas importantes que fazem as garotas ficarem todas animadas e dando aqueles gritinhos irritantes. Por algum motivo, hoje eu estava pensando demais na Evans. Acho que era por causa da coisa toda com Sirius e Marlene. Às vezes, quando eles brigam e tudo mais, eu fico me culpando o dia todo, porque eu realmente me arrependo do que eu fiz com a Lily há dois anos, enquanto o Sirius e a McKinnon têm um sentimento recíproco de quase-ódio desde sempre. Não que eu seja obcecado pela ruiva nem nada, mas eu fico odiando o meu eu de 15 anos pela minha idiotice, considerando que ela realmente tem um motivo para me odiar.

Flashback

- E aí, Prongs? – Sirius perguntou quando eu me aproximei dele com um grande sorriso no rosto.

- Eu, James Potter, tenho um encontro marcado com Lily Evans. – falei e comemoramos com um típico high-five.

- Quer dizer então que a ruiva é tão fácil quando todas as outras?

Passei a mão pelo cabelo antes de responder:

- Bem, não tão fácil, mas não chega a ser difícil.

- Ah, mas pelo menos não é do nível de facilidade do resto das garotas dessa escola não é? Só falta eu escrever um livro de "COMO FAZER UMA GAROTA DE HOGWARTS SAIR COM VOCÊ, por Sirius Black". Só que estaria mais para um roteiro, porque é tão simples que nem dá um livro.

Eu ri das besteiras do retardado do Black, mas tinha de admitir que ele estava certo.

- Primeiro: chegue por trás com um sorrisinho e uma passada da mão no cabelo. Segundo: diga "e, aí?" e o nome da garota. Terceiro:... – ele ia continuar, mas avistamos a Evans conversando com a McKinnon na frente do armário da morena, a alguns passos.

Passamos pelo outro lado do corredor, bem discretamente, para tentar ouvir a conversa. Não foi tão difícil, porque Marlene já estava gritando:

- VOCÊ O QUÊ?

Lily se desesperou e tapou a boca da amiga.

- Sshhhhhh. CALA. A. BOCA. Você quer que eu seja linchada ou o quê?

- Lily Evans, como e POR QUE você aceitou sair com o melhor amigo de SIRIUS BLACK?

Não dava pra gente ouvir mais porque tínhamos que continuar andando.

E porque Sirius estava ficando muito vermelho, então eu achei mais seguro sair dali.

Andamos em silêncio até a saída do colégio, quando julgamos estar longe o suficiente.

- Argh.

Foi tudo que o cachorro idiota falou por uns bons dois minutos, até avistarmos Remus e Peter parados perto das bicicletas e irmos andando até eles.

- Por que diabos você tinha que escolher a Evans, Prongs? Logo a criatura que é a melhor amiga daquele monstrinho.

- Primeiramente, quem tem algo contra a McKinnon aqui é você, e não eu. E depois, você sabe muito bem o porquê.

- Por que o quê? – perguntou Remus quando nos aproximamos, já que ele só tinha ouvido o final da conversa.

Abri os braços, me gabando, mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa, Sirius me interrompeu, emburrado:

- A Evans aceitou sair com ele.

- Ah. – Remus respondeu, com as sobrancelhas franzidas – Pois saiba muito bem que eu ainda discordo totalmente dessa ideia.

- Que ideia? – Peter resolveu se intrometer, só para receber três reviradas de olhos, com sempre.

- Bom, Wormtail. Quando você encontrar alguém que tenha paciência pra te explicar, me avise. - Sirius respondeu e saiu andando.

Para o lado da minha casa, vale a pena lembrar.

- Bem, até amanhã.

Me despedi com uma continência e fui andando para o mesmo lado.

- Pads, você não deveria ir para o ponto com o Peter?

- Nah, vou dar um "oi" pra Sra. Potter hoje.

Revirei os olhos de novo.

- Ótimo. Quem não daria tudo para mais um dia com Sirius Black?- ironizei.

Remus passou por nós com a bicicleta e tocou a buzina, acenando. Nós acenamos de volta antes de Sirius perguntar:

- Então, pra onde você vai levar a ruiva?

- Bom, essa acabou sendo uma parte um pouco mais complicada...

- Quer saber de uma coisa? Eu ainda não entendi direito qual é a desse seu plano de namorar a Evans. Não faz sentido na minha cabeça. – Sirius estava totalmente jogado na minha cama enquanto eu tentava fazer o dever de Matemática para o dia seguinte. Ele continuava insistindo nesse assunto.

- Padfoot, não é tão difícil assim de entender. A gente pode até ser popular na escola e tudo mais, mas você não pode negar que a Evans também é.

- Certo. Não sei bem se ela sabe disso, mas ela é.

- Então. Não há nada melhor do que ser o casal da escola. Literalmente. Você consegue tudo o que quer com qualquer um.

- Verdade.

- Isso sem contar que ela pode fazer meu dever de casa, me livrar das encrencas com os professores, fazer a galerinha indie (e talvez até os nerds, não que eles importem) gostar de mim, e um cara comprometido sempre é o mais desejado da escola. Entenda, meu caro Sirius: elas sempre querem o que não podem ter.

- Acho que eu amo muito a minha "solteirice" para trocá-la por isso.

- Bem, você quem sabe. Mas ainda tem o bônus de que ela até que é gata.

- Não há controvérsias.

Não pude evitar jogar uma almofada na cara do cachorro depois dessa.

- Ei! "É da minha futura namorada que estamos falando"! – comentei, antes de começarmos a rir descontroladamente.


Quando o sinal tocou eu já estava basicamente dormindo, mas aquele som inconfundível de liberdade me acordou totalmente.

Peguei minhas coisas e fui calmamente para a sala de História, onde eu tinha certeza de que iria realmente dormir. Sério mesmo, aquela aula era simplesmente um sonífero.

Sentei no lugar de sempre do fundo e esperei que o resto da sala chegasse. A pior parte é que nenhum dos meus amigos fazia essa matéria, então eu ficava totalmente entediado.

Coloquei minha mochila do lado da carteira, e percebi que ela estava em cima de alguma coisa.

Era um livro.

"Quando Tudo Volta".

Não era um desses livros que você vê na vitrine toda vez que passa pela porta de uma livraria, ou que você vê metade da escola lendo.

Uma das coisas que mais me estressam sobre os livros é a influência dos best-sellers. Não que eu odeie livros famosos nem nada do tipo, mas atualmente é quase como se livros fossem moda, tanto quanto roupas.

Se um livro sobre câncer faz sucesso, daí a pouco surgem 650.000 livros diferentes sobre câncer. E o pior é que as pessoas caem nessa, achando que são histórias originais, quando na verdade estão só tentando fazer sucesso e existem tantos outros livros realmente legais por aí, mas que ninguém lê.

Esse parecia diferente.

E enquanto o professor começava seu blá-blá-blá infinito sobre uns caras de mais de 1000 anos, eu comecei a lê-lo.


Quando o sinal tocou, eu nem percebi que já haviam se passado 70 minutos daquela loucura monótona.

Já tinha chegado na página 53 do livro que era impressionantemente bom. Estava todo cheio de marcações e frases sublinhadas, o que provavelmente significava que aquele era o livro preferido de alguém, e que esse alguém já o tinha lido milhões de vezes.

No momento em que eu saí da sala, porém, apenas três dígitos realmente me interessavam:

O número 374, escrito a lápis na folha de capa, num lugar onde outros números pareciam já ter sido escritos e apagados anteriormente.

Isso com certeza significava alguma coisa.

E eu estava louco para descobrir o que era.


NA: BEEEM, é isso queridos! Espero que tenham gostado! Tentem lembrar do número 374, ele é meio que importante, mas para quem não lembrar, também não tem problema nenhum, tá tudo bem explicadinho nos próximos capítulos! Ah, e essa coisa toda dos flhashbacks... eu sei que é meio cansativo e seria bem mais simples falar tudo de uma vez, mas tem coisas que eu quero no POV de Lily e outras no de James, e também acho mais legal assim ;) Mas pra quem acha cansativo (e eu sei que pode ser, porque eles fazem isso na série Arrow e tem horas que é muito irritante hahaha), me desculpo logo, mas eu achei que ficaria melhor assim, antes de tudo, e fiquem traquilos que não vai ter isso por muito tempo não (o último deve ser antes do quinto capítulo)! Eeee eu revelei o livro! Super desconhecido, eu sei. Mas eu amo ele, e super recomendo a qualquer um, então coloquei aqui de qualquer forma!

Bem, acho que é isso! E aí o que vocës acharam da coisa toda, do POV de James... É a primeira vez que escrevo pelo ponto de vista masculino e tal, então sou meio nova nessa coisa toda... Quero feedback! hahaah Comentem, mandei PM, sei-lá hahaha Adoro saber o que vocês pensam!

Beijinhos, e até a próxima!

Feliz Natal (atrasado), e um ótimo 2016 pra vocês hahaha! Até ano que vem ;)

XOXO