LOVE SONG

CAPíTULO TRêS

- O show foi realmente fascinante! – exclamou Arashi enquanto descia as escadas acompanhada de Eriol, Fuuma e Seishirou.

O garoto tinha o rosto vermelho e se encontrava rouco, pois gritara tanto no show que todos se espantaram quando ele deu um grito agudo:

- São eles! – falou apontando para um grupo de pessoas que vinham caminhando na direção deles.

Uma das pessoas, um rapaz de cabelos curtos passou correndo e pulou no colo de Seishirou, dando-lhe um beijo caloroso, sem se importar com ninguém em volta. Eriol já tirava o caderno com fotos dos integrantes da banda e procurava uma caneta.

Kamui veio até Fuuma e com um olhar tímido disse:

- O que achou do show Fuuma?!

- Ótimo. – respondeu ele sorrindo. – Principalmente aquela música que vocês cantaram no fim… acho que se chamava… My Way Home Is Trough You¹.

As bochechas de Kamui coraram com o comentário.

- Essa música é nova! Kamui encheu nosso saco para tocá-la no show de hoje! – falou um dos integrantes da banda.

Fuuma o olhou intrigado.

- Que tal se todos nós fossemos jantar no restaurante do Ritz? – sugeriu Seishirou ainda com Subaru agarrado ao seu pescoço.

- Uma ótima idéia Seishirou! – exclamou Kamui. – Vocês podem ir com a gente?

Arashi olhou de esguelha para Fuuma que respondeu:

- Imagina se nós iríamos atrapalhar. Podem ir. Já abusamos demais por hoje!

- Que é isso! – exclamou Subaru. – Todos nós iremos!

Eriol, que até então não tinha falado nada cutucou Subaru na cintura e disse:

- Senhor… poderia… poderia autografar pra mim?!

Subaru o olhou com candura e largando o pescoço de Seishirou respondeu:

- Se seu tio e sua mãe irem conosco até o restaurante você não ganha só o autógrafo, mas toda nossa discografia com dedicatória especial de todos os integrantes da banda!

Kamui olhou para Fuuma, e este agitou os braços em sinal de rendição.

- Tudo bem! Eu concordo em ir…

- Obrigado. – respondeu Kamui enquanto eles saiam pelos fundos sendo recepcionados pelos familiares flashes dos fotógrafos.

- Pelo que?

- Por me fazer tão feliz hoje.

Fuuma corou, mas não foi pela exibição aos fotógrafos e suas lentes de alta-definição. Ele estava amando. Amando alguém como nunca amara antes.

O jantar foi absurdamente agradável. Fay e Kurogane se juntaram à mesa na quinta pizza e juntos começaram a conversar sobre os mais variados assuntos. Eriol e o baixista da banda ficaram no canto, conversando sobre as próximas turnês.

- Como eu ia dizendo… Fuuma trabalha em uma livraria – começou Kamui após beber um gole do refrigerante light.

- Me espantaria se ninguém soubesse disso Kamui! – retrucou Subaru dando um beijo na bochecha de Seishirou. – Você mesmo me contou isso milhares de vezes desde que conheceu o Fuuma!

Arashi olhou de esguelha para Fuuma que tinha a cabeça embaixo da mesa, procurando um garfo que "acidentalmente" caíra da mesa.

- Como eu ia dizendo – continuou Kamui fingindo não ouvir o comentário do amigo. – Fuuma trabalha nessa livraria, que na minha opinião é uma das melhores do mundo!

Fuuma voltou com a cabeça mais vermelha que uma lagosta.

- Obrigado Kamui, mas você está exagerando!

- Nada disso! Em que lugar do mundo você encontra uma livraria que deixa seus clientes tocarem piano! E um piano de cauda!

Fuuma sorriu constrangido. Quem adoraria estar ouvindo aqueles elogios era a dona da livraria, Yuuko Ichihara, que com certeza naquela altura da conversa já teria proposto um show no espaço cultural da sua loja.

O papo foi ficando mais aberto e logo vieram o champagne, vinho e outras bebidas. Subaru e Seishirou estavam agarrados em um canto, sendo confundidos por todos em saber quem era quem. Fay dormia no ombro de Kurogane que conversava com o baterista da banda sobre rolhas.

Os únicos que permaneciam sóbrios eram Kamui e Fuuma, que observavam sorrindo as investidas de Arashi no baixista da banda, que tinha posto Eriol para dormir.

- Então… - começou Fuuma. – Quem é o compositor daquela música?

- Quer mesmo saber? – perguntou Kamui mexendo no canudo do seu copo de milk-shake de morango.

- Claro! Eu adorei ela, ainda mais com aquele maravilhoso solo no piano que você tocou no meio. Ele é italiano?

- Não. Americano. Um americano que conheceu uma pessoa muito especial…

Fuuma olhou interessado, mas ao notar o constrangimento no olhar de Kamui perguntou:

- Essa pessoa, é você Kamui?

Ele assentiu ruborizado.

- E porque não disse antes?! Meus parabéns!

- Obrigado.

- Kamui! – exclamou Subaru de um canto do restaurante. – Kamui… para de enrolar e beija logo esse vendedor de livros!

Fuuma corou violentamente e pigarreou alto.

- Acho melhor ir pra casa. Está tarde e…

- Não Fuuma fica! – exclamou ele e inesperadamente tocando a mão de Fuuma.

Quando notou o que tinha feito rapidamente recolheu a mão e levantou-se.

- Por favor, fique esta noite no hotel Fuuma. Eu mandarei o recepcionista pegar um quarto no mesmo andar que o meu. Espere aqui, por favor. – e saiu pela porta que levava diretamente à recepção do prédio.

"O que foi que eu fiz?", pensou Fuuma batendo a mão na testa.

Logo Kamui voltou com a chave do quarto. Com um pouco de ajuda Fuuma carregou Eriol no colo enquanto Arashi ia sendo conduzida pelo baixista que se despediu dos dois e entrou no quarto puxando a mulher.

- Acho que nossa noite termina aqui! – anunciou Fuuma abrindo a porta.

Kamui olhava para os sapatos. Entregou as coisas de Eriol para Fuuma e lançou um aceno tímido. Fuuma deitou o garoto no sofá e olhou pela janela. O dia já estava amanhecendo.

- Ei, Kamui! – gritou ele para o rapaz que já se encontrava no final do corredor.

Kamui parou de abrir a porta e voltou-se para Fuuma que parou bem na sua frente, a respiração ofegante.

- O que foi Fuuma? Algum problema no quarto?

- Não, está tudo ótimo. Eu me esqueci de perguntar pra você… pra quem foi a música?!

- Que música? – perguntou Kamui.

- Aquela que você cantou no final do show.

Olhando pro lado Kamui respondeu ruborizado:

- Aquela música eu escrevi no mesmo dia em que eu te… te conheci. Ela foi feita pra você Fuuma!

Era só isso que ele precisava ouvir. Prendeu Kamui na parede e tomou-lhe os lábios de uma forma desesperada. Kamui assustou-se no começo, mas passado um tempo segurou o pescoço de Fuuma e aprofundou o beijo.

- Eu acho que eu estou… gostando de você! – disse ele quando os dois se soltaram.

- Eu também acho que estou. – respondeu Fuuma sorrindo. – Podemos entrar?!

- Claro. Mas só vamos conversar.

- Não será necessário – falou Fuuma abrindo a porta e sendo recepcionado pela luz do sol que entrava pela varanda. – Só vamos observar a natureza em seu mais belo espetáculo.

Os dois caminharam de mãos dadas até o sofá onde sentaram-se e ficaram abraçados, observando o sol nascer em meio aos prédios.

- Não dizem que vampiros não gostam de sol?! – Fuuma brincou.

- Quem disse que eu sou um vampiro? – respondeu Kamui no mesmo tom.

- É mesmo. Eu esqueci que você é um anjo… mas um anjo sub oculto.

- Como assim?!

- Um anjo oculto por uma pele de vampiro!

Os dois riram. Kamui tomou os lábios de Fuuma novamente, e em seguida deitou no colo dele, onde foi carinhosamente acariciado por Fuuma. Os dois pareciam escutar um som mágico que era irradiado de seus corpos. Era o som do amor.

Quando os dois acordaram já era uma da tarde. Kamui deu um selinho em Fuuma que sorriu e aprofundou o beijo.

- Por que acordamos? – perguntou ele enquanto se espreguiçava.

- Digamos que tem um filho sem mãe batendo na nossa porta!

Os dois sorriram. Eriol batia na porta e chamava pelo tio.

- Acorda! Ele não vai querer ver o tio dele abraçado com um rapaz…

- Nada disso. Ele vai adorar! – respondeu Fuuma. – Ele te adora!

Kamui vestiu a camisa de Fuuma e foi até porta coçando os olhos.

- Sr. Kamui… meu tio… você viu meu tio por… porque você está usando a roupa do meu tio?!

- É só Kamui pra você Eriol! E acho que agora eu também serei seu tio!

Eriol pôs a cabeça pra dentro do apartamento e viu Fuuma usando apenas a cueca samba-canção enquanto ia até a pequena cozinha preparar o café.

- Legal! – ele exclamou pulando no colo de Kamui, que assustado caiu com ele no chão. – Eu tenho um tio famoso! Meus amigos na escola não vão acreditar!

Kamui riu. Ele estava se sentindo muito feliz. Nada poderia atrapalhar sua vida agora. Nada. Fuuma foi até eles e deu um beijo na testa do sobrinho, fazendo o mesmo em Kamui.

- Somos uma família agora! Por falar nisso… onde está sua mãe?

Como resposta Arashi apareceu com olheiras nos olhos e os cabelos antes lisos totalmente embaraçados na frente do rosto.

- Nossa! Aquele homem, como é mesmo seu nome? Sorata! Meu Deus! Ele é magnífico!

Owari


Nota do Autor: Oieee! Essa cap. foi o penúltimo dessa minha primeira fic com Fuuma/Kamui. Eu gostei dela, ficou bem bonitinha... alguns com certeza vão pensar: mas eu já vi essa hist. em algum lugar antes! Pra eu não complicar vou explicar.

Na semana que essa fic penetrou em minha mente eu tinha acabado de ver o filme: Um Lugar Chamado Notting Hill, que pra quem assistiu sabe muito bem como é a história.

Se acharem algum problema me mandem um review.. eh que não deu pra corrigir direito, pois esta semana está sendo um tormento pra mim, nem sei como achei tempo pra vir aqui colocar o capítulo! faz cara de exausto e cai da cadeira

Espero que tenham gostado.. e na semana que vem... se eu conseguir, trago o último cap. de Love Song.

P.S. : ¹ A música que eu coloquei ali, que o Kamui fez pro Fuuma é da banda My Chemical Romance, e pertence ao seu último single War of Words, criado para divulgar a música Famous Last Words... bem, explicação dada!