"Grissom, você está com ciúmes do Alex?"

"Não! Claro que não!"

Sara pode ver nos olhos dele, que estava mentindo. Ela riu novamente:

"Vamos esclarecer umas coisas: primeiro, o passeio foi ótimo, porque o cavalo é ótimo. E segundo... Se eu realmente quisesse ter alguma coisa com qualquer outro homem... tenha certeza que eu jamais faria isso".

Ela se aproximou e o beijou na boca. Grissom foi pego totalmente de surpresa

"Essa não foi uma boa idéia." disse ela vendo a cara de choque dele. "Independente de estarmos sozinhos, longe de qualquer csi, e independente do que eu sinto por você, eu definitivamente não deveria ter feito isso. Desculpe. Não vai acontecer ...".

Para faze-la parar de falar, Grissom a beijou. No inicio foi doce, delicado, mas depois ele puxou a cabeça dela mais perto e a devorava. Sara abriu a boca, de modo a facilitar o caminho para ele. grissom mexia a língua com fervor, explorava cada parte da boca dela.

Eles só pararam, pois precisaram respirar

"Ok. O que foi isso?" pensaram os dois ao mesmo tempo.

Grissom virou de lado, escondendo a sua surpresa. Não que ele se arrependesse, mas aquilo foi uma coisa que ele não esperava ter feito.

"eu estava assim tão desesperado?" Se questionou ele. "Acho que sim!"

Sara passou a mão no cabelo, ainda não acreditando que aquilo tinha acontecido.

"para quem era devagar, agora eu diria que ele foi muito rápido." pensou ela com um sorriso. "Deus, como ele beija bem!".

"Acho que é melhor voltarmos para o trabalho" disse Grissom sério.

"Ele não quer falar sobre isso... isso significa que... Deus, espero que ele não tenha se arrependido"

Grissom foi escannear as impressões digitais para mandar ao laboratório de Las Vegas e Sara foi organizar os papéis. Como pensar numa coisa séria depois do que tinha acabado de acontecer? Grissom podia até conseguir, mas ela não.

Depois de meia hora, Grissom sugeriu que eles fossem conversar com o dono da pousada. Era o único que faltava para interrogar. O homem tinha mais ou menos 50 anos, moreno, alto e tinha cavanhaque.

"Será que podemos conversar com o senhor um minuto?" Perguntou Grissom.

"Mas é claro. Venham comigo".

O homem os dirigiu até a sala de estar.

"Em que posso ajudar?" Perguntou ele.

"Onde o senhor estava na noite do assassinato?" Questionou Grissom

"Jantando no restaurante. Minha mulher veio apressada e pediu que conversássemos em outro lugar. Foi aí que ela me disse o que tinha acontecido".

"E você a convenceu de chamar a policia..." falou Sara.

"Disse que seria bastante suspeito se não agíssemos dessa forma. E nós não temos nada a ver com isso! Ela argumentou dizendo que poderia ser ruim para os negócios e eu sugeri que chamássemos um amigo para cuidar disso".

"O que pode dizer sobre Mark Carlton?"

"Ele é casado... Era... Mas sempre veio para cá sozinho"

"E por que ele fazia isso?" perguntou Sara.

"Acho que era o lugar onde ele podia ter um tempo só para ele. Na ultima vez que ele veio, nós conversamos e ele disse que estava tendo problemas com a esposa".

"Qual tipo de problema?"

"Ele não entrou em detalhes" respondeu o senhor Monroe olhando para Grissom. "Mas parecia sério".

"E quanto a essa vez, vocês chegaram a conversar sobre isso?"

"Ele chegou dois dias antes, mas não queria conversar com ninguém. E eu não insisti".

"Está certo. Nós vamos verificar isso" falou Sara.

"Só mais uma coisa: a mulher alguma vez ligou para cá, perguntando por ele?" perguntou grissom.

"Não que eu saiba".

"Ok. Obrigado". disse Grissom

"Disponha" disse o senhor Monroe se levantando e indo embora.

"No que esta pensando" Perguntou Sara.

"Se a mulher sabia que ele vinha aqui toda vez que brigavam".

"acha que ela teria matado ele? ou contratado alguém?"

"Não sei. Mas temos que pensar na hipótese. Vou ligar para o brass e pedir que ele fale com a viúva".

"Grissom..." disse Sara quando ele se levantou. "Nós precisamos conversar".

"Eu sei. E nós vamos".

Grissom foi para seu quarto fazer o telefone e Sara aproveitou para tomar um banho relaxante. Ela ligou a torneira que enchia a banheira e foi para o quarto. Se despiu, guardou as roupas no armário, pegou um conjunto novo e voltou. Colocou a toalha próxima e entrou na banheira, até o pescoço. A água estava maravilhosa. A primeira coisa que veio na cabeça quando recostou sobre a borda foi o beijo: tão doce, tão apaixonado...

"Gostaria de saber a quanto tempo ele tinha essa vontade, mas reprimia". Pensou ela.

TBC