O começo

Mel estava deitada há horas, e não conseguia dormir. Olhou para o lado e viu Gina dormindo "É impressionante essa garota! Dorme em 5 minutos" pensou, enquanto voltava a olhar para o teto.

"O que será que está acontecendo com Colin? Ele tá tão estranho ultimamente.(...) será que ele está com problemas?(...) Não.(...) Ele falaria se estivesse... Então o que?...Desisto! Não quero nem saber. Ele que se dane com os seus segredinhos. Colin agora é passado, Melissa! Passado!" pensava.

Mas se livrar de Colin era difícil. Ela lembrava dos encontros dos últimos dias, no quais ele olhava para os lados constantimente e de repente a abraçava forte, passando as mãos em seus cabelos negros e beijando sua cabeça. Ficavam ali, abraçados, como se ele quisesse protege-la de algo. Não conseguia entender o que estava acontecendo, queria entender, mas não conseguia.

Virou agoniada na cama, olhou para o relógio: "4 horas, e agora? Eu não dormi nada, e daqui a pouco vou ter que levantar!" pensou, enquanto se culpava por não ter conseguido dormir. Depois de outra tentativa, em vão, para tentar adormecer, resolveu levantar e ir tomar banho, para aliviar seus pensamentos.

Gina acordou e viu que Mel não estava mais dormindo, levantou e foi em direção ao banheiro. Pela primeira vez na vida, havia acordado cedo. Só de se lembrar que teria aulas com o Malfoy, até seu sono ia embora, não sabia o que fazer. Claro que não poderia, simplesmente, faltar as aulas e deixar ele lá, esperando. Teria que enfrentar a situação, iria ser as piores horas de sua vida, mas teria que ir, mesmo para provar que não tinha medo de nenhum Malfoy mentido a gostoso.

Chegando no Salão Principal, deparou-se com Mel sentada, isolada, na mesa da Grifinória. Quando sentou ao seu lado, reparou que ela estava com olheiras horríveis e com uma cara péssima de cansaço.

O que aconteceu, Mel? - perguntou preocupada.

Não consegui dormir. – respondeu, comendo um pãozinho em seguida.

Pobrezinha! - disse abraçando a amiga.

Mel fechou os olhos e respirou fundo. O apoio de Gina agora, iria ajuda-la muito. Afastou-se e continuou a comer.

Chega desse clima de velório! - disse.

Você está certa. – respondeu Gina.

Draco acordou maravilhosamente bem. Há tempos não dormia tão tranqüilo e descansado. Olhou ao redor. Todos em seu dormitório dormiam profundamente. Caminhou para o banheiro, tirou a roupa e entrou no chuveiro, para tomar banho. Sentiu a água gelada cair pelo seu corpo. Agora, estava totalmente relaxado.

Quando terminou de se arrumar, foi para o Salão Principal. Enquanto comia, viu uma cabeça vermelha atravessando a porta do Salão e indo para a mesa da Grifinória. Aquilo lhe lembrou o seu maior motivo de felicidade: depois de amanhã (Domingo) teria sua primeira "aulinha" com a Weasley. Ainda não tinha decidido o que fazer, mas não tinha pressa. Olhou para o lado e deparou-se com Blaise sentando.

Draco, seu safadinho! – começou - Olha quem você arranjou para nos ajudar! Sinceramente, você me surpreende!

Sabia que você ia gostar, Zabini. - disse Draco voltando a comer.

A única coisa que pergunto é: por quê? – falou Blaise. – Por que ele?

Simplesmente pelo fato de que o Creevey também estava fazendo suas investigações sobre o caso há muito tempo, e ninguém desconfiava disso. – começou Draco, olhando para Blaise. - Nosso 'amigo' Colin não é nada burro. Já estava desconfiado há tempos do que está acontecendo, e começou a seguir "certas pessoas", a notar certas "coisas", até que ele cruzou o meu caminho, desconfiado de que eu também estivesse metido nisso, mas aí, eu descobri o que ele pretendia. E antes que ele fizesse alguma coisa, já estava trabalhando com a gente.

Impressionante! É praticamente impossível esperar uma coisa dessas de uma pessoa como ele. – falou Zabine. – Draco, eu não sei como esse menino, sem nenhuma informação começou a notar o acontecido, mas eu sei que ele veio como um presente para a gente, pois juntando o que temos mais o que ele tem, dá um avanço altamente significativo no nosso plano. Talvez, podemos acabar com isso antes "daquilo".

Justamente. Mas vamos parar de falar sobre isso, aqui não é um lugar confiável. – disse Draco, olhando ao redor para ver se alguém os observava.

Ah! Deixa eu te contar. – Blaise falou, mudando totalmente de assunto. - Não preciso mais de sua ajuda para chegar na Weasley.

É? Você finalmente pensou? – ironizou Draco.

Hoje... - Blaise continuou, ignorando o comentário de Draco.- ...quando estava arrumando meus livros, sabe o que eu encontrei? Um livro da Weasley! Acho que quando nos esbarramos, acabei pegando seu livro de poções por engano.

Digamos, então, que você teve sorte. - disse Draco.

Pense do jeito que quiser.

E então? Qual é a sua idéia? - virou-se para olhar para Zabini.

Só vou entregar o livro. - disse Blaise fazendo uma cara inocente, mas com um sorriso malicioso.

O velho Blaise Zabini está de volta. Vamos pra aula. - disse Draco, levantando-se.

Mel! Você viu meu livro de Poções? - Gina perguntou, enquanto se dirigiam para as masmorras.

Não vi não, Gina. - Respondeu, dando um bocejo logo em seguida.

Eu não encontro em lugar algum. – falou Gina, desolada.

Você não emprestou a alguém?

Que eu me lembre não.

Entrando no ambiente frio das masmorras, Gina lembrou novamente que no Domingo ela estaria ali com Malfoy. "Acho que vou vomitar" pensou.

Hoje vamos aprender a fazer a poção Invisibiliate. – disse Snape, aparecendo de repente - Algum de vocês teria inteligência o suficiente para me dizer para que serve?

Uma única mão foi ao alto.

Sim, Sr. Hengel.

Deixa a pessoa invisível por uma hora.

10 pontos para a Lufa-Lufa.

Luís Hengel era o único aluno do 6o ano, lógico, tirando os sonserinos, que respondia as perguntas de Snape. "Como ele consegue?" pensou Gina.

Pois bem, os ingredientes a serem usados estão no quadro. Podem começar.

Gina andava em direção ao Salão Principal para jantar. Mel havia ido antes, pois Gina foi perguntar a Colin se ele estava com seu livro. Para sua surpresa ele não estava. Gina estava desesperada, primeiramente porque tinha ido muito mal na aula de poções de hoje, e também porque estava sem livro.

E aí? - perguntou Mel, deixando Justino falando sozinho.

Nada... Aonde eu coloquei essa coisa? - disse Gina que já estava com muita raiva.

Você vai achar. Agora, coma. - Mel apontou para o prato à frente da ruiva.

Ah! Oi, Justino, desculpe o mau jeito. - falou Gina dando um sorriso, que Justino retribuiu.

Bem, Justino e eu vamos a biblioteca fazer o trabalho de Snape, aquele sobre as leis que impedem o uso daquela poção de hoje. Você vem?

Depois de comer, talvez, eu passe por lá. - "Não vou segurar vela" pensou Gina.

Ok! - Disse Mel, virando-se, Justino foi logo atrás.

Subindo calmamente as escadas, Gina pensava em Mel, realmente torcia para que a amiga se desse bem com Justino e esquecesse Colin.

Chifre-de-dragão. - disse antes que a mulher gorda perguntasse a senha.

O quadro abriu lentamente. Gina estava entrando, quando sentiu uma mão em seu ombro puxando-a de volta para fora. Gina virou-se. Mas o que ele queria com ela?

Eh, Oi! Tudo bem? - perguntou Blaise a uma Gina confusa.

Oi? Zaline, não é? - perguntou.

Zabini.

Oh, me desculpe. - falou Gina sem graça.

Eu queria devolver isto. - Zabini disse, entregando-lhe o livro.

Graças a Merlin! Você nem imagina o quanto eu procurei por este livro. Já estava desesperada, achando que tinha perdido. E ainda preciso fazer uma redação para Snape, e nem sei por onde começar.

Você poderia me dizer sobre o que é esta redação? Talvez eu possa ajuda-la. Lógico, se você quiser. – disse Blaise, tentando parecer simpático.

É sobre as leis que impedem o uso da poção Invisibiliate. Você sabe alguma coisa sobre isso?

Blaise riu internamente. Lógico que ele sabia. Ora, ele queria ser um advogado e leis do mundo bruxo e algumas trouxas eram o que ele mais sabia.

Acho que posso ajudar. Sabe, eu quero ser advogado e leis são a minha vida.

Então Sr. Zabini pode se preparar, porque eu vou aceitar a sua ajuda. -disse Gina rindo.

Blaise, pode me chamar de Blaise.

Ok! E você pode me chamar de Gina.

Gina subiu para seu dormitório para deixar o pesado material e trocar a roupa. Enquanto isso, Blaise a esperava sentado olhando para o quadro da mulher gorda. "Eu sou o bom" pensava. Quando o quadro abriu, lá estava a ruiva, com uma calça jeans surrada e uma blusa branca, segurando o livro de Poções, alguns pergaminhos, pena e tinta.

Vamos? - perguntou.

Claro. – respondeu Blaise.

No caminho para a biblioteca, Gina foi à frente, pois tinha passos rápidos. Blaise reparou, quando algo caiu do livro de Gina, apanhou e não acreditou.

Chuddley Cannos? Você torce para eles? - Vendo que o que tinha caído, era nada mais que o brasão do time, dois C's grandes e pretos e o fundo laranja.

Gina virou-se, "Como ele sabia?".

Lógico, eles são os melhores. - respondeu, vendo o adesivo dos Cannos na mão de Blaise.

Eu também torço por eles! Realmente, são os melhores. Você foi ao último jogo deles? Contra o Puddlemere United? - perguntou empolgado.

Não, papai não conseguiu os ingressos a tempo. Até tentamos comprar, mas estavam esgotados. - disse Gina com uma cara de decepção.

Nossa, você perdeu o melhor jogo deles! Nós massacramos os bostas do Puddlemere United, de virada! FOI MUITO BOOOMMM!

Já me disseram. - disse Gina com um sorriso na boca. - Me conta? - pediu entusiasmada.

Claro! Fomos Draco e eu, só que o Draco torce pro Puddlemere United. - os dois fizeram uma cara de vômito, os Cannos e o Puddlemere United eram rivais desde os tempos do começo do quadribol profissional.

Tinha que ser um Malfoy pra torcer pra aquele timinho. - disse Gina, os dois riram.

Continuando, o Lúcio conseguiu os ingressos, acho que um mês antes do jogo. Tinha muita gente, um lado todo Laranja e preto, e o outro com aquelas cores horríveis roxas e prateadas. Nós, é claro, estávamos em maior quantidade.

Claro. - disse Gina.

Aí, entrou: Henan Ritch, Erina Blesth, Josh Ivanovit, Walter Spindler, Alinie Walker, Carol Geytur e a animal da Charlotte Gabbay, essa mulher é muito boa, os gols que ela faz são inacreditáveis, ela desbancou o Krum de lavada, ela é muito melhor que ele.

Você gosta da Gabbay? Eu sou alucinada por ela, ela é a melhor do ano, segundo a Quadribol World's, você viu? Ele é a melhor de todos os tempos. Além do mais, ela é artilheira, não uma apanhadora, como Krum. Ela vai pro ataque corpo a corpo. O que eu mais gosto é que ela não tem medo daqueles brutamontes dos outros times. Ela é demais.

Pode crê, é exatamente isso que eu acho, ela é animal, é a melhor. Quando ela entrou, a torcida toda berrou mais alto que pode. Depois entrou o timinho dos Puddlemere United. Nem acredito que o Olívio Wood ainda joga lá, tanto potencial jogado fora.

Mas você não ouviu comentários da possível ida dele para os Cannos? - perguntou Gina

O quê? Sério? Não tinha ouvido isso ainda, que maravilha! Pronto, agora sim, o Wood está num time decente. Mas voltando ao jogo, o juiz apitou, a goles começou com os perebas do United, que logo marcaram um gol, mas foi erro do Henan Ritch, que sinceramente não sabe agarrar muito bem. Logo depois vieram mais quatro gols, era quarenta a zero, nós estávamos tão nervosos que começou uma briga feia entre uns torcedores, que logo foram expulsos do estádio. Então, finalmente, começamos nossa reação, - enquanto falava, Blaise gesticulava muito, tentava imitar com perfeição os movimentos, as caretas dele fazia Gina rir e muito. – logicamente, foi com Charlotte, ela é demais! Avançou, deu um vôo espetacular pra desviar dos brutamontes do Redreric e Yvan, e fez o nosso primeiro gol, logo depois ela fez outro e outro seguido, ele é tão boa que conseguiu empatar sozinha o jogo. Ela é o delírio da nação Cannos.

"Aí quando ela fez o último Gol, a Katerine Hikoana chamou-a de vaca. Ouve uma vaia de toda a torcida dos Cannos, então a Charlotte foi pra cima dela. 'BRIGA DE MULHER' gritaram, foi um máximo, mas aquela briga estava muito longe de puxões de cabelos e unhadas, era soco mesmo. Enquanto essa briga rolava, Erina Blesht viu o pomo-de-ouro e saiu desparada na frente do Karl, nem dá pra comparar a maneira que os dois voam, a Erina tem muito mais controle na vassoura."

Com certeza, eu vi uma vez que ela saltou da vassoura pra pegar o pomo e depois conseguiu se agarrar de volta. Nosso time é muito bom!

Pegamos o pomo e vencemos de cento e oitenta a quarenta, foi um zoação só com os United. Você tinha que ver, Gina. Num coro só começamos a cantar o hino do Cannos. - no meio do corredor Blaise e Gina começaram a cantar juntos o hino:

Ao pôr-do-sol vemos o laranja gritante

Nascer do astro reeeeei.

Logo após vem o ébano escarlate

Escurecer os campos dourados

Aos inimigos só temos a dizeeeeerr

Cuidaaaadooo! Cuidaaaaadoooo!

Chuddler Cannos vai arrasar vocês!

Gina e Blaise caíram na gargalhada, ela se apoiou na parede para não cair no chão, sua barriga doía e sua boca não agüentava mais de tanto rir, depois de cinco minutos e o acesso de risos terminados, Gina levantou e olhou para Blaise, que estava sentado no chão muito vermelho.

Vamos, temos um dever a fazer. - disse a garota, que ainda ria.

Você viu a cara do Filtch, pra nós Gina?

Lógico, nós parecíamos dois doidos, gritando no meio do corredor o hino do Cannos.

É! Realmente, normais nós não somos. - disse Blaise começando a rir, enquanto finalmente chegavam a biblioteca.

Já eram quase meia-noite e eles ainda estavam na biblioteca, Gina estava acostumada com os trabalhos de Snape, mas aquele era o mais longo e cansativa que ela já fizera.

Acabei! Finalmente! - disse deitando a cabeça na mesa e largando a pena.

Parabéns! Você sobreviveu a mais um trabalho de Poções. – disse, abrindo um largo sorriso para Gina.

Porque vocês, sonserinos, tem tanto facilidade em poções? - disse a ruiva, apoiando os cotovelos na mesa e sustentando sua cabeça.

Não sei. Acho que isso já está no nosso DNA. Sabe, nascemos com isso.

Deve ser, não há outra explicação. Eu nunca pensei que eu pudesse me divertir tanto com um sonserino.

E muito menos eu com uma Grifinória!

Na verdade, eu pensava que todos vocês fossem iguais ao Malfoy.

Na verdade, o Malfoy é exatamente o que um sonserino deveria ser, todo cheio de "não-me-toques". Mas todo sonserino é só parecido com Malfoy, porque ninguém consegue ser igual a ele.

Gina começou a rir, realmente se todos os sonserinos fossem igual ao Malfoy, eles já teriam criado uma escola própria, e tinham deixado Hogwarts há muito tempo. "Por um lado isso seria bom" pensou.

Isso é uma das coisas que eu mais critico, sabia?

O quê? - perguntou a ruiva, saindo de seus pensamentos.

O jeito como Hogwarts é dividida.

Porque? - perguntou Gina. Ela nunca havia parado pra pensar nisso.

Primeiramente, acho que o erro não está na administração da escola. O problema é mais antigo, vem desde a fundação de Hogwarts.

Como? - Gina ainda não havia entendido o ponto que Blaise queria chegar.

Pense comigo: Gryffindor exigiu valentia de todos os alunos de sua casa, Ravenclaw inteligência, Hufflepuff aplicação e Slytherin ambição. Acho que todos são babacas, sabe. Porque sendo Hogwarts uma instituição de ensino, em vez de cobrar estes "dotes", vamos assim dizer, não seria mais correto ensinar isso? Não estou dizendo em teorias, mas em práticas. Valentia, fazer alunos passarem por diversas provas. E o aluno que tem todas essas exigências? Diga-me, como aquele chapéu pode ter tanta certeza de que escolhe certo as nossas casas? Diga-me Gina, todos os Weasley são corajosos?

Bem, na verdade, por mais que tenha passado por boas situações com Harry e Hermione, Rony não é muito corajoso. Morre de medo de aranhas. "Eu não devia ter dito isso, ele parece legal, mas é o melhor amigo do Malfoy" arrependeu-se.

Então, vamos dar o exemplo da Granger, ela é a aluna mais inteligente de Hogwarts eu suponho, porque não está na Corvinal? Não tenho tanta certeza da competência daquele chapéu. Aplicação queria Hufflepuff, mas aplicação todos nós temos quando precisamos.

Eu, por exemplo, adoro dinheiro, não vou negar, mas não sou muito ambicioso, não tanto como o Malfoy. E essa história de sangue-puro é a maior das maiores babaquices, se nosso mundo fosse depender apenas de sangues-puros, hoje haveria apenas quatro famílias aqui na Inglaterra, eu acho, os Blacks, os Zabinis, os Weasleys, e os Malfoys, nós dependemos dos trouxas que viram bruxos para aumentar a nossa população.

Nossa! Realmente, eu concordo com você, talvez se Hogwarts não fosse dividida, acho que poderíamos ser mais unidos.

Exatamente! Esse esquema de casa faz com que sejamos mais egoístas pensando apenas em nossas casas, e a rivalidade Grifinória x Sonserina só faz com que gente como nós se deixem de conhecer. Porque, como você disse, todos os Sonserinos são Malfoy para o resto, e para nós todos Grifinorianos são "pop-stars" como o Potter. - os dois riram.

Bem acho melhor irmos, já é tarde. - disse Gina.

Realmente, já é quase meia-noite. Vamos, eu a levo a seu dormitório. - disse Blaise dando o braço a Gina.

Obrigada. - disse ela.

No caminho para o dormitório eles vinham falando novamente sobre os Cannos, os dois eram os mais fanáticos torcedores.

Você nem sabe o que eu tenho. - disse Blaise

O que? - perguntou a ruiva.

Sabe aqueles bonequinhos do Cannos que você da corda e eles voam e gritam Cannos?

Lógico que sei, só foram fabricados 100 deles.

Isso. Eu tenho dois deles. Amanhã eu lhe mostro, e também os meus cards de jogadores da Liga Mundial.

Eu também tenho Cards da Liga Mundial, quem sabe, nós não trocamos, heim?

Com certeza. Bem, chegamos. - disse Balise a Gina quando chegaram ao quadro da mulher gorda.

É. Bom... eu me diverti muito hoje. - falou Gina, dando um belo sorriso.

Eu também, amanhã a gente se fala, OK? - disse dando um beijo na mão da garota.

Ok! Boa noite, Blaise.

Boa noite, Gina.

Enquanto encaminhava-se para seu dormitório, Blaise, pensava naquelas últimas horas passadas com a Weasley. "Ela não é nada do que eu esperava" pensou. Blaise tinha que admitir que tinha se divertido, e muito, com Gina, há tempos não ria tanto em espaços tão curtos de tempo. Ela era engraçada, bonita, meiga e inteligente. Apesar de pedir ajuda em poções, sabia a matéria, mas precisava de alguém com mais paciência que Snape para poder acertar. "Finalmente, achei alguém a altura para discutir quadribol, porque o Malfoy nesse quesito é meio inútil, pra não falar totalmente."

Veelas. - disse Blaise e a porta de pedras abriu-se.

Na sala comunal da Sonserina, estava Draco sentado lendo alguma coisa de frente para a janela. Blaise sentou de frente para o loiro.

O que você está lendo. - perguntou Zabini.

Draco olhou de canto de olho para Blaise e levantou o livro para que o moreno pudesse ler. Em letras de formas roxas estava escrito: "POÇÕES".

Preparando-se para amanhã?

O que aconteceu? - perguntou Draco, fechando o livro e tirando os óculos que só usava quando ninguém estava vendo.

Como? - perguntou Zabini, querendo deixar Draco irritado.

Como o que, Blaise? Você e a pobretana da Weasley.

Por um momento Blaise achou estranho alguém chamar Gina de Weasley.

Oh! sim, sim. Devolvi o livro a ela. - disse Zabini.

E? - perguntou o loiro.

Nada mais Draco, ela só me falou que estava procurando que nem uma desesperada por aquele livro e ai disse que tinha uma redação pra fazer que o Snape tinha passado.

O que mais? – perguntou Draco, ainda não convencido com a explicação de Zabini.

Levei-a para a biblioteca, naquela estante que você tanto conhece. – disse, parando para pensar logo em seguida – Draco, a Virginia faz jus a cor do cabelo.

Draco deixou cair seu livro e arregalou os olhos.

O que Zabini? Você ficou louco de vez, só pode ser isso! E o que é isso de chamar a Weasley de Virginia? – disse, levantando-se e pegando seu livro.

Ta nervosinho, ta? Draco, desde quando você acredita em tudo que eu falo? – disse, querendo ver seu amigo com raiva.

Depois de escutar isso, Draco virou e jogou seu livro na cara de Blaise.

Credo, Draco! Isso dói! – disse, enquanto massageava seu nariz.

Era pra doer mesmo. Vou dormir, péssima noite pra você Zabini. – falou, indo para seu dormitório.

Estressado...

Gina entrou na sala comunal, lá estava Mione e Harry namorando. "Vou passar rápido não quero atrapalhar" pensou a ruiva. Mas Harry a viu e chamou por seu nome.

- Ei! Gina, me conta direito essa história de que você detonou aquela cara lambida do Malfoy. Ouvi milhares de comentários hoje. – disse o menino.

Gina deu um sorriso culpado e olhou para baixo.

- Não foi nada demais. – ela respondeu timidamente.

- Como não foi nada demais? – Mione completou. – Você acabou com a "reputação perfeita" do Malfoy e acha que não foi nada demais? Ele perdeu o distintivo pra mim! Você sabe muito bem o que isso significa, né? – ela começou a rir.

- Tudo bem, eu sei que foi muito hilário. Vocês deviam ter visto a cara dele, toda cheia de sangue, eu ri muito. – Gina começou a rir novamente.

- Deve ter sido ótimo, ele quer te matar agora, Gina. – disse Ron, que apareceu do nada.

- Ron! – a irmã pulou para abraçar o irmão.

Harry e Mione ficaram caldos e meio sem jeito.

- Gina, cada vez mais me orgulho de ser sua irmão, mandei uma coruja para Fred e Jorge hoje de manhã.

Gina começou a rir, Fred e Jorge amariam saber o que aconteceu.

- Pena eles não estarem aqui. – disse Mione.

- Pode crê. - respondeu Ron rindo.

- Eles com certeza iriam dar um jeito de se divertir mais ainda com essa história. - falou Harry.

- Com Fred e Jorge não se discute, só se gargalha. – falou Gina.

E assim os quatro passaram um bom tempo conversando e rindo, como há muito tempo não faziam.

Gina andava alegremente em direção ao Salão Principal, tinha acordado cedo novamente! Isso realmente tinha de ser comemorado. Quando chegou ao salão, algo fez sua felicidade acabar, lembrou da aula que teria com o Malfoy no outro dia. "Eu não quero ir!" pensou, enquanto encaminhava-se para a mesa da Grifinória.

Apenas quando sentou ao lado de Colin reparou que Mel não estava lá. "E nem ontem na biblioteca...".

Tudo bem Colin? – perguntou.

Tudo... e você? Achou o seu livro?

Achei sim. Ah, Colin. Você viu...

Uma coruja deixou cair um envelope em frente a Gina. Ela abriu:

"Idolatrada irmã Gina. (não se acostume com esse termo, mas você merece),

Foi com um rio de gargalhadas que recebemos a noticia de ontem. Você realmente tem o sangue Weasley! Lógico, o lado inteligente e sarcástico você puxou da gente, estamos realmente orgulhosos de você! Nossa querida irmãzinha, ter destruído a cara do Malfoy! Esperamos que isso se repita várias e várias vezes, para assim a nossa felicidade estar completa.

P.S: Informamos a Gui e Carlinhos e eles disseram que você tinha que rever seus conceitos e da próxima vez não se divertir sozinha e chamar todo mundo. Hehehe.

Chegou não sei como nos ouvidos de Percy (foi o Fred que contou), ele disse que você não deveria ter ser rebaixado a tal nível e mais umas baboseiras sem sentido que eu não entendi como: Minha honrada irmã e etc, etc esses termos complicados que ele usa pra falar que você não foi tão brilhante, ele é um bosta.

Com muito orgulho,

Fred e Jorge."

A menina adorou receber uma carta dos gêmeos, eles eram hilários.

Gina? – chamou uma voz atrás da menina.

Blaise! – disse, enquanto virava e abraçava seu mais novo amiguinho, deixando Colin perplexo.

Olha o que eu trouxe pra você. – Blaise entregou um embrulho para Gina.

Presente? Pra mim? – perguntou, com os olhos brilhando.

E pra quem seria?

Gina abriu rapidamente o presente e o que viu a deixou sem palavras. Era um dos bonequinhos do Chuddler Cannos que haviam falado ontem.

Blaise, eu não posso aceitar. Esses bonecos são muito raros! Só 100 foram fabricados. – disse, estendendo o presente para Blaise.

Pode ficar Gina. Eu tenho dois desses.

Gina abriu um grande sorriso, pulou e abraçou Blaise, o que deixou Colin mais perplexo ainda. "Desde quando o Zabini é amigo da Gina? Realmente, quando penso que já vi tudo, sempre há algo mais a se ver" pensou Colin, tomando o último gole de seu suco de abóbora, e indo embora.

Obrigada, Blaise. - disse Gina, voltando a encarar Zabini.

Trouxe os cards? – disse, mostrando a ruiva o grande deck de cartas, com jogadores de quadribol que acenavam.

É claro. Colocando o seu deck em cima da mesa da Grifinória.

Alguns alunos da própria Grifinória, da Sonserina e das outras casas, passaram por ali, mas havia algo erradíssimo acontecendo, os olhares lançados não eram os melhores. Eram olhares de reprovação por parte dos Sonserinos, de surpresa por parte os da Corvinal e Lufa-Lufa e de total ofensa pelos os Grifinórios. Realmente, Virgínia Weasley e Blaise Zabini haviam quebrado códigos, sentados juntos ali na mesa da Grifinória. Aquilo, seria interpretado como traição para ambas as casas rivais.

De um ponto escondido, alguém de olhos acizentados os observava, alguém que naquele exato momento pouco se importava para códigos, tradições ou qualquer coisa do gênero. Alguém que sempre se preocupou com seu próprio umbigo. "Está dando tudo certo." pensou com um sorriso nos lábios. Mas a pura verdade era que estava dando tudo errado, algo que Draco Malfoy iria perceber, daqui a algum tempo, e iria se arrepender amargamente.

O quê? Você pirou? Gregório Robert não joga nada! Eu é que não vou trocar o meu card da Anny Marie Sijad, pelo dele. - disse Gina, revoltada por Zabini achar que ela trocaria o card de Anny Marie por de Gregório.

Gina! Qual é? Tudo bem que, realmente, o Robert não joga lá essas coisas, mas você tem dois da Anny Marie, que joga muito! O que custa trocar por um que não é tão bom assim? – Blaise tentava convence-la.

Há, há, há! Você ta jurando que vai conseguir me enganar com esse papo de sonserino? Nem pensar! Eu troco com você pelo card de ouro, com a foto do Vladimir Barley! – disse ela, cruzando os braços.

Agora quem tá tentando dá uma de esperta é você! Mas nem pensar, eu lhe dou o card do Barley. Esse é quase exclusivo. – disse, mostrando a Gina o card que ela desejava.

Então tá, mas é você que vai perder a sua chance de completar o time dos Britaniks, não eu que já tenho o time completo. - falou a ruiva, dando um sorriso maroto.

Blaise parou por um momento, e pensou no que ela acabara de lhe dizer. Arregalando os olhos disse:

Ei! Isso se chama chantagem, e não é nada legal para uma Grifinória. Quem deveria estar fazendo chantagem era eu! Esse é o meu papel!

Gina começou a rir. Era impressionante a capacidade que os Sonserinos tinham de se acharem os únicos espertos do mundo bruxo.

É pegar, ou largar. Eu não vou perguntar de novo, ouviu bem? - disse colocando a carta de Anny Marie em cima da mesa.

Blaise passou a mão pelos cabelos negros, estava literalmente na mão dela, aquela era uma carta decisiva, mas ele nunca que trocaria pela do Vladimir, ou trocaria?

Já estava quase na hora de suas aulas, e Draco ainda observava Blaise e Gina conversando. "Por Merlin. De que eles tanto conversavam, para demorar assim?" pensou. Com a demora, decidiu não esperar mais, levantou-se e seguiu para as masmorras, feliz, porque tudo que ele planejara estava dando certo. "Eu sou um gênio".

Chegando nas masmorras, uns dois minutos atrasados, viu que a garota que devia dar aula, já estava lá. Draco passou por ela e sentou no lugar do professor, olhou fixamente para a menina, ela parecia pálida demais, e evitava encara-lo.

"Por Merlin! Ele chegou! O que será de mim? O que será que ele vai fazer comigo?"; "Ele não têm uma cara nada simpática"; "Eu quero a minha mãe!" pensava simultaneamente a pequena Adélia Deyer, primeira aluna de Draco.

Ele sabia que a menina estava com medo, tinha esse dom de intimidar os outros e para falar a verdade, gostava disso. Draco pegou as orientações que lhe foram dadas e deu uma leitura rápida.

Srta. Adélia Deyer? - disse o loiro, voltando-se para a garota.

Adélia estremeceu e deixou a pena cair ao ouvir a voz de Draco.

hrm! - Respondeu com um grunhido.

Então Srta. Deyer, qual é a sua dificuldade em poções? - perguntou, enquanto se apoiava na mesa com os cotovelos, tentando encarar melhor a menina.

É... - tentou começar a menina.

Olha, eu não vou morder você se você falar, e se continuar assim, não tem como eu te ajudar. Eu acho que estou aqui pra isso, não? - falou esperando uma resposta da garota. - Ok. Adélia, não? Hum, qual é a sua dificuldade em poções?

É que - Adélia finalmente falou, mas sem encarar Draco - Eu não entendo essa matéria. Acho muito difícil. - disse olhando para as mãos.

Você sabe, pelo menos, que matéria Snape está passando? - perguntou Draco, levantando uma sobrancelha. - Pelo jeito não. – falou, depois do silêncio de Adélia. – Hum... você está no 1o ano... deve estar dando "Efeitos e ingredientes básicos para poções de principiantes." Accio giz.

Ok. Vamos, lá. Os ingredientes básicos para poções são: - falou, enquanto lançava um feitiço no giz, e este começou a escrever sozinho no quadro. - Dente de morcego; musgo vermelho; alpatio; erva ruz; gota de melar, e outros. - Parou e olhou para Adélia - Você está entendendo? - a garota balançou a cabeça afirmando. - Continuando, cada ingrediente básico tem um determinado efeito quando utilizado em uma poção. Não é como os outros ingredientes, que em cada poção tem um efeito diferente. Os ingredientes básicos têm o mesmo efeito em todos os tipos de poções, por isso que eles são denominados assim. - Draco levantou e dirigiu-se para um armário próximo ao quadro, pegou alguns ingredientes e voltou para a mesa. Sentou e fez um sinal para Adélia se aproximar.

Aqui, estão alguns ingredientes básicos. Você pode identificar algum deles? - perguntou Draco.

Acho, que este é uma erva ruz. - disse a menina segurando as mãos.

Correto. E você sabe qual é o seu efeito em uma poção?

Hum... seria efeito de gosto e textura? - perguntou Adélia timidamente.

Isso mesmo. Agora, se colocarmos este ingrediente em uma poção calmante, que gosto e textura ela irá propiciar?

Não sei. - falou olhando para o chão.

Muito bem. - falou Draco, suspirando. - vimos que os ingredientes básicos têm o mesmo tipo de efeito em todas as poções, certo?

Sim.

E que quando acrescentamos nas poções vão ter o mesmo efeito, só que de forma diferente. Por exemplo: a erva ruz, quando acrescentada em uma poção calmante, deverá apresentar gosto adocicado e textura cremosa, mas quando acrescenta-la em uma poção para casos de dor de cabeça e gripe, a erva ruz apresentará um gosto amargo e textura mais líquida. Agora, o mais importante: isso acontece, porque quando um ingrediente básico entra em contato com os outros ingredientes da poção, seus efeitos variam, como você pode perceber no caso da erva ruz, que ao entrar em contato com o ingrediente calmante da poção Relaxius vai apresentar determinado gosto e textura, e quando em contato com o ingrediente apaziguador da poção Indolorius, já irá apresentar textura e gosto diferente. Entendeu?

Acho que sim.

Hum. Vamos ver então. Faça as duas poções agora, para aprender na prática.

Ok.

Ainda não consigo acreditar que troquei o Card do Vladimir com você. - lamentou Blaise novamente, enquanto eles se dirigiam para o jardim.

Ah! Blaise! Já era pra você. Não troco de volta nunca! Há,há,há. - disse, tentando parecer maligna.

Assim que você é, Srta. Weasley? Tudo bem, tudo bem.

Srta. Weasley? Hummmmmmm. Até parece. - falou rindo.

O que você quer dizer com isso? Hein?

Eu? Nada.

Sei, se...

A atenção de Blaise foi tirada de Gina, Valerie Sartô vinha na direção oposta da deles. Ele parou e ficou olhando "discretamente", enquanto ela passava. Valerie não tinha uma beleza comum, ela tinha o cabelo curto, loiro, liso na altura do ombro, os olhos negros, uma pele muito branca, era alta e magra, muito mais magra do que o normal. Ela passou, ignorando-o totalmente.

Quem diria, Valerie Sartô, heim? - disse Gina, encarando Blaise.

O quê? - perguntou Blaise, virando-se para a ruiva.

Alôoo? Você acha o quê? Que eu não percebo as coisas?

Na verdade, eu acho, que você percebe coisas de mais. E principalmente o que não deve perceber, Weasley. - disse Zabini, franzindo o cenho.

Não tenho culpa se você não é discreto.

Eu? Lógico que sou! Eu sou um poço de discrição. – falou, colocando a mão no peito, e dando uma de indignado com a observação.

Sinto muito em informar que, você não é não. – disse Gina, começando a rir.

Você é inacreditável, Virgínia.

Sentaram-se no gramado.

Mas eu tenha a solução, para você!

Como assim a solução, eu disse alguma coisa?

Olhe, eu sei que você tá afim da Sartô. Não adianta dizer que não, eu sei! - disse arregalando os olhos.

Como você sabe? Eu disse por acaso?

Você vai querer minha ajuda ou não? - disse a ruiva, com o mesmo sorriso maroto que usou para convencê-lo a trocar a carta do Vladimir. "Como ela consegue isso?". Blaise deu um suspiro.

O quê você tem em mente? – perguntou.

Eu sabia que você ia aceitar. – Gina deu um sorriso vitorioso. - Eu adoro ajudar corações conturbados. – disse, fazendo uma cara apaixonada.

Ei! Parou aí! Quem disse em corações? Você está exagerando.

Tá, tá, tá. Você quer me deixar falar? - Blaise não disse nada. - A Valerie Sartô é prima da Mel, que por acaso é minha melhor amiga. Eu sempre converso com ela. Comigo ela é legal, mas tenho certeza que com você, ela não vai ser. - disse balançando a cabeça negativamente.

Porque, já? Duvido que resista a Blaise Zabini. - disse com um ar superior.

Pois eu acho que ela vai resistir sim, você não é nem um pouco o tipo dela.

Como assim não sou o tipo dela? Todas a meninas de Hogwarts dariam o céu para ter um minuto da minha atenção.

Por Merlim! - disse Gina, com uma cara de assustada e começou a andar em torno de Blaise, como se procurasse alguma coisa.

Gina o que você está fazendo? – disse Blaise, andando em círculos tentando acompanha-la.

Gina avançou para Blaise e olhou profundamente em seus olhos.

Não, não pode ser! Ou será? – falou, ironizando.

O quê Gina? – indagou Blaise, confuso.

É você mesmo, ou é o Malfoy que tomou poção polissuco e se transformou em Blaise Zabini?

Hã? – disse Blaise, não entendendo nada.

Porque a "simples" observação que você fez, é típica de um Malfoy.

Gina! É lógico que sou eu. E o que eu disse é a mais pura verdade. - disse Blaise empinando o nariz.

Bem, eu não estou tão certa quanto você, sobre as duas coisas. Primeiro se você é realmente Blaise Zabini, e a outra é que você tem que maneirar no seu ego, se quiser conquistar a Sartô. Ela gosta de caras inteligentíssimos, não que você não seja, mas...

Epa! Quem foi que ajudou você no dever de poções, heim?

OK, OK! Bom, a Valerie tem fixação por criaturas mágicas, logicamente sua matéria preferida é...

Oh, não. - disse Blaise, antes que Gina terminasse. - Trato com Criaturas Mágicas. - disse Blaise, passando as mãos em seu cabelo. "Eu sou péssimo, na verdade, eu odeio essa matéria." pensou.

É, sinto em lhe informar, Blaise, ou será Malfoy? – falou a menina, brincando com o amigo.

Gina! Dá pra você parar com isso? Eu sou Blaise, aliás eu já estou a mais de uma hora com você, se eu fosse o Malfoy você estaria vendo um loiro não um moreno.

É verdade. - disse Gina, voltando a raciocinar. - OK! Blaise, mas como eu sou uma menina muito boazinha, vou lhe ajudar a entender Trato com criaturas mágicas.

Vamos ver? - Draco pegou as poções feitas por Adélia e levou a sua mesa. - A poção Relaxius está perfeita, mas a Indolorius ficou mais consistente do que devia. Mas em geral, você foi bem. Suas poções irão melhorar gradativamente.

Adélia tinha ficado contente por ter acertado uma poção, pela segunda vez desde que entrará em Hogwarts. Deu um leve e tímido sorriso para si.

Bem, acho que nossa aula chegou ao fim. - falou Draco, olhando o relógio.

Adélia foi a sua mesa e arrumou suas coisas dentro da mochila. Virou-se para Malfoy, que ainda olhava suas poções.

Obrigada. - disse.

Não precisa agradecer, estou aqui obrigado. - disse sem olhar para a garota, que saiu da sala. Draco não estava acostumado a ouvir e muito menos a dizer aquela palavra, pois nuca havia feito favores a ninguém, e não tivera até ali, motivos para agradecer a alguém, porque todos os favores que pedia eram apenas cobranças de dividas antigas. Talvez, por essa razão aquela palavra tivera soado tão estranhamente aos ouvidos de Malfoy.

A porta da masmorra abriu, Draco levantou os olhos, um menino, pequeno e magro, vinha na sua direção, ao ver que Draco o olhava Bartholomeu Zandêr deixou seu livro cair. Draco riu da cara do menino, que era muito mais apavorada de que de Adélia, que acabará de sair. "Eu realmente tenho fama de mal nesse colégio! Que bom." Pensou, rindo internamente.

N/A: Bom, está ai mais um capítulo da fic. De novo, agradeço as Reviews e a todos que estão nos acompanhando. Ainda não sei quantos capítulos terão essa história, mas posso afirmar que não serão poucos.

Agora, gostaria de esclarecer uma coisa. Sei que poderia implementar isso que vou dizer na própria fic, mas iria dar muitoo trabalho... () Enfim, espero que vocês entendam o que eu vou tentar explicar. Lá vai:

Queria deixar claro, que nesta fic, os quartos dos monitores-chefes ficam em um corredor afastado das Salas Comunais de suas respectivas casas. Mas, dentro de cada um deles, existe uma passagem mágica, que da para uma escada na sala comunal da casa relativa ao quarto em questão, como podemos perceber no capitulo 2, quando o Draco acorda e desce para a Sala Comunal da Sonserina, utilizando assim, a passagem do seu quarto de monitor.

Os quatro quartos localizam-se no mesmo corredor.

É isso ai! Espero que tenham entendido. Qualquer coisa, podem me mandar um e-mail, perguntando suas duvidas.

Abraços a todos, e até o próximo capítulo.