Capítulo V Recuperação

Na sala de fotos, Colin ainda mexia em seu notebook. Analisava o restante de fotos que havia tirado pela semana, mas nada era nem ligeiramente parecido com aquele pequeno detalhe, da foto que o levou a se encontrar com Draco e Blaise naquela noite. Cansado, com uma dor latente nas costas, relaxou na cadeira, colocando as mãos atrás da cabeça. Olhou o relógio, "2 horas, Fantástico! Como vou acordar amanhã?".Seus pensamentos logo foram levados àquela tarde, no qual tivera a sensação de que alguém o seguia. Realmente, tudo isso era muito mais perigoso do que ele previra, tinha noção de onde tinha entrado e por isso se distanciara dos seus amigos... e de Mel.

Essas atitudes que ele tinha que tomar, ainda doía-lhe profundamente, o pior era pensar que ela esquecera-se dele tão rápido, e agora, vivia de sorrisos para o Flench. "Falsa!" pensava, mas sabia que quem havia causado tudo aquilo havia sido ele. Socou a mesa, levantou e começou a andar de um lado pro outro. Olhou para janela, começava a chover. Alguém abriu a porta, fazendo Colin se assustar.

O que você faz aqui? - perguntou a Mel, que olhava para ele profundamente. – Espero que tenha um bom motivo para ir entrando assim, sem bater. – disse num tom grosseiro.

Mel analisou a sala, haviam vários papeis grudados na parede, um notebook em cima da mesa, que mostrava uma foto, Mel cerrou os olhos para tentar vê-la, mas Colin se colocou na frente, impedindo a visão.

Então? - perguntou novamente.

Mel o olhou.

Gina não está nada bem. Só o atrapalhei porque preciso de ajuda, e você é amigo dela. Pelo menos eu acho que ainda é! - disse a menina friamente.

Ouvir "Você é amigo dela." e o jeito frio com que ela falava, era doloroso.

Como assim? O que ela tem? - ele perguntou aflito.

Malfoy. Ele fez alguma coisa com ela. – disse Mel.

Aquele maldito! Onde ela está? – Colin começava a ficar aflito.

No quarto, mas eu estou com medo, ela não parece nada bem. Então, vim chamá-lo. - ao falar isso, Mel começou a lacrimejar.

Colin foi à direção da menina, ela parecia tão indefesa, ali chorando na sua frente. Chegando perto, ele teve um desejo de abraça-la, abriu os braços.

Não! - disse a garota, olhando profundamente para ele. - Nem pense nisso.

Colin parou, sentiu-se muito mal por tudo, eles ficaram se olhando por pouco segundos.

Vamos. Justino está lá, sozinho com ela. – menina virou, abriu a porta e começou a andar.

O Flench? O que ele está fazendo lá? - perguntou indo atrás de Mel.

O que você devia estar fazendo! Mas agora, anda muito ocupado para os amigos, não é, Creevey? – disse, virando-se e encarando-o.

Não houve resposta, eles continuaram andando na direção a sala comunal. Chagando lá, Colin subiu até o quarto de Gina, e logo viu o Flench sentado em uma cadeira olhando para a ruiva.

Então? - perguntou Mel. - Ela falou mais alguma coisa?

Nada. A não ser palavras desconexas e sem nenhum sentido. – respondeu.

Alguém pode me explicar o que realmente está acontecendo? - perguntou Colin.

Ela voltou assim da aula com o Malfoy. O Zabini, a trouxe pra cá, ela estava dormindo, mas há pouco tempo, começou a chorar e gritar nomes, o seu por exemplo, por isso fui chamá-lo. – falou Mel.

"O que essa coisa do Flench faz aqui até essa hora?"

Mas agora parece mais calma.- falou Justino.

Colin lançou um olhar de poucos amigos para Justino, e voltou-se para Gina, ela parecia dormir profundamente.

Docinho, eu preciso ir. Agora que o Creevey está aqui, fico mais tranqüilo. - disse com um olhar sarcástico para Colin, dando um beijo na bochecha de Mel.

"Docinho? Quem lhe deu esse direito? Pois não devia estar tranqüilo, sabia? Idiota!" falava internamente. Colin ardia de ciúme, mas se controlou e voltou a olhar para Gina.

Ok! Muito obrigada. - disse Mel retribuindo o beijo.

Justino se foi, e ficaram ali Mel e Colin sozinhos com Gina. Ela sentou na cadeira, antes ocupada por Justino, e Colin deitou na cama de Mel, que estava de costas para ele. Colin começou a tentar achar um outro ponto fixo, que não fosse os cabelos negros e brilhantes de Mel.

Gina começou a se mover, Colin levantou rapidamente indo a direção à menina. Sentou-se ao seu lado e passou a mão em seu rosto e cabelo.

Ela está suando muito! – falou para Mel, quando esta sentou no outro lado da cama da amiga.

Não era melhor leva-la a Ala Hospitalar? – perguntou aflita.

NÃO! – falou Colin, rispidamente – Desculpe. Só acho que, se isso que a Gina tem é coisa do Malfoy, deve ser algo sem explicação ou alguma coisa muito bem planejada por ele, o que nós, não teríamos como explicar para a Madame Pomfrey. – terminou.

É. Você está certo. Então, o que vamos fazer? Porque, deixar a Gina assim não dá! – falou Mel, enquanto olhava para a amiga.

Se tem alguém que sabe o que aconteceu, este alguém é Blaise Zabini. – disse Colin

Mas o Zabini disse que não sabia de nada! – disse Mel.

E você acreditou? – disse com um ar arrogante – AH! Pelo amor de Merlin! Melissa, o Zabini é amigo do Malfoy desde que ele se entende por gente, já deve pelo menos entender os planos dessa família.

Mel virou o rosto e olhou para o chão, sem resposta. "Como não pensei nisso antes!" pensou.

Tenho que ir! - falou Colin, levantando-se e indo para fora do dormitório sem olhar para Mel.

Você vai simplesmente ir embora e me deixar cuidando dela sozinha! – disse, quando Colin bateu a porta do dormitório. – SEU GROSSO! ESTUPIDOO! – gritou com raiva.

Mel olhou novamente para Gina. Ela estava muito vermelha e suada, mexia-se constantemente, parecia que estava tendo uma espécie de... pesadelo.

Mel? O que esta acontecendo aqui? – falou Verônica Miller, uma de suas amigas de quarto. Mel levantou rapidamente e fechou a cortina da cama de Gina.

Não está acontecendo nada, Vê. Nadinha... – disse, tentado parecer calma e "normal".

Sei. É que eu vi o Colin descendo do nosso dormitório. O que ele estava fazendo aqui? – perguntou desconfiada.

Conversando comigo! – disse rapidamente.

Sim, tudo bem! O Colin dá pra entender. Mas agora, o que o Justino Flench da CORVINAL estava fazendo na sala Comunal da GRIFINÓRIA, e ainda mais, no nosso dormitório? – perguntou, cruzando os braços.

Desde quando ficou proibida a entrada de amigos de outras casas nas salas Comunais? Que eu saiba nunca! – disse, já com raiva de tanta pergunta – Agora, se você me da licença, eu vou dormir!

Ta certo... então, vou voltar lá para a sala, estamos estudando para aquele teste de história da magia, você não quer ir lá com a gente?. – perguntou para Mel.

Não, obrigada. Estou muito cansada. – disse para ela.

Você quem sabe. – falou a menina, saindo do dormitório.

Colin abriu a porta do Corujal e entrou rapidamente. Tivera sorte de chegar lá sem nenhum problema. Estava cada vez mais difícil andar por Hogwarts há essas horas. Pegou a carta que tinha preparado em seu dormitório e colocou-a na pata de uma coruja que estava acordada.

Entregue para Blaise Zabini, da Sonserina, 7º ano. Por Favor, seja rápida, e se ele estiver dormindo acorde-o! – disse, acariciando o animal e soltando-o na janela. – Espero que isso faça que ele me procure.

Saiu do Corujal e começou a ir para a Sala de Fotos, que já estava quase virando seu dormitório. Quando finalmente chegou, sentou-se ao lado da janela e começou a observar a chuva, que batia violentamente na mesma. Deixou seus pensamentos vagarem, e começou a refletir sobre tudo o que estava acontecendo com ele.

Suspirou e relaxou um pouco mais na cadeira. Olhou novamente para o relógio: 3 horas. "Desisto de ir as aulas amanhã." Pensou, bocejando. Sentou-se ereto novamente, não podia dormir agora, mas estava tão cansado... Olhando para a chuva, acabou adormecendo.

Quando teve certeza de que Draco finalmente havia dormido, levantou e foi em direção ao banheiro. Não conseguia dormir, mas não queria que Draco percebesse isso. Pois se ele perguntasse o por que disso, não saberia responder nada a não ser a verdade. E a verdade não seria bem vinda aos ouvidos do Malfoy.

Andou lentamente até o banheiro. Tirou suas roupas e entrou no chuveiro. Sentia a água cair sobre seu corpo muito bem definido. Tudo estava saindo do controle! Era 2:25 da manha e não conseguia dormir, mas o pior era que não conseguia dormir por causa do estado de Gina. Queria ter ajudado mais, tinha uma louca vontade de ir ver como ela estava! Não sabia por quê! "Por quê?" pensava constantemente.

Sabia que o que sentia por ela era carinho de amigo. A mesma coisa que sentia por Draco, mas mesmo assim, ainda era diferente. Afinal, ele conhecia Draco há anos! E Gina, há aproximadamente três dias? Alguma coisa estava errada.

Depois do banho, ouviu um barulho de batidas na janela. Correu apressado, antes que Draco, "com seu sono leve de princesa", acordasse. Ou até outro aluno de seu dormitório.

Tratava-se de uma coruja, como havia imaginado. Abriu a janela e acariciou a coruja, esta lhe estendeu a pata, na qual havia uma carta. Blaise tirou a mensagem e a coruja saiu voando. Blaise olhou curioso para o pergaminho.

"Zabini,

Encontre-me, agora, na sala aonde nos vimos anteriormente. Acho que precisamos conversar. Não fale para o Malfoy, o assunto não diz respeito a ele, e sim a nós dois.

C. Creevey".

Blaise olhou intrigado para o pergaminho. "O que o Creevey quer? Pelo jeito é grave, será que ele achou mais alguma coisa? Mas se fosse isso, porque não chamar o Draco? Ou será alguma coisa com...". Ao pensar nesta possibilidade, Blaise que estava só de toalha, apressou-se para se vestir. Tudo isso com um enorme cuidado para não acordar a "Princesa Loira", que dormia.

Andava rapidamente, mas extremamente cauteloso. Ele sempre tinha "aventuras" pela madrugada e se fosse pego, a desculpa de que era sonâmbulo não colava mais. Viu a sombra de Madame Norrra, mais à frente no corredor, tratou de se esconder atrás de uma estátua, ouviu Filch chamar aquela gata nojenta, que já tinha denunciado ele a Filch inúmeras vezes, e com certeza faria de novo se o visse. Esperou alguns minutos se passarem e continuo seu caminho com o dobro de cuidado. Abriu a porta da sala precisa de fotos. Lá estava Creevey, sentado na cadeira, com a cabeça na mesa, dormindo profundamente. "Ótimo! Dormindo e eu aqui, me matando pra chegar".

Acorda! Bela adormecida!- disse Blaise, falando "delicadamente" para o outro.

Colin se assustou, e com uma cara de sono, olhou para Zabini, espantou-se ainda mais, não podia ter dormido.

O que você tem para me dizer de tão sério? - perguntou Zabini.

Colin levantou, e não falou nada. Sua reação foi dar um soco em Blaise, que não estando preparado, cambaleou para o lado apoiando-se na parede, massageando o maxilar.

Isso é pela Gina. - Colin foi à direção de Blaise e o pegou pelo pescoço. - Isso é por você mentir! - largou-o, fazendo Blaise cair no chão. - E isso é por você compactuar com o Malfoy.- Colin estava possuído pela raiva. Virou de costas.

Como ela está? - perguntou Blaise preocupado.

Não finja que não sabe. Eu não sou a Mel, que você engana facilmente. - respondeu rispidamente.

Blaise teve uma rápida crise de consciência, ele havia mentido, mas não propositalmente. Ele sabia o que podia acontecer, mas pensou que como havia dado um poção calmante ela não sofreria os efeitos.

Colin virou e estendeu a mão para Blaise, que não entendeu nada, achava que iria levar outro soco. Segurou na mão de Colin e levantou.

Isso é porque, no momento, só você pode ajudar. Agora, você vai contar exatamente o que o Malfoy fez com ela! – falou Colin.

E o que leva você acreditar que eu sei de alguma coisa? – perguntou Blaise.

Seria porque você é amigo do causador disso tudo? – disse, cruzando os braços. - Ora Zabini! Você engana a Mel, o Justino, a Gina, quem quer que seja, mas você não ME engana! Para de papo e conta logo! Eu sei que você sabe o que o Malfoy aprontou. E se você realmente se preocupa com a Gina do jeito que diz, o mínimo que pode fazer é me contar o que aconteceu, porque sem saber isso, não tem como ajuda-la!

Eu sei apenas que ela esta sob o efeito de uma poção. Uma poção que faz com que seus piores medos virem realidade em seus sonhos. Seu nome é Ijye, e ela foi criada por Bruxos Nórdicos, no século X, ou seja, ela é extremamente rara! Não tem o que fazer pela Gina, ela vai ter que passar por tudo isso sozinha.

Mas e a febre? Os delírios? – perguntou Colin.

São efeitos colaterais do que ela passa nos sonhos. Essa poção é uma grande pressão psicológica. As pessoas que sobrevivem a ela, geralmente terão problemas como: síndrome do pânico, depressão, etc. tirando que ela pode passar dias dormindo. Isso depende da quantidade da poção que ela tomou. Uma gota pode fazer ela dormir por uma semana! Mas, tudo isso vai depender da força mental dela, e que pelo o que eu vi é forte, pois ela já acordou uma vez. – disse Blaise.

Quando isso? – perguntou aflito. - FALA!

Logo que eu a peguei, lá na masmorra. Ela acordou e falou alguma coisa sobre ter escutado a minha voz. Pensei que tudo havia passado, até ela dormir novamente, e começar a delirar. – contou a Colin.

Vou leva-la para a Ala Hospitalar. – disse decidido.

Você não pode fazer isso – disse Blaise, rapidamente – O que você falaria para a Madame Pomfrey?

Você já fez sua parte Zabini, então, deixe o resto comigo! – falou virando e indo embora, deixando Blaise sem ação.

Colin abriu a porta do dormitório de Gina delicadamente. Passou direto em direção a cama da amiga. Abriu a cortina que envolvia a cama dela e deparou-se com Mel sentada na cama.

Mel assustou-se com o aparecimento repentino de Colin. Olhou-o de cima a baixo e voltou-se novamente para Gina, que ainda delirava.

Voltou? – disse, desdenhosamente – podia, pelo menos, ter avisado direito que iria sair.

Não tenho tempo para as suas criancices! – falou friamente – Como ela está?

Ainda com muita febre e delirando. – disse, lançando um olhar mortal para Colin. "Como uma pessoa pode ser tão estúpida?" pensou.

Vamos, ajude-me a leva-la para a Ala Hospitalar! – disse, enquanto se aproximava de Gina.

Mas não foi você quem disse que não era pra leva-la a Madame Pomfrey? – falou Mel.

Não questione, Melissa. Apenas faça o que eu mando! – disse grossamente.

COLIN! DEIXA DE SER IDIOTA! ENTENDO QUE NÓS NÃO NOS FALAMOS MAIS, MAS VOCÊ NÃO PRECISA SER UM ENERGUMENO NOJENTO! SEU DESGRAÇADO! – falou Mel, totalmente alterada segurando-o pelo braço.

Se assim você deseja. – disse, olhando para Mel e puxando seu braço da mão da menina, que ainda segurava-o. – Vou leva-la a Ala Hospitalar, com ou sem você. – disse carregando Gina. "Pelo menos isso foi aproveitável depois de tantos dias andando com o Malfoy." Pensou.

Gina acordou ofegante, olhou para os lados e passou a mão nos seus cabelos vermelhos, sentia-se suada, e realmente estava. "Quanto tempo estive dormindo?" Gina lembrava de pouca coisa, em sua maioria eram cenas de seus pesadelos, e outras coisas que não sabia se tinha sido sonho ou realidade.

Acordou finalmente? Menina, você me deu um belo trabalho.- disse Madame Pomfey para Gina. - Por favor, nunca mais repita isso. Ou aprenda a medir os ingredientes de suas poções.

Gina não entendeu nada do que Madame Pomfrey falava, que poção seria esta?

Há quanto tempo eu fiquei dormindo? - perguntou a ruiva.

Você está aqui desde da madrugada de Segunda-Feira. Hoje é Quarta, então, você dormiu por 3 dias, Srta. Weasley. – disse - Seus amigos têm vindo constantemente aqui, ver a Srta. Agora tome, coma esse chocolate. - dizendo isso, Madame Promfrey se retirou.

"3 dias? Por Merlin!".Devia ser a hora do almoço ou talvez um pouco mais, Gina viu que havia muitas flores ao lado de sua cama. Enquanto comia a barra de chocolate, resolveu ver de quem eram. Cada uma tinha um cartão. As de Mel, eram amarelas e em seu cartão ela desejava melhoras urgentes, porque se não, quem iria fofocar com ela? Gina riu, havia também flores de Colin, explicando tudo o que ele havia falado para Madame Pomfrey, desejavam melhoras e no final afirmava que Malfoy iria pagar por aquilo. Havia flores de Blaise também, que desejavam melhoras para a sua pequena. Flores de Justino, Neville, Mione, Rony, Harry. Mas havia um buquê em especial, era lindo, de rosas vermelhas, "De quem será?" pensava Gina. Abriu o cartão, e espantou-se com tamanha ousadia de quem as enviara.

"Cara Weasley,

Mando-lhe este buquê, para demonstrar o quanto fiquei tocado por sua situação. Espero que nossa próxima aula seja tão agradável quanto a última, mas sinto que preciso lhe ensinar a medir os ingredientes de suas poções, e evitar estes acidentes. Espero que você melhore e fique inteira para próxima aula.

Carinhosamente,

Draco Malfoy."

A primeira ação de Gina, foi jogar o buquê no chão, e pisar com vontade nas flores. Enquanto fazia isso, soltava expressões como:

Desgraçado, maldito, sonserino de merda. Você vai ver! Mexeu com a pessoa errada!

Quando o estado das flores já era bastante deplorável, Gina pegou o que restou delas e jogou pela janela. Nessa hora, Blaise vinha chegando e deparou-se com aquela cena.

Desgraçado. - articulava Gina.

Espero que estas não sejam as minhas flores. - disse Blaise com uma cara assustada.

Gina virou, com o cabelo vermelho todo na cara. E riu para Blaise.

Não. Não são as suas. São as "dele". - falou Gina, sentando-se na cama e mandando Blaise fazer o mesmo.

Como ele é cínico! Faz-me dormir por 3 dias e ainda manda flores, maldito. Mas ele vai ver, isso não vai ficar barato. Desculpe-me Blaise, mas...

Você não precisa se explicar, o que ele fez foi errado eu sei disso. Como você está se sentindo? – perguntou o menino, tentando mudar o rumo da conversa.

O quê? Você acha que uns dias de cama abalam Virgínia Molly Weasley? Lógico que não! Estou pronta pra outra! – disse, levantando-se, mas quando fez isso, uma sensação de tontura a invadiu e acabou se desequilibrando.

Estou vendo o quão pronta você está! – disse Blaise, segurando-a para esta não cair. Fez Gina sentar e começou a ajeitar seu cabelo. – Gina, você não é de ferro. O que o Draco fez para você, poderia ter te levado à morte! Então, não brinque com sua saúde! Pelo menos enquanto você não tiver certeza de que está realmente curada desta maldita poção.

Era isso que ele queria, que eu estivesse morta! Mas isso nunca vai acontecer! Isso nunca vai acontecer pelas mãos dele! NUNCA! Não daria tanto crédito para esse idiota... – falou Gina, ainda um pouco alterada. – A família dele, Blaise, quer ver todos que carregam meu sangue, mortos!

Para com isso, Virgínia! Que pessimismo! – disse Zabine, já um pouco incomodado. – Mas me diga! Quando você sai daqui?

Não sei. Talvez hoje, talvez amanhã... – disse Gina, pensativa.

No que você pensa tanto? – perguntou Blaise, curioso.

Lembranças... dos meus sonhos. – falou, encarando-o. – Elas me confundem, deixam-me triste e com medo...

Gina, não se preocupe! Isso ainda é efeito da Poção. – disse Blaise, abraçando-a. "Draco, o que você fez?" pensou aflito.

Ainda estava escuro, 4 da manhã mais precisamente, e Draco já estava acordado. Não conseguia ficar mais 1 minuto na cama. Ele sempre acordava muito cedo, mas dessa vez era diferente. Havia tido um sonho, o que era realmente estranho, no qual, ele e Blaise viravam comensais, junto com outros garotos. Alguns de até 15 anos! Isso era um absurdo, pois todos viravam comensais após Hogwarts, para evitar confusões com Dumbledore. Agora, estava com a cabeça cheia de idéias e perguntas. Talvez, a foto que Colin havia lhe mostrado poderia ajudar, teria que estuda-la pessoalmente.

Andou até a janela e ficou observando o céu nublado. Não que isso fosse algo que ele realmente gostasse de fazer, mas agora, ele precisava urgentemente de um pouco de paz. Passou a mão por seus cabelos louros e suspirou, este sonho deixou-o cansado e confuso, não sabia o por quê disso.

Olhou para o lado e viu Blaise dormindo profundamente, igual aos seus outros colegas de quarto. Vestiu uma blusa e sentou-se em sua cama. Iria ser um dia frio, ensolarado, mas frio, e gostava disso. Os Malfoys sempre adoraram o frio.

Aqueles 3 dias, haviam sido altamente estressantes para Draco. Blaise não era o mesmo, estava mais sério, o que era muito espantoso. Parecia pensativo demais. Suas brincadeiras eram, agora, raras, ele estava distante. Todos pareciam ter mudado. Draco também sofrera uma mudança, estava muito mais calculista no que fazia, ou deixava de fazer. Tentava enxergar por todos os ângulos tudo o que acontecia. Seus sonos, que já não eram longos, pioraram. Precisava urgentemente extravasar seu estresse.

Não agüentando mais seu dormitório, resolveu descer para a Sala Comunal. Quando estava se aproximando da lareira, viu que havia alguém ali, deitada no tapete, com as pernas apoiadas no sofá, olhando concentrada para o teto. Ao reparar de quem se tratava, sorriu maliciosamente, aquela pessoa seria muito útil naquela hora.

Draco se aproximou, segurou delicadamente as pernas estendidas da menina e colocou-as em seu colo, quando sentou no sofá de frente para ela. Parkson, vestia uma camisola branca de seda, e fingiu não tê-lo visto, continuando a olhar para o teto.

O que faz aqui, Pansy? – perguntou, acariciando as pernas brancas dela.

Pansy Parkson não era bonita, mas também não era feia. Talvez, o que lhe deixasse feia para ele, fosse a facilidade com que Draco conseguia o que queria dela, era muito fácil. Seu corpo não era muito proporcional. Era tipicamente inglês, muito seio para pouco quadril e perna.

Perdi o sono. – falou Pansy, mas ela ainda não olhava para Draco. – Tire suas mãos de mim, Malfoy! – disse, puxando as pernas, mas Draco foi mais ágil e as puxou de volta.

Você realmente quer isso? – disse, olhando profundamente para ela, com um olhar dominador, que apenas ele possuía, deixando sua mão fria deslizar para a parte interna da coxa da menina.

Ela suspirou intensamente, ao sentir o toque de Draco. Era quase impossível resistir a ele. Sua mente gritava para sair dali correndo, ela sabia há muito tempo que Draco apenas a usava, mas, contraditoriamente, seu corpo chamava por aqueles toques frios, que só ele lhe proporcionava.

Draco escorregou de joelhos para o chão, e encaixou-se no meio das pernas de Parkson. Uma de suas mãos apertava as coxas da menina, a outra, passava em seus seios. Deitou em cima dela, levando as mãos pelo o corpo dela, tirando-lhe a camisola, deixando-a apenas de calcinha, e começou a beija-la freneticamente.

Parkson por sua vez, tentava tirar a camisa de Draco, já que, de roupas de cima, havia apenas aquilo para tirar. Com um pouco de esforço, ela conseguiu, deixando amostra o peitoral malhado dele. Ela começou a arranhar a costas dele, enquanto, ele dava mordidas no pescoço dela e descia para o meio do colo branco.

Draco era realmente alucinante quando se tratava disso. Ele sabia, exatamente, como tratar uma mulher, sempre sabia o que elas realmente desejavam que um homem fizesse. Para Parkson, ele era fantástico na cama, e no tapete também, concluía. Quando ele tentou tirar a calcinha da menina, ela pressionou as pernas, tornando isso impossível, ele parou de beijá-la. Sabia perfeitamente o que a faria mudar de idéia.

Pansy, você quer ir ao baile comigo? – perguntou, encarando a menina profundamente. Ele queria sexo, ela estava um pouco relutante demais, mas com certeza cederia após o pedido.

Com aqueles olhos azuis profundos a encarando, Pansy não respondeu, sabia o que ele queria, era uma troca, sexo por algumas horas de prestígio ao lado do cara mais desejado de Hogwarts. Seu cérebro relutava, mas aqueles olhos, aquele perfume, as mãos dele passando pelo seu corpo... tudo aquilo era bom demais, ela não respondeu, apenas o beijou, deixando que ele a dominasse.

Quando Blaise acordou, Draco como sempre já não estava ali, espreguiçou-se, fechou os olhos, e respirou profundamente, criando coragem para mais um dia. "Será que Gina sai hoje? Acho que não, ela parecia muito abatida ontem." Pensou, enquanto encaminhava-se para o banheiro.

Já no Salão Principal, alguns alunos comentavam sobre o baile que aconteceria no final do mês. Blaise ainda se preparava para convidar Valerie. A garota loira estava sentada em sua mesa na corvinal conversava alegremente com seus amigos, mas como sempre estava de costa para a mesa da sonserina. Blaise sentou ao lado de Draco, soltando um suspiro triste.

O que você tem? Há muito tempo que está estranho. - perguntou Draco.

Eu? Nada, nada. - respondeu aéreo.

Então como vai a Weasley? Bem mal, espero. - soltou um risinho irritante.

Porque você não vai lá e vê com seus próprios olhos? - respondeu Blaise com a voz alterada. - Aproveitando o que você disse, pra mim já chega. Eu não to mais dentro do seu plano de aproximação com a Weasley.

Draco o olhou, não acreditava naquilo. Blaise cada vez mais o decepcionava.

Você sabe quais são as conseqüências de me contrariar? - perguntou.

Faça o que você quiser, mas lembre-se que eu sei de todos os seus podres, e não recearei em abrir a boca. - respondeu Blaise, encarando-o profundamente.

Eu vou fingir que não ouvi isso, será melhor pra você, que parece que perdeu o juízo. - disse calmamente, dando um gole em seu suco de abóbora.

Faça o que achar melhor. - Blaise levantou e seguiu na direção da torre norte, para a aula de adivinhações.

E então como você se sente hoje?- perguntou Mel a amiga, que ainda estava meio aérea.

Melhor... Não sei. - respondeu. - Acho que talvez amanhã eu saia. - sorriu.

Assim que soube que você tinha acordado, vim lhe ver. Você precisa melhorar Gina. Ah! Você já sabe com quem vai no Baile? - disse Mel tentando alegra-la.

Não, ainda não tenho par para o baile. - respondeu.

Ora, pensei que Colin a tivesse convidado, mas não se preocupe, logo alguém irá lhe convidar. Mas, se Colin não vai com você, com quem vai? – perguntou Mel.

Não sei, talvez ele ainda nem tenha se tocado que o baile está próximo, é bem característico desse novo Colin. - respondeu a ruiva.

Bom, aqui estão seus deveres. Já vou, senão McGonagall me mata. - disse Mel, entregando-lhe alguns pergaminhos e anotações sobre os deveres, e dando um beijo na testa da ruiva e indo.

Gina não tinha par, e muito menos vontade de fazer deveres. Hoje, ela conseguira lembrar de tudo o que havia acontecido, separando bem o sonho da realidade, lembrou da sede que sentiu, dos sonhos, de tudo e seu ódio aumentou. Folheava o livro de transformações tentando encontrar as respostas para o questionário que McGonagall havia passado, quando alguém apareceu. Era Blaise. Ele veio e sentou-se de frente para a garota, parecia envergonhado, como se estivesse com medo de falar alguma coisa, não a encarava, olhava para as mãos.

O que você tem, Blaise? - perguntou Gina preocupada.

Ele a encarou.

É que, sabe... Gina você é a única amiga que eu tenho. - Blaise enfatizou a palavra amiga.

E? - disse Gina não entendendo, aonde ele queria chegar.

É que, você... A não ser que... Você quer ir ao baile comigo?- perguntou envergonhado. Nem ele mesmo sabia porque estava assim.

Mas e a Valerie? - perguntou Gina.

Descobri que ela já tem par. E sem a sua ajuda vai ficar difícil de ela aceitar. – falou ele.

Lógico que eu vou. - disse Gina sorrindo.

Blaise retribuiu.

Mas tem uma condição. - disse Gina. - Você vai ter que me ajudar com os deveres de poções.

Tudo bem. Mas agora tenho que ir. Tchau, pequena. - deu-lhe um beijo na testa e saiu.

Gina recebeu alta na sexta como havia previsto, e no sábado estava inteira para outra, como ela dizia a quem perguntasse como se sentia. No café da manhã, o que era altamente raro de acontecer, pois Gina nunca tomava café nos dias de fim de semana, acordava tarde demais, mas havia passado muito tempo dormindo, tivera acordado cedo e estava quase sozinha na mesa da Grifinória, se não fosse por um certo ser inconveniente, que veio atrapalhar seu delicioso café.

Vejo que se recuperou rápido, Weasley. - disse Draco, com um tom alto de sarcasmo na voz.

Gina respirou fundo, ela só queria um motivo para mandar o Malfoy para muito longe.

Estou ótima, e obrigada pelas flores, eram lindas! - disse Gina, dando um sorriso forçado.

Isso foi para demonstrar o quanto eu me preocupo com a sua saúde. E lhe aguardo na próxima aula. – falou.

Eu estarei lá, pode ter certeza disso, Malfoy. - disse num tom de supremacia.

Eu esperarei ansiosamente. - disse dirigindo para sua mesa.

"Irritante, miserável, maldito." dizia Gina internamente, ele havia feito ela perder a fome.

"Pobretona petulante, mal sabe o que te espera." dizia Draco, que também havia perdido a fome, não sabia se era impressão, mas Gina conseguia irritá-lo profundamente com aquele jeito petulante.

Bom dia, pequena.- dizia Blaise, ela não parecia legal. - O que foi? Deixa-me adivinhar.

Exatamente, Blaise, ele... - disse Gina rispidamente.

Não se deixe abalar pelas provocações de Draco, é isso que ele quer.

Não dá! Eu tento, mas não dá. - falou alterando a voz.

Calma. Então vamos fazer os deveres de poções? – perguntou o menino, tentando mudar de assunto.

Vamos, fazer o que ? - disse Gina.

Terminado o imenso dever de Snape, Gina estava com muita fome, finalmente havia terminado tudo.

Vamos comer? - disse a Blaise.

Não. - respondeu.

Como? Eu estou morrendo de fome?

Eu tenho uma coisa muito mais interessante para nós dois fazermos.

Como assim? - disse Gina curiosa.

Blaise abriu sua mochila, procurava algo, mais não conseguia encontrar.

Aonde está? Eu tenho certeza que está aqui. Achei!- Blaise levantou, uma chave, particularmente pequena, e deu a Gina.

Tome. - ele estendeu.

Gina tocou, tudo em sua volta rodou.

N/A: Mais um capítulo, finalmente! Espero que vocês gostem.

Abraços e até o próximo capítulo.