Capítulo VI
Jogos e traições
Quando sentiu o chão, Gina estava realmente tonta, e não percebeu onde estava, quando sua cabeça finalmente parou de girar, o que ela viu foi um estádio de quadribol e milhares bruxos entrando neste. "Não pode ser." Pensou olhando para Blaise com uma cara surpresa, que lhe mostrava um enorme sorriso.
E então, gostou? - disse Blaise.
Como assim? Eu amei! Simplesmente fantástico! - dizia Gina, com uma cara estupefata e um brilho no olhar. Mexia suas mãos ansiosa.
Blaise riu abertamente com a reação da garota.
Vamos. O jogo vai começar. – ele pegou na mão dela e começou a puxa-lá
Mas como...? – Gina começou a perguntar.
Podemos dizer que Dumbledore e eu partilhamos da mesma idéia do que você anda precisando.
Dumbel...
Ele abriu uma exceção. - disse Blaise piscando para ela.
Gina e Blaise subiram uma longa escada, até chegar na cabine onde os dois deveriam ficar. Era um ótimo lugar para se ver o jogo dos Chuddlere Cannos contra os Britanicks, pelo campeonato Inglês de quadribol. Gina explodia de tanta alegria, aquilo nunca passara por sua cabeça. Ir ao jogo, era tudo o que ela precisava.
Aires Ivalonok, um dos mais famosos narradores de jogos ingleses estava lá, sua voz ecoou pelo grande estádio Caroline Deverty, uma das mais lendárias jogadoras de quadribol. Aires começou:
Senhoras e Senhores, bem-vindos a semifinal do campeonato inglês. - uma onda de berros se alastrou pelo estádio. - Eu sou Aires Ivalonok, e estarei aqui acompanhando essa partida emocionante junto a vocês. - mais uma onda de berros. - Vamos começar chamando os Britanicks: Maeva Grendel, Luriah Xellman, Blade Satistel, Kiro Hiroshi, James Russell, Loriene Young eeeeee Francesco Rizzi. - milhares de bandeiras azuis e pretas foram ao alto. Quando cessados os gritos da torcida, Aires continuou:
Muito bem. Agora vamos chamar os, até agora, invictos, o grande Chuddlere Cannos com : Henan Ritch, Erina Blesth, Josh Ivanovit, Walter Spindler, Alinie Walker, Karol Geytur e a artilheira do campeonato, Charlotte Gabbay. - Gina, Blaise e o resto da nação Cannos foram ao delírio, aquilo era fantástico.
Em Hogwarts, Mel procurava incansavelmente por Gina. Já havia ido a biblioteca, ao jardim, ao dormitório e nem um sinal da ruiva. "Onde ela se meteu?". Era hora do almoço, Mel dirigiu-se ao salão principal, na esperança de encontrar Gina, mas ela não apareceu. Passou o olhar pelo salão, que cruzou com um olhar cinzento. No mesmo instante, Mel juntou as peças tendo uma teoria, "Malfoy".
Draco tinha acabado sua aula e caminhava para o Salão principal. Tinha apenas meia hora para comer, tudo culpa daquela asquerosa da Weasley. Apenas meia hora! E depois voltar a ensinar estúpidos que não entendem poções.
Somente mais dois finais de semana e estaria livre daquilo, teria seu distintivo de volta, voltaria para seu quarto, e tudo ficaria normal novamente. Mas algo preocupava Draco, e tinha um nome: Blaise Zabini. O que ele havia dito provocara um intenso impacto. "Como assim não está mais dentro? Ele não pode fazer isso." Mas parecia que ele estava fazendo, e por um instante Draco pensou que aproximar Blaise da Weasley não havia sido uma boa idéia, mas logo essa idéia evaporou. "Com certeza devo estar enganado." Tentava se convencer.
Chegando ao Salão principal, Blaise não estava lá como sempre. Mas onde ele estaria? Passou o olhar pela mesa da Grifinória, mas ele não estava lá também, Draco reparou que uma menina de cabelos negros o encarava. "Quem será? Hum! até que é bonita, deve ser mais uma dessas alucinadas por mim." Pensou. Logo após, voltou-se para seu prato, não estava com fome, mas mesmo assim comeu.
Mel procurou por Justino, ele também não estava ali. Se Malfoy tivesse feito algo a Gina, ela mesma daria uma lição nele!
Seu olhar posou em outra pessoa, mas seria um sacrilégio pedir a Colin algum tipo de ajuda. Ele estava comendo e conversava com Neville. Mel hesitava em levantar-se e ir falar com ele, mas ele seria o único a ajudar. "Onde está Justino? Vou esperar por ele." Mas Justino não apareceu, deixando Mel com a sua única alternativa indesejada.
Caminhou até a ponta da mesa, não acreditava que estava fazendo aquilo, mas se Gina estivesse em perigo ela não podia deixar que essa inimizade entre ela e Colin atrapalhasse.
Preciso falar com você. - disse friamente a Colin, que a olhou por alguns segundos pensando no que deveria dizer.
Não posso, estou ocupado demais, talvez depois. - disse, voltando a sua conversa com Neville.
O sangue de Mel ferveu, ela fechou os olhos e respirou.
É importante. - falou seriamente.
Ele a olhou de novo, levantou, despediu-se de Neville e começou a segui-la. Caminharam por alguns minutos em silêncio. Enfim, Mel falou:
Gina sumiu.
Como assim? – perguntou Colin.
Sumiu. Hoje acordei e ela não estava na cama, no café nem sinal também. Já fui na biblioteca, no jardim, no dormitório... Ela não está em nenhum lugar. Acho que o Malfoy tem alguma coisa a ver com isso. – falou apressada.
O Malfoy? Se ele tiver, eu arrebento aquela cara dele. Mas você tem certeza disso? Ou essa é mais uma das suas conclusões sem fundamento?
Você não serve pra nada. - disse o empurrando. Colin segurou suas mãos e ela começou a tentar chuta-lo. - Então qual é a sua teoria pra Gina ter sumido? Hein? – ele perguntou, presionando mais suas mãos.
Me larga, tire essas mãos sujas... – ela começou.
Houve silêncio e Mel parou de tentar chutá-lo, Colin por um momento esqueceu de tudo. Naquele momento, não agüentou mais vê-la e não poder tocá-la, e lhe deu um beijo. Foram segundos preciosos para ambos, segundos onde esqueceram de todas as ofensas trocadas e fizeram aquilo que queriam de verdade.
Me solta! - disse Mel. - O que você acha? Que pode fazer o que quiser comigo, depois me dar um beijo e está tudo bem? Não! Você não pode! Acabou Creevey, acabou. Muito obrigada por sua ajuda. Eu me viro sozinha. - Mel virou, mas uma mão a trouxe de volta.
Eu sei que você quer, vamos! Assuma! Assuma que você me quer, que você pensa todas as noites em mim! - ele roçava seus lábios pela orelha de Mel, deslizava suas mãos pelos braços da garota, sentindo o corpo dela se arrepiar ao toque. - Que você sonha todas as noites comigo. - ele a sacudiu. - Vamos assuma! Que você quer ser beijada por mim! - dizia um Colin totalmente diferente, avançando para os lábios da garota.
Não é você quem eu quero, e sim Justino! - disse Mel, quando Colin estava a poucos milímetros de seus lábios. Ele abriu os olhos, a simples menção daquele nome lhe fazia perder totalmente a cabeça. - E é nele que eu penso todas as noites, com ele que eu sonho e é ele que eu desejo. - falou Mel, provocando Colin.
Ao invés de soltá-la, o que era esperado por Mel, ele a empurrou para a parede bruscamente, fazendo a menina bater violentamente a costa, segurou seu maxilar com uma mão. Aproximou-se, fazendo seu corpo colar no dela. Um calor subiu ao corpo de ambos. Colin desceu sua outra mão para o joelho da menina e depois, subiu lentamente por baixo de sua saia de prega, passando os dedos por sua virilha, fazendo a menina dar um suspiro ofegante.
Vamos ver se isso é verdade. - disse Colin a beijando.
Mel não conseguia resistir ao toque e nem aos beijos de Colin. Por debaixo da saía de Mel, a mão de Colin viajava, explorando cada centímetro do corpo que até aquele momento fora intocável. Colin começou a desabotoar com dificuldade a blusa de Mel. Quando finalmente conseguiu abri-la, levou sua mão para a barriga dela, passando-a depois pelos seios da garota.
Tudo aquilo trazia uma nova sensação para Mel. Era tão bom que seu corpo inteiro não queria que parasse e pedia por mais, mas sua mente gritava absurdamente alto para acabar logo com aquilo.
Mel começou a tentar desvencilhar-se de Colin, virava o rosto, mas mesmo assim ele procurava sua boca. Tentava empurrá-lo, mas ele segurou suas mãos contra a parede, e lhe dava beijos pelo pescoço. Sem alternativa, Mel chutou-o entre suas pernas. Ele caiu no chão sentindo muita dor, e ela saiu correndo, esquecendo totalmente de Gina e pensando apenas em sair logo dali.
Ela corria pelos corredores e ao mesmo tempo tentava abotoar sua blusa, sem prestar o mínimo de atenção por onde corria, assim, Mel acabou esbarrando em alguém e juntos foram ao chão. Ela abriu os olhos lentamente e assustou-se ao ver Justino embaixo dela. Não pensou duas vezes, e beijou-o. Aquele era o primeiro beijo dos dois e tinha sido provocado por Colin.
- Cannos 150, Britaniks 140, esse é o placar. - dizia Aires Ivanolok.
A partida estava emocionante, cada segundo poderia ser decisivo. Gina e Blaise estavam apreensivos com o possível empate, faziam figas, gritavam nomes de jogadores e cantavam o hino do time junto ao resto da torcida.
- Ritch lança a bola pra Charllote, mas quem acaba pegando é James. Xellman manda o balaço para longe, Spindler vem para tentar roubar a bola, mas James a lança para Loriene, que perde a bola para Walkier, que avança em direção ao gol de Maeva, mas é acertada por um balaço, deixando o rebote para James novamente, que lança para Blade que marcaaaaaaaa! - Blaise e Gina perderam a respiração, por segundos a decepção tomou conta deles com esse empate. - 150 a 150 esse é o novo placar do jogo. - Mas parece que Francesco viu o pomo. Sim! Ele viu o pomo e está correndo atrás dele, com Erina logo atrás dele. Parece que se depender do pomo os Britanicks levam esse jogo.
Gina e Blaise observavam a vantagem expressiva que Rizzi tinha em relação a Erina, muito nervosa Gina segurou firme a mão de Blaise. Tudo dependia daquele pomo.
Maeva lança, mas o rebote e de Charlotte, que tenta acertar a goles, mas erra. Ei! Erina está na frente, estica o braço, seus dedos estão a milímetros do pequeno pomo, mas não consegue, ela se joga da vassoura e PEGA O POMO! É isso Erina Blesh pega o pomo de ouro! E o placar vai de 310 a 150 e os Cannos estão na final do campeonato inglês! - gritos não faltaram, Gina quando viu que os Cannos haviam ganhado, gritou e deu um abraço forte em Blaise.
Ganhamos! Ganhamoooooossssssssssss! Estamos na final! - empolgada, ela gritava no ouvido de Blaise.
Ganhamos! - gritava ele também.
Exatamente ás 14:00 horas, o Cannos garante sua vaga na final. - falou Aires.
Acho melhor irmos agora, pois você sumiu sem dar satisfação a ninguém. Já devem estar preocupados. - falou Blaise, pegando a chave- portal.
Estamos apenas no começo do ano Harry. - disse Mione.
Esse não é um ano qualquer, você sabe disso. - ele disse olhando fixamente para o horizonte.
É eu sei, mas... tudo indicava que ano passado, Você-Sabe-Quem iria voltar, depois de tudo o que aconteceu no Ministério, a profecia, o S... - Hermione hesitou em continuar, a morte de Sirius ainda era uma ferida em carne viva, no coração de Harry.
Sirius. - disse ele pensativo. - Exatamente isso, Mione! Era o que toda comunidade bruxa esperava, que Voldemort voltaria ano passado, mas não! Ele sumiu sem deixar pistas, ele e toda a corja de comensais. Minha cicatriz nunca mais doeu, ardeu ou deu qualquer sinal! É como se ele nunca tivesse existido. Ele existe, isso é um fato. Essa recuada foi estratégica. Ele não é e nunca será burro, isso é apenas uma parte do plano, nos fazer esperar. – ele disse.
Harry estava cansado de pensar qual seria o objetivo de Voldemort com esse sumiço, afinal, ele parecia estar tão pronto há dois anos atrás no Ministério. Todos se preparavam para o caos, mas ele simplesmente não aconteceu. Resolveu parar de pensar naquilo, e deitou-se no colo de sua namorada.
Porque as coisas são tão complicadas, Mione? - disse ele, olhando-a fixamente com aqueles olhos verde-esmeralda.
As coisas nunca foram fáceis, Harry. Você não escolheu. Esse destino lhe foi dado por algum motivo, você precisa aceitá-lo e enfrentá-lo. - disse, enquanto passava as mãos pelo cabelo do garoto.
Você vai estar do meu lado, não vai? - disse Harry, segurando a mão da menina e colocando em seu peito.
Sempre, sempre. - disse Hermione, com uma voz confortadora.
O que seria de Harry James Potter, sem Hermione Granger?- perguntou ele sorrindo.
Você talvez ainda teria seu melhor amigo. - disse ela tristemente.
Harry se levantou rapidamente a encarando. Ela abaixou a cabeça. Ele tocou em seu queixo e fez a menina o encarar.
Escute Hermione! Você sabe que eu nunca me arrependi da escolha que fiz, você sabe também que o que aconteceu foi um acidente. Você não teve culpa! Pare de se culpar por causa do Ron. Nós apenas nos apaixonamos e não há pecado nenhum nisso! Eu posso ter perdido meu melhor amigo, porém mantive minha melhor amiga e ganhei uma namorada, que é a mais linda e inteligente de todas. - disse ele sorrindo.
Ok. - disse ela dando um singelo sorriso.
Assim que eu gosto. - ele falou passando a mão no delicado rosto dela, e dando-lhe um beijo. - Agora não pense mais nisso, e deite!
Os dois ficaram ali deitados na grama conversando e namorando, mas por outro lado Hermione não estava se sentindo muito bem. Tinha uma incrível sensação de que alguém mais estava ali, e esse alguém não estava só ali, e sim em todos os lugares, observando-a. Não contava nada a Harry, não queria deixá-lo ainda mais preocupado, se ele não sentia nada, era porque nada deveria estar acontecendo.
Começou a concentrar-se em passar a mão nos negros fios de cabelo de Harry, que estava ali, como um menino indefeso, ao lado dela. Na verdade, Harry sempre fora um menino desprotegido. A morte dos pais quando ainda era um bebê, a vida dura com os tios, a morte de Sirius, tudo aquilo fazia com que ele se fechasse cada vez mais, e se sentisse mais sozinho, Hermione sentia isso, mas também sabia que ela era o porto seguro dele. Mas ela sabia que Harry precisava de Ron, não adiantava! Harry poderia falar o que fosse, mas ela ainda se sentia culpada, e aquela culpa a estava consumindo.
Harry havia fechado os olhos, parecia estar preste a adormecer com aquele passar de mãos de Mione, e foi isso que aconteceu ele dormiu como a muito tempo não fazia. Hermione velava seu sono, e seus pensamentos foram levados ao passado.
Flash back
Não Ron! Que estupidez a sua colocar Mals da Feronia, na poção parlamus! O seu problema é que você não presta nenhuma atenção no que faz! Você sempre está no mundo da lua! Distraído e acaba errando tudo! Você tem que dar o máximo de si. - disse Hermione virando as costas e se preparando para ir.
Uma mão pegou seu pulso.
Estou cansado! Cansado de toda hora você ficar me criticando, me chamando de estúpido, desligado, fazendo caretas, entendeu? Eu estou cansado de você. - disse sacudindo a menina. Sabe qual é o seu problema? Você se acha a sabe tudo - falou, deixando Hermione falando sozinha.
O que foi que deu nele? - perguntou a Harry e Luna, que estavam ao seu lado.
Mione?Acho melhor você ir atrás dele, ele parece estar muito irritado . - disse Harry
Mione olhou para Luna.
Qual é o problema? Vocês vivem brigando, nem o namoro faz vocês pararem com isso. - Luna respondeu ao olhar.
Hermione corou.
Não me olhe com essa cara Luna, eu não tenho culpa dele ser estressado. Só sei que estou perdendo a paciência com ele..
Vai lá dar uns beijos nele, e vê como ele vai se acalmar rapidinho. - disse Luna.
Isso! Vai lá e faça isso. - disse Harry concordando.
Estou atrasada para a aula de Runas. Bom, a gente se vê no jantar. Tchau. – disse, tomando o caminho da sala.
Porque você faz isso? - Luna virou para Harry.
Como assim? - perguntou Harry, fazendo-se de desentendido.
Está na cara que você gosta da Mione,Harry. Nnão adianta negar. Tenho te observado por muito tempo, o jeito que você a olha... – ela disse.
Luna! Por favor, isso não tem nenhum cabimento.
Ok, Harry! Não está, mas aqui quem falou.
Mione na verdade não tinha aula de Runas, ou qualquer outra aula naquele momento, na verdade ela estava em seu dormitório, pensando se tudo que Harry e Luna haviam dito era verdade. "Eu não agüento mais ele! Não está dando mais certo! Vou terminar!".
Terminou? Como assim Mione?- dizia Harry.
Terminei! Ele vem me tratando mal há muito tempo, eu não suporto mais. E descobri a causa disso, uma menina do terceiro ano! Terceiro ano! Estava dando bola para ele, e em um momento de fraqueza ele acabou ficando com ela enquanto nós namorávamos! - exclamou Hermione.
Bom, e se eu disser que sabia? – Harry fez uma cara de culpado.
Eu não acredito? Que traição! Vocês homens são todos iguais! – ela disse, virando-se e indo embora, mas antes que ela fosse, Harry segurou seu braço.
Você sabe que não é bem assim, Mione. O Ron é meu amigo e ele me pediu pra não contar nada. Eu não concordei com o que ele fez, mas não podia fazer nada em relação a isso, não podia me meter entre vocês. – ele disse, tentando faze-la entender.
Eu sei, Harry. Mas a idéia de ter sido enganada me tira do sério! – ela desabafou.
Desculpa, Mione. – ele falou, abraçando-a.
Ao sentir ela retribuindo o abraço o coração de Harry acelerou de uma forma especial. "Será que Luna estava certa? Eu realmente gosto da Mione? Mas..."
Fim do fashback
Gina entrou apressada em seu dormitório, na tentativa de encontrar Mel, mas não achou a amiga em lugar nenhum. Voltando novamente para a sala comunal, Gina encontrou seu irmão sentado em frente da lareira.
Rony! Você viu a Mel? - perguntou sentando-se ao lado do garoto.
Ron se assustou ao notar a menina ao seu lado.
Gina sua maluca, retardada! Onde você se meteu o dia inteiro? - perguntou desesperado.
Rony, não exagera, ainda são duas e meia.
Isso não muda nada, onde você se meteu? – perguntou ele preocupado.
Mel! - disse ao ver a amiga entrando pelo retrato da mulher gorda.
Gina! Onde você estava? - perguntou Mel, sorrindo para a amiga.
Venha aqui comigo. - falou Gina, puxando a amiga em direção ao dormitório.
Gina! Volte aqui! - gritava Rony, enquanto as duas subiam a escada do dormitório feminino.
Sim, onde você estava? Eu fiquei preocupada! - falou Mel quando Gina fechou a porta do dormitório.
Gina contou toda a história para Mel, que ficou bastante surpresa com o fato.
Bom, o que posso dizer? Zabini subiu no meu conceito, pois você está com uma cara bem melhor. – ela disse.
Gina sorriu.
E você? O que ficou fazendo esse tempo todo? Qual é a causa desse sorriso? - perguntou Gina, que reparou que a amiga estava mais feliz do que o normal.
Nada demais, Gina. Apenas Justino e eu... é... nos acertamos, por assim dizer. – falou, meio vermelha.
Não acredito! - disse abraçando a amiga.
Draco lia atentamente suas anotações de poções, quando bateram na porta da masmorra.
Entre!- disse sem desviar a atenção de sua leitura.
Valerie abriu a porta e deparou-se com Draco lendo concentrado algum pergaminho. "Por Merlin! Ele está mais bonito que a última vez!" pensou, dando as costas para Draco e fechando a porta.
Ao escutar o barulho da porta, Draco olhou por cima de suas anotações para a garota que havia acabado de chegar. Não lembrava de seu nome, porém lembrava muito bem que na aula passada a menina não parava de secá-lo e reparou que sua saia havia diminuído consideravelmente. Draco seguiu-a com os olhos até ela pegar uma cadeira e sentar a sua frente.
Então, Senhorita... - olhou para seu pergaminho de alunos. - ...Valerie Sartô. - disse, encarando-a - Onde paramos aula passada?
Bom... - começou a menina. - ...aula passada, você esclareceu minhas dúvidas sobre as poções medicinais, e pediu para que eu fizesse uma lista com as outras dúvidas que eu tivesse. - falou, abrindo um pergaminho em cima da mesa e, apoiando-se logo em seguida na mesa, aumentando assim o seu decote. - Aqui esta a lista.
Draco dirigiu-se para o lado da menina e começou a ler a lista de dúvidas que ela havia preparado. Estava já quase terminando de ler, quando sentiu uma mão subindo pela sua perna. Ele olhou para a garota, levantando uma sobrancelha. Valerie passava sua mão pelo joelho de Draco, encarando-o. Em um movimento rápido, Draco virou a cadeira em que ela estava sentada para si e apoiou suas mãos na mesa, ficando muito próximo dela. Olhou-a de cima a baixo.
É isso que você quer? - perguntou, aproximando seu rosto do dela.
Quando Valerie tentou beijá-lo, ele se afastou ficando em pé a sua frente.
Por que eu faria isso? - perguntou, levantando uma sobrancelha, esperando uma resposta.
Valerie se levantou, ficando frente a frente com ele.
Porque eu quero. - disse olhando em seus olhos cinzas.
Você quer, é? - falou, rindo ironicamente. - Isso não é uma questão de querer...
É uma questão de nós dois querermos, e eu sei que você deseja isso também! - completou Valerie, puxando-o pela gravata e beijando-o.
Mel andava em direção a masmorra, para mais uma aula com o Malfoy. Quando estava chegando na porta da sala, escutou barulhos de coisas caindo. Preocupada, apressou-se e abriu a porta da sala violentamente, e o que viu a surpreendeu.
Valerie, sua prima, estava sentada na mesa de Snape, apenas de calcinha, beijando euforicamente Draco Malfoy, com as mãos abaixando a cueca dele. Enquanto este se encontrava entre as pernas da garota, passando suas mãos nos seios dela. A única ação de Mel foi fechar a porta e sair correndo.
Ao escutar o barulho da porta, Draco e Valerie pararam de se beijar abruptamente.
Acho que a próxima aluna chegou. - disse Draco. - Mas pelo jeito já foi. - falou encarando-a e voltando a beijá-la.
Oh, não! Era a Mel! - disse Valerie, afastando Draco de si.
Quem? – perguntou, não entendendo.
Desculpe Malfoy, tenho que ir atrás de minha prima, antes que ela faça alguma besteira. – disse, descendo da mesa e começando a se vestir.
E porque você tem que ir atrás de sua prima? - perguntou Draco, levantando uma sobrancelha e virando-se para ela.
Ora, Malfoy! Você sabe que eu realmente não quero ir embora assim... - começou a dizer, terminando de abotoar sua blusa e voltando-se para ele, quando reparou que ele ainda estava com a cueca abaixada. - MESMO! – falou, olhando-o naquela situação.
Draco riu ao perceber para onde a menina olhava. Levantou sua cueca, e foi se aproximando da garota.
E você acha que vai conseguir sair por aquela porta? - disse quando encostou seu corpo no dela.
Então, preparada? - perguntou Blaise para Gina.
Nem me fale. Ter que passar 1 hora com aquele terrorista de novo. AHHHHHH! - disse Gina, contraindo-se.
Blaise riu. Eles estavam conversando no salão principal, na mesa da sonserina, esperando dar a hora da aula de Gina.
Blaise. Por Merlin! Vamos mudar de assunto. - disse olhando para o grande relógio que ali havia.
E então, você ainda vai querer ir comigo ao baile? – perguntou o menino.
Lógico! Por que eu mudaria de idéia? – ela perguntou.
Não sei, de repente alguém mais interessante apareceu. – ele disse, fazendo beicinho.
Você acha que eu perderia a oportunidade de ir com Blaise Zabini ao Baile do Dia das Bruxas? - falou Gina rindo, porém assustou-se ao ver Mel correndo pelo Salão Principal, parecia nervosa, tão nervosa que não viu Gina ali. Ela olhou para Blaise.
Será que Malfoy fez alguma coisa? - e saiu correndo atrás de Mel.
Melissaaaaaaa! - Gritava Gina, com objetivo de que a amiga parasse de correr e lhe contasse o que havia acontecido.
Mel corria, mas ao ouvir o grito de Gina, parou ofegante. Gina chegou, junto a ela Blaise, puxou o ar tentando reunir forças para tentar falar.
O que foi, Mel? Você não devia estar na sua aula? – perguntou, pousando a mão no ombro da amiga.
Mel tentava falar, mas simplesmente a voz não saia, gesticulava, mas Gina não entendia. Mel apenas soltava grunhidos incompreensíveis.
Calma Mel! Calma! - disse Gina, sacudindo-a.
Gina, o Draco.. quer dizer, Malfoy... Val... - Mel colocou as mãos na face.
Malfoy fez algum mal a sua prima? - perguntou Blaise.
Mel balançou a cabeça negativamente.
Venha! Vamos arranjar um copo de água com açúcar. - disse Gina.
Sentados na mesa da grifinória, Mel terminava seu copo de água com açúcar. Parecia estar mais calma.
Então, conte-nos o que aconteceu. - falou Gina.
Mel suspirou.
Oh! Gina eu não consigo dizer o que eu vi. Não sei por onde começar. – ela disse.
Que tal pelo começo? - sugeriu Blaise.
Eu estava indo pra aula, quando ouvi barulhos vindos da sala de Poções. Fiquei preocupada e corri em direção a porta, mas quando eu a abri... foi horrível! Eu nunca imaginei que Valerie fosse capaz disso! – falou Mel.
Melissa! Por Merlin! O que você viu? - perguntou Gina, já curiosa.
Você ainda não entendeu, Gina? - perguntou Blaise.
Eles estavam se beijando? – perguntou Gina.
Quem dera... - respondeu Mel. Ouvindo isso, Blaise encarou a menina.
Quem dera? - perguntou, olhando-a.
Mel! Vamos para o dormitório! Você ainda está muito agitada. - disse Gina, já entendendo o que aconteceu entre Malfoy e Valerie. - Mais tarde conversamos, Blaise. – falou e começou a puxar Mel pelo Salão Principal, deixando Blaise sozinho.
Quando chegaram ao quarto, Mel estava muito arrependida do que havia falado na frente de Blaise. Com todo o nervosismo, ela acabou por esquecer o interesse de Blaise em Valerie. Gina, por sua vez, estava preocupada com ambos, tanto com Mel, que estava surpresa demais, e talvez até um pouco decepcionada com sua prima. "Nós nunca sabemos do que as pessoas são capazes de fazer." Pensava. E também com Blaise, que nutria um interesse por Valerie, mas o pior não era isso, pois eles não tinham nada, o pior era saber que Malfoy, seu melhor amigo é quem tinha feito tudo isso.
Então? O que exatamente você viu? - perguntou Gina.
Você realmente quer saber? – Mel olhou para Gina.
Esta se assustou um pouco com aquela pergunta.
Acho que sim. - respondeu.
Resumindo, o Malfoy e a Valerie estavam quase, você sabe, transando... - Mel baixou consideravelmente a voz ao pronunciar essa palavra. - ..em cima da mesa do Snape.
Gina ficou de boca aberta.
Nossa! - foi a única coisa que Gina conseguiu dizer por alguns minutos.
É... - falou Mel dando um suspiro.
Blaise não sabia dizer, com certeza, o que estava sentindo. Era uma grande decepção. Sentia-se... Draco não era do tipo que dissesse: "Blaise você é meu melhor amigo." mas ele sabia disso. Assim como Blaise também era o melhor amigo dele. Sempre fazendo parte dos planos, sabendo dos mais profundos segredos, do que lhe afligia, dos problemas, todo aquele Draco frio e calculista era uma grande máscara, era uma barreira de proteção contra todos. Mas Blaise sabia qual era o verdadeiro Draco. Mas agora, milhares de dúvidas gritavam em sua cabeça, ele já não tinha mais certeza de que Draco fosse assim tão seu amigo... estava se sentindo... traído.
Resolveu não ir atrapalhar o que quer fosse que Draco estava fazendo, por mais que soubesse o que ele estava fazendo. Decidiu apenas ir para seu dormitório, tentar dormir.
Draco levantou e ficou sentado no chão frio da sala, começou a colocar a roupa. Já ia colocar a camisa, quando braços envolveram sua cintura, e Valerie começou a dar mordidas em sua orelha.
Ele rapidamente se livrou dos braços dela, e virou para encará-la. Ela passou os braços por trás da nuca do loiro, e começou a provocá-lo alternando entre beijos e mordidas nos lábios. Ele a deitou no chão ficando sobre ela, retribuindo aos beijos, desceu para seu pescoço dando pequenas mordidas. Valerie por sua vez delirava com aquelas mordidas. Na verdade, o Malfoy todo era delirante.
Ele descia para seu colo, enquanto seus dedos viajavam pelas partes mais intimas de seu corpo. Tudo aquilo era muito excitante! Draco era excitante, sabia exatamente como dominar uma mulher. Voltou a beijá-la, mas de repente parou.
Tenho coisa mais importante pra fazer agora. – disse, levantando e deixando-a ali, desejando-o.
Como assim você tem coisa mais importante pra fazer? - perguntou.
Desculpe-me, errei. Eu não tenho uma coisa mais importante pra fazer, tenho algo muito mais importante pra fazer. - falou virando de costa e colocando sua calça. - Ou você acha que eu passaria a noite toda perdendo meu tempo aqui com você? - disse debochando.
Quem você pensa que é? - disse ela levantando, e aproveitando para colocar a roupa.
Eu sou Draco Malfoy. - disse com uma cara de desprezo.
Grande merda. – ela falou.
Fui eu, aqui, que fez você subir pelas paredes, docinho.
Valerie levantou a mão, mas Draco foi mais rápido.
Hã, hã... querida. Agora se ponha no seu lugar e vá embora.
Sem alternativa, Valerie acabou de se trocar e foi embora, fervendo em ódio, porém desejando ardentemente uma próxima vez.
Gina não queria ir naquela aula com Malfoy, depois de tudo. Mel parecia ainda chocada com o que tinha visto, e Blaise... "Ele parecia tão decepcionado com aquilo... Que tipo de amigo é o Malfoy?" ela não parecia surpresa, longe disso. "Malfoy é exatamente o tipo de pessoa em que tudo pode se esperar".
Olhar para ele seria realmente deprimente, mas não ir, custaria-lhe uma bela detenção e esta era a última coisa de que Gina precisava. Respirou fundo, estava preparando o estômago. Abriu a porta da fria masmorra. Ele não estava ali. Entrando cautelosamente, Gina pensava duas vezes antes de dar um passo, a sala estava escura, mas ela não tinha um pingo de medo.
- Lumus. - falou.
Um feixe de luz saiu de sua varinha, nada parecia diferente, estava tudo em seu exato lugar, como sempre, mas havia um silêncio perturbador. "Malfoy, maldito! O que você quer dessa vez?" Um barulho começou em um dos armários que ali estavam. Ele sacolejava com se alguém estivesse preso e tentasse sair. Gina soube exatamente aonde Malfoy queria chegar.
Draco escondido observava cada movimento de Gina. Esperava ansiosamente pelo momento em que o armário abrisse. A curiosidade de saber o medo dela o surpreendeu. "Deixa de ser idiota, Draco. É só pra ver a cara de desespero dela." Pensou, rindo logo em seguida.
De repente, o armário se abriu bruscamente, com o susto, Gina deixou a mochila cair e ela se abriu. Corpos caíram do armário, Gina se aproximava lentamente. Sabia o que estava acontecendo, mas a visão de sua família morta, deixou-a perturbada.
"Então é esse o medo da Weasley? Que medo sem graça..." pensou Draco. Ela se agachou, tocou no rosto pálido e gélido de seu pai, mesmo sabendo que tudo era uma mentira. Tocou em sua mãe ao lado, tão fria, olhou para seus irmãos, todos ali, mortos. Lágrimas tímidas começaram a cair.
"Ela é fraca!" pensou Malfoy. "Sabia que iria desistir." As lágrimas agora se intensificavam, ela abraçava o corpo do pai e da mãe. "Choro irritante!" Draco assustou-se, algo o surpreendeu.
"Não, Gina! É exatamente isso que ele quer!" ela gritou para si. Levantou rapidamente, puxou a varinha das vestes.
Riddikulus. - gritou.
Os corpos se levantaram, a visão foi a mais hilária possível. Todos os Weasley estavam dançando, mas cada um cantava e dançava um ritmo totalmente diferente do outro, uma confusão só, como sempre na família Weasley. Seu pai era algo muito parecido a um rapper, com o boné para o lado, enquanto sua mãe vestia um short muito pequeno, com um top, e tentava rebolar, sem sucesso. Gui e Carlinhos dançavam juntos algo que seria parecido com o tango trouxa. Já os gêmeos batiam palmas e levantavam o pé, pulando descontrolados, e Ron e Percy estavam vestidos com roupas femininas, girando e cantando uma musica das Esquisitonas.
Gina não se controlou e começou a rir, era muito engraçado ver sua família assim. Enquanto passava sua visão por aquela cena, seus olhos bateram no relógio que havia na parede, nem 20 minutos da aula havia passado. Olhou em volta e nem sinal de Malfoy, ela não sabia e nem queria saber se ele estava ali, mas que tinha levado na testa, tinha. Pegou sua mochila, mas antes de ir, com um enorme sorriso no rosto, que já irritava muito o Malfoy, que observou toda a cena, disse:
Desista Malfoy, eu sou esperta demais pra você. – ela falou e saiu.
"Engraçado? Minha mochila parece mais leve do que ultimamente." Pensou Gina. Resolveu abrir, mas não precisou, pois esta já estava aberta, e o livro de poções não estava ali. "Eu devo ter cometido um pecado muito grande na minha vida passada. Só pode ser! Vou ter que voltar."
Muito contra a gosto, Gina tomou o caminho de volta. "Tomara que ele não esteja lá, tomara." Ela cruzava os dedos. Olhou para aquela porta, ela não pensava vê-la em tão pouco tempo, suspirou com pesar e a abriu novamente.
- Seu inútil, imprestável, uma vergonha para mim, um covarde! VOCÊ É IMPRESTÁVEL! TÃO ASQUEROSO QUANTO UM IDIOTA DE UM ELFO!- dizia Lúcius ou pelo menos o bicho-papão, representando-o.
Gina olhou sem acreditar. "Mas por que Lúcius Malfoy é a forma do bicho papão?" não estava entendendo. Afinal, ele era pai dele! Como seu maior medo poderia ser isso?
- Você sabe qual é a conseqüência quando você falha, não é? - continuava Lúcius, com um chicote na mão.
Draco não dizia nada, estava com medo, olhava para o chão, tentando controlar o que sentia. Sim! Aquele era o grande medo de Draco, seu pai, e tudo o que ele sempre fazia ou falava, aquilo que sempre deixava um grande vazio dentro dele.
Gina observava a cena sem reação."Então o medo do Malfoy é o pai. O que ele vai fazer com esse chicote? Bom talvez seja melhor eu não me meter em brigas de família. Mas porque ele não reage? É só um bicho-papão. Vamos Malfoy reage! Diz riddikullus e tal. (...) Por Merlin! Em que situação chegamos? EU torcendo pelo Malfoy?"
Draco sabia do que o pai estava falando, começou a tirar a blusa. Desabotoava errantemente, suas mãos falhavam, aquilo sempre se repetia e ele sempre ficava daquele jeito. Terminando de tirar a blusa, ele se virou de costas para o pai.
"Hã? Por Merlin! O Malfoy não vai ficar pelado aqui, né? Acho melhor eu ajudar. Mas... O que é isso? Que cicatrizes são essas? Oh! Não!".
Gina viu Lúcius levantar o chicote no ar. Então era essa a causa das cicatrizes de Malfoy, ele era chicoteado pelo pai, "Que horrível! Por mais que eu te odeie, Malfoy, eu não posso assistir você ser humilhado desse jeito".
- Riddikullus. – disse Gina, esticando a varinha na direção do bicho-papão Lúciu Malfoy.
O bicho-papão virou uma bola prateada, Gina aproveitando a confusão do bicho, o trancou de volta no armário. Virou-se, Malfoy ainda estava de costas, não tinha coragem para virar. Gina sentiu pena dele, pela primeira vez um sentimento diferente da raiva, ódio, nojo...
Não sabia exatamente o que fazer, pensou em ir embora dali, seria o melhor para ela. Mas aí, ela seria insensível. Afinal, até um Malfoy tem sentimentos, o que acabara de descobrir.
Meio confusa foi levada, por instinto, em a direção dele. Olhava fixamente para aquelas marcas profundas nas costas de Draco, num impulso ela tocou nas cicatrizes, como se com aquele toque pudesse apagá-las do corpo de Draco. Não sabia o porque, mas se tivesse esse poder, sua vontade era sumir com aquelas cicatrizes.
Draco, muito confuso, não entendia o que estava acontecendo. Ouviu alguém gritar "riddikullus", ele conhecia aquela voz. Não teve coragem de virar para encará-la. "Porque ela fez isso? Não tinha nada que me salvar, Eu NÃO pedi! Maldita W..." mas antes que terminasse a frase sentiu o leve toque das mãos dela em suas costas. No mesmo instante, não sentiu mais nenhuma vontade de xingá-la e sim, calma, seu coração que batia acelerado, agora estava calmo. "Mas o que está acontecendo comigo?".
- Dr... Malfoy. "O que eu to fazendo? Tocando nele, chamando ele pelo nome. Para, Virgínia!"
Ele se esquivou, ela colocou a mão para trás numa tentativa de que ele não achasse que tivesse sido ela. "Dãã! Só tem você aqui".
Olha Malfoy, não se preocupe eu não vou contar pra ninguém. - "Eu, realmente, não me entendo" pensava. - E eu já to indo, só vim pegar meu livro de poções. Sabe, eu esqueci aqui, mas tudo bem. Tchau! Até a próxima aula... - "Porque eu não consigo parar de falar? Pela cara dele ta mais perdido do cego em tiroteio... tudo bem, se eu fosse ele também não ia entender porque eu to falando tanto!" - Essa aula foi muito construtiva, quem diria bicho-papão, como você teve essa idéia? (...) Bom, acho que eu to falando demais, então tchau. – "Ufa! Pensei que não ia conseguir parar de falar." Pensou, virando-se de costa.
Draco franzia o cenho não entendendo nada do que ela estava falando e muito menos porque estava falando tanto.
- Primeiramente, pare de se fazer de santa, Weasley! Você finalmente vai poder me chantagear, se livrar de mim! Vai dar uma de anjinho? Você está longe disso, pare de fingir ser uma coisa que você não é! Você nunca vai passar de ser uma Weasley imunda! – disse, virando com ódio no olhar.
Seu Merda! Eu lhe salvei, seu mal agradecido! Lógico que eu não estava esperando um obrigado, devia ter deixado você aí, com o bicho-papão! Seu traumatizado! – ela se descontrolou. - É por isso que todos querem se livrar de você, você não passa de um traumatizado, jogando a culpa em todos por isso. E a única pessoa que, verdadeiramente, gosta de você, você traí! – falou, lembrando-se de Blaise. - Eu vou embora, não preciso mais ficar escutando isso! Não se preocupe, por mais que eu queira, realmente, me livrar de você, eu não sou tão baixa quanto. Não vou contar pra ninguém, e muito menos o chantagear! - acabando de dizer tudo o que sempre quis, Gina virou e foi embora. – Idiota. – disse, abrindo a porta.
Eu não pedi pra você me SALVAR! Eu não preciso de Ninguém! - disse ele gritando para que ela pudesse ouvir.
Gina estava fechando a porta quando Draco disse isso. Respirou abriu-a novamente.
- Quer a verdade, Malfoy? Eu tenho pena de você! – fechou-a novamente e se foi.
"Eu não preciso de você, nem da sua pena!" pensou ele, com a respiração totalmente alterada.
N/A: Depois de um século, mais um capítulo! Queria agradecer por todas as Reviews, muito obrigada mesmo! Espero que gostem desse cap.
Bjusssssssss
Obs: quem quiser fazer alguma critica, dar alguma idéia, ou qualquer coisa, é só me mandar um e-mail, ele esta ai a disposição de vcs.
Obs²: outra coisa... futuramente, eu vou mudar o nome da fic, pois esse sempre foi um título provisório... (nunca gostei muito dele hehehehe) se quiserem dar sugestões, mais uma vez o mail ta aki pra isso. Então, é isso... bjinss
