Capítulo VII

Um novo sangue

- Gina! Vai, acorda. - dizia Mel, batendo o travesseiro no rosto da ruiva.

- Hã! - Gina abriu os olhos, ainda sonolenta.

- Bem-vinda a segunda-feira! Vamos, levante para a aula! Hoje o primeiro horário é do Snape, você não quer chegar atrasada, né?

- Só mais cinco minutinhos. Por favor, Mel. – disse, virando para o outro lado.

- Nem cinco, nem um. Vamos, aulaaa! – Mel falou, balançando a amiga.

- Mel! Você é a amiga mais sem-graça do mundo. – disse Gina, levantando-se e indo se arrumar.

Já prontas, Gina e Mel desceram as escadas do dormitório. Quando o quadro da mulher gorda se abriu, do outro lado estava Justino, que esperava Mel.

- Não agüentei. Precisava te ver. – disse, ficando vermelho.

"Vai começar cedo hoje..." pensou Gina.

Mel abriu um grande sorriso, deu seus livros para Gina carregar e foi em direção a Justino, envolvendo-o com seus braços, passando seu nariz pelo rosto do menino, chegando a sua boca. Começaram com pequenos e rápidos beijos, Justino deixou seus livros caírem no chão e a agarrou pela cintura, os beijos se intensificaram.

"Por Merlin! Alou? Eu ainda eu estou aqui, sabiam! To sobrando. Vou embora, é melhor que faço. Por Merlin." Pensava Gina, enquanto seguia para o Salão Principal, com o material de Mel e o seu.

-Blaise! Cadê a minha gr...? – dizia Draco saindo acabado de sair do banho.

"Cadê o Blaise? Quando eu saí pro banho ele estava aqui dormindo." Pensou confuso

Sentada tomando café–da-manhã, Gina pensava no que havia acontecido na noite anterior. Talvez, Malfoy fosse assim porque não havia sido criado como todo mundo. Bom, isso era de se esperar, mas nunca ninguém havia imaginado o quanto era grande essa diferença. Tinha pena dele, e esse não era um sentimento que ela gostava de ter por ele, mas não conseguia ser imune a tudo que vira e ouvira ontem à noite. "Qualquer um ficaria traumatizado com aquilo, e eu nunca contaria a ninguém, isso é humilhante demais. Talvez seja melhor eu parar de pensar nisso."

Do seu lado Luna e Rony estavam todos melosos. "Hum! Isso é complô contra mim! Todo mundo parece ter encontrado alguém, e eu...bom eu... to encalhada!" terminou suspirando.

Gina chegou à conclusão de que faltava um romance. Faltava alguém na sua vida, um homem pra ser mais precisa. Não que ela estivesse desesperada, apenas estava pronta para viver algo. Deu um suspiro. Seus pensamentos já a levavam para o famoso príncipe encantado: bonito, gentil, romântico, que a amasse, que amasse as flores... "Gina? Por favor, você quer um homem ou um gay?" ...pelo menos os bebês, os pássaros, as crianças. "Realmente, esse cara não existe...". Mas pelo menos...

Os alunos começaram a fazer barulhos, que tiraram Gina dos pensamentos do cara perfeito. Gina viu Dumbledore passar pelo meio do salão principal, todos o olhavam curiosos. Gina, também, reparou que um garoto loiro, alto e magro vinha ao lado do diretor.

Draco chegou um pouco tarde no salão principal. Logo que sentou, teve um intuito de olhar para a mesa da grifinória. Reconheceu Gina, ela estava de costas para a mesa dele.

"Quer a verdade Malfoy, eu tenho pena de você... pena de você... pena."

Essas palavras não saíram da mente de Draco, ele ficava revoltado com aquilo! Nunca ninguém tinha ousado a falar isso para ele! E se falasse, seria severamente castigado, o que não aconteceu, no caso. Ele tinha vontade de matá-la, e tinha raiva de si por não ter feito nada na hora em que ela tinha falado isso para ele.

"Ninguém tem pena de mim! Eu não posso aceitar isso! Mas parece que nada que eu faça de pior consegue calar a boca dessa maldita, ela sempre fala o que quer, isso me dá ódio!" pensava, tentando se acalmar.

Mas logo outro pensamento simultâneo vinha a mente dele, como um fio da memória.

"Porque ela me tocou? Deveria perder a mão! Nunca se toca em mim sem permissão!"

Mas talvez não fosse exatamente isso que ele sentia quando lembrava do toque.

-Draquinho! Meu amor! Onde você esteve ontem? - dizia Pansy, pulando no seu pescoço, tirando-o de seus pensamentos.

- Pansy, não me toca. Hoje eu não estou de bom humor. – falou, afastando-a de si.

- Você não é o único, Blaise está atacado hoje também. – ela reclamou.

- Blaise? Onde você o viu? – perguntou Draco, encarando-a.

- Estava hoje de manhã na sala comunal. Perguntei por você e ele respondeu que tinha coisas melhores na vida pra fazer, do que saber por onde o Malfoy andava. Estranho ele te chamar pelo sobrenome, não é?

Uma carta caiu à frente de Draco.

- De quem é essa carta? Você está me traindo? - perguntava Pansy.

- Se liga Parkinson, eu nuca tive e nunca vou ter nada com você, para te trair.

A menina saiu correndo com lágrimas nos olhos.

"Eu mereço." pensava Draco. Virou o envelope... "Grandmère? Mas o que ela quer comigo?".

"Querido Draquinho...

A vovó está lhe mandando esta cartinha - "Porque ela fala como se eu tivesse dois anos?". - para lhe avisar que seu priminho..."

Os portões do salão comunal se abriram, como sempre sua avó não tinha sido pontual com as notícias. Lógico! Pontualidade não era o forte dos franceses.

Quando Draco terminou de ler, um terrível pressentimento passou por sua cabeça. Não gostou do que sua "sumida" avó lhe escrevia. Draco dobrou a carta e colocou-a em seu bolso. Resolveu olhar pelo salão principal, procurando encontrar a "bendita notícia" da carta.

Passando os olhos pela porta do salão, deparou-se com Dumbledore, adentrando ao salão com um "menino" vindo logo atrás de si. "Era só o que me faltava." ele pensou dando um soco na mesa e logo após passando a mão pelo cabelo.

Dumbledore abaixou-se e falou algo ao menino e apontou para a mesa da sonserina. O garoto escutou, e logo após dirigiu-se para a mesa de sua casa. "Pelo menos isso, por mais que eu não goste da idéia dele ser da mesma casa que eu." Pensava Draco.

"Quem é esse garoto?" Pensava Gina como todos que cochichavam.

Dumbledore bateu as mãos, pedindo silêncio, num instante ele se fez.

- Queria apresentar o nosso novo aluno de Hogwarts, recém-chegado de Beuxbatons. Gerrard SaintClaire. - todos olharam curiosos para o novo aluno da sonserina. - Espero que ele seja bem recebido por todos que aqui estudam, principalmente, por seus colegas de casa. - Draco teve a leve sensação de que Dumbledore o olhou. "Mas porque tudo ele me olha? Eu sei que eu sou lindo! Na verdade, acho que esse velho sabe demais das coisas."

O garoto se dirigiu a mesa da sonserina, e sentou-se ao lado de Draco.

- Bonjour cousin. (Bom dia primo) – disse o menino a Draco em francês

- Je ne suis pas son cousin. (Eu não sou seu primo). Você sabe falar inglês, para com essa frescura de querer falar francês aqui. – respondeu Draco rispidamente,

Gerrard começou a rir.

- Sua mère (mãe), mandou-lhe esta carrrta. – disse o francês, estendendo-lhe um envelope.

Draco odiava aquela mania de misturar inglês ao francês, era repugnante, ou se fala um ou se fala outro, nunca os dois.

- Como anda as coisas na França? – perguntou Draco.

- Estrrranhas. – foi o que ele respondeu começando a comer.

- Porque você veio pra Inglaterra? – Draco perguntou.

- Meu Perè (pai), foi chamado pelo ministério, há planos a serrrem feitos.

- Você sabe do que se trata? – Draco perguntou.

-Coisas para frente de combate, eles não tem idéia de como as coisas estão muito mais avançadas do que eles pensam. – ele respondeu.

- E Oncle (tio) Olivierre sabe o que está acontecendo? – perguntou Draco.

- Ninguém sabe ao certo, mas como nossa família tem uma parte comensal, eles acham que meu pai pode ajudar. – respondeu.

- E grandmère e grandpère? – Draco perguntou.

- Aprrreensivos e muito prrreocupados com você. – ele respondeu. – Seu peré teve escolha, você não, eles tem medo do que pode acontecer quando você for chamado. – disse bem baixo.

- Vou pra aula. – disse Draco. – se levantando e pensando no que Gerrard acabara de lhe dizer. "O ministério já tem uma frente de combate? Interessante. Tenho que falar com o Blaise, podemos trocar informações".

- Au revoir. – disse Gerrard comendo.

- Ginaaa? Acorda? – dizia Colin estalando os dedos, para chamar a atenção da ruiva.

- Ah! Oi! - disse ela saindo do transe.

- Vamos! Aula do Snape, você não vai querer chegar atrasada. Cadê a Melissa? – perguntou Colin.

- Ta por aí, se pegando pelos corredores com Justino. – Gina usou um termo meio pesado, mas era exatamente o que ela queria dizer, para ver se Colin deixava Mel de uma vez por todas em paz.

A expressão de Colin se enrijeceu.

- Não fica com essa cara de quem comeu e não gostou, porque a culpa é sua Colin! Agora, aceite as conseqüências, você sabe muito bem como a Mel ficou! Então, é bom você deixar ela em paz. Talvez eu esteja sendo um pouco dura, mas é a verdade. – ela falou, com o coração pesado.

Colin não falou nada, apenas virou e seguiu em direção as masmorras, sendo seguido por Gina. Gina tinha razão, ele deixaria Mel em paz, se fosse isso que ela quisesse.

- Ah não!- foi a última coisa que Gina conseguiu falar, antes de notar que tinha colocado três colheres em vez de duas na sua poção, e toda ela voar pelos ares a melecando inteira.

Todos os alunos se voltaram para ela e começaram a rir. Até Colin que há muito tempo não dava um sorriso, o fez. Gina estava toda suja, com uma substância verde-catarro. Ela colocaria a cara dentro do caldeirão, mas este ainda continha muito da poção, e ela não queria ficar mais nojenta do que já estava.

Snape veio se aproximando. Olhou para a ruiva, fez uma cara de nojo, e olhou para dentro de seu caldeirão.

- Nada se pode aproveitar. Creio que tenho que lhe dar um F, Srta. Weasley. - disse com uma cara de satisfação.

- Mas professor...

- Mas nada! - disse rispidamente. - Você deve ser muito desprovida de inteligência menina, mesmo com o Sr. Malfoy lhe dando aulas, você consegue fazer isso! Menina estúpida!

- Se pelo menos o Malfoy me desse as aulas. - Gina disse isso baixo, mas não baixo suficiente.

- O que você falou? - Snape a olhou fixamente.

- Nada. - ela respondeu tentando desviar o olhar dele.

- Menos 30 pontos para Grifinória, por a Srta. difamar aqueles que lhe ajudam.

- Isso é injusto! - falou Gina batendo o pé no chão.

- Agora menos 50! Vamos, saia logo daqui antes que comece a crescer pêlos e você fique mais horrível do que já está!

- Vá se lavar, Stra. Weasley!- dizia Madame Promfrey.

Gina começou a passar água nos locais atingidos, mas enquanto passava reparou que umas bolas vermelhas começavam a surgir na sua pele, e de lá os pêlos apareciam. Olhou-se no espelho e teve vontade de chorar, estava horrível, cheia de pelos por todo o corpo.

- Vamos, sente-se na cama! - ordenou Madame Pomfrey.

Gina obedeceu.

- Agora...- a enfermeira olhou para a porta.

- E aqui nos temos a Ala Hospitalar. - dizia uma voz feminina.

Madame Promfrey fechou as cortinas da cama de Gina e foi de encontro à voz.

- Stra. Parkinson! Creio que a Ala Hospitalar não seja um lugar para visitas, porque você não está na sua aula?

- Oh! E está e a Madame Pomfrey, a responsável. – falou com uma voz debochada. - Madame Pomfrey, este é o Sr. Gerrard SantClaire, nosso novo aluno. Ofereci-me para mostrar-lhe o colégio.

Gina ao ouvir isso, levantou-se e abriu uma pequena frecha na cortina, para observar. "Novidade essa daí se oferecer." pensou.

- Muito prazer, mas estou muito ocupada, por favor voltem mais tarde.

- Pomfrey? Por acaso a Madame tem algum parentesssco, com o Monsieur (Senhor) Jack Pomfrey? - perguntava o novato, com um sotaque carregado.

- Logicamente, é meu irmão. - respondeu.

- Oh! Superbe! (Maravilhoso) Eu vim de Beuxbatons, e lá ele fazia um trabalho excelente na Ala Hospitalar. Vejo que a Madame (Senhora) é tão perrrfeita e orrrganizada quanto seu irmão, posso até arrrriscar em dizer mais, pois um toque feminino sempre faz uma grande diferrença.

Madame Pomfrey ficou um pouco corada, mas toda orgulhosa do elogio do jovem rapaz,

- Muito obrigada Sr. SantClaire.

- Me chame de Gerrard, na França não temos este tipo de formalidade. –disse-lhe beijando a mão da senhora.

- Bom, pode olhar o quanto quiser, mas não se demore muito. - disse a enfermeira.

"Impressionante!" Pensou Gina. "Ele conseguiu fazer com que ela mudasse de idéia em instantes.Interessante esse menino." Num instante, os olhos do garoto, observaram que alguém os espiava, olhou para Gina, que de sobressalto dirigiu-se rapidamente para a cama.

Madame Promfrey, veio logo em seguida, quando abriu a cortina, Gina pode ver que o garoto ainda olhava na sua direção.

- Bom, Srta. Weasley, tome isso. - disse lhe passando um copo.

Gina tomou, o gosto era doce.

Agora espere um pouco, até fazer efeito.

O dia passou calmamente. Já no final da tarde, andava em direção ao Salão Principal. Quando chegou lá, só faltou cair no chão, seu primo mal havia chegado e já estava rodeado de gente, ou melhor, de garotas. "Adora aparecer..." pensou enquanto ia a direção da mesa da Sonserina irritado.

Sentou-se ao lado de Blaise e começou a jantar. Reparou que o menino ainda continuava estranho. "Só o que me faltava! Além de ter que tolerar o meu primo inútil, ainda vou ter que suportar um Blaise de TPM."

Blaise, o que está acontecendo? – perguntou, numa tentativa de acabar logo com isso.

Você ainda pergunta? – respondeu, levantando-se e indo embora.

"Como se eu pudesse adivinhar!" pensou, voltando a comer. Resolveu tirar esses pensamentos da cabeça e se voltar para uma coisa mais importante: seu plano. Há muito tempo que não tinha nem um sequer avanço. E agora com a revelação de Gerrard as coisas poderiam ficar mais fáceis.

Isso não podia ficar assim, teria que se encontrar com Colin o mais rápido possível. Olhou em direção a mesa da Grifinória, Colin estava comendo ao lado de um menino que Draco desconhecia. "Mais tarde mando-lhe uma mensagem, agora tenho que resolver meu problema com Blaise." Pensou, levantando-se e saindo do Salão Principal.

Gina passou os olhos pela mesa da Sonserina e achou o que procurava. Blaise estava sentado sozinho, remexendo na comida em seu prato, não mostrando um pingo de interesse. Sentiu seu coração apertar, começou a se levantar para ir lá falar com ele, mas voltou ao seu lugar quando viu Malfoy sentando-se ao lado de seu "amigo". Depois dos últimos acontecimentos, ela achou que Malfoy não seria nada receptivo se ela aparecesse.

Logo depois, Gina viu Blaise se levantar e sair pelo Salão Principal. Não pensou duas vezes para começar a correr atrás dele. "Com certeza o Malfoy se fez de santinho! Eu ainda mato ele!" pensava, enquanto corria.

Blaise! – gritou Gina, antes que a porta da Sala Comunal da Sonserina se fechasse.

Ao reconhecer a voz dela, Blaise virou-se rapidamente e impediu que a porta se fechasse.

Como você está? – perguntou Gina. – Eu lhe procurei o dia inteiro, mas não consegui lhe encontrar antes.

Estou indo... vamos, entre! Não há ninguém aqui, todos estão jantando. – falou Blaise, meio desanimado, abrindo espaço para Gina passar.

Gina hesitou, mas acabou entrando. Era a primeira vez que via a Sala Comunal da Sonserina. Esta era muito fria e escura, muito diferente da Sala da Grifinória, mas era de uma elegância sem igual. Seguiu Blaise até a porta do quarto dele.

Por favor, entre. – ele disse.

Blaise acendeu a luz. Os dormitórios da Sonserina eram totalmente diferentes, eram mais elegantes e frios. Havia quatro camas grandes, um grande tapete verde-prateado com uma grande serpente, quatro escrivaninhas com tinteiros e pergaminhos e nas janelas, cortinas verde-esmeralda. Tudo combinava perfeitamente. Gina pulou na cama que pensava que era a de Blaise.

Que cama fofinha... – dizia Gina, deitada.

Está não é minha cama, é a cama do Malfoy. – disse Blaise, calmamente.

Gina arregalou os olhos e saiu correndo da cama, fazendo cara de nojo. Logo em seguida, sentou-se ao lado de Blaise, na sua verdadeira cama.

Vem aqui, deite no meu colo. – disse Gina, batendo na sua coxa. Blaise obedeceu. – Como você está? – perguntou, passando as mãos nos cabelos negros do garoto.

Estou me sentindo traído... – respondeu.

Blaise, acho melhor eu ir. O jantar já acabou, daqui a pouco deve ter gente vindo para cá.

Ah, não! Não vai...

Mas... – Gina começou, mas parou ao ver a porta do dormitório sendo aberta.

Blaise! Acho... – Draco parou estático. "Que porra ta acontecendo?" pensou. – O que está acontecendo? – perguntou.

Nada que lhe interesse, Malfoy. Vamos, Gina. – disse Blaise, levantando-se e puxando-a.

Draco puxou Blaise pelo braço.

O que você pensa que está fazendo, Zabini? – perguntou friamente. Os dois se encararam. Gina ficou com medo, o olhar de ambos era assassino.

Eu não devo satisfações da minha vida para um filhinho de papai, como você. – respondeu mais friamente ainda.

Desceu as escadas furioso, puxava Gina pelo braço atrás de si.

Blaise! Qual é? Non me reconhece mais? – perguntou uma voz, atrás de Blaise, que fez com que este se virasse para ver de quem se tratava.

Gerrard? – ele falou surpreso.

Gina olhou o novato mais de perto, como ele era bonito e parecido...

Em carrrne, osso, beleza e simpatia. – disse o menino, elogiando-se.

Então, você é o novato que todos estão falando! Mas por que você veio para Inglaterra? – perguntou Blaise, mais calmo.

Meu père foi transferido. Tivemos que nos mudar.

- A ultima vez que eu fui a França nós tínhamos o que? 7, 9 anos? Como vai Oncle Olivierre? E Tante Charllote? – Blaise perguntou.

Meu perè está atolado no ministério, minha mãe ficou na França com Tante Narcisa. – ele respondeu.

A expressão de Blaise ficou tristonha, não conseguia aceitar o porque sua mãe tinha sumido com seu pai em vez de ficar em segurança na França.

Blaise! Eu preciso ir! – disse Gina, puxando a manga das vestes de seu amigo. "Eu não queria ir, mas preciso." pensou.

Oh! Desculpe-me Gina! Deixa-me lhe apresentar. Este é Gerrard SaintClaire. E está é Virginia Weasley. – falou, voltando-se para Gerrard.

O francês pegou a mão de Gina e a beijou. Lembrava dela da ala hospitalar lhe espiando, e percebeu como era bonita sem pelos e manchas vermelhas no rosto.

Realmente, os ingleses têm que aprender a cortejar uma mulher. Deixamos muito a desejar. – disse Blaise, rindo do rosto vermelho de Gina.

Concorrrdo plenamente, Blaise. – falou Gerrard, sem cortar seu contato visual com Gina, deixando-a mais vermelha.

Mais tarde colocamos o papo em dia. – disse Blaise, despedindo-se.

De onde você conhece o novato? – perguntou Gina para Blaise, enquanto iam a direção a Sala Comunal da Grifinória.

Você ainda não sabe? Ninguém te contou? – perguntou Blaise.

Não! – falou, ainda mais curiosa.

Ninguém te contou mesmo?

Sim! Você vai contar ou não? – disse Gina, perdendo a paciência.

OK, OK! Só queria te irritar. – começou Blaise, rindo da cara de Gina. – Bom, Gerrard é primo do Malfoy...

Sério? – perguntou Gina, surpresa, "Sabia que devia ter algum parentesco! Eles são super parecidos, não que eu fique olhando e reparando nas feições do Malfoy, mas como sou obrigada a vê-lo todo maldito domingo, a gente acaba decorando..Fazer o que né?"

Eles não se suportam. Na verdade, Draco não o suporta. A capacidade que Gerrard tem de irritar Draco é impressionante! Uma coisa Sobrenatural! - terminou Blaise.

É mesmo? Gostei dele já! Mas como eles são primos? – perguntou Gina, pelo o que ela sabia Lúcius Malfoy não tinha irmãos. Mas Narcisa tinha, mas ele não parecia nada com os Black.

Bom, não é um parentesco direto, já que Lúcius não tem irmãos, vê se você entende. – Blaise fez uma pausa. – O Draco tem uma avó, essa avó tem um irmão que casou, mas a mulher morreu no parto, de Olivierre, pai de Gerrard. – Blaise parou.

Continue. – disse Gina.

Então a avó de Draco criou Olivierre como seu filho e ele a considera sua mãe, ela é mãe-tia, por assim dizer. Olivierre e Lúcius foram criados como irmãos, já que por muito tempo o avô de Gerrard ficou em St. Mungus para se curar do trauma de perder a mulher. Ai Olivierre se casou com a Tante Charlotte e tiveram o Gerrard, e Lúcius casou com Tante Narcisa, que tiveram o Draco. Assim eles são primos.

Ahhhh! Coitado do avô do novato..

Pior foi aturar Lúcius como irmão pode ter certeza. – disse Blaise.

Gina concordou com o olhar.

Pronto! Chegamos! – disse Blaise.

Obrigada por me acompanhar. – Gina disse, abraçando-o. - Boa noite. – disse ela, entrando pelo retrato da mulher gorda.

Pra você também. – disse ele.

Quando se despediu Gina deu um beijo na bochecha de Blaise. Na mesma hora duas gêmeas do quinto ano apareceram e passaram pela porta entre cochichos e risadinhas.

- Não se importe Blaise. – disse Gina.

- Eu tenho medo por você, porque esse pessoal fala. – disse Blaise.

- Eu não me importo. Boa noite. – disse Gina se despedindo.

- Tchau.

Draco andava de um lado para outro no dormitório esperando Blaise. Não conseguia entender! Primeiro, Blaise estava estranho, agora, só podia estar completamente louco! Aonde já se viu? Uma Weasley no dormitório de um Malfoy? (Por mais que este seja temporário.) Isso não existe!

"Merda! Era só o que me faltava! Dor de cabeça!" pensou, já cansado de andar, foi em direção a sua cama e sentou. Começou a massagear suas têmporas. Parecia que quando tudo tinha que ficar na paz, vinha alguma coisa e arruinava tudo. "Por que diabos, o Blaise tinha que fazer amizade logo com a porcaria da Weasley?" se o Zabini já estava com raiva dele por algum motivo, imagine agora, com os "conselhos" da sua mais nova amiguinha, Weasley. "Nojenta!"

Isso não poderia ficar assim! Pelo menos não agora. Em outra situação, Draco estaria nem aí pra tudo isso, mas agora, sua relação com Blaise teria que estar perfeita, pois precisava que estivesse tudo normal para continuarem com o plano. E estavam quase lá...

Draco saiu de seus pensamentos, ao reparar que Blaise havia entrado no dormitório. Este, por sua vez, parou abruptamente quando notou Draco, sentado, olhando-o. Não queria conversar, pois sabia que perderia a cabeça se fosse falar com ele.

Malfoy se levantou e foi até seu baú, de lá tirou uma garrafa de Whysky. Pegou duas cadeiras, e conjurou uma pequena mesa entre elas. Sentou-se e indicou a outra cadeira para Blaise, que depois de hesitar um pouco, sentou meio relutante.

Os dois ficaram cara a cara, apenas a garrafa entre eles. Draco conjurou dois copos e serviu-os da bebida. E assim resolveriam (ou pelo menos tentariam) seus problemas. Se havia uma regra era: o álcool entra, a verdade sai.

Vou ser direto. – começou Draco. – Qual é o problema?

Blaise colocou o copo na mesa e jogou sua cabeça pra trás.

Você realmente não sabe qual é o problema? – perguntou Zabini.

E deveria? – Draco perguntou, não entendendo.

Isso não me surpreende. Infelizmente, não! – disse Blaise. – Eu sempre considerei você como um amigo, talvez porque eu te conheça desde que nasci. Você com seu jeito e eu com o meu. O grande problema é que o meu conceito de amizade não é igual a escravatura e submissão, que é exatamente o que você espera de mim. – começou Blaise.

Draco ouviu tudo e decidiu ficar calado.

Por acaso você lembra de uma garota loira da corvinal? – Blaise perguntou.

"Existem tantas garotas loiras na corvinal. Como eu poderia me lembrar?" Pensou Draco.

Não. – respondeu.

Vou ser mais claro, Valerie Sartô? – perguntou.

Draco foi ao fundo de sua memória, "Loira? Corvinal? Valer..."

Sei quem é, porquê? – Draco tentava ligar aquela menina fácil a Blaise. Depois de um tempo pensando houve uma resposta de seu cérebro, e a lembrança de uma aula de adivinhação veio a sua mente. – Blaise, ela é uma vaca! – disse, antes que Blaise falasse qualquer coisa. – Eu não acredito. Você esta assim por causa disso? – falou, levantando-se. – Patético!

Não foi por causa dela! Foi por causa de você! Você não liga para os sentimentos de ninguém. Como você acha que eu fiquei depois que descobri aquela sua pequena "aulinha" com a Sartô? – Blaise levantou, levando a cadeira junto. – E se eu pegasse uma garota que você quisesse? Iria ser o fim do mundo! Mas não, como é comigo, você ta pouco se importando. Eu não quero mais ter nenhuma relação com alguém do seu tipo! – terminou, atirando seu copo na parede.

Você sabe que eu sou assim, não venha agora falar que foi enganado! – disse Draco, começando a se exaltar.

Em nenhum momento eu disse isso. – falou apontando para Draco, enquanto se aproximava. – O que eu quero é distância de você e de toda sua laia. Do seu pai, aquele comensal limpa bunda do Voldemort, da sua mãe, aquela...

Do que você está falando? – Draco não conseguia acreditar. – O seu pai também é um maldito comensal, e não passa de escravo do meu pai! Nada mais natural que as coisas continuem após as gerações. – ele falou ácido. E da sua mãe...

Blaise pulou em cima de Draco e começou a socá-lo.

Seu desgraçado! – gritava Blaise enquanto batia em Draco.

Blaise saiu de cima de Draco e começou a socar a parede.

Você precisa mais de mim do que eu de você, Malfoy. – disse Blaise, olhando para Draco caído no chão. – Está sozinho agora.

E você vai se juntar com aquela sua amiguinha podre da Weasley? – disse Draco levantando. Blaise com raiva deu outro soco em Draco. - Você ta comendo ela, porque ta muito ofendido. Quem sabe eu faça com ela a mesma coisa que eu fiz com a Sartô. – terminou, tentando irritar mais Blaise.

Este partiu para cima de Draco novamente, mas dessa vez Draco começou a revidar.

Ela nunca cairia na sua lábia. Afinal, ela é uma Weasley. – Blaise falou, saindo do quarto em seguida.

As ultimas palavras de Blaise repetiam-se constantemente na mente de Draco. "É claro que ela 'cairia na minha lábia' como você mesmo disse, Zabini. Ela pode até ser uma Weasley, mas você esqueceu que eu sou um Malfoy." pensava, enquanto ia a direção ao banheiro, para tomar banho numa tentativa de "engolir" a raiva que sentia de Blaise Zabini.

Colin estava deitado em sua cama pensando mais uma vez em Mel. Sabia que tinha que se afastar dela, mas quando a olhava com Justino, seu coração só faltava despedaçar. Cada dia que passava, ele descobria coisas cada vez mais comprometedoras. Sabia que tinha combinado com Blaise e Draco que apenas se encontrariam daqui a uma semana, mas não tira certeza se iria agüentar até lá. Estava ficando mais paranóico, e isso fazia com que ele tivesse a necessidade de falar com Mel, de tê-la perto dele. Estava muito sozinho.

Mas isso era o certo! E iria continuar assim! Não prejudicaria as pessoas que tanto amava só por causa de seus sentimentos egoístas. Tentava se convencer disso. No final das contas, resolveu mandar uma carta para o Malfoy e Zabini, mesmo sabendo que seria muito arriscado, encontrarem-se agora que as coisas estavam prestes a estourar.

Depois de escrever as cartas, guardou-as em sua mochila, para mandá-las no outro dia, antes de tomar seu café. Deitou-se novamente, decidido que iria dormir dessa vez. Esvaziou seus pensamentos, e após meia hora, adormeceu em um sono sem sonhos

Já de manhã, levantou e se arrumou rapidamente. Mandou as cartas e foi para o Salão Principal. Durante o café, ficou observando dois meninos na mesa da Corvinal, que estavam conversando concentrados. Um deles era o último nome da lista que o Malfoy havia lhe dado.

Pegou um caderno em sua mochila e fez algumas anotações. Quando olhou novamente para eles, encontrou mais um garoto sentado, que conversava com eles com a mesma concentração.

Gina! Gina! Ginaaaaaaaa! – quase gritava Mel. – ACORDA! Todos já acordaram, só falta você!

Ah! Só mais um pouquinho... – falou Gina, voltando a dormir em seguida.

Você quem pediu assim, Virgínia Weasley! – disse Mel, pegando um travesseiro e começando a bater em Gina.

Ta bom, ta bom! Já acordei. – disse Gina, sonolenta.

Que horas você chegou ontem, mocinha? – perguntou Mel, fazendo Gina se lembrar instantaneamente de sua mãe.

Hã?

Não se faça de sonsa. Eu sei muito bem que você chegou altas horas ontem. Conta logo, sua amiga desnaturada! – Mel falou, voltando a bater em Gina com o travesseiro.

Não sei, não sei! Credo, Melissa! – começou Gina, ajeitando o seu cabelo. – Acho que cheguei umas duas da madrugada. Blaise não deixava eu ir embora.

O que você quer dizer com isso, Virgínia? – perguntou Mel, rindo da expressão de Gina ao ouvir a pergunta.

Nada que você, com a sua mente maliciosa, esta pensando! – começou rapidamente. – Blaise está muito chateado com o dito cujo amigo dele, ou seja, Malfoy. Anteontem eles brigaram feio, logo que Blaise chegou no dormitório, depois de me deixar aqui.

Por Merlin! Deve ter sido um barraco e tanto. – falou Mel. – Coitado do Zabini.

Então, foi por isso que eu fiquei até tarde, ontem, com ele. Estávamos conversando sobre isso. – Gina falou.

Hum! Gina, você já pensou o que vai falar para o Rony, quando a fofoca de que você e o Blaise estão juntos, chegar ao ouvido dele? – perguntou Mel.

Não vou falar nada. O Rony não manda na minha vida. Só ele que pensa assim. – Gina tentava passar autoconfiança, mas sabia exatamente o tipo de escândalo que Rony faria.

Então, você vai deixar como está? Todo mundo pensando que isso é verdade? – Mel perguntou, surpresa.

E se fosse? O problema é meu! A vida é minha! Ninguém tem nada a ver com isso! - Falou Gina, já terminando de se arrumar.

Ok!Ok! Agora vamos logo, dorminhoca. – disse Mel, empurrando Gina em direção a porta.

Depois do jantar, Gina foi encontrar-se com Blaise, e Mel ficou esperando por Justino, para irem na biblioteca.

Demorei muito? – perguntou, dando um beijo rápido em Mel logo em seguida.

Não demorou não. Vamos? – Mel levantou, e os dois começaram a ir para a biblioteca.

Você sabe como fazer esse trabalho de poções? – perguntou Mel, no meio do caminho.

Não. A Gina já fez? – perguntou o menino.

Ela foi encontrar o Zabini para ele ajuda-la. – falou Mel.

O que esses dois são afinal? – perguntou Justino. – Todo mundo ta pensando que eles estão tendo um caso ou coisa parecida, mas você me diz que não, que eles são apenas amigos. Mas não é o que parece não.

Eu sei, mas é a verdade, Gina não mentiria para mim. Então, se ela diz que é mentira, é mentira. – disse Mel.

Ok.Ok.

Acho que até seria bom se fossemos lá com eles. Você sabe, pedir uma ajudinha. – ela falou, mudando o rumo.

Na verdade... – ele disse sussurrando em seu ouvido. – ...Eu já fiz o trabalho.

Hã? – disse Mel, sem entender.

Você já vai entender. – em um movimento rápido, Justino prensou Mel contra a parede, encostando seu nariz no dela, olhando-a fixamente.

Mel surpresa com o movimento do menino, deixou cair seus livros no chão. Ao ver de tão perto aqueles olhos verdes, Mel se derreteu. Sentiu a mão dele em sua cintura, ultrapassando as vestes e tocando sua pele. Ela ficou arrepiada com aquele toque, Justino tinha o domínio da situação, começou a beijá-la. A mão que antes estava na cintura, agora abria com dificuldade os botões da blusa dela, enquanto a outra estava apoiada na parede. Os corpos deles estavam colados, era como se ele quisesse entrar no corpo de Mel.

Ela por sua vez, envolveu as pernas de Justino com as dela, suas mãos puxavam o cabelo cacheado do menino. Com algumas dificuldades, Justino conseguiu abrir o ultimo botão da blusa de Mel, desceu sua boca pelo pescoço da menina, chegando em seu colo. Com as mãos, procurava incansavelmente o fecho que prendia o sutiã dela. A cada beijo de Justino, Mel delirava, tudo aquilo era muito bom.

Mel decidiu também aproveitar, puxou a blusa do garoto pelas costas, enquanto ele beijava seu colo, conseguindo levantar a blusa até a metade da costa dele. Quando Justino voltou, ele mesmo tirou a sua blusa, exibindo um corpo magro, porém bem dividido. Num impulso, Mel colocou-o contra a parede.

Descia e subia beijando seu tórax. Pela expressão dele, deveria estar no céu. Subiu lentamente com a boca até o pescoço, passando as pontas dos dedos abaixo do umbigo, "algo" parecia se manifestar por aquela região. Em um movimento brusco, ele tirou as vestes negras e a blusa de Mel, que ainda estavam lá. Altamente entrelaçados, Justino segurou Mel por debaixo se suas coxas, puxando-a para 'si'.

Na cabeça de Justino a única coisa que passava era que aquilo não podia parar, ele iria até o fim. Mel havia conseguido deixá-lo desesperado, com ela ali o beijando alucinadamente. Ele resolveu apóia-la em suas pernas, e levou suas mãos ao sutiã da menina.

Ao sentir o primeiro colchete se abrir, Mel parou de beijá-lo. Ele percebeu que ela o olhava, tirou as mãos do sutiã instantaneamente.

- Acho melhor pararmos. – disse Mel.

Colin andava para o dormitório da Grifinória, na esperança de encontrar Gina, para entregar as fotos que ele havia tirado dela e de Mel para o concurso do Profeta Diário, que acabou desistindo de participar por causa de falta de tempo. Chegou a sala comunal, Gina não estava lá. Perguntou a uma menina sextanista sobre ela, mas esta não soube responder. Precisava encontrá-la antes de seu encontro com o Zabini e o Malfoy.

Decidiu que poderia encontrá-la na biblioteca, fazendo algum trabalho. Estava indo pelo caminho mais longo, porém o menos usado, quando viu duas meninas da Lufa-Lufa no final do corredor da direita, fazendo alguma coisa suspeita. Resolveu segui-las, quem sabe não descobriria alguma coisa?

As meninas andavam rápido, parecia que estavam atrasadas para alguma coisa. Após alguns minutos, elas pararam olharam em volta, Colin em sobressalto, pulou atrás de um pedestal com uma fênix de mármore em cima e ficou observando.

A menina mais alta pegou sua varinha, e passou pela parede pronunciando um feitiço que Colin não conhecia. Enquanto a varinha deslizava pela parede, uma luz esverdeada surgia, ao final, um desenho de uma serpente surgiu em forma de circulo. De repente, uma luz vermelha começou a surgir no meio do circulo. A menina puxou suas vestes, deixando transparecer a marca gravada em sua pele, a marca dos comensais. Falou algo que Colin deduziu ser a língua das cobras, no mesmo instante a serpente desenhada se moveu e ficou de maneira abobada, e uma porta apareceu. Ela adentrou e logo após a porta sumiu atrás de si, virando parede novamente. Mas a outra menina ainda estava lá.

A segunda não procedeu da mesma maneira, esperou, até que dois meninos com máscaras saíram da parede. Colin ficou na ponta dos pés, tentando enxergar melhor. Acabou se desequilibrando e derrubando a estátua, fazendo um barulho estrondoso.

Os dois supostos comensais olharam na direção da estátua quebrada, viram apenas um garoto correndo bem à frente. Começaram atrás de Colin, ninguém poderia comprometer aqueles planos. Se Colin fosse pego teria que sofrer as conseqüências de se expor.

Blaise havia dado uma desculpa para Gina de que teria um dever de transfigurações. Mesmo assim ela insistiu que queria ajudá-lo, ele tentou convencê-la do contrário, mas ela não cedeu. Acabou inventando que iria encontrar uma quintanista. Depois de acusá-lo de pedofilia, Gina insistiu em saber quem era a tal menina. Ele tentava se esquivar das perguntas, mas quando Gina insiste em uma coisa, dificilmente desiste. No final, inventou um nome qualquer, de alguém que não existia. Assim, conseguiu livrar-se das mãos de Gina puxando suas vestes.

Agora, abria a porta da Sala onde se encontrava com Colin e Draco desde o começo dos planos. E lá estava Malfoy, com aquela sua pontualidade irritante de sempre, sentado em uma poltrona, lendo alguns pergaminhos. Blaise fechou a porta e sentou o mais distante possível, olhou o relógio, estava 20 minutos atrasado, onde estaria Colin?

Colin tinha uma vantagem considerável dos dois garotos, agora percebia a utilidade das aulas de Educação Física quando estava no colégio trouxa. A escuridão daquela parte de Hogwarts o ajudava muito. Correndo deparou-se com uma bifurcação no caminho, Colin não pensou, apenas foi pela direita.

Quando os dois mascarados chegaram a essa parte do caminho cada um foi por um lado. Colin corria desesperado, não queria nem pensar na possibilidade de ser pego, pois seria a perdição de tudo. Ele deveria ter sido mais cauteloso. Maldita estátua de fênix!

Sentiu que algum dos dois se aproximava cada vez mais dele, correu mais até suas que suas pernas fraquejaram e ele caiu de cara no chão. Reunindo forças, e se virou. Lá estava o suposto comensal, olhando para ele, com a varinha apontada.

- Petrificus Totalius. - bradou e de sua varinha um feixe de luz saiu.

Colin com seu reflexo rápido, pulou para a esquerda, e pegou sua varinha que havia voado com sua queda.

- Expelliarmus. – Gritou.

O comensal foi longe, Colin não tinha tempo a perder.

Petrificus Totalius. - disse, o comensal virou pedra instantaneamente. – Bem lembrado, já havia me esquecido desse feitiço.

Mel saltou das pernas de Justino, agachando-se para pegar sua blusa. Justino continuou encostado na parede, havia errado, e só agora conseguia perceber isso.

- Desculpa! Eu fui levado pelo momento. – iniciou Justino, indo na direção dela.

Mel estava de costas e não virou para ele, procurava seu sobretudo.

- Mel! Foi mal, mas eu pensei que você...

- O que? Que eu queria transar no meio do corredor? Você acha que a minha primeira vez seria no meio de um corredor? Onde esta meu sobretudo? Ela disse com a voz muito alterada, começando a colocar sua blusa. "Os homens são todos iguais! Nós mulheres não podemos passar um pouquinho do convencional, que eles já acham outras coisas, patéticos!" pensava.

Justino percebeu que havia dito a coisa mais errada para o momento, fez ela parecer muito vulgar. "Eu sou um otário! Parabéns, Justino Flench! Agora ela termina com você e volta pra aquele franguinho do Creevey".

Mel estava se sentindo estranha, queria que Justino sumisse dali.

- Mel, seu sobretudo... – Justino estendeu-o para ela.

Mel deveria estar abotoando a metade da blusa, quando reparou que Justino lhe estendia seu sobretudo, ela virou para ele, que não parecia olhá-la. Voltou seus olhos para a direção que os de Justino se fixavam. "Era só o que me faltava!"

Virou o próximo corredor, e deparou-se com Justino estendendo um sobretudo para Mel. Reparou que a blusa da menina estava meio aberta. Juntou as peças, e logo chegou a uma conclusão.

Um ódio incandescente subiu a sua cabeça, não só de Justino, mas de Mel também.

- O que está acontecendo aqui? – ele perguntou gritando.

- Não lhe interessa, Creevey! Na verdade, há muito tempo que o que eu faço ou deixo de fazer não lhe interessa. Será que você não entende? Mas que coisa, me deixa em paz! Vai viver a sua vida e para de se importar com a minha! - dizia Mel, batendo o pé no chão e gritando ao mesmo tempo, para extravasar a raiva.

- Você deu pra esse cara no meio do corredor? Não se dá valor? – Colin estava descontrolado.

- Cale a boca, Creevey! – disse Justino, puxando a varinha.

- Justino não se meta, essa briga é minha. - disse Mel, por trás dele. – E já que você insiste em saber, Creevey. Eu dei sim! – Justino arregalou os olhos, mas não falou nada. – Aqui, no meio do corredor! E faço tudo de novo. Porque você não é nem metade do que ele é! E mais, você não faz nenhum terço do que ele faz. Tente se convencer de que é um perdedor, que é apenas uma lembrança ridícula de um passado que não existe mais. – disse Mel friamente.

- É Creevey, você perdeu, e eu, bom, ganhei. – disse Justino, passando o braço em volta de Mel.

- Que cena patética. – disse Colin - Tome! Pegue logo as suas fotos, para eu não precisar ver a sua cara de novo. – Colin estendeu o envelope que continha as fotos que ela havia tirado com ele.

Mel olhou para o que Colin estendia e pensou mais rápido do que ele esperava.

- Está aqui é a verdade que você precisa ver para me deixar em paz. – Mel pegou o envelope, tirou as fotos e rasgou. – Agora, vê se me ESQUEÇE! Vai ser melhor pra você. Vamos, Justino.

Ela se virou e seguiu com Justino, deixando Colin apático com aquela reação. Ele esperava que ela parasse por um momento e ficasse em dúvida de o que fazer com as fotos, mas ela havia sido de uma frieza incalculável, pegando as fotos e as rasgando de uma forma tão debochada que ele nunca imaginou que ela seria capaz. Ela não havia rasgado apenas as fotos, ela havia rasgado toda a história que um dia eles tiveram, havia rasgado Colin e pisado em cima.

Draco já estava totalmente impaciente, olhou o relógio "11:30, aonde se meteu aquele moleque sangue-ruim?". Levantou e começou a andar de um lado para o outro tentando não perder a cabeça em uma ocasião tão delicada como aquela. "Será que ele foi seguido mais uma vez?" Draco pensou, e apenas a idéia o fez ficar mais nervoso. "Como esse ai consegue dormir em horas como essa?" pensou, olhando para Blaise que dormia todo torto na cadeira.

Resolveu ir atrás de Colin, afinal, ele poderia estar em perigo e ainda era muito útil nos planos de Draco. Abriu a porta, lá estava Colin com a cabeça baixa e preste a rodar a fechadura.

- Onde você se meteu? – perguntou Draco, com a voz muito mais arrastada do que o normal.

- As coisas vão piorar e muito, depois de hoje. – Colin respondeu.

- Como assim? – Draco queria entender o que havia acontecido.

- Vamos acordar o Zabini, porque eu não quero repetir o que eu vou contar. – falou Colin ao ver Blaise dormindo.

- Depois da foto que você mostrou, aquela do Philipe Hustback, do quinto ano, marcado, as coisas não tardariam a chegar nesse ponto. Eu imaginei que isso viria a acontecer. – disse Draco.

- A suspeita que os alunos das outras casas estarem envolvidos foi confirmada. A sonserina não está mais só em tudo isso. - complementou Blaise.

- Voldemort está vindo com tudo. – reafirmou Colin. – Precisamos falar com Dumbledore o mais rápido possível.

- Você não conseguiu ver quem era? – perguntou Blaise.

- Não, ele estava de máscara. Escapei por pouco e acho que eles virão atrás de mim. – respondeu Colin.

- Virão, pode ter certeza disso, Creevey. – falou Draco, que apoiava os cotovelos na mesa. – O melhor é você se esconder, e muito bem.

- Você tem que parar agora. Eles não podem descobrir que o Malfoy e eu estamos nisso, se não tudo acaba. - disse Blaise.

- Agora que estou metido mais do que qualquer pessoa nisso, eu vou até o fim. - disse Colin. – Como se diz num ditado trouxa que meu avô me dizia: "Estás no inferno, abraça o capeta."

- Creveey, é melhor você sair agora que ainda há tempo. Não quero me responsabilizar pelo o risco que você pode correr ficando dentro disso. - alertou Draco.

- Do que me adianta sair? Ele viu o meu rosto, já estou perdido, sair agora, de pouco adiantaria. – Colin passou as mãos no cabelo, nervoso.

- Irei falar com Dumbledore hoje, isto já está perigoso demais. – falou Draco. – Mas antes, vamos preparar o material. Começaremos pela lista que lhe dei, vamos revisar o que você descobriu.

Colin tirou um papel de dentro das suas vestes, deu a Draco, e abriu a gaveta que havia ali em uma escrivaninha, e tirou vários pergaminhos e fotos colocando tudo sobre a mesa.

- Patrick Hanson, Corvinal, quinto ano? - Draco falou o primeiro nome da lista.

- Pode cortar, esse não faz mal a uma mosca, segui ele por vários dias, nada suspeito. - respondeu Colin.

- Mas e as saídas dele pela noite? – perguntou Blaise.

- Ele tinha "encontros" com a namorada, Fernanda Harrison, da Lufa-Lufa, nada demais.

- Silas Robert, Lufa-Lufa, sétimo ano? - continuou Draco, riscando o nome de Patrick.

- Esse pode deixar aí. Acho que ele é tipo o responsável por fazer algumas poções, extremamente difíceis, por sinal. O vi várias vezes na área restrita da biblioteca, e consegui uma cópia da lista de livros que ele pegava toda semana. Tome. – ele deu para Blaise examinar.

- Dominação? – perguntou Blaise, dando uma rápida lida no pergaminho. – Esse livro é extremamente perigoso em mãos erradas, meu pai tem uma edição desse lá em casa. Esses comensais mirins estão realmente empenhados.

- Eu fiquei surpreso com esse também. Já ouvi falar do cara que escreveu, o tal de Richard Ley, um homem que entendia muito bem das forças ocultas, deixou apenas dez edições desse livro. - Colin falou.

- Meu pai também tem um desse em casa. Mas como esse livro foi parar na biblioteca? – perguntou Draco.

- Esqueci de dizer, os nomes dos livros marcados com uma estrela em cima, não estavam na biblioteca, eu o vi com eles. – disse Colin.

- Mas, se ele não pegou da biblioteca, e pelo que sei Silas é filho de trouxas, como ele tem um exemplar? Ah não ser...- Blaise falava, mas foi completado por Draco.

- Que alguém tenha lhe dado.

Blaise e Draco se olharam, por mais que evitassem isso.

- Pensei nisso também. – falou Colin - Acho que alguns comensais conseguem de alguma maneira mandar esse tipo de utensílios para os que estão aqui em Hogwarts, enganando a segurança de revista das cartas externas.

- Não, eles não conseguem. – começou Blaise. – Eles entregam pessoalmente.

- Como? – perguntou Colin.

- Há certos códigos entre comensais que é melhor você não ficar sabendo. - disse Draco. – Continuando, Déborah Marcin, Sonser...

- Ele já está envolvido até o pescoço, Malfoy. É melhor saber de coisas que nós sabemos desde que nascemos. – Blaise falou, sem encarar Draco.

- Não, Zabini! Você sabe que não se deve falar sobre certas coisas. - falou Draco, rispidamente.

- Ah não ser, que você ainda queira ser tornar um comensal, igual ao seu pai. - provocou Blaise. – O que eu não duvido. Quem traí uma vez, traí várias.

- Não me provoque, Zabini! Você fala do meu pai, mas o seu não é diferente, você sabe disso. – Draco se levantou, já sem paciência.

- O que está acontecendo com vocês dois? Tratando-se pelo sobrenome, que merda é essa? Vocês brigaram? Não é hora disso! – falou Colin, mais nervoso.

- Nada, Colin. - disse Blaise. – Continuando, existem mais três portas iguais a que você viu hoje, elas não são apenas o que aparentam, são como um portal, leva a lugares não muito longes daqui, no máximo trinta quilômetros. Essa é uma das coisas que você deve saber. – acabou Blaise.

- Vocês sabiam disso? E porque não me contaram? - perguntou Colin.

- Porque só se sabe da localização delas depois de ter virado um deles, e nós ainda não somos. – respondeu Draco.

- Mas isso não vai tardar a acontecer. - falou Blaise.

- Vamos continuar, não há tempo a perder. – disse Draco. – Déborah

Marcin, sonserina, quarto ano?

- Ela está dentro. Mas não passa de uma menina coruja, ela tem a finalidade de passar informações entre os membros. – Colin falou.

- Paulina Splinter, Sonserina, Sétimo ano? – continuava Draco. - Essa eu sei exatamente quem é.

- A mãe dela é a Nazarethy Splinter, não teve nenhum remorso em acusar o marido de ter lhe enfeitiçado com o Imperius. Ele foi condenado ao beijo do dementador. – falou Blaise.

- Essa aí, é a cabeça das mulheres, ela tem o trabalho delicado de convocar novatos para se unirem a Voldemort, e manda no resto das mulheres que participam. Foi ela quem levou Déborah Marcin, aqui na foto vocês podem ver elas conversando. - Colin mostrou a foto.

As duas pareciam conversar de uma maneira misteriosa na foto.

- E logo após, Marcin foi falar com um tal de Henry Dean, sétimo ano, Grifinoria. – Colin os mostrou outra foto. – Que é responsável em por em pratica qualquer coisa ligada à suspeitas de que algum deles está recuando.

- Como você sabe disso? – perguntou Draco.

- Eu consegui ver ele ameaçando Marcel Tito, do quinto ano, Corvinal. Não acho que esse menino tenha entrado de livre e espontânea vontade nesse meio. Ele tinha um aspecto doentio, acho que era dominado pela Imperius. Acabou indo embora para Dumestrang.

- Ele deveria ter contas a pagar com Henry Dean. - deduziu Blaise. – Eles não se arriscariam a usar Imperius, pelo menos, ainda não.

- É o único cargo que um Grifinório conseguiria. – concluiu Draco. – Não adianta, ele nunca passará de um agente de terror.

- Pode riscar o Tito da lista. – disse Colin.

- Ellen Walker, Lufa-lufa, sexto ano?

- Não está dentro. Não parece saber que Fredrick Goghethy, Sexto ano, grifinoria, seu ficante, rolo, ou sei lá o que, é um deles. Já esse, não sei exatamente o que ele faz dentro do grupo.

- Mary Sartori, quinto ano, sonserina?

- Sartori, eu conheço esse sobrenome. - disse Blaise.

- Ela só parece indefesa, mas na verdade é muito perigosa. E ainda fala a língua das cobras, consegui escutar uma vez na biblioteca ela conversando com a Splinter, parecem muito amigas, de uma certa forma dividem o poder no grupo, tirei umas fotos dela na madrugada praticando algumas maldições pesadas, muito mais do que imperdoáveis. Mas nada que vocês já não pudessem imaginar, pois afinal, só esta seguindo a "carreira" da família. Como são os nomes dos pais dela mesmo? – perguntou Colin.

- Jonh Sartori e Charlotte Sartori. – respondeu Blaise. – São muito amigos dos meus pais.

- Responda-me uma coisa Colin, como você conseguiu essas fotos? - perguntou Draco.

- Tecnologia trouxa, vocês não conhecem. Máquina digital, sem flash, com zoom, aproximação, por melhor dizer. Mandei por e-mail para meus pais. – ele respondeu.

- E-mail? – perguntou Draco.

- Endereço eletrônico. – respondeu Blaise antes de Colin. – Os trouxas não usam mais as cartas, apenas esse tal de i-maili.

- É isso. Mas eles ainda usam as cartas sim, Blaise. - disse Colin – Voltando ao assunto, mandei as fotos aos meus pais, que não entendem absolutamente nada do que elas retratavam, as marcas e etc, que imprimiram e me mandaram, por sorte não foram revistados. Acho que foi por ser de meus pais. Sorte apenas.

- Tétis Hitch, sexto ano, grifinória?

- Essa tem um trabalho bem interessante, seduz uns carinhas que ela acha que tenha tendência a seguir o lorde e os apresenta ao grupo. Olhe as fotos. – Colin mostrou-as.

Na primeira foto havia, ela beijando um garoto moreno, na segunda, um garoto de cabelos castanhos, na terceira, um de cabelos loiros acinzentados.

- Realmente. – sibilou Blaise.

- Chegamos ao fim. - disse Draco. – E agora?

- Tenho tudo em mente. – respondeu Colin. – Eu terei que parar por um tempo de segui-los. Eu fiz cópias de todas as coisas que anotei, tomem. – ele estendeu um caderno pequeno de anotações aos dois. – Aí estão as datas, horas e dias de todos os momentos que os segui, as fotos ficam com vocês.

- E o resto? – perguntou Blaise.

- O resto, vai ficar exatamente aqui e como está. – respondeu Colin.

- Por quê? O que você pretende com isso? – perguntou Draco.

- É melhor do que eu sumir com tudo, pois eles podem pensar que eu dei as minhas "pesquisas" a alguém, ou seja, que eu não estou sozinho nisso. Então, deixarei algumas coisas aqui, como as minhas primeiras anotações, que podem fazer eles pensarem que eu não vi nada de muito importante, até hoje... Já os dados que contém elementos mais importantes sobre a rotina deles, eu vou guardar em outro lugar, assim, eles não poderão mudar de hábito, e por mais que mudem não será uma coisa grandiosa. – Colin falava, recolocando algumas coisas de volta nas gavetas e trancando-as com feitiços simples. – E outra coisa, nós não vamos nos encontrar mais, pois eles virão atrás de mim. Não quero que tudo o que nós planejamos nesse 1 mês e meio vá por água abaixo.

- Bem pensado. – disse Blaise.

- Mas há algo que eu gostaria de comentar. – continuou Colin. - Esses caras que eu persegui, deu pra notar que são meros servos, desse aqui. Ele mostrou uma foto.

- Evandro Nott. - disse Draco. – Sonserina, Esse cara me dá náuseas.

- Isso. Vocês estavam certos quanto a esse cara. Só consegui tirar essa foto.

Na foto, Evandro Nott estava em uma roda, com Paulina e Mary. Eles pareciam muito concentrados, no que parecia ser uma conversa, mas havia algo mais, um pergaminho.

- O que tem neste pergaminho? - perguntou Blaise.

- Não consegui aproximação o bastante para ver do que se tratava, mas o que me deixou intrigado é o que aparece na costa do papel. - Colin apontou. Draco e Blaise cerraram seus olhos para poder ver. Draco pouco entendeu, e Blaise menos ainda.

- É de seu pai eu tenho certeza. Pesquisei essas duas letras, são de um vocabulário que não existe mais, significam L e M, algo está para acontecer com você Malfoy. – Colin falou.

- Quando você bateu essa foto? – perguntou o loiro.

- Ontem de manhã. – respondeu.

- Bom, acho que já está na hora de falarmos com Dumbledore. – disse Blaise.

- É. Zabini fique aqui com o Creevey, eu vou falar com Dumbledore. – falou Draco, levantando-se.

Deveriam ser duas horas da manhã, Draco andava sem tomar nenhum cuidado em ser visto ou não, ainda guardava dentro de si aquele espírito de monitor, e regras de andança pelo colégio à noite não se aplicavam a ele. Fazia suas próprias regras.

Chegou a entrada da sala e ficou olhando a estátua de águia dourada, lembrou da ultima vez que tivera ali, sua vida tinha mudado muito desde então. Mas, daqui a duas aulas, uma parte voltaria ao normal, seu quarto de volta, seu distintivo de volta, e aterrorizar os alunos do primeiro e segundo ano, mesmo que não fizesse absolutamente nada, estaria de volta. Em toda aquela confusão achou um tempo para rir. "Como vou conseguir entrar? Tenho que falar pessoalmente com Dumbledore. A vida de Colin corre perigo, amanhã pode ser tarde demais."

- O que você faz a essa hora por aqui, Malfoy? Você ainda não recebeu seu distintivo de volta. – aquele corredor só poderia ter uma maldição, era a segunda vez que vinha ali, e parece que das duas vezes ele tivera encontros desagradáveis.

- Que petulância, Granger. – ele fez uma cara de que não acreditava no que ela dizia. – Ainda não, mas daqui a duas semanas você voltara a ser apenas monitora da sua merda de casa. Por falar nisso, espero que você esteja se dando muito mal com os sonserinos. – ele riu debochando.

- Engano seu. Não é difícil para nós controlarmos os arrogantes e medrosos da sonserina, que pouco se atrevem a desbravar os corredores à noite por medo. - ela retrucou. – Vamos, vá para seu quarto. Se queria falar com o diretor ele está viajando.

- Viajando? Como? – ele perguntou.

- Viajando. Teve que resolver uns problemas familiares de urgência, você saberia disso se ainda tivesse seu distintivo, mas sem ele você não passa de um mero aluno, que recebe as noticias juntamente com os outros. – ela falou ácida.

Draco não gostou dessa viagem repentina de Dumbledore, e muito menos dos comentários daquela sangue-ruim que se achava uma bruxa. Depois, quando afirmava que Dumbledore era um velho patético e caquético, todos o olhavam como se ele falasse uma loucura, e agora, pela primeira vez que precisara dele, ele estava cuidando de assuntos pessoais e o mundo bruxo no começo de seu fim.

- Quando ele volta? – perguntou.

- Sem previsão. Agora, volte para seu quarto. – disse Hermione apontando para o corredor que dava ao dormitório da sonserina.

- Não tente dominar aquilo que você não pode. – ele respondeu simplesmente, pegando o caminho do corredor contrário.

- Como viajando? Quando volta? – perguntou Blaise.

- Sem previsão, foi o que aquela metida a sabe-tudo da Granger falou. Vamos ter que esconder você, Creevey. – ele olhou para Colin.

- É. Mas aonde? – perguntou Blaise.

- Não sei. Por hoje acho melhor dormirmos todos aqui para evitar que alguém o surpreenda e o pegue sozinho. – disse Draco.

- Concordo. – disse Blaise.

Draco se ajeitou como deu em uma poltrona e pouco tempo depois dormiu, estava exausto demais para se preocupar em como ou onde estava dormindo.

Blaise, por sua vez, pensava em tudo que tinha acontecido. Pressentia que se os comensais dentro de Hogwarts decidissem fazer algo contra Colin, ele não poderia fazer nada. Sentia-se de mãos atadas, e sabia que as coisas iam piorar dali pra frente. Tentou se livrar daqueles pensamentos, mas não conseguiu, e com eles adormeceu.

Colin tinha plena consciência de que qualquer dia poderia ser descoberto, e isso aconteceu. Tinha sido surpreendido com as atitudes tomadas pelos seus dois companheiros. Achava que no fim, tudo acabaria bem, mas tinha certeza de que até chegar a este fim, muito mal ocorreria, e ele não estava pronto para isso. Na verdade, não estava preparado para nada que poderia acontecer.

Draco acordou um pouco mais tarde do que estava acostumado, deveria ser 7:00 da manhã. Tinha apenas meia hora para se arrumar, tomar café e partir para as masmorras para ensinar bruxos estúpidos demais, que não eram capazes de aprenderem sozinhos. Abriu a porta calmamente, observou se alguém poderia estar por perto. Não parecia haver ninguém.

Colin levantou assustado, enquanto dormira, pesadelos o haviam torturado. Olhou para o lado ainda sobressaltado, Blaise estava dormindo profundamente, deveria ser 12:00. O estômago de Colin clamava por qualquer coisa. Reparou que Malfoy não estava ali. "Deve estar nas aulas." pensou. Resolveu acordar Blaise.

- Mel, você por acaso conhece alguma Alicia Sullivan, do quinto ano? - perguntou Gina no café.

- Esse nome não me é estranho, mas não sei quem é. – ela respondeu. - Por quê?

- O Blaise ta tendo um "affair" com ela.

- De volta a ativa é? – perguntou Mel.

- Você sabe como os homens são. Não resistem a um rabo de saia. – disse Gina rindo.

- Bom dia, meninas. - disse Justino.

- Oi. – respondeu Mel, friamente.

- Bom dia, Justino. – respondeu, alegremente, Gina, mas ela reparou que a amiga tinha sido fria. - Por acaso você conhece alguma Alicia Sullivan do quinto ano? – ela perguntou.

- Não. Talvez o Daniel conheça, vamos ver... - ele chamou o menino que estava na mesa da corvinal conversando.

- Oi. – ele disse.

- Você conhece alguma Alicia... o que mesmo Gina? – Justino se virou.

- Sullivan – respondeu Gina.

- Bom, a única Sullivan que existe no quinto ano que eu conheço é uma Allie Sullivan, não Alicia. – respondeu o menino.

"Mas eu tenho certeza que ele disse Alicia. Será que eu ouvi errado? Deve ser isso. Allie Sullivan" pensava Gina.

- De que casa ela é? – perguntou Gina.

- Sonserina.

- Como ela é? – perguntou novamente.

- Acho melhor você olhar para a mesa da sonserina, ela é aquela de cabelos ondulados castanhos, do lado daquela loira que paga pau pro Malfoy.

Gina e todos os outros olharam para a menina. A loira do lado foi fácil de identificar, era a Parkinson. A menina, como Daniel disse, tinha longos cabelos castanhos, uma pele muito branca, e uma pinta na bochecha. Era muito bonita. "Blaise, Blaise, seu espertinho." Pensou Gina.

Na hora do almoço, Blaise e Colin se separaram antes de entrar no Salão Principal. Zabini sentou em um canto da mesa da sonserina. Estava morrendo de fome, comeria um boi se possível. Sentiu que uma pessoa o observava na sua frente, olhou e deparou-se com Gina.

- Boa tarde, dorminhoco. Onde você estava? Eu te procurei por Hogwarts inteira. – ela disse sorrindo.

- Eu estava dormindo, como você mesma disse. - ele respondeu do mesmo jeito afetuoso.

- Blaise, eu vi a menina, ela é bem bonita. Adorei o cabelo dela e... – Gina falava animada.

Blaise não estava entendendo nada.

- Hã? Que menina? - ele perguntou.

- Como assim? A Allie Sullivan que você me disse ontem que ia se encontrar. – Gina respondeu, desconfiada.

Uma luz veio à mente de Blaise, ela havia inventado um nome e agora descobriu que ele existia, "Por Merlin! Qual a probabilidade de isto acontecer? Meio em dez trilhões? E agora, o que eu vou falar para Gina? Não posso simplesmente dizer que eu inventei para ela me deixar ir embora sozinho! Ela iria me matar!" Pensou Blaise.

- Ah! Claro, claro. Você sabe, eu não funciono muito bem quando acordo. - respondeu ele, decidindo continuar a mentira.

- Então, você acordou tarde hoje... O que fez a noite inteira, hein? – Gina usava um tom sarcástico. – Por falar nela olha ela ali. – Gina começou antes que ele respondesse. - Ela é amiga da Parkinson? Hum... isso não parece bom, mas eu confio no seu bom gosto. Como vocês se conheceram? Como é que você não me conta essas coisas? – falava Gina, sem ao menos parar para respirar – Ora, Blaise. Eu sou sua amiga! Já estou morrendo de curiosidade para saber como você conheceu ela...

Enquanto Gina falava mais que a boca, ele não prestava a mínima atenção, olhou para a garota ao lado de Pansy. Ele não havia inventado o nome, o seu subconsciente havia lhe pregado uma peça, isso sim. "Meu subconsciente não trabalha bem sobre pressão." Deduziu. Aquela era Allie Sullivan, irmã de Andrei Sullivan, um garoto do sétimo ano da sonserina, colega de Blaise nas aulas de Aritmacia, já que o Malfoy não fazia aquela matéria. Lembrou da primeira vez que tinha visto aquela menina, deveria ter sido nas férias, quando encontrou Andrei no Beco Diagonal. Ela estava do lado do irmão com um enfeite em forma de borboleta no cabelo. Blaise lembrou daquele enfeite, porque ele havia achado perfeito no cabelo dela.

- Blaise! Acorda! – Gina estalava os dedos em frente ao rosto do garoto, numa tentativa de trazê-lo de volta ao planeta Terra.

- Hum? - ele virou para Gina.

- Você tava com a maior cara de bobo olhando para ela. Hum! Ta apaixonado, é? – perguntava Gina.

- Gina, você, realmente, é muuuiiito curiosa. – disse, desviando o olhar para a comida, e pensando em como sair daquela situação.

- O que aconteceria... - Gina já estava começando a desconfiar das atitudes de Blaise. – se eu a chamasse para vir aqui com você?

Blaise engasgou.

- Gina! Você está louca? - disse Blaise. - Por favor! Eu, Blaise Zabini, não vou atrás de mulher, elas que vem atrás de mim. E outra coisa: esqueça esse assunto!

- Hum! Assim, parece certo indigente, que eu graças a Merlin, não conheço, falando. – Gina começou a rir.

- Não me compare com o Malfoy, eu já cansei disso. – ele disse seriamente.

- Ok. Ok. – Gina parou de rir. – Então, quando vocês vão se ver de novo? – ela insistiu.

- Gina! Você é nada discreta, sabia? – ele já não sabia mais o que falar, era tão difícil mentir para Gina.

- Ahh! Eu só gosto de histórias de amor. Me conta! – ela começou a puxar a manga das vetes de Blaise.

- História de amor? Gina! Por Merlin! – disse Blaise, tentando desconversar.

- Ta bem, mas me conta como vocês se conheceram pelo menos. – Gina insistia.

Blaise se sentia cada vez mais encurralado, Gina não desistia, ele teria que inventar mais uma mentira, depois mais outra e assim sucessivamente.

- Olha, ela esta te olhando, Blaise. Tudo bem, se você não quer contar não conte! Eu já vou indo, então. – Gina falou, levantando-se.

Ele reparou que as duas o olhavam, porque seria aquilo?

- TÁ! O irmão dela me apresentou, nós ficamos conversando e marcamos de nos ver outras vezes como ontem. – falou, tentando livrar-se de Gina.

- Hum... Tem alguma coisa nessa historia que esta me cheirando mal, Blaise Zabini. – ela falou, olhando-o desconfiada.

- Gina, por favor... – disse Blaise, fingindo estar ofendido.

- Desculpa. Desculpa. Mas é que você fica muito estranho quando eu pergunto sobre ela, parece que tenta me desviar do assunto, sei lá. – ela olhou para ele séria.

- Claro que não tem nada de estranho em mim, apenas não quero falar sobre ela agora... – ele falou. Agora iria ter que pensar em um ótimo jeito de se livrar de tudo aquilo.

Draco não estava com fome, na hora do almoço decidiu ir até a sala comunal da sonserina. Sentou na poltrona e começou a pensar no que fazer, mas, infelizmente, sua paz não reinou por muito tempo...

- Nossa! Olha quem está aqui! Meu cousin preferido! Nem me deu as boas vindas dirrreito. Andas sumidinho, hein? – alguém falou perto dele.

Draco reconheceu na hora aquela voz, aquele maldito inglês misturado ao francês irritante.

- Não dei boas vindas pela simples razão de que não se dá boas vindas a quem você não gostaria que tivesse chegado. - ele disse, olhando para o teto.

- Há, há, há. Priminho Draco semprre do mesmo jeito, mal-educado de ser. Sem nenhum refinamento. Grandmèrre tremeria de desgosto do trésor (tesouro) dela. – ele riu, sarcasticamente.

- Primeiro, eu não sou seu primo! Primo de segundo grau não é mais família! E segundo, tanto faz o que a grandmèrre acha. Você sempre foi o queridinho dela. "Draco faça igual ao Gerrard!" "Draco, não deve colocar o cotovelo em cima da mesa, veja como seu primo faz." "Draco você deve beijar a mão de todas as mulheres a qual for apresentado, imite Gerrard." – Draco fazia caretas e tentava imitar a voz da avó.

Gerrad começou a rir.

- Darrco, você nunca se conforrrmou em não ser o prrreferido da Grandmérre, não é? Eu não tenho culpa de ser absolutamente perfeito. Tenho?

- É! Mas EU que tenho olhos azuis. - Draco desde criança usava aquela frase, quando Gerrard começava a falar o quão perfeito ele era. - Não esse castanho sem a menor graça que você tem.

- Você não supera as diverrrrgências infantis, não é mesmo? - usava sempre o tom sarcástico, que irritava demais Draco.

- Eu não supero? Você que não supera os socos que eu te dei pra você deixar de ser fresco não é, Gayrrard. Hahahahha. Lembra desse apelido? Hein, Gayrrard? E quando apanhava demais, ia correndo para grandmérre chorar.

- E ela o deixava de castigo. Você sempre levava a pior. – ele começou a rir. – Não é, Flupi? – disse lembrando de um apelido muito antigo, que Draco odiava.

- Eu não sou obrigado a te aturar quando a grandmèrre não está. – disse ele, levantando-se rapidamente e indo embora. "Mas como é metido!" Pensava. (N/A: olha quem ta falando...)

Já no final do dia, quando estava entrando na masmorra, deu de encontro com Pansy.

- Ahh! Draco! Queria mesmo falar com você. – disse ela.

- Fale rápido, não tenho muito tempo. – falou rispidamente.

- Eu só queria avisar que não vou mais com você ao baile do dias das bruxas. – ela disse.

- Como? Você vai por acaso viajar com seus pais? – foi à única alternativa que veio a cabeça de Draco para Pansy não querer ir ao baile com ele.

- Não. É... você sabe... o Gerrard me convidou para ir com ele, e como ele é novato, quis mostrar minha solidariedade. Você entende, né? – falou a menina, um pouco receosa.

Draco não podia acreditar que Pansy estava deixando de ir com ele, o menino mais lindo daquele colégio, para ir com aquele francês sem graça.

- Faça o que você achar melhor. – ele tentou não demonstrar a raiva que sentia, e seguiu para suas aulas, sem acreditar que, faltando uma semana para o baile, ele não tinha par.

Entrou e sentiu pena da menina sentada, ele iria descontar toda sua raiva nela.

N/A: gente mil desculpas pela demora! Só q esse ano está difícil de escrever, pq eu to tendo pouco tempo em casa, ai já se viu...

Quero agradecer por todas as reviews e por todas as pessoas q estão acompanhando a fic. Muito obrigada mesmooo! Espero q vcs estejam gostando, pelo menos eu estou tentando deixa-la ao agrado de todos!

Mandem reviewssssssssssssss pelo amor de deusssssssssssssss! XD

Bjusssssssssssssssssss

Até o próximo Cap.