Capitulo VII
Sunday
Hermione estava a cinco minutos de acabar sua ronda. Abriu a porta do vestiário feminino para ver se havia alguém ali, mas este estava vazio. Andou mais um pouco, puxou o ar com dificuldades quando sentiu aquela terrível sensação novamente. Era como se alguém pudesse dominar o meio em que ela estava: a luz ficava mais fraca, deixando o ambiente sombrio. Começou a andar em direção de seu quarto de monitora-chefe, apressou-se ao ouvir passos atrás de si. Não soube por que, mas deduziu que não eram passos de simples alunos, e sim de alguém que vinha a sua procura. Ela acelerou mais as passadas e notou que os passos, que supostamente a seguia, aceleraram também. Hermione não podia negar, estava com medo.
Chegou ao seu quarto, fechou a porta e lançou um Colloportus, para lacrá-la. Virou-se, Harry estava lá, dormindo. Ela respirou fundo, tentando se tranqüilizar. Sem trocar a roupa, apenas tirando o sobretudo, ela deitou, ainda um pouco assustada, sobre o peito de Harry, acordando-o.
- Então, algum aluno aventureiro hoje? - ele perguntou passando a mão em seus cabelos castanhos.
- Apenas dois sonserinos. – ela respondeu, abraçando-o com força.
- Alguma coisa aconteceu? – perguntou Harry, sentindo algo diferente.
- Nada. – ela não queria contar, não queria preocupá-lo.
Sem deixar ele lhe questionar mais, deitou-se em cima de Harry, beijando-o. Tinha medo que algo acontecesse com ele ou com ela, então achava cada minuto precioso demais para ser desperdiçado.
- Você sabia que amanhã cedo temos visita a Hosgmeade? – disse Harry, afastando-a e olhando profundamente em seus olhos.
- E daí? Eu estou cansada desses pirralhos idiotas que precisam de babá. Deixo de viver minha vida por causa desses horários e regras. Estou cansada disso! - disse ela sentando na cama de costa para Harry.
Ele ficou de joelho e tocou as costas da garota, e começou a beijar seu ombro.
- Esqueça eles, então.
- É exatamente isso que eu vou fazer. – ela virou e beijou a boca de Harry, que a deitou na cama, fazendo com que ela, realmente, esquecesse tudo.
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Blaise acordou às seis horas. Não havia tido uma boa noite, na verdade, nada estava bom há muito tempo. Espreguiçou-se, levantando logo em seguida. Reparou que Malfoy não estava mais lá. Abriu a janela. "Que dia será hoje?" Pensou. Havia se perdido na contagem dos dias já há algum tempo. Olhou para o relógio ao lado da cama, que, por sua sorte, continha data. Era domingo, 23 de outubro. O baile seria daqui há uma semana, estava até ansioso para ir, talvez fosse a companhia de Gina que o agradasse tanto, talvez porque seria uma forma de espairecer dessa rotina desgastante que sua vida estava levando.
Colocou uma blusa regata branca e uma bermuda preta meio surrada. Olhou-se no espelho e riu ao ver que estava um completo trouxa. Blaise nunca admitia, mas nas suas viagens sempre dava um jeito de driblar quem quer que fosse e ir a um shopping comprar roupas trouxas. Não tinha culpa se elas eram mais confortáveis.
Hoje iria cuidar da saúde, iria andar pelos jardins do castelo. Pegou um liga e prendeu pela metade seus cabelos negros, que nunca deixavam em paz seus olhos. Colocou o tênis e desceu.
Quando ele chegou ao jardim, sentiu o ar ainda matinal. Olhou ao redor, havia alguns alunos por ali. Avistou Pansy com Gerrard, mas não foi isso que chamou sua atenção, e sim a garota de cabelos castanhos que estava com eles. Reparou que ela o olhava com certa surpresa. Fingiu que apenas passava a vista e logo desviou o olhar. Olhou para o gramado e deu um sorriso safado. Uma frase de Malfoy veio a sua cabeça: "Blaise Zabini de volta a ação.". Ele riu novamente.
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- Então, como foi com o meu querrrido cousin, Pansy? – perguntou Gerrard
- Nada que eu não estivesse acostumada. Cansei do Draco! – respondeu, mas ela tinha plena consciência de que só havia feito para aborrecê-lo, tendo a ilusão de que ele insistiria para ela não fazer aquilo, porém ela estava errada. Sempre se iludia com ele, mas sabia que não resistiria a ele se pedisse de novo para acompanhá-lo ao baile.
- Ele mereceu. Não gosto muito dele, acho muito metido. – falou Allie.
- Olha quem fala. – disse Gerrard, querendo provocar Allie.
- O que você está insinuando? – perguntou Allie. Como ela odiava aquele jeito dele achar que é o "senhor perfeição".
- Se você ainda não entendeu... – ele falou.
- Escuta aqui, você não é nada perfeito, ok?
- Aí que você se engana, cheri. – ele deu um sorriso sarcástico.
- Igual ao primo!!! – ela torceu o nariz.
- Sou piorr. – ele falou.
- Seu...
- Vamos parar! – disse Pansy, um pouco cansada das brigas de Allie e Gerrard. - Mudando de assunto. – começou Pansy. – Você sabe se aconteceu alguma coisa entre ele e o Blaise?
- Non. Por quê? – perguntou Gerrard.
- Reparei que eles não andam tão juntos ultimamente. – falou Pansy.
Allie havia perdido a concentração na conversa dos dois, pois ao olhar para a porta do castelo viu que Blaise Zabini estava ali e talvez a tivesse visto. Ela o achava extremamente interessante.
Seguiu-o com os olhos, este parou de costa para ela perto de uma árvore, tirou a camisa, deixando transparecer sua costa totalmente perfeita e malhada. Allie sentiu seu corpo aquecer, desejou morder aquelas costas. Ele deitou na grama, apoiou os pés na árvore e começou a fazer abdominais. Allie observava tudo com máxima atenção. A cada ida e vinda, a barriga bem definida, o suor que já começava a aparecer... Estava achando tudo aquilo muito bom.
Gerrard reparou que Allie estava entretida em outra coisa, seguiu seu olhar e deu com Blaise.
- O que ela tem? – ele sussurrou ao ouvido de Pansy.
Esta seguiu o olhar de Allie e deu uma risada baixa.
- Blaise Zabini é o sonho de Allie desde o terceiro ano. – ela falou baixo. – Por que a pergunta?
- Nada, apenas curriosidade. – ele respondeu.
- Sei, sei. – ela respondeu ironicamente.
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Blaise de canto de olho observava os olhares carnívoros que Allie lhe lançava, se tinha uma coisa que ele adorava fazer era provocar. Quando acabou de se exercitar, levantou e pegou sua garrafa de água, que havia pegado na cozinha, virou-a, jogando a água em seu rosto.
Um pouco distante, Allie viu a água começar a escorrer lentamente da boca de Blaise, passando por seu pescoço, descendo por seu tórax, chegando a sua barriga e parando abaixo do umbigo. Era realmente muito difícil não correr até ele e simplesmente agarrá-lo.
Blaise resolveu colocar a blusa novamente e correr. Ao passar pelo trio, cumprimentou todos.
Ele passou e deu oi para todos, mas ela viu, e Gerrard também, quando, em uma rápida virada para o lado, ele a olhou, um olhar que a deixou por segundos sem ar. Parecia que ele havia conseguido em três segundos, talvez menos, a deixar completamente nua.
- Allie? – Pansy a cutucava.
- Sim? – ela respondeu virando-se rapidamente.
- Seu irmão vai com quem ao baile? – perguntou a menina loira.
- Ainda não sei.
- E você? – ela voltou a perguntar.
- Estou analisando algumas propostas. – ela respondeu.
Gerrard soltou uma risada sarcástica.
- O que foi? Qual é a graça? – ela perguntou.
- Nada, nada. – ele respondeu.
- Você é muito irritante!! – ela disse.
- E você é muito crrriança! – ele respondeu.
- Argg!! – ela sibilou raivosa, indo embora.
- Qual é o problema com vocês? – perguntou Pansy.
- Ela apenas tem que crrescer um pouco. – ele falou.
- E você quer criá-la, né? – ela perguntou ironicamente.
- E como vai com Richarrd? – ele mudou de assunto.
- Não sei, ele não toma uma atitude. – ela disse, fingindo não perceber a mudança de assunto.
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Na hora do almoço, Mel nem tocava na comida. Não sabia com quem estava mais revoltada: com Justino, Colin ou consigo. Colin maldito! Ela não o entedia, e agora não se importava mais com isso, pois havia chegado ao fim. Já Justino fora um idiota, mas ela também tinha culpa no cartório, porém pouco se importava com isso, ela que não pediria desculpas.
- Você não vai querer mesmo esse pedaço de torta de chocolate? – perguntou Gina, tentando chamar a atenção de Mel.
- Por Merlin! Você veio de onde? Parece que não vê comida há dois séculos. – falou Mel. Gina já devia ter comido três pedaços de torta, sem falar no almoço.
- Ahhh!! Hoje eu to com fome, dá licença? – ela disse pegando a torta de Mel. – E porque você ta com essa cara de quem comeu, não gostou e repetiu?
- Gina! Realmente, você esta muito chata hoje. – Mel não estava com paciência.
- Uhhh!! Deve ter brigado com Justino. Há três dias que você mal olha pra ele. – argumentou a ruiva.
- Alguém já lhe disse que você percebe coisas demais?
- Sim, o Blaise.
- Eu compartilho da mesma idéia dele.
- Quem ta chata hoje é você, isso sim. – disse Gina rindo.
- Muito obrigada. – disse Mel também rindo.
Do outro lado do corredor, Gina viu quando Gerrard apareceu junto com a Pansy "paga pau do Malfoy" e a "namoradinha" do Blaise. Ele sentou na mesma direção dela. Olhava-o e não conseguia evitar: achava-o muito bonito.
Sentia-se altamente atraída por ele, desde o momento que, do nada, ele entrou ali, naquele salão principal. Mas ela não podia negar que ele lembrava o infeliz do primo. Talvez, fosse o cabelo, mas o de Gerrard era um loiro mel, não platinado... Talvez, fosse o ar... Sim! Era isso! O ar de Gerrard era igual ao do primo cabeçudo dele. Não que ela prestasse muita atenção no imprestável do Malfoy, mas era impossível não perceber essa semelhança. Os dois possuíam um ar altamente elegante e frio, algo que atraía qualquer mulher que gostasse de muito charme e uma inteligência sagaz.
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A atenção de Gerrard foi chamada para uma ruiva sentada na mesa da Grifinória. Ele lembrava dela, era a menina da Ala hospitalar e a mesma que Blaise havia lhe apresentado, Virginia Weasley, deveria ser isso. "Ei!! Virginia Weasley? Essa não é a menina que fez o Draco passar a maior vergonha? Foi ela sim... Já gostei dessa garota." ele pensou
De alguma forma estranha, ela o chamava a atenção. Achava-a muito atraente e, principalmente, parecia ser muito esperta. Gerrard adorava mulheres inteligentes, sempre fora muito divertido se relacionar com elas. Ele a observava discretamente, às vezes seus olhares se cruzavam, mas ele logo olhava para outro lugar, disfarçando. Mas em uma hora ele decidiu não virar, ela o olhou e ele ficou ali, encarando-a. Percebeu quando ela deu um sorriso maroto, ele retribuiu com um olhar sedutor.
- Perdeu alguma coisa na mesa da Grifinória, Gerrard? – perguntava ironicamente Allie, tirando Gerrard de sua concentração.
- Non, nada. Apenas admirando a beleza das outras casas. – ele disse.
- Perda completa de tempo. Nós somos as mais bonitas desse colégio. – ela falou empinando o nariz.
- Você se baseia em quem? – ele perguntou.
Ela fechou a cara.
- Ok. Vamos parar com isso. - falou Pansy.
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- Meu, to brocado. – dizia uma voz pelas costas de Gina.
- Por Merlin, Blaise! Que susto! – falou Gina, com a mão no peito.
- E posso saber em que ou quem você estava pensando pra se assustar assim?
- Ai, Blaise. Você esta no-jen-to! O que você tava fazendo?? Vai tomar banho, vai. – ela desconversou - Credo! Saí de perto de mim, que nojo.
- Eu vou te abraçar, Weasley! – disse Blaise, fazendo uma cara de lunático e abrindo os braços.
- Nem pense nisso. Eu acabei... – tarde de mais, ele já havia a abraçado.
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- Esses dois têm alguma coissa? – perguntou Gerrard, para Pansy querendo provocar Allie.
- Eu acho que sim. – respondeu Pansy.
- Eu acho que não. – respondeu Allie. – Para mim, parece uma mera amizade passageira. Empolgação de ambas as partes, com essa nova idéia de Sonserinos serem amigos de Grifinórios. Logo passa. – terminou torcendo o nariz.
- Não sei não. Vocês já ouviram os boatos que andam correndo por aí? - perguntou Pansy.
- Quais boatos? – falou Gerrard.
- Dizem as más línguas que uma noite dessas viram eles no maior beijo. Hoje não se falava em outra coisa no banheiro feminino e ouvi rumores pelos corredores que essa ruiva sem graça da Weasley foi o pivô da briga entre o Draco e o Blaise.
- Interrrressante. – disse Gerrard.- Pelo menos Blaise tem um bom gosto.
- Não acredito. Sou muito cética para essas coisas, se eu visse uma demonstração de afeto, poderia afirmar algo. – Allie disse.
- Se abraçar no meio do Salão Principal não é o suficiente, Allie? – perguntou Pansy.
- Para mim não. Bom gosto? – ela perguntou, olhando incrédula para Gerrard.
- Lógico que sim.
- Ela é totalmente sem graça!! – Allie falou revoltada.
- Melhorr que você. – ele disse.
Allie se enfureceu e sua primeira reação foi jogar seu suco de abóbora inteiro em Gerrard e sair correndo dali. Ele olhou para Pansy e correu atrás dela.
- Você é louca?? – ele disse, segurando-a pelo braço.
- Você que me provoca e depois quer sair ileso? Me solta!! - ela se debatia.
- Parrra com isso! – ele disse segurando os ombros de Allie e a sacudindo.
Ela se livrou das mãos dele, e deu-lhe um tapa.
Allie parou, eles ficaram se encarando por instante. A raiva era grande, ela não sabia por que ele pegava tanto em seu pé. Era uma implicância sem fim, e agora ela sentia que tinha passado dos limites, mas não estava arrependida.
Gerrard ficou furioso com aquela reação dela, mas começou a se sentir estranho olhando-a. Allie ajeitou seu cabelo, e foi embora, sem nada a dizer.
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No jardim, depois do almoço, Mel e Gina aproveitavam o dia, sentadas a sombra de uma grande árvore. Mel havia terminado de contar para amiga o ocorrido com Justino e Colin.
- Da pra falar alguma coisa, Gina?
- Coitado do Colin...
- Gina! Coitado do Colin?? Coitada de mim, isso sim! – Mel falou revoltada.
- Mas você tem que concordar que foi muito cruel rasgar as fotos na frente dele...
- Eu estava com raiva e ele tinha falado um monte de besteiras! Foi tirando conclusões precipitadas...
- É verdade... Mas, Mel, por que você mentiu? – perguntou Gina.
- Porque ele é um idiota! E talvez pensando que eu transei com o Justino ele me deixe em paz...
- E é isso que você quer? – Gina a olhou, esperando uma resposta.
- Sim! – respondeu Mel, depois de alguns segundos em silêncio.
- E o Justino?
- Esse é outro idiota! Por Merlin! Por que eu só me envolvo com homens idiotas?
- Você vai conversar com ele? – perguntou Gina.
- Sim... Ele me mandou uma carta pedindo pra nos encontrarmos antes da minha aula com o Malfoy.
- Urgh! Nem me fale nessa aula. – Gina fez uma cara de nojo.
- Falando em Malfoy... Você nunca achou estranha essa aproximação do Blaise? – Mel perguntou.
- Por que você diz isso?
- Sei lá, Gina. Ele é melhor amigo do Malfoy, o mesmo cara que te odeia e não quer te ver nem pintada de ouro... Eu apenas acho estranho.
- Falando diretamente: você acha que o Blaise se aproximou de mim a mando do Malfoy?
- Já que você usou essas palavras...
- Olha Mel, pra te ser sincera, no início eu também achei estranho e cheguei a pensar isso, mas mesmo que tenha sido assim, tenho certeza de que hoje ele não faz mais nada e gosta de mim verdadeiramente.
- Eu também acho. Ele parece gostar tanto de você... – falou Mel.
Um silêncio se instalou entre elas, e cada uma se entregou aos pensamentos. O afastamento de Colin e agora mais esse desentendimento entre ele e Mel incomodavam muito Gina. Já estava decidida: iria conversar com ele o mais rápido possível.
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- Pois bem,Catherine leia esse livro aqui. – disse Draco, estendendo um livro para a menina a sua frente. – Vai fixar bem na sua mente todas as utilidades da pedra da lua. Na aula que vem, conversaremos sobre isso.
- Ok! Ah, Malfoy? – a garota falou.
- Sim? – perguntou Draco.
- Eu apenas queria agradecer. Tenho, realmente, evoluído em poções.
- Você não precisa agradecer, eu estou aqui obrigado. – disse friamente.
- De qualquer maneira, obrigada. – disse a menina, indo embora.
Draco não entendia. Por que estavam lhe agradecendo? Estava ali obrigado! Se fosse depender da sua vontade, não estaria na masmorra, perdendo seu tempo.
A porta se abriu, e Valerie adentrou a sala silenciosamente, com a expressão séria. Sentou-se em uma cadeira bem em frente à mesa do professor.
Draco observou tudo calado, sabia que a menina ainda estava com raiva dele pelo o jeito que ele a tratou no final da sua última "aula". Mas, isso duraria por pouco tempo.
Quando a garota finalmente o olhou, Draco percebeu no seu olhar um misto de sentimentos. A raiva estava clara ali, porém, por mais que essa fosse grande, a garota parecia desejar que Draco fizesse "algo" com ela. E aquelas vontades opostas confundiam os seus olhos, que às vezes olhavam-no com desejo e outras com rancor.
Draco divertia-se com aquela confusão interna dela. Sabia exatamente o que ela queria, mas ele não iria satisfazer tão facilmente os desejos da garota, pois por mais que ela tentasse reprimi-los, sempre voltavam, fazendo-a, momentaneamente, esquecer da raiva que estava sentindo por ter sido usada, mesmo que ela tivesse provocado isso.
- Você não vai falar nada? – perguntou Valerie, rispidamente, quebrando o silêncio.
- Dependendo do que você quer ouvir. – falou, ironizando.
- Que tal nós começarmos a aula logo? – perguntou impaciente, ignorando o comentário de Draco.
- E que tal, nós começarmos no ponto que paramos? – perguntou sensualmente, encarando-a.
- E esse ponto seria a hora em que você me mandou embora? – disse Valerie, depois de um tempo.
- Você sabe que não. – disse Draco. – Aquilo foi uma fatalidade, ou você queria que a Weasley também visse você aqui daquele jeito? – perguntou, finalizando.
- Ok! Malfoy! Fale qualquer coisa, mas você não vai tirar da minha cabeça que você é um grosso!!! – ela disse, pondo-se de pé.
- Pense o que quiser. Mas é esse grosso que você quer que te beije novamente. – falou Draco, levantando-se e se aproximando da menina.
- E você acha que pode adivinhar o que eu quero ou deixo de querer? - perguntou Valerie, já se descontrolando.
- Não tenho culpa se você não sabe esconder o que sente. – respondeu Draco, no ouvido da menina, fazendo-a se arrepiar.
Valerie encarou-o. Ela não o suportava, mas por mais que ela não quisesse, ele tinha um poder imenso sobre ela, não conseguia explicar. Ele era tão bonito, com a aparência tão perfeita, era impossível olhá-lo e não desejá-lo. Mas, além disso, ele sabia como provocá-la, sabia exatamente como a fazer desejá-lo, como mexer com ela, com seus sentidos, com a sua lucidez. Nunca tinha se envolvido com alguém assim.
- Eu não vou fazer nada que você não queira. - Draco falou, passando a mão, delicadamente, pelo rosto da menina, parando em seu cabelo, e começando a brincar com as pontas dos mesmos.
Valerie fechou os olhos e respirou fundo. Tinha sentido tanta falta daquele toque, daquela mão em sua pele. Abriu os olhos e deparou-se com dois olhos cinza, nebulosos, encarando-a. Perdeu-se naquela visão e esqueceu, definitivamente, da raiva que antes habitava seu coração, e deixou se dominar pelo desejo que tanto repreendeu.
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Já era 8 horas da noite, e Colin ainda estava na biblioteca. Resolveu ir jantar, estava mais cansado do que nunca, aproveitou um grupo de amigos que também estavam indo para o Salão Principal, não queria arriscar ir sozinho pelos corredores de Hogwarts.
Chegando ao Salão, avistou Mel e Gina conversando. Passou direto e sentou-se afastado delas. Começou a comer, mesmo que não estivesse com fome.
Aquela situação estava matando-o! Já havia escondido tudo o que lhe era importante, ficou apenas com algumas anotações. Suspirou pesadamente, se afundando na mesa.
- Oi? Tudo bem, Colin? – perguntou Gina, fazendo o menino se assustar.
- Oi, Gina. – respondeu, desanimado.
- Colin! O que você tem? – perguntou – Nós já nem nos falamos mais! Você vai a pouquíssimas aulas. Já estou com saudades!
- Gina, não está acontecendo nada. Só estou estudando demais. – mentiu. – Ahh!! Olha suas fotos. – lembrou, abrindo a mochila e tirando um envelope de lá e dando para Gina.
- Você desistiu do concurso? – perguntou Gina.
- Estou sem tempo para isso.
- Hum... Que pena. Você tem um talento divino para fotos, estava tão empolgado. Tem certeza de que não quer me contar o que está acontecendo com você? – tentou novamente.
- Por Merlin, Virgínia! Já disse que não tem nada acontecendo comigo! NADA! – odiava ter que mentir para a amiga, mas não podia contar, pois poderia colocá-la em perigo.
- Você e essa sua mania de não falar NADA! – falou Gina. – OK! Se você insiste que nada está acontecendo, tudo bem, eu acredito. Mas esse "nada" está matando você! Será que não percebe? – perguntou já meio alterada. – Você não fala mais comigo, já brigou com a Melissa duzentas vezes, nem anda mais com seus amigos, você nem mesmo RI! Que "nada" é esse, que mata e exclui uma pessoa?
- Virgínia, para de tentar adivinhar o que está acontecendo comigo! EU ESTOU BEM! – falou Colin, tentando convencer a garota.
- Eu não tento adivinhar, eu vejo! – e dizendo isso o abraçou. – Eu sei que você não quer me contar, não concordo, mas saiba que eu te amo, Colin, mesmo que você tenha mudado... Eu não vou desistir de te ajudar, você é meu amigo, meu irmão. – não o deixou responder, foi embora, deixando Colin sozinho, novamente.
- Eu desisto! – falou, sentando-se ao lado de Mel.
- O que acontece? – perguntou.
- O Colin, o Colin. – respondeu, bufando. – O que tinha de ser?
- O que ele fez dessa vez? – perguntou Mel, já irritada.
- O de sempre. "Eu não tenho NADA. NADA, NADA... BLÁ, BLÁ, BLÁ!!" – falou, apoiando os cotovelos na mesa. – Por que ele não fala logo o que ta acontecendo? – perguntou, olhando para Mel.
- Vai ver não está acontecendo nada mesmo. Sinceramente, já desisti dele. – disse, tentando convencer Gina.
- Melissa, escuta aqui. – começou. – Eu SEI que está ocorrendo algo com o Colin! Por que ninguém mais vê isso? Que coisa!
- Lógico que eu vejo! Não sou cega! Mas Gina deixa o Colin pra lá, se ele não quer falar, o problema é dele! – disse, rispidamente.
- Se você consegue fazer isso, tudo bem, legal pra você! Mas eu não consigo! Não vou simplesmente dar as costas para o meu amigo! – falou, levantando-se e indo embora de vez do salão.
- Gina! – chamou Mel, em vão.
Blaise andava pelo corredor em direção ao salão principal, calmamente, quando viu Gina vindo na direção oposta, parecia estar com raiva de alguma coisa. Quando ela passou ao seu lado, não parou para falar com ele, e sim, continuou andando.
- Ei, Ei, Ei!! – chamou Blaise, segurando a menina pelo braço, impedindo-a de ir embora. – Espera ai, Gina.
- O que você quer, Blaise? – perguntou sem paciência.
- Calma! O que aconteceu com você? – perguntou. –Ta vermelha pra caramba! – falou assustado.
- Oh!! Desculpe, Blaise. Estou com raiva de uma coisa e acabei descontando em você. – disse, abraçando-o. – Desculpa!
- Tudo bem, pequena! Tudo bem! – falou, acariciando os cabelos vermelhos da garota. – Você quer me contar? – perguntou.
- Não precisa, só ia estressar você! – falou. – Obrigada mesmo assim.
- Ok! Mas quando você quiser conversar, pode contar comigo, tudo bem? – falou.
- Uhum! Você estava indo jantar? – perguntou Gina.
- Sim. – respondeu.
- Hum... Então vá lá! Não quero voltar tão cedo para aquele salão. – falou, bufando.
- Tudo bem. Eu posso lhe acompanhar, se você quiser. – falou Blaise.
- Não precisa. Agora vá jantar, vai. - disse Gina.
- Tem certeza? – insistiu Blaise.
- Tenho sim! Pode ir. – respondeu, olhando-o partir. – Tchau.
- Tchau. – respondeu meio relutante em deixar a menina sozinha.
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Na masmorra, já havia passado meia hora, e Draco estava deitado em cima de Valerie, beijando-lhe o colo e o pescoço. A garota passava com as mãos pelas costas largas dele, olhando para o teto, tentando não gemer das caricias de Draco. Seus cabelos curtos estavam espalhados por cima do sobretudo em que eles estavam deitados. Draco parou de beijá-la e encarou-a. Valerie olhou para ele esperando que este falasse algo.
- Você quer ir ao baile comigo? – pergunto Draco, surpreendendo Valerie.
- Sim, eu quero. – respondeu, beijando-o.
Draco pensou em como as mulheres eram fáceis de manipular, justamente porque ele havia feito a mesma coisa para convencer Pansy a ir com ele. Mulheres são todas iguais, elas sempre querem a mesma coisa: um homem com atitude, que as domine. Era tão fácil. Os outros homens, realmente, eram muitos estúpidos, mas Draco era o máximo com as mulheres, pelo menos era o que ele achava.
Percorreu com as mãos o corpo magro da menina, acariciando-lhe em todos os lugares, fazendo-a se contorcer de prazer em baixo dele, e deixando-o cada vez mais satisfeito.
Ela não era nem de longe a melhor garota que ele já tinha ficado. Draco achava que todas que ele já tinha pegado eram muito iguais. Nunca houvera uma que, realmente, mexesse com ele. Sempre sabia o que fazer ao lado de cada uma, sempre adivinhava suas vontades, seus pontos fracos, mas nenhuma havia descoberto ou acertado suas vontades. Geralmente, dava-se por satisfeito ao vê-las loucas, pedindo por mais e mais. Isso lhe alimentava o ego, confirmava-lhe que era, realmente, perfeito.
Valerie era muito esquentada, rápido ficava com raiva, e isso o incomodava. Tinha que admitir que ela era muito bonita, daria um excelente par para o baile e também ajudaria para provocar Blaise. Não tinha começado isso com essa intenção, mas agora, que estava com raiva do garoto, iria unir o útil com o agradável.
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Chegando ao seu dormitório, Gina reparou que nenhuma das suas colegas de quarto estava lá. "Ainda bem." pensou. Deitou na sua cama e ficou olhando para o teto, pensando.
"Eu tenho que fazer alguma coisa em relação ao Colin. Não vou conseguir descansar enquanto não souber o que esta acontecendo! Sei que tem algo errado... Ele está muito estranho... Mas o que eu posso fazer? (...) Perguntar eu já vi que não dá mesmo. (...) Vamos, Virgínia! Pense só um pouquinho! (...) Já sei! Vou seguir o Colin! Já que ele não quer me contar, eu vou descobrir na marra! Eu sei que não é legal invadir a privacidade dos outros assim, mas não tenho outra escolha. Sei que algo está errado e vou descobrir o que é!"
Abriu o pacote das fotos que Colin havia lhe dado e começou a vê-las. Riu, lembrando-se daqueles momentos que, agora, pareciam ter acontecido há muito tempo. Foi vendo suas fotos até que encontrou uma que não deveria estar ali. Era uma fotografia dele e Mel se beijando. "Ops! Acho que ele colocou errado." Uma tristeza abateu Gina. "Tudo bem que o Colin estava estranho e que a Mel tinha tentado de todas as formas voltar com ele, mas ainda assim, eles pareciam perfeitos um pro outro. Mesmo sendo a última a saber, sempre achei que eles faziam um casal bonito."
- Gina? – perguntou Mel, entrando no quarto e tirando Gina de seus pensamentos.
- Aqui. – respondeu, tentando esconder as fotos.
- O que é isso? – Mel perguntou, pegando o que Gina segurava.
Por um momento parou ao ver a foto dela e de Colin. Lembrou daquele dia, sentiu uma pontada no peito. Recordou do que havia feito no seu último encontro com Colin e como se arrependia agora. "Eu não devia ter rasgado as fotos. Fui muito cruel. Merda! Só faço besteira!" pensou a morena. Devolveu a foto para Gina, tentando voltar ao normal.
- Ai, Gina! Desculpa, vai! Eu fui muito insensível lá no Salão Principal. – começou a menina, sentando-se ao lado da amiga. – Sei que não falo mais com ele, mas você fala. Então, entendo o porquê da sua preocupação. – disse Mel.
- Tudo bem, Mel! Não se preocupe. – disse Gina – Ei! Você, por acaso, não tem aula com o insuportável agora?
- Por Merlin!! É verdade! Eu já ia esquecendo. – disse Mel, correndo, pegando seus livros e saindo do dormitório, deixando Gina rindo, ainda deitada.
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- É melhor você ir indo, Valerie. – disse Draco – A outra aluna já deve estar chegando.
- Uhum. Só estou terminando de me arrumar. – falou.
- Tudo bem. – disse Draco, sentando-se na cadeira do professor, já vestido, observando a garota. Quando esta terminou, dirigiu-se até a porta e mandou um beijo para Draco, antes de sair da sala.
Mel chegou às masmorras correndo, viu sua prima saindo da sala com um sorriso muito estranho. "Por que a minha aula tinha que ser depois disso? E por que tinha que ser logo com a minha PRIMA?" Pensava, enquanto cruzava com Valerie e esta lhe acenava alegremente.
Entrou na sala relutante, abrindo a porta lentamente e verificando se estava "tudo" Ok. Draco estava sentado, olhando na sua lista de alunos.
- Entre. - falou, quando reparou que a outra aluna havia chagado.
Melissa sentou em frente da mesa de Draco, sem saber o que falar ou fazer.
- Vamos começar a aula. – falou Draco.
- Sim. – Melissa respirou, aproximando sua cadeira da mesa dele.
A aula decorreu da melhor maneira possível. Para Mel, o tempo passou rápido demais. Tinha que admitir que o Malfoy era bom professor e excelente em poção. Ela tinha aprendido muita coisa nessa aula. O que, por sinal, não conseguia fazer em uns seis anos de aulas com Snape. Riu internamente.
- Obrigada, Malfoy. – falou. Dirigindo-se a porta.
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Draco estava concentrado esperando pela coisinha insignificante e irritante da Weasley. Tentava, descontroladamente, conter o ódio que estava sentindo. "Calma, Draco, calma! Você não vai jogar fora anos de educação Malfoy, por causa de uma Weasley vadia!" Pensava.
Olhou quando a porta se abriu, e seu ódio só fez aumentar ao ver quem tinha entrado.
"Pronto. Era só o que me faltava."
- Mon cher cousin! (Meu querido primo!) – falou Gerrard, parando em frente à Draco. - Je suis venu pour le faire une visite, il a aimé la surpris? (Vim lhe fazer uma visita, gostou da surpresa?).
- Vous ne savez pas comme. (Você não sabe como.) – respondeu Draco.
- Draquito, Draquito. Je suis venu dans la paix. (Draquito, Draquito. Eu vim em paz). – falou fazendo cara de santo.
- Qu'est-ce que vous voulez? (O que você quer?) – Perguntou, já sem paciência. - Elle parle bientôt, merde!! (Fala logo, merda!)
- Il calmes, hatê. (Calma, apressado.) .- disse, fazendo Draco revirar os olhos. – Bon, vous savez de qui est-ce que le nouveau couple est Howarrts? (Você já sabe qual é o novo casal de Hogwarts??) – perguntou.
- Pour cela j'aimerais savoir? (Pra que eu gostaria de saber?) - disse Draco.
- A son ami Blaise Zabini et as adorable écolier Virgínia Weasley. (O seu amigo Blaise Zabini e sua adorável aluna Virginia Weasley.) - disse, já esperando a reação de Draco.
- Comme? (Como?) – Draco levantou abruptamente.
- Ils ont été vus si embrasser, il y a quelques jours dans l'entrée de la pièce de Grifinória. (Eles foram vistos se beijando, alguns dias atrás na entrada da sala da Grifinória.) – terminou.
- C'était ce qui a manqué de moi! (Era só o que me faltava.) – disse Draco, sentando.
- Gai, cousinAlegre, primo?) – perguntou, provocando-o.
- Va la merde! (Vai à merda!) – disse Draco. - Est-ce qu 'il a déjà donné son message? Alors, il part! (Já deu seu recado? Então, vai embora!).
Gina escutou vozes, ao se aproximar da sala. Aproximou-se lentamente, abrindo a porta, deparando-se com o Malfoy e seu primo francês conversando nada amigáveis. Queria até saber o que eles estavam falando, mas estes estavam conversando em francês. "Sem graças." pensou Gina.
- Aie, estsa victime. Malheureux. (Aí está sua vitima. Coitada.) – disse Gerrad olhando para Gina
Gina viu que o francês a olhara e depois falou algo para Draco, que estava com sua mão na testa, sustentando a cabeça e olhando para qualquer coisa em cima da mesa. Não parecia muito bem.
Gerrard riu para ela, olhou para Draco e falou:
- Au revoir, Fluppi. (Até logo, Fluppi.).
- Son imbécile! (Seu imbecil!) – respondeu Draco.
Ele caminhou para a porta. Ao passar por Gina, olhou-a e deu uma sutil piscada. A menina se encolheu por detrás dos livros, mas soltou um sorrisinho. Quando já havia chegado à porta, Gerrard olhou para a "parte de trás" de Gina, depois olhou para Draco que o observava totalmente desacreditado. "A Weasley é uma porra de uma vadia sem graça, o que esse francês ta olhando?".
- Blaise non est âne. Parce que elle est boa. (Blaise não é burro. Porque ela é boa.).
- Rien que à vois. (Só se for pra você.). - respondeu rispidamente.
Gina ficou sem entender o que tinha acabado de acontecer. A curiosidade latente em sua cabeça implorava para saber. Olhou para Draco, que tinha voltado a apoiar a cabeça nas mãos, ele não estava nada bem. "Por que tudo e todos têm que irritar o Malfoy na minha aula? Logo na MINHA aula!" lamentava mentalmente.
Olhou no relógio. "E ainda estou atrasada! Agora o Malfoy tem um motivo pra me matar de vez." Ela ainda estava parada no mesmo lugar, não tinha coragem de se aproximar dele. Depois de mais 5 minutos em silêncio, Virgínia criou coragem e resolveu falar:
- Malfoy? – perguntou, mas logo se arrependeu.
Draco, quando ouviu seu sobrenome tão puro sair daquela boca, encarou a menina. Seu olhar não estava nada bom. Gina nunca tinha visto nada igual. Era um olhar com tanto ódio, tanta raiva, que parecia que ele queria matá-la.
Gina recuou alguns passos, começou a ficar com medo. Não sabia o que havia feito, mas com certeza a paciência de Malfoy parecia ter se esgotado. Aquele olhar de Draco deixou-a totalmente surpresa e receosa. Ele não escondia o que estava sentindo, como sempre fazia. Não era um olhar frio, sem expressão. Era um olhar vivo, intenso, cheio de um ódio sobrenatural, um rancor absurdo.
- Está com medinho, Weasley? – perguntou, com os olhos brilhantes e uma voz calma aterrorizadora, parecia possuído. Gina se arrepiou toda. – Agora você tem medo? – perguntou novamente contraindo o rosto. – POIS EU AVISEI PRA VOCÊ NÃO MEXER COMIGO! – gritou, batendo com as mãos na mesa e levantando-se bruscamente, derrubando a cadeira atrás de si.
Gina recuou mais, acabando a encostar-se na porta.
- Você se acha muito certinha, não é? Pois, eu tenho uma notícia pra você, Weasley! Se você acha que eu sou nojento, repugnante, ou todas as outras coisas que você e seus irmãozinhos de merda, me chamam, VOCÊ É MUITO PIOR! EU QUE TENHO NOJO DE VOCÊ!! De Você e de toda a sua corja! Mas de todos VOCÊ É A PIOR!! Você é a que me dá mais ÂNSIA, PENA E REPUGNÂNCIA!
Gina ouvia tudo silenciosamente, e a cada grito que ele dava, ela se assustava e se encolhia cada vez mais contra a porta.
- Sempre se fazendo de UMA MERDA DE SANTA, de pura, e na primeira oportunidade mostra a sua verdadeira cara, não é, Weasley? – Draco começou a andar em direção a ela. Ia empurrando todas as cadeiras e mesas que atrapalhassem seu caminho.
Gina tentou sair, mas antes que pudesse abrir a porta, Draco segurou-a pelo braço.
- VOCÊ É A COISA MAIS IMUNDA QUE EU JÁ PUDE TER A INFELICADADE DE VER! Você é um ser insignificante, mas está atrapalhando demais a minha vida. Tudo o que eu fiz não passou de uma brincadeira, mas agora, Weasley, a brincadeira acabou! – Draco se controlava para não bater em Gina. – Você escutou bem tudo o que eu falei? Escutou direitinho? – perguntou se aproximando do rosto da ruiva. Esta se encolheu mais ainda.
- Pare. – ela pediu..
- Agora pede por clemência? Só um aviso: você acha que Blaise é seu amigo? Pergunte pra ele o porquê dele estar ao seu lado. – ele falou, soltando o braço da garota e abrindo a porta. – Agora saia daqui! SAI!
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Gina corria, as palavras de Draco ainda rondavam sua mente, mas as últimas haviam se fixado. Quando atravessou o retrato da mulher gorda, sentou-se no chão procurando ar para respirar. Mel que estava esperando-a viu a menina chegando e sentando no chão um tanto pálida.
- Gina! O que houve? – perguntou, correndo até ela, ajoelhando-se no chão. - Como você está pálida! Vamos para o quarto. Todos estão olhando.
As duas subiram, com olhares atentos as seguindo.
- Fale agora. – pediu Mel.
- Eu estou com medo. – Gina falou nervosa..
- O que foi que o Malfoy fez com você? – perguntou.
- Eu nunca vi alguém tão descontrolado em toda a minha vida! Ele falou coisas horríveis...
- Você não tem que ter medo. Acalme-se primeiro e depois me conte. – disse Mel, passando a mão pelas costas de Gina tentando acalmá-la.
Esta fechou os olhos e respirou fundo. Nunca imaginou que o Malfoy faria uma coisa dessas, pois ele sempre fazia questão de esconder seus sentimentos e colocar ironia em tudo, porém, ironia era a última coisa que tinha em tudo o que ele havia falado naquela noite. A raiva que ele sentia por ela era tão grande que a deixou com medo, medo desse sentimento. Sabia que ele a odiava, mas não que fosse tão profundamente. O que ele falou dela rondava sua cabeça como se a perseguisse. Não! Não queria pensar nisso. Pelo menos, não agora.
- Já está se sentindo melhor? – perguntou Mel, preocupada.
- Sim. Eu acho que sim. – respondeu Gina.
- Você pode me contar agora? – perguntou.
- Eu cheguei lá e ele estava conversando com o primo em francês, quando este saiu, ele ficou calado, como se eu nem estivesse ali. – começou Gina. – Falei com ele e ele me encarou, mas não com aquele olhar de sempre, sem expressão, vazio, e sim, um olhar de ódio, cheio de rancor, que me dava medo. Aí. Ele começou a falar coisas terríveis sobre mim, minha família, que eu era a pior do que ele, que tinha nojo de mim! Ele estava louco, louco de raiva! Parecia que a qualquer momento iria pular em mim e começar a me socar.
- Nunca pensei que o Malfoy pudesse perder o controle desse jeito. – Mel comentou.
- Muito menos eu!
- Você não ta com raiva?? – perguntou Mel.
- Eu estou com medo. – foi o que Gina respondeu.
- Isso é passageiro, eu te conheço e sei que você não vai ficar com esse sentimento por muito tempo, agora tente relaxar!
- Obrigada, Mel! – Gina disse, abraçando a amiga e levantando-se logo em seguida.
Foi ao banheiro, olhou-se no espelho lembrando das palavras do Malfoy: "Você acha que Blaise é seu amigo? Pergunte pra ele o porquê dele estar ao seu lado." Seria aquilo verdade? "Será que Blaise está mesmo me vigiando?"
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N/A: Genteeeee desculpa a demora! Mas esse capítulo deu muitoo trabalho, porque eu escrevi e depois resolvi mudar quase tudo, e depois nunca estava satisfeita, sempre querendo ajeitar, ajeitar, ajeitar... E ainda tinha o vestibular final do ano... Mas agora tudo passou e eu espero que vocês gostem do capítulo.
Eu sei que vocês devem estar se perguntando: "Quando a D/G vai, realmente, começar???". Só peço que tenham um pouquinho mais de paciência, que o momento esperado já vai chegar!
E gente, por favorrrrrrrrrrrr, eu preciso de reviews!! xD
Beijoooooooooooooooooooos
