Capitulo 2 – Começar de novo!
– Minos! Que bom que você veio! A palestra já vai começar. Venha, guardei um lugar para você. – disse um velho vendo o rapaz que acabava de chegar.
– Obrigado, senhor Matsuya.
Sentaram na segunda fileira bem de frente para o palanque do palestrante. Mas antes disso ele cumprimentou mais alguns outros senhores que estavam em volta e começando uma breve conversa que logo foi interrompida.
– Boa tarde senhoras e senhores. Por favor, queiram sentar em seus lugares, pois daremos inicio a palestra de hoje. Quero chamar para assumir seu lugar a palestrante senhorita Sora Akatsuka. – dito isso uma salva de palmas foi dada e a mulher de longos cabelos loiros assumiu sua posição, Minos sentiu um leve tremor por ver que era a mesma mulher que se atirava em cima dele na loja de flores.
– Boa tarde a todos. É um honra poder estar aqui essa tarde e compartilhar um pouco do assunto que podemos dizer que eu domino, hehe. – e todos riram também. – Bom o assunto de hoje é " Leis do passado que fazem falta no presente e que pode mudar o futuro" quando nossos amigos filósofos lá na antiga Grécia filosofava sobre o homem e a ordem que poderia manter o equilíbrio entre eles, eles já estavam criando as leis. Coisas simples como "Todo ser humano tem direito a ter ... e blábláblá .
Era uma palestra dinâmica e rica em informações interessantes, pensava Minos, só uma coisa o deixa intrigado era o fato de quem estava administrando a palestra era a mulher que um tempo atrás se podia dizer que era vulgar e agora estava com a pose de uma mulher muito puritana. Isso o deixava preocupado.
– Agradeço a atenção de todos, mas o nosso tempo acabou se alguém tiver mais alguma perguntar, por favor, pergunte à senhorita Akatsuka na saída. Ela estará na porta para atendê-los.
– Responderei todas as perguntas com muito prazer. E muito obrigada, novamente, pela presença de todos. Boa noite.
Mais uma vez foi feito se ouvir o som das palmas e aos poucos as pessoas foram deixando a sala. Muitos cumprimentos, abraços e apresentações foram feitas nos próximos 40 minutos, até chegarem à palestrante.
– Então você não esta trabalhando para nenhuma impressa?
– Não. – respondeu a moça sorrindo
– Considere-se contratada. Gostaria muito que você nos fizesse uma visita e estudar uma proposta que estamos dispostos a oferecer.
– É uma grande oportunidade, Sora minha querida.
– Senhor Matsuya! – exclamou a moça ao ver o velho. – Achei que não ia vir me cumprimentar.
– Acha que iria fazer esta besteira. Minha melhor aluna que já tive nos últimos 20 anos. Ola senhor Hashima. – cumprimentou o homem ao senhor que estava conversando com a moça.
– Ola, Hoshiro. Estava aqui conversando com a moça que tanto você fala. Realmente ela é brilhante, todos os seus elogios são merecidos.
– Obrigada. – respondeu a moça corada, abraçando Hoshiro.
– Espero que você aceite a proposta do Hashima. Há semanas que estou falando com ele para te dar uma oportunidade na impressa dele. Onde já se viu! Uma advogada brilhante que nem você, sem emprego!
– Ora sensei! Eu não estou sem emprego, eu estou ajudando minha irmã, depois eu vou aceita uma das milhares de proposta que eu tenho. Mais eu já sei qual eu vou aceitar. A companhia Hashima é a melhor do país e todos se matam para entrar lá, se o senhor puder esperar por alguns 2 ou 3 meses até minha irmã se ajeitar eu vou amar me juntar a sua impressa.
– Espero. Agora eu tenho que ir, tenho uma reunião me esperando. Espero que esses meses se encurtem para você se juntar aos meus sócios. Prazer em conhecê-la, e prazer em revê-lo Hoshiro. Tchau.
– Igualmente. Tchau
– Tchau. Você foi brilhante, minha querida! – disse o professor depois que praticamente todos já tinha ido.
– Obrigada, sensei! Eu fiquei com tanto medo de alguém falar algo e eu não saber responder. – ela respondeu abraçando forte o velho.
– Você é muito inteligente, sabia que você iria conseguir. E outra você acha que eu ia dar meu pescoço assim se eu soubesse que tinha coisas erradas. Parabéns
– Obrigada! Mais quem é esse? – disse ela se virando para Minos.
– Esqueci de apresentar. Esse é Minos Minawo. Ele foi o primeiro que me derrotou no tribunal.
– Sei quem é. Ola Minos. Você é uma lenda. Você foi o primeiro a vencer o sensei num tribunal nos últimos 35 anos de advogado dele. Eu sou Sora Akatsuka. – disse com um sorriso simples no rosto.
– Prazer. – cumprimentou cordial. – 'Quem vê pensa que ela nem me conhece e já deu em cima de mim, que ótima atriz' – pensou entediado.
– Depois de você, foi à vez de Sora me derrotar, ano passado, né querida?
– Na verdade o senhor me deixou ganhar.
– Já disse que não deixei. Ate agora eu não sei como o juiz aceitou aquela cartada que você deu bem no fim que deu a virada para sua vitória.
– Eu já contei o segredo, loira de olhos azul, 1,68m, 85cm de quadril e 96cm de busto. Hehehe. – e todos riram, menos Minos que achou aquilo a cara da moça sem vergonha que ele conhecia. – Brincadeira, na verdade eu mesma fui pega de surpresa quando o padre chegou com a permissão de testemunhar ao meu favor, aquilo caiu do céu.
– Perdi por causa de um padre, acredita nisso Minos?
– Tudo pode acontecer senhor. – respondeu serio.
– Verdade, já usei cada cartada para ganhar que ate Zeus duvida. Mas o que você vai fazer agora Minos. Vamos jantar. Minha esposa preparou um belo jantar para mais essa vitória da minha querida Sora.
– Agradeço o convite, mas receio que terei que deixar para a próxima eu tenho alguns papeis para revisar e...
– Não aceito um não. Vamos jantar, eu sei que você consegue dar conta de tudo e se não tiver conseguindo, Sora e eu ajudamos. Vamos.
– Vamos – respondeu animada a moça.
Ele não teve outra escolha a não ser ir ao jantar. Foi um jantar tranqüilo, Sora se comportava com uma verdadeira dama sem o linguajar que ela usava na primeira vez que se viram. Sempre bem educada e com palavras polidas ela levava o jantar tornando o agradável e aconchegado, conversavam sobre muitas coisas mais o assunto principal girava no mundo das leis, como tinha sido o tempo na faculdade, como era a vida nos tribunal e a vida em impressas. Mais tarde eles estavam no jardim apreciando a linda vista do céu e degustando um bom vinho tinto, mas Hoshiro teve que atender um telefonema e a senhora Matsuya foi buscar mais docinhos, e ficaram só os dois, em silencio.
– Quem diria em gostosão! Quem diria que iríamos nos encontrar assim, só pode ser o destino dizendo que você é meu e eu sou só, de corpo e alma,só sua. – disse ela com um sorriso malicioso nos lábios.
– Tava demorando. – respondeu ele alisando a testa.
– Que isso gatinho, vai dizer que não gostou de me ver de novo. E descobrir que eu não possuo só um corpão perfeito mais que eu também possuo cérebro.
– Na verdade eu estava achando até 2 minutos atrás que talvez aquele dia que nos vimos você estava sofrendo de algum problema mental serio ou estava possuída por alguma coisa, mas agora vejo que você realmente é aquela mulher vulgar com aquelas palavras levianas que você ama dizer.
– Qual o problema de te chamar de gato ou de gostoso. Eu sou jovem uso linguajar de jovem e outra se eu tivesse te insultando ate que você poderia ficar bravo, mas estava apenas dizendo a verdade. Eu te acho um gato e gostaria de sair contigo.
– Perde o seu tempo. Não gosto de mulher feito você, que se acha que é a gostosa e que pode conseguir tudo o que quer usando o corpo, mulher assim ao me ver são prostituta e definitivamente não me envolvo com prostituta.
– Se esse é o problema. Você viu que eu sei me comportar muito bem, de acordo com a situação, então vamos fazer seu jogo. O senhor me daria a honra de jantar comigo no sábado. – disse ela cortes.
– Desculpa, mas a primeira impressão é a que fica e no seu caso ela foi de ruim á horrível. Você pode se comportar por algumas horas, mas no fim você vai voltar a ser mesma mulher leviana de antes. E tem mais eu tenho compromisso no sábado.
– Quer saber de uma coisa "deus da perfeição" – ironizou as ultimas palavras. – Vai se fud...não para não dizer que sou tão mau educada. Vai achar pentear macaco. – disse brava se levantando e indo em direção a porta.
– Onde você vai? – perguntou Hoshiro que vinha em direção a eles.
– Desculpa sensei. Tenho que dormir cedo para ajudar minha irmã amanha. Obrigada pelo jantar.
– Eu entendo.Venha mais vezes, você e suas irmãs, estou com saudades delas.
– Venho sim. Tchau.
– Tchau. – ela saiu e ele se juntou a Minos que termina calmante sua taça. – O que deu nela. Ela parecia brava.
– Impressão sua. Bom, eu também tenho que ir. Obrigado.
Cumprimentos e despedidas depois e Minos estava em rumo a sua casa.
Mais cedo ainda naquele dia. Radamanthys pensa no que Aiacos havia dito. Talvez não era uma má idéia achar um amigo, que ele pudesse conversar e pedir um conselhos mais validos dos que recebia de Aiacos. E ele realmente tinha se comportado mau com a moça que só estava querendo ser gentil. Pensou bastante e teve que tomar muita coragem para quando chegasse à hora de ir embora ele fosse até a loja de Kanna e tentar começar de novo.
Trimm – fez a porta da loja que tinha na porta a plaquinha indicando que estava fechado.
– Desculpa, mas estamos fech... – ela não pode terminar de falar, pois não acreditava no que via.
– Ola Kanna. Espero não estar atrapalhando. – disse tímido
– Err...bem...eu... eu estava arrumando as coisas. – disse se recuperando do choque. – a loja esta fechada, mas o que você deseja? – perguntou ela não muito feliz indo para trás do balcão.
– Eu queria pedir desculpa por hoje, na hora do almoço. Eu fui um tanto que idiota...
– Foi mesmo
– Eu sei. É que meus amigos armaram aquele almoço nas minhas costas e eu não gosto disso, por isso que fiquei um pouco fora de controle,
– Você deveria relaxar e aproveitar mais a vida. – disse ela fria sem olhá-lo.
– É o que eles dizem para mim, todo minuto. Mais é que estou passando por um momento meio delicado. Eu perdi alguém que eu gostava muito e isso deixa qualquer um triste e meus amigos tentam me ajudar, mas do jeito errado, querendo que eu ache outra pessoa, mais no momento eu não quero achar outra pessoa. Eu aprecio a ajuda deles, mas eles as vezes se enganam e arrumam a maior confusão, como hoje, eles estavam achando que você seria a pessoa perfeita para fazer eu esquecer Pandora, mas eles não entende que eu não quero esquecer ainda e fica usando você e muitas outras, e isso também machuca vocês.
– Então Pandora te deixou. O que aconteceu.
– É uma longa estória...
– Acabei de fechar a loja, então tenho muito tempo, sente. – disse ela sorrindo apontando para o banquinho.
– Bom eu sempre gostei dela. Foi amor à primeira vista, antes dela passaram muitas mulheres, mas ela era diferente, ela era especial, eu fiz de tudo por ela, incondicionalmente mais ela nunca sentiu o mesmo por mim, era um amor não correspondido e no fim ela acabou ficando com seu inimigo.
– Hum. É uma estória triste e muito comum. Quanto tempo faz?
– Um ano, três meses e 6 dias.
– Uma ferida não muito recente, mas ainda dolorida.
– Muito.
– Sabe, uma coisa que minha irmã sempre me diz " a gente nunca dá valor ao que merece", e você esta nesse caso. Você fez de tudo para ela e ela nunca viu você alem de alguém que faça as coisas para ela. É difícil aceitar que a pessoa que a gente ama não nos ama e mais difícil ainda é tentar esquecer. Porem não impossível.
– Mas eu não quero esquecê-la. Ainda tenho esperança de que ela volte, que ela venha descobrir que eu sou o amor dela.
– Claro que você tem esperança. Todos têm. Mais enquanto ela não volta você deve continuar vivendo. Não vai adiantar nada você ficar morrendo enquanto à espera.
– O que eu faço para não doer tanto assim?
– Não pense! Tente ocupar sua mente com outras coisas, trabalho e lazer. Conheça gente nova, tenha amigos novos, procure não ficar se lembrando de se esquecer dela, pois quanto mais você tenta esquecer mais você lembra. Simplesmente pense em outras coisas. E principalmente não fique se lembrando de esquecê-la.
– Isso pode dar certo?!
– Claro que pode! E vai dar certo, você vai ver, eu recomendo jogar fora mais não precisa, junte as coisas que lembra ela e de para alguém guardar para você, assim você não tem coisas que lembra dela a sua volta.
– Obrigado Kanna. Realmente, as vezes é bom conversar com gente diferente.
– Sempre é bom falar com gente diferente, cada um tem uma opinião diferente e pode ajudar de alguma forma. O importante e você querer realmente mudar as coisas.
– Mudar sempre é bom e preciso.
– É
– Me diga como você vai embora hoje?
– Eu vou de trem. Por que?
– Para que lado?
– Sul
– Ótimo. Então vou com você, posso?
– Pode, se for rumo para sua casa.
– É.
– Então ta. Deixa-me só terminar isso aqui.
Eles continuaram conversando sobre a vida amorosa de Radamanthys. Logo fora para a estação de trem e pegaram o trem que iria levar ate a casa deles, no qual ela iria descer primeiro e duas estação mais a frente ele descia.
– Ela é muito bonita. – ela elogiou ao ver a foto de Pandora.
– Você tem que ver quando ela sorri de verdade, é uma coisa tão raro que quando acontece parece o sol quando se mostra depois da tempestade.
– Deve ser realmente uma visão muito linda. Ela mora aqui na cidade?
– Não. Ela foi para Grécia com seu namorado.
– Grécia. Humm. Uma terra mística, cheia de deuses e guerreiros, eu gostaria de conhecer. Hehe.
– É um lugar bonito.
Enquanto Radamanthys continua sua conversa com Kanna e Minos estava no jantar com os Matsuya e Sora, Aiacos saíra do trabalho foi para casa tomou um banho e foi dar uma volta pela cidade. Foi ate um bar mais não ficou muito tempo e voltou a andar nas ruas. Parou em um sinal, segundos depois uma moto azul marinho parou ao seu lado, eram os únicos carros naquela região. Ele olhou para moto, era bonita, estilo a de corrida, mais achou mais interessante à pessoa que montava a moto, parecia ser uma mulher pelo tamanho e principalmente pela bota branca de cano alto e salto fino. Nisso enquanto ele olhava todo perdido nos pensamento a pessoa da moto o notou.
– Bonito carro. – disse a pessoa da moto.
– Obrigado. Sua moto também é bonita.
– Hehe. Ela é mais que bonita, é perfeita. Mil vezes melhor que esse seu carrinho.
– Meu carrinho?! – disse indignado. – Isso aqui é uma Mercedes, ultimo modelo, dá de 10 a zero nessa sua motinho.
– Hahaha. Quero só ver. – disse acelerando para fazer barulho e mostrar a potencia.
– Vou fazer você engolir poeira. – disse acelerando também.
– Humpf, no próximo sinal vemos quem vai engolir ASFALTO.
E nisso os dois começaram a aceleram os motores esperando o sinal abrir. E logo ficou verde, os dois saíram na disparada, por alguns momentos ficaram empatados mas logo ela tomou a frente e venceu ele por 4 quarteirões, mas ele vinha logo atrás mais de súbito ela deu uma freada brusca e virou para esquerda enquanto ele cantava a vitória sobre a moto que sumia nas ruas desertas. Parou no próximo sinal que estava ficando vermelho.
– Carrinho!! Viu só o meu carrinho!! Huahua. Nunca que uma motoca daquela vai me ganhar.
– Que bom saber que o senhor ganhou e o premio é uma multa. – disse o policial parado no lado de fora do carro.
– Como?! O que?! – ele tava perdido, não tinha visto a policia atrás dele, pois isso o cara da moto tinha se mandando, ele se sentiu muito bobo. – 63403.68 ienes!! Tudo isso.
– Ainda é pouco, caso o senhor venha matar alguém.
– Que maldição!!
N/A: ola!!!
Bom não tive os reviews q eu queria mais mesmo assim vou continuar!!...hehehe...ficou curtinho mais o proximo vai ser bem mais longo..
Espero q alguém esteja lendo e se tem q esteja gostanda...
– isso em dólares vai ficar 520
Ate a próxima
kissu
