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Capítulo III – A frieza de um Uchiha
Sasuke estava na biblioteca do castelo de sua família, lendo tranqüilamente, enquanto uma garota ao seu lado falava sem parar.
- Sasuke, você está me ouvindo?
- Claro que não, Ino! Caso você não tenha reparado eu estou ocupado...
- Será que você não pode prestar atenção no que eu estou dizendo?
- Não posso não...Tenho mais o que fazer...
- Mas Sasuke...
- Ino! Será que você poderia ser um pouco menos inconveniente e ir embora?
Ino chegou mais perto de Sasuke, grudando seu corpo no dele.
- Você não sente nem um pouquinho de atração por mim? – ela sussurrou no ouvido dele.
Sasuke revirou os olhos, além de incrivelmente chata e irritante, a garota ainda era oferecida. Ele até poderia se aproveitar da situação, mas sendo quem era, nem valia a pena.
Ele virou o rosto na direção de Ino, poucos centímetros separavam seus lábios dos dela.
- Você e nada, para mim são a mesma coisa.
Os olhos de Ino encheram-se de lágrimas. Ela gostava muito dele, e ele nem ao menos era gentil com ela.
- Por quê? – ela perguntou
- Por que o que? – ele disse irritado.
- Você não sente nada por mim mesmo? Nós nos conhecemos desde que somos pequenos...
- Não faz diferença para mim.
- Não acha que seria bom se nossos pais decidissem nos casar?
Sasuke caiu na gargalhada.
- Casar? Infelizmente para você eu já tenho uma noiva.
- Ah, claro! – ela gritou, enfurecida – A sonhada princesa Haruno! Conformem-se, ela não vai aparecer! São quinze anos!
Sasuke dá de ombros.
- Para mim não faz diferença, só o fato de eu não ter que casar com você já é um alívio.
Ino se levanta e vai embora da biblioteca, enfurecida.
Sasuke apenas voltou a ler seu livro.
Assim que Ino sai, Tsunade entra.
- Sasuke-sama, vossa majestade, seu pai, deseja falar com o senhor. – ela disse.
Sasuke fecha seu livro, de má vontade e acompanha Tsunade até a sala do trono, onde o rei Uchiha estava.
- O que houve? – Sasuke perguntou.
- Que bom que chegou meu filho. Há questões que precisam ser resolvidas.
- Questões?
- Sim. Antes de qualquer coisa, como anda seu relacionamento com a senhorita Yamanaka?
Sasuke estranha a pergunta, mas não hesita em responder.
- Não há um relacionamento entra ela e eu. Aquela garota me irrita muito, quanto maior a distância entre nós, melhor.
- Tem certeza? Seria muito bom se nossa família se unisse à dela.
- Casar com ela vai ser o maior pesadelo da minha vida.
O rei solta um suspiro pesaroso.
- Se encontrássemos a princesa Haruno, não teríamos esse problema, mas sinto muito, enquanto não a acharmos você se casará com Yamanaka Ino.
- Pai, por favor!
- Sinto muito meu filho, mas isso já está decidido.
O rei fica em silêncio por alguns minutos. Não gostaria de ter que fazer aquilo, mas era preciso.
Ele decide mudar de assunto.
- Seu irmão chega hoje, estou pensando em oferecer uma festa em sua homenagem.
Sasuke revira os olhos. Odiava aquelas festas.
- Faça, e lembre-se de convidar todas as jovens do feudo, o senhor sabe que ele adora, digamos, apreciar a beleza feminina.
O rei cai na gargalhada.
- Você tem toda razão...
Os dois ficam conversando durante horas, até que escutam o soar de uma corneta dos guardas.Eles vão até o portão de entrada e vêem uma carruagem chegando. Era Itachi.
Itachi sai da carruagem e abraça o pai.
- Seja bem-vindo, meu filho!
- Obrigado pai!
Ele solta seu pai e vai em direção ao irmão.
-Vejo que cresceu Sasuke... Parou de ser um bebê chorão?
- É bom te ver também...
Itachi ri.
- E mamãe? – ele perguntou.
- Está no castelo Haruno, você sabe o significado do dia de ontem, não é mesmo?- o rei respondeu.
Itachi assente com a cabeça. Nunca se conformara com o que havia acontecido, não sossegaria até encontrar a noiva de seu irmão.
- Nós vamos encontrá-la. Sei que vamos. – ele disse.
Sasuke se assustou com a expressão determinada de Itachi. De todos os Uchiha, Itachi era o que mais se empenhava para achar a princesa desaparecida.
Ele nunca entendera o motivo de tamanha determinação.
- Espero que você esteja certo, Itachi, prefiro casar com uma desconhecida do que aquela maluca. – Sasuke disse.
Um breve silêncio se faz presente. O rei volta para o castelo, muito pesaroso.
- Quer cavalgar, Sasuke? – Itachi perguntou.
Sasuke dá de ombros.
- Tudo bem.
Os dois dirigem-se para o estábulo e pegam seus cavalos. Dois cavalos negros.
Eles cavalgam em silêncio até chegarem perto da floresta que havia no reino, um rio passava por ali, e eles decidiram parar para descansar.
- Posso te fazer uma pergunta? – Sasuke perguntou.
- Se não for estúpida pode.
Sasuke revirou os olhos, Itachi era muito estúpido mesmo.
- Por que você se empenha tanto para achar a princesa Haruno?
Itachi fica surpreso com a pergunta. Nunca imaginara que seu irmão se importasse com a busca pela princesa.
- Não sei te explicar isso...- ele começou – mas uma coisa que você não sabe, é que no dia em que ela foi seqüestrada, eu e você estávamos lá com ela.
- Estávamos?
- Sim...Ela parecia um anjo, deitada ao seu lado. Os olhos dela passavam uma pureza sem igual.
Itachi solta um longo suspiro e continua:
- A verdade é que eu me sinto culpado. Culpado por ter sido fraco e não ter podido protegê-la.
- Você era uma criança naquela época, não teve culpa.
- Eu sei...Mas mesmo assim eu me sinto obrigado a achá-la. Ela deve estar sofrendo muito.
Sasuke olha, admirado, para Itachi.
Era estranho saber que ele se sentia daquele jeito. Ele considerava a princesa como uma irmã, mesmo não tendo passado muito tempo com ela.
-Eu vou te ajudar a encontrá-la.
Itachi sorri, de fato seu irmão crescera.
