Então... Desafio XV concluído \o/
Esse cap contém spoilers e.. Black Cat não me pertence
Não estava acostumado a contatos íntimos, tampouco contato físico. O único contato que tinha com pessoas era com seus alvos, suas missões, suas vítimas.
Nada era familiar no que dizia respeito a estabelecer contato amigável com alguém, nunca foi.
"... hajimete dareka no tameni
Essa é a primeira vez que
I ma Boku wa ikite iru
Eu estou vivendo por alguém
Mamoritai mono ga arunda
Há algo que eu quero proteger
Mou nido to nito to ushinai wa shinai...
Que eu não quero perder novamente"
Entretanto passou a gostar do ligeiro toque que sentia das mãos dela quando pegava a garrafa das suas. Da proximidade constrangedora que ela impunha entre os dois, com tamanha ingenuidade que o fazia estremecer.
A relação entre eles não era algo que devesse ser levado a sério. Ele nada sabia dela, de onde vinha ou porque estava ali. Não era como se ela fosse alguém importante para ele, pensava.
Porém ficavam cada vez mais próximos, como se não houvesse outro caminho a seguir.
Então Train lhe confiou seu bem mais precioso: hades.
Sem deixar de perceber o cuidado com que ela tomou a arma de suas mãos, sem deixar de sentir seus dedos nos dela por mais um breve momento.
Sabia o que queria, e como queria. Havia se decidido, a mudar, a tentar. Enfrentando seus medos e receios. Ele sentia que desejava estreitar a distância, precisava senti-la mais perto dele. Aumentar a aproximação.
Saya o tocava com toda sua empolgação peculiar, com a curiosidade de uma criança. Ela desejava sentir a pele dele com seus dedos, suas mãos.
Gostava de dar as mãos e correr pelas ruas durante a noite, era um exercício de liberdade para ela e, sobretudo, para ele. No entanto ela não suspeitava que os toques que lhe oferecia despertavam certas sensações nele, ingênua.
E os toques dele passaram de ligeiros para ousados. Train a tocava intensamente, ansioso, como se precisasse sentir que ela estaria ali, ao seu lado, sempre. Precisava da presença dela em sua vida.
Então, pouco a pouco, passou a ter em todo o seu corpo aquele contato, necessitava naquela sensação, a qual fazia brotar nos lábios de Saya os mais doces e alegres sorrisos que já vira. A fazia feliz e isso era o que importava.
No entanto não poderia, jamais, imaginar que os últimos toques que trocaria com ela estavam tão próximos e tão doloridos.
Train correu, o máximo que pôde carregando hades nas mãos. Precisava usá-la para defender aquela que lhe era mais importante. Porém toda sua corrida foi em vão.
Tudo que pôde ver foi Saya caída no chão, ensangüentada, sangue...
Sentiu o contado de seu corpo com o dela, inerte e sem forças, o toque de suas mãos, a fraca pressão dos seus dedos, tentando demonstrar seus sentimentos.
Saya entrou em sua vida surgindo do nada, em uma noite nebulosa. E, agora, desaparecia praticamente da mesma maneira, por motivos banais, em uma noite de fogos de artifício.
Primeira fic em cap \o\
E confesso ter realizado a vontade de escrever algo um tanto mais... romântico o
