Disclaimer: Esses personagens não são meus e eu não ganho um centavo escrevendo isso.
Capítulo 2 - Take You Out
Edward encostou-se no capô de seu próprio carro e cruzou os braços, olhando Alex que estava parada à sua frente. Ela pedira para conversarem lá fora porque dentro da danceteria seria quase impossível.
-Então, seus irmãos acharam que você não era meu tipo. – ela riu e balançou a cabeça. – Por que isso?
-Porque somos diferentes.
-Você não me conhece, como sabe que somos diferentes?
Não respondeu, apenas levantou uma sobrancelha, fazendo-a rir novamente. Alex apoiou-se ao lado dele no carro, encarando-o da mesma forma que ele fazia. Ficaram assim alguns minutos, um querendo descobrir o que o outro estava pensando; pra Edward algo totalmente novo.
-Certo, quando conheço alguém, costumo fazer o jogo das cinco perguntas. – Edward assentiu e esperou que ela começasse. – Mas vamos fazer diferente.
-Como?
-Eu te pergunto e você me responde, logo depois é você que pergunta, e por aí vai. – Alex sorriu com o breve sorriso dele.
-Eu começo? – ela assentiu. – Idade?
-Vinte e três, se for antes da meia noite. Se já passou, tenho vinte e quatro. E você?
-Dezessete. – não olhou pra ela ao responde, mas tinha certeza que ela estava surpresa com sua idade. – Tem namorado?
-Não. Você tem namorada? – Alex engoliu em seco, reprovando-se por estar tão ansiosa, era apenas um rapaz. Um rapaz bonito, atencioso e que queria conversar antes de qualquer coisa. Pegou se perguntando quanto tempo não via um rapaz assim.
-Não. – Edward olhou-a por um momento, encarando-a. Era complicado não saber o que se passava na mente dela, o que ela estava achando dele. Demorou mais alguns segundos antes de fazer a próxima pergunta. – Você sonha?
Alex surpreendeu-se com a pergunta e olhou fundo em seus olhos dourados, ficando sem reação outra vez. Era como se todo o resto perdesse a importância e sua respiração fosse algo tão banal que não precisasse.
-Sonho, muito. – respondeu com sinceridade e respirou fundo algumas vezes antes de voltar a falar. Edward riu de tal efeito que causou nela. – Mora em New York?
-Não, estou de férias. Trabalha?
-Sim, mas entrei em férias hoje. Mora com seus pais?
-Moro. – Edward cogitou contar que era adotado, mas decidiu por não. – É feliz?
-Sim. Você é feliz?
-Sim.
Ficaram se encarando, analisando as respostas e perguntas, analisando o jeito um do outro. Para Edward, Alex era uma garota decidida, feliz, que gostava de viver e que tinha amigas que a amavam. Para Alex, Edward era um rapaz um pouco tímido, de sorriso sincero e muito bonito. Porém não conseguiam formar uma verdadeira opinião, precisavam conversar mais, ficarem mais tempo juntos.
-Meia noite e um. Feliz Aniversário. – desejou Edward, vendo a morena sorrir e ficar vermelha.
-Obrigada. – Alex olhou para os próprios pés antes de falar novamente. – Posso ser sincera?
-Deve.
-Você é tão mais novo, parece que estou cometendo um crime. – disse colocando as mãos no rosto, envergonhada, não querendo ver o rosto dele nesse momento.
-Quer que eu vá embora?
-Não! – respondeu, levantando o rosto bem rápido, olhando-o nos olhos. – Você não se importa que eu seja seis anos mais velha?
-Não.
-O que mais você tem pra me contar sobre você?
-Não sei, o que quer saber? – descruzou os braços ao ouvir os pensamentos de seus irmãos por perto.
Segundos depois os quatro apareceram perto do carro de Rosalie, e Alice era só sorrisos. Mas continuava a traduzir músicas na cabeça. Emmett e Jasper olharam para Alex uma vez e depois para o irmão e entraram no carro. Alex percebeu que ele olhava para aquelas pessoas e virou-se para ver quem eles eram. Encontrou uma garota de cabelos curtos e escuros sorrindo para si, como se a conhecesse. Sorriu de volta e virou-se para voltar à conversa com Edward, percebeu que ele a olhava com curiosidade. Ficaram alguns minutos se fitando em silêncio, nenhum deles percebendo que o carro com os irmãos dele, já estava longe.
-Queria saber o que você está pensando. – declarou a morena, afastando-se do carro e dando alguns passos a esmo.
-Eu também gostaria de saber o que você está pensando. – era a primeira vez que dizia isso. E esperava que fosse a última.
-Respostas rápidas, certo? – ele assentiu e cruzou os braços novamente. – Por que veio falar comigo?
-Você é diferente.
-No bom sentido?
-Sim. – ele riu. Um alívio para ela.
-Podemos encerrar a noite?
-Só se você quiser. – foi a vez de Alex sorrir.
-Minha idade não importa mesmo?
-Não.
-Você é de encantar muitas meninas?
-Não.
-Não?! – Alex não acreditou na resposta. O garoto era uma graça, de jeito apaixonante e um sorriso tão fascinante, que era impossível acreditar na resposta.
-Não sou desse tipo. – abaixou a cabeça, olhando para os próprios pés. – Não costumo fazer isso. – disse apontando para ele e ela.
Alex sorriu outra vez, era legal escutar esse tipo de coisa. Fazia mais de dois anos que terminara seu último namoro e, desde então, parara de procurar por alguém que fosse gentil de verdade. E para sua surpresa encontrara um rapaz assim em uma danceteria, em rapaz novo e bem mais tímido. Teve que concordar com os irmãos de Edward, eles eram diferentes.
-Bom, isso é uma coisa boa de se escutar, Edward. – olharam-se nos olhos por alguns segundos e ela sorriu antes de dizer. – Vamos comer alguma coisa?
Edward encontrou-se com um dilema, não comia e também não queria sair de perto dela. Ela era mais interessante do que imaginara. Iria e arranjaria uma desculpa. Assentiu e viu que ela puxava a chave de um carro do bolso de trás da saia.
-Me segue.
----
-Minha vez de fazer as perguntas. – declarou Edward quando se sentaram na mesa mais afastada do balcão, em uma lanchonete qualquer. Alex concordou e entrelaçou os dedos nas próprias mãos e ficou fitando o rapaz.
-A sua idade importa?
-Não pra mim.
-Mora com seus pais?
-Não. – respondeu e sorriu para a garçonete de vestido azul e branco, que parou perto da mesa deles, com cara de poucos amigos e esperou que eles fizessem o pedido. – Eu quero um pedaço de torta de chocolate e um milk-shake de morango.
Ambas olharam para Edward que fingia olhar o cardápio preso na parede ao longe. Decidiu que o melhor a fazer era não pedir nada e falar que estava sem fome, do que pedir algo e deixar por inteiro no prato.
-Não estou com fome. Obrigado.
A garçonete se afastou e Alex ficou olhando-o, tinha algo nele que ela não conseguia explicar. Era como um jeito de olhar diferente, penetrante, que só com muito custo conseguia desviar. E quando o fazia, a primeira coisa que queria era olhar de volta. O que Edward tinha que a deixava tão hipnotizada?
-Gosta de ler? – ele perguntou e percebeu que ela parecia ter despertado de um sonho. Queria saber o que ela pensava, cada vez mais.
-É uma das minhas paixões.
-Já amou? – Edward percebeu que ela desviou os olhos dos seus para responder essa pergunta.
-Eu, acho, que não sei o que é isso. – Alex forçou um sorriso e respirou fundo duas vezes antes de olhar nos olhos dele. Por que sempre era tão difícil falar sobre amor? – Você já amou?
-Também não sei o que é isso. – desejou profundamente estar na mente dela e saber porque ela havia ficado triste. Parecia que teria que descobrir conversando, ou talvez nem assim.
Uma outra garçonete trouxe o pedido de Alex e ela comeu a torta em silêncio, evitando ao máximo olhar nos olhos de Edward. Sentia-se boba por ter reagido tão forte a um assunto como aquele. Não que não acreditasse no amor, mas era tão difícil dizer se sentia ou não, ou se já sentira algum dia, porque o amor para ela era tão relativo. Algo tão forte e complexo que não deveria ser leviano, como as pessoas o deixavam. Era uma garota nova, mas já havia aprendido que nada nesse mundo vinha de graça, tudo – tudo mesmo – tinha seu preço.
Edward ficou fitando-a enquanto ela comia, estudando suas feições. Como ela mexia os lábios quando mastigava, as mãos segurando os talheres com força, os olhos ainda tristes com a pergunta que fizera. Inalou uma vez sentindo o perfume dela, baunilha. Mas tinha algo mais, parecia cheiro de uma flor, porém uma flor que ele sabia não ter nome. Era doce e único, cheiro dela, da pele dela. Cheiro de Alex.
Todos os humanos têm um cheiro próprio, um aroma. Esse aroma nunca se repete e o dela era bom de se sentir. Viu quando ela terminou de comer e empurrou o prato com os talheres para o centro da mesa e puxou o corpo de milk-shake para perto. Ficou em silêncio vendo-a tomar um pouco do líquido e brincar com o canudo.
-Acabaram-se as perguntas? – ela continuou a evitar o olhar dele.
-Acho que prefiro ir descobrindo com o tempo as coisas sobre você. – declarou Edward, olhando-a com curiosidade. Sabia que ela o olharia depois dessa frase. E ela o fez, mordendo o canudo e tomando um pouco da bebida.
-Pretende me ver de novo? – Alex reprovou-se outra vez por parecer tão ansiosa.
-Você parece que não. – respondeu sincero. Esperou ela terminar de beber o milk-shake e puxar o canudo para fora do copo, mordiscando sua ponta. Ela parecia mais nervosa do que já estivera toda a noite.
-Quero. – mordeu a ponta do canudo outra vez sentindo-se uma adolescente. – Quero sim. E já que concordamos nisso... – olhou para a mesa de madeira amarela e pernas de ferro antes de continuar. – Hoje à noite minhas amigas vão me fazer uma festa surpresa de aniversário. Quer ir?
-Se é surpresa, como você sabe?
-Ótimas em dar festas. Péssimas em guardas segredos. – ambos riram e Alex se pegou adorando escutar a risada dele. – Então, vai?
-Vou. – decidiu antes mesmo de perguntar onde ou saber se precisava levar alguma coisa.
-Certo. – Alex puxou a bolsa do encosto da cadeira e pegou uma caneta e um guardanapo da mesa. Anotou seu endereço e seu celular no guardanapo e entregou para Edward. – É no bairro residencial, mas é fácil de achar. Se você se perder, me liga que eu te acho, tá?
Ele assentiu e guardou o papel no bolso da calça. Não precisava de endereço, conseguiria achá-la sem problemas, o cheiro dela estava gravado em sua memória. Alex se levantoucolocou uma nota de vinte debaixo do prato e indicou para a garçonete onde estava. Começou a andar para a saída, sendo seguida por um Edward quieto. Parou perto de seu Fiesta e virou-se para se despedir, mesmo que não fosse isso que queria. Queria ficar mais um pouco com ele.
-Então, te vejo em algumas horas?
-Sim. – Edward não estava querendo ir embora. Era gostoso e fácil conversar com Alex, apesar de ficar incerto sobre o que falar por não poder saber o que ela estava pensando.
-Boa noite, Edward!
-Boa noite, Alex!
Alex se virou e abriu o carro, entrando e dando a partida antes de olhar outra vez para ele. E quando o fez, percebeu que ele não havia se movido nem um milímetro. A curiosidade falou mais alto e antes de ir embora, abaixou o vidro e perguntou:
-Qual seu sobrenome?
-Cullen. E o seu? – respondeu incerto, ela poderia ter lido os livros e juntar as peças. Entretanto ela sorriu normalmente.
-Light. – e partiu.
Edward sorriu. Era realmente diferente conhecer alguém que não podia ler a mente antes. Instigante.
----
Alex guardou o carro na garagem e fechou o portão de sua casa, sua mente ainda naqueles olhos dourados tão envolventes. É, fazia muito tempo que não se sentia assim. Ele era um bom rapaz, daqueles que você gosta de cara, o problema é que ele era seis anos mais novo. Poderia deixar isso de lado, ele dizia que não se importava, mas será que era verdade? Será que ele realmente não se importava?
Girou a chave na porta e entrou, acendendo a luz e jogando a bolsa no sofá. Morava sozinha fazia quatro anos e sentia-se bem por sustentar a si própria, não ter que dar satisfação para ninguém de que horas chegara nem que horas saíra. Era dona de sua própria vida, fazia o que bem entendia, quando bem entendia. Tirou as sandálias no corredor do quarto para o banheiro e parou, apurando os ouvidos quando percebeu que seu celular tocava dentro da bolsa. Correu o caminho de volta e atendeu, desejando que fosse Edward. Mas não era.
Conversou alguns minutos com sua amiga Mônica, contando sobre Edward, sem dizer que havia convidado para sua festa surpresa. Assim que desligou foi para o banheiro outra vez, mas levou o celular junto, só para o caso de alguém ligar. Tomou um banho lento, pensando no rapaz. Na pele clara, nos lábios, nos olhos dourados, nos cabelos acobreados. Ele era lindo, de uma beleza rara. E de um cavalheirismo único.
Riu. Alex riu sozinha no chuveiro. Edward era um cavalheiro, não tentou tocá-la, nem beijá-la e não disse nada sobre isso, respeitando a regra do primeiro encontro. Encontro? Aquilo poderia ser considerado um encontro? Saiu do banho e se secou, indo até o quarto enrolada na toalha, ainda com a mente longe. Edward Cullen. Cullen. Aquele nome não era estranho, lembrava alguma coisa. Só não sabia o quê. Deu de ombros.
Seu telefone tocou outra vez e ela atendeu no primeiro toque, sem olhar no identificador outra vez. Era Mônica mais uma vez perguntando a que horas ela iria ao mercado fazer a compra do mês. Alex decidira ajudar as amigas, falar que teria que fazer a compra do mês para deixar a casa vazia, assim ela poderiam arrumar tudo para a festa surpresa. Trocou-se e deitou, apagando todas as luzes. Não precisou fazer muito esforço para dormir, estava com sono e cansada. Bocejou e, antes de fechar os olhos, viu uma última vez, naquele momento, duas íris douradas lhe fitando. Sorriu.
----
Edward entrou no carro pouco tempo depois de Alex ir embora e ficou alguns minutos fitando o volante. Sua mente um pouco bagunçada. Não que estivesse sentindo que fazia algo de errado, mas sabia bem que era arriscado. Era arriscado demais em contato com um humano o qual não conseguia "ver" os pensamentos. Stephenie Meyer tinha lhe mostrado os prós e os contras de tal situação. E nos livros só via os prós.
Não era nada simples aproximarem-se dos mortais, era como uma mensagem do que nunca mais seriam. Mas não havia modo de evitar os mortais, era depressivo, solitário demais. Carlisle sempre disse que tinham que conseguir se relacionar, levar uma vida normal, na medida do possível. E sempre disse que cada um tem seu próprio tempo para aceitar o fato de não ser mais normal e conseguir seguir em frente. Mas para Edward parecia complicado não empolgar-se, principalmente agora que achara Alex.
Segurou o volante e sorriu, ela era uma versão diferente demais de Bella Swan. E quando as comparava, só via uma semelhança: a de não deixar ler os pensamentos. Sabia bem que era isso uma das principais razões para estar querendo vê-la outra vez. E porque essa noite tinha feito tantas perguntas e a analisado tanto. Mas tinha algo mais, algo no jeito dela sorrir e de olhar fundo em seus olhos que pareciam contar um segredo. Um segredo que estava esperando por ele para se revelar.
Ligou o carro e partiu, sua mente ecoando as respostas dela. Poderia ter perguntado mais, pressionado mais sobre o porquê dela ter reagido tão intensamente à pergunta sobre amor. Será que já havia sofrido por amor? Será que ela ainda amava? Ou nunca sentira isso? Eram perguntas demais para nenhuma resposta. Com o tempo descobriria, com o tempo conseguiria entrar na mente dela. Diferente de como fazia com as outras pessoas, com ela seria de verdade e com permissão.
Estacionou o carro na frente do Hotel Munique e entrou pelo luxuoso saguão, uma ou duas cabeças se viraram em sua direção quando passou. Entrou no elevador e esperou pacientemente que o levasse até o 27º andar e entrou no quarto de número 2700, já ouvindo as vozes de seus familiares. A primeira a ver foi Alice, sentada em uma poltrona revestida de couro negro. A morena tinha um ar de felicidade, e nem precisou perguntar para saber o porquê.
Gostava de ver Alice sorrindo, era bom. Ela lembrava um anjo travesso quando sorria. Viu Rosalie levantar-se e sair do quarto, a mente dela entregando que estava brava. Entretanto Edward nada fez, apenas deixou que ela se fosse, sendo seguida por um Emmett meio sorridente. Isso passava, ela só estava sentindo medo. Medo de Edward fazer alguma coisa errada e expor a todos. E esse medo ele também sentia.
Evo, valeu por betar... Just, acho bom vc comentar, hein?? ahauahuha
E cadê os caps. de Mask??
Vivvi's, ainda babo na capa, todo santo dia... ahauhauha Valeu mesmo...
Leu? Gostou? Comenta?
Kiss
