Disclaimer: Esses personagens não são meus e eu não ganho um centavo escrevendo isso.

Evo: valeu por betar...

Just e Vivvi: obrigada por lerem e comentarem...

Pessoal, please comentem...

Boa Leitura!


Capítulo 5 – The Book and The Truth

Alex saiu da cama ao ver que já eram quase sete da manhã, pois e passar o resto do dia na cama não era mais seu plano. Tinha ficado acordada na cama o tempo todo, não conseguira nem cochilar de tão pensativa que estava. Não sabia se era por causa do avançado das horas ou porque sua mente estava em alerta por tantas horas, mas havia elaborado teorias insanas. Algumas ela anotara em um bloco de recados e lera, rindo por vários minutos.

Claro que nenhuma de suas questões fora respondida, e algumas a deixavam cada vez mais intrigada. Mas só teria respostas – se tivesse coragem de fazer as perguntas em voz alta – se visse Edward outra vez. E estava desejando que ele ligasse, porque não sabia como entrar em contato com ele.

Tomou banho decidindo deixar as questões insanas e teorias loucas para depois e resolveu que iria até o café da esquina usar o computador para fazer sua pesquisa sobre as cidades que gostaria de visitar. E depois ligaria para a loja de consertos de laptop para saber se o seu já estava pronto. Trocou-se e foi até a penteadeira, abriu a primeira gaveta e pegou um caderno de capa preta, abriu e puxou uma folha que estava dobrada. Colocou o papel dobrado no bolso da calça e pegou a carteira, o celular e as chaves do carro e saiu.

Não demorou nem vinte minutos tomando café e comendo dois bolinhos de amora e sentou-se na frente de um pc conectado a Internet. Olhou para os lados e viu apenas mais duas pessoas no café e voltou sua atenção para a tela, que estava em uma página de buscas. Sorrindo puxou o papel dobrado do bolso de trás da calça e o colocou na mesa, desdobrando e olhando a lista. Naquela lista estavam os nomes de todos os lugares que gostaria de conhecer, mas teria que pesquisar o preço primeiro, porque sabia que alguns daqueles lugares eram caros.

Quase uma hora depois Alex já havia riscado a maioria dos nomes da lista, alguns caros demais, alguns chatos demais. Passou para o nome seguinte e surpreendeu-se ao ler:

-Forks. – sua letra parecia meio torta e tinha um ponto de interrogação na frente. Tinha esquecido totalmente de pesquisar sobre essa cidade para saber se era real ou não.

Digitou Forks na caixa de busca, sua mente lembrando-se do nome dos livros que havia lido para despertar essa curiosidade sobre a cidade. Viu que havia milhões de resultados e no primeiro leu uma frase que fez suas mãos gelarem e o ar sumir de seus pulmões.

-"Forks: palco do romance de Edward Cullen e Bella Swan. Livros escritos pela famosa Stephenie Meyer..." – sua voz parecia a de uma pessoa estranha.

Edward Cullen. Agora lembrava perfeitamente de onde já ouvira falar esse nome, de onde parecia conhecer Edward. Já tinha lido os livros. Tinha os livros na sua casa. Balançou a cabeça e se levantou, era apenas uma coincidência. Deveria existir vários 'Edward Cullen' no mundo. Pagou a balconista e saiu do estabelecimento, entrando em seu carro com as pernas tremendo e as mãos suando frio. Com a mente trabalhando bem rápido, Alex desistira de ir na Mônica, tinha que ir para casa e pegar o livro, provar para si mesma que estava errada e que era coincidência.

Estacionou e entrou o mais rápido que conseguiu em sua casa, deixando a porta aberta, e correu até seu quarto. Abriu a porta do armário de livros e passou as mãos pelas lombadas, seus olhos mais lentos que suas mãos. Desesperou-se e puxou vários, deixando-os cair no chão e fazendo um enorme barulho. Viu as três capas pretas que procurava e as puxou do topo da pilha, sentando-se no chão com os livros no colo.

Primeiro ficou olhando para as capas, sua mente recordando das histórias ali escritas, das aventuras de Bella Swan. A mocinha apaixonada pelo vampiro Edward Cullen. Respirou fundo e abriu o de nome Twilight, folheou procurando pela descrição que Bella fazia dele, e sua mente já descrevia antes mesmo de achar a página. Mas Alex precisava provara para si mesma que não estava enganada, que não se equivocara. Seus olhos cravaram e marejaram nas linhas que descreviam Edward Cullen. Não era possível existir coincidência dessa magnitude. E ao mesmo tempo, o lado racional da mente de Alex dizia que aquilo era impossível, porque vampiros não existiam. Entretanto como é que se explicava Edward Cullen que ela conhecia, descrito nos mínimos – e mesmos – detalhes no livro?

Nessa hora a mente de Alex se calou.

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Edward parou o carro na frente da casa de Alex, vendo a luz da sala acessa e a da garagem também. Porém tudo estava silencioso. Ele sabia o que aconteceria, Alice já tinha lhe dito que Alex descobrira. Agora era questão de conversar, e essa parte Alice fizera o favor de esconder dele. Tocou a campainha, viu a sombra de Alex passar pela janela e, segundos depois, ela abriu a porta e andou até o portão. Notou que ela não olhou uma vez em sua direção, apenas o chão ou o nada. Ela também não falou nada, apenas entrou na casa com Edward atrás e foi até a cozinha. Viu que ela usava shorts jeans curto, uma camisa velha de botões, descalça, os cabelos estavam molhados, entregando que tinha acabado de sair do banho.

Na mesa da cozinha estavam os três livros de Stephenie Meyer, com Eclipse aberto. Um bloco de notas com várias coisas escritas e uma folha com uma lista de nomes de lugares ao lado. Olhou Alex apoiada na pia, as mãos segurando o mármore com força, os olhos dela colados nos livros. Ouvia o coração dela batendo rápido, a respiração acelerada, audível para qualquer um que estivesse presente.

-Eu passei a tarde me dizendo que era uma simples coincidência. Que seu nome estar nesses livros era apenas coincidência. – ela o olhou por um breve segundo e voltou a olhar para os livros. – Afinal, Alexandra Light existem três, que eu conheço. Imagina no mundo.

Alex andou até chegar ao lado oposto da mesa e olhou fixamente para o livro aberto e virou uma página. Deixou seus olhos castanhos subirem devagar até fitarem os olhos dourados de Edward. E pela primeira vez Edward sabia exatamente o que Alex pensava. Ela estava magoada.

-Mas ficou difícil de levar como coincidência quando sua descrição bateu com a daqui. – ela cruzou os braços e continuou a olhá-lo. – Eu não quero... queria acreditar que era você nesse livro. Mas tem muita coisa contra você. E eu odeio mentiras, Edward. Odeio.

-Como? – foi a única coisa que conseguiu perguntar.

-O portão trancado ontem, iniciou minhas loucas teorias. E Forks te entregou. – mostrou a lista. E mesmo parado debaixo do batente da porta ele pôde ver na mesa, o papel escrito em preto com uma letra meio torta "Forks" e um ponto de interrogação na frente. – Eu li esses livros dois anos atrás e marquei que queria pesquisar para ver se Forks existia. Acabei por me esquecer e quando coloquei no site de busca hoje, teu nome apareceu junto. Foi questão de juntar peças.

-O que quer que eu te diga?

-A verdade, pra começar. É você? No livro, é você? – Edward apenas assentiu e entrou na cozinha, parando onde Alex estava antes. – E você... é...?

-Sim.

Alex deu um passo para trás por puro instinto. Ele estava brincando, enganando-a. Não era possível, simplesmente não existiam vampiros.

-Prove.

Edward assentiu e moveu-se, fazendo Alex dar outro passo para trás ao ver que ele havia sumido e aparecido ao seu lado segurando um objeto. Tudo isso em menos de um segundo. Em um piscar de olhos. Pegou o objeto que ele lhe entregava e percebeu que tremia. Segurou o porta-retratos que ficava na penteadeira em seu quarto, do outro lado da casa. Deixou o objeto na mesa e olhou Edward novamente, vendo que ele estava encostado na pia outra vez. Como se nunca tivesse se movido. Alex demorou alguns segundos para conseguir falar outra coisa.

-Tudo que está escrito nos livros, é real?

-Sim. Com uma dose gigante de fantasia.

-Qual é a parte da fantasia? – Alex sentiu as pernas bambearem e teve que se sentar. Seus olhos colados aos olhos de Edward.

-Tirando minha vida e da minha família, o resto é ficção. – declarou cruzando os braços. Ela estava nervosa, mas reagindo bem.

-Bella Swan? – sua curiosidade e a pontinha de ciúme falaram mais alto.

-Ficção.

-Você lê mentes?

-Sim. Menos a sua. – disse isso sorrindo e percebeu a surpresa dela. – Você é igual a Bella nos livros. Não consigo ler sua mente e não sei por quê.

-Por que... por que Stephenie Meyer decidiu escrever sobre vocês? – o medo começou a dar espaço para a curiosidade.

-Conhecemos Stephenie desde criança, e ela sempre disse que gostaria de escrever uma história com nossa família. Um dia apareceu com os rascunhos de Twilight em casa. – ele pareceu estar vivendo aquele dia novamente. – Todos gostamos da idéia e deixamos que ela escrevesse.

-Ela sabe sobre vocês?

-Sim. No momento só ela e você sabem. – a face dele tornou-se séria. – E tem que continuar assim.

-Não há problemas. Não faz minha cara ser internada em um hospício.

Os dois riram e o clima pesado pareceu amenizar. Não que Alex estivesse relaxada, apenas estava mais leve por descobrir a verdade e provar a si mesma que não estava ficando louca. Parou de rir e ficou olhando os livros, até onde conseguiria ficar calma? Era melhor perguntar tudo agora, saber sobre tudo agora, do que assustar-se com certas peculiaridades depois. Tentou esboçar um sorriso, mas não olhou para Edward e sim suas próprias mãos.

-Eu acho que tenho o direito de perguntar o que quero, não? – olhou por um breve momento e o viu assentir. – E sem mentiras, Edward.

-Nunca menti, apenas não lhe contei certas coisas. – ele sorriu, fazendo Alex sorrir.

-Certo. Todos da sua família estão aqui?

-Sim.

-Eu vi seus irmãos na danceteria, certo? – ele balançou a cabeça assentindo. – E aquela que sorriu pra mim no estacionamento é Alice?

-Sim, e ela me preparou para hoje.

-Verdade, ela vê coisas que vão acontecer. – Alex balançou a cabeça e olhou para os livros e para as folhas de Eclipse. Seus olhos castanhos percorreram as linhas e riu ao fim da cena e fitou Edward. Que estava de braços cruzados e um sorriso calmo nos lábios, mas parecia curioso.

-Queria saber o que você está pensando.

-Isso deve ser novo para você, não? – Alex sentiu-se especial nesse momento, mas não pôde impedir de pensar que estava entrando em um filme de ficção. – Tudo sobre você é verdade? Tudo mesmo?

-O que você quer saber, Alex? – Edward desceu os olhos até as páginas do livro aberto e não conseguiu esconder sua surpresa. – Oh, isso...

-Olha, eu só quero um sim ou não, certo? Pra poder saber onde posso pisar, tá? – Alex sentiu-se envergonhada outra vez, mas tinha que perguntar. Sua curiosidade era maior que tudo naquele momento.

-Quer saber se o que eu digo para Bella é verdade? Acho que sim.

-Acha?! – a voz da morena era meio decepcionada, meio empolgada.

-Não saberia te responder. – confessou Edward olhando fundo nos olhos de Alex, vendo-a tentar não perguntar mais nada. E não conseguindo.

-O que poderia acontecer?

-Você não quer ouvir essa reposta. – Alex cruzou os braços e recostou-se na cadeira, ficando extremamente séria. Edward decidiu responder. – Eu poderia perder o controle e te machucar.

-Me machucar como?

-Te quebrar no meio.

Alex ficou em silêncio, a resposta de Edward não lhe assustara, apenas era diferente. E mesmo assim não era algo concreto, não era fato que ele a mataria se tentasse algo. Mas decidiu deixar tal assunto de lado, era cedo demais para pensar nisso, ainda nem beijara o garoto. Nem sabia qual era a intenção dele com tudo aquilo. Nem a dele, nem a sua. O que queria com aquele rapaz? Por que se importava com o que ele queria ou achava? E por que ficara tão chateada quando descobrira que ele era um vampiro?

-Por que veio atrás de mim?

-Já te disse, você é diferente.

-Por que sou... mortal? – aquela era a frase mais louca que já dissera.

-Não. Porque não posso ler sua mente. Você me intrigou. – respondeu o mais sinceramente que conseguiu. Alex sorriu e engoliu em seco, as próximas perguntas seriam mais complicadas, mas menos constrangedoras que a sobre dormirem juntos.

-Eu quero conhecer sua família. O que acha?

-Eu já sabia que você ia perguntar isso, vi sem querer na mente de Alice. E falei com Esme e Carlisle. – deixou ela ficar curiosa por alguns segundos e continuou. – Eles querem te conhecer amanhã.

-Amanhã?! Certo... – Alex sentiu-se ansiosa de uma hora para outra. Iria conhecer uma família de vampiros. Vampiros saídos de um livro que amara ler. Olhou para Edward vendo-o olhar fixamente para as páginas do livro aberto. Fechou-o e viu o ruivo subir os olhos até os seus, como se ele estivesse percebendo somente agora que ela estava ali.

-Você ainda quer me perguntar alguma coisa. – afirmou Edward, vendo-a olhar para outra direção, tentando não encará-lo ao máximo.

-Edward eu li os livros e sei várias coisas sobre você. Não sei se todas são reais, mas algumas você já provou que são. – olhou-o por alguns momentos e desviou. – Você... caça?

-Sim, daqui duas semanas vou novamente. E Emmett vai junto.

-Animais? – a ansiedade era palpável em sua voz.

-Sim.

Ficaram em silêncio por vários minutos, a mente de Alex trabalhando bem rápido. Uma coisa era você ler sobre essas coisas, outra era escutar direto da boca do vampiro. Não podia ficar pensando muitos naquelas coisas ou ficaria louca, era melhor assimilar aos poucos e deixar acontecer. Seja lá o que tiver que acontecer. Edward gostava de vê-la analisando os fatos, de vê-la assimilando e reagindo bem. Não achava que fosse tão simples contar para um mortal o que era. Sempre imaginou tal pessoa correndo e gritando, implorando para não ser morta. Mas Alex o surpreendia cada vez mais. Até parecia que sabia sobre ele fazia anos.

-Certo, eu vou perguntar antes que fique louca. – declarou Alex, levantando e dando alguns passos a esmo. – Isso é o que?

-Isso o quê?

-Nós. – sentiu-se meio boba por querer que ele respondesse algo que nem ela conseguia.

-Não sei... o que você acha que é? – Edward viu Alex lhe olhar com certa preocupação.

-Eu também não sei. – finalmente disse depois de pensar muito.

-Eu acho que pode ser o que quisermos. – sugeriu, sorrindo e ouviu o coração dela desacelerar os batimentos, se acalmando.

-Eu sei o que quero. – disso meio tímida.

-E o que é?

-Ficar com você. – explicou e percebeu que parecia uma adolescente. – Não ficar... é... estar com você. – ele balançou a cabeça várias vezes, indicando que havia entendido. – E você?

-Estar com você. – sentiu-se um adolescente se declarando para a namorada, mas mesmo tímido não desviou os olhos dos dela nem por um segundo.

-Bom, nisso nós concordamos. – Alex disse, rindo e sentou-se novamente. Edward também riu brevemente e sentou-se de frente pra ela. Agora era mais fácil levar essa situação com algumas coisas explicadas.


Comentem?? Please??

Kiss