Desclaimer: Nada disso me pertence, e não ganho nada escrevendo isso. Mas amo escrever tais insanidades.
Capítulo 11 – Kiss Me, baby
Natal. Já era natal e Alex estava empolgada com a festa. Passaria a noite de natal com os pais e os levaria até o aeroporto no dia seguinte. Logo após iria até o hotel jantar com os Cullen. Edward estava gostando de ver a empolgação da morena, que andava de um lado para o outro, arrumando a comida, arrumando a mesa, preocupada se a comida não estava salgada o suficiente ou que tinha sal demais.
Ela estava passando pela sexta vez pela porta que ligava a sala à cozinha e ele a segurou pela mão, trazendo o corpo dela para junto do seu. Ela sorriu brevemente e tentou se soltar, falando que tinha que ver como a comida estava e que ainda tinha muita coisa pra fazer.
-Edward... me solta. – pediu olhando-o, mas ele somente a fitou, sem nada responder.
-Acalme-se, a comida não vai embora. – aproximou-se do rosto dela, beijando seus lábios devagar. Virou seu corpo, encostando-a no batente e prensando-a devagar, beijando seus lábios de forma carinhosa.
-Edward... – Alex tentou falar entre um beijo e outro, mas estava ficando cada vez mais difícil.
-Feliz Natal. – desejou contra a pele dela, descendo seus lábios pelo pescoço dela, beijando-o. Ficou intoxicado com o cheiro característico dela, doce. Suas mãos a puxaram mais contra si, ouvia o coração dela bater mais rápido, o sangue correndo com mais velocidade em suas veias. A pele dela ficara quente debaixo de sua, ela o abraçava na mesma intensidade, enquanto trilhava beijos até os lábios dela novamente.
-Feliz Natal. – ela devolveu, sorrindo antes de roçar os lábios contra os dele, vendo-o sorrir.
-Vamos para... – Edward não terminou a frase, resolveu deixar que ela descobrisse o que ele queria falar. Voltou a beijá-la, dessa vez trilhando beijos por toda a mandíbula dela, até chegar a sua orelha, onde deixou uma breve risada escapar com sua respiração.
-Não me provoque. – disse Alex com a voz rouca, sentindo que a garganta arranhava, sua boca quase sem saliva. Sabia bem o que aquela frase era: um convite. Um convite para o descontrole, e se continuassem assim, ela aceitaria.
Sentiu os dedos quentes dela abrirem o primeiro botão de sua camisa, e afastou-se minimamente dela, olhando-a nos olhos. Alex estava séria, e ainda segurava o segundo botão, esperando permissão ou repreensão. Suas mãos presas a cintura dela desceram brevemente, fazendo o cós da saia dela deslizar pela pele minimamente, e voltou a beijá-la, dessa vez no pescoço.
Alex entendeu isso como permissão para continuar a abrir os botões dele. Segundo, terceiro, quarto, quinto e o tecido negro deslizou pela pele clara dele, mostrando para Alex algo que ela não tinha visto antes. Suas mãos deslizaram pelos ombros fortes dele, descendo pelos braços. Pele fria que parecia emanar um calor sobrenatural. Pele extremamente clara, rígida. Ele ainda beijava seu pescoço, e só conseguiu perceber nesse momento que as mãos dele mexiam-se devagar dentro de sua blusa, nas costas, acariciando. Suas mãos deslizaram por toda a extensão das costas dele, subindo devagar, ele fazendo os mesmo movimentos em suas costas.
Passou para a parte da frente, acariciando a barriga dele, sentindo que estava começando a chegar a seu limite quando ele fez o mesmo, sentindo a ponta dos dedos dele a milímetros de seus seios. Beijou a pele fria do ombro dele, e Edward afastou-se devagar, separando-se dela, olhando-a com os olhos injetados.
-Seus olhos estão negros.
-Não são só os meus. – ele respondeu, fechando a camisa e olhando para os próprios pés. De pouco em pouco conseguia decifrá-la, conseguia libertá-la. E a si também.
-Você gosta de me provocar... – disse, ajeitando a blusa no corpo e entrando na cozinha. Tentando a todo custo acalmar a respiração e a excitação.
-Quer que eu pare? – perguntou, entrando na cozinha olhando ainda para seus pés. Não gostava de olhar nos olhos de Alex quando sabia que seus olhos estavam negros.
-Não ouse! – ela respondeu, rindo e continuando a arrumar as coisas, era melhor se distrair. Pensar besteiras nesse momento, não ajudava em nada.
Poucos minutos depois os convidados chegaram e Alex estava feliz com todos os elogios que lhe fizeram, tanto pela comida, quanto pela arrumação na casa. As horas passaram devagar, muitas conversas, provocações de Carl em Edward, que parecia nem ouvir o que o pai falava. Mas que se irritava com os pensamentos dos amigos dela. Principalmente os de André, que pensava coisas nada elegantes sobre a única noite que ele a teve.
-Posso falar com você? – Edward ouviu Marcos dizer isso baixo para Alex do outro lado da sala, onde conversava com Anne. Apurou sua audição, mesmo que não precisasse, e ficou a escutar a conversa deles. – Volta.
-Sabe que não é assim. – disse Alex, e Edward sentiu que não deveria terminar de escutar aquela conversa.
-Você acha que tem futuro com esse garoto? – o vampiro deixou seus dentes apertados, fazendo sua mandíbula contrair. Anne não pareceu notar.
-Ele me faz feliz.
-Até quando ele te fará feliz? Sabe que ele logo vai embora, né? – a voz dele parecia vitoriosa, e isso deixou Edward ainda mais nervoso. Balançou a cabeça duas vezes concordando com o que Anne tinha falado.
-Me importo com o agora, se ele vai me deixar, fica a critério dele.
-Se você voltar, será melhor. Não teria que esperar ninguém te deixar, seria você que deixaria.
-Marcos, eu quero ficar com ele. Quando tiver que me separar, eu penso nisso. – Alex disse, decidida a por um ponto final na conversa.
-Você vai acabar sofrendo. – disse Marcos, mas Alex se virou e saiu de perto dele. Entretanto, Edward viu os lábios de Alex, mexendo-se enquanto ela se afastava do amigo: "Eu sei.", foi o que ela disse.
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-Você acha que vou te fazer sofrer? – perguntou Edward, olhando as roupas dentro do guarda-roupa de Alex. A morena deitada na cama respirou fundo antes de responder.
-Acho.
Edward virou-se para olhá-la, ela lhe encarava com o rosto sério, não parecia estar brincando sobre a resposta que dera. E Edward estava começando a achar que ela já estava a sofrer. Aproximou-se, sentando-se ao lado dela, acariciando seus cabelos e olhando fundo dentro de seus olhos castanhos.
-Você ouviu a conversa. – ela disse, ele não respondeu, não precisava. – Eu acho mesmo que vou sofrer. Mas para que antecipar, apenas...
-Alex, eu somente acho que não é válido...
-Eu tenho o direito de sofrer, certo? Você mesmo disse, somente um de nós é eterno. – ele ficou a olhá-la. Tinha dito aquilo, tinha deixado bem claro que um dia iria embora. Mas agora já não estava mais tão certo se realmente iria embora.
Alex balançou a cabeça e se levantou, saindo do quarto, mas ao chegar à sala, Edward já estava lá e ficou fitando-o. O ruivo parecia estar lutando contra si mesmo, uma vontade de ir até ela, e outra vontade de correr dela. E Alex estava achando que ele escolheria a segunda opção, mais cedo ou mais tarde.
-Por que eu? Por que não alguém como você? O que eu fiz para ser escolhida? – as perguntas deslizaram de seus lábios tão rápidos que Edward levantou a sobrancelha, mas ela não riu dessa vez.
-Eu apenas lhe achei. Você entrou na minha vida, foi você que esbarrou em mim, Alex. – respondeu calmo, aproximando-se devagar dela.
-E por que não alguém como você?
-É o teu aroma que me atrai.
-Se eu me tornar uma de vocês, eu perco a graça? – fechou as mãos, segurando-se para não chorar.
-Você não vai. – disse decidido. – E o que me importa é você, apenas você. Caso fosse uma de nós, eu te...
-O que? – ela perguntou, agora querendo escutar o resto dessa frase sem se preocupar com as conseqüências daquelas palavras. - Termine a frase.
Edward não respondeu, não terminou a frase, apenas aproximou-se dela, puxando-a para si. Era cedo, cedo demais para verbalizar, cedo demais para fazer isso. Beijou os lábios dela, sentindo lágrimas escorrerem dos olhos dela. Aprofundou o beijou, sentindo que ela o beijava na mesma intensidade, mas ainda deixava lágrimas caírem de seus olhos. Colou-a em si, pressionando-a contra o sofá, e deitou o corpo dela, deitando o seu por cima. Sua mão segurava-a pela nuca, seus lábios desceram lentos até o pescoço dela, beijando a curva do pescoço dela, enquanto inalava profundamente o perfume que a pele exalava, sentindo-a estremecer.
Beijou toda a extensão do pescoço até o colo, sentindo a morena ainda chorar, como se o que ele estivesse a fazer fosse algo ruim. As mãos dela estavam a fazer carinho em suas costas, e Edward sentia que ela levantava sua camisa aos poucos. Ergueu o corpo e olhou-a nos olhos, algumas lágrimas ainda caiam de seus olhos e ele olhou-a seriamente, evitando a todo custo arrepender-se da decisão tomada. Se começasse dessa vez não iria parar.
-Eu te amo. – disse sério olhando-a, Alex fechou os olhos e o puxou para si, colando os lábios em seu ouvido, os braços abraçando-o com força contra si.
-Eu te amo. – a voz dela era baixa, mas Edward sentia como se ela tivesse gritado aquelas palavras. O coração dela batia acelerado, o choro havia cessado e o rosto estava alegre.
-Seja minha, Alex. – beijou o canto do rosto dela, apertando o corpo contra o dela, com o máximo de cuidado para não machucá-la. – Só minha.
Alex estremeceu com as palavras dele, ditas baixas em seu ouvido, carregada de sentimentos que ela nunca tinha ouvido na voz dele. A morena não respondeu, apenas o abraçou mais forte, buscando os lábios dele para um beijo. Um beijo um pouco mais descontrolado. Edward sabia que não tinha volta, ou parava agora ou ia em frente. E seu medo crescia conforme pensava em ir em frente.
Ela afastou brevemente as pernas, dando espaço para ele encaixar-se melhor em seu corpo e ao fazê-lo, viu que ela arqueou rapidamente. Sabia bem ao que ela reagia, sabia bem o porquê da morena estar mordendo o lábio inferior com tamanha força, os olhos injetados. Já vira isso antes, e sabia bem que tinha que tomar cuidado.
-Me faz sua, Edward. – ela disse baixo, sabendo que ele escutaria mesmo se fosse somente um sussurro. As mãos dele seguraram sua cintura, puxando-a devagar contra a dele, buscando os lábios dela devagar.
Alex perdera o controle, pouco se importando se Edward a morderia ou não, tinha que tê-lo, tinha que ser dele. Abriu a camisa dele com rapidez, beijando novamente a pele clara dele, sentindo que seus lábios encostavam em pele fria demais. As mãos dele subiram devagar sua blusa, as pontas dos dedos acariciando-a com delicadeza excessiva.
Edward sentia o corpo de Alex quente como nunca sentira, a pele dela deixava aquele cheiro tentador escapar, o coração batia freneticamente e seus olhos estavam injetados de tal maneira, que ele comparou com os seus quando estava com sede. Era algo único de se ver, mas o gosto amargo em sua boca estava começando a aparecer com força. Sabia o porquê disso, seu corpo reagia como o de um homem mortal, queria tê-la, estava perdendo o controle de si próprio. Suas mãos já haviam alcançado os seios dela, estava tocando-os com as pontas dos dedos, e todas as sensações que já sentira uma vez voltaram em sua mente.
Arqueou ao toque dele, sentindo que todo seu corpo reagia aquele toque, um calor repentino subiu por suas pernas, alcançando seu quadril, acelerando seu coração, fazendo seus pulmões implorarem por ar cada vez mais, seus olhos se fecharem e sua boca se abrir, deixando um gemido longo e baixo escapar. O toque se intensificou e o quadril de Edward colou-se ainda mais, deixando que ela sentisse perfeitamente o quanto ele a queria.
-Alex, olhe para mim. – pediu Edward, sentindo sua voz vacilar. A morena abriu os olhos devagar, sua mente embaralhada, o prazer invadindo cada vez mais seu corpo. Viu os olhos à sua frente extremamente escuros, seu corpo tremeu por inteiro e não foi possível não sentir o medo misturando-se em seu prazer embaixo de sua pele. – Eu não posso fazer isso. Eu...
-Não... não precisa pedir desculpa. – ela disse, passando os dedos por seus cabelos, olhando dentro dos olhos negros dele. – Eu não me importo... você já ultrapassou seus limites.
-Mas você... – Edward parou a frase e baixou seus lábios até os dela, roçando devagar, uma de suas mãos descendo pela barriga, alcançando a calça dela. A respiração de Alex tornou-se mais rápida, sua mente antecipando os movimentos dele.
Edward sabia que não podia tocá-la de verdade ou perderia o controle – o mínimo que ainda tinha – por isso, sua mão não entrou na calça dela, apenas desceu pela coxa, tocando-a devagar. Separou-se dela, sentando-se no chão ao lado do sofá, suas mãos tocando-a, acariciando. Não tocava onde mais desejava, mas tocava Alex, afastando as roupas o máximo que podia sem tirá-las, tocando a pele clara dela. Os gemidos dela se tornarem mais altos, mais descompassados, mais firmes. Via o corpo dela arqueando no sofá, os olhos fechados com força, a boca abrindo e fechando.
Sua boca tinha um gosto tão amargo que estava perdendo o sentido, via a veia pulsando nos punhos dela, no pescoço. Tentadora. Mas não queria somente aquilo, queria ver Alex chegar ao máximo, chegar ao clímax, e sabia que estava perto de conseguir tal coisa. Viu a morena arquear duas vezes com rapidez e as pernas dela fechando-se com intensidade e as mãos segurando o tecido do sofá com tal força que parecia que iria rasgá-lo.
-Edward. – gemeu alto, sentindo uma onda levar seu corpo para longe, banhado de um suor que ela tinha certeza que não era dela. Tudo girava e sabia perfeitamente que as mãos de Edward tinham se afastado de seu corpo, que ele estava do outro lado da sala. Abriu os olhos e ficou a fitar Edward, vendo que ele a olhava com o rosto sério, não parecia nem respirar.
-Preciso só de um tempo. – disse ele com a voz séria e firme.
Alex fechou os olhos novamente e esperou, aproveitando a sensação em seu corpo, em sua mente. Sentia que Edward nunca fizera tal coisa, que ele se controlara muito bem. Mas que precisava de um tempo para se acalmar, precisava de um tempo para não querer matá-la.
-Você...?
-Edward, com certeza. - ouviu a risada baixa dele se espalhar pela sala e sorriu perante disso, estavam entrando em sintonia. Abriu os olhos novamente, vendo que a postura dele se acalmava, os olhos menos escuros do que antes, um brilho dourado aparecendo.
Edward aproximou-se dela devagar, sentando a seu lado, colocando-a em seu colo, fazendo carinho em seus cabelos escuros. Ela sorria e lhe fazia carinho também, aproveitando todo o tempo que tinha perto dele, todo o momento em que podia tocá-lo.
-Já tinha feito algo assim antes?
-Nunca. – declarou Edward, abraçando Alex com mais força.
-Eu nunca me senti tão... – balançou as mãos no ar, fazendo-o sorrir.
Ficaram em silêncio por alguns momentos, somente aproveitando as sensações de saberem que estavam felizes e era por causa do outro. Uma felicidade alcançada aos poucos, escorregando de alguns lados, acertando em outros. Mas estava juntos, e isso fazia tanto Alex quanto Edward sentirem-se bem.
-Se me lembro, você disse que gostaria de viajar. Para onde vai?
-Vamos para a praia. – ele a olhou questionador. – Eu sei que você não pode, mas vamos mesmo assim. Tudo bem?
-Alex, você vai se privar...
-Não vou me privar de nada, Edward. Eu quero que você vá junto, quero ficar com você.
-Certeza do que fala? – perguntou, puxando-a para um leve beijo.
-Certeza. – beijou mais uma vez os lábios dele. – Quero aproveitar o tempo que temos juntos.
-Temos muito tempo. – disse Edward como se fosse uma certeza irrevogável. Alex não respondeu, não comentou, apenas ficou em silêncio, seus olhos fitando profundamente os de Edward. Ela sabia que o tempo começava a acabar nesse momento.
Comentem??
Kiss
