Desclaimer: Nada disso me pertence. Mas amo muito brincar com eles.


Capítulo 12 – The Beach

Olhou para a mala em sua cama e decidiu que eram roupas demais para apenas quatro dias na praia, não precisava levar o tanto de roupas que colocara dentro da bagagem. Mas não conseguia decidir entre as peças separadas, eram roupas que poderia vir a usar. Torceu o nariz e fechou os olhos, teria que decidir entre algumas delas. Porém esse não era o mais importante, o importante é que estava saindo de viagem com Edward. Não conseguia ficar mais feliz, sentia-se bem, como se tivessem lhe avisado que ganhara na loteria.

Tirou algumas roupas e bufou mais uma vez, a mala ainda não fechava. Olhou pelo chão de seu quarto, vendo o tanto de peças que já tinha tirado de dentro da bagagem, e ainda assim tinha muita coisa. Teria que tirar tudo e decidir quais peças levaria, ou não poderia levar somente uma mala. Virou a mala no colchão e sentou-se ao lado do monte de roupas, olhando-as e tentando decidir entre as cores e tamanhos.

-Vamos ficar por aqui desse jeito. – disse Edward, entrando no quarto dela, com apenas uma mochila jogada no ombro esquerdo. Alex não acreditou quando viu aquilo, olhando fixamente para a mochila de couro negro, vendo Edward rir de sua expressão. – Eu não saio ao sol, então seria somente algumas peças para ficar no hotel.

-Eu sei, mas mesmo assim. Tudo que precisa está ai? – perguntou, levantando-se e indo até o guarda-roupas, olhando para seu interior e procurando uma mala maior. Sabia que tinha uma mala de lona verde, mas não se lembrava se a tinha jogado fora ou não.

-Sim. – deixou a mochila escorregar por seu braço e a deixou no chão ao lado da cama. Andou até Alex, enlaçando o corpo da morena por trás e beijando levemente sua nuca. – Não vou precisar de muitas coisas, não vejo porque levar uma mala grande.

-Edward, são quatro dias na praia. – rodou nos braços dele, puxando-o para um breve beijo. – E eu sou mulher, tenho que levar algumas roupas a mais.

-Você gosta de complicar. – o ruivo riu, soltando-a e deixando que ela começasse a colocar as roupas na nova mala que encontrara.

-Não, apenas quero ter certeza que estou a levar tudo que preciso.

-Precisa de cinco pares de sapato? – perguntou Edward, olhando uma pequena valise na qual ela colocara os sapatos.

-Preciso. – respondeu, olhando feio pra ele. Edward sorriu e sentou-se na cama, esperando pacientemente enquanto ela decidia entre as roupas jogadas na cama.

Quase meia hora depois, Edward ainda olhava a mala de Alex não fechar, a morena lutando com o zíper, e teve que rir. Prontificou-se para fechá-la e o zíper pareceu deslizar com seus dedos, deixando a morena um pouco irritada. Pegaram todos os documentos possíveis e Alex trancou a casa, parecendo criança no dia de Natal, tamanho era seu sorriso. Entraram no carro de Edward e ela o olhou, sabendo bem que aquele sorriso dele estava estranho demais.

-Está me escondendo algo. – afirmou, colocando o cinto de segurança, vendo que o rapaz a olhava com certa surpresa. Mas não deixando transparecer isso de verdade.

-Como assim? – fingiu-se de bobo; como era possível que Alex descobrisse as coisas sobre ele com essa facilidade?

-Você está com um sorriso ladino, estranho demais. – disse, ajeitando-se no banco e olhando-o. – E esse tipo de sorriso de alguém que apronta algo. O que foi que você fez?

-Nada, Alex. Está paranóica. – declarou Edward, sorrindo e virando-se para frente, partindo com o carro. Alex soube pela forma que ele segurou o volante, que algo de estranho estava acontecendo com ele, e nem ele mesmo sabia.

--

O Hotel era na beira da praia, e quando chegaram não puderam ver o oceano, pois já era noite, mas conseguiam escutar as ondas quebrando na areia, a maresia atingindo seus corpos com força. Alex sorriu largamente, segurando a mão de Edward e entrando no Hotel, andando calma pela recepção. Não teria que se preocupar com reservas, fizera antes mesmo de avisar a Edward que viajariam. Era apenas pedir pela chave do quarto e subir para aproveitar esses dias na praia.

Edward estava calado demais, e Alex ainda achava que ele escondia algo dela, algo que ela já tinha certeza que não gostaria de saber. Mas não ligou muito para isso, subiu o único lance de escadas e andou devagar pelo corredor com o rapaz da recepção falando sobre a história do Hotel.

-Você está muito quieto. – declarou baixo para Edward, ainda segurando sua mão.

-Pensando em algumas coisas.

-Agora sou eu que gostaria de ler mentes. – disse Alex sem olhar para Edward, e viu o rapaz da recepção parar na frente da porta de um quarto quase ao fim do corredor e se virar.

-Esse é o quarto. Espero que gostem, e caso precisem de algo, só ligar para a recepção. O número está ao lado do telefone. – sorriu mais uma vez e andou pelo corredor, sumindo das vistas do casal.

Edward pegou as malas e as levou para dentro do quarto, olhando tudo à sua volta, sem parar os olhos em algo. Era um quarto bonito, cama de casal grande, paredes pintadas de cor clara, uma pequena mesa com três cadeiras, uma porta que dava para o banheiro, outra que era do closet. Ao fundo uma grande porta de vidro que levava a uma sacada. Alex andou até a porta de vidro e a abriu, deixando o vento morno e o cheiro de praia invadir o quarto, fechou os olhos e sorriu. Não podia estar mais feliz.

Sentiu as mãos de Edward em sua cintura, deslizando levemente, lhe fazendo carinho, os lábios frios dele em seu ouvido, o corpo colado ao seu, foi impossível não estremecer.

-Você está distante. – declarou Alex, acariciando as mãos de Edward em sua barriga.

-Apenas pensando, Alex. – respondeu baixo no ouvido dela, olhando para frente, divisando o céu e o mar, via com clareza a areia. – Pensando nas coisas que você anda fazendo.

-Tipo?

-Privando-se de ir à praia por mim.

-Edward eu vou à praia. – respondeu, girando nos braços dele, olhando-o nos olhos dourados e vendo que não era somente aquilo que o deixava com aquela expressão distante. Algo mais o perturbava, e ele não queria compartilhar. – E você também.

-Você sabe que não posso...

-Não disse de dia. – respondeu, beijando os lábios dele devagar, apenas pressionando os seus contra os dele. – Vamos de noite, assim podemos aproveitar com mais calma.

-Você vai morrer congelada. – debochou dela, que fez uma careta e se afastou de seus braços.

-Você me abraça e me esquenta.

-Aí sim, você morrera congelada. – debochou, mas a morena percebeu que em sua voz havia um tom de amargura com relação a isso.

-Edward, só você consegue me deixar quente, do jeito que gosto. – abriu sua mala e o olhou ainda na sacada. – Não do modo malicioso, é claro.

-É claro. – riu da frase dela e entrou, sentando-se na cama e a observando.

Edward sabia que estava estranho, mas não podia dizer a Alex o porquê, era a sensação que sentira antes de saírem da casa dela. Era como se estivessem a espionar Alex, sentira a presença de um vampiro, mas não conseguira escutar sua mente, ele fugira antes que pudesse ouvir o que pensava. E não gostava nada da idéia de ter um vampiro a seguindo, espreitando sua casa. Mas não podia alertá-la, apenas a deixaria assustada sem necessidade.

Perguntaria a Alice, quando voltassem, se vira algo com relação a algum vampiro sondando a casa de Alex. Se algo fosse acontecer, Alice lhe contaria. Porém, não era somente o fato de que tinha um outro vampiro a rondar a casa de Alex, era o fato de que tinha a sensação de que conhecia o vampiro. Um desafeto, um amigo, um mero conhecido, Edward não sabia e era frustrante não poder saber do que teria que defender Alex, caso o vampiro não fosse amigo.

-Você está me ouvindo?

-Estou. – respondeu quase automaticamente e a olhou, Alex estava trocada. Vestia um biquíni preto, canga enrolada na cintura e descalça. Edward quase não acreditou que ela já havia se trocado enquanto ele divagava sobre o outro vampiro.

-Não vai se trocar? – perguntou novamente, olhando séria para o rapaz. Agora tinha plena certeza de que ele estava escondendo algo, e que não era qualquer coisa. Edward nunca ficara aéreo antes perto de si, sempre estava prestando atenção ao que dizia. Nunca precisou chamar a atenção dele como fizera agora.

-Acha uma boa idéia nadar a essa hora?

-Acha uma boa idéia continuar a me esconder o que quer que seja?

Ficaram se olhando, fitando os olhos um do outro. Alex não gostava de segredos, e Edward estava guardando um dela. Se não fosse algo para ela saber, que ao menos não ficasse a pensar em na frente dela. Mas ele ficava a pensar muito, distante, sem prestar atenção ao que ela dizia e fazia.

-Não estou escondendo...

-Está. – olhando para o chão e sorrindo um pouco forçadamente. – E quer saber, se não quer contar, tudo bem. Mas não fique a pensar em tal coisa e se afastar daqui, por que é complicado conversar com alguém que não está presente.

-Eu apenas... estou pensando em você. – mentiu. Mentiu para Alex e sabia pela expressão dela que ela percebera.

-Edward, chega. – virou-se para a porta de saída e antes de sair, falou sem olhar para trás. – Quando resolver me contar as coisas, me procura.

Edward viu a morena sair pela porta e ficou a olhar a madeira clara. Não podia contar, ela ficaria preocupada, mas por outro lado se não contasse, ela ficaria brava. E o ruivo já não sabia mais qual das situações era pior. Tirou a camisa com rapidez e jogou-a na cama, tirou os sapatos e andou até a varanda. Olhou para o céu, vendo as estrelas brilharem com intensidade. Pulou da sacada, seus pés batendo seu força na areia, parando em frente à porta da recepção que dava para a praia. Poucos segundos depois Alex saiu por uma porta de vidro, os braços cruzados, o rosto sério, e ficou um pouco surpresa por Edward já estar lá. Mas não demonstrou surpresa por muito tempo, passou por ele, sem nem olhá-lo duas vezes.

-Resolveu me contar?

-Está agindo como criança. – disse sério.

-Eu não tenho segredos com você.

-Eu também não.

-O nome. – questionou parando de andar e virando-se para encará-lo. Edward lhe olhava com as duas sobrancelhas levantadas. – O nome dela.

-Dela quem? – um sorriso passou por seus lábios ao entender o que ela questionava. – Você acha que eu...?

-E não é isso? Homens ficam com a mente longe quando estão a pensar na outra. – Alex estava irritada, com Edward e com ela mesma. Com Edward por que ele escondia algo de si, com ela mesma por deixá-lo saber que tinha ciúmes e medo de perdê-lo.

-Não existe outra, Alex. – respondeu, aproximando-se dela, olhando fundo em seus olhos para provar que falava sério. Ele a abraçou e trouxe o corpo dela para junto do seu, e a morena pareceu dar conta somente agora do que ele estava usando.

-O que está te deixando tão preocupado, então?

-Nada, apenas acho que deveria ter me alimentado mais antes de vir para essa viagem.

-Por quê? – apoiou a cabeça no peito nu dele, sentindo um calor subir por suas costas de maneira rápida e proibida.

-Você, com esse tanto de pela a mostra, estamos sozinhos naquele quarto. – sorriu malicioso sem que ela visse. – Não acho que seja muito seguro... pra você.

Alex desatou a rir e o puxou para o mar, ainda abraçada a ele. Edward sabia que não deveria se preocupar enquanto estivesse com ela, ninguém tentaria nada. E não sabia se era realmente um inimigo, poderia muito bem ser um vampiro curioso sobre um imortal a namorar uma mortal. Com certeza, isso deveria ser algo muito diferente em seu mundo.

-Essa água está gelada. – declarou Alex, molhando os pés e tentando voltar para a areia ao sentir a temperatura da água. Mas Edward lhe segurou e a fez ficar com os pés na água. – Vamos sair daqui.

-Agora você está com frio? – Edward deu um sorriso para Alex, que a morena teve plena certeza que ele estava a ponto de aprontar algo com ela.

Edward puxou o corpo dela para cima, colocando-a em seu ombro e entrando de vez no mar, andou calmo, ouvindo-a gritar e pedir para que ele não a jogasse na água. Andou até a água bater em sua cintura e em um movimento leve jogou Alex dentro d'água, ouvindo o grito dela. Desatou a rir e esperou pacientemente enquanto ela voltava à tona com o rosto extremamente sério, tirando o cabelo dos olhos e arrumando o biquíni.

-Você me paga, Edward Cullen. – disse brava, indo para perto dele e o abraçando.

-Gostaria de ver você tentar se vingar. – debochou dela, fazendo a morena bufar de ódio.

-Tudo que vai, volta, Edward. Acredite. – declarou, abraçando-o e buscando seus lábios para um beijo.

Edward sabia que tinha que manter a calma, ela estava quase em roupa alguma, apertando-se contra ele, lhe dando um beijo apaixonado e sentia que o coração dela batia como tambor dentro do peito. Tinha que se controlar, e muito.

-Alex... – tentou chamá-la entre o beijo, segurando rosto dela devagar. – Eu não quero que você fique resfriada.

-Vamos para o quarto.

A frase ficou perdida no ar, pois Edward a olhava como se ela não tivesse prestado atenção ao que dissera. Mas Alex sabia perfeitamente o que falara e não se importava com as insinuações que aquela frase tinha.

-Vamos. – respondeu Edward por fim.

--

Foram quatro dias intensos, presos durante o dia no quarto. E Alex ficava a provocar Edward de todas as maneiras possíveis, sem ver o ruivo ceder. E a morena se divertia com as recaídas dele, vendo-o ficar com os olhos negros, a vontade estampada nas feições. Edward acabara por ficar mais relaxado com relação ao vampiro na casa de Alex, não adiantaria de nada ficar pensando naquilo, só poderia resolver quando voltasse.

Entretanto, ao entrar no carro, a sensação de que alguém conhecido observava tornou-se insana e Edward não conteve a frustração por não saber quem era.

--

Edward a deixara em sua casa naquela tarde, New York estava chuvosa, sem dar tempo para um pouco de sol. E Alex não gostava disso, pois parecia que o tempo refletia o que ocorria em sua mente. A confusão, o medo, a escuridão se fechando. Tinha que falar com Edward, pedir explicações do porque ele ter ficado calado a viagem inteira de volta, por ter sido tão distante enquanto conversavam sobre o dia seguinte.

O elevador parecia mais lento do que de costume, parava em todos os andares, como se uma criança descera pelas escadas, apertando todos os botões de todos os andares. Olhou para os botões no alto do elevador e percebeu que estava no 25º andar, e as portas se abriram. Alex olhou para o corredor a sua frente e viu um casal parado perto da porta da escada, a garota com as costas na parede, cabelos cobrindo parte de seu rosto. O rapaz com um dos braços ao lado de seu corpo, a mão espalmada na parede, o corpo inclinado contra o dela, quase se tocavam. Não iria reparar tanto, se não fosse a cor da pele e dos cabelos do rapaz. Pele clara demais e cabelos acobreados. E agora os olhos dourados que lhe olhavam com certa surpresa.

Edward.

Não houve tempo de reagir, e nem sabe se conseguiria, as portas do elevador se fecharam e Alex ficou a fitá-las. Não, não era Edward com outra garota. Ele não seria capaz de fazer isso. Por que ele faria tal coisa? Não gostava mais dela? As portas se abriram mais uma vez, dessa vez no 27º andar. E olhos dourados a encaravam. Emmett estava do lado de fora da porta, olhando-a, como se estivesse tentando lhe explicar algo.

Alex sentiu o peito apertar e os olhos ficaram embaçados. Emmett entrou no elevador e deixou as portas se fecharem, apertando logo após o botão vermelho de STOP. Alex deixou duas lágrimas caírem de seus olhos, mas não chorou, não falou nada, apenas ficou a olhar as portas fechadas, sentindo o frio sobrenatural de Emmett começar a tomar conta do elevador.

-Não leve em consideração. – a voz do vampiro era baixa, mas continuava com seu tom forte.

-Só... só preciso de um nome. – foi o que conseguiu dizer. Sabia bem que não adiantava chorar, que não adiantava sentir-se mal. Ele estava fazendo a escolha dele, e ela estava saindo do caminho. Não fizera diferente da última vez, e não faria diferente agora.

-Alex, ele...

-Um nome, Emmett. Só um nome. – disse a morena, querendo ir embora logo. Olhou para o vampiro perto de si, ele estava com os braços cruzados no peito, olhando-a como sempre a olhara. Não via nada de diferente, a não ser por aquele brilho estranho nos olhos, como se ele estivesse entendo perfeitamente o que estava se passando com ela.

-Sin.

Emmett viu garota abaixar a cabeça e ficar fitando o chão. Edward estava cometendo um erro, mesmo que Emmett não gostasse de ver o irmão com uma mortal. Sin não era a certa para ele. Soltou o botão de STOP e as portas se abriram, saiu sem olhar para trás, Alice lhe pedira isso. Agora dependia de Edward desfazer o grande erro que cometera.

Alex sentiu o elevador balançar mais algumas vezes e levantou os olhos castanhos, vermelhos do choro, do chão e olharem para a pessoa parada do lado de fora. Virou o rosto para a esquerda e foi sair do elevador, tentando ignorá-lo. Se possível passaria sem ao menos encostar no corpo gelado dele. Mas as mãos dele lhe seguraram dentro do elevador, e ela teve que lhe olhar. Os olhos dourados dele estavam tristes, como se soubesse a mágoa que causara nela. Porém, a morena não queria saber. Já tinha feito sua escolha.

-Me solte.

-Alex...

-Sin, certo? – o nome deslizar pelos lábios de Alex, pareceu espantar Edward. – Sua escolha.

-Não, ela é...

-Não. Ela pra mim, não é nada. – afastou-se dos toques dele, desviando dele e saindo do elevador. – Você me disse que não era eterno. Eu deveria ter te escutado.

-Ela é como eu. – viu a morena parar no meio do saguão, e virar-se lentamente, uma lágrima riscando sua pele morena.

-Pois bem, agora está explicado. Boa eternidade.

-Não...

-Chega! – a voz elevou-se um pouco, fazendo o recepcionista a olhar. – Você escolheu, espero que esteja certo.

-Não é o que pensa. – disse Edward, seguindo-a para fora do hotel, e vendo-a procurar freneticamente a chave do carro dentro da bolsa. – Ela é alguém...

-Deixe-me adivinhar: de seu passado. Certo, que bom que se reencontraram. – puxou a chave para fora da bolsa, somente para vê-la desaparecer de seus dedos um segundo depois. – Devolva.

-Escute-me.

-Não. – disse, andando em direção a um táxi parado do outro lado da rua.

-Ela é...

-Edward, chega. – parou perto dele, olhando-o nos olhos. Era hora de por um ponto final naquela loucura. – Eu já passei por isso antes, e chega. Não quero mais, não preciso disso outra vez. Você deveria ser diferente, mas provou-se ser igual a qualquer homem. Espero, sinceramente, que aproveite sua eternidade.

-Me escute. – Edward segurou-a pelos ombros e puxou-a para perto de si, empurrando-a contra a parede, encostando as costas dela devagar contra os tijolos. – Sin me ajudou quando precisei. Eu estava perdido e ela me ajudou a entrar no caminho certo outra vez.

-Não quero saber, eu...

-Ela não é nada para mim.

-Não foi o que vi. – disse, começando a ficar nervosa. Odiava ter que escutar desculpas como aquela. Já tinha avisado Edward que não gostava de mentiras, e ele estava a mentir outra vez.

-O que viu, foi apenas uma conversa. – Edward sabia que Alex estava ficando com raiva, sentia a pele dela esquentando e o coração batendo de um jeito que nunca tinha escutado.

-Edward, eu posso ser a mais nova de nós dois, mas não sou burra. Me solte e me deixe ir embora. – decidida empurrou o corpo dele, que não se moveu nem um milímetro.

-Não vou te soltar. – aproximou-se ainda mais, pressionando seu corpo contra o dela. Aproximando seu rosto do dela, deixando seus lábios roçando aos dela. Odiava fazer isso, acalmá-la a força, mas não estava conseguindo isso de outro jeito. Sabia que estava a conseguir deixá-la perdida, hipnotizada. O coração da morena já batia um pouco mais devagar. – Me deixa te explicar, te contar minha história.

-Você tem uma hora. – conseguiu dizer bem baixo, engasgando.


Comentem??

Kiss