Aviso:

Esse capítulo tem cenas NC17, ou seja, sexo! Nada muito vulgar ou forte, mas tem sexo, então melhor avisar antes que alguém fale algo.

Se for continuar a ler, boa leitura!

Comentem.


Desclaimer: Nada disso me pertence, e não ganho nada escrevendo isso. Mas amo escrever tais insanidades.


Capítulo 14 – In Me

Edward entrou devagar no quarto, vendo que Alex estava sentada na cama, as pernas balançavam na beirada, o rosto ainda marcado pelas lágrimas que ela derramara. Sentiu-se pior por fazê-la chorar. Não era o que queria, em nenhum momento, nem mesmo ao se deixar levar pelo sorriso de Sin.

-Só fiquei para falar algumas coisas que já tinha em mente. – disse Alex, olhando para ele de canto de olho, tentando não chorar. Esme havia lhe dito certas coisas que faziam sentido, que deveria seguir caso quisesse uma vida.

-Vai embora mesmo que ouça o que tenho a dizer?

-Primeiro ouça o que eu tenho a dizer. – pediu, batendo a mão devagar ao seu lado, pedindo que Edward se sentasse. O vampiro sentou-se, olhando-a nos olhos, vendo que ela ainda tinha lágrimas que teimavam em fazer seus caminhos pelo rosto dela. – Eu não sei qual seria a opção certa a tomar nessa situação. Mas eu só consigo pensar em uma. Eu fui boba em achar que você ficaria comigo... me deixe terminar. – pediu ao ver que ele iria interromper. – Eu realmente achei que poderíamos fazer dar certo, que de algum modo... ficaríamos juntos.

"Eu fui extremamente boba em achar isso, só pelo simples fato de que te amar fosse ser suficiente. Mas não, eu acabei por ver que não é suficiente amor, eu também preciso ser igual a você para ficarmos juntos. Infelizmente, nesse departamento, você não vai ajudar. E não vi outra saída."

-O que você fez? – perguntou Edward, preocupado com a frase dela, olhou-a por inteiro, não havia sangue, e Esme não seria capaz de fazer algo assim. Não por suas costas.

-Fiz Esme me prometer que vai te fazer ficar... longe de mim. – a voz dela se tornou baixa, as lágrimas rolaram de seus olhos.

-Alex...

-Me deixe terminar. – disse Alex com a voz chorosa, mas tinha que terminar de dizer o que tinha para dizer, ou não sairia dali. – Eu... não queria que fosse assim, mas não tem saída, Edward. Você consegue ver outro jeito? Consegue ver um jeito para ficarmos juntos mesmo que seja humana e você imortal? Eu não posso... não vou fazer isso com você. Não vou fazer isso comigo.

"Eu te amo, não duvide disso. Não sei quando você conseguiu fazer isso comigo, mas você conseguiu e agora me dói te deixar, mas eu não sei mais o que fazer. Não quero surpresas, não quero mortes, mas não quero te ver jovem enquanto envelheço. Eu tomei uma decisão e não sei se é a mais certa, mas é a única que me ocorre no momento. Eu quero ficar com você, mas não vejo modo de isso acontecer, então... é o fim."

Alex se levantou e pegou a bolsa, sem olhar para Edward nenhuma vez, apenas chorou, olhando para o chão. Era mais difícil partir do que achara, não queria deixá-lo, mas Sin estava certa, não havia modo. Tinha que ir.

-Alex, me escute. – Edward a segurou pelos ombros, tomando o máximo de cuidado com a frágil mulher à sua frente; e como ela estava frágil naquele momento. Frágil no corpo, na mente, nos sentimentos. E Edward sabia que para não perder Alex, teria que dizer tudo que sentia, tudo que estava em sua mente agora. A verdade, sobre tudo. – Eu sei que o que você viu, pareceu que Sin e eu... mas não. Sin foi muito importante pra mim. Na época em que eu passava pela pior transição, ela estava do meu lado. Ela me ajudou, e não nego, eu a tive.

"Já fui – e por muito tempo – encantando por Sin, eu dei esse apelido pra ela. Eu disse a ela que ela era um pecado, um verdadeiro pecado na Terra. Mas nos afastamos, ela continua a matar humanos, eu continuo com minha dieta. Não tinha como ficarmos juntos, nos separamos há muitos anos, e então encontrei você e tudo pareceu mais certo. Mas eu tinha esse segredo, eu já tinha matado uma garota, nas mesmas situações em que tive vontade de te matar.

E me dói pensar sobre isso. Me dói pensar que quase fui capaz de te matar. Mas não faça isso, Alex. Eu te amo, já lhe disse isso, não senti isso antes, então sei que parece confuso, mas não é. Eu sou imortal, mas não há nada que me impeça de ficar com você, isso para mim é o que menos importa."

-Pois para mim, é o que mais importa. – respondeu a ele e ficou a olhá-lo nos olhos, vendo o esforço que ele estava fazendo para externar essas palavras. Esses sentimentos tão conflitantes dentro dele. – Eu vou morrer um dia.

-Não pelas minhas mãos.

-Talvez pelas mãos de ninguém, apenas morrer. – engoliu em seco com a possibilidade de deixar de existir. – Mas isso não quer dizer que quero ver você jovem e eterno, enquanto fico a envelhecer, enrugar, ter problemas cardíacos e finalmente morrer. Eu quero alguém para envelhecer comigo, para dormir e acordar comigo. Não necessariamente dormir, mas que ao menos fique ao meu lado, que eu sabia que quando eu me virar na manhã seguinte, estará lá.

-Eu vou estar...

-Não. Você não vai. E sabe por quê? – respirou fundo e soltou-se das mãos dele, vendo que ele ficava a cada segundo mais triste. – Porque eu sou mortal. E um dia, eu serei apenas mais um corpo a ser enterrado. Mais uma senhora que morreu, e você continuará jovem, e isso eu nunca vou permitir que aconteça. Não quero isso, nem pra mim, nem pra você.

-Alex, deixe que minhas decisões, tomo eu. – disse, começando a se enervar, ela estava exagerando. – Eu quero ficar com você, não me importa o que Sin disse, ela não sabe o que é amar. Nunca amou, e receio que nunca vá. Eu não me importo com a eternidade, apenas quero... ficar com você.

-Eu não posso. – disse, deixando mais lágrimas caírem de seus olhos castanhos já inchados e vermelhos. Apertou um lábio contra o outro, por que não conseguia sair daquele quarto? Por que era tão difícil deixar Edward?

-Alex, veja o que estamos fazendo. Eu nunca me importei com alguém como faço com você. Entenda que não ligo para ser eterno ou não, eu quero você. – aproximou-se dela, segurando o rosto da morena devagar, trazendo-a para si, olhando fundo em seus olhos. – Eu te amo... não me deixe.

- Edward... não... – ele roçou os lábios contra os dela, vendo a garota estremecer, as lágrimas corriam por sua pele morena e tocavam a pele pálida de Edward, que ainda segurava o rosto dela, puxando-a ainda mais para si, como se estivesse com medo de que ela saísse correndo.

-Alex, não me deixe. – disse novamente, e deslizou as mãos até os ombros dela, tirando a bolsa do ombro da mulher, deixou que caísse no chão. Alex estava imóvel, apenas chorava. As mãos segurando com força os lados da camisa de Edward, o coração batendo com força, a mente uma confusão. Queria que Edward pudesse ver dentro de sua mente, para que então soubesse o que estava fazendo com ela.

Queria ir embora, deixar toda aquela confusão para trás, deixar aquela fantasia de lado, voltar a viver no mundo real. Porém era tão difícil deixá-lo. Era extremamente impossível deixar Edward Cullen para trás, afastá-lo de sua vida, de uma maneira que nunca mais voltasse a vê-lo. Mas sabia que era fraca e que não conseguiria, o poder que ele tinha sobre seu coração e o sentimento que ela nutria por ele não a deixavam partir. Apenas a faziam sofrer mais, cada vez mais. E isso não poderia continuar acontecendo, algo tinha que mudar naquela situação, não era possível que isso fosse durar. Não da maneira convencional.

Edward a puxou contra si, trazendo a boca dela mais próxima da sua, roçando ainda mais seus lábios. Ele a queria, e essa noite seria deles. Não a perderia, não deixaria que ela fosse embora. Não deixaria que Alex saísse de sua vida, mesmo que isso significasse algo que odiava só de pensar.

As unhas dela cravavam em sua camisa, puxando-o para si e ao mesmo tempo afastando-o. Alex era uma confusão pura, a mente dava voltas, rodando, deixando-a entorpecida. Ela o queria, queria ficar com ele, e ao mesmo tempo não queria. Não queria mais ter que decidir, ter que se esconder, que fugir, e fingir. Tudo entre eles estava errado. Sentiu que ele a empurrava na direção da cama e se deixou ir, sentindo a parte de trás dos joelhos bater no colchão, o corpo inclinando para trás. Edward deitou sobre o corpo de Alex, tomando cuidado, o máximo de cuidado possível.

Tinha que se lembrar que ela era frágil, que poderia matá-la com um simples movimento. E foi então que ouviu o gemido dela, fraco, baixo, mas quente. Abriu os olhos, separando sua boca da dela, vendo-a de olhos fechados, a ponta da língua presa entre os dentes. Não conseguia pensar em algo mais, algo que acalmasse seus ânimos para não perder a cabeça. Mas era tarde, a queria, queria estar com Alex, e tinha que ser naquele momento.

-Olhe pra mim. – pediu e a viu abrir os olhos devagar, ainda vermelhos de choro. – Eu te quero. Quero te fazer minha, não me deixe, Alex.

-Você pode perder a cabeça, não ligo. – afastou as pernas para que ele se encaixasse entre elas, abrindo o botão da calça e o zíper, vendo os olhos quase negros dele olhando com muita atenção seus movimentos. – Mas não me deixa sozinha.

Edward sentia o aroma dela cada vez mais forte, parecia que a morena havia passado algum perfume naquele momento. Era forte, quente, sedutor. E Edward sabia bem que não conseguiria voltar atrás nesse momento, apenas poderia ficar. Ficar e tê-la, como queria há muito tempo. Sua mão esquerda deslizou pelo braço dela, por entre o vale dos seios, chegando em sua barriga, tocando a pele que se mostrava entre a barriga e a calça. Tocou a parte que a calça cobrira minutos antes, descendo devagar a mão. Escorregando sua pele gelada contra a pele quente de Alex, sentindo que ela estremecia a cada milímetro que ele descia.

-Edward... – ela gemeu, a voz falhando. Alex tinha plena consciência da força que ele estava fazendo para não matá-la e que isso lhe causava dor, mas era impossível pedir para que parasse agora. Desejara tanto aquele toque que não pediria para que ele parasse nem se o mundo acabasse naquele momento.

Anos e anos, e a sensação era a mesma. Ela arqueou quando ele chegou onde queria, tocando-a devagar, apreciando a sensação em seus dedos. Edward pressionou levemente seu corpo contra o dela, baixando seus lábios até roçarem nos dela. Alex abriu os olhos, vendo aquelas íris escuras lhe encarando, a boca dele entreaberta, os dentes reluzentes. Engoliu em seco, nunca o tinha visto assim, transformado pela sede. Percebeu que ela ficara com medo, mas mesmo assim continuou, ela o queria, não seria aquilo que a faria parar.

Os lábios se roçavam, e a mão de Edward trabalhava com mais firmeza entre as pernas de Alex. Ela gemia e arqueava contra o colchão, sentindo o corpo de Edward contra o seu. Os olhos escuros dele lhe encaravam, gravando todas suas feições na mente. Ele abriu a boca um pouco mais, sugando devagar os lábios dela.

-Edward... eu... ah...

Não conseguiu terminar a frase, ele a fizera chegar ao clímax. Apenas tocando-a, levando-a a loucura. O corpo dela formava um arco, as pernas estavam fechadas, prendendo sua mão entre elas. Ela sorria, os olhos fechados com força, as mãos segurando o lençol com força excessiva. O ruivo sorriu perante isso e aguardou que ela relaxasse as pernas para começar novamente.

-Não...

-Shii. – disse ele, colando os lábios frios aos dela. – Eu te quero. Não faça isso.

Alex ficou parada, sentindo uma onda de prazer diferente. Edward voltou a roçar os lábios contra os dela, e a morena decidiu que ficar parada não era mais possível. Suas mãos soltaram o lençol, segurando a camisa de Edward e puxando para os lados, alguns botões se soltaram, deixando-a parcialmente aberta. Ela correu as mãos pela pele pálida e fria dele, arranhando com força, querendo marcar. Não conseguiria, mas continuaria a arranhar, enterrá-las na pele dele. Uma das mãos desceu, segurando a calça dele, abrindo devagar o botão. Porém, Edward jogava sujo naquele momento, ela sentiu que ele a invadia, de forma inesperada.

-Não...

-Alex, continue. – ele pediu, vendo que a morena estava ficando sem reação outra vez. Ela espalmou a mão em sua barriga, colocando a ponta dos dedos dentro de sua calça, descendo a palma deslizando devagar, sentindo o corpo do ruivo arquear como se estivesse fugindo.

Ele a invadiu outra vez, com cuidado. Não queria matá-la, nem machucá-la. Ela sentiu que ainda havia roupa lhe impedindo de tocá-lo, e isso começou a irritá-la. Levantou o tronco o máximo que pôde, suas mãos abrindo a calça dele com rapidez, vendo que ele usava uma boxer preta de marca. Subiu a vista até os olhos negros dele, vendo que ele a encarava sério, sem mais mexer a mão contra ela.

-Deite-se. – a voz dela parecia estranha, como se não a usasse por alguns anos. Edward relutou, mas deitou-se ao lado dela, adivinhando o que ela faria. Não era aquilo que queria, mas ela estava decidida.

Alex saiu da cama vendo o rosto questionador de Edward em si, como se ela fosse embora ou algo parecido. Puxou a camiseta pela cabeça, jogando-a do outro lado do quarto, vendo o ruivo olhar para ela com gana. Desceu a calça e a deixou no chão, apenas ficando com a renda que usava. Olhou para Edward sentindo que estava tão frágil quanto antes. Edward se levantou ficando à frente dela, tirou a camisa do corpo e desceu a calça, tirando-a.

Olharam-se, pareciam adolescentes na primeira vez. E se colocassem a mente para funcionar de jeito racional no momento, veriam que era. A primeira vez, a mais perigosa, a mais forte e fantástica. Alex deitou novamente, puxando Edward pela mão, fazendo com que ele deitasse ao seu lado, apoiando a cabeça nos travesseiros. Se olhavam, corpos de lado, a visível excitação de Edward deixava a morena ainda mais quente.

-Eu te amo. – disse Edward, acariciando a face dela, vendo-a lhe olhar atentamente.

-Eu também te amo. – respondeu Alex, aproximando-se, segurando o corpo de Edward pelas costas. –Que seja então uma despedida.

Edward nada disse, preferiu não falar nada. Conversaria com ela depois, no momento queria o corpo de Alex, queria estar dentro dela. Ele a beijou devagar, trazendo o corpo dela para perto do seu com delicadeza, sentido a mão dela em sua barriga descer ligeira para a única peça que ainda estava em seu corpo. Abaixando-a devagar, fazendo com que Edward afastasse seus lábios dos dela, o veneno presente por toda sua boca. Beijou o pescoço dela, a vontade de mordê-la ainda presente, mas controlada. Rolou o corpo para cima do dela, afastando as pernas dela devagar, beijando o pescoço dela com vontade. Ela trouxe seu rosto para cima, até que pudessem se olhar nos olhos. Vendo que ela olhava para sua boca, olhando para seus dentes.

-Não tenha medo.

-Não tenho. – respondeu, trazendo o rosto dele para perto, beijando-o com vontade. Os dentes dele raspando contra seus lábios, cortando-os minimamente. Edward se afastou bruscamente, ficando de pé do outro lado do quarto, sentindo o gosto do sangue de Alex se espalhar por sua boca, tomando conta de seu sistema. – Não tema, por favor.

A voz dela era baixa, desejosa. Queria que ele voltasse para a cama, sem sentir medo do sangue dela, sem sentir medo de tê-la. Alex deitou o corpo por completo e deslizou a mão por sua pele morena, tirando as peças que restavam, ficando nua. Desejando que Edward não desistisse agora, que ele visse que ela não temia nada nele. Nem a força, nem os dentes, nem a morte. Apenas o queria. E tinha que tê-lo.

Edward viu o corpo nu dela, deitado na cama, esperando por ele. Passou a língua sobre os lábios, tirando os vestígios de sangue dela de lá, andando devagar até a cama. Livrando-se da última peça, jogando-a em qualquer lugar. Não importava onde, naquele momento só via o corpo de Alex, deitado na cama, pedindo por ele. Desejando a ele.

O colchão se afundou ao seu lado e Alex abriu os olhos, vendo Edward parado perto de si, sem roupa alguma cobrindo seu corpo pálido. Sem nada que pudesse impedi-lo de tê-la por inteiro. Via que ele estava tremendo, como se estivesse lutando contra algo tão forte e tão poderoso que pudesse ganhar. Entrelaçou seus dedos aos dele, puxando-o para que se deitasse sobre seu corpo, deixando-a sentir toda e qualquer parte de sua anatomia.

-Eu te quero. – disse com a voz baixa, os lábios roçando nos dele. Vendo os olhos negros dele, a boca ameaçadora. E por alguma estranha razão aquilo a deixou excitada. Ver aquele vampiro deitado sobre seu corpo, lutando para não matá-la, a deixou excitada. Inclinou a cabeça para o lado, mostrando seu pescoço para ele, segurando-o contra si, impedindo que ele se afastasse. – É isso que quer?

-Não... – desceu os lábios até o pescoço dela, beijando devagar, com cuidado para não arranhá-la. – Quero você.

Alex afastou as pernas devagar, dando espaço para ele se encaixar, deixá-la ainda mais louca de antecipação. Desejando ainda mais que ele estivesse dentro de seu corpo. Edward se sentia estranho, a pele do pescoço dela era tão cheirosa, macia e tentadora. Mas não era aquilo que queria, queria tê-la, fazê-la sua, deixá-la sem respiração, com a mente confusa.

Deslizou devagar para dentro dela, a sentindo lhe receber com certa resistência. As unhas dela se cravavam em sua pele nas costas, e não sentia dor. Sentia o corpo quente dela lhe recebendo, suas mãos segurando o lençol, seus lábios nos lábios dela, ouvindo os gemidos fracos que ele deixava escapar. Sentindo o corpo dela se tornar ainda mais quente, o aroma que exalava da pele dela ainda mais forte.

Parou. Estava inteiro dentro dela, sentindo que ela estava gemendo baixo, acostumando-se com ele. Ela abriu os olhos, encontrando os olhos dele colados em si, olhando-a com atenção, analisando se a havia machucado. Cravou ainda mais as unhas nas costas dele, puxando-o mais para si, suas pernas se fechando em volta de sua cintura. Edward sorriu pelo canto da boca, mexendo-se tão lentamente que parecia que estava em câmera lenta, e Alex achava aquilo torturante. Ele deslizava com facilidade para dentro dela, olhando-a, decorando cada expressão dela. Decorando cada gemido, cada sentimento que ela traduzia com o corpo.

Sabia que não deveria acelerar o ritmo, mas não conseguia continuar lento. Tinha que acelerar, tinha que ir mais rápido, mover-se para dentro dela com mais força. Mesmo que tivesse que se controlar para não matá-la. E foi o que fez, acelerou o ritmo, forçando seu corpo contra o dela. Vendo-a arquear e gemer, o corpo balançar com suas investidas, os lábios deslizarem palavras desconexas, delirantes.

-Te amo. – disse, beijando a pele do pescoço dela e cheirando com força a clavícula da garota. Sentindo-a estremecer fortemente, as pernas se fechando com força em sua cintura. E ela veio, pela segunda vez naquele dia, pela segunda vez por sua causa.

O corpo de morena tremia, ela estava presa ao seu corpo, dizendo palavras que ele não conseguia entender. Não porque não as escutava, mas porque ela não estava falando palavras certas. Apenas algumas coisas desconexas. Continuou a mexer seu corpo contra ela, sabendo que em pouco tempo seria sua vez de chegar ao ápice, de ficar com a mente nublada. E nesse momento tinha que ter cuidado para não perder o controle de vez e atacá-la.

-Seja meu, Edward. – pediu Alex, beijando toda a linha do maxilar dele, vendo-o movimentar-se mais erraticamente, e logo após, jogar a cabeça para trás. Um gesto tão humano, tão mortal. Chegando ao ápice, gemendo do fundo da garganta, dizendo o nome dela com força. Estremecendo ao olhar para baixo, para dentro dos olhos dela, vendo lágrimas escorrerem, embrenhando-se nos cabelos castanhos dela.

Deitou seu corpo contra o dela, retirando-se, gemendo ao ouvi-la reclamar baixinho. Não a deixaria ir, não iria permitir que Alex fosse embora. Encaixou seu rosto na curva do pescoço dela, puxando o aroma dela para dentro de seu sistema, acariciando os cabelos dela com as mãos. Sentiu as mãos dela em suas costas, lhe fazendo carinhos, apertando-o contra ela.

-Você tem que me deixar ir. – disse com a voz chorosa. Tinha que ir, tinha que partir. Tinha que deixar Edward para trás.

-Não posso. – respondeu ainda contra a pele dela, girando o corpo, fazendo-a deitar em seu peito. - Não vou.

-Edward, eu tenho que ir.

Levantou-se, desvencilhando-se dos braços dele, começando a procurar suas roupas pelo quarto. Lágrimas desciam por seu rosto, riscando sua pele, ardendo como cortes. Doía partir, mas tinha. Tinha que deixá-lo, tinha que deixá-lo viver e ela tinha que viver também.

Ficou vendo-a colocar a roupa, deslizando as peças com rapidez pela pele morena, cobrindo todas as partes que Edward adorara ver essa noite. Cobrindo a vontade de ficar, cobrindo o amor que sentiam. Não iria deixá-la partir, não iria permitir que ela se fosse. Não podia. Levantou-se, enrolando o lençol na cintura e aproximou-se dela, olhando-a se afastar de si, como se ele fosse machucá-la.

-Não me toca, por favor.

-Não posso te deixar ir. – declarou, aproximando-se e vendo que ela se afastava. – Não se afaste. Não fuja.

-Não me toca. Eu te peço, não me toca. – sua voz era triste e sentida. Estava desmoronando ao perceber que aquilo era o fim. – Adeus.

Andou em passos firmes até a porta, sentindo o frio de Edward tomar conta do quarto, o braço dele impedindo que ela abrisse a porta. Segurou a maçaneta, os olhos fechados, o frio de Edward tomando conta de seu corpo, os lábios dele em sua orelha, as palavras mais difíceis deslizando de sua boca.

-Te faço imortal.


N.A.: Garotas, nossa, tá no fim... o próximo cap. é o final...

Valeu por todas as pessoas que estão acompanhando... e comentando...

EVO, valeu por betar, amore...

Comentem??

Kiss