Capítulo I
Era Noite de Natal e eu estava em Hogwarts, sozinha sem meus amigos.
Mas não pense que eu tinha sido obrigada a ficar aqui. Eu apenas não achava mais tão interessante as noites de Natal na minha casa desde o dia em que Harry e Chang assumiram o romance e agora andavam juntos para cima e para baixo, como se fossem gêmeos siameses. E com certeza eles estavam lá em casa, meu irmão sempre convidava Harry e ele não recusava nenhuma vez. Por isso preferi ficar por aqui, na companhia de uma máquina que me comunicava com várias pessoas que nem estavam perto de mim.
Você não deve estar entendendo, mas tenha calma, eu explico.
Depois da Guerra contra Você-Sabe-Quem, algumas coisas mudaram na Escola. E uma das coisas que mudaram, foi o fato de agora nós usarmos a tecnologia dos trouxas. A sala de Estudo dos Trouxas, ganhou várias máquinas, como televisão, telefone, rádio e computador.
Eu nem preciso dizer que o computador foi o que mais me interessou, porque através da Internet eu podia me comunicar com pessoas que estavam em outros países.
Corre o boato que Minerva (a McGonagall, a nova diretora) trouxe o computador para melhorar as relações entre os alunos, visto que agora nós podemos falar com qualquer pessoa de Hogwarts através do WSN.
Eu tenho os e-mails de todos, tudo bem que devo isso ao meu cargo de Monitora e não ao fato de ser popular.
O fato é que eu estava conectada e olhava alguns sites quando uma pessoa, que eu nunca esperava falar comigo, puxou conversa no WSN.
PUNK ROCK BOY: Oi, Weasley!
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Malfoy?
PUNK ROCK BOY: Sim, eu mesmo.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: E o quê você quer?
PUNK ROCK BOY: Conversar, oras. O quê eu poderia querer mais?
MONITORA GRIFINÓRIA: E conversar comigo? Malfoy, você anda roubando ervas da sala de Herbologia?
PUNK ROCK BOY: Não, Weasley. Mas não existe ninguém conectado. Só você. E então já que só resta você, vai você mesmo.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Muito legal, Malfoy. Mas eu estou ocupada.
PUNK ROCK BOY: Tudo bem, mas a McGonagall vai adorar receber o meu e-mail sobre uma certa aluna que usa indevidamente os computadores da Escola.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Idiota! Eu pedi permissão a ela, ok? Então, Malfoy, fala logo. Você resolveu se matar vai fazer esse grande favor à humanidade?
PUNK ROCK BOY: Não, Weasley. Esquece, ok? Eu vou desconectar.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Sem drama, Malfoy. Fala.
PUNK ROCK BOY: Eu só queria conversar um pouco. Pode não parecer, mas existem momentos em que eu me sinto muito sozinho.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Ai que triste, Malfoy. Eu não sabia que você conseguia se sentir sozinho. Rs
PUNK ROCK BOY: HaHaHa Que engraçada... O.o
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Tudo bem. Cadê seus pais?
PUNK ROCK BOY: Não sei, Weasley. Se eu soubesse não estaria aqui te aturando.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: E seus amigos?
PUNK ROCK BOY: Eu não tenho amigos.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Hm...
PUNK ROCK BOY: E o Potter, a Granger e seu irmão? Onde eles estão? Abandonaram você este ano? HaHaHaHaHA
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Eu escolhi ficar aqui, ta legal?
PUNK ROCK BOY: Eu sei porquê você não foi pra casa. O Potter e a Chang estão juntos e toda vez que você os vê fica louca de ciúmes, não é?
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Sim, é por isso. Como você sabe?
PUNK ROCK BOY: Porque eu sinto o mesmo.
Juro por Merlim que levei um susto com essa revelação.
Eu tinha acabado de descobrir que Draco Malfoy era gay.
Não conseguia acreditar.
Ele sempre rivalizando com o Harry, era tudo ciúme.
MONITORA GRIFINÓRIA 17: Como é, Malfoy?
PUNK ROCK BOY: Ei, Weasley, tenho que ir, meus pais acabaram de chegar. Até mais.
MONITORA GRIFINÓRIA: Ei, Malfoy, espera!
PUNK ROCK BOY está offline.
Eu não conseguia acreditar.
Tentei lembrar algum momento em que Draco mostrasse algum sinal de sua opção sexual, mas só conseguia lembrar de insultos contra Harry e quem estivesse perto dele.
Fiquei tão chocada com a revelação que desliguei o computador e voltei para o Salão Comunal da Grifinória. Passei o resto do feriado pensando no assunto e cada vez que eu lembrava, mais improvável eu achava a história. Draco era gay? Como? E a fama de machão dele?
De repente tomei uma decisão: eu ia investigar essa história mais a fundo. E eu já não agüentava mais de ansiedade para a volta dos alunos, particularmente de um: Draco Malfoy.
Na semana seguinte os alunos começaram a voltar.
E pela primeira vez na vida eu fiquei feliz em ver Draco Malfoy na minha frente.
Ele deve ter percebido isso, porque quando olhou para minha cara disse, de modo bem arrogante:
"O quê foi, Weasley? Perdeu alguma coisa?"
"Não, por que?"
"Então, por que você está me olhando com essa cara de besta?"
"É a minha cara, ok? E aí, como passou o feriado?"
Eu estava tentando ganhar a confiança dele.
"Foi bom. Passei em casa, sozinho. Entrei no WSN outras vezes, mas não te vi mais. A McGonagall, não deixou mais você usar o computador?"
"Hm... é que eu tinha algumas tarefas para fazer, sabe?"
"Ah ta, agora se você não se importa, Weasley, eu vou para o meu dormitório."
"Hm...tudo bem. Tchau, Malfoy."
Eu o olhava detalhadamente e acho que isso o assustou um pouco. Ele parecia bem hetero. Mas isso não era uma coisa que você percebe assim, né, de cara.
Se continuasse desse jeito eu nunca ia descobrir a verdade, ia acabar assustando-o e era por isso que eu precisava de ajuda de alguém que entendia disso.
"Collin!"- eu gritei quando ele passou pelo retrato da Mulher Gorda.
"Ai, querida, você quase me mata de susto com esse grito! Tudo bem, fofa?"
"Mais ou menos, eu preciso te contar uma coisa que eu descobri."
"Ai, me conta logo! Eu adoro fofoca."
"Não, Collin. Você tem que jurar pelo que você mais ama que não vai contar a ninguém."
"Tudo bem. Eu juro por Harry Potter que eu não vou contar a ninguém."
"Ok. Ei, você ama o Harry?"
"Claro, fofa, você não é a única aqui que está se mordendo de ciúmes por ele estar com a Chang feiosa."
"Tudo bem. Você acha o quê do Draco Malfoy?"
"Um bofe e tanto."
"Não é isso, Collin! Você acha que ele é?"
"É o quê? GAY? Merlim! Se ele for, eu vi primeiro!!!!!!!!"
"Sério, Collin. Fala."
"Mona, eu nunca reparei. Mas eu posso me dar ao trabalho de olhar aquele Deus grego e assim eu descubro."
"Ok, então vamos logo."
"Para onde?"
"Salão Principal. Ele deve estar lá."
Nem eu mesmo entendia o porquê de tanto alvoroço para descobrir a opção sexual de Draco.
"Certo. Senta aí, Collin."
"Você está vendo o bofe?"
"Não."- parei um pouco e olhei para a porta do Salão Principal – "Ele está ali, Collin."
"Hm...muito bom...quer dizer, muito bem. Deixa ver."- disse Collin olhando Draco dos pés a cabeça – "Aparentemente, ele é hetero. Mas temos que observar mais. Hm."
Então passamos mais de meia hora com os olhos em Draco.
Graças a Merlim ele não percebeu os nossos olhares.
Depois de algum tempo, Collin disse:
"Não sei, Ginny. Tudo indica que ele não é. Mas algo nele é estranho. Eu diria que ele é metade e metade. Pode?"
"Claro que não, né, Collin?"
"Espera. Para quem ele ta olhando?" – disse Collin seguindo o olhar de Draco e indo parar em Harry Potter – "Quando ele olha para o Harry há um brilho estranho no olhar dele, Gi. É, eu acho que ele é... mas também pode não ser...ou ser os dois..."
E quem ia me ajudar, acabou atrapalhando mais.
Eu consegui ficar mais confusa do que antes.
Não conseguia esquecer o assunto e não pense que isso se deve ao fato de eu ser fofoqueira, porque eu não sou.
Então, depois da aula eu resolvi dar uma volta pelo Castelo. Não agüentava mais pensar no Malfoy e sua possível paixão pelo Harry.
Andava calmamente por um corredor quando ouvi soluços vindos de uma sala abandonada. Entrei na sala e como tudo estava escuro acendi a ponta da minha varinha e logo pude encontrar a pessoa que estava chorando.
"Malfoy?"
"Sim, eu, por que?"
"Por nada."- eu disse me aproximando. Draco estava sentado no chão da sala, com os joelhos dobrados. Seu rosto estava molhado por causa das lágrimas e eu não poderia estar mais incomodada com a situação.
"O que você quer?"
"Nada. O quê houve?"
"Nada que seja do seu interesse."
"Tudo bem, Malfoy. Se não quer falar, eu já vou."
"Espera, Weasley. Fica aí."
"Vai contar o que aconteceu?"
"Não. Eu só quero que você fique. Ok?"
"Ta bom."
E então nós ficamos calados.
Eu estava doida para saber o porquê do choro, mas não conseguia. Eu ia ter aquela informação, mas não agora. Primeiro teria que ganhar a confiança dele e depois descobriria tudo.
Depois de um tempo, nem sei precisar o quanto, ele se levantou do chão e estendeu a mão para que eu fizesse o mesmo.
E foi aí que eu percebi que estava me tornando amiga dele e que em breve a pergunta que martelava em minha cabeça ia ter uma resposta: Será que ele é?
Nota Da Autora: Caham. Ta confuso, mas eu acho que vai ficar legal. Eu tive essa idéia nem sei como...hahahahaha, mas eu tive e tem um pouco de fatos reais. Hahahahahaha... Bem, reviews são bem vinda sempre!
Beijos e até a próxima!!!!!!
Manu Black
