Capítulo VII

Então nós voltamos a ser amigos. E, por mais estranho que possa parecer, tudo estava igual a antes, quer dizer, antes de descobrir sobre ele e a Chang.

Sabe todo aquele negócio de ele não ser gay? Eu já estava começando a pensar justamente o contrário. Tipo, sempre que eu estava com Harry ele ficava fazendo inúmeras perguntas sobre o garoto.

Tinha dias que eu tinha coragem de dizer:

"Draco, sai do casulo! Libere essa borboleta que existe em você e voe em direção ao arco-íris. Se liberta, beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!"

Mas logo pensava melhor e ficava calada, afinal ele tinha que assumir espontaneamente.

Também, de vez em quando, tinha vontade de agarrá-lo e beijá-lo apaixonadamente, sabe, como forma de fazê-lo não ser gay, mas também logo desistia disso, porque, com certeza, ficaria com fama de maníaca.

Por outro lado, Chang estava sempre atrás e eu começava a perceber que ela sempre fazia isso quando nós estávamos conversando. Draco sempre a ignorava totalmente, às vezes chegava até a ser ignorante.

E nem precisa dizer o quanto me divirto quando ela leva um pé dele, não é?

Depois da minha volta os dias passaram cada vez mais rápido, e eu tive que dobrar as horas de estudo, os N.O.M's se aproximavam. Então meus passeios e conversas com Draco reduziram drasticamente, para falar a verdade a única pessoa com quem falava era Colin, afinal nós estudamos na mesma série e somos da mesma casa.

Tirando o exame de Adivinhação, consegui (pelo menos, acho) me sair bem nos outros exames.

Enfim chegou o dia de ir para casa e, tudo bem, estava alegre, teria dois meses de descanso, mas também me sentia triste, porque seriam dois meses sem ver, nem falar com Draco.

Quando entrei no Expresso ouvi uma voz dizer:

"Ginny!"

Olhei para trás e vi Draco na porta de uma cabine.

"Aqui está vago." – ele disse.

Passei pelos outros estudantes e enfim cheguei ao lugar em que Draco estava. Entrei na cabine, guardei minhas coisas e me sentei.

"Obrigada, Draco."

Ele sorriu e eu perguntei:

"Animado com as férias?"

Draco desviou o olhar e respondeu:

"Não..."

"Por quê?"

"Ficar em casa dois meses, na companhia de duas pessoas que não te aceitam não é muito agradável." – disse se referindo aos pais – "E também, não vou te ver."

Senti meu coração bater rápido.

"Sim, mas você pode me visitar na Toca."

"Certo, porque meus pais vão deixar e porque sua família me adora." – disse sarcástico.

"Ah, meus pais nem têm nada contra você e o Rony, bem, o Rony eu cuido dele... agora, seus pais..." – falei, pensativa – "Foge de casa, ué." – completei rindo.

Ele pensou um pouco e disse:

"Isso não é uma má idéia..."

"Ei, Draco, alow, eu estava brincando!" – falei quando percebi que ele estava cogitando MESMO fugir por causa de mim.

"Não, Ginny, você teve uma ótima idéia! Em julho completo 17 anos então não devo mais satisfações aos meus pais."

"Qual o dia do seu aniversário?" – perguntei mudando de assunto.

"Dia 15."

"Ahm..." – falei pensativa quando fui interrompida por umas batidinhas na porta.

Levantei e abri a porta, vi Harry e Colin parados, sorrindo para mim.

"Posso ficar aqui, miga?" – Colin perguntou.

"Claro, entra." – disse deixando que ele passasse – "E você, Harry, quer ficar aqui também? Tem lugar sobrando..."

"Não, Gi. Quero falar com você." – ele olhou para Draco que nos fitava atentamente e completou – "A sós."

Assenti e saímos para uma cabine vazia. Depois de fechar a porta, Harry disse:

"Ginny, só queria agradecer por tudo que você fez por mim esse ano. E também me desculpar por, você sabe..." – falou sem jeito.

"Sem problema, Harry." – disse sorrindo.

"Também queria te dar isso." – ele falou e me entregou uma caixa.

Abri o pacote e vi uma caixa de chocolates de menta, aqueles que eu adoro, depois dos chocolates de morango.

"Ai, Harry, obrigada!" – falei, abraçando-o.

Nos despedimos e logo depois voltei para a cabine onde estavam Colin e Draco.

Sentei ao lado de Draco e ofereci:

"Aceitam?" – disse estendendo a caixa de chocolate.

Draco virou o rosto e Colin aceitou. Pude perceber que Draco parecia bem mais sério, até mesmo furioso, mas eu nem tinha feito nada!

"O que o Potter queria?" – Draco perguntou olhando a paisagem pela janela.

"Só se despedir..."

"Ginevra, você e o Potter estão namorando?" – ele perguntou me encarando, e pude ver que ele REALMENTE estava com raiva.

Sabe, ele precisa controlar o ciúme que sente do Harry...

Olhei para Colin, mas ele parecia estar achando a cena super engraçada, porque ria muito, descontroladamente.

"Primeiro, Ginevra é a vovozinha. E, depois, não, eu não estou namorando o Harry." – falei virando o rosto para o lado contrário.

O resto da viagem foi feito em silêncio. Às vezes percebia que Colin olhava para nós dois e caía na gargalhada e, sabe, não sei qual a graça. Draco sabe ser chato quando quer e, outra, ele devia logo assumir todo esse amor que sente pelo Harry, facilitaria mais as coisas.

Dei graças a Merlim quando chegamos na Estação. Peguei todas as minhas coisas e já ia saindo quando Draco segurou meu pulso e disse:

"Desculpe, Ginny..."

Olhei para aquela cara dele tão bonita, mas que, naquele momento, me dava vontade de arranhá-la toda e disse:

"Tudo bem, deixa para lá..."

"Vou te escrever durante as férias..." – falou sem jeito.

"Eu também te escreverei." – disse – "Então, tchau." – completei e saí acompanhada de Colin.

Encontrei minha mãe e meu pai conversando com Harry e Rony. Falamos com meus pais e depois, me puxando para o lado, Colin disse:

"Olha, Gi." – apontou para um grupo de três pessoas à nossa frente.

Draco estava sendo abraçado pela mãe enquanto o pai dele falava algumas coisas.

"Ele parece desanimado." – falei.

"E ciumento..." – disse Colin sorrindo para mim.

"Eu sei, migo, muito chato isso."

"Isso é ótimo, Gineca!"

"Você acha?" – perguntei achando totalmente o contrário.

"Claro! Não percebe?"

"Sei lá, migo... eu" – falei, mas fui interrompida pela voz da minha mãe.

"Vamos, Ginny."

"Tenho que ir, querido." – falei abraçando Colin – "Nos vemos daqui a uma semana."

Colin sempre passa a maior parte das férias lá em casa, os pais dele vivem viajando e Dênis (o irmão dele) fica sempre na casa da avó (lugar que Colin odeia, porque, digamos, a avó dele não aceita muito a "condição" do neto).

Depois de me despedir dele, ainda olhei uma última vez para os Malfoys e depois acompanhei meus pais, dois meses de férias, dois meses sem Draco...

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Será que ele é?

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Assim como prometido, Draco me escreveu e quando digo que ele escrevia todos os dias não é exagero. Já estava acostumada em acordar e ver aquela mesma coruja escura e bonita na minha janela, com uma carta no bico.

Às vezes ele só dizia como estava com saudade, ou falava dos planos para vir me visitar e devo acrescentar que um era mais doido do que o outro.

Passei as duas primeiras semanas do mês de julho pensando no presente que daria a ele. O problema é que Malfoys têm tudo, então é meio difícil escolher alguma coisa para um garoto que tem todas as coisas que se pode imaginar.

Na véspera do aniversário dele eu estava completamente louca imaginando o que poderia comprar, por isso pedi para minha mãe me deixar ir até o Beco Diagonal. Depois de argumentar muito e choramingar um pouquinho, ela liberou, desde que fosse acompanhada por Rony, o que era bem melhor do que ela nem ter deixado eu ir, certo? Então iniciei uma nova rodada de pedidos, súplicas, argumentos, caras de cachorro pidão, até que ela deixou que fosse acompanhada por Colin (que estava na minha casa há uma semana).

Depois do almoço, partimos para o Beco, totalmente felizes e nos achando o máximo por termos 16 e estarmos andando sozinhos, sem a presença de um adulto.

Fala sério...

Procuramos, primeiro, na Floreios e Borrões, mas não sabíamos qual tipo de livro Draco gostava: ficção, aventura, romance, suspense? Paramos em frente à loja de artigos de quadribol e, com certeza, Draco adoraria uma firebolt, mas alow, eu não tinha dinheiro nem para uma cerda da firebolt, o que dirá a vassoura inteira.

Andamos durante toda a tarde, sem êxito. Até que eu tive a brilhante idéia:

"Vamos ver se tem algo na loja dos trouxas."

"Ginny, sua mãe disse..."

"Colin, ela nem vai saber.. e se nós sairmos aqui do Beco, logo do lado tem uma loja de cd's dos trouxas, não é?"

"E você sabe do que Draco gosta?" – Colin perguntou enquanto tentava acompanhar o meu passo, eu estava quase correndo de emoção (porque enfim pensara em algo).

"Não. Mas sei lá, tem aquelas cantoras trouxas, Mariah Carey, Celine Dion..."

Colin gargalhou e disse:

"Acho que Draco não gosta desse tipo de música, ele tem cara que gosta de Iron Maiden, Sepultura..." – falou pensativo.

"Sei... o que é isso?" – perguntei quando atravessamos a barreira.

Tipo, eu sei quem é Mariah Carey, Celine Dion, Beyoncé, Shakira, Backstreet Boys, N Sync, Justin Timberlake, Britney Spears, por causa do Colin, ele gosta dessas músicas e me empresta os cd's.

Mas esses outros que ele falou? Ahm? Alow, o que é isso?

"Ginny, acho melhor voltarmos..." – Colin falou pouco antes de entrarmos na loja.

Ignorei o que ele disse e comecei a busca por um cd que fosse do gosto de Draco. Depois de olhar vários cd's, acabei comprando um dvd de um filme "Fora de Rumo", que eu e Colin já assistimos e, claro, adoramos por causa daquele ator principal bonitão, o Clive Owen. E, se Draco for o que penso que é, ele também vai adorar. Mas caso ele não seja, vai gostar também porque o filme é suspense/aventura e tem aquela atriz bonitona, Jennifer Aniston, a ex-mulher do Brad Pitt.

Então voltamos para casa já de noite e nem preciso dizer que minha mãe estava quase pondo um ovo quando chegamos.

Que é isso, não é como se existissem malfeitores por aí, prontos para me atacarem.

Pelo jeito que a coisa anda, está mais fácil eu atacar os malfeitores...

Após explicarmos o porquê da demora, jantamos, subimos para o meu quarto e empacotamos o presente de Draco. Depois, escrevi uma carta para ele, dando os parabéns e tudo mais, e guardei para enviar no dia seguinte.

Colin e eu decidimos dormir mais cedo, afinal estávamos muito cansados com toda a "aventura" que passamos. Armei a cama de Colin e, depois de conversarmos um pouquinho, acabamos adormecendo.

E eu estava tendo um sonho bom, tipo, tinha o Draco e tal, mas de repente acordei e você deve imaginar minha surpresa quando o vi ali, sentado na minha cama, olhando para mim.

Minha primeira reação foi gritar, mas fui impedida por ele, que colocou a mão na minha boca. Certificando-se de que já estava calma, ele tirou a mão e eu, ainda assustada, dei vários socos nos braços dele.

"Ai, o que você está fazendo?" – ele sussurrou.

"Você quase me mata de susto, idiota." – falei me levantando.

"Hunf, eu venho visitar você e é assim que me recebe?" – disse se levantando também e massageando os braços.

"Afinal, como veio parar aqui? E" – disse olhando para o relógio na minha mesinha de cabeceira – "Já passa das duas horas da manhã, Draco."

"Aparatei." – falou simplesmente.

"Você não pode fazer isso."

"Claro que posso, passei no teste e agora sou maior de idade." – disse, orgulhoso.

Então o Tico e o Teco finalmente acordaram e lembrei que era o dia do aniversário dele. Abracei-o e senti que ele tinha ficado um pouco assustado, afinal ele tinha acabado de ser surrado por mim.

"Parabéns." – falei e depois disse algumas palavras que todo mundo diz nos aniversários como, "tudo de bom, muita saúde, muito amor e muita felicidade e blablabla..."

"Obrigado."

Peguei o pacote e a carta que estavam em cima da cama e entreguei a ele.

"O que é?" – perguntou enquanto balançava o pacote.

"Um dvd. Você sabe o que é?"

Ele riu e logo me arrependi por ter perguntado isso.

"Claro que sei, Ginevra." – disse com aquele sorriso de "claro que sei, sua imbecil".

"Ginevra é a p..." – falei alto, mas logo ele tampou minha boca com a mão.

Ele abriu o pacote e viu o filme, depois leu a carta e disse:

"Obrigado, adorei." – e me abraçou.

"Por nada... E então, o que vai fazer hoje?" – perguntei tentando manter a sanidade enquanto sentia o cheiro do perfume dele.

"Não sei... ficar em casa... vou assistir ao filme..."

"Que divertido..." – falei rindo.

"Eu sei." – disse olhando para o relógio, completou – "Tenho que ir. Só passei para ver você."

"Então, até mais." – falei abraçando-o novamente, você percebe que sempre arranjo desculpa para fazer isso?

"Até breve."

"E da próxima vez, venha de dia..." – falei quando ele estava prestes a aparatar.

Ele sorriu e desapareceu.

"Migaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, que bafão foi esse?" – Colin perguntou de repente e, pela segunda vez na noite, quase infartei.

"Ai, Colin, assim você me mata de susto."

"Querida, acordar com um loiro, lindo e gostoso ao seu lado? Meu Deus, por que não tenho essa sorte?"

"Colin, ele pode ser tudo isso, mas nem gosta de mim assim... e ele quase me mata de susto."

"Eu vi quando ele chegou. Primeiro olhou para mim e percebi que ficou chateado. Depois sentou na sua cama e velou seu sono, até que você, louca, acordou e estragou tudo."

"Sabe, quem ele pensa que é para vir me visitar de madrugada? O papai noel?" – disse fingindo estar revoltada com aquilo.

"Gineca, Gineca, você não percebe?" – Colin perguntou como se fosse óbvio.

"O quê?"

"Ele te ama!" – Colin gritou.

"Ahm?" – falei e caí na gargalhada.

"Primeiro todo aquele ciúme de você com o Harry, depois me vê aqui e me olha de um jeito assassino e vela seu sono... ai que românticooooo..." – disse quase gritando.

"Colin, acorda!" – estalei os dedos – "Ele sente ciúme do Harry comigo, entende?"

"O quê, você ainda acha que ele é gay?" – Colin perguntou assustado.

"Sim."

Colin caiu na gargalhada e disse:

"Ginny, você só pode estar muito cega, é óbvio que ele te ama. Carta todos os dias, visitas de madrugada... qual cara faria isso por você?"

"Um amigo. Você também me escreveu todos os dias da semana..."

Colin balançou a cabeça derrotado e disse:

"Mulher, tu é cega, bee!" – e se deitou resmungando.

"Você que é doido, hunf." – disse me deitando e virando para o outro lado.

Porque só sendo doido para achar que Draco Malfoy estava apaixonado por mim...

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Será que ele é?

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Durante o resto do mês de julho, apenas recebi cartas de Draco, acho que ele realmente ficou assustado com o modo que o recebi.

No fim do mês Harry e Hermione se juntaram a nós na Toca e tudo parecia mais divertido, porque Rony enfim parou de tentar descobrir de quem era a coruja que me trazia cartas todos os dias e Harry parecia mais feliz agora que é maior de idade e não tem mais que morar com aqueles tios dele.

No primeiro dia de agosto, Colin e eu recebemos as cartas com os N.O.M's, e, assim como pensei, tinha ido mal somente em Adivinhação, o que era um alívio, porque não veria mais a Trelawney.

E depois, a carreira que eu queria, de Advogada, tinha só matérias legais, leia-se: não precisa de poções!

Colin também queria isso, por isso continuaríamos nas mesmas matérias.

Para comemorar nossos N.O.M's, combinamos com Rony, Harry e Mione uma saída para o cinema trouxa. A verdade é que sempre tive curiosidade de saber como é, Colin já me explicou, mas nada melhor do que ver para saber de todos os detalhes.

Minha mãe deixou relutantemente, já meu pai, quando soube, quis vir junto, mas logo mamãe o convenceu do contrário.

Colin nos levaria no carro da mãe dele e talvez tenha sido isso que assustou tanto minha mãe, porque ela sempre acha que somos muito novos para tudo.

Antes de irmos, Colin insistiu em me levar até um shopping trouxa e comprar algumas roupas para mim, além de me levar a um cabeleireiro. Não foi uma grande transformação, iguais àquelas que passam nos filmes, mas me sentia um pouquinho mais bonita agora com os cabelos sem aquele corte reto e, também, a cor estava menos chamativa, com um vermelho mais fechado, mais discreto.

Quando voltamos para a Toca, Colin e eu nos arrumamos e depois de minha mãe enumerar uma lista de cuidados que deveríamos tomar, fomos até o carro. Harry e os outros entraram e eu já estava fazendo o mesmo, quando ouvi uma voz atrás de mim:

"Ginny."

Nem precisei olhar para vem quem era.

"Draco." – andei até ele, que estava a alguns metros de distância e o abracei.

"Para onde você está indo?" – perguntou com aquela cara séria.

"Para o cinema. Quer vir?" – respondi sorrindo.

"Você vai com o Potter?"

"Sim, mas o meu irmão, a Mione e o Colin também vão. Quer vir?" – falei, tentando manter a calma.

"Não." – falou sério.

"Ah, Draco, deixa de ser chato. Vamos, vai ser legal." – disse puxando o braço dele.

"Não, só vim aqui para mostrar o que meus pais me deram de aniversário, mas já que você está indo..." – disse saindo.

"Espera, Malfoy." – falei correndo até acompanhar o passo dele, e paramos diante de uma caminhonete preta, nova e linda.

Cara, só posso dizer que os Malfoys têm MUITO dinheiro...

"Que legal!" – falei olhando para o carro – "Você deve estar feliz..."

"É... eles me deram o carro e depois anunciaram uma viagem de dois anos pela América..." – falou enquanto olhava para o automóvel.

Na verdade, ele não parecia nem um pouquinho feliz.

"Ai, Draco, não fica assim." – disse abraçando-o – "Vem com a gente, assim você se diverte um pouco..."

Ele pensou um pouco e disse:

"Tudo bem, mas vamos no meu carro."

"Ok. Vou avisar o Colin."

Corri até o outro carro e, depois de uma explicação rápida, me despedi deles e entrei no carro de Draco.

"Você sabe dirigir, né?" – perguntei apertando o cinto de segurança, enquanto ele fazia o mesmo.

"Claro." – disse rindo da minha pergunta idiota.

Acompanhamos o carro de Colin e depois de algum tempo chegamos no shopping. Nem precisa dizer que eu me adimirava com tudo, todas aquelas lojas ainda eram novidade para mim.

O cinema me impressionou mais ainda, sei lá, parecia tudo tão real com aquela telona. Rony e Hermione sentaram juntos e mais afastados, óbvio (como se eu não tivesse percebido que eles estavam se agarrando). Harry, eu e Draco sentamos juntos e, como não havia espaço na mesma fileira, Colin sentou atrás de mim. Eu não entendia porquê, mas muitas vezes escutei a risada dele.

Assistimos ao filme "Vestida para Casar", uma comédia romântica em que a protagonista sempre era a madrinha, mas nunca a noiva e também era apaixonada pelo melhor amigo que acaba namorando a irmã dela. Certo, o filme era legal e tudo mais, mas quase não prestei atenção porque percebi os olhares estranhos que Harry e Draco ficaram trocando. Além disso, Draco passou um braço por detrás da minha cadeira (não sei porquê, talvez para pegar no ombro do Harry) e eu fiquei totalmente entorpecida com aquele perfume dele, tão bom... e também, de vez em quando, senti a mão do Harry esbarrar na minha mão, o que fazia o Draco chegar cada vez mais perto de mim...

Depois do filme passamos em uma lanchonete (que Colin me disse que se chama "McDonald's" e que não é lanchonete, é fast food, mas para mim é tudo igual) e ficamos comendo e conversando.

Algumas horas depois, voltamos para casa. Draco parecia mais frio e distante, sabe, às vezes ele é bem estranho.

Quando ele parou em frente à minha casa, eu disse:

"Então, se divertiu?"

"Sim." – falou dando um pequeno sorriso.

"Que bom." – falei sorrindo – "Bem, tenho que ir... nos vemos..."

"Gostei da mudança que fez no cabelo e da sua roupa..." – falou antes que eu saísse do carro.

"Obrigada, Colin que me obrigou a fazer..." – viu? Ele foi a única pessoa que percebeu, nem Ron tinha percebido, e depois dizem que ele não é...

"Você ficou linda, mais do que já era antes..." – disse me olhando de uma maneira estranha.

Eu sorri mesmo sentindo meu estômago se contorcer... O que era aquele brilho no olhar dele? Ele ia perguntar quem tinha sido o cabeleireiro ou algo assim?

"Obrigada." – falei.

Então ele levantou a mão e acariciou meu rosto levemente. Depois vi seu rosto cada vez mais próximo do meu, e eu queria tanto que ele fizesse o que eu achava que ia fazer... até que alguém bateu na porta e disse:

"Ginny, mamãe está chamando."

Eu já disse que vou matar o meu irmão?

"Ok." – falei para Rony –"Até mais, Draco." – disse beijando-o na bochecha e saindo do carro.

Depois disso, não o vi mais.

Durante as férias, quero dizer.

Ainda tentamos marcar um encontro no Beco Diagonal, mas minha mãe não me levou para fazer as compras...

Sabe, eu nem conseguia pensar no que tinha acontecido. Afinal, ele era ou não? Porque se ele era, não teria quase me beijado, não é?

Colin sempre me dizia que ele não era, já que o gaydar dele nunca tinha apitado quando ele passava...

A verdade é que não quero nutrir esperanças. Já fiz isso uma vez com Harry e quebrei a cara. Depois, me iludi com o Draco e quebrei não só a minha cara, mas o meu coração. Não posso deixar que isso aconteça pela terceira vez, seria burrice.

Foi nesse clima que voltamos às aulas, eu totalmente confusa, querendo saber de uma vez por todas: será que ele é?

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N.B.: Bambee!! Amei!! Essa fic tá tudo de ótimo!! Atualiza logo, hein?? To economizando palavras, sim!! É o tempo, fia, sei que vc me entende!! hahahahaha!!

Gentem!! Não se esqueçam das reviews!! Manuzete merece!! Amo todos vcs!! Bjs!!

ChunLi Weasley Malfoy

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Nota da Autora: Gente, espero que apreciem! Respondo comentários no próximo, pq to sendo ameaçada pela minha irmã: saio ou morro!

Beijos,

Manu Black