Capítulo VIII
Na terceira semana de setembro, foram fixados avisos no Salão Comunal com a data do primeiro passeio a Hogsmeade: 27 de setembro, o sábado seguinte.
"Você vai com quem, Colin?" – perguntei enquanto nos dirigíamos para o Salão Principal.
"Nem sei se vou, Gi..." – respondeu triste.
Há alguns dias percebi que Colin estava mais calado e pensativo, e quando se dá esses adjetivos a uma pessoa como ele, sempre alegre e comunicativa, algo está muito errado.
"O que foi, amigo?" – disse enquanto o abraçava pela cintura.
"Nada, Gi... só estou chateada, sabe... o Jason, hoje soube que ele está namorando a Annelise Schine, uma quintanista da Corvinal..."
"Certo, e você quer que eu faça o quê? Bata nele até quebrar todos os dentes ou apenas arranque o que ele tem de mais precioso entre as pernas?" – perguntei, séria.
Colin riu e disse:
"Não precisa, miga... mas às vezes me sinto triste... os caras só me querem para se divertir, depois vejo os idiotas com outras pessoas... Eu sou muito burra."
"Colin, pára com isso! Burro é ele que não percebeu o quanto você é maravilhoso. Mas deixa estar, eu pego esse canalha..." – falei a última parte só para mim.
"Ginny, eu ouvi." – ele disse parando em frente às portas de carvalho do Salão Principal – "Você não vai fazer isso, lembre-se que no começo do ano você bancou o Bruce Lee e quase foi expulsa... deixa para lá."
"Certo... então alegre-se! Ele não merece! E se você ficar triste, eu também fico!"
Ele riu tristemente e nós entramos no Salão, sentamos à mesa grifinória e comemos em silêncio. Colin estava realmente chateado, porque a hora do jantar era o momento favorito dele para me repassar as fofocas do dia...
"Ginny, vou voltar para a Torre. Boa Noite." – Colin se despediu e me deu um beijo na bochecha, quando viu Jason e Annelise entrando, aos beijos, no Salão.
Minutos depois fiz o mesmo, não sem antes dirigir um olhar mortal para Jason.
Andava pelos corredores, pensando na forma mais cruel de fazer aquele idiota sofrer, quando percebi que já tinha chegado ao retrato da Mulher Gorda.
"Senha?" – perguntou.
"Ginevra, espere."
Nem precisei olhar para trás. Era Draco, e ele estava com raiva de alguma coisa.
"O quê, Malfoy?" – respondi com raiva, sabe, eu ODEIO quando me chamam de Ginevra e já estava me enchendo desse costume dele.
"Malfoy?" – perguntou assustado – "Desde quando você me chama assim?"
"Desde o momento em que você me chama de Ginevra... o que você quer?"
"Por que está tão ríspida? Estou te atrapalhando?"
Eu amo o Draco e sei que isso é um fato que ninguém vai poder mudar, mas ele já estava me chateando. Primeiro, me chama de Ginevra sem nem que eu saiba o porquê. Segundo, eu não consigo saber se ele é ou não, e isso me deixa muito confusa, afinal, às vezes ele parece demonstrar algo mais do que amizade em relação a mim... e Terceiro, eu estava realmente preocupada com Colin.
"Para falar a verdade, está sim."
"Entendi, vai se encontrar com o Creevey." – disse com uma expressão de falsa alegria.
"Vou mesmo. Algum problema?"
Ele passou as mãos pelos cabelos e não falou nada, então eu completei:
"Beleza, boa noite, Malfoy." – e disse a senha entrando no Salão Comunal.
Procurei Colin, mas ele já tinha ido se deitar, preferi não incomodá-lo, por isso fui para o meu dormitório e me deitei, dormi quase instantaneamente, sem nem pensar em Draco ou em qualquer outra coisa.
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Será que ele é?
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Os dias passaram rapidamente e quando percebi já estávamos a um dia do passeio a Hogsmeade. Até aquele momento eu ia sozinha e deixe-me dizer uma coisa: ir sozinha para o povoado é simplesmente um... SACO! E sabe, se é para ir sozinha, prefiro não ir...
"Colin, vamos para Hogsmeade?" – perguntei quando o encontrei logo depois do jantar.
"Gi, eu estou cheia de tarefas, nem vai dar..." – respondeu sem tirar os olhos do pergaminho em que escrevia.
"Você vai me deixar ir sozinha?"
"Vou..." – falou simplesmente.
Dá para perceber o quanto sou abandonada?
"Valeu." – respondi e saí do Salão Comunal.
Eu sei que Colin andava deprimido, mas ele poderia ser um pouquinho mais delicado comigo, não é? Afinal, não tinha culpa de nada e estava tentando fazer o melhor para agradá-lo.
Fora que ainda estava muito chateada, pois Draco, depois daquela noite, não falava direito comigo, apenas dizia o necessário durante reuniões e rondas de monitores (agora ele era Monitor-Chefe, por isso tinha que falar comigo, mesmo que não quisesse).
Estava indo para o jardim quando senti uma mão segurar meu ombro.
"O quê? Sr.Filch, ainda nem deu o toque de recolher, então não venha brigar comigo..."
"Ginny." – a pessoa falou bem próxima à minha orelha.
"Ahm, Draco." – falei me virando – "Oi. Tudo bem?"
"Tudo... você tem um minuto? Ou está ocupada?"
"Não... quer dizer, tenho sim." – falei gaguejando, por que ficava tão patética, hein?
Andamos até o jardim e sentamos na grama. Draco foi logo falando:
"Desculpe por aquele dia..."
"Tudo bem, desculpa também, estava nervosa... o Colin estav –"
"O Creevey!" – exclamou e saltou da grama.
"Sim, ele estava chateado e eu preocupada..."
"Ginny, você e o Creevey estão namorando?"
Dá para acreditar?
Não tive outra alternativa além de rir.
Gargalhar.
"O que é tão engraçado?" – perguntou cruzando os braços em frente ao peito.
"Merlim, só você mesmo..."
"O quê?"
"Você é muito lento, Malfoy..." – falei tentando conter a risada – "Colin é gay." – assim como você, seu idiota.
"O quê?" – perguntou com os olhos arregalados.
"Colin é gay, todo o mundo sabe, menos você... caramba, rapaz, tu é lento!"
"Hunf." – fungou – "Eu não sou igual aos outros, não gosto de fofocas... então... ah, bem, melhor assim."
O quê? Ele agora ia ficar interessado no Colin?
"Mas eu te chamei para te perguntar uma coisa."
"Certo. Pode falar."
"Você vai com quem para Hogsmeade amanhã?"
"Ninguém. O Colin está depressivo, o Rony e a Mione sempre vão juntos, e não estou afim de segurar vela, e o Harry e a Luna também estão juntos, eu acho, e não quero, mesmo, ser candelabro.."
"Então..." – falou olhando para cima – "Você quer ir comigo?"
Ah meu Merlimzinhooo...
Não era um encontro, era??
ERA??
"Ahm... ah... claro... tudo bem..." – respondi tentando ficar calma.
E ficamos lá, calados, como dois idiotas...
Se eu não soubesse que ele é gay, diria que estava sem jeito por causa de mim, mas talvez só tivesse arrependido por não ter convidado Colin antes de mim.
"Então, acho melhor voltarmos..." – falei levantando da grama.
"Ah, é..." – respondeu.
Caminhamos em silêncio e depois nos despedimos com um "boa noite"...
Quando entrei no Salão Comunal todos os estudantes já tinham saído, o único presente era Colin e ele estava me esperando, mas, alow, já falei que não estava com vontade de falar com ele?
"Ginny, vem cá."
"Sabe, desculpe, mas eu tenho muita tarefa... não posso." – respondi passando por ele, mas antes que pudesse me afastar ele me segurou.
"Ginny, não seja idiota, vem cá, minha flor."
Sentei ao lado dele e ouvi o que tinha a dizer:
"Desculpa, querida, mas eu não estou bem... sei que você está fazendo o possível para me alegrar, entendo tudo isso, só quero ficar no meu canto, ok? E se você quiser, vou com você para Hogsmeade amanhã, tá?"
"Não precisa, já vou com o Draco." – respondi e um sorrisinho besta escapou dos meus lábios.
"O quê?? Ele te convidou??" – perguntou interessado.
"SIM!" – gritei sem me agüentar de alegria.
"Ai meu Deuuuuuuuuuus!" – Colin gritou em resposta e começamos a fazer planos sobre o que vestir no dia seguinte.
Para Colin era um encontro, e eu estava tentando me convencer do contrário...
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Será que ele é?
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Com a notícia do meu suposto encontro com Draco, Colin se mostrava um pouco mais alegre. No dia seguinte, já tinha escolhido tudo o que eu ia usar: uma calça jeans e uma bata lilás que nós tínhamos comprado em agosto, quando fomos ao shopping, além disso, ele escolheu uma sapatilha da mesma cor da blusa. Depois de me vestir, Colin fez a maquiagem e o cabelo. Olhei no espelho e me senti bonita, se Draco gostasse da coisa, eu o ganharia fácil, fácil.
"Então, gostou, mona?"
"Adorei, querido! Obrigada!" – abracei-o.
"De nada, fofa, apenas pegue o bofe e eu ficarei bem feliz!"
"Isso não será possível. Ele é gay, Colin."
"Ai meu Jesus Cristo!" – Colin respondeu revirando os olhos e batendo os pés – "Draco não é gay, sua doida! Se ele fosse, eu já tinha ficado com ele, entende isso, mulher!"
"Hahaha... muito engraçado, mas ele é gay, sim!"
Ele apenas revirou os olhos e eu fui para a entrada do castelo (onde ia encontrar Draco), Colin continuou na Torre da Grifinória, tinha decidido não ir, para não atrapalhar.
Sei, como se eu não soubesse que ele ainda estava chateado...
"Oi, Ginny." – Draco disse – "Você está linda."
Ele também não estava de se jogar fora com aquela roupa toda preta que o deixava mais sexy...
Mas preferi não dizer isso em voz alta.
"Obrigada. Então, vamos?"
"Sim..." – respondeu oferecendo o braço como se fosse algum tipo de cavalheiro dos filmes que eu assisti.
Andamos até o povoado e passeamos pelas lojas de sempre, só que, dessa vez, parecia mais divertido. Tudo bem, sei que já fui com ele outras vezes, mas naquela época nós estávamos fingindo ser namorados e eu lembro que me sentia tão incomodada com a situação (por ela não ser de verdade e tal)...
Eu até tentei me convencer de que, definitivamente, não era um encontro, mas não consegui, talvez seja burra demais para acreditar que Draco e eu tínhamos, sabe como é, "um lance"... ou sei lá como falam...
No final da tarde, caminhamos de volta para o Castelo e eu me sentia tão feliz, tudo tinha sido maravilhoso, principalmente a parte em que Draco comprou a metade da Dedosdemel para mim (beleza, não foi a metade, mas foi quase). Quando chegamos no jardim do Castelo, ele ficou de frente a mim e disse:
"Gostou do passeio?"
"Adorei. Obrigada pelos doces." – sorri.
Ele retribuiu o sorriso e, levando a mão até o meu rosto, acariciou-o.
"Você é tão linda..." – falou em um tom baixo, como se estivesse refletindo sobre o assunto.
E vamos combinar que eu fiquei paralisada.
Então vi o rosto dele se aproximando, cada vez mais, e meu coração batia tão rápido dentro do peito que estava prestes a explodir, vi que ele fechou os olhos e eu fiz o mesmo, Merlimzinho, como estava esperando por aquele momento...
"GINEVRA MOLLY WEASLEY!" – um grito rompeu o silêncio e eu tive vontade de romper a cara do meu irmão.
"O QUE É?" – gritei de volta, amaldiçoando todas as gerações de Ronys.
"VENHA JÁ AQUI!" – berrou em resposta.
Olhei para Draco e ele fitava o chão enquanto passava a mão pelo cabelo.
"Desculpa, mas tenho que falar com aquele traste. Você me espera?"
"Ahm... na verdade, Ginny, tenho que ir. Até mais." – e saiu para dentro do Castelo.
Fui até Rony e disse:
"O que é?"
"O que você estava fazendo com o Malfoy?"
"Não, você quer dizer o que eu NÃO estava fazendo, certo? Rony, já é a segunda vez, me deixa em paz!"
"Você não devia mais falar com esse Malfoy, ele te traiu, Ginny!"
"Rony, querido." – falei em tom baixo, o meu tom ameaçador – "Quem levou o chifre fui eu, a cabeça é minha, logo, o problema não é seu. E juro por Merlim, por Morgana, e até por Voldemort, que se, mais uma vez, você fizer isso, eu arranco seus cabelos e seus olhos, ENTENDEU, RONALD BILLIUS WEASLEY??" – gritei a última parte.
Voltei para o Salão Comunal soltando fogo pelas ventas, como assim me interromper outra vez?
Mas isso só pode acontecer mesmo comigo, quando estou prestes a beijar o rapaz que eu gosto, chega o meu querido irmão, o "empatalove" oficial...
Ahhhhhhh...
Quando entrei no Salão Comunal, vi Colin conversando com Scott Jameson, um rapaz moreno e alto que estudava no mesmo ano que nós dois. Eles pareciam tão absorvidos na conversa, e Colin parecia tão mais feliz, que decidi ir para o meu dormitório, ainda estava muito irada com Rony, por isso me deitei e fiquei imaginando o que poderia ter acontecido se o "empatalove" não tivesse chegado...
Draco teria me beijado, certo? E depois? Ele teria fugido? Ou nós, enfim, seríamos namorados?
Mas ele não era gay? Ele era? Ou não era?
E o Harry? Ele gostava do Harry? Ou de mim?
Meu cérebro estava dando um nó quando a porta do dormitório foi aberta e gritaram:
"Gineeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeca, meu raio de sol."
Era Colin.
"Queridaaaaaaa, tá feliz?" – perguntei sorrindo.
"Siiiiimmmmm... você viuuuuuuuuu??" – respondeu enquanto me abraçava (com força, devo acrescentar).
"Ai, Colin, assim você me mata. Sim, viiiiiiii... aiiiiiiiiiii vocês estão saindo?"
"Calma, Ginny, não é assim..." – disse sorrindo sonhador –" Hoje, enquanto estava fazendo o dever de poções, Scott se aproximou e, primeiro perguntou do dever, depois nós conversamos, e vamos sair amanhã..."
"Amanhã?"
"Sim... sair, sabe, para o jardim, essas coisas, miga... mas dessa vez tenho que me cuidar, não posso me iludir."
"É amigo, tem que ir com calma..."
Ele sorriu mais um pouco até que perguntou:
"E você com o bifão do Malfoy?"
"Colin! Foi tudo tão bom, passeamos por todas as lojas, tomamos cerveja amanteigada, e depois ele comprou um monte de doces para mim, e você sabe o quanto eu amo doces... então voltamos para o castelo e ele me disse que eu sou linda..."
"O QUÊ? Ai meu Deuuuus, ele te ama, mesmo, bee!"
"Nem, Colin... mas aí, o Rony chegou na hora em que nossos rostos estavam bem próximos, e acho que ele ia me beijar, ou então... não sei, talvez fosse me dar um beijo na bochecha.
"Ginny, me mira mas me erra! Você está cega, mulher! É claro que ele ia beijá-la apaixonadamente... ain ain que lindoooooooo!"
"Coliiiinnn, desce daí! É claro que não... também, nem sei viu, o Rony..."
"O teu irmão é sem noção, miga... Deixa estar, quando ele estiver se agarrando, vou atrapalhar também." – Colin falou revoltado.
"Eu também, ele vai ver..."
Depois disso, ficamos inventando vários meios de perseguição à Rony.
Eu estava tão feliz... Colin, enfim, tinha saído da deprê, e Draco quase tinha me beijado... é, no fim das contas, o dia tinha sido bom!
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Será que ele é?
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Uma semana depois eu não pensava mais assim.
Você sabe, de que aquele sábado tinha sido maravilhoso. Pelo menos em parte. No que diz respeito a Colin, tudo estava ótimo. Ele e Scott estavam saindo e os dois estavam muito bem, andavam pela Escola de mãos dadas (ignorando os comentários maldosos) e meu amigo parecia mais feliz do que nunca.
Mas Draco Malfoy estava estranho. Ele só falava comigo quando necessário e eu me perguntava o que tinha feito de errado.
Até que cheguei à conclusão de que não fiz nada, o problema era que ele é bipolar, e por isso muda de temperamento tão fácil.
Só pode ser isso.
No sábado seguinte, quando estava tomando meu café-da-manhã tranqüilamente, tentando não pensar na razão de Draco estar ausente no recinto, ouvi Colin me chamando:
"O que foi, por que está tão nervoso?" – perguntei.
"Olha isso."
Colin me entregou um exemplar do Profeta Diário e na primeira página, lia-se a notícia:
"Morre Lúcio Malfoy
O empresário Lúcio Malfoy, 49 anos, morreu (a causa ainda é ignorada) quando fazia uma viagem pela América. A esposa do mesmo, Narcisa Malfoy, 47 anos, só avisou à imprensa do fato agora, quando ela e o corpo do marido conseguiram retornar para o país. Mais informações leia página 10."
"Meu Deus do Céu. Quando foi isso?" – perguntei, chocada.
"Não sei, Ginny, mas você não acha que é por isso que Draco anda tão afastado?"
"Então ele é um idiota, ele devia ter me contado... vou atrás dele."
Saí da mesa e enquanto caminhava pensei onde poderia encontrá-lo. Então pensei no quarto de monitor-chefe, fui até lá e dei a senha (eu sabia porque Hermione tinha me passado uns dias antes), bati na porta do quarto dele, mas ninguém respondeu.
"Draco, sou eu. Abre."
Nada.
"Tudo bem, não abra." – peguei minha varinha e apontei para a maçaneta – "Alorromora" – ouvi um 'tec' e a porta abriu.
Ele estava deitado na cama, olhando fixamente o teto. Sentei ao lado dele e acariciei os cabelos dele, não falei nada, porque preferi esperar que ele dissesse algo.
"Então, todos já sabem." – disse por fim.
"Sim... quando foi?" – perguntei.
"Recebi a coruja da minha mãe naquele sábado, mas não quis falar para ninguém."
"Nem para mim, Draco? Nós somos amigos."
"A verdade é que não preciso de pena de ninguém, nem da sua." – levantou-se da cama e ficou em pé, de costas para mim.
"Draco" – disse colocando a mão em seu braço – "Eu não sinto pena de você, ninguém sente. Apenas estou preocupada com você, quando nós perdemos alguém não é bom nos isolarmos..."
"Ginevra, você já perdeu alguém?" – perguntou me encarando sério.
"Não, mas eu sei..."
"Não sabe, você não pode saber como dói... mesmo que ele tenha sido um péssimo pai, ele era o único pai que eu tinha..."
"Eu sei disso, Draco..."
"E agora as pessoas vão me olhar e ficar apontando para mim... depois vão se aproximar, e já vejo o olhar de pena... eu não preciso de ninguém... sempre fui sozinho... e agora não será diferente, certo, Weasley?"
Weasley? Como assim?
"Draco, eu..."
"De ninguém, Weasley, agora saia..." – falou apontando para a porta.
Não tive outra alternativa além de sair do quarto e chorar. Sabe, eu não tenho culpa pelo pai dele ter morrido e, apesar das coisas que o pai dele fez comigo quando entrei nessa Escola, realmente senti que ele tivesse morrido...
Então, por que ele era tão grosso comigo quando eu estava só tentando ajudá-lo?
Voltei para o Salão Comunal me sentindo totalmente destruída e, naquele momento, eu nem imaginava que era só começo...
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Nota da Beta-Reader: Ai, que capítulo mais triste, miga!! Assim eu choro!! Pq o Draco foi tão besta?? Só pq tá sofrendo?? Ok, é um bom motivo, mas só pq ele pode tudo!! Hehehehehe!! Mas, mesmo assim, fico com pena da Gina!!
Povo lindo, reviews na moça, hein?? Quanto mais, melhor!!
Amo todos vocês!! Bjs!!
ChunLi Weasley Malfoy
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Nota da Autora: Oi gente. Vou ser sincera, não estou mais tão empolgada com essa fic.. ain e acho que as pessoas tb não... :( Sabe, andei olhando os hits dela e no começo, ela teve média de 14 a 16 reviews, agora só tem umas 6 e sei que o que importa é qualidade e não quantidade... mas às vezes da tristeza, dá a impressão de que você se dedica a uma coisa, mas ninguém lê e nem se importa...
Estou fazendo o possível para continuar com ela ( a vontade de apagar todas as fics e ir embora para o Japão é grande, mas estou resistindo a isso)... (e também eu nem tinha como ir ao Japão, só se for a pé...)
Bem, eu matei o Lúcio e vocês vão entender mais na frente o porquê disso...Na verdade, ele não está morto, ele fugiu para cá, para minha casa e está me esperando na minha cama. Já vou querido!!
Cahammm... bem, vamos aos agradecimentos, antes que eu surte de vez:
Agradecimentos:
ChunLi Weasley Malfoy: Minha amiga querida e leitora tão fiel, obrigada pelo apoio de sempre! Espero que você continue lendo as idiotices que eu ouso chamar de estórias. Obrigada por tudo, viu? Beijos.
Jaque Weasley: Querida, obrigada pela review. Quando digo (ou escrevo, tanto faz) que adoro receber suas reviews porque elas me fazem sorrir, não estou mentindo! Valeu mesmo. Na verdade, Jaque, não estou querendo me livrar de vocês, só das fics mesmo. Como já falei, estou tentada com a idéia de fugir para o Japão e me aposentar da (pseudo) carreira de escritora da fanfics. Ah, adoro seus capangas! Um beijo para eles e outro bem grande para você! :)
Jane Alves: Oi, querida, obrigada pela review. No próximo capítulo vai acabar o mistério sobre o Draco ser ou não gay, de uma vez por todas. Mas acho que você está com a razão hein... :) Ah, nem foi coment fraquinho, viu, todo comentário é válido e eu adoro! Beijos.
Misty Weasley Malfoy: Obrigada pela review, Misty. Nem demorei tanto, demorei? Aqui está mais um capítulo, espero que goste! Beijos.
Princesa Chi: Obrigada pela review, Chi querida! Sim, também acho a minha Ginny tapada, mas a coitada já sofreu tanto por amor que quando ele está debaixo do nariz dela, a pobe nem vê. Eita, acho que falei demais... hehehe Espero que goste do capítulo. Beijos.
Thaty: Valeu pela review, Thaty. Espero que continue gostando da fic. Beijos.
Liara: Ain, obrigada pela review e por acha minha fic boa. :) Espero que continue gostando dela. Beijos.
Nathoca: Moça, obrigada pela review! Essa fic, no começo, nem tinha previsão de capítulos, mas agora calculo que ela vá até o 12º. Capítulo, já que terei que falar sobre o 7º. Ano da Ginny... então, ainda faltam uns 3 ou 4 capítulos mais ou menos. Espero que goste. Beijos!
Por hoje, é só.
Desculpa qualquer coisa aí, povo...
Beijos,
Manu Black
