Capítulo X

Quando entrei pelo buraco do retrato da Mulher Gorda, encontrei Rony sentado em uma poltrona, olhando para mim com uma expressão (quase) assassina.

"Onde você estava?" – perguntou sem nenhum rodeio.

"Hm..." – pensei – "Não interessa..." – e sorri.

Vi as orelhas dele ficarem mais vermelhas.

"Claro que interessa!" – levantou do sofá e se aproximou de mim – "Eu sou seu irmão mais velho, você me deve satisfações. Onde você estava?" – repetiu.

Não poderia discutir com ele naquele momento, primeiro porque estava tão feliz que não queria brigar e, segundo, porque se ele descobrisse meu namoro não ia durar nem um dia.

"Eu estava no" – fiz uma pausa tentando pensar em algum local acima de qualquer suspeita – "Corujal!" – exclamei e sorri satisfeita.

Ele olhou para o meu rosto atentamente, procurando algum vestígio de mentira e disse:

"No corujal?"

"Sim... aquele lugar onde as corujas ficam, sabe..." – e sorri descaradamente.

"Eu sei o que é o corujal." – e sorriu em resposta – "Mas só acho muito estranho você ir lá a uma hora dessas da manhã..."

"Ah... bem, eu estava dormindo e tal, aí lembrei que tinha que despachar uma coruja urgentemente, sabe..." – falei desviando o olhar.

"Sei, claro..." – fez uma pausa e completou – "E você vestiu o mesmo vestido da noite anterior só para ir ao corujal?"

"Hm... foi!" – falei, a mentira mais ridícula que já contei – "É que ontem cheguei muito tarde e cansada, aí dormi com essa roupa mesmo, e quando acordei fui correndo para o corujal, nem notei com que roupa estava."

Ele me olhou novamente e, agora sério, disse:

"Ginevra Molly Weasley, eu não sou burro. Eu sei que você não estava no corujal... mas se eu descobrir que você passou a noite fora com o Malfoy, juro por Deus que..."

"Ah, Rony, quer saber?" – falei revoltada – "Não te interessa! E não me estressa a essa hora da manhã. Passe bem." – completei e saí para o meu dormitório, ignorando os chamados dele.

Ele não ia conseguir estragar esse meu momento tão feliz... não mesmo!

Quando entrei no quarto, vi que as outras meninas ainda dormiam, por isso, fui silenciosamente até o banheiro e tomei banho, depois me arrumei e desci novamente. Não estava com sono, muito pelo contrário, sentia meu corpo totalmente acordado.

A sala comunal estava quase deserta, exceto por alguns alunos que começavam a descer para o café-da-manhã. Olhei para os lados procurando Scott e Colin, mas não vendo nenhum dos dois (e nem meu querido irmão), decidi ir sozinha para o Salão Principal.

Fiz todo o caminho até lá pensando na noite anterior, por isso sentia que no meu rosto havia um sorriso bobo e quase demente, mas simplesmente não podia conter a felicidade que sentia, era mais forte do que eu.

Quando cheguei no Salão desfiz o sorriso (com um pouco de dificuldade) e sentei à mesa grifinória. Com um olhar discreto fitei a mesa sonserina, mas não encontrei quem procurava, por isso me concentrei totalmente no meu prato. Alguns minutos depois ouvi uma voz gritar da porta do Salão:

"Ginnnnnnnnnnnnneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeecaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!"

Nem precisava olhar... discreto desse jeito só poderia ser o Colin.

Olhei para ele tentando conter o sorriso e fazendo sinal para que ele fizesse silêncio. Colin correu, literalmente, até a mesa e sentou ao meu lado, olhou para mim maliciosamente e eu não consegui mais fingir, sorri abertamente e o ouvi dizer:

"Aiiiiinnnn me conta tudooooo, Gineca!"

"Coliiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn... foi tããããão liiiiinnnnnnndoooooo!" - falei enquanto o abraçava.

Sério, nós dois parecíamos doidos...

"O quê? Vocês... vocês fizeram?" – Colin perguntou com um olhar muito sugestivo.

"Eca! Não, mongol! Claro que não!" – falei, indignada.

"Ah bom, assim você seria muito fácil, queridinha. Agora me conta tuuuuuudoooo!"

"Fala baixo, Colin!" – pedi.

Suspirei sonhadora e então narrei tudo o que tinha acontecido, com todos os detalhes, e, ao final, Colin disse:

"Ai que linnnnnndooooooooo..." – falou enquanto me abraçava com força.

"Eu seiiiiiii..." – falei, feliz.

"Ainnnnn... bem que falei para o Draco cantar aquela música..." – Colin disse e logo se arrependeu de ter uma boca tão grande.

"O quê? Você disse?" – perguntei.

"Er... sim, Ginny..." – respondeu envergonhado – "Faz um tempinho que ele pediu minha ajuda para te conquistar e sabe... era para o seu bem!"

Olhei para ele séria durante alguns minutos até que abri um sorrisão e o abracei com força.

"Obrigadaaaa, você é um gênio, amigo!"

Após o café, Colin, Scott e eu decidimos ir para o jardim, porque Rony tinha sentado perto de nós e ia começar a brigar novamente, por isso, nos esconderíamos debaixo da árvore mais distante.

Saímos do Salão, Colin e Scott andavam na frente conversando, enquanto eu, totalmente desnorteada, flutuava em direção aos jardins, até que a sombra de alguém muito mais alto do que eu se colocou na minha frente. Olhei para a pessoa e no mesmo instante meu coração disparou e o meu sorriso demente escancarou. Era muito ridículo...

"Oi..." – falei parecendo uma doente mental.

"Olá." – ele sorriu e já ia me dar um beijo quando virei o rosto e disse:

"Aqui não... meu irmão está com os olhos colados em mim, não gostou nada de ver a hora que voltei."

"O seu irmão é muito ridículo." – Draco falou ficando ao meu lado e continuamos a andar em direção aos jardins.

"Concordo com você." – sorri e senti que a mão de Draco apertava a minha.

Andamos em silêncio até o jardim. Colin e Scott resolveram ficar vigiando nos bancos mais na frente, enquanto Draco e eu sentávamos em um lugar mais afastado. Antes de nos sentarmos, ele olhou para mim e tirou do bolso das vestes uma flor vermelha, igualzinha aquelas que tinha recebido no dia anterior.

"Então foi você quem mandou as flores?" – perguntei sorrindo.

"Sim... gostou?"

"Adorei!" - e dei um beijinho nos lábios dele, mas antes que pudesse me afastar ele segurou minha cintura com firmeza e aprofundou mais o beijo.

Mais uma vez senti que o chão em que eu pisava tinha desaparecido, por isso me agarrei ao pescoço dele com mais força.

Ficamos no jardim a manhã inteira, só nos separamos na hora do almoço. Draco queria sentar na mesa da Grifinória comigo, mas não era bom afrontar o Rony assim, quando ele estava tão disposto a brigar, por isso, depois de muito tempo consegui convencê-lo a nos sentarmos em mesas diferentes, sem levantar suspeitas.

Quando as aulas começaram novamente, após as férias de fim de ano, os encontros com Draco reduziram drasticamente, uma vez que tudo parecia estar contra nós. Ele estava se dedicando aos N.I.E.M's e eu estava mais preocupada com minhas tarefas, cada vez mais extensas e mais complicadas; além disso, ele tinha os treinos de quadribol, tínhamos as rondas de monitores (era raro fazermos juntos a ronda) e, por fim, tinha o Rony que estava muito empenhado em me vigiar.

Era ridículo, mas Rony parecia minha sombra, ia me seguindo por todos os lados e eu, já muito cansada disso, em um belo dia que ele me acompanhava para a aula de Feitiços, perguntei:

"Rony, qual o seu problema?" – parei, olhando para ele.

"Nenhum... apenas estou te fazendo companhia."

"E você já me perguntou se desejo companhia? Principalmente a SUA?" – perguntei, tentando manter a calma.

"Claro que quer, afinal sou seu irmão."

"Rony," – respirei fundo e comecei a contar "um unicórnio", "dois unicórnios"... "vinte milhões de unicórnios", mas não deu certo, porque consegui ficar mais nervosa – "Por favor, deixa de me seguir, vai viver a sua vida e me deixa em paz, eu quero respirar, quero viver! Vê se me erra!" – e saí de perto dele com passos apressados, entrei na sala de Feitiços e sentei sozinha, longe de todos.

Nem preciso dizer que a aula foi um horror, nem sei qual foi o feitiço que o prof.Flitwick ensinou, só posso falar que errei tudo e até coloquei fogo em uns livros do professor, porque eu estava com tanta raiva do Rony que era capaz de matar.

Saí da sala muito disposta a faltar a próxima aula, Estudo dos Trouxas, mas nem foi preciso muito trabalho, porque assim que coloquei meus pezinhos para fora alguém me puxou para uma sala deserta. No começo fiquei assustada, mas logo depois vi que era só o Draco, infelizmente ele tinha escolhido uma péssima hora para a gente se encontrar.

"Oi." – falei desanimada, enquanto sentia as mãos dele na minha cintura.

"O que foi, não está feliz em me ver?"

"Não é isso, Draco. É o Rony..."

Vi que o sorriso dele logo se desfez, ele tirou as mãos de mim e se afastou:

"Seu irmão... sempre seu irmão..."

"O quê?" – perguntei confusa.

"Seu irmão sempre está atrapalhando a gente. É por causa dele que temos que nos encontrar escondidos, e também é por isso que nos vemos ocasionalmente, só quando ele deixa. E até no momento que encontro para te ver, ele atrapalha, quando você começa a falar..."

"Mas..."

"Ginny, por que nós não podemos assumir isso para todos?"

Olhei para ele como se ele tivesse consumido ervas ilegais e disse:

"O Rony..."

"O seu irmão! Sempre ele!" – falou exaltado, passando as mãos pelos cabelos.

"Draco, o problema..." – comecei, mas ele me interrompeu novamente.

"O problema é que você não tem coragem de assumir o que sente por mim... usa sempre o seu irmão, sempre ele como desculpa."

"Draco, isso não é verdade..."

"Assim não dá mais..." – continuou a falar como se eu nem tivesse aberto a boca – "Enquanto você não souber o que quer, não dá mais para continuar." – Draco disse essa última parte olhando para mim.

"O que você está querendo dizer?" – perguntei devagar, sentindo que meu estômago dava cambalhotas.

"Eu quero viver esse amor, Ginny. Quero poder ficar com você livremente, sem que isso pareça um crime. Acho melhor não nos vermos mais enquanto você não souber o que quer para você."

"Você quer que eu escolha entre você e meu irmão?"

"Não... você pode ter os dois, é só querer e ter coragem para isso... agora já vou, tenho aula de Transfiguração." – falou e logo em seguida saiu da sala.

Fiquei ali, tentando compreender o que tinha acontecido...

Tinha acabado de perder meu namorado e a culpa era toda do meu irmão.

Sentei no chão da sala e esperei que a hora do jantar chegasse, não tinha mais a mínima condição de ir para a aula. Depois do que pareceram horas, o sinal tocou e eu, lentamente, caminhei para o Salão Principal. Antes de entrar, ouvi Rony atrás de mim, ele reclamava pelo que tinha falado antes, mandava ter respeito e outras idiotices. Nem respondi ao que ele dizia, apenas ouvia. Sentei à mesa grifinória e olhei para a mesa sonserina, Draco estava lá, ele não parecia nem um pouco feliz, ao seu lado estava Crabble (mas poderia ser o Goyle, nunca sei a diferença entre os dois) e do outro lado estava Pansy Parkinson, ela tinha um braço apoiado no ombro dele e estava quase deitada em cima dele.

Meu sangue esquentou, aquela vaca não podia estar fazendo aquilo com ele, não com o MEU namorado.

"Ginny, para quem você está olhando?" – ouvi a voz de Rony dizer – "O Malfoy? O que você tem com ele?"

Já estava cheia de Rony, por isso virei para ele e disse:

"Ele é meu namorado." – era a algumas horas atrás, pelo menos.

"O QUÊ?" – vociferou – "Você não pode..."

"Rony" – levantei da cadeira e disse – "Posso sim." – e saí.

Andei apressada, os olhos fixos em Pansy que parecia estar cada vez mais próxima dele, eu ia estrangular aquela garota, ela ia aprender a não mexer nas minhas coisas. Parei atrás dos dois e, com fingida delicadeza, tirei os braços dela de cima dele e disse:

"Com licença." – e me sentei entre os dois.

Draco ficou me olhando com uma cara confusa e Pansy estava prestes a me azarar, quando, sorrindo, perguntei:

"Algum problema, queridinha?"

"Weasley, sua mesa não é essa..." – a cara de buldogue disse ríspida.

"Claro que sei disso, Parkinson, mas MEU" – gritei – "NAMORADO" – voltei a falar normalmente – "está sentado aqui e quero me sentar com ele."

"Hahaha" – a buldogue deu uma risada de desdém – "É claro que ele não é seu namorado."

Sorri de volta e disse:

"Ah não é?" – virei para Draco, que ainda estava atordoado e o beijei com vontade.

A verdade é que me sentia nervosa, porque não sabia qual seria a reação dele, mas logo relaxei quando ele reagiu me beijando de volta, com a mesma intensidade. O salão de repente ficou em silêncio, eu sentia que todos olhavam para nós dois, mas eu não me importava com mais nada...

Quando nos separamos, olhei para ele e, num tom de voz um pouco mais alto que um sussurro, disse:

"Desculpa, Draco, eu..."

"Não fala nada..." – e me beijou de novo, dessa vez sob palmas da platéia que assistia, também ouvi uns gritos que pertenciam a Rony, mas nem me importei, ele não ia mais me atrapalhar.

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Será que ele é?

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Depois daquele dia no Salão Principal tudo ficou mais fácil. Agora éramos livres para nos encontramos onde e quando queríamos. Consegui convencer Rony a me deixar em paz, tudo bem que tive uma certa ajuda da Mione, pois só ela conseguia domá-lo.

Os meses passaram rapidamente e, assim, mais um ano foi encerrado. Harry, Rony, Mione e Draco se formaram com ótimas notas e, sinceramente, fiquei feliz por todos, tudo bem, no fundo do meu coração havia uma esperança de que Draco ia repetir alguma matéria, assim ele ficaria na Escola por mais um ano e nós dois nos formaríamos juntos.

Eu sei que é muito idiota pensar isso, mas tinha muito medo que quando Draco fosse para o curso de curandeiro conhecesse várias pessoas, dentre elas, garotas muito mais bonitas e interessantes do que eu. Claro que não falei nada disso para ele, mas qual é! Nós estaríamos a milhões de quilômetros de distância...

Nas férias de verão Draco foi até a minha casa para falar com meus pais, Rony, Fred e Jorge bem que tentaram pregar peças nele, mas ele já estava alertado para não receber nenhum caramelo ou nenhuma comida vinda deles... Tirando os atentados (frustrados) contra ele, a visita foi ótima. Meu pai permitiu o namoro, ele estava meio relutante, mas mamãe, daquele jeito bem amável convenceu-o do contrário.

Também fui até a casa de Draco e conheci a mãe dele. Sra. Malfoy, ou Narcisa (como ela disse para chamá-la) era bem melhor do que pensei, acho que ela ficava oprimida pela presença do Sr.Malfoy, que descanse em paz.

Passamos o verão inteiro nos vendo, sempre passeando pelo Beco Diagonal ou pelo mundo trouxa, onde tínhamos a companhia de Scott e Colin.

Então as férias chegaram ao final e eu sentia meu coração se quebrando em mil pedacinhos, ele ia arranjar outra e disso tinha certeza absoluta. Ele foi até a estação e nos despedimos (pelo menos eu), como se estivesse partindo para Azkaban ou para outro lugar que não tivesse mais volta.

Colin, Scott e eu ocupamos uma cabine no fim do trem e, enquanto os dois conversavam animados, eu olhava a paisagem pela janela, cabisbaixa.

"O que houve, Gi?" – Scott perguntou preocupado.

"Nada não..." – falei tentando sorrir.

"É saudade do Draco, né, miga?" – Colin perguntou – "Mas vocês vão se ver no Natal e, tipo, faltam só uns três meses, tá pertinho..."

Olhei para ele e sorri, mas não era engraçado.

Não mesmo, meu namorado ia arranjar outra e isso era muito triste.

Quando chegamos em Hogwarts eu tinha ficado pior, porque naquele instante culpava aquela Escola idiota por me separar de Draco, odiava tudo e todos ali... Sentamos à mesa Grifinória e logo os anões do primeiro ano entraram com Flitwick a frente deles, com o banquinho e o chapéu. A seleção começou e depois do que pareceram séculos, o último aluno foi selecionado e McGonagall falou:

"Sejam bem vindos" – e blá blá blá, não estava muito afim de ouvir o que ela dizia.

Depois de falar muito, o jantar foi liberado, não tinha muita fome, por isso esperei que tudo terminasse para ir para o quarto e dormir.

E eu estava quase subindo as escadas para ir para o Salão Comunal da Grifinória quando senti que alguém me puxava no meio da multidão de alunos que tentava subir. Entramos em uma sala abandonada e já ia gritar quando ouvi uma voz, que sempre fazia meu coração dançar tango dentro peito, dizer:

"Lumus."

"O que você tá fazendo aqui?" – sorri e o abracei.

"Eu estudo aqui." – e sorriu malicioso.

"Sei, isso foi no ano passado, Draco!"

"É sério, eu estudo aqui... pedi ao professor Snape um estágio de um ano, assim, além de aprofundar meu conhecimento em Poções, ficarei perto de você, de olho nos idiotas que queiram se aproximar da MINHA namorada..."

Aquilo foi a melhor coisa que ele me disse, depois disso o sorriso idiota voltou aos meus lábios, estava muito feliz, não conseguiria imaginar felicidade maior do que aquela.

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Será que ele é?

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Mais um ano passou e Draco e eu continuamos juntos, claro, eu o amava cada vez mais e tinha absoluta certeza que ele sentia o mesmo. Colin e Scott também continuavam juntos e eu me sentia muito feliz pelos dois, eram o casal perfeito, depois de mim e Draco, claro!

Foi com muita surpresa que recebi meus N.I.E.M's, nota máxima em todas as matérias, o que foi totalmente decepcionante para os gêmeos, mas meus pais ficaram nas nuvens quando souberam.

A formatura em Hogwarts não era uma festa de gala, nem nada do tipo. Era mais uma pequena comemoração, porque nós, alunos, íamos nos livrar dos professores, e eles não iam mais nos ver, isso sempre era motivo de alegria. Então nem fiquei preocupada com isso, com a formatura, quero dizer, porque nem era tão importante.

A cerimônia começou com a diretora falando da honra que era formar mais uma turma e que se sentia muito feliz e blábláblá, e mais uma vez dormi durante o discurso dela. No final, recebemos aqueles canudos fakes, que tinham um pergaminho em branco, mas simbolizavam um diploma, depois, o jantar foi iniciado e, até aquele momento, achei esta a parte mais interessante.

Mas é que eu nem sabia o que viria a seguir.

Colin, Scott, eu e Draco estávamos voltando para a Torre Grifinória. Quando íamos subir a escada de pedra, Draco me puxou para o lado e disse para os garotos:

"Posso falar com ela por um instante?"

Eles nos deixaram sozinhos e então olhei para ele.

"O que houve?"

"Eu preciso... preciso te perguntar uma coisa." – falou e parecia desconcertado.

"Sim... pode falar."

Ele suspirou e eu fiquei tensa com aquilo, o que poderia ser? Ele não ia terminar, ia?

"Eu estive pensando e acho que as coisas não podem continuar como estão, Ginny." – suspiro – "Eu já me formei e você também, não podemos mais continuar namorando como dois adolescentes."

Alow? Eu ainda era adolescente... e... qual o mal nisso?

"E então, quero te perguntar se..." – suspiro – "Você aceita casar comigo?"

E naquela hora tudo ficou escuro.

Porque eu desmaiei.

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Será que ele é?

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Nota da Beta- Reader: Ô menina má!! Como você pôde desmaiar a Gina numa hora tão imprópria?! AFFEE!! Você é péssima, sabia?? Mas eu te amo, amiga!! Hahahahahahaha!! Continua essa bagaça logo, entendido?? Senão vai rolar uma retaliação!!

Pretty people que lê e comenta: obrigada por vocês existirem!! Continuem deixando reviews pra Manu que ela ama todas, ok??

E EU AMO TODOS VOCÊS!! \o/

Bjs!!

ChunLi Weasley Malfoy

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Nota da Autora: Sim, eu sou má e eu amo muito ser má! Hahahaha Numa review de uma outra fic, me disseram que sou pior que Comensal da Morte, ah gente, não precisa elogiar tanto! Hahahahahahaha

Sério, esse foi o penúltimo capítulo, quase um filho que eu dei a luz, ô capítulozinho difícil de escrever! Corri com os fatos, mas acho que no final ficou meio legalzinho. No próximo, o desfecho... oh! Que surpresa! O que acontecerá? Hein? Hein? Não sei, leiam e saberão!

Hihihihi

Agradecimentos:

Thaty: Oi, moça! Obrigada por mais uma review! Então, ele é mesmo idiota, mas nós não vivemos sem ele, não é mesmo? Hehehehe Beijos!

Jaque Weasley: Jaqueeeee, obrigada pela review! Sim, se eu pudesse também arrancava pedaços do Draco, tipo, todo o pedaço da cabeça aos pés! Hehehehe Pois é! Esse foi o penúltimo e eu estou, realmente, triste, essa fic é uma das minhas preferidas! Esse capítulo demorei a postar, mas o último sairá mais rápido, com certeza! Beijão, querida e continua lendo! Hehehehe

Pequena Malfoy: Oieee, obrigada pela review! Sim, também acho que foi inédito o Draquinho fofuxo (hahahaha) cantando em espanhol, que bom que você aprovou, tive medo que vocês não gostassem! Espero que continue lendo e gostando! Beijão!

Nathoca Malfoy: Nathocaaa, obrigada pela review, miga! Uma semana? Você tá sumida há séculos! Aliás, cadê capítulo novo da sua fic?? Eu amo aquela fic! :( Muito obrigada por ler a fic e pelos elogios! Beijocas!

Chunli Weasley Malfoy: Bambexy, obrigada pela review, doida! Que ótimo, eu estou no dicionário! Onde tem o vocábulo "tronha" tem o nome emanuela? Meu Deus, que emoção! HahahahahaClaro que você estaria ao meu lado, lembre-se do meu poder de convencimento (emanuela mostrando o punho fechado)...hehehehe! Atualização demorou dessa vez, mas não tardará da próxima! Beijocas, miga!!

Misty Weasley Malfoy: Mistttttyyyy, obrigada pela review, querida! Meu Deus, você chorou de novo? Páááára, moça! Senão eu vou chorar por fazer os leitores chorarem!Você sempre me ameaçando, que éééésso! Vou ter que pedir seguranças particulares! Hehehehe Desculpa aí a demora, mas estava bloqueada, sem idéia nenhuma! Espero que goste desse capítulo! Beijão!

Lily Angel 88: Lilyyy, obrigada pela review!!Sim, ele cantando em espanhol, pelo menos na minha mente maluca, é tudo de bom! Nem gosto de imaginar...hahaha Muito muito obrigada pelos elogios e fico muito feliz que tenha gostado do capítulo, espero que continue gostando! Beijocas!

Princesa Chi: Chiiiiii, obrigada pela review, miga! Suas fics loucas? Suas fics são ótimas, sou sua fã! (sem puxar saco, nem nada, falando sério) Você escreve muito bem! :) Falando nisso, quando tem atualização sua?? Espero que não demore! E tomara que continue gostando desta fic minha e de outras que virão e que estão vindo! Beijão!

Well...

Eu tinha algo importante para falar, mas esqueci...

Ah sim! Huahuahua

Eu postei duas fics novas "Até que nossos parentes nos separem" e "O preço do Amor", se depois vocês quiserem ir lá e dar uma olhada, eu deixo hein! Hahahahaha Visitas sempre são bem vindas, também em "É amor ou amizade".

Bem, gente que eu amooooo, até a próxima com o último capítulo da fic e o SIM da Ginny.

Ou o NÃO, quem sabe!

Hehehehe

Beijos,

Manu Black