2. A Primeira Aparição

Tohru preparava o jantar enquanto esperava Kyo voltar do dojo. Um dia como outro qualquer, pensava ela, e ainda sem notícias da família Sohma. Colocou as travessas e dois pratos na mesa e admirou o resultado. Naquele ano faria 21 anos e já era bastante eficiente no serviço caseiro. Dividia com Kyo um apartamento de dois quartos, bem simples, mas bem aconchegante.

- Puxa, que trabalhão! Mas, pra ver o Kyo feliz quando chegar em casa, vale qualquer coisa.

- Fico feliz que vocês dois estejam se dando bem.

Ela se virou assustada procurando quem falara aquilo. Não viu ninguém.

- Olá? T-tem alguém aí?

Receosa, pegou um castiçal que ficava em cima de uma cômoda. Ouviu um barulho na porta e se escondeu, ficando à espreita e tremendo de medo. "Será que é um ladrão? Ai meu deus, o que eu faço?". Quando a porta se abriu ela pulou brandindo o castiçal.

- IÁÁÁ!!

- UARGH!! – Gritou Kyo, saltando pra trás bem à tempo. – Ficou louca, é??

- Kyo?? DESCULPA!! Pensei que fosse um ladrão!

- Ladrão? Deixa de ser lerda, Tohru. É só o seu namorado chegando em casa depois de um dia árduo de trabalho.

Ela, meio sem jeito, cumprimentou com um beijo e mais um pedido de desculpas.

- O jantar está servido.

- Hmm... O cheiro tá bom.

Sentaram-se à mesa juntos para comer. Era um tipo de ritual, sentar para comer juntos. Sempre aproveitavam para contar sobre seus dias e o que acontecia. O ocorrido da voz ainda estava na cabeça de Tohru.

- Kyo...

- Diga.

- Eu... Eu ouvi uma voz.

Ele parou de comer e olhou para ela.

- Como assim?

- Uma voz! E quando eu olhei, não tinha ninguém! Foi bem ali, olha. – Ela apontou para um canto da sala.



Kyo olhou, deu uma olhada na sala, não viu nada e voltou a atenção para a comida.

- Você deve ter ouvido coisas, Tohru. Não está cansada demais? Tira um dia de folga.

- Não, eu juro que ouvi...

- Tá, tá certo, me fala isso depois que eu acabar de comer, ok?

Ela não falou mais nisso e foram dormir normalmente. No dia seguinte, os dois saíram pra trabalhar juntos. Tohru trabalhava como atendente de uma videolocadora, mas já estava pensando em mudar de emprego, pois seu chefe reclamava que a garota sempre contava o final dos filmes aos clientes, tipo:

- Ah, você vai levar este? É ótimo, pena que o mocinho morre no final.

Ela estava passando um paninho no balcão pra tirar a poeira quando alguém se aproximou e disse:

- Eu não sabia que você trabalhava aqui.

- Sim, é um trabalho muito bom. – Disse ela sem tirar os olhos do balcão. – É divertido.

- É... Eu só queria saber como vim parar aqui.

Ela levantou os olhos e, quando viu quem estava parado à sua frente, deu um berro. Um de seus colegas de trabalho veio correndo para ver o que houve.

- Honda? O que aconteceu?

- Um... Um... Um fantasma!!

- Onde?

O rapaz olhou para todos os lados, mas não viu nada.

- Er... Tem certeza?

- Eu vi! Bem aqui parado na minha frente!

Ele riu e pegou o paninho de tirar poeira das mãos dela.

- Por que não tira uma folga, hein? Eu aviso o chefe que você teve que sair. Vai pra casa e descansa porque você tá precisando.

Saindo da locadora pouco depois, Tohru ia pensando na figura que tinha visto do outro lado do balcão. "Será que era ele mesmo? Mas... Não é possível!" Parou em um telefone público e ligou para a residência dos Sohma.

- Alô, por favor, eu gostaria de falar com a senhorita Akito Sohma. O que? Mas ela não... Por favor, é importante! Não, não desliga... Ah, o que eu faço agora?



Ela se sentou em um banco de praça para pensar. Por que Akito não atendia mais telefonemas? Resolveu ligar de novo, mas desta vez para outra pessoa.

- Alô, Kyo, sou eu. Não, eu estou bem, é outra coisa. Pode ir pra casa um pouco mais cedo hoje? Certo. Te amo.

Desligou e correu para casa. Tomou um banho e, quando estava penteando os cabelos, ouviu de novo.

- Queria saber como eu vim parar aqui e porque eu não to em casa.

Ela deu um grito de susto e jogou a escova pro alto, que caiu em sua cabeça.

- Aiaiai... Mas o que está acontecendo?

- Também tava afim de saber, sabe?

Ela olhou para a sua cama e ficou surpresa ao ver Shigure Sohma sentado nela com cara de confuso.

- Você não sabe por que está aqui? – Ela perguntou, se aproximando devagar.

- Não. Acho que estou um pouco atrasado para o meu casamento.

- Hã?

- Ontem, eu Haa-san e Aaya saímos pra tomar cerveja. Quando estávamos voltando aconteceu uma coisa estranha e agora eu to aqui. Só não me pergunta como eu vim parar aqui, eu não sei.

"Será que é um fantasma?" Ela pensou. "Se eu e Kyo não tivéssemos ido embora, talvez eu soubesse."

- Senhor Shigure.

- Sim?

- Isso... Isso já faz um ano.

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Hallo!! (alguém aqui fala alemão?) Falei que não ia demorar pra atualizar? .o

E aí, a fic está boa? Para que eu possa saber, clique no botãozinho roxo ali embaixo e deixem uma review.

Agradecimentos especiais: Juju (maninha querida) e Caroline Evans Potter (mestra das fics de mistério de HP).

Bjs e até o cap 3!! o/