História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.

Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial

Capítulo 6

Mu estava chegando à LSE e, enquanto vinha, repensava o que deveria fazer. Já se tinha resolvido a dividir um apartamento com Aldebaran. Eles, imediatamente, se deram muito bem. E ele havia aprendido, ao longo de sua vida, a confiar em sua intuição. Aldebaran era boa uma pessoa e eles, sem dúvida, se dariam bem juntos. Agora eles só precisavam achar o lugar. Nesta tarde, mesmo, eles haviam combinado com as duas garotas, Shina e Marin de procurar um apartamento juntos. Esse problema já estava resolvido.

O outro problema de Mu era um pouco mais complicado. E o seu problema tinha nome. Shaka.

Depois de Shaka havê-lo defendido, de forma totalmente despropositada, Mu conseguira falar com ele muito pouco. Shaka era reservado, isso parecia certo. Mas Mu não conseguira deixar de notar que ele passara a tarde do dia anterior conversando animadamente com aquele grego engraçado, o tal Milo. E Mu não conseguira segurar os ciúmes arrasadores que sentira. Mas que diabos! Ele mal conhecia o tal Shaka e já tinha praticamente passado a noite em claro, com ciúmes da atenção que Shaka concedera a Milo. Verdade que Milo era mais do que simpático e que a conversa dos dois parecia ter decorrido sem qualquer tipo de sedução. Mas isso não o consolava...

Mu tinha certeza de que achara alguém especial. Ele olhara nos olhos de Shaka – o que era uma missão quase impossível, considerando-se o estranho hábito que Shaka tinha de pensar de olhos fechados – e vira algo. Vira admiração ou algo muito próximo a isso. Agora Mu tinha que resolver como proceder.

Mas considerando-se como Mu era impulsivo, ele tinha certeza que algo lhe ocorreria quando o momento surgisse. Ele acharia um modo de saber se Shaka se interessaria por ele. E acharia esse modo de maneira rápida. Mu nunca fora de ter paciência. Problemas surgiam para se resolver de maneira rápida! E, assim pensando, entrou na classe que lhes fora designada. "Os Fundamentos da Economia Aplicáveis ao Direito". Matéria obrigatória ao curso deles.

Lá entrando, Mu imediatamente viu Shaka. Sentado nos fundos da sala, de olhos fechados, como sempre. Ao seu lado, Kamus. Mu simpatizara com o francês, apesar de não compreender sua natureza fria. Mas ele parecia ser confiável, uma pessoa que iria até o fim para defender o que acreditava, apesar da dificuldade de demonstrar e, de por vezes, parecer extremamente antipático. Mas Mu sentia que podia confiar nele plenamente. Dessa vez, porém, a presença do francês impedia que ele sentasse ao lado de Shaka, o que era inoportuno, para dizer o mínimo.

Mu olhou em volta e descobriu vários rostos novos na classe. Pessoas que não haviam estado na palestra de boas vindas do dia anterior. Um pessoal mais novo. Vários orientais. Por que seria? Mas, enfim, Mu sentou-se ao lado de um educado rapaz que parecia ser chinês. Claro que Mu falava mandarim com fluência, já que era tibetano e mandarin era a língua obrigatória. Logo, começou a conversar com o rapaz. Mesmo sem olhar, Mu sentiu o olhar descontente de Shaka sobre si. Mu, involuntariamente, sorriu e começou a conversar de forma mais animada com o rapaz chinês.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Shina e Marin corriam pelos corredores da LSE, extremamente atrasadas. Na pensão em que estavam, ou melhor, como eles costumavam chamar por ali, Bed and Brekfast1o café da manhã não era servido antes das 7:30hs. E as duas estavam tão famintas que esperaram o café ser servido. Grave erro.Omenino que servia o café encantou-se de tal forma com Shina que derrubara pratos, servira leite ao invés de chá, esquecera-se de trazer o pão. E pedia desculpas o tempo todo a Shina.

Assim, perderam a conexão do expresso, tiveram que fazer duas baldeações extras e atrasaram-se cerca de 15 minutos. Chegariam atrasadas novamente!

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Milo e Aioria haviam, sim, combinado de sair sem acordar Saga. Afinal, ele podia se aborrecer com os dois e mandá-los embora. Mas existia uma diferença muito grande entre combinar e cumprir...

O despertador tocou. Milo não acordou. Aioria jogou água nele. Milo acordou gritando. Aioria correu rindo e bateu a porta do banheiro. Milo foi atrás e bateu na porta. E Saga acordou...

Claro, que Saga acordou no pior humor possível. Levantou, fez café e sentou-se tomando o café sem nada falar. Apenas observando a tempestade e resmungando o porquê de haver concordado em deixar os dois selvagens morarem na sua casa. Ele podia ter sido mais esperto. Podia ter oferecido que eles ficassem lá apenas uma semana. Podia ter falado que os ajudaria a encontrar um local. Podia não ter falado nada. Enfim, podia ter feito tanta coisa! Mas a sua grande boca levara a vantagem e ele falara a Aioros que os dois podiam morar com ele. E agora parecia que ele nunca mais teria paz na face da terra!

Aioria saiu do banheiro. Milo o esperava do lado de fora com um copo de água na mão. Aioria saiu. Milo jogou a água. Aioria berrou. Milo entrou e bateu a porta. Aioria bateu na porta enquanto berrava com Milo. Milo cantava no chuveiro. Cantava mal, diga-se de passagem! E Saga tomava seu café.

Enquanto olhava tudo isso, Saga sorria. Afinal, até que aqueles dois eram engraçados! Barulhentos, mas engraçados. Parecia que eles nunca se cansavam de encrencar um com o outro. Mas será que se divertir um pouco valia o sossego que ele tanto valorizava?

Milo saiu. Aioria havia escondido a pasta com os livros de Milo. Milo agarrou a pasta de Aioria e ameaçava jogá-la pela janela. Aioria falava que ele podia jogar, pois ele ficaria com os livros de Milo. Milo gritava que iria jogar, então. Foi quando Saga resolveu intervir.

- Crianças, não briguem. Tomem o café que o tio Saga preparou e vão para a escola de uma vez!

Foi quando os dois finalmente notaram que fizeram novamente. Acordaram Saga. Os dois pediram atrapalhadas desculpas, enquanto tomavam o café e foram embora correndo. Claro que batendo a porta!

E Saga pensou que talvez (TALVEZ) a companhia dos dois fosse boa para ele. Afinal, quando tinha sido a última vez que ele sorrira pela manhã?

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Afrodite estava tomando café da manhã no refeitório da universidade. Ele não tinha problemas em acordar cedo, ou mesmo no escuro inverno londrino. Esse inverno nem mesmo era frio. Mas a verdade é que ele gostava de ficar olhando os jardins da LSE (ou qualquer jardim). E ele notou que havia perdido a hora novamente.

Enquanto corria para a sala designada, encontrou Aldebaran, que devia ter se atrasado colocando um número incrível de casacos e cachecóis. Os dois se viram, cumprimentaram-se e correram juntos.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Exatamente um minuto antes da entrada do professor, Aldebaran, Afrodite, Milo, Aioria, Marin e Shina encontraram-se na porta da sala e entraram.

Como a classe estava muito cheia, eles tiveram que se separar. Aioria, felizmente, sentou-se com Marin, ao lado de um rapaz japonês que usava uma camiseta vermelha. Milo sentou com Shina, perto de um japonês com cara de invocado e Aldebaran com Afrodite, ao lado de um garoto oriental de cabelos verdes que se encolheu ao ver Afrodite.

Todos sentados, o professor Dhoko Fanlin deu início à aula explicando que aquela aula seria também freqüentada por estudantes da graduação de algumas faculdades estrangeiras que mantinham convênio com a LSE. Neste ponto foi interrompido pela entrada de um rapaz loiro que foi se sentar nos fundos da classe, ao lado de Kamus, na última cadeira vaga que restava.

E, finalmente, a aula começou. Foi uma aula extremamente interessante, na medida em que explicava como o Direito foi se desenvolvendo ao longo dos tempos de acordo com os movimentos econômicos, chegando, finalmente, a uma explicação breve sobre a globalização, os mercados de bloco e o desenvolvimento de legislação de apoio. Ao final da aula de 4 horas, o professor mandou que fichassem um texto com os grupos alocados no primeiro dia de aula.

No intervalo, quase todos começaram a conversar com os novos estudantes, para desgosto especial de Aioria, já que Marin falava em japonês com o rapaz com cara de folgado.

Shina ostensivamente ignorava seu vizinho e jogava charme para Milo. O menino de cabelos verdes se esquivou de Afrodite e veio atrás do rapaz com cara de invocado, junto com uma loira muito bonita. O rapaz loiro entabulou conversa com Kamus, deixando Shaka sem nada o que fazer do que observar Mu voltando a falar com o chinês de cabelo comprido. Num dado momento Shaka se levantou e, da forma mais antipática possível, interrompeu Mu, ignorando o chinês e disse:

- Recebi um e. mail informando que a data de entrega daquele trabalho é em exatas 3 semanas. – Mu foi pego de surpresa pela voz antipática e forte de Shaka, mas se encontrava extremamente satisfeito. Algo lhe dizia que não era ser muito fácil provocar reações espontâneas no loiro.

- Ok. Quando você quer se reunir? Eu gostaria muito de ajudá-lo! – ao ouvir isso Shaka imediatamente relaxou, chegando mesmo a se sentar um pouco para conversar com o rapaz chinês. Eles marcaram de conversar sobre o trabalho na tarde da próxima segunda-feira.

Já Kamus e o jovem loiro pareciam se entender perfeitamente. Na verdade o rapaz era russo, mas falava francês muito bem e era apaixonado pelos costumes franceses. Por isso, para ele encontrar Kamus era como encontrar um mentor. Alguém que admirava muitíssimo. Longe de aborrecer Kamus, esse fato pareceu alegrá-lo, e ele se decidiu a tomar o rapaz sob sua proteção, passando a orientá-lo sempre que possível.

E assim esse novo grupo de estudantes passou a integrar o recém formado grupo de pós graduação.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Saga entrou no escritório mais cedo do que o normal, sorrindo. Já seria o suficiente para todos se espantarem. Saga NUNCA se adiantava ou atrasava. Os funcionários haviam tentado de tudo para descobrir como ele fazia isso, mas em vão. Mas Saga sorrindo pela manhã era praticamente uma aberração. Saga nunca sorrira antes. Na verdade, especulava-se se ele falava pela manhã, já que todos ouviam apenas grunhidos. Esse fato foi o suficiente para os funcionários levantarem a hipótese de Saga ter sido abduzido por um ET. Se isso seria bom ou mal, só o tempo diria, mas definitivamente aquilo não era normal.

E sorrindo Saga foi até sua sala, ligou seu computador e começou a responder aos diversos e. mails que recebera. Mais um fato estranho... Saga terminara praticamente todos os e. mails de forma simpática. Às vezes com um obrigado (!), às vezes com abraços (!), às vezes sugerindo que conversassem (!). Saga NUNCA conversava com ninguém pela manhã que não fossem os dois programadores sêniors, MdM e Shura. (claro que isso contrariava a especulação sobre se ele falava, mas fofoca de funcionário nem sempre fazia sentido!).

MdM e Shura, informados sobre os estranhos acontecimentos durante o café no corredor com os funcionários, correram para a sala de Saga quase que imediatamente. E, quase que se atropelando, irromperam em sua sala. Para encontrar um Saga sorridente quase que gargalhando (!) de uma piada que recebera de Shura no dia anterior. MdM e Shura entreolharam-se mais do que espantados. Os dois insistiam em mandar piadas para Saga, mas nunca se teve notícia que ele ao menos as abrisse... Sim, havia algo de MUITO estranho no Reino da Dinamarca2!

Lá, sentados, esperavam que os estranhos acontecimentos se fossem. Como se aquilo tudo fosse uma ilusão, quem sabe? Afinal, todos trabalhavam demais. Aquilo tudo podia ser uma alucinação coletiva ocasionada por stress, ansiedade, depressão e outros males da vida moderna! Quem sabe?

Mas Saga os olhou e perguntou como estavam. Desnecessário dizer que Saga nunca manifestara interesse em como alguém estava. Ainda mais pela manhã. E Shura, corajosamente, respondeu:

- Bem, e você, Saga?

- Bem. Acordei mais cedo hoje e vim para cá. Quem sabe assim acabo mais cedo e saio mais cedo?

MdM e Shura quase tiveram um ataque apopléxico. SAGA NUNCA SAÍRA MAIS CEDO!

- Saga, tem certeza que está bem? – dessa vez foi MdM quem se arriscou a perguntar.

- Claro! Por que pergunta?

- Bom, em primeiro lugar você está sorrindo! – Shura estava ousado, realmente.

- Em segundo, você está simpático – MdM devia ter se animado com a coragem de Shura...

- Você estava lendo uma piada!

- Você me mandou abraços no final do e. mail cobrando a versão 5 de Sicília!

- E VOCÊ QUER SAIR MAIS CEDO!

Saga olhava de um para o outro espantado. Será que realmente ele era tão chato assim?

- Saga, conte tudo que aconteceu questa matina3. Ou melhor, desde que você foi deitar ontem à noite... – MdM às vezes era sensível.

- Bom, fui deitar depois de fumar um cigarro com o Milo – MdM e Shura se olharam – hoje acordei com a zona que o Aioria e o Milo fizeram – MdM e Shura trocaram sorrisos – e tive que fazer café para eles, enquanto o Milo cantava muito mal – MdM e Shura sorriam abertamente – e depois que o Milo saiu, me arrumei e vim para cá. Do que vocês estão rindo?

- Nada! Nada mesmo. A gente acha que é bom para você ter a companhia dos due bambini4. Se bem que o Aioria é um parvo5 – MdM, claro, não perdoara.

- É, mas ele é divertido e o Milo... Do que vocês estão rindo?

- Nada! Nada mesmo. Mas continua... – Shura acertara uma joelhada em MdM.

- Não, o Milo é divertido, também.

- É, Saga. Ele é bem legal! Eu adorei conversar com ele no domingo. Por que a gente não marca de se encontrar de novo? – enquanto Shura falava, MdM sussurava um " não força" , da forma mais discreta possível.

- Ah! Eu já ia me esquecendo que o Milo falou mesmo para convidá-los para sair na 6ª. feira, acho que para dançar. Vocês podem? – MdM estava quase gargalhando, mas parou em face do olhar bravo que Shura lhe lançou.

- Si, si. Sin duda6

- Va bene!7

- E agora me digam como andam as coisas.

Talvez as coisas não estivessem tão estranhas lá pelas bandas do Reino da Dinamarca, afinal das contas!

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

No final do dia, cada um foi para sua casa. Milo e Aioria, que haviam se esquecido novamente de pegar uma cópia da chave com Saga, só não tiveram que esperar do lado de fora porque Saga efetivamente chegara mais cedo em casa. Porém, já que os dois desconheciam o caráter extremamente metódico de Saga, nem mesmo acharam o fato estranho...

Assim, jantaram, viram TV e Saga e Milo foram ao terraço fumar. Milo gostava muito da companhia de Saga e conseguia conversar com ele até mesmo sobre si. Saga sempre estava disponível e sempre era agradável (diferente do que era no escritório, certo?).

E aquela passou a ser a rotina dos três daquela casa. (claro que eventualmente eles se lembraram de pegar uma cópia da chave).

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

No decorrer da semana, Shina, Marin, Mu e Aldebaran acabaram encontrando um apartamento para morar que atendia a todos. O problema é que os quatro teriam que morar juntos. Mas dada a situação patrimonial dos quatro, o acerto foi bom para todos.

Claro que as garotas reclamavam da bagunça dos dois, e claro que o gosto espalhafatoso de Shina não agradava a todos, mas no geral eles se entendiam muito bem. Mu acalmava Shina. Aldebaran passava segurança a Marin. Marin ouvia Mu e Shina era uma visão para os olhos de Aldebaran, que apesar de adorá-la e achá-la linda, não queria nada com ela, já que o gênio dela era... bom, esse assunto já foi abordado.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Afrodite escolhera seu apartamento acreditando na palavra do corretor de que, no verão, o sol batia de manhã na janela da sala. Nesta esperança, lá ele posicionara suas rosas e demais flores. Infelizmente o apartamento era afastado, mas em compensação, ele teria sol!

Ele mudara algumas coisas em seu apartamento para deixá-lo mais agradável. Todas as toalhas era bordadas nas bordas. Os panos de prato combinavam com o armário da cozinha. O sofá estava gasto, de modo que Afrodite escolhera uma capa que um dia combinaria com as rosas que desabrochariam. O tapete puído fora retirado e Afrodite o substituíra por um mais bonito. A cama era tão horrível que Afrodite a trocou por outra de casal. E o banheiro foi totalmente remodelado por nossa Flor.

O apartamento ficara uma maravilha! Agora Afrodite só esperava pelo sol no verão.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Kamus e Afrodite eram os únicos do grupo a morarem sozinhos. Kamus adorava esse fato, uma vez que seus hábitos eram tão particulares que era melhor assim.

Kamus levantava-se, pontualmente, às 6:30hs. Fazia seu café em exatos 2 minutos e 41 segundos. Invariavelmente o tomava com um muffin que ele já comprara no dia anterior. Enquanto comia o muffin e tomava o café, lia o jornal do dia, começando pela página 2 (editoriais) e seguindo para as notícias internacionais. Depois, finalmente, ele via as notícias nacionais e o caderno de esportes (muito embora as notícias de equitação não estivessem sempre disponíveis).

Depois disso tudo, ele arrumava a casa, o que lhe dava pouquíssimo trabalho, uma vez que ele era extremamente organizado. Depois disso ele tomava banho, se arrumava e saía para a LSE, exatos 58 minutos depois que se levantara.

Depois de sua saída, chegava a diarista que lá trabalhava 3 vezes por semana, conforme ajustado com a família de Kamus. Ela abria a porta, via que estava tudo arrumado, ia cuidar das roupas de Kamus, que normalmente já estavam lavadas, arrumava algo para o jantar e se ia depois de poucas horas de trabalho. Era o emprego que ela pedira em seus sonhos.

Assim, fácil será imaginar o desespero de Kamus quando sua casa for a escolhida como o posto oficial de reunião dos alunos da sua turma LSE... Mas esse assunto será tratado no momento adequado.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Agora que Shaka e Mu marcaram de se encontrar para discutir a situação do Tibete, a situação entre eles estava mais agradável. Eles sempre eram vistos juntos, com seu jeito aparentemente tão parecido, mas essencialmente diferente. Shaka era mais frio, mas muito ansioso. Mu era mais impulsivo, mas muito mais tranqüilo quanto ao que queria. Para um, estar na companhia do outro, era como reencontrar aquele pedaço da própria personalidade que se perdera pelos meandros da vida.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Bom, segue mais um capítulo. Espero que esta fic esteja agradando a quem a lê. Eu estou tentando dar um tom engraçado em algumas partes, para compensar as outras em que o assunto é mais denso... Não sei se a calibragem está boa, mas minha intenção é não fazer um texto muito pesado. Gostaria muito que a leitura fosse agradável. Sim, eu sei que eu ainda não consegui escrever a parte da balada, mas ela já está esquematizada em minha cabeça e juro que vai sair. Desculpem!

Se quem estiver lendo puder me mandar uma review, eu serei eternamente agradecida! Eu ainda estou com aquela insegurança de primeira fic.

Por fim, gostaria de agradecer - com muito carinho - às reviews da Musha e da Gigi.

Beijos e bom feriado,

Virgo-chan

abril/06