História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.
Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial
Capítulo 7
Enquanto Milo ia mais e mais rápido, Shina gritava mais e mais alto. Se ela não parasse logo, alguém iria descobrí-los naquela sala. Então, Milo começou a beijá-la novamente. Para que? Shina puxou novamente os cabelos de Milo, enquanto falava algo como "capelli beli8". Enfim, Milo queria acabar logo com aquilo. Já Shina parecia estar gostando muito.
Então, por que estavam os dois naquela situação? Bom, a verdade é que tudo começara no dia anterior...
OOOOOOOOOOOOOO Flash-Back OOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Saga e Milo estavam fumando no pátio do apartamento, conversando como sempre, quando Saga perguntou se Milo já havia se apaixonado como Aioria.
- Não, acho impossível alguém se apaixonar como Aioria. Ele parece não viver bem se não estiver apaixonado – e Milo começou a rir enquanto vagamente se lembrava do primeiro amor de Aioria (uma ruiva, é claro!).
- Não, não é impossível! É claro que Aioria parece ter mais facilidade para se apaixonar, mas não é impossível! Talvez você não tenha encontrado a pessoa certa – Milo realmente não estava mais gostando do tom daquela conversa, mas ele ainda estava longe de acabar o cigarro.
- E você, Saga, já se apaixonou? - Milo era perito na estratégia de jogar o foco para o outro lado.
- Por muito tempo eu achei que eu fui apaixonado por uma insuportável garota japonesa que conheci na faculdade. Uma tal de Saori Kido. Hoje eu acho que foi só obsessão. Aliás, foi por isso que eu fiquei amigo do Aioros... – sim, pensou Milo, o foco está com ele.
- O Aioros é um insuportável! - a observação saíra antes de Milo conseguir se controlar.
- Concordo plenamente. Mas ele me ajudou. E, pensando bem, acho que não foi amor o que eu senti por ela. Acho que hoje eu estaria pronto para amar. Naquele época eu não estava.
- Por quê? Tem época para se apaixonar? – Milo saíra do "modo auto-proteção".
- Acho que em algum momento, quando a gente está sozinho, fica mais aberto para se apaixonar. Daí pode ser mulher, homem. Acho que depende mais da gente.
- Homem?
- Você tem preconceito? Não seria por isso que você nunca se apaixonou? – para sorte de Milo, agora seu cigarro se acabara. Ele, tremendo um pouco, se despediu, falou que estava frio e saiu, deixando Saga a olhar o vazio.
Não, ele não tinha preconceito. Ele gostava de mulher! E iria provar.
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- Bom, pessoal, não se esqueçam da balada de amanhã. Será às 22:30hs, na Vanilla. É a nossa primeira balada, logo ninguém pode faltar.
Milo se encontrava em pé no banco do pátio, falando para todos os estudantes do programa de intercâmbio e de pós-graduação. Aparentemente todos iriam, mas nunca era demais lembrar a importância do social. E poucas pessoas faziam isso melhor do que Milo. E lá estava Milo, sendo o centro das atenções, brincando com todos e insistindo para que todos fossem. Vários pares de olhos o observavam, mas Shina foi a mais rápida a chamá-lo:
- Milo, viene qua9!
- Oi Shina!
- O que você acharia de ...
- Legal, vamos! – e Milo apressadamente desceu do banco, pegou a mão da italiana e a puxou em direção ao prédio mais próximo.
E os dois se foram sob o olhar abismado de todos os colegas. Claro que todos já haviam notado o interesse de Shina, mas ninguém havia notado o interesse de Milo. Kamus, particularmente, olhou os dois irem embora com um certo pesar. Ele gostava de Shina, mas tinha a certeza de que ela não era o par certo para Milo. Mas, enfim...
OOOOOOOOO FINAL DO FLASH BACK OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Uma vez terminado o ato, os dois ouviram passos... Milo rapidamente se arrumou e falou para Shina ficar quieta que ele resolveria tudo. Quando ele encontrou o vigilante, contou que havia se perdido, que não sabia mais em que prédio estava, e que ele precisava voltar para o prédio de Direito. O bedel indicou-lhe o caminho, não sem que Milo, com um certo constrangimento, o visse trancar a porta da sala na qual Shina estava. Mas o que fazer? Ele voltaria em breve.
Enquanto andava, Milo pensava que Shina realmente era muito bonita. Muito quente. Muito ... tudo. Mas ele simplesmente não gostava dela. O que havia com ele? Devia ser a conversa com Saga. Devia ser o frio. Deviam ser as saudades que sentia da Grécia.
E, andando sem saber bem para onde, acabou por dar um encontrão em Kamus, que caminhava na direção oposta.
- Milo?
- Ahh. Kamus. Desculpe! O que você ainda faz por aqui?
- Estava baixando meus e. mails e já estava indo para casa para terminar os fichamentos. E você?
- Bom, eu estava fugindo de um bedel...
- D´accord10.
- Aahh?
- Sei, eu imagino.
- Imagina o que?
- Imagino o porquê, oras!
- OK.
- Você está bem? – Kamus parecia mais preocupado do que jamais parecera em toda a semana.
- Sim, por quê?
- Porque você parece abatido, Milo.
- Impressão sua. Mas você parece preocupado, Kamus. Problemas com a família? – de novo a velha estratégia de jogar o foco para o outro lado...
- Non, c´est pas vrai11, Milo!
- Kamus, eu até entendo francês escrito, mas não consigo entender o que você fala. Seria difícil para você falar em inglês como todo mundo? – Milo soara mais agressivo e mal humorado do que o normal e Kamus estranhou a reação. – Desculpe, Kamus, eu estou nervoso.
Kamus não estava com vontade de falar com ninguém e Milo parecia que também não estava, mas algo dentro de Kamus se alterou. Afinal, ignorar a família e fingir que não era nada parecia não funcionar mais... Quem sabe se ele não deveria tentar falar com alguém? Quem sabe falar com alguém que não conhecia sua família e poderia dar uma opinião isenta? E Kamus resolveu agir por impulso.
- Milo, você já almoçou?
- Não, Kamus. E estou morrendo de fome!
- Por isso o mau humor, n´est pas12?
- Pára Kamus. O que me deixa de mau humor é ouvir você falando em francês o tempo inteiro. – mas a verdade é que Milo sempre ficava mal-humorado quando estava com fome.
E os dois se foram, esquecendo-se de Shina, que ficou trancada em uma sala da LSE, sabe-se lá de qual prédio.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Shaka estava na Biblioteca. Ele estava animado com a balada do dia seguinte. Talvez ele conseguisse falar com Mu antes mesmo do encontro para discutir a situação do Tibete. Afinal, ele não agüentava mais procurar livros para impressionar Mu. Ele já separara livros em várias línguas, inclusive em mandarim... Ele pediria a ajuda de Mu para parecer que ele confiava na capacidade dele...
É necessário compreender que para virginianos analíticos como Shaka, era por vezes difícil demonstrar que se importava com a opinião dos outros. Ele analisava obsessivamente todos os assuntos e tirava sua própria opinião, que normalmente era imutável.
Então, de repente, ser tomado de assalto por uma súbita vontade de agradar era extremamente novo para Shaka. Ademais, Shaka se importava com a opinião de Mu como ele nunca se importara com a opinião de ninguém. E ele estava perdido, sem saber como fazer.
Por isso, ele passava tardes e tardes na Biblioteca tentando saber sobre todas as facetas do assunto para poder concordar com Mu, qualquer que fosse a opinião dele.
Ele só precisava se certificar se Mu iria à tal balada.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Aioria foi pego de surpresa pelo sumiço abrupto de Milo e Shina. Ontem mesmo Milo não estava falando que não queira nada com Shina? Que ele queria se adaptar melhor ao novo país? Que ele não queria se envolver com ninguém?
Claro que Aioria era fundamentalmente centrado nele mesmo. No entanto, até ele vinha notando como Milo andava estranho. Milo sempre era magnético e normalmente era o centro das atenções. Mas ele estava mudado. Andava mais quieto. Menos comunicativo... O que andaria passando pela cabeça de Milo?
Neste momento a visão de Marin embaralhou os pensamentos de Aioria. Ela estava prestes a ir embora com Mu e Aldebaran. E Aioria correu para se despedir e se assegurar que ela sairia com eles amanhã.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Milo e Kamus conversavam animadamente. Estranho pensar em Kamus animado, mas ele realmente estava animado. Ele contara a Milo que sua família possuía o controle de uma vinícola. Que eles fabricavam vinhos há décadas. Que atualmente os entraves mercadológicos aos vinhos franceses cresceram e que por isso seus pais estavam extremamente estressados. Que ele não gostava de pensar em si mesmo como um produtor de vinhos. Que ele queria muito ser advogado.
Já Milo contara a ele tudo sobre Korfu. Sobre o mar grego, sobre a ilha. Milo então falou sobre Atenas, as ruínas, o Pathernon, a história da Grécia. Finalmente Milo falara um pouco sobre sua família e menos ainda sobre si mesmo.
Os dois pareciam felizes. Os dois estavam naquele momento específico da vida em que cada um precisa ouvir a própria voz. Em que cada um precisa organizar os próprios pensamentos. Em que a atenção de alguém ajuda imensamente no processo. E, enfim, supridas as necessidades de cada um, finalmente eles começaram a interagir e a realmente conversar.
- Milo, você é um tosco. Como assim, prefere a comida italiana? C´est pas possible13
- Sim, Kamus. Comida francesa é bonita de olhar, mas não sustenta.
- Claro que non sustenta, Milo. Ela é feita para ser leve!
- Imagine, comida leve. Bem se vê que você não conhece a comida grega!
- Non conheço e nem quero conhecer, Milo!
- Pois saiba que é uma delícia!
- Creio, Milo, que seu conceito de delícia é different14 do meu..
- Claro, Kamus. Você é francês! Nada te satisfaz!
- Milo, eu te convido para comer um bom jantar francês! Somente depois disso é que você vai poder me dizer que a comida francesa non é boa.
- Certo, Kamus. Prefiro comer qualquer coisa ao invés desta abominável comida inglesa. Até comida francesa serve!
- Hahaha – Kamus riu falsamente.
- Sabe que você fica uma gracinha, quando ri? Você devia tentar fazer mais isso.
- Que bom que você gostou, Milo. Tudo para te agradar! Mas parece que todo le monde15 funciona assim para você, non?
- Assim como? – Milo estava um tanto quanto preguiçoso depois de haver comido muito rápido.
- Para te agradar! – Kamus não podia deixar de achar que Milo era um manipulador. A conversa sempre fluía para onde ele queria. Todos pareciam fazer o que ele queria. Ele tinha o dom da manipulação.
- Imagine Kamus. Tem tanta coisa que não me agrada! – e a mente de Milo logo se desviou para Shina ... SHINA! - Kamus, tenho que correr. Fui!
E enquanto Milo corria desbaratinadamente pelo campus, Kamus pensava que realmente tinha sido muito divertido conversar com Milo. Seus pensamentos estavam mais leves.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Quando Milo finalmente conseguiu que alguém soltasse Shina da sala na qual ela ficara trancada por cerca de 2 horas, ela estava furiosa! Realmente furiosa. Ela gritou tanto com Milo que ele deixou de ouvi-la 2 minutos depois do início dos berros. Por isso, o fato dela ter arrancado seu casaco e avisado que ela iria para casa com o casaco dele, o pegou de surpresa! Mas o que fazer? Discutir com ela? Ele não era louco, afinal das contas! E Milo foi para sua própria casa sem o casaco.
Claro que durante o trajeto pela escura tarde londrina, Milo se arrependeu (várias vezes) por não ter argumentado com Shina sobre a questão da posse do casaco. Mas como ele estava pensando no agradável almoço que tivera com Kamus, o frio não o incomodou tanto. Isso até que ele chegou à estação Paddington. A partir da saída, até o número 14 da Praed Street, Milo lembrou-se várias vezes de Shina, e não de maneira elogiosa.
Milo fez de tudo. Colocou as mãos nos ouvidos, esfregou as mãos (suas luvas estavam no bolso do seu casaco), correu, mas em vão! O frio o venceu. E quando ele chegou à porta do apartamento de Saga, seus dedos estavam praticamente da cor de seus cabelos. Azuis. Seu nariz devia estar em seu rosto, uma vez que ele não o vira cair pelo caminho, mas ele não o sentia há algum tempo. Seus ouvidos zuniam e sua cabeça doía. Maldita Shina! Pelo menos ela ficara trancada em uma sala quente!
Tão logo Aioria e Saga viram Milo chegar naquele estado, os dois o mandaram tomar um banho quente imediatamente, o que finalmente o esquentou.
- Explica Milo – era Aioria - onde você deixou o seu casaco desta vez?
- Milo, eu sei que não sou seu pai, mas acho que até você deve ter notado que Londres é mais fria que a Grécia, certo? – Saga parecia um pouco preocupado.
- Sei, eu sei. Mas a folgada da Shina seqüestrou meu casaco!
- E eu pensando que a intenção fosse deixá-la sem roupa e não com mais roupa! Milo, preciso te ensinar algumas coisas! – Aioria, na verdade, queria muito ter o talento de Milo com as mulheres.
- Engraçadinho! Bom, para resumir, ela ficou muito irritada e levou meu casaco.
- AAhh! Já sei! Brochou de novo, certo? – Aioria, é claro.
- Hahaha! Foi, foi Aioria. Foi isso mesmo. Está feliz, agora? Agora você tem companhia!
- Você vai para xxxx xxx x xxxxx!
- Meninos, não briguem durante o jantar – Saga cada vez mais se sentia como o pai de duas crianças briguentas.
- Pô, Saga! Olha o que ele me falou! – Aioria parecia também achar que Saga era seu pai.
- Eu sei, Aioria, mas foi você quem começou! – Saga estava já se habituando a mediar as brigas dos dois.
- Saga, note que você começou falando que não era meu pai. Mas você se parece cada vez mais com ele, não é? Attchin! – Milo finalmente começara a espirrar.
- Bom, Milo, não é para menos. Você precisa de um pai te vigiando já que resolve sair sem casaco com um frio destes! E vê se toma um remédio!
- Ok. Attchin!
E o jantar decorreu sem mais problemas. Exceto que Saga, por várias vezes, olhou o resfriado Milo com excesso de preocupação. E Milo, estranhamente, se sentia bem com este excesso de atenção. Mas foi mais tarde que os dois realmente brigaram. Na hora do cigarro, Saga proibiu que Milo saísse para o pátio e, ainda, fez com que Milo tomasse um remédio e fosse para a cama. Infelizmente isso não impediu que Milo amanhecesse gripado. E, para desespero de Saga, também não impediu que Milo afirmasse que iria se encontrar com os amigos na danceteria naquela mesma noite. E assim, sem mais nada para fazer, também Saga se programou para ir à danceteria.
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Kamus recebera, naquela tarde, outro irritado e. mail, desta vez de sua mãe. Por que os dois não o deixavam em paz? Ele não queria seguir a carreira de produtor. Mas sua parte racional entedia um pouco a posição dos pais. Não seria certo ele deixar de cuidar do que era de sua família há vários anos. Muitas pessoas trabalharam para que a marca de vinho de sua família fosse conhecida. Foram muitos anos de testes com várias cepas de vinhas, para se alcançar a combinação perfeita! Ele não poderia abandonar tudo aquilo. Mas ele também não queria abandonar sua carreira. Ele tinha que resolver o que fazer. Mas não naquela noite. Naquela noite ele estava precisando de distração. E foi por isso que Kamus resolveu ir à danceteria com seus colegas.
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Mu, Aldebaran e Marin consolavam Shina a caminho da danceteria. Todos iam de metrô, o que tornava um pouco vergonhoso o fato de Shina berrar algumas palavras em italiano. Algumas palavras que, pela entonação, pareciam ser ofensivas.
Mas os três faziam o melhor para consolar a amiga. Aparentemente ela estava furiosa com Milo. Depois de abandoná-la na sala, ele a ignorara o dia inteiro. Não ligara na noite anterior e hoje na faculdade, ele não estava muito comunicativo, nem mesmo quando ela jogara o casaco em cima dele. Por várias vezes Shina pensou em confrontá-lo, mas desistiu. Ele realmente não estava com uma cara boa. E ela não se incomodava em ficar furiosa com alguém.
Enquanto Mu a consolava (e ele parecia ser o único que ela ouvia), ele pensava na enigmática e breve conversa que tivera com Shaka na saída.
000000000000000000 mini flash back 000000000000000000000000000
Shaka veio em sua direção sem nem mesmo se dignar a olhar o caminho. "Impressionante como ele não tropeçava", pensou Mu, embasbacado com a beleza de Shaka. Mas, enfim, Shaka chegou ileso e interrompeu sua conversa com Shiryú mais uma vez, olhando-o com aqueles desconcertantes olhos azuis. O azul dos olhos de Shaka já era desconcertante, mas naquele dia, Mu maravilhava-se com o seu formato oblíquo, como os olhos de orientais.
- Você vai? – a voz de Shaka soava antipática.
- Onde? – a voz de Mu soava doce como sempre, mas ele não conseguira esconder a nota divertida.
- À danceteria, por óbvio – Shaka deveria ter identificado a nota divertida na voz de Mu, pois que seu tom estava ainda mais antipático.
- Vou, vou sim. Você vai?
- Agora, com certeza – e Shaka se virou sem ao menos olhar para Shiryú.
Mu e Shiryú voltaram a conversar como se nada tivesse acontecido. A discrição era a característica de Shiryú que Mu mais apreciava.
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Enquanto Mu consolava Shina, ele pensava em Shaka e em como parecia difícil para ele admitir que se sentia atraído por Mu. Sim, pois que Mu realmente não tinha dúvidas. Shaka se encontrava atraído por si. Tudo o que ele tinha que fazer era esperar. Esperar e, se possível, tentar trazer Shaka para mais perto de si.
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Marin parecia ter nascido com aquele talento. O talento de ouvir e apoiar Shina a todo momento. Mas enquanto fazia isso pela milésima vez, pois que Shina parecia sempre necessitar de apoio, ela não parava de pensar em Aioria. Certo que ele parecia um "brucutu", mas ele sabia ser tão doce. Tão doce quanto uma criança. E tão lindo, grande e forte. Isso fazia com que Marin se sentisse frágil perto dele. Será que ele se sentia atraído por ela? Ela sabia que era apagada e sem-graça, mas tinha a impressão que vira Aioria olhá-la por algumas vezes.
Distraída a menina, não?
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Já Aldebaran ouvia Shina com vontade. Essa menina era mesmo divertida. Sempre aprontando. Como assim dera para o cara na sala de aula? Coisa de louca! Ela devia era visitar o Rio de Janeiro. Uma garota assim ia se dar bem por lá. Ver o sol nascer na praia. Ver o sol se pôr na Urca. Dançar, beber caipirinha! Se divertir de todas as formas possíveis! Ele iria convidá-la para visitar o Brasil. E a Terra Maravilhosa! A menina, afinal, já era uma maravilha! E, por fim, Aldebaran pensou:
"Mas vamos combinar que esse tal desse Milo deve ter problemas sérios! Se envolver com a descompensada da Shina dessa forma!".
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Afrodite estava terminando de se arrumar. Será que sua roupa estava exagerada? Mas o que fazer? Se ele não exagerasse na roupa, ninguém nunca iria notar o que ele estava vestindo. Aqueles cabelos azuis-claros que combinavam perfeitamente com seus olhos acabavam por chamar tanta atenção que ele achava necessário dar uma caprichada na roupa.
E assim, após uma última olhada às suas flores, Afrodite saiu. Ele estava usando uma blusa prateada bufante e uma calça de couro preta! Seus cabelos estavam amarrados com uma faixa prateada e suas botas pretas com bicos prateados combinavam perfeitamente com seu cinto, com uma grande fivela prateada.
No geral, Afrodite parecia um mágico prestes a fazer magia.
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Saga, Shura e MdM saíram direto do trabalho para um pub e lá ficaram bebendo e comendo besteira até a hora de ir para a danceteria.
Saga estava se irritando cada vez mais com o jeito debochado dos amigos. Ele não estava entendendo. Eles ficavam de risos para cá, comentários para lá. E ele não estava gostando disso. Para falar a verdade, não estava gostando nem mesmo de ir à danceteria. Será que o Milo não conseguia ver que sair à noite no começo de uma gripe era ruim para a saúde? O que ele queria? Uma pneumonia? Depois de mais uma dose de gim tônica, Saga falou exatamente isso para os amigos.
- Eu acho que a gente não deveria ir! – Saga falou e depois se arrependeu, uma vez que Shura e MdM se engasgaram com o que quer que estivessem bebendo.
- E por que isso, uomo16? – MdM parara de tossir antes de Shura.
- Porque o Milo estava gripado ontem à noite – e Shura, que estava terminando de tossir teve um novo acesso.
- Coitado! Il piccolino17! – e MdM deu um forte tapa nas costas de Shura que já estava com os olhos vermelhos de tanto tossir.
- Saga, io credo18 que se ele quer ir, você não pode evitar! Ele já é maior de idade – Shura sempre era mais razoável que MdM.
- É, acho que você tem razão – e Saga se levantou para ir ao banheiro.
- E aí, Shura, que te parece?
- Me parece muy19 claro. Saga gamou neste rapaz e nem notou ainda.
- Eu vou fazê-lo notar, Shura. Ele vai notar! – e com essa declaração enigmática, MdM se levantou para pagar a conta, pois já estava mais do que na hora de irem para a danceteria.
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Bom, pessoal. Segue mais um capítulo! Espero que tenha ficado bom!
Agradeço a todos os que acompanham essa fic. Eu confesso que fico insegura sobre se a fic está ou não agradando! Mas tenho notado um aumento do número de leitores, o que me deixa muito feliz!
E gostaria de agradecer, especialmente, àquelas leitoras que foram gentis a ponto de me deixar reviews. Obrigada Musha e Gigi! Suas reviews me animam a escrever!
Beijos,
Virgo-chan
Mai/06
