História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.

Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial

Capítulo 19 – Balada – Parte II

Finalmente! Com o término do plano, Shaka agora podia se dedicar ao seu objetivo da noite. Dar a Mú o presente que ele lhe comprara e ter aquela conversa... E Shaka puxou Mú gentilmente para longe da comemoração. A verdade era que agora Aioria e Marin precisavam ficar sozinhos.

Mú seguiu Shaka para os fundos da boite. Também ele estava com saudades de ficar sozinho com o seu amor... Mas, no meio do caminho, Shaka estacou! Que besteira estaria o Kamus fazendo desta vez? Meu Deus, beijando Misty! E bem em frente ao Milo! Será que ele nunca seguiria o manual1? Não era uma boa forma de conquistar alguém ficar com outro alguém bem em frente ao primeiro alguém! (sim, muitos alguéns na mesma frase, eu sei!).

Ah! Por quê? Por que os aquarianos tinham que ser tão complicados? Por que eles tinham que fazer tudo daquela sua forma tão própria e complicada? Como se o mundo seguisse a sua lógica. Ou melhor, como se os aquarianos seguissem alguma lógica, fosse ela kantiana, hegeliana ou cartesiana!

Mú achou estranho Shaka parar e ficar olhando como que vidrado Kamus beijar Misty. Certo, aquilo era um tremendo mau gosto, mas o que o seu Shaka tinha a ver com aquilo? Mas, pensando bem... Shaka era amigo de Kamus! Será que aquilo queria dizer alguma coisa? Será que Shaka gostava de Kamus? Não! Era impossível! Shaka era maluco por ele, Mú. Só por ele!

Nada como ter a confiança bem desenvolvida dos arianos!

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Kamus mais sentiu a sua presença do que propriamente o viu. Em verdade, subitamente ele sentiu sobre si todo o peso daquele olhar azul. Quando levantou a cabeça viu Milo olhando-o com ar de incredulidade. O que ele podia ler naqueles olhos? Dor? Raiva? Ciúmes?

Que fosse raiva! Que fosse ódio, se possível! E que fosse tudo de uma só vez! Para que Milo não sentisse aquela dor. Para que Milo não sofresse o que ele estava sofrendo. Ele não queria que Milo sofresse.

Ah! Se ele pudesse odiá-lo também para por um fim àquilo logo! Para matar aquele sentimento logo! Para que ele voltasse a sentir só o vazio. O vazio machucava menos do que aquele olhar azul. Mas Milo continuava lá, olhando-o sem reação. Por quê? Será que ele sentia algo por Kamus, afinal? E Kamus, pela milésima vez, ouviu-o falar antes de desmaiar... Não me deixa, Kamus, por favor! E mais do que isso! A forma como Milo o olhara antes de desmaiar. Como se realmente o quisesse! E a forma magoada como o olhava agora. Aquilo devia significar alguma coisa. Devia significar que Milo se importava com ele em algum nível.

E Saga? Por que ele se incomodaria em fazer Kamus ficar com alguém em frente a Milo, se não achasse que Milo o queria? Sim, finalmente ele raciocinou. Aquele medo paralizante que sentira de Saga o impedira de raciocinar até aquele momento. Sim, o medo do que Saga pudesse fazer algo contra Milo o paralizara. Mas finalmente ele voltava a raciocinar. Saga devia saber que Milo sentia algo por si. A velocidade de seus pensamentos o deixou atordoado.

E Kamus já ia largar Misty para falar com Milo, quando o viu. Saga! Maldito Saga! Bem ao lado de Milo, dando-lhe um copo e falando algo em seu ouvido. E o medo imediatamente voltou. Ele podia fazer algo contra Milo. Kamus não podia agir por impulso! Ele nunca agia por impulso. Ele devia pensar antes de agir. E, assim, voltou a beijar Misty, enquanto avaliava melhor tudo em que pensara. Mas quando ele olhou novamente, Milo tinha ido embora.

Ah, Milo! Eu vou fazer tudo para você ser feliz! E se houver alguma forma de fazer você ficar comigo, eu vou fazer! Eu juro!

E Kamus deixou Misty embasbacado, enquanto ia correndo na direção da saída da boite, quando trombou estrondosamente com alguém.

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Já fazia bastante tempo que Kamus o deixara. Para onde ele fora? Afrodite estava a fim de ir embora!

Agora ele admitia que havia nutrido a esperança de falar com Saga. De, ao menos, atrair-lhe o olhar. Mas ele não conseguira nada! Absolutamente nada! Ele conseguira, somente, encontrar Kanon. Kanon! Tão lindo quanto Saga. Tão mais animado do que Saga! Por que ele não podia simplesmente gostar do Kanon?

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Kanon já estava no táxi, indo embora, quando se permitiu pensar. Afrodite! Depois de tantos anos, voltara a encontrá-lo. Ele nunca o esquecera. Ele passara anos tentando se encontrar com Afrodite novamente e, agora, o encontrava sem querer. Ele não se preparara para aquilo. Justo agora! Agora que ele resolvera, finalmente, tentar se reaproximar de Saga. Agora que ele resolvera parar com aquela competição sem sentido. Agora ele o reencontrava. Ah, Afrodite!

Ooooooooooooooooo Continuação de Flash Back (cap 10) ooooooooooooooooooooo

Saga tinha ido embora, deixando Kanon com Afrodite. Kanon tentava, de todas as formas, satisfazer Afrodite. Ele nunca tivera alguém como ele. Tão lindo, doce, angelical. Ah! E aquela pinta? Ela o enlouquecia.

Em verdade, desde que colocara os olhos naquele ser, Kanon o desejara para si. Mas, Kanon não era burro. Ele notou que os olhos de Afrodite só procuravam por Saga. Por quê? Por que tudo era para Saga? Por que ele nunca podia ter alguém que não quisesse Saga? Fora assim desde a infância! Seus pais sempre gostaram mais de Saga. Todos os seus amigos, em verdade, queriam a amizade de Saga. E na adolescência? Todas as suas namoradas quiseram se aproximar de Saga. Ele era um mero instrumento de aproximação. E o pior! Saga não ligava. Saga era frio. Saga não se importava com os outros. Ele não fazia a menor questão de ter o amor dos pais, ou mesmo os amigos ou as namoradas de Kanon. E saber que Saga não se esforçava para roubar as pessoas de Kanon o irritava ainda mais.

Mas com o tempo Kanon, finalmente descobriu o ponto fraco de Saga. Ele, Kanon, era o ponto fraco de Saga. Por que Saga podia ter tudo fácil? Por que todos preferiam Saga? Kanon, então, mudou de orientação sexual, saiu de casa, saiu do país. Tudo para se afastar da sombra de Saga. Mas Saga veio procurá-lo. Saga sempre vinha procurá-lo.

E, então, aquela maldita idéia. Kanon e Saga ficaram com Afrodite. Kanon queria Afrodite para si, mas Afrodite, é claro, fora atraído por aquele estranho encanto de Saga! Maldição! Não de novo! Não dessa vez!

Mas tão logo Saga saiu do quarto, Kanon soube. Ele perdera mais uma vez. Afrodite queria Saga e não ele. Como todas as pessoas que haviam cruzado o caminho dos dois. Mas Saga iria pagar. Ele iria fazê-lo sofrer mais uma vez. E no dia seguinte, Kanon abandonou Saga. Desta vez ele não deixara nem mesmo um bilhete.

ooooooooooooooooooooooooooFinal do flash back ooooooooooooooooooooooo

- Shaka? Por que você está tão interessado no namoro do Kamus com o Misty?

- Nada, Mú! É que acho que o Kamus está fazendo uma besteira das grandes. Só isso! – estranho! Não havia um pingo de ciúmes na voz do Mú.

- Por que besteira?

- Porque o Kamus é a fim de outra pessoa, Mú!

- Ah! Sei! Do Afrodite, é claro!

- Não, Mú! Como você pode ser tão desligado? – Shaka não acreditava naquilo! Como alguém podia deixar de notar o interesse de Kamus por Milo? Mas, pensando bem, nem o Milo notava, certo?

- Desligado? Ora, eu logo notei que você estava a fim de mim, Shaka!

- Estava, não! Estou, Mú. Meu carneirinho desligado! – e Shaka se virou bem de frente para Mú, que num rompante, o abraçou forte!

- Então, o que mais pode interessar, hein, meu loiro lindo? – Shaka nunca cansava de se surpreender como Mú sempre conseguia desviá-lo do assunto...

- Bom, tem uma coisa que deve te interessar! - o presente! Agora ele daria o presente!

- Um beijo? – ah! Aquele jeito manhoso!

- Não, Mú! Não sou doido de te beijar aqui em púbico! Seria estranho! Todo mundo ia olhar! Aqui não é boite gay!

- Mas o Kamus estava beijando o Misty!

- Eu não sou o Kamus!

- Que bom, Shaka! Porque o Kamus eu não iria beijar. – E Mú puxou Shaka e lhe deu um estrondoso beijo e... para espanto de Shaka, ninguém ligou! (e nem o mundo caiu!).

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- Kamus, não é?

- Dr. Shion?

- Ah! Que bom que você me reconheceu! Vem que eu preciso falar com você!

- Não! Eu preciso falar com uma pessoa!

- Esquece o Milo por um momento, Kamus. Eles já foram. Agora eu preciso falar com você, OK? – e Shion o olhou com aquele olhar... que exigia obediência. Nem mesmo Kamus conseguiu resistir.

E, resignado, Kamus seguiu Shion até os fundos da boite.

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Shina! Formosa! Sensazionale! Calda2 Por que ela o enlouquecia daquela forma? Ele já tivera muitas mulheres. Mas nunca uma como Shina. Ela o enfeitiçava! Ele a queria como nunca quisera nenhuma outra mulher. Mas ela o estava enrolando. Ele não entendia o porquê! Era fácil ver que ela também o queria...

MdM e Shina estavam dançando e ele pedira para ela dançar com ele como dançara com Milo! Ah! Que raiva do Milo! Mas a Shina lhe explicara o que fora aquilo duas ou três vezes. Mas não adiantava! MdM tinha sangue quente. Ela era dele! Ela podia nem saber ainda, mas ela era dele e ninguém iria chegar perto dela. Caso contrário, ele cortaria cabeças! E as colocaria para enfeitar sua casa!

Mas Shina estava disposta a fazê-lo esquecer e esfregava-se nele sensualmente. Segurava-o pelo pescoço e chegava sua boca bem perto da dele, enquanto sussurrava algo que ele não tinha a mais vaga idéia do que fosse. O que importava o que ela poderia lhe dizer com aquela boca? Importava, sim, o que ele queria fazer com aquela boca. E beijá-la era somente o começo! Depois de beijá-la, suas idéias eram bastante vagas e confusas! Jogá-la de costas no balcão do bar? Pegar aqueles seios perfeitos em suas mãos? Pegá-la no colo e levá-la para sua casa? Dio mio3! Ele estava perdendo o controle. Questa donna4 conseguira enlouquecê-lo!

- Viene a casa mia, bella5!

- Si!

E MdM pegou fortemente a mão de Shina e a levou para a saída da boite!

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Durante todo o caminho, Milo não falou nada. Saiu da boite, entrou no táxi, subiu as escadas, entrou em casa. Ele não disse uma palavra. Ele só pensava em Kamus. Só via Kamus diante de si. Kamus beijando Misty. Kamus o olhando com pena! Kamus beijando Misty... Será que aquilo não tinha fim? E aquela dor...Quando foi que ele fora atingido no peito? Por que doía tanto?

Se essa era a dor de se apaixonar ele só poderia agradecer por ter esperado tanto para senti-la... Kamus o olhando com pena. Kamus beijando Misty. Não! Ele ia enlouquecer. E Milo entrou em casa e foi direto para o terraço, sem nada falar com Saga! Lá, ele começou a massagear o peito, na esperança de fazer aquela dor passar.

Quando foi que ele se apaixonara tão completamente por Kamus? Fora enquanto eles conversavam na faculdade? Fora há uma semana, quando ele desmaiara em cima de Kamus? Teria sido no museu de M. Tussauds quando eles discutiram? Ou teria sido quando Kamus o defendera dos ataques do Prof. Dohko? Quando isso acontecera? Como isso acontecera sem que ele soubesse?

Mas a verdade é que ele sempre soubera. Ele soubera quando brigara com Kamus. Ele soubera quando descobrira que Kamus estava com Afrodite. Ele soubera durante a semana toda em que evitara Kamus. Mas ele se recusara a ver. Ele se recusara a pensar naquilo. Ele se deixara envolver por Saga e evitara, assim, analisar o que sentia por Kamus.

Mas fora melhor assim! Kamus não o queria. O que Kamus teria feito se Milo tivesse demonstrado que se apaixonara por ele? Provavelmente ficaria com ele também e depois o deixaria. Kamus era assim. Ficava com todo mundo e não parecia se importar com ninguém.

Que humilhação! Essa era a primeira vez que se apaixonava. E ele se apaixonara por um homem! E o pior, por um homem que não ligava absolutamente para ele. E as lágrimas finalmente escorreram pelo rosto de Milo. E ele as limpou com raiva, mas elas teimavam em cair. Kamus beijando Misty. Kamus o olhando com pena. Kamus beijando Misty. NÃO!

Quando aquilo ia passar? E como ele faria para viver enquanto aquela dor não passasse?

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A consciência pareceu despertar na mente de Saga!

Até onde sua obsessão por Milo o levara desta vez? Será que ele não se cansava de machucá-lo? Milo estava sofrendo. Isso ele podia ver. Estava em seu rosto. Estava em seus olhos. Não era possível que ele o amasse e o ferisse daquele jeito! E o que ele fizera com o francês? Ele mais parecera um mafioso!

Sim, ele sempre soubera que Milo gostava de Kamus. Provavelmente Saga soubera antes mesmo de Milo. Ele vira Milo olhar para Kamus antes de desmaiar na boite. Milo nunca o olhara daquele jeito.

A culpa era de Kanon e daquele médico metido. Ele tinha resolvido tratar Milo bem, mas Kanon aparecera e o tirara do sério, como sempre. Queria voltar! Voltar! Para que? Para deixá-lo de novo! Para machucá-lo de novo. Como se a culpa fosse dele que eles eram gêmeos. Que as pessoas os confundissem. Que as pessoas os comparassem. Que eles se comparassem. Mas Kanon sempre o culpara. E sempre o machucara. Sistematicamente Kanon sempre tentara lhe tirar tudo o que podia ter importância para Saga. Quando tudo o que tinha realmente importância para Saga era Kanon. Só Kanon. Só com Kanon ele se sentia completo. E Kanon logo descobrira isso. E assim descobrira a melhor forma de machucar Saga. Deixá-lo. Quantas vezes fossem necessárias para machucá-lo.

E agora, que ele finalmente achara alguém que lhe interessava, Kanon resolvera voltar. O que Kanon iria fazer? Kanon iria lhe tirar Milo? Kanon iria fingir que iria ficar com ele, para depois deixá-lo novamente? Por que eles precisavam ter aquela relação estranha, doente, interdependente?

E aquele médico metido? Como ele iria se livrar dele? Saga precisava pensar em algo...Mas isso agora não era importante. O importante agora era ajudar Milo. Ele o machucara muito e o fizera descobrir de maneira dolorosa que ele era apaixonado por aquele francês insuportável. Teria ele a força necessária para deixar Milo? Será que era realmente importante que Milo gostasse de outra pessoa?

Não! Ele não podia deixar Milo. Ainda que Milo gostasse de outra pessoa. Milo seria dele. Só dele.

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O que o médico da LSE poderia ter para falar com ele? Ele nunca apresentara problema médico algum! O que poderia ser? E como ele sabia que Kamus estava procurando Milo? E como ele sabia que Milo já havia saído? O que estava acontecendo, afinal?

Mas o Dr. Shion parecia ignorar as dúvidas de Kamus, seguindo determinadamente para os fundos da boite, onde estava mais vazio! Lá chegando, ele se virou para Kamus, que sentiu todo o impacto da personalidade de Shion.

- Kamus, eu ouvi o que Saga te falou. – disse Shion, simplesmente. Kamus, por sua vez, não soube o que falar. – E eu realmente acho que ele possa machucar o Milo de alguma forma, ainda que ele não queira.

- ... – Kamus não sabia realmente o que falar. Ele era a imagem do desespero.

- E eu sei também que o Milo foi drogado. E, quando o atendi, reparei que ele não tinha a mínima idéia disso. Quem usa drogas voluntariamente, de alguma forma, sempre torna isso evidente.

- Oui, oui. Eu tentei avisar o Milo, mas ele não me ouviu. Qu´est que je peux faire6?

- Kamus, eu também não sei bem o que fazer. Mas eu sinto que o Milo pode ter problemas.

- Sente?

- Sim, sinto. Eu tenho uma forte intuição para essas coisas.

- E se o senhor avisasse o Milo? Em mim ele não acredita...

- Também tenho a impressão que isso pode ser pior. Entenda... Parece-me que Saga quer dominar o Milo. Assim, se o Milo resistir, Saga pode se voltar contra ele.

- Ça n´est pas possible7

- Kamus, eu acho que o melhor que podemos fazer é encaminhar o Saga para auxílio.

- Mas como, doutor? É claro que ele não vai se a gente pedir.

- É por isso, Kamus, que eu não estou pedindo!

- Comment8?

- Fica tranqüilo, Kamus. Eu estou no caso.

E Kamus não entendeu direito o porquê, mas a verdade é que ele se sentiu mais tranqüilo! Realmente Shion possuía essa habilidade.

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Opa! Aquela, sim, era sua noite. Afinal, quanto tempo mais iria demorar para ele finalmente se dar bem? Tudo bem que ele era amigo de todo mundo, sempre pronto a ajudar e companheiro de todas as horas. Mas ele também era filho de Deus, oras! E essa noite seria sua.

E, assim pensando, Aldebaran foi falar com as duas lindas moças que o olhavam desde que ele servira de segurança do plano maluco do Milo (e não é que funcionara?).

Tudo acertado, ele já ia embora com as duas, quando viu Mú e Shaka se beijando. Caramba! Por que o Mú não pegava logo o namorado e dava uns catas nele? Ok, ok! Uma última missão antes de se dar bem:

- Mú! Vem cá!

- Fala, Aldebaran!

- Eu tô de saída com as duas beldades ali – e, orgulhoso, nosso amigo apontou com a cabeça para as duas - A Shina já foi com o italiano mafioso e a Marin já foi com o Aioria para um hotel! Que tal se você pegasse o seu loirão e fosse logo para casa, hein? Vocês vão estar sozinhos!

- Aldebaran! Chega de esquema por hoje! Não dá para desistir, não? – mas Mú sorria pelos cotovelos.

- Que é isso, Mú? Desistir, eu? Sou brasileiro! Eu não desisto nunca. Vê se resolve teu caso. Fui!

E Mú, contente, foi falar com Shaka.

- Shaka! Para casa. Agora!

Shaka o olhou desconfiado. O que mais podia ter acontecido? Mú o estava mandando embora? Quem estaria chorando, apaixonado, fazendo besteira, precisando de ajuda e tudo o mais?

- Você quer que eu vá embora?

- Não, Shaka! Vamos para a minha casa transar!

Ooops! Transar? Shaka já tinha analisado TODOS os passos, pensara na melhor forma de falar com Mú, para não parecer que tudo o que ele queria era... bom, sexo! Ele iria explicar seus sentimentos, iria assegurar a Mú que o amava, iria dar-lhe o presente e finalmente eles iam ter... bom, sexo! Tudo da forma mais delicada! Ele estava a algum tempo pensando na melhor abordagem e agora ... isso? Mú colocava assim, dessa forma crua? Mas, enfim...

- Vamos logo, Mú! – e Shaka puxou Mú pela mão para a saída da boite.

É, até mesmo Shaka podia de vez em quando tomar uma atitude de forma rápida! Isso, é claro, se os interesses envolvidos fossem relevantes!

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Shura e June ainda estavam animados com o sucesso do plano. E mais, por ver que todo mundo parecia se ajeitar, exceção feita aos amigos de June, os bronzeados. Mas, fazer o que? Aqueles eram para lá de problemáticos. Quem sabe só com terapia brava eles podiam resolver alguma coisa na vida deles.

- Mira, loirita, ahora que todo mundo se ajeitou, que tal se a gente...

- Fosse para sua casa para rolar um sexo selvagem?

- Loirita. É por essas que eu te adoro! Você sempre habla a minha língua.

- Shura, eu não falo espanhol!

- Não essa, loirita!

A verdade é que os dois se entendiam perfeitamente. Não era bem um caso de amor, mas os dois estavam mais do que felizes juntos. E assim, os dois se foram.

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Aioria e Marin finalmente chegaram ao hotel que ela havia ficado com Shina. Não era lá grande coisa, mas eles não conheciam mais nenhum. E, naquela noite, tudo o que eles realmente queriam era ficar juntos.

Afinal, os dois se amavam tanto, mas tinham tanta dificuldade de se expressar que quase se perderam. Agora, nada mais certo que eles tentassem recuperar o tempo perdido. E eles iriam ficar juntos por todo o final de semana. Eles tinham tanta coisa para falar, tanto carinho para trocar e tanto amor para se dar, que o final de semana seria, em verdade, muito curto.

- Marin? Eu não estou acreditando que a gente está finalmente junto!

- Nem eu, Aioria. Parece um sonho!

- Não, quem parece um sonho é você, minha ruiva.

E os dois se beijaram novamente. Por que é que toda vez parecia como a primeira vez?

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Saga foi para o terraço levando uma caneca com chocolate quente e um edredon. Milo estava sentado no chão, olhando para o vazio de um jeito que deixava claro o quanto ele estava sofrendo. O coração de Saga se apertou ao vê-lo daquele jeito. Ele devia deixar Milo livre. Ele tinha que deixar Milo livre. Mas não! Ele não tinha forças para isso. Ele precisava de Milo. Milo fora a primeira pessoa que ele quisera ao seu lado além de Kanon. Ele não podia deixar Milo ficar com aquele francês!

E Saga embrulhou Milo com o edredon e lhe entregou a caneca. Milo agradeceu de forma apática. Saga, então, sentou-se ao lado de Milo e lá ficou por vários minutos, sem nada falar, só para Milo não ficar sozinho.

- Saga? Eu preciso falar com você – a voz de Milo soava tão triste e fraca...

- Não fala nada, Milo! Toma o chocolate!

- Saga, eu descobri que gosto de alguém. – aquilo doeu. Saber era uma coisa, mas ouví-lo dizer era bem diferente.

- E essa pessoa gosta de você, Milo?

- Não! – a tristeza de novo...

- Então fica comigo, porque eu te amo. E eu vou ficar sempre ao seu lado.

- Eu acho melhor não, Saga... – a voz de Milo não passava de um sussurro triste.

- Milo, você prefere ficar sozinho do que ficar comigo?

- Não é isso, Saga. É que...

- Então fica comigo!

Saga soava tão decidido que Milo concordou. Ele estava tão triste, tão sozinho, tão perdido, que concordou com a direção que Saga lhe apontou. E, sem dizer mais nada, eles lá ficaram até que Milo dormiu apoiado no ombro de Saga. Quando Saga o acordou para levá-lo para a cama, Milo murmurou meio dormindo:

- Você não quer saber quem é?

- Não, Milo! Prefiro não saber.

Mas o que Saga realmente pensou foi na melhor forma de fazer aquele maldito francês sofrer. Saga, então, colocou Milo na cama, o cobriu, apagou a luz e já ia fechar a porta quando Milo pediu.

- Saga, não me deixa sozinho.

E Saga deitou-se ao lado de Milo e o abraçou até ele voltar a dormir. Ah! Ele faria aquele francês sofrer. Milo era seu. Nem Kanon o afastaria de Milo.

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Hoje eu vou tentar explicar o Saga (poderoso, gostoso, maravilhoso e maldoso!). Saga desenvolveu um relacionamento obsessivo com Milo. Logo, o relacionamento dos dois não é lastreado em amor, mas em obsessão, controle e atração. Não quer dizer que ele não goste do Milo. Mas a obsessão é destrutiva e acaba por consumir todo o resto. Por isso é que às vezes o Saga é bom e, às vezes, mau. Um tipo instável.

Saga – Ôh, Virgo-chan! Eu estou gostando de ser poderoso, gostoso, maravilhoso e maldoso!

Virgo-chan (suspirando) – E eu também, Saga!

Saga (insinuando-se felinamente) – Se não der certo com o Milo, que tal se você saísse comigo?

Virgo-chan (resistindo) – Não vai dar, Saga! Tenho trabalho, faculdade, família, fic para escrever, vou viajar no Carnaval...

Saga (bem perto, com voz rouca) – Tem certeza?

Virgo-chan fecha o computador apressadamente e vai atrás de Saga! Ah! Que homem!

Bom, gostaria de agradecer imensamente às reviews da Tsuki Torres, da Dana, da Dionisiah, da Gigi, da Allkieds e da Dark Ookami. Muito Obrigada! Suas reviews me incentivam a continuar!

Beijos da

Virgo-chan

ago/06

1 Vide caoítuo 17 – manual de relacionamentos para virginianos.

2 Linda, sensacional, quente.

3 Deus meu.

4 Aquela mulher

5 Vem para a minha casa, linda.

6 O que eu posso fazer?

7 Isto não é possível!

8 Como?

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