História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.

Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial

Atenção: Verifique a classificação da fic, antes de ler este capítulo

Capítulo 21 – L´amour

Shaka e Mú tinham acabado de deixar a mochila com as coisas da Marin no hotel, e viram ao longe Milo sair com Kamus.Mú achou aquilo inusitado, mas a verdade é que pouco lhe interessava com quem Kamus ou Milo ou qualquer um estava, desde que Shaka estivesse com ele.

Já Shaka não conseguia deixar de ficar extremamente feliz. Ao que parecia, Kamus aceitara sua dica e finalmente resolvera conversar com Milo. Tomara que os dois se ajeitassem. Mas ele não conseguiu evoluir em suas infindáveis análises e projeções, pois foi interrompido por Mú:

- Shaka, você quer aproveitar e almoçar?

- Você está com fome, Mú?

- Não! Mas já é hora do almoço e achei que talvez você quisesse...

- Mú, só tem uma coisa que eu gostaria de fazer agora.

- O que? – mas Mú tinha uma boa idéia do que seu namorado queria. E, por coincidência, era exatamente o que ele queria.

- Voltar para sua casa e aproveitar enquanto o Aldebaran não volta.

- Fechado! - e Mú puxou Shaka pela mão em direção ao metrô.

Depois, pensou Mú. Depois ele pediria a ajuda de Shaka para saber como ele deveria falar com Shion na 2ª. feira. Hoje ele se entregaria novamente à felicidade de estar com Shaka. Sem pensar, sem analisar, sem se preocupar. Bom, pelo menos ele, Mú aproveitaria. Quanto a Shaka, ele não tinha bem certeza... Mas ele achava que, com o tempo, Shaka iria aprender a aproveitar a vida com ele. E ele, com certeza, aprenderia a ser mais ponderado e analítico com Shaka.

E Mú, feliz, olhou para a própria mão para ver novamente o anel que Shaka lhe dera junto com sua própria vida. A vida de Shaka não poderia estar em melhores mãos, pensou Mú sorrindo. Afinal, quem o amaria como ele o amava?

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Kamus e Milo encontravam-se tão encantados que mal se falaram durante o trajeto à casa de Kamus. Mas todas as vezes em que tinham a oportunidade, se tocavam, sorriam um para o outro e se olhavam. Enfim, apaixonados, por vezes, têm a impressão de que as palavras podem quebrar o encantamento. Talvez por isso eles se falaram tão pouco naquela tarde.

Tão logo saíram do metrô e entraram no prédio de Kamus, Milo notou que o bairro era excelente e que o prédio de Kamus era bem diferente do seu... Até elevador havia! Um luxo em prédios europeus, que normalmente eram adaptados para que o elevador se encaixasse no meio do vão da escada, fato esse que ocorrera também no prédio de Kamus. Por ser uma adaptação, o elevador era minúsculo, sendo que tão logo entraram, os dois ficaram extremamente próximos.

Não se agüentando mais, Milo passou uma das mãos nos cabelos de Kamus, enquanto a outra enlaçou a sua cintura, iniciando o seu caminho com vagar até partes mais interessantes daquele corpo que o encantara. Ele enterrou o nariz no pescoço de Kamus para sentir melhor aquele cheiro. Ah! O cheiro de Kamus! Kamus susteve a respiração, esperando pelo beijo que não veio. Milo parecia totalmente absorvido pela tarefa de tatear o corpo de Kamus que, a cada contato, se arrepiava fortemente. Kamus, então, impacientou-se e empurrou Milo contra a parede do pequeno elevador. Ele precisava de seus lábios. Ele precisava saber se aquilo era real ou se ele estava sonhando novamente com Milo. E Kamus puxou Milo pelo pescoço e o beijou. Não! Não fora sonho. Aqueles lábios macios, aquela respiração entrecortada. O cheiro de Milo. Tudo era exatamente como fora há 30 minutos. Perfeito! Maravilhoso! Ele nunca se impacientara mais com a demora daquele elevador. Melhor seria se tivessem vindo de escada! Ele precisava de Milo. Ele esperara tempo demais.

Milo sorriu por sob os lábios de Kamus. Ele entendia a impaciência de Kamus. Também ele o queria. Tanto! A um ponto que ele não se julgara capaz. Kamus. Seu Kamus. E o queria como ele próprio o desejava. E Milo correspondeu àquele beijo da melhor forma que seus movimentos restritos e a falta de espaço deixaram. Com uma de suas pernas, puxou Kamus para ainda mais perto. Era como se ele quisesse se fundir ao corpo de Kamus.

E o elevador parou, surpreendendo os dois. Naqueles breves momentos em que se beijaram, os dois se esqueceram onde estavam. Mas finalmente chegaram e Kamus apressadamente abriu a porta e Milo entrou. Evidentemente o que lá viu o surpreendeu um pouco. O apartamento era luxuoso demais. Kamus era elegante demais. Mas, enfim, não era isso que o preocupava agora. Ele realmente se preocupava com o que estava prestes a fazer. Ele não estava com Saga? O que, afinal, ele estava pensando? Ele se deixara levar por Kamus, e se esquecera de Saga... Não! Ele desmanchara com Saga e em seu socorro veio a lembrança do que Saga lhe dissera há menos de duas horas: - Milo! Não tenho tempo agora. Faz o que você quiser. Oras, e o que ele queria desmanchar com Saga e ficar com Kamus. Como nunca quisera nada em sua vida.

Alheio aos pensamentos de Milo, Kamus entrou no apartamento e, como era de seu hábito, foi checar se tudo estava em ordem, aquecedor ligado, quarto arrumado, vinho na geladeira (o vinho, sempre o vinho!) e, finalmente, Kamus voltou para encontrar Milo em pé, parado no meio da sala, pensativo e sem o casaco. Lindo! Mas Kamus não queria que Milo pensasse. Sabe-se lá para onde seus pensamentos o podiam conduzir. Melhor era fazer Milo parar de pensar e voltar a sentir. E Kamus avançou na direção de Milo, o tomou em um abraço apertado, enquanto sua mão livre achava seu caminho por dentro da camisa de Milo, tocando suas costas, sentindo sua pele quente. Ah! Como ele queria Milo. E Kamus enfiou seu rosto no pescoço de Milo. Ele queria sentir seu cheiro. Aquilo lhe provaria que o que estava acontecendo era real. Afinal, sonhos não tinham cheiro.

Kamus conseguiu, é claro, o efeito desejado. Milo parou de pensar e com uma das mãos invadiu o peito de Kamus por baixo da camisa e com a outra acariciou a nuca de Kamus, por baixo de seus cabelos lisos. Kamus, então, levantou a cabeça e tomou a boca de Milo na sua. O beijo que trocaram foi furioso, violento, intenso. Em nada parecido com os que tinham trocado até então. O desejo os consumia e tinha que ser libertado. Línguas e dentes duelavam. Mãos tentavam tirar todos os obstáculos para que finalmente suas peles se tocassem. A respiração dos dois estava falha. O coração dos dois batia descompassado. O calor aumentava drasticamente. Nenhum dos dois conseguia pensar em mais nada que não fosse o desejo que sentiam um pelo outro. Quando interromperam o beijo arfando em busca de ar, eles finalmente notaram que estavam quase despidos da cintura para cima. Milo conseguira puxar o sweater de Kamus e abrir os botões de sua camisa, revelando sua pele muito branca. Kamus fora mais eficiente, vez que Milo não conseguia localizar onde fora parar sua blusa e sentiu o olhar guloso de Kamus sobre si. Kamus maravilhara-se com o tom moreno de sua pele. Kamus, então, puxou Milo pelas mãos até seu quarto. Ele precisava de Milo. Agora! Mas antes Kamus, muito rapidamente, desligou o celular de Milo, que havia caído em cima do sofá. Saga não iria atrapalhá-lo dessa vez!

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Saga parecia um leão enjaulado. Milo estava com Kamus! KAMUS! O que aquele francês estava pensando? Ele o estava desobedecendo propositadamente. Se Saga pudesse, ele o mataria. Mas ele não podia. E, ademais, aquilo não iria adiantar. Nos breves momentos em que falara com Kamus, Saga sentiu que ele não parecia dar muito valor à própria vida. Kamus era frio. Mas ele tinha uma fraqueza. Milo. Milo era sua fraqueza. Se Saga realmente quisesse atingir Kamus, ele precisaria atingir Milo. Mas teria Saga realmente a coragem necessária para fazer algo contra Milo? E, pela enésima vez, Saga pensou em como gostaria que Kamus fosse para um lugar bem distante. Distante e frio.

Saga deu um murro na parede. Como ele gostaria que a galáxia inteira explodisse. Assim ele, Kanon, Shion, Kamus e Milo, todos explodiriam junto. E seus problemas finalmente desapareceriam. E Saga chorou.

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Shina finalmente acordara. Ela fizera de novo! Ficara novamente com alguém. Acordara em uma casa desconhecida. Por que ela era assim? E ela olhou para o lado.

MdM continuava dormindo. Seu corpo moreno e forte era suavemente contornado pelos lençóis bagunçados da cama. Seu cabelo curto, arrepiado e escuro fazia um contraste lindo com a fronha branca do travesseiro. Shina sentiu um raio percorrer seu corpo. Questo uomo!

Não! Dessa vez Shina não se arrependia. Ela nunca se sentira assim. Era como se MdM pudesse, finalmente, controlar o terrível gênio de Shina. Ela poderia deixar sua vida nas mãos dele que ele teria a força necessária para conduzí-la, auxiliá-la, aconselhá-la e até brigar com ela, quando fosse necessário. Ele era forte. E ela precisava de alguém assim. Ela conseguiria respeitar alguém assim.

E Shina se levantou para preparar um almoço para MdM. Ele era um homem que merecia provar seu famoso spagheti alla carbonara1

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Milo espantou-se quando chegou ao quarto de Kamus. Cama de casal. Lençóis de seda. Que luxo era aquele? Aquele quarto era do tamanho da sua sala em Corfú. Mas, como se importar com a cama, com Kamus olhando para ele daquela forma? Quem diria que Kamus, tão frio, podia olhá-lo com tanto desejo? Podia beijar daquela forma. Mas para que pensar? Ele deixaria os pensamentos para depois. Agora ele precisava de Kamus. E Milo retirou a incômoda camisa de Kamus que teimara em resistir aos seus ataques. Ele queria ter uma visão total da pele de Kamus, do corpo de Kamus. Queria ver aqueles cabelos lisos caindo pelas costas de Kamus.

Kamus ainda não acreditava plenamente no que estava acontecendo. Milo tentava tirar sua roupa de forma atabalhoada (o que parecia ser característico de Milo, Kamus pensou). Milo o queria, ele podia sentir, afinal Milo estava tão excitado quanto ele. E Kamus resolveu que era hora de deixar de analisar a situação. Parar de pensar no que Saga poderia fazer a Milo. Ele tinha que aproveitar aquele moreno lindo e fogoso que estava em seu quarto tentando tirar sua roupa. E Kamus decidiu que também Milo precisava de auxílio com a própria roupa... O problema era sua respiração acelerada que fazia com que seus gestos deixassem de ser tão precisos. Seu coração que parecia querer sair pela boca. Seu desejo que tornava sua calça extremamente apertada. E Kamus não muito gentilmente, empurrou Milo para sua cama e enfiou sua mão por dentro da calça de Milo, para sentir se também Milo encontrava-se incomodado com o crescente volume. E, notando que Milo estava na mesma situação, Kamus o ajudou a tirar a calça.

Milo estava absolutamente espantado com a força de seu desejo. Ele estava prestes a rasgar a calça de Kamus, quando este o jogou na cama e retirara sua própria calça. Então Milo girou sobre Kamus e continuou a brigar com o maldito zíper da calça que emperrara, quando ouviu a voz de Kamus a falar algo como "patiente2". Como ele adorava quando Kamus falava em francês. Que língua linda. Ele sempre reclamava quando Kamus falava em francês, mas ele adorava, mesmo que não entendesse uma só palavra. A ligação dos dois transcendia as palavras. E Kamus retirou sua mão e abriu o zíper, deixando que Milo puxasse sua calça. A respiração de Milo que já estava difícil falhou ao ver o corpo alvo de Kamus contra aqueles lençóis de seda. Kamus era mais magro do que ele, mas seus músculos eram perfeitamente delineados. Sua pele branca tinha, tão somente, algumas sardas espalhadas aleatoriamente na região dos ombros. As pernas de Kamus eram fortes e musculosas. E os cabelos de Kamus espalhavam-se lindamente pelos lençóis. E, para deixar a imagem ainda mais tentadora, Kamus deslizava naqueles lençóis de seda de forma lasciva, fazendo com que Milo tivesse vontade de fazer... nem mesmo Milo sabia mais do que tinha vontade. Kamus tinha esse efeito sobre ele. Kamus, então o olhou com olhos brilhantes e falou:

- Je t'aime3, Milo!

Milo não entendeu, mas sentiu que Kamus lhe falara algo bom, muito bom. E tomou os lábios de Kamus, enquanto este lhe tirava a cueca boxer azul. Ao sentir-se finalmente livre, Milo tomou a ereção de Kamus na sua boca e começou a chupá-lo. De início devagar, mas sentir as costas arqueadas de Kamus com as mãos, ouvir seus gemidos e ocasionais frases incompreensíveis em francês, o deixaram louco e ele começou a chupar mais e mais forte até que Kamus gozou, gritando por seu nome. Aquilo, no entanto, parecera despertar Kamus de sua atitude passiva. Kamus colocou Milo abaixo de si e começou a lamber e beijar seu peito nu. Ocasionalmente lambia e mordia de leve seus mamilos, mas mantinha Milo num estado de excitação que ele nunca conhecera. Milo soltava pequenos gemidos contidos, mas implorou, entre gemidos, para que Kamus parasse de provocá-lo quando Kamus começou a passar as mãos e os lábios por dentro das pernas de Milo e o acariciou de forma despudorada perto de seu membro. Kamus tinha que fazer alguma coisa para aliviá-lo. Ele não agüentava mais. E Kamus fez! Virou-o de bruços e começou a prepará-lo, falando em seu ouvido, com uma voz macia que o excitava ainda mais:

- Milo, primeiro eu, depois você! Eu não quero te dominar. Eu quero você.

Milo estava por demais excitado, mas entendeu que Kamus também queria ser possuído. Estranho. Saga nunca quisera, por mais que Milo pedisse. As coisas com Kamus, sem dúvida, seriam muito melhores. A começar por aqueles lençóis que lhe davam vontade de se esfregar ora neles, ora em Kamus.

E a primeira estocada veio. Se Milo não estivesse tão absolutamente fora de si de tesão, provavelmente teria sido dolorida ao extremo, mas o corpo de Milo parecia ter sido feito para receber o de Kamus. A princípio, os movimentos de Kamus eram lentos. Milo podia sentir sua respiração pesada em seu pescoço, as mãos de Kamus enroscando-se em seus cabelos. Mas tão logo Kamus sentiu que o corpo de Milo o aceitava, começou a se movimentar mais rapidamente e a arranhar as costas de Milo de leve, fazendo com que Milo sentisse um prazer tão grande quanto inesperado. E, sem controle, Milo começou a gemer roucamente, a princípio baixo, mas à medida que os movimentos de Kamus tornavam-se mais frenéticos, Milo começou a tentar, desesperadamente, acompanhar seus movimentos. Seus cabelos começavam a grudar em seu corpo suado, sua farta franja estava ensopada em sua testa. Kamus tomou seu membro em suas mãos e começou a masturbá-lo. Milo parou de ver as coisas a seu redor. Seus olhos estavam enevoados, sua visão escureceu, seu corpo estremeceu, suas costas arquearam e ele sentiu a felicidade explodir, ao mesmo tempo que sentiu que Kamus também chegara ao ápice. Kamus então, num último esforço, tomou posse novamente dos lábios de Milo, beijando-o docemente. Finalmente Kamus largou-se molemente por cima de Milo, que também estava tão exausto que não chegou a ouvir Kamus lhe dizer, desta vez em inglês:

- Eu te amo. Fica comigo para sempre, Milo!

E, abraçados, os dois que não haviam dormido quase nada, adormeceram um nos braços do outro, encontrando finalmente, a paz e a felicidade que tanto desejavam.

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Afrodite estava em casa, regando suas flores. Kamus realmente era especial. Ele o ouvira, não o julgara, não o chamara de infantil e não o criticara de forma alguma. A amizade de Kamus fora a melhor coisa que Londres já lhe dera. Em sua última passagem pela cidade, ele ganhara a paixão por Saga e o interesse de Kanon. Caramba! Como ele fora idiota. Ele nem mesmo conhecera Saga. E o telefone tocou:

- Afrodite? Aqui é o Kanon! – Flor quase derrubou o telefone. – Afrodite?

- Oi, Kanon! Tudo bem com você?

- Ah! Que bom que você falou alguma coisa. Eu achei que você ia bater o telefone na minha cara...

- O que é isso, Kanon. Por que eu faria isso? – mas a verdade era que Afrodite quase batera o telefone.

- Sei lá... Por que eu não sou o meu irmão? – a voz de Kanon baixou um tom.

- Pára com essa encanação, Kanon! É chato, sabia? É claro que eu quero falar com você! Com você e não com seu irmão!

- Estou brincando, Afrodite. – mas não parecia brincadeira, pensou Afrodite - Eu te liguei por dois motivos.

- Fala, Kanon.

- Queria saber se você havia me dado o número certo!

- Ah! Kanon, na verdade eu te dei o número do meu irmão gêmeo idêntico. Você nem vai notar a diferença...

- Sei. E me acredita! As pessoas notam a diferença, Afrodite...

- Não imagino o porquê! - Afrodite tinha se esquecido como era divertido irritar o Kanon. Fazia tanto tempo...

- Acho que as pessoas logo notam que eu sei fazer coisas com as quais o meu irmão nem sonha...

- Tipo o que, Kanon?

- Bom, começa pela massagem nas costas...

- E termina comigo dormindo de tédio? – sim, era muito divertido irritar o Kanon.

- Nunca, Afrodite... Eu nunca ia te deixar dormir.

- Sei, Kanon. Isso vamos ver! – e Flor mordeu a língua... O que ele acabara de falar?

- Ok. Vamos marcar que eu te mostro.

- Bom, Kanon! E qual o segundo motivo da sua ligação? – melhor mudar de assunto rápido.

- É que eu queria saber que história é essa do Saga estar com alguém... – Afrodite gelou. Ele não queria falar naquilo.

- Kanon, ele é seu irmão, oras. Fala com ele!

- Nós... não estamos exatamente numa fase de nos falar.

- Mas, Kanon. Ele é seu irmão!

- Eu sei, querido. Mas é que eu o magoei muito. E eu acho que ele está mal. E queria muito ajudá-lo, mas não sei como.

- Mais um motivo para você falar com ele não é, Kanon?

- Tem razão, Afrodite. Eu vou ligar para ele. Mas vamos marcar aquele encontro para eu te mostrar a diferença?

Afrodite segurou a respiração. O que ele podia responder? Ele gostava de Kanon. Ele era divertido, simpático, alegre e tremendamente atraente. Nem ele mesmo entendia porque o esnobara tanto. Saga, é claro, tinha a ver com aquilo. Mas ele ia superar Saga.

- Vamos, Kanon. Quando você pode?

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Saga estava imóvel, na mesma posição em que caíra após tanto soluçar. Onde ele errara? Ele sempre cuidara de Milo. Após seu erro inicial, ele o tratara bem. Por que Milo estava com Kamus? Por que Milo o traíra? Por que Milo gostava de Kamus e não dele?

Saga sentia-se traído. Milo era seu. Desde que o vira ele não conseguira pensar em mais nada ou ninguém. Ele se esquecera até mesmo de Kanon. Ele passara as duas últimas semanas de sua vida vivendo, respirando, pensando unicamente em Milo. Ele até mesmo ameaçara o francês. Ele estava praticamente sendo chantageado por Shion. Ele aguentara tudo por Milo. E Milo o traía. Milo iria pagar. Ah! Milo iria pagar. Ele iria fazê-lo pagar.

E Saga calou aquela insistente voz que teimava em lhe dizer que Milo desmanchara com ele. Que ele forçara Milo, mentira para Milo, manipulara Milo e tentara controlá-lo de todas as formas. Ele não queria ouvir a voz lhe dizer que Milo sempre gostara de Kamus, apesar de tudo o que ele fez. E ele fez a voz se calar. E tudo o que ele conseguiu ouvir foi a outra voz. A outra voz que lhe dizia que ele faria Milo pagar. Ele faria Milo sofrer. E aquele maldito francês sofreria junto.

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Milo estava tendo um sonho maravilhoso com o mesmo anjo com quem sempre sonhava, mas dessa vez o anjo falava com ele. Falava Je t'aime! Que estranho! O anjo falava em francês! Que anjo elegante! - pensou Milo contente enquanto se enrolava nos lençóis mais macios em que já dormira.

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Kamus estava tendo o mesmo sonho de sempre. Ele via o corpo de Isaak ser retirado da piscina. Sua mãe gritava. Seu pai chorava. A culpa era dele. Dele! Ele deveria ter cuidado de Isaak. Ele não deveria ter saído atrás da mãe. A sua vontade era se jogar na piscina para que ele pudesse morrer também. Assim ele não carregaria para sempre a decepção dos pais e a culpa pela morte do irmão... Mas ele não tivera coragem. Por algum motivo desconhecido ele ser agarrara àquela vida miserável, na certeza de que um dia algo bom lhe viria. E o sonho mudou. Quando viraram o corpo de Isaak, era Milo quem estava lá, morto na borda da piscina. Kamus gritou.

Milo acordou sobressaltado. De onde vinha aquele grito? E aquelas palavras em francês? Ele estava atordoado, sem saber direito onde estava, quando se lembrou. Ele não achou a luz do quarto e não sabia direito onde estava Kamus, mas ele seguiu a voz e o abraçou, enquanto seus olhos se acostumavam com a penumbra. Kamus tremia e falava em francês num tom tão desesperado que Milo não precisava entender francês para compreender que Kamus tivera um pesadelo horrível. E Milo o abraçou e falou que tudo estava bem, enquanto agradava seus cabelos com carinho... Kamus foi se acalmando, mas continuava chamando por Isaak e por ele, Milo. Quem seria Isaak? Bom, não era hora de perguntar. Kamus estava desesperado. E finalmente Kamus se acalmou e Milo fez com que ele se deitasse novamente, enquanto agradava seu rosto e seus cabelos até que sua respiração voltasse ao normal. Antes de Kamus voltar a dormir totalmente, Milo perguntou:

- Kamus, o que é je t'aime? - Kamus tocou seu rosto e murmurou meio dormindo, meio acordado.

- Eu te amo! Eu te amo, Milo! – e Kamus fechou os olhos e dormiu.

Milo nunca se sentira tão feliz em sua vida. Ele também amava Kamus. Disso ele tinha certeza. Ele nunca se sentira tão próximo a alguém e definitivamente nunca se importara tanto com alguém como se importava com Kamus. Sim, ele o amava. Saber que ele sofria, mesmo que devido a um pesadelo, o entristecia sobremaneira. Ele não iria mais conseguir dormir...

E Milo foi ao banheiro de Kamus e tomou banho, encantando-se com todos os produtos franceses que existiam naquela casa (Claro, Milo! Ele é francês – lembrou-se). Ele lavou os cabelos, trocou-se e saiu novamente para o quarto, para se certificar que Kamus continuava dormindo como um anjo. Será que ele devia acordá-lo? Não! Melhor que ele dormisse. Milo iria até a própria casa, resolveria as coisas com Saga e voltaria para passar a noite com Kamus. Ele não queria que Kamus passasse a noite sozinho. E se ele tivesse novos pesadelos? Eram 16:00hs... se ele saísse agora ainda daria tempo de voltar e passar a noite com Kamus. Afinal, Kamus havia lhe prometido que a próxima vez seria a dele, certo? Ele tinha excelentes motivos para voltar rápido. Mas ele tinha que falar com Saga! Ele não iria ficar tranqüilo até esclarecer para Saga que realmente estava tudo acabado. E Saga merecia que ele falasse pessoalmente. Saga cuidara dele mais de uma vez e sempre fora extremamente fiel. E, para completar, Milo sabia que Saga gostava dele. Ele tinha que falar com Saga. Pessoalmente.

Milo, então, achou seu celular no sofá (desligado!), deixou um bilhete a Kamus e se foi. Ele simplesmente precisava falar com Saga. Kamus iria entender.

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Tão logo Milo chegou à rua, ele ligou para Saga.

- Saga? É o Milo. Estou indo para casa e preciso falar com você!

- Então me encontra no mercado para me ajudar a subir as compras para casa, Milo.

- Feito. Em meia hora te encontro no mercado.

- Fechado, Milo.

Saga desligou o telefone e sorriu. Era a hora da vingança! E Saga saiu de casa trancando a porta.

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Aqui é Virgo-chan de novo (e quem mais seria?)! Eu sei que esse capítulo demorou um pouco para sair. A culpa é do lemon! Que dificuldade! Eu sei que já havia escrito outros, mas achei que esse deveria ser mais intenso. Afinal, finalmente, os dois anjos ficaram juntos! E para piorar, o trabalho despenca a rodo. Mas enfim, saiu. Tomara que não tenha ficado vulgar. Confesso que estou meio insegura.

Kanon – Tá, Virgo-chan! Chega desse blá, blá, blá de trabalho, dificuldade com lemon e tudo mais. Foco no que interessa! EU!

Virgo-chan – Kanon, se você realmente fosse importante, você não apareceria somente agora na fic, certo?

Kanon (ameaçador) – O que você quer dizer com isso? Que Saga é mais importante? É ISSO!

Virgo-chan (cautelosa) – Quero dizer que o próximo capítulo é seu, é claro!

Kanon (sorridente) – ÓTIMO!

Bom, gostaria de agradecer às reviews da Musha (fiquei muito, muito feliz com sua review!), Dionisiah (sua fic está realmente linda!), Gigi (obrigada por sempre comentar), Tsuki Torres (amiga, que link maravilhoso... definitivamente tem Saga para nós duas!), Tsuki-chan (amei sua review! Que bom que você sentiu o drama do Saga), da Hikaru (Kamus e Milo juntos é TUDO), Haiku (que legal que você decidiu me mandar uma review!).

Muitos beijos da

Virgo-chan

Ago/2006

1 Prato típico de Roma.

2 Paciência.

3 Eu te amo