História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.

Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial

Capítulo – Difíceis Conversas

AHÁ! Tudo pronto! O programa de karaokê estava devidamente instalado no computador de Saga. E o mais novo sistema de análise de probabilidades para bolões, desenvolvido por Shura e MdM, fora devidamente instalado no servidor central. Agora todos poderiam fazer suas apostas on line, sem perder tempo precioso do trabalho no café anotando as apostas! E assim a empresa seria muito mais produtiva!

Pobre Saga! Ele achava que com aquelas senhas e bloqueios simples conseguiria segurar os ataques de Shura e MdM? Não! Agora, faltava só transformar a recepção em bar e organizar a primeira balada indoors da semana.

Quando Saga voltasse a trabalhar ele não acreditaria nas melhorias por que passara o escritório!

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1ª. Conversa

- Saga? Você está acordado?

- ... – e agora? O que eu faço? Não dá mais para fingir que eu estou dormindo...

- Saga? Eu sei que você está acordado! Você não quer falar comigo?

A mágoa na voz de Kanon foi suficiente para fazer Saga se resolver a falar com ele. Não! Kanon havia ficado com ele no hospital. Kanon havia cuidado dele no domingo. Kanon desmarcara uma viagem importante somente para cuidar de si. Ele não queria que Kanon ficasse magoado. Mas a verdade é que Saga tinha tanto (tanto!) medo de voltar a se desentender com Kanon, que ele preferira evitar conversar com seu irmão. Mas agora era o suficiente. Se tudo o mais desse errado, pelo menos ele se lembraria para sempre que naquela ocasião Kanon se importara com ele.

- Desculpa, Kanon. É que a minha cabeça ainda dói um pouco.

- Você quer que eu ligue para o Dr. Shion?

Não! Não aquele médico metido. Não ele de novo, pensou Saga. Mas, pensando bem, até que ele parara de incomodá-lo tanto. Shion fora extremamente atencioso e competente. Claro que ele se sentira sumamente humilhado por depender de Shion, por passar mal na frente dele, desmaiar na frente dele e por estar tão fraco. Mas Shion o surpreendera. E agora ele se sentia bem melhor. Claro que sua cabeça ainda doía e ele se sentia cansado e fraco, mas ele estava bem melhor. E tinha certeza de que Shion o ajudara muito a melhorar.

- Não, Kanon. Não precisa chamar o Dr. Shion. – e um sentimento de vazio tomou Saga de repente.

- Saga, posso te perguntar ... sobre o Milo?

- O que tem... o Milo? - ah! O que ele poderia dizer? Que ele era um calhorda? Ciumento? Descontrolado? O que?

- Vocês estão juntos?

- Eu ... er .. acho que não mais!

- Aconteceu alguma coisa? O Milo parece um cara legal!

Se aconteceu! Eu me aproveitei do Milo, o enganei, controlei, ameacei e quase o matei, mas tirando isso, nada demais, pensou Saga amargamente. O que ele poderia dizer? Será que Kanon iria se decepcionar com ele? Bom, provavelmente iria, mas não mais do que ele, Saga, estava decepcionado consigo próprio.

- Bom, Kanon, eu não consigo me relacionar com os outros. Eu não sou como você! – pronto! Sua voz estava embargada novamente! Por que ele estava TÃO emotivo?

- Como eu?

- É, Kanon. Eu sempre quis ser como você. Sempre quis me relacionar com os outros como você. Você sempre teve amigos, namoradas e, depois, namorados. E eu nunca tive ninguém.

- Saga, todo mundo quer ficar com você.

- Ficar, Kanon, não se relacionar.

- Eu ... eu... sempre quis ser como você, Saga!

- Infeliz e sozinho? – era defintivo, mais um minuto e ele estaria chorando novamente!

- Por que você nunca me disse isso, Saga? - e não é que Kanon estava quase chorando também?

- Porque você nunca quis me ouvir, Kanon. E eu não sou muito bom de falar.

- Saga, eu sempre quis ser como você! – Kanon estava chorando.

Pronto! Fiz de novo! Magoei o Kanon novamente, pensou Saga desesperado Kanon chorava como quando eles brigavam. Ele já perdera Milo. E ele iria perder Kanon novamente. Ele sabia! Ele perdia todo mundo. Ninguém ficava com ele. Mas Kanon o abraçou forte, sem dar a mínima mostra de que iria embora. Pelo contrário, ele afastou sua cabeça e olhou diretamente para Saga antes de falar:

- Eu não vou mais te deixar, Saga! Nunca mais. Quem sabe se juntos nós conseguimos ser as pessoas que desejamos? E eu vou arranjar alguém e você vai arranjar alguém e vamos sair em quatro por aí. O que você acha? Só não vale jogar charme para cima do Afrodite!

Saga o olhou sem compreender. Afrodite! Quem seria esse? E é claro que ele não iria dar em cima de alguém em quem Kanon estivesse interessado! Sua cabeça ainda doía um pouco. E ele não conseguia entender por que Kanon chorava, mas continuava abraçado com ele. E não conseguia entender como era possível se sentir tão feliz.

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2ª. conversa

Cara! Aquele professor era completamente desprezível. Ele berrara tanto com ela que ela quase perdera – novamente – as estribeiras e quase o chamara de ... bom, para falar a verdade ela nem mesmo se lembrava do que quase o chamara! Durante o tempo inteiro em que ela o ouvia gritar, sabe-se lá o que, Marin usou uma antiga técnica... Imaginava-se cantando LÁ, LÁ, LÁ, LÁ, LÁ, LÁÁÁÁÁ, EU NÃO ESTOU OUVINDOOOO! Enão é que funcionara?

Já Aioria não fora tão controlado. Não! Não dava para falar que se levantar e mandar o homem ficar quieto era ser controlado. Mas funcionara! Isso ela tinha que admitir! E, então, Aioria falara que se ele quisesse expulsá-lo, tudo bem, mas que Dohko não ousasse fazer nada contra ela, Marin. Tão fofo o seu leãozinho! Tão lindo e preocupado. Tão cavaleiro e corajoso! Tão ... (Virgo-chan teve que cortar a Marin!).

Mas o importante fora que, de alguma forma, tudo fora esquecido e o professor passara a tratar do tema do trabalho, e do prazo de entrega. E isso só podia significar uma coisa. Ela e Aioria teriam que passar MUITO tempo juntos para fazer aquilo.

Que ótimo, pensou Marin feliz. É, nossa pisciana gostava mesmo de estudar...

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Bom, finalmente ele conseguira reunir a todos. Bom, quase todos! Afinal, ele tivera que pedir a Aioria para levar Milo para casa. E Kamus se fora, após a conversa que tivera com Shaka durante o almoço. Os outros, no entanto, estavam lá e era a hora de organizar a força-tarefa! E organização era, definitivamente, o ponto forte de Shaka.

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3ª. Conversa

Eu nunca mais quero te ver numa cama de hospital. Você fica comigo! Essas frases simplesmente não saíam da cabeça de Milo. O que Kamus quisera dizer? Será que Kamus se importava - ao menos um pouco - com ele? Bom, quando Milo voltara com Mu, ele encontrara todo mundo em frente ao restaurante. Bom, quase todo mundo... Kamus não estava lá. Mas isso era bom! Bom, bom, bom, muito bom, pensou Milo.Ele não iria mais conseguir falar com Kamus naquele dia. Ele precisava se organizar. Kamus mexia muito consigo. Parecia claro que Kamus só queria brincar com ele. Por quê? Por que isso? Talvez sua família tivesse razão. Talvez ele devesse considerar seriamente voltar para a Grécia. Mas Milo nunca fora de fugir das coisas. E tomar uma decisão logo após a queda parecia uma péssima idéia. Não! Há muitos anos ele se convencera que ele precisava controlar o seu lado impulsivo. Ele fizera muitas idiotices tomando atitudes sem pensar. Dessa vez ele iria esperar um pouco. Pelo menos até que ele parasse de tomar tantos remédios. E, depois de agradecer e se desculpar com Marin pela enrascada em que ela se metera por culpa dele, Milo começou a narrar aos amigos o acidente de sábado. Claro que, por algum motivo, vilões, ladrões e duendes irlandeses passaram a fazer parte daquela história... Mas fazer o que? Milo adorava uma platéia!

Finda a história, Milo arrastou Aioria de volta para casa, logo depois de enfrentar os olhares revoltados de seu amigo, por abraçar Marin. Sim, ele adorava aquela garota! Era bom que o Aioria não pisasse na bola com ela! Mas tão logo os dois entraram no táxi, Milo notou que aquele não seria um trajeto nada tranqüilo. Aioria, que estava emburrado consigo desde que ele entrara na sala de aula, agora parecia prestes a estourar:

- Milo, seu imbecil! Posso saber por que você não me ligou quando foi para o hospital?

- Pô, Aioria! Eu achei que agora que você estava com a Marin, você tinha perdido esta tara por enfermeiras...

- Vai se catar, Milo. Por que você não me avisou? – xii, parece que o Aioria está chateado MESMO, pensou Milo.

- Aioria, sério. Eu não ia te atrapalhar no seu primeiro final de semana com a Marin. O Saga me levou...

- Eu NÃO acredito que você confia mais no Saga do que em mim, Milo! – ah, cacete! Por que de vez em quando o Aioria parecia ter 8 anos de idade?, perguntou-se Milo.

- Não é questão de confiar, Aioria. Eu desmaiei e ele me levou. Eu não tive muito como escolher quem ia me levar para o hospital.

- VOCÊ DESMAIOU? E NEM ASSIM ME AVISOU? – é, o Aioria estava mesmo bravo!

- Sabe, Aioria? Quando a gente desmaia não dá para ficar ligando para os outros, não. Talvez você desconheça o conceito, mas deixa eu te explicar...

- Pára, Milo! Pode parar com as piadinhas. Eu achei que você confiasse em mim!

- E EU CONFIO, AIORIA!

- Eu achava que eu era seu amigo! - pronto! Anos de prática! O melhor a fazer era esquecer logo o orgulho e se desculpar com Aioria. Era isso!, decidiu Milo para resolver logo a questão.

-Aioria, me desculpa! Você é o melhor amigo que eu tenho no mundo! Eu te juro que da próxima vez que eu desmaiar eu te aviso.

- É bom, Milo. Do jeito que você deu de desmaiar todo final de semana, acho que não custa nada se programar para me avisar antes, não é?

Cacete! Eu odeio quando a última palavra é do Aioria!, pensou Milo aborrecido, enquanto era arrastado escada acima pelo amigo.

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4ª. conversa

Antes de começar a falar para a força-tarefa, Shaka tentou se convencer que aquele discurso seria essencial. Ele tinha que motivar a força-tarefa. Tinha que inspirá-los. Ele precisava ajudar Kamus. Ele precisava ajudar Milo. E, para tanto, ele precisava que aquele bando de distraídos sem noção resolvesse trabalhar junto. Mas, mais do que isso, ele precisava que eles soubessem da situação. Como? Como ele poderia convencê-los? E, as famosas palavras de Churchill vieram à sua mente:

We shall fight in France and on the seas and oceans; we shall fight with growing confidence and growing strength in the air. We shall defend our island whatever the cost may be; we shall fight on beaches, landing grounds, in fields, in streets and on the hills. We shall never surrender (...)1

Ok! Shaka sorriu. A situação, afinal, não era TÃO catastrófica. É que ele, como virginiano, tinha aquela tendência de maximizar os problemas... Evidentemente que unir Kamus e Milo não seria tarefa compatível a derrotar o exército nazista. Mas, decididamente, ele e a força-tarefa teriam que demonstrar o mesmo empenho. E Shaka começou:

- Bom, pessoal, como vocês sabem, o Kamus é a fim do Milo!

Shaka tentou novamente. Quem sabe esta platéia seria mais atenciosa? Quem sabe alguém, alguém veria a verdade como ele? Quem sabe alguém entenderia o motivo daquela força-tarefa? Quem sabe ele não seria a única pessoa daquela turma com alguma razoável percepção do que estava acontecendo? Bom, a esperança era a última a morrer...

- Ufa! Eu já estava achando que eu era o único a notar! Nunca vi um par de idiotas mais complicado que esses dois. Ninguém faz nada, eles só ficam se estranhando. Mas o jeito que eles se olham. Eles se amam tanto! TÃO lindo! A gente TEM que fazer alguma coisa para ajudar os dois! É urgente! – Afrodite desabafou tudo de uma vez.

Shaka olhou agradecido para Afrodite. Sim! Alguém o entendia! Alguém mais sabia o que se passava! Se Shaka fosse uma pessoa mais efusiva, possivelmente ele teria abraçado Afrodite e começado a pular no meio da faculdade! Já o resto da força-tarefa olhava para os dois como se eles fossem dois lunáticos! Ah! Seria complicado botar aquela força-tarefa para funcionar!

Ah, deuses! Eu realmente vou precisar de sangue, suor e lágrimas2pensou Shaka desanimado.

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5ª. conversa

Milo e Aioria, ainda discutindo, entraram em casa. E finalmente Kanon entendeu porque o irmão queria que os dois continuassem morando com eles. Ver os dois brigarem era sumamente divertido. Eles se provocavam o tempo inteiro. Eles discutiam sem parar. E, para quem estava perto, era só sentar, observar e se divertir. Aioria, depois de se surpreender com a semelhança de Kanon foi falar com Saga. E Milo foi logo depois. Ele precisava falar com Saga, saber se ele estava bem. E, para finalizar, Milo estava excepcionalmente cansado por haver se arrastado o dia inteiro com aquelas muletas. Caramba! Como aquilo era cansativo! Ele precisava se deitar um pouco.

- Oi, Saga. Tá melhor? O Dr. Shion perguntou muito de você! – por que essa notícia o deixava ... contente, pensou Saga.

- Ah! Ele é um médico atencioso!

- Atencioso demais, se você quiser minha opinião – respondeu Milo deitando-se.

- E você? Está melhor, Milo?

- Cansado! É um saco carregar essas muletas o tempo todo!

- Imagino! Eu... quer dizer... Milo, deu tudo certo na faculdade? – por que ele não conseguia perguntar sobre Kamus de uma vez?

- Bom ... eu discuti com um professor, mas fora isso, tudo bem! Contei para todo mundo que você se jogou da escada abaixo atrás de mim! Você é mesmo louco, Saga! – por que ainda havia esse tom de admiração na voz de Milo?

- Hã... bom, qualquer um faria isso naquela situação, Milo!

- Você sabe que não, Saga! Mas tudo bem!

- Milo? Tem uma coisa que eu queria te contar... - Milo já estava ficando com sono, mas mesmo assim se arrastou para perto da cama de Saga e agradou os seus cabelos

- O que, Saga?

- Lembra quando você desmaiou, da primeira vez? – maldição! Todo mundo precisava ficar lembrando que ele desmaiava todo final de semana, irritou-se Milo.

- Sei. – voz de poucos amigos.

- É... que o MdM havia te dado ecstazy, ao invés do remédio para gripe.

- COMO? – se tinha uma coisa que Milo era absolutamente contrário era ao uso de drogas. Sua mão endureceu sobre a cabeça de Saga.

- Eu só soube depois que ele te deu, Milo. Desculpa!

- Desculpa por só me avisar agora? – que droga! Kamus tentara lhe contar, mas ele não acreditara. Como ele era cabeçudo!

- Não, desculpa por ter ... te agarrado daquele jeito. Você não podia ... se defender. – a voz de Saga soava tão arrependida.

- VOCÊ DEVIA TER ME CONTADO ISSO ANTES, NÃO DEVIA? – logo que falou com aquele tom de voz, Milo se arrependeu. Saga começou a chorar. Saga havia salvado sua vida, afinal. E ele não estava bem.

- Desculpe, Milo! Eu nunca havia me sentido atraído assim por alguém. Eu... tentei te ajudar, mas eu te levei ao banheiro e você ... quase caiu em cima de mim e ... me olhou como se me quisesse. Daí eu não resisti e ... te beijei. Então eu notei que você estava com muita febre. E eu e o Aioria te trouxemos para cá e eu cuidei de você! – verdade! Saga cuidara dele!

- Mas você me agarrou dormindo... Você me disse que eu não estava drogado!

- Eu não consegui resistir, Milo. Desculpa! Por favor, me desculpa – ah! Saga o ajudara tantas vezes. E também lhe dera tanto prazer. Ele não queria que Saga sofresse.

- Esquece, Saga. Pára de falar nisso. Tá te fazendo mal. Eu não quero você assim. Você me ajudou tantas vezes. – era verdade, não era? Saga sempre o ajudara! Mas ele se sentia traído! Usado! Que merda!

- Milo? Me desculpa!

- Tá, Saga! – e Milo se foi de volta para sua cama. Saga se sentiu vazio.

- Milo? A gente... não está mais junto, não é? – mas a voz de Saga demonstrava que ele sabia que tudo estava acabado.

- Não, Saga. Acabou! Desde sábado.

Ah! Antes disso, se Saga lhe pedisse, Milo teria ficado com ele. Ele não o amava, isso era certo, mas Saga tinha arriscado sua vida por ele, afinal. Mas Saga também o tinha enganado, agarrado, mentido, manipulado. Ele não conseguiria ficar com Saga. Não mais! Mas eles seriam amigos. Claro que seriam! Essa raiva iria passar e ele conseguiria se lembrar de todas as vezes em que Saga o ajudara. Ele conseguiria se lembrar de todas as vezes em que Saga e ele se divertiram. Ele iria lembrar de toda gratidão que sentira por Saga. Ele iria se lembrar de todas as boas coisas e, um dia, ele iria conseguir se esquecer do que não fora bom. Talvez fosse realmente melhor que ele voltasse de uma vez para a Grécia. Desde que ele viera para a Inglaterra tudo dava errado em sua vida. Kamus o usara. Saga o usara. E ele só desmaiava, se quebrava ou passava mal. Isso tinha que acabar.

Saga, por sua vez, se calara. Ele não tinha mais forças para continuar a falar sobre o que fizera a Milo. Sua cabeça doía muito. De certa forma, ele até estava surpreso por Milo ter ouvido tudo de forma tão tranqüila. Ele sabia que era porque Milo ainda se encontrava agradecido por ele haver se jogado escada abaixo. Ele realmente esperava que Milo o agredisse, partisse para cima dele... ou algo assim. Mas Milo estava deitado em sua cama, tentando, desesperadamente, controlar a respiração agitada. Tentando desesperadamente não ter que olhar para ele. Ah! O que ele fizera? Como ele poderia compensar Milo por tudo o que ele lhe fizera? E Saga acabou dormindo novamente.

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6ª. conversa

Tão logo Milo notou que Saga dormira novamente ele saiu do quarto. Ele precisava sair de perto de Saga. Mais um pouco e ele iria agredí-lo. E isso não estava certo. Saga estava naquele estado por culpa dele, Milo. Se ele não fosse tão distraído, Saga não teria se arrebentado. E ele estava na casa de Saga. E Saga o socorrera e o levara para o hospital. Saga! Saga! Saga! Ele precisava sair dali. Mas como? Nem descer as escadas ele conseguia. Maldição! Foi quando ele viu Aioria, voltando do terraço com o telefone na mão. Marin, sem dúvida! Ele o puxou novamente para fora e falou:

- Aioria, eu decidi voltar para a Grécia! – se ele tivesse jogado uma bomba nos pés de Aioria ele não teria ficado tão surpreso!

- Por que isso agora, Milo?

Mas Milo não teve chance de começar a responder. Seu celular tocou e ele o atendeu, sem nem mesmo olhar no visor para saber quem seria. Aioria, que estava bem em frente a Milo, o ouviu falar "Kamus" e engasgar, ficar vermelho e gaguejar. Tudo praticamente ao mesmo tempo. Bom, parecia que o Shaka tinha razão, afinal. Esquece, Milo. Você não vai voltar à Grécia tão cedo, pensou Aioria feliz enquanto saía do terraço.

- Tous va bien3, Milo? – ah, maldição! Por que Kamus tinha que falar em francês?

- Oi, Kamus. Tudo bem. Desculpe, eu engasguei.

- Pas de problème4, Milo. - sempre que Kamus ficava nervoso ele acabava falando em francês...

- Mas pode falar, Kamus.

- Eu... queria saber se você está melhor... Eu ... er ... fiquei preocupado! – Kamus se preocupara com ele? Desde quando?

- Tá, tá tudo bem. Desculpa aquela hora. É que eu e a minha família somos muito ligados.

- Je comprends5!

- E eu não entendo quando você fala em francês, Kamus.

- Desculpa, Milo. – como era bom ouvir a voz do Milo, pensava Kamus fascinado.

- Era só isso, Kamus? – por que ele falara assim? Era tão bom achar que Kamus se preocupava com ele.

- Non... eu queria saber se amanhã podemos trabalhar à tarde.

- Ah! Claro! – mas isso já não ficara marcado?

- Então, está marcado. Merci beaucoup, Milo!

- Kamus?

- Oui?

- Eu... bom, sabe? Lembra quando você me falou que eu havia sido drogado? – Parbleu! Por que isso agora?

- Oui.

- Bom, ... parece que você tinha razão! Me desculpa por aquele dia. – ah! Que vergonha, pensou Milo.

- Milo, você está bem?

- Claro!

- Aconteceu alguma coisa?

- Nada! É que o Saga acabou de me contar.

- E ... você está se sentindo mal com isso? – imagine! Saber que te drogaram para te agarrar. Por que alguém se sentiria mal com isso? Ah, Kamus, como você é idiota! Não dá para perguntar nada melhor, não, pensou Kamus.

- Um pouco, mas já passa.

- Quer falar comigo?

- Não, Kamus. Obrigado! Eu preciso desligar, ok? – Milo estava mal, isso Kamus podia sentir. Se ele pudesse ir para o lado de Milo agora...

- Bien sûr, Milo. Fica bem!

- Obrigado, Kamus. Até amanhã.

- Au revoir!

Mon Dieu! O Milo não estava bem. O que o maldito Saga queria fazer com ele? Drogá-lo, jogá-lo escada abaixo, acabar com a confiança dele... O que? Para que? Ele precisava fazer alguma coisa! Mas o que? Oh, céus! O problema era que Milo era atraente demais para o próprio bem dele, era isso. Kamus tinha que pensar. Ele simplesmente tinha que pensar. Tinha que haver alguma solução.

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Pedido Especial da Virgo-chan: Este é um pedido especial para todas aquelas que lêem a fic, a indicam como favorita, a marcaram para alerta, ou me indicam como autora favorita. Para todas essas pessoas que, por um motivo ou por outro, ainda não se sentiram à vontade para comentar a minha fic, eu gostaria de fazer um pedido especial. A fic está quase acabando! E talvez essa seja uma das minhas últimas chances de saber se vocês acharam o Milo tonto, o Kamus complicado, o Shaka engraçado, o Afrodite fofo, ou ... o Saga maravilhoso (bem, tenho certeza quanto à última). Uma das minhas últimas chances de saber se vocês gostaram ou não da minha fic. Assim, se vocês se divertiram, se emocionaram ou meramente passaram o tempo com minha fic nos últimos meses, vocês poderiam me deixar um "comentariozinho"? Por favor? Seria realmente muito importante para mim! Importante para saber se eu devo continuar me empenhando em escrever outras fics.

E, como sempre, gostaria de agradecer às reviews maravilhosas de Dana, Gigi, Dionisiah, Sirrah, Haiku, Nuriko-riki, Tsuki-chan, Tsuki Torres, Hikaru, Musha, Dark Ookami, Pure Petit Cat e Litha-chan.

Litha-chan, Pure Petit Cat, Sirrah e Antares Sewer´s, nos últimos dias tive com problemas com os recursos "reply" e "send message". Assim, não sei se vocês conseguiram receber minhas respostas às reviews de vocês. De qualquer modo, muito, muito obrigada!

Beijos da

Virgo-chan

Set/06

1 Famoso discurso de Sir Winston Churcill proferido 4 de junho de 1940.

Nós lutaremos na França e em mares e oceanos; nós lutaremos com confiança e força crescente no ar. Nós defenderemos a nossa ilha qualquer que seja o custo; nós lutaremos nas praias, solos, campos, ruas ou morros. Nós nunca nos renderemos (...) (tradução livre)

2 "I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat." (Eu nada tenho a oferecer a não ser sangue, trabalho, suor e lágrimas).

Primeiro Discurso como Primeiro Ministro de Sir Winston Churchill, proferido à Casa dos Comuns, em 13 de maio de 1940.

3 Tudo bem?

4 Sem problema

5 Eu compreendo.