O Árcade relutante
Apesar da relutância absolutista e o desejo pela reforma, movido pelo século das Luzes, Hyuuga Neji decide se mudar para o campo e começar uma vida nova.
Agora, tudo aquilo que remete o campo lhe soa agradável. Deuses o fazem lembrar o campo, pastores e seus rebanhos, aves que pairam livres longe da ganância e da soberba , por fim, a relva quase mágica. Toda vez que o vento tocava a plantação rasteira, era como se a natureza o chamasse à felicidade.
Certo dia, envolto a sua nova e simples vida pastoril, recebeu a carta de um amigo que ainda morava na cidade, Uzumaki Naruto, gentio rapaz que morria de amores por sua prima e seu ombro amigo. E naquele pedaço de papel, Hyuuga Neji entendeu que a natureza realmente o queria bem. A santa largara o hábito e deixara a cidade, muito provavelmente, agora rumava para o campo, onde a Paz, a cultura e a arte lhe soavam melhor.
Sim, para aquele homem, a felicidade encontrava-se, literalmente, na simplicidade. Fora a simplicidade que a trouxera até ele. Ah se a encontrasse! Poderia provar o quanto havia mudado, lhe mostraria o novo homem que era, a levaria para correr nos pastos, a apresentaria a tantas novas literaturas! Se tivesse que lhe presentear com um livro, não sabia com qual deles começar. Poderia ser Tomás Antonio Gonzaga, ou, até mesmo, Cláudio Manuel da Costa, Basílio da Gama com seus versos brancos prestigiando o Uraguai, ou, Santa Rita Durão com seu querido Caramuru e...Por que não, Manuel Bandeira?
Agora, ele viveria o presente. Carpe Diem! Os iluministas franceses estavam certos, a simplicidade o levaria ao equilíbrio e a pureza. A arte é a imitação da natureza, fugere urbem, as inutilidades devem ser banidas, as Revoluções Industriais e Francesas chegaram para mudar!
Seria em Minas que amaria Tenten. Seria lá que mataria o homem barroco que fora; o homem exagerado.
