Avisos:

Essa fic é totalmente humorística e eu mudei um pouco o rumo da história, de modo que eu possa trabalhar com ela ao meu bel-prazer.

Pode ser que o estilo de humor não agrade todo mundo, mas...

Espero que gostem!


Filosofia Etílica com Ênfase em Sakê

Capítulo II – Solução

Se eu tivesse que descrever a situação que estou vivendo agora em uma única palavra, diria que ela é, no mínimo, constrangedora. Eu não me importo com a opinião dos outros. De fato, nunca me importei. Mas o grande problema está nas conseqüências que as nossas ações vão acarretar daqui para frente. Anna é a esposa ideal para o Shaman King. Isto é tão claro quanto água na minha mente, não há dúvidas. E sinceramente? Eu também não estou nem aí para o que a família Asakura vai pensar do fato de a noiva do herdeiro deles estar grávida do seu irmão. Eu fui mais esperto, o azar é dele por deixar a noiva dando sopa por aí.

Certo, as coisas não funcionam bem assim. Neste momento, estamos em cantos opostos da mesma sala, observando o modo como todos os outros se divertem. Horo e Ren estão abraçados em uma estranha dança enquanto levantam um copo cheio de sakê e Yoh, Chocolove e o baixinho (acho que seu nome é Manta) disputam para ver quem consegue ficar mais tempo sem piscar – uma brincadeira digna de idiotas, diga-se de passagem. Quando olho na direção de Anna, vejo que seu olhar está perdido. Ela observa os idiotas, quero dizer...Yoh e seus amigos, mas parece estar pensando em outra coisa. Como não posso ler seus pensamentos, não consigo saber o que é.

De repente, quando Horo está próximo de fazer um strip, vejo Anna bufar e caminhar para o lado de fora. Geralmente, ela acabaria com toda a farra e mandaria todos para a cama. O fato de ela não ter feito isso, mostra que não está nada bem. Droga, em pensar que isso é, parcialmente, minha culpa. 25 por cento apenas, enquanto 50 por cento da culpa é de Anna e os outros 25 por cento é da bebida, eu juro.

Entre ver Anna nervosa e Horo fazendo um strip, escolho a primeira opção sem pestanejar. Prefiro receber mil tapas a presenciar algo tão esdrúxulo. Acho que teria pesadelos por três noites seguidas, caso continuasse ali. Saindo da pensão, ainda escuto frases incitando-o a tirar a roupa. Francamente, não sei onde esse mundo vai parar... Mas não importa. Chegando ao lado de fora, me deparo com Anna. Ela parece um pouco melancólica, olhando na direção da lua. Aproximo-me lentamente, com a intenção de consola-la, mas desisto totalmente da idéia, ao ver que ela está rasgando, ao meio, uma lista telefônica.

"Maldito seja o dia em que ele cruzou o meu caminho..." Ouço ela murmurar, enquanto a lista telefônica é partida em dois. Seu olhar, que antes parecia melancólico, me lembra algo semelhante a um dragão furioso – e, antes que vocês perguntem, não, eu nunca vi um dragão. "Eu devia mata-lo..." A lista é partida em dois novamente. Imagino que o ele seja, na verdade, eu. Por isso, resolvo sair de fininho.

Vocês já devem ter ouvido falar de um tal cara chamado Murphy, não é? Pois é. Acho que ele não gosta de mim, mas, nesta vida, em especial, parece que me odeia. Quando eu estava caminhando sutilmente para longe dali, uma pedra apareceu no meu caminho. E no meu caminho tinha uma pedra. Só que eu não a vi e isso resultou em um tombo catastrófico. Ah, eu estou me sentindo um idiota.

"Hao?" Ouço a voz dela atrás de mim. Ótimo, eu vou morrer. Eu, o shaman mais poderoso do mundo, morrerei pelas mãos de uma itako. Não é que eu não possa mata-la, mas eu realmente a considero, não gostaria de machuca-la. Agora, mais ainda. Ela acha que está grávida de um filho meu. Não posso fazer nada.

"Eu saí de lá por que a coisa estava ficando decadente, mas acabei escorregando". Disse, enquanto me ergo e bato o pó da roupa. O olhar dela, que até então significava aproxime-se-e-eu-te-mato, agora é algo semelhante a o-que-diabos-você-está-fazendo-aqui? "Mas não se preocupe, já estou indo embora". Resolvo concluir e sair dali, antes que ela possa optar por descontar seu ódio em mim ao invés da lista telefônica.

Só que, de repente, sinto-a segurar meu pulso. Ah, não. É tarde demais para fugir, preciso fazer alguma coisa. O Fire-Spirit, onde foi que eu o deixei? Com alguma perspicácia e sorte, eu poderei invoca-lo e s...Ela me abraçou. Sim, ela me abraçou. E eu estou estático, meu corpo não reage. Não é como se eu estivesse com vergonha ou nada disso, só não consigo pensar em um bom modo para reagir – nem mesmo abraça-la de volta ou afasta-la. Então eu fico ali, parado, tentando compreender a situação. Quando finalmente opto por abraça-la, eu recebo um tapa. Um tapa. Francamente, eu desisto de tentar compreender essa situação.

"Você é um maldito". Ela começa, sem se afastar de mim – é, ela ainda está abraçada a mim. "Eu o odeio, Hao, o odeio". Ela começa a chorar novamente, assim como tinha acontecido no meu quarto. Ainda é de noite e eu sei que ninguém vai sair de lá, agora que a putaria começou a rolar solta, se é que vocês me entendem.

Eu não estou acostumado a lidar com esse tipo de situação, mas acho que isso é um distúrbio comum em mulheres grávidas. Ouvi dizer que existem épocas em que elas ficam muito mais sensíveis do que já são – e isso já é muito. Mas, no caso de Anna, que nunca foi sensível, isso realmente me assusta. Quero dizer... Ela é a Anna.

"Está tudo bem me odiar, mas a culpa não foi minha". As vezes, eu acho que deveria ficar calado.

"Você acaba com a minha vida dormindo comigo, destrói o meu relacionamento – pois eu não sei o que acontecerá quando descobrirem que eu estou grávida –, se aproveita do fato de eu estar um pouco alta e, agora que sabe da verdade, quer jogar nas minhas costas a responsabilidade pelo que você fez?" Às vezes, eu tenho certeza.

O olhar dela sobre mim é de puro ódio. Eu não consigo compreender os motivos, falo sério. Talvez seja a minha parte inocente que está se intensificando com a presença diária de Yoh ou qualquer coisa do gênero. Mas, droga, por que é que eu tinha que levar outro tapa por isso?

"Por que você me bateu outra vez?" Não, eu não consigo – e nem quero – frear estas palavras mesmo que isso signifique receber um novo tapa – e bingo, é isso mesmo que acontece.

"E você ainda pergunta?" Ela diz. Eu, particularmente, detesto quando as pessoas respondem à sua pergunta com outra pergunta – e principalmente esta. É totalmente sem fundamento. Se eu estou perguntando é por que não sei, certo?

"Ah, claro, desculpe-me se acabei com a sua vidinha perfeita ao lado de um idiota que jamais seria capaz de ser o Shaman King". A essa altura, eu também estou nervoso com a situação. Acho que dá para notar, não é? "Ora, Anna, sejamos racionais. Entre mim e Yoh, não há a mínima possibilidade de escolhe-lo. Admita!"

Houve um breve momento de silêncio entre nós e eu sabia que não era algo bom. O que veio a seguir foi um tapa TÃO forte que me fez voar de encontro a uma árvore. E, acreditem, isso não é nada legal.

"Eu amo o Yoh. Não é algo que alguém como você possa entender, é claro. Você é um idiota e ainda não acredito que dormi com você. Foi, sem dúvidas, o maior erro da minha vida. Só estando muito bêbada para fazer isso". Ela virou-se e começou a caminhar. Eu deveria ter deixado que ela fosse embora, mas já estava nervoso demais para ignorar este fato.

"Lógico," Eu digo, me levantando. "Ama tanto que engravidou do irmão dele. Falta só dizer que nos confundiu, porque, oh, nós somos gêmeos e nem dá para reparar que tenho cabelos longos, não é? Certo, certo, nas condições que você estava, dormiria até com o papa. Vou fingir que acredito".

Nesse instante, sinto a necessidade de parar a narração para advertir que eu quase virei uma alma penada por essas palavras. Veja bem, mexer com uma mulher grávida e nervosa não é algo que você deva fazer – ainda mais se essa mulher se chamar Anna Kyoyama e for extremamente assustadora.

Uma aura negra – porque não há cor melhor para descreve-la – começou a envolver Anna e, eu não sei como nem quando, ela me atingiu com uma joelhada na boca do estômago. Uma joelhada forte.

"Idiota". Ela diz, antes de caminhar para dentro com passadas pesadas. Eu não sei se é minha impressão por conta da dor que me levou ao chão ou se estou zonzo pela falta de ar, mas, a cada passo que ela avança, eu sinto o chão tremer. A essa altura, eu não duvido que seja real. E eu detesto concordar com ela, mas estou me sentindo o pior idiota do mundo. É, estou em uma enrascada.

X

Depois de algumas horas refletindo sobre a minha atual situação – e não chegando a conclusão alguma –, resolvo que está na hora de colocar isso tudo em pratos limpos. Claro, porque eu não vou deixar que ela me chame de idiota – por mais certa que ela possa estar – e saia ilesa. Tenho que provar por a + b que não sou o shaman mais poderoso do mundo à toa. É com esses pensamentos que eu entro na pensão, convicto a procura-la e dizer-lhe umas boas verdades.

Minha idéia, no entanto, torna-se frustrada ao notar o que ocorre na sala. Estou chocado demais, mas vou tentar colocar isso em palavras:

"Straight Flush¹!" Yoh grita – ele está sem camisa. "Agora nós ganhamos, Ren!" Meu Deus, me deixe cego. Prive-me desta cena vergonhosa, eu imploro. E que isso não seja o que eu estou pensando, mas eu sei que é. Quando ouço os pensamentos de Horo e vejo um sorriso nos lábios de Chocolove, sei que não estou enganado. Não, por favor, não!

"Royal Straight Flush²!" Horo e Chocolove abaixam as cartas e o quem vem a seguir é o motivo de eu querer furar meus próprios olhos. "Rá, agora terão que tirar a calça também!" Horo ri, apontando para os dois (Yoh e Ren). Eu não compreendo o porquê de ele estar se divertindo tanto, sendo que está mostrando aquele samba canção de ursos polares, acreditem se quiser.

"Droga, eu tinha certeza de que venceríamos". Yoh faz um biquinho, enquanto tenta descer as próprias calças – coisa que Ren já fez. Droga, eu não consigo me mover. A cena me deixou em choque. Eu preciso sair daqui. "Ah, tá emperrada! O zíper não desce!" Yoh reclama, em meio aos soluços, enquanto eu tento, desesperadamente, me mover daqui.

Vamos lá, perninhas, é uma tarefa fácil. Um passo de cada vez; muito bem, assim mesmo... Eu estou quase saindo, quase passando por eles sem que me notem...

"Bah, pare de fingir e tire logo isso!" Horo de repente exclama. "Ajude ele, Ren!" O quê?

"O quê?" O chinês o encara, perplexo. É, talvez ainda reste um pouco de sanidade em alguém.

"Ah, eu não consigo!" Yoh reclama novamente, enquanto tenta abaixar o zíper. É, ele deve estar muito ruim.

"Vamos logo com isso". Ren bufa, irritado e vai ajuda-lo. O que eu disse mesmo? "É, está emperrado mesmo, mas acho que posso dar um jeito nisso". Então ele começa, freneticamente, a puxar o zíper da calça de Yoh, num movimento que, da posição que eu estou, me incita a enxergar outra coisa porque Ren está ajoelhado ao chão, enquanto tenta desprender o zíper.

"Para, Ren, isso faz cócegas!" Yoh diz e começa a rir. A rir. Sinto que vomitarei os lanches do Mc Donald's junto com os meus rins a qualquer instante. A essa altura, estou quase nas escadarias, mas então sou avistado. Droga. Eu estava quase lá!

"Oe, Hao, por que não se junta a nós em uma partida de strip poker?" Horo pergunta e eu tenho certeza de que ele está olhando para o meu corpo – eu posso ler os pensamentos dele.

Nesse momento, eu sinto vontade de explodi-lo junto com o resto desta pensão e estou pronto para faze-lo quando, de repente, Yoh e Ren caem sobre mim. Ok, vamos aos fatos. Eu estava próximo da escada e Ren e Yoh estavam a mais ou menos dois metros de distância – um espaço razoável. Provavelmente eles cambalearam até aqui e caíram sobre mim, sendo que Yoh quase me beijou e Ren à nuca dele. Certo, isso não pode ficar pior.

"Mas que barulheira é es—" Ouço uma voz vinda do último degrau da escada. É uma voz feminina, eu tenho certeza. "O que está acontecendo aqui?" Droga, eu e minha grande boca. Preciso aprender a não ser tão negativo, isso sempre atrai desgraças.

"Anninha, junte-se a nós nessa festa!" Yoh diz, mais alegre do que de costume. Ele ainda está sobre mim e isso está me deixando muito irritado.

"Para quem disse aquilo sobre ele," Ela ignora totalmente Yoh, me fuzilando com o olhar. "Você parece estar curtindo muito, Hao". Então ela sobe novamente, sem que eu possa dar satisfações. Droga, eu odeio essas festas.

"Nee, a Anna pareceu brava". Yoh ri. "Que megera!"

"É, uma bruxa". Ren sai de cima de Yoh, no momento em que eu chuto os dois para longe.

"Calem a boca". Digo finalmente. "Vocês estão bêbados e agindo como um bando – ainda maior do que já são – de idiotas. Parem de falar besteiras e SUMAM da minha frente antes que eu EXPLODA todo esse lugar!" Nesse momento, meu corpo está em chamas. Eu sei disso porque Chocolove faz qualquer piadinha idiota como "Ele está queimando de raiva!" E depois disso ele está correndo e gritando pela casa, por ter seus cabelos queimados. Cinco minutos mais tarde, a festa está acabada e eu estou no meu quarto, dormindo. Se falar com Anna agora, iremos brigar.

X

Na manhã seguinte, sou bruscamente acordado por uma frenética campainha que não pára de tocar. Eu não consegui pregar os olhos nessa noite e, vocês devem saber, o meu humor é péssimo quando sou acordado. Como de costume, caminho na direção do banheiro e ignoro completamente a fila. É Horo quem está no banheiro e ele reclama algo de sua ressaca, antes que eu o chute para fora, como fiz com os outros.

"E não reclamem". Advirto, antes que abram a boca para dizer algo. Estou realmente mal-humorado.

"Isso não é justo". Ouço Horo dizer, quando já fechei a porta. "Ele sempre faz isso. Primeiro ele chega e me arranca do banheiro. Depois, passa horas lá e não deve satisfações a ninguém. Ele nem sequer devia estar aqui".

"É, mas ele é o shaman mais poderoso do Shaman Fight e ninguém tem coragem de contrariá-lo". Ren diz. Ele é uma pessoa sensata, ao menos um pouco. "Isso não significa que gostemos da presença dele aqui, mas o próprio Yoh insistiu para que ele ficasse, não podemos fazer nada".

"A única pessoa que o contraria sem acabar como um churrasquinho, é a Anna".É a voz de Chocolove. "Até parece que eles têm um c—"

"Termine essa frase e eu farei com que você implore para eu te matar".Digo para Chocolove, olhando-o apenas pela fresta recém-aberta da porta. Eles se calam quase que imediatamente e saem dali – eles sabem que se pensarem algo impróprio em minha presença, todos sofrerão as conseqüências.

Oras, onde já se viu ficar pensando essas coisas sobre mim e Anna. Tudo bem, é verdade que tivemos uma noite juntos – e que isso resultou na gravidez que ela agora tenta esconder –, mas isso não significa nada. Eu realmente quero toma-la como minha esposa, mas venho mudando de idéia nos últimos dias. Apesar de ter postura para uma noiva ideal, ela vem se tornando irritante por culpa dessa gravidez e as minhas noites mal dormidas não ajudam em nada.

Esta noite, por exemplo, eu tive pesadelos horríveis com o fato de ser pai. Não consigo me imaginar dando mamadeira a um pivete enquanto Anna assiste à novela ou qualquer coisa do gênero. Eu me irritaria muito facilmente caso ele começasse a chorar ou fosse uma criança mimada. Francamente, eu não sei o que farei quando aquela coisinha minúscula me pedir colo. Sim, eu estou assustado com a idéia de ser pai, mesmo que isso já tenha acontecido em um passado muito distante. Quero dizer... Naquela época eu não tinha que me preocupar com nada disso, pois eram as mulheres que faziam tudo e minha última esposa era bastante submissa a mim – coisa que não acontecerá com Anna, eu tenho certeza.

E ela ama Yoh. Ela deixou isso bem claro. Claro, isso não interfere em nada no fato de eu quere-la como minha esposa. Eu posso faze-la amar-me, sou muito melhor do que ele. Mas, ah, que seja. Descendo as escadas em direção à cozinha, encontro Manta fazendo o café da manhã. Pelo que entendi, Anna obrigou-o a fazer isso por que Yoh cozinha muito mal. Aliás, hoje é a primeira vez que não escuto falação à mesa – todos estão muito ocupados com sua ressaca e eu acho isso ótimo. Isso me limita a escutar apenas pensamentos idiotas.

"Cara, não estou agüentando minha cabeça..." Horo diz, tentando abafar qualquer som com as mãos sobre as orelhas.

"Eu nem me lembro o que aconteceu ontem..." Murmura Yoh, debruçando-se sobre a mesa.

"Nem eu". Os demais concordam e eu guardo meus comentários. Seria melhor assim.

Então o barulho dos tamancos batendo contra a madeira é escutado por todos e novamente o silêncio é estabelecido. Vejo Anna parada na ponta da escada e ela me aponta o lado de fora com o rosto. Droga, o que ela quer comigo tão cedo? Será que quer falar algo sobre a cena que presenciou ontem? Com um breve suspiro, eu me ergo da mesa e a sigo para o lado de fora. Ninguém ousa a dizer nenhuma palavra, mas eu ouço os malditos pensamentos.

"Eu juro," Começo a dizer, batendo com uma das mãos na mesa. "O próximo que PENSAR em uma gracinha, será aperitivo do Fire-Spirit no almoço".

Anna apenas faz um negativo com a cabeça e me acompanha até o lado de fora. Ainda escuto um ou outro pensamento idiota, mas resolvo ignora-los como se nunca tivessem, de fato, existido.

"Olha," Começo, antes que ela fale algo. "Se for sobre a noite anterior, eu queria dizer que—"

"Eu encontrei a solução perfeita para o nosso problema". Droga, ela vai me questionar e...

"Que solução?" Pergunto. Será que ela finalmente havia percebido que ficar comigo era a melhor saída? Bem, se fosse isso, depois decidiríamos o que fazer com o monstrinho.

"Vou dizer que o filho é do Yoh".

"Ah, claro, dizer que o filho é do Yoh. Que ótima solu—o quê?!" Ela não pode estar falando sério.

"É isso mesmo o que você ouviu. Vocês são gêmeos, então não há como comprovar quem é o pai, nem mesmo por teste de DNA. Como você disse, ele também estava bêbado naquela noite, eu só preciso de um pouco de lábia e ameaças para convence-lo de que foi ele a fazer isso ao invés de você".

É, ela está falando sério, mas eu não consigo acreditar. Simplesmente não consigo responder e ficamos aqui, nos encarando. Ao fundo, vejo Yoh e seus amigos brigando pelo último pedaço de bolo. Ela realmente o prefere a mim? Quero acreditar que não.

Por favor, que isso seja apenas uma ilusão, e que ela prefira o gêmeo sexy ao idiota...!

Continua...


¹ Faz referência a uma jogada de pôquer que consiste em juntar cinco cartas seguidas do mesmo naipe que não seja até o As.

² Faz referência a uma jogada de pôquer que consiste em juntar cinco cartas seguidas até o As.

Informação by wikipédia.


N/A:

Essa fic seria twoshot, mas acabou virando threeshot porque não quero fazer capítulos muito longos e cansativos. Afinal, é uma comédia!

Quero dar créditos às cenas do pôker para a teté (Lady Murder), porque eu tirei a idéia da fic dela de DN, uma MattxMello muito foda que leva o nome do jogo. Eu tirei a idéia do strip de lá também.

Agradeço também à Hee-chan por betar e por ter feito a frase final. Não sei o que seria de mim sem você, amor S2. E à Ray, porque ela sempre ria dos trechos que eu passava e me - ameaçava - incentivava a continuar. Amo vocês!

Sei que ando meio ausente, mas acho que é uma fase. Eu sinceramente espero que passe. O segundo capítulo não é algo tão comum para nós, ne? Mas as situações HaoAnna sempre lembrarão os jogos. Sempre.

Espero que goste desse capítulo também, mamãe.

Te amo.

Eu quero reviews, ou que vossas pessoas definhem na cama, morrendo de lepra!