Nota: Haru permanece confusa, e decide procurar conselhos, mas com relações complicadas com Kyoko e receosa que Bianchi tomasse partido do irmão, não lhe sobraram muitas opções.

TAVERNA ENEVOADA

Chrome sentiu o rosto arder, suas mãos apertaram o copo sobre a mesa e ela tentou encontrar uma resposta, vasculhou sua mente, rápida e desenfreadamente, mas concluiu que nenhum de seus conhecimentos serviria como resposta.

Haru a encarava do outro lado da mesa, o rosto vermelho e os olhos brilhando, ansiosos. Chrome se perguntava como entrara naquela enrascada.

Quando a jovem Miura telefonou pedindo que fossem beber um drink, a guardiã da névoa acreditou que seria um passeio entre amigas. Mas quando chegou ao bar e encontrou Haru sentada, solitária na mesa, não teve uma boa sensação.

Tentou levar uma conversa frívola e despreocupada, mas percebeu que a amiga parecia aflita, e por mais que não quisesse se meter, não pôde mais evitar o assunto e perguntou a garota dos cabelos castanhos o que a aflingia.

Teve como uma resposta uma torrente de informações desencontradas e expressões faciais estranhas, por vezes Haru sorria e gargalhava escandalosamente, chamando a atenção para elas, por outros chorava tão copiosamente, que parecia que alguém tinha morrido.

Dokuro não era muito boa para esse tipo de situação, não sabia o que dizer ou como agir, presumira que se ela virara a interlocutora da história era porque a relação de Haru com Kyoko não estava nada bem. Concentrou toda sua atenção no copo e antes de Haru terminar sua história, a jovem já havia terminado a garrafa que estava sobre a mesa.

Agora Haru a encarava, esperando uma resposta para uma pergunta que Chrome mal prestara atenção.

- Ah... Haru-chan, eu não tenho muitas experiências nesse campo. – foi tudo que conseguiu pensar, remexendo-se incômoda na cadeira.

- Mas eu preciso fazer alguma coisa, Chrome. – respondeu desalentada.

- Afinal de quem você gosta? – perguntou com cautela.

- Do Tsuna-san, você sabe, todo mundo sabe. – exasperou-se.

- Então, não entendo qual o problema. – respondeu, dando de ombros e fitando o copo vazio. – Se você gosta do Boss não precisa se preocupar com o resto.

- Mas... – Haru parou e encarou Chrome, não podia negar que a menina tivesse razão, já tinha decidido a quem pertencia seu coração. Mas tanto Yamamoto quanto Gokudera não lhe saiam do pensamento, como se testassem seus sentimentos pelo décimo Vongola.

- Mas se ainda tem dúvida pergunte ao Boss. – disse Chrome, com simplicidade.

- Ao Tsuna?

- Ele é o chefe da família, o céu que abriga tudo. Ele me ajudou quando precisei e também vai te ajudar. – ela sorriu docemente.

- Mas não posso contar isso ao Tsuna. – Haru sentiu o rosto corar com a possibilidade.

Chrome estendeu a mão por cima da mesa e pegou a de Haru, deu outro sorriso.

- Boss sempre sabe quando estamos tristes, ele vai entender seu coração, Haru-chan, mesmo que você não consiga entendê-lo.

Haru retribuiu o sorriso e embora a idéia ainda lhe parecesse absurda sentiu-se avaliada. Esquecera-se da bondade de Tsuna.

* próximo capítulo: Haru vai conversar com Tsuna? Façam suas apostas.