Draco apareceu logo depois da notícia da separação. Merda de namorado com vida pública. Ex-namorado, ela estava se acostumando a dizer embora já estivesse totalmente confortável na situação de estar sem Harry. Draco bateu à sua porta com ar de quem espera por alguma coisa.
-E então?
-"E então" digo eu, Malfoy. Quando uma pessoa bate à porta de uma pessoa ela quer dizer alguma coisa. E então, o que você tem a dizer? Veio tripudiar sobre a minha desgraça?
Maldita calma de Draco.
-Desgraça? Essa é a melhor coisa que acontece na sua vida.
-O que veio fazer então, Malfoy?
-Você sabe, aquilo sobre você me amar e sobre você voltar pra mim.
-Não seja ridículo Malfoy, eu não te amo.
-Ah, não?
-Não. Pelo jeito você é que me ama, não é? Você não me deu sossego nenhum dia em que estive com Harry e agora já está aqui implorando pra eu voltar pra você.
Aquilo o deixou embaraçado. Ele é que devia ficar por cima naquele jogo.
-Implorando? Eu não vejo ninguém aqui implorando. Ainda.
-Porque, você vai ficar de joelhos ao som de violinos enquanto se declara pra mim? Onde você escondeu os violinistas?
-Não seja idiota, Weasley, eu nunca faria isso.
-Não? Porque se você realmente quer entrar nessa brincadeira tem que estar disposto a coisas ridículas como essa, entendeu?
Ginny bateu a porta na cara de Malfoy. Por impulso ele bateu à porta desesperado, para se arrepender um segundo depois quando ela abriu a porta.
-Pronto para se ajoelhar aos meus pés, Malfoy?
Ele ainda estava desconcertado mas era acostumado a se recuperar rápido.
-Você não entendeu bem, Weasley, eu vim aqui só pra demonstrar meu apoio a você. - A velha ironia de volta a seu sorriso - Estava preocupado com como você ficou depois que Potter te chutou.
-Então é assim que você demonstra preocupação?
-Acho que pra nós dois isso está de bom tamanho, não está?
Um riso de constatação suavizou o rosto de Ginny. Pra ser sincera, estava.
