Aviso: Dessa vez finalmente saiu o tão esperado hentai. Não sei se vocês vão gostar.
Esse capitulo está sendo dedicado especialmente para minha cunhada Nina. Ela é que deu uma força especial para esse capitulo finalmente sair. O hentai é que estava me incomodando, mas ela disse que tava bom, então cá estou eu, postando.
Valeu força, Leo. ( será que dessa vez você ficou confusa, cunhada? hauhauhauhauhuahuahuah)
Boa leitura pra todos.
Shina não poderia ter um humor pior que aquele. O santuário tinha mais duas amazonas formadas, e logo ela tinha que ser a encarregada para entregar o relatório semanal. Noutros tempos, se sentiria honrada com essa tarefa. Embora Saori Kido fosse à reencarnação de Athena, não se sentia bem na presença dela. Ela podia ter assumido seu posto de deusa naquele santuário, no entanto, alguns velhos hábitos adquiridos no meio de pessoas ricas eram difíceis de lagar. Um deles era aquele ar pomposo e mimado da jovem. O problema agora era atender aquele pedido idiota:
- Não poderia mandar outra pessoa? Tenho muitas questões pra resolver antes de dormir, e amanhã logo cedo muitos soldados para treinar.
- Shina, isso não levará mais do que três minutos. Se não quer perder tempo, sugiro que faça logo o que pedi.
A amazona de cobra suspirou resignada. Diante do que aquela garota mimada havia dito não podia tentar argumentar. Odiava admitir isso, mas ela estava certa. Alguns poucos minutos que desperdiçasse a caminho de sua casa não iria prejudicar sua rotina. O problema não era o tempo que perderia e sim onde ela perderia. Só de pensar nisso, a raiva começava a dominar seu corpo. Fez uma rápida mesura respeitosa e saiu sem dizer nada.
Alguns minutos depois, a amazona de cobra adentrava naquela casa da qual nunca se sentia a vontade quando tinha a necessidade de atravessá-la. Mas naquela noite tinha estranhado o fato de não encontrar seu dono na entrada como era de costume. Há quanto tempo não trocavam uma única palavra? Nem mesmo sabia dizer, pois não se importava com ele, com o que fazia ou com o que deixava de fazer. O sentimento era recíproco desde a última vez que trocaram algumas palavras ásperas. A casa estava na penumbra desde a hora que subiu ao templo principal e fez algumas observações sobre o relatório da semana. Ascendeu um archote para iluminar seu caminho e seguiu para os cômodos a procura do dono da casa. Ele poderia ter dado as suas tão conhecidas escapadas e ela estaria perdendo seu tempo procurando por alguém que não estava ali. Se bem que fazia muito tempo que não tinha o visto saindo do santuário. Sabia disso porque era a encarregada de guardar a entrada do santuário junto com alguns cavaleiros de baixo calão. Não que aqueles inúteis cavaleiros de bronze pudesse ser alguma garantia contra os inimigos, e sim porque dariam tempo para os cavaleiros de ouro organizarem uma estratégia de ultima hora ao perceber quantos inimigos tentavam invadir e quão poderosos seriam. Ou seja, a amazona de prata e os cavaleiros de bronze não passavam de bucha de canhão, aqueles que se sacrificariam primeiro para dar tempo e informações os outros. "E daí? Se sou ou não dispensável pouco importa. Sou uma amazona e pretendo morrer com a dignidade de uma. Depois de tudo o que enfrentei, tenho certeza que não morreria facilmente." Parou de pensar nessas coisas no momento que chegou a ultima porta da casa que ainda não tinha entrado. Aquele só poderia ser o quarto dele. Estancou ao tocar na maçaneta: "E se ele não estiver sozinho? É bem provável que tenha conseguido uma forma de se divertir sem sair do santuário... Não importa. Que ela se assuste com minha intromissão. O santuário não é lugar para esse tipo de coisa." Entrou no quarto logo de uma vez. A sua frente estava o corpo de um homem, estirado na cama, totalmente relaxado. Ela chegou perto, percebendo que ele dormia profundamente. Prendeu o archote numa presilha da parede e tocou nele para acordá-lo, sem nenhum sucesso. Tentou com um pouco mais de força, e a resposta era mesma. Então sentou-se na beirada da cama, sacudiu ele segurando com ambas as mãos seus ombros enquanto gritava:
- Milo, acorde!! Athena mandou que viesse aqui para avisá-lo que deseja lhe falar amanha logo cedo.
- Shina... não faz idéia de quanto esperei que viesse na minha casa. No meu quarto... na minha cama...
- Não vim aqui para satisfazer suas sem-vergonhices e sim para avisá-lo que Athena deseja lhe falar. Já dei o recado.
Milo a deteve segurando sua mão e puxando-a com uma certa força para que deitasse na cama, ao seu lado. Tocando seu cabelo e nuca a fez apoiar a cabeça em seu bíceps.
- Não entendo porque me odeia agora. Éramos tão amigos embora houvesse nossas desavenças.
- Nunca fomos amigos, apenas treinávamos longe das vistas curiosas.
Milo ficou em silencio por um longo tempo. Então Shina percebeu que ele ressonava tranqüilamente. Ah, mas não ficaria ali por nada deste mundo. Aquele calor que estava sentindo com aquela brusca aproximação estava fazendo-a pensar em coisas que nunca imaginava que poderia pensar algum dia em sua vida. E a idéia de estar deitada ao lado de um homem, na cama dele, sobre seu braço era algo que fazia sua mente atinar para uma coisa, era uma amazona e esse tipo de comportamento era impróprio para sua posição. Fez um movimento para sair da cama, mas uma forte mão a segurou pela cintura fazendo seu corpo colar-se ao de Milo. Logo a seguir, ele colocou seu corpo encima dela, e retirou sua mascara, dizendo:
- Há tanto tempo venho sonhado com isso. Dessa vez conseguirei ver seus olhos, seu rosto, sua boca... Shina. Eu quero você...
- Nunca te dei liberdade para fazer isso. Solte-me, Milo. Você vai ver...
Os lábios de Milo cobriram o dela, fazendo-a calar-se. Shina ficou sem reação por um longo tempo. Aquele calor estava muito elevado, estava fora do comum. E para seu desconforto, sentiu que seu corpo estava aos poucos cedendo àquela tentação. Tinha que se afastar de Milo antes que o pior acontecesse. Não estava conseguindo pensar com clareza. Aqueles lábios insistentes, aquela língua atrevida conseguiam tirar toda sanidade de seu ser. E aquele corpo que se movia contra o seu? Estava sentindo o calor dele ultrapassar o tecido de suas vestes, e enlouquecê-la. A cada instante que se passava, suas idéias de ir contra o que estava acontecendo ia fraquejando. "Ninguém precisa saber que esteve com Milo, sua tonta" dizia uma voz interior. E a voz contraria, embora mais fraca, dizia que ela seria uma tonta se permitisse que aquilo fosse adiante.
- Nunca nenhum de meus sonhos tinha sido tão realista quanto este. Eu te desejo tanto, Shina... sempre quis ter você em meus braços...
Milo sussurrava em seu ouvido, dando leves beijos em seu rosto. Vez ou outra passando a língua sedutoramente pelo colo de Shina, enquanto suas mãos trabalhavam numa forma de tirar aquelas roupas dela. Peça por peça de roupa era tirada e jogada longe. Quando a contemplou completamente nua, com os olhos arregalados transbordando desejo ao mesmo tempo assustados, não resistiu. Curvou-se até alcançar um dos seios, abocanhando-o e suando avidamente o bico rosado enquanto a mão massageava o outro, arrancando um forte gemido dela. Depois seguiu para o outro seio para mostrar que não o havia abandonado, arrancando mais outro gemido da amazona que agora arqueava a cintura procurando ter mais contato com aquele corpo. Milo desceu a mão vagarosamente até chegar ao cerne entre as coxas bem torneadas, massageando com a habilidade de um verdadeiro amante. O gemido da amazona o deixava atordoado com o desejo crescente de tomá-la pra si. Ainda estava cedo para isso. Queria dar tanto prazer a ela que jamais pensaria novamente em outro homem. Traçando uma linha de fogo por onde seus lábios encostavam, chegou até os lábios dela, tomando-os com urgência, enquanto sua mão trabalhava com mais agilidade. Shina remexia-se alucinada, enquanto tentava puxar o corpo dele para junto do seu. Milo suspirou ao sentir-se tocado naquela parte tão sensível de seu corpo. Do jeito que as coisas estavam rumando, não iria conseguir manter seus impulsos sobre controle por muito tempo. Retirou a mão atrevida do membro intumescido levando aos lábios, espalhando leves beijos nela de forma crescente até chegar à altura do ombro, depois seguindo até a orelha, sussurrando algumas palavras sedutoras que fez a mulher em seus braços arrepiar-se. Seus olhos se cruzaram novamente e dessa vez não havia mais aquele sentimento de pavor. O olhar dela era de puro desejo, que queimava até mesmo ele que estava tão habituado a ter diversas amantes. Milo entreabriu-lhe as pernas, e aprofundou-se no centro do prazer, totalmente extasiado com aquela experiência que lhe parecia nova. Shina gemeu alto, debatendo-se para expulsar aquele invasor. Milo sorriu levemente ficando imóvel até que sua presença não mais fosse incomoda, e disse suavemente:
- Deus, nunca em nenhum dos meus sonhos tive tanto prazer em estar com a mulher que sempre quis ter para mim, nem nunca ela era intocada. Desse sonho não quero mais despertar. – beijando-a disse para ela – Serei mais cuidadoso com você.
Moveu-se lentamente, arrancando gemidos de prazer da amazona. A mente dela parecia vazia, tendo apenas o instinto primordial regendo seu corpo e sua alma naquele instante. O ritmo foi aumentando gradualmente, e os gemidos de Shina não mais podiam ser encobertos com os próprios gemidos de Milo, que buscava seus lábios com sofreguidão, como se assim pudesse manter-se mais próximo a realidade explosiva dos dois corpos. Quando não mais agüentaram prolongar aquela tortura deliciosa aos campos inexplorados dos desejos, renderam-se ao fim da jornada com um urro após a satisfação que seus corpos precisavam. Com o corpo consumido pela chama da entrega, Milo rolou para o lado, ofegante, tentando controlar a respiração. A mulher a seu lado também tentava controlar a respiração, quando foi puxada para perto daquele corpo quente, e recebeu um beijo que lhe roubo o pouco ar que havia conseguido guardar em seu corpo:
- Definitivamente não quero acordar deste sonho. Quero-a pra mim todas as noites... todas as horas... todos os minutos.
Shina continuou deitada em seu canto, relembrando os minutos prazerosos que passara nos braços dele. Mal podia acreditar que aquilo havia acontecido com ela, principalmente por ter entregado seu corpo a Milo. Odiava aquele ar prepotente dele, aquela mania de se achar dono da verdade, e odiava-o mais ainda por julgá-la naquele dia que invadiu a sua casa. Depois disso tentou recuperar sua honra tentando matar Seiya, todavia, aquele lá tinha toda a proteção de Athena ao seu lado, e contra isso ela não conseguia realizar tal façanha. Escutou o ressonar pesado da pessoa ao seu lado virando o corpo para ver se estava realmente dormindo. Não parecia estar fingindo. Pegou a mão dele levantando-a e soltando, constatando que caia sem se mexer. Estranhou aquela temperatura elevada d pele. Olhou aquele rosto sereno coberto de suor, com os cabelos grudados na testa. Tocou-a sentindo o calor, depois testou seu próprio corpo. Não estava tão quente quanto o dele. Nunca tinha ouvido falar que um cavaleiro de ouro pudesse adoecer. Porém aquele ali ao seu lado estava queimando em febre. Rapidamente levantou-se da cama, catando todas suas roupas espalhadas pelo chão, vestindo-se com urgência. Teria que sair dali o quanto antes. Mas e quanto a ele? Não poderia ficar sem assistência. Se a febre aumentasse... faria o que podia no momento e partiria. Cobriu o corpo desnudo de Milo e saiu em direção do banheiro, voltando logo a seguir com uma bacia pequena com água. Pegou um pano, umedeceu e passou na fronte. Repetiu mais algumas vezes percebendo que a febre tinha baixado um pouco e saiu sem olhar pra trás, levando consigo o archote par encontrar o caminho de volta sem tropeçar em nada. Como ainda era madrugada, ninguém a avistou saindo naquele horário da oitava casa.
Na manha seguinte, como Milo não apareceu no amplo salão do templo principal, Saori desceu a escadaria pensando alguns impropérios indignos a sua posição como deusa do santuário. Estava irritada por na conseguir fazer aquela amazona cumprir com uma ordem tão simples. Nenhum dos seus cavaleiros ou amazonas desobedecia como ela. Não entendia porque Shina nutria certa hostilidade para com ela. Depois pensaria numa forma de tentar diminuir essa animosidade com aquela amazona. Tinha um assunto sério a dialogar com aquele cavaleiro. Não era possível que ele ainda estivesse dormindo enquanto os outros cavaleiros e amazonas seguiam com suas rotinas. Entrou no quarto vendo-o esparramado na cama. Chamou-o, e não obteve nenhuma resposta. Então elevou a voz percebendo que obteve êxito. Fitou aqueles olhos sonolentos com uma expressão de desaprovação:
- Senhorita Saori... Athena, o que faz no meu quarto? – perguntou com a voz entorpecida.
- Como cavaleiro de ouro, Milo, você deveria dar exemplo a todos habitantes do santuário. Não faço idéia como era seu padrão de vida aqui, mas não tolerarei esse tipo de comportamento. – ao perceber que ele ainda estava aturdido com sua presença inesperada, e confuso com suas palavras, explicou-se – Você deveria estar protegendo a entrada da oitava casa zodiacal ou então treinando alguns cavaleiros.
Milo ergueu a cabeça, como se só depois de ouvir aquelas palavras houvesse despertado finalmente daquele estado de torpor. Estava recebendo uma crítica da deusa a quem devia obediência. O que poderia dizer para explicar o motivo de estar deitado na cama até àquela hora se nem mesmo entendia o motivo de seu corpo não obedecer ao comando de ficar de pé? Reunindo forças levantou o suficiente para sentar-se na beirada da cama. Seu corpo pendeu pra um lado, e se se esforçou para manter-se ereto, dava no mesmo, o corpo pendia para o outro lado. Então sua visão ficou turva e ele caiu pesadamente na cama. Saori que até então apenas fitava-o com reprovação, aproximou-se da cama com um olhar preocupado. Só então pôde ver o rosto dele banhado em suor, corado. Tocou-lhe a fronte, retirando a mão rapidamente:
- Por que não disse assim que acordou que estava doente?
- Doente? – perguntou confuso – Eu nunca fiquei doente... nenhum cavaleiro de ouro fica...
- Vocês podem ser os mais fortes cavaleiros, mas continuam sendo seres humanos. Você está com uma febre muito alta, Milo. Repouse. Mandarei chamar um médico...
- Não! Eu sou Milo, o cavaleiro de ouro, guardião da casa de escorpião. Nunca precisei de um curandeiro, e medico pior ainda.
- Ser orgulhoso nesse momento não irá curar sua enfermidade, Milo. Descanse. – observou que pretendia protestar – Isso é uma ordem.
Milo ficou com o corpo tenso enquanto via a jovem deusa afastar-se. Não queria ser tratado como uma pessoa qualquer. Ele era um cavaleiro. E seu orgulho, onde ficaria se fosse atendido por um médico? Seria zoado pelos companheiros restantes. Principalmente por aquele esnobe cavaleiro da quinta casa. Sim, Aioria agora estava insuportável a seu ver. Isso ficou evidente para Milo após a revelação de que o irmão dele, Aioros, não era um traidor como todos achavam. Em poucos minutos sua cabeça ficou pesada e ele recostou-se no travesseiro, adormecendo logo a seguir. Quando despertou novamente, havia uns comprimidos encima da mesinha, próximo a cama e já estava bem melhor. Não sentia mais a boca seca como antes, nem aquele frio que lembrava muito a décima primeira casa, quando seu amigo ainda residia lá. A única coisa que parecia não ter mudado em seu físico era a testa molhada de suor. Mas isso era fácil de saber o motivo. Estivera tendo aquele sonho novamente. Aquele sonho sempre o fazia acordar daquele um suspiro, profundo, disse par si mesmo: "Foi apenas um sonho. Muito bom. Mas não passou de um sonho."
Por fim, Athena não disse o que pretendia dizer a Milo, nem ele ficou sabendo do retorno de um pária ao santuário. Um pouco antes de alguns acontecimentos importantes incidirem no santuário, pôde vislumbrar a amazona que estivera presente em seus sonhos durantes todo este tempo. Nenhum dos dois trocou uma palavra sequer, nem mesmo cruzaram o olhar. Era como se evitassem mostrar que um dia um significou alguma coisa para o outro.
A batalha contra Hades e seus espectros foi cruel. Muitos pagaram com suas vidas. Mas a justiça esteve ao lado de Athena, e mais uma vez ela saiu vitoriosa. No entanto, outra batalha teve inicio, contra Artemis e Apolo, enquanto a alma dos cavaleiros que tombaram em Hades foram julgadas pelos deuses. Shina não se intrometeu nessa batalha. Quando tudo terminou com mais uma vitória de Athena, ela partiu daquele santuário caído aos pedaços sem dizer pra onde ia ou se iria voltar.
Continua...
