Na semana do natal as lojas do shopping do centro de Atenas ficam coalhadas de gente. Tantos querem comprar os presentes para seus familiares, amigos ou namoradas, e nunca sabe qual seria o melhor presente para dar. Os vendedores sempre são corteses com o cliente, mesmo que este o faça perder muito tempo quando poderia atender outros clientes que poderiam comprar. Os vendedores tinham que ser pacientes mesmo quando o cliente fosse grosseiro. E não era apenas paciência que deveria ter nessas horas. Tinha que dar um sorriso acolhedor para o cliente não se sentir mal-atendido, e dar a razão para ele mesmo que esteja sem razão.

Para a mulher atrás do balcão, tudo aquilo era estressante, chato e acima de tudo: humilhante. Em uma situação normal ela falaria tanto desaforo que o cliente ficaria com a orelha pegando fogo, e certamente nunca mais pensaria em destratar ninguém. Isso ela faria num dia que estivesse bem humorada. Num dia muito estressante o cliente voaria pela janela mais próxima. Todavia, ela não estava mais naquela vida rotineira, e nem podia se dar ao luxo de fazer o que bem entendesse. Sua vida agora era outra. Mas para chegar a tal controle de seu temperamento forte passou por muitas situações ruins. O primeiro de todos foi encontrar um lugar para morar com o pouquíssimo dinheiro que tinha conseguido com um velho cordão de ouro que tinha um pingente com uma foto, e não fazia ideia quem eram aquelas pessoas na foto, nem porque havia sido levada ao santuário com aquilo envolta do pescoço. Depois conseguiu um emprego, mas foi mandada logo pra fora, assim como em outros trabalhos que ela se irritava com os clientes e falava tudo o que vinha a sua cabeça. Então, num dia cinzento ela se deu conta que do jeito que estava não chegaria a lugar nenhum. Pra dizer a verdade chegaria a um lugar sim, ao olho da rua. Chegou à conclusão que não poderia passar por isso naquele momento. Teria que manter o trabalho e a humilde casa onde morava.

O dia lá fora parecia estar agradável, mas dentro daquela loja com o arcondiconado quebrado desde o dia anterior parecia estar deixando ela sufocada, sem ar. E aquele maldito técnico que não chegava... Ainda se lembrava da voz enjoada dele dizendo que seria impossível concertar antes da hora do almoço. E para variar, tanto no dia anterior como naquele dia terrível que estava passando, não atendeu nenhum cliente. Se continuasse assim, aquele velho asqueroso iria perturbar por causa do aluguel atrasado. Isso seria o fim da picada.

Já tinha passado da hora do almoço, e nesse dia a outra garota só apareceria depois das 3 da tarde. Como não tinha aparecido ninguém até aquela hora, daria só mais alguns minutos para a aquela garota chegar e então iria comer alguma coisa. Estava morrendo de fome. Queria poder chegar em casa depois do almoço e tirar um pequeno cochilo. Estava muito cansada. Essa palavra soava meio estranha em sua mente. Antes poderia fazer o que fosse que não se sentia cansada. Aqueles tempos sim eram bons mesmo tendo de seguir muitas regras. Sentia falta do trabalho árduo, das pessoas que ela espezinhava e de... O telefone toca tirando-a de sua breve divagação. Com um sorriso forçado, atende ao telefone com um tom de voz afetado que desconhecia ser o seu próprio:

- Mundo da Imaginação, onde seus sonhos se tornam a mais pura realidade. Boa tarde!

- Oi amiga! – dizia a mulher do outro lado da linha, fazendo a outra enrijecer o rosto, pois já tinha uma vaga ideia do que viria a seguir depois daquele tom meloso, e não demorou muito pra suas suspeitas se confirmarem quando ela continuou - Estou precisando de um grande favor seu. É que eu torci o braço e vou ter q ir ao médico para ver se alivia essa dor insuportável. Será que poderia trabalhar no meu turno apenas por hoje? Prometo que a recompensarei...

Soltou um grunhido imperceptível e quase disse alguns impropérios, mas no fim respondeu:

- Claro, querida. Vá ver o médico que estarei aqui te substituindo. Mas primeiro preciso almoçar.

- Faça isso. No seu estado deve estar morta de fome. Coloca a placa dizendo que volta logo. Obrigada amiga. Tchau.

Era só o que faltava para completar seu dia. Conhecia bem o que geralmente vinha depois daquela forma falsamente carinhosa de falar. No fim das contas teria que fazer hora extra porque o patrão não admitiria que a loja fechasse num momento como aquele mesmo que a loja não estivesse atendendo ninguém por causa do arcondiconado quebrado. O pior de tudo é que a outra podia faltar ao trabalho porque trabalhava ali há mais tempo, já ela não. Estava trabalhando ali fazia uns três meses. Com um suspiro resignado começa a se preparar para deixar a loja por apenas trinta minutos. Iria almoçar as três e voltar imediatamente. Não queria que o patrão a surpreendesse e a colocasse pra fora por causa do furo da outra garota. Nesse momento, o barulho do sino de porta chamou sua atenção. Praguejou baixinho e então agiu da mesma forma que ao telefone, com o sorriso estampado no rosto e tudo o mais:

- Mundo da Imaginação, onde seus sonhos se tornam a mais pura realidade. Boa tarde! Em que posso ajudá-lo? – o homem olhou para ela brevemente e nada disse, deixando-a desconfortável com sua presença, como se um sentido de alerta avisasse alguma coisa. Tentando ignorar essa ideia absurda, indagou – O senhor deseja compra um presente para seu filho, ou para sua sobrinha?

Mais uma vez o homem não responde, e ela caminha para trás do balcão onde poderia se proteger caso precisasse. Sentiu que era seguida, mas não esboçou espanto, tentando se mostrar natural. Quase não conseguiu conter um grito quando a porta fez o barulho novamente. Então, curiosa, olhou pra trás, e sentiu-se meio tonta com o que viu.

- Você estava morto... todos estavam mortos. – murmurou incrédula. Então algo veio a sua mente fazendo-a voltar a ser o que era antes de partir. Vociferando entre os dentes indagando com aspereza – O que você está fazendo aqui?

Pasmo, o homem reconheceu aquela voz. Só não tinha associado o rosto à voz que dizia aquelas palavras em tom hostil. O mais estranho daquilo tudo era o que a levara estar ali, numa loja de brinquedos? Aquela mulher jamais trabalharia num lugar como aquele. A não ser... A raiva tomou conta do seu ser. Ela só poderia estar ali para estragar tudo. Mas isso não ia ficar assim não:

- Essa é a minha missão, e não deixar ninguém se meter nela. Principalmente uma mulher como você.

- Uma mulher como eu? Pois saiba que tenho muito mais honra e competência que vocês.

Antes mesmo que o recém-chegado trocasse mais algumas palavras com ela, as coisas aconteceram num piscar de olhos. Como ele tinha sido idiota. A sua missão era bem simples, e acabou se desviando sua atenção dela ao ficar discutindo com aquela mulher. Aquele homem que vinha perseguindo era perigoso, sabia disso. Mas ela poderia dar conta dele sozinha. Era apenas um terrorista que a agarrou, nada mais que isso.

- Avisamos a todos que seria inútil tentar nos impedir. Se não atender nossas exigências explodirei essa mulher e quem estiver neste Shopping. Deveriam ter nos levado a sério.

Só então a mulher entendeu a real enrascada em que se meteu. A raiva que sentiu ao vê-lo ali, parado em sua frente, tão vivo e com aquele ar arrogante quanto antes a cegou para o que estava pressentindo. O homem que agora a segurava com firmeza segurando um detonador na outra mão parecia suspeito, e estava indo em direção do balcão pensando o que faria se ele tentasse lhe ameaçar. Mas foi só bater os olhos naquele outro homem que entrou por ultimo para esquecer do perigo que podia estar correndo. Ficou imóvel, rezando para que não houvesse nenhum movimento em falso daquele petulante cavaleiro.

- Já que se meteu onde não foi chamada, vou deixar resolver isso sozinha. Não divido minha missão com ninguém, nem mesmo com uma amazona de prata. – pretendia dar as costas quando um movimento do terrorista chamou sua atenção. Seu olhar desviou vagarosamente do ventre onde o terrorista tinha posto a mão e foi subindo, indo de encontro a face daquela mulher que estava com os olhos arregalados. Nunca poderia esperar ver aquela expressão facial naquele tipo de mulher. Então murmurou quase sem fôlego – Você não veio se intrometer na minha missão...

- É claro que não, seu idiota. O santuário e tudo o que diz respeito a aquele lugar não me interessa mais. – então deixando a raiva de lado pediu com voz súplice – Milo, não faça nada que contrarie este homem. Ele não está brincando...

- Exatamente. Siga o conselho da sua amiga e tudo acabará bem. – dizia o terrorista com o dedo coçando para apertar o botão do detonador.

Com um suspiro resignado, o cavaleiro deixa seus ombros caírem pesados. Dando passagem para o homem passar, levando consigo aquela mulher que já viveu no santuário. Os dois passaram pela porta deixando para trás um cavaleiro que pela primeira vez em toda sua vida se sentiu impotente diante de um desafio. O que deveria fazer numa situação como aquela? Deveria ligar para Athena? Mas se fizesse isso poderia perder os dois de vista e o pior poderia acontecer. Aquela mulher poderia ser o que fosse, mas não poderia deixar que nada acontecesse com ela. Principalmente... Não! Não deveria mais gastar seu tempo pensando no que pode ou não pode acontecer. O melhor a se fazer por hora era ir atrás deles e esperar à hora certa pra agir. Milo pôde ver o terror nos olhos das pessoas que corriam desesperadas. Pelo menos teria menos um problema para se preocupar. A ideia de alguém tentando bancar o herói sem medir as consequência era grande. Desviando da multidão histérica, alcançou os dois. Tinha que pegar aquele homem de surpresa. Mas devia ter cuidado, porque mesmo que conseguisse retirar o detonador da mão dele, ainda haveria o risco dela despencar lá de cima até o andar térreo do edifício. Talvez se tivesse a habilidade do cavaleiro da décima casa zodiacal já teria resolvido tudo rapidamente. Era apenas cortar o braço daquele homem... Não! O jeito era agir da forma que pudesse. E tinha que ser naquela hora. Em uma movimentação rápida, já estava ao lado do homem, que pensou em apertar o botão do detonador. O objeto já estava nas mãos de Milo, que com um certo cuidado quebrou de formas que não pudesse detonar. O terrorista vendo que nada mais poderia fazer quanto à detonação, e o ódio estampado no olhar do cavaleiro, se joga do alto, levando a mulher consigo. Milo agiu por instinto. Pulou também, agarrando a mulher que soltou um grito abafado. Com um braço a segurava firmemente, enquanto o outro impulsionava para o sentido contrario quando conseguiu chegar numa parte da coluna de concreto. Em seus pensamentos desejava que ao fazer isso conseguisse alcançar o outro lado onde, já no segundo andar. Infelizmente suas costas bateram com força no piso do segundo andar. Ele sentiu algumas costelas se partindo com aquele impacto. Mesmo a dor não foi capaz de fazê-lo soltar a mulher. Com o braço livre socou firmemente o piso e segurou firmemente o vergalhão da construção. Saori com certeza ficará chateada em saber que ele fez uma demonstração de seu poder em publico, e mais irritada ainda quando souber que causou danos na estrutura do Shopping. Não era o momento para pensar nisso. Talvez se deixasse seu corpo cair, e tentasse amortecer a queda da mulher tudo daria certo. O problema é que deveria ter umas duas costelas partidas, e se fizesse isso certamente poderia perfurar o pulmão. Estava fora de cogitação.

- Segure-se firme, assim poderei utilizar a outra mão para subirmos.

Nada. A mulher estava parada. Olhou para seu rosto entendendo o motivo. Ela estava desfalecida. Mais um motivo para sair dali com urgência. Então uma ideia surgiu em sua mente. Foi afrouxando o abraço, e lentamente ela ia descendo, então, quando julgou estar numa boa posição, enlaçou seu corpo firmemente com as pernas. Sim, agora estava livre para escalar. Agora com sua mão direita livre, deu soco mais acima do primeiro, segurando com firmeza o vergalhão dentro do buraco criado por ele. Havia conseguido subir mais um pouco, restando apenas passar o braço por cima do piso e usar a força de seus braços para subir mais um pouco. Deu uma rápida virada, sentando-se na beirada do piso. Erguendo um pouco as pernas, trouxe-a para perto de si. Abraçou-a, eliminando o risco de cair. Ao chegarem num lugar seguro, deitou-a no chão, dando leves tapinhas no rosto dela para fazê-la recobrar a consciência:

- Vamos Shina, acorde! Sei que você é uma mulher forte. – a falta de reação dela o deixou desesperado. Engolindo em seco, gritou para um segurança do Shopping que queria conter o tumulto no térreo onde no andar térreo por causa do corpo do terrorista estendido no chão – Chame uma ambulância. Rápido!!!

Em todo o momento, Milo ficou ao lado da ex-amazona de cobra. Estava preocupado com seu estado. Não havia recuperado a consciência nem mesmo dentro da ambulância.

Já no hospital, Milo andava de um lado para o outro, com mil pensamentos passando por sua mente. O que mais o deixava angustiado era a demora em receber noticias do estado de saúde dela. Chegou até a parar algumas enfermeiras que nada sabiam sobre o assunto. Quando já estava pensando que o piso ficaria com um enorme buraco, e seu tênis ficasse completamente gasto, o medico apareceu.

- Como ela está, doutor?

- Completamente abalada. Precisará de muito repouso, boa alimentação, o que não vem tendo ultimamente e de forma alguma deve passar por fortes emoções.

- Então ela ficará bem? Que bom...

- Não vai perguntar como está a criança? Geralmente a maioria dos homens se preocuparia com seu filho...

- Somos apenas amigos.

- Compreendo... Se você não é o marido dela, nem é da família, sugiro que entre em contato com alguém que possa dar-lhe atenção.

- Infelizmente, doutor, ela não tem família. E como faz muito tempo que não a vejo, fica difícil tentar entrar em contato com o pai da criança.

- Então as coisas se complicam. Como não está tendo uma boa alimentação, e creio que nem o pré-natal esteja fazendo, o bebê está muito desnutrido para uma gestação de 32 semanas. E para piorar a situação, ela ainda sofreu esse choque. Ela deve ser muito forte. Outra mulher no lugar dela teria perdido a criança. Colocando em outras palavras, ela precisa de alguém ao seu lado se quiser que essa criança venha ao mundo com saúde.

- E ela não pode ficar aqui no hospital? Assim ela teria tudo o que precisa e...

- Não meu jovem. Alem de o custo sair muito alto seria muito prejudicial a sua mente. Ela precisa de repouso... e atenção. Nada como o calor humano para uma boa recuperação.

- Mas ela não está ferida.

- Nem todas as feridas são visíveis, meu rapaz. As feridas do coração podem doer ainda mais que as do corpo. Agora eu tenho que ver outro paciente.

- Espere! Eu posso falar com ela?

- Claro. Apenas procure não deixá-la agitada. Amanha logo cedo ela receberá alta.

Milo deu leves batidas na porta, e logo uma enfermeira abriu a porta deixando-o entrar:

- Ela acabou de pegar no sono. Como não sou necessária aqui, vou fazer minha ronda. Se quiser descansar um pouco poderá utilizar aquele sofá-cama. Quando ela acordar ficará feliz em ver que o marido esteve a noite a seu lado. – a moça falou com um tom um tanto malicioso ao pensar: "Com um homem desse qual seria a mulher que não ficaria feliz em ver quando abrir os olhos?"

- Eu não sou o marido dela, nem o pai daquela criança... – Milo protestou sem ser ouvido pela enfermeira.

Chegando bem perto da mulher adormecida, fitou longamente seu semblante sereno. Sua feição só mudou ao baixar o olhar até a protuberância na altura do ventre. Então ela havia deixado o santuário para levar uma vida diferente... Quem deveria ser o pai daquela criança, ele se perguntava. Teve vontade de socar alguma coisa para extravasar sua ira. Só podia ser daquele moleque raquítico e idiota que não merecia nem mesmo olhar para aquele rosto delicado. Queria sair dali naquele exato momento para forçar aquele moleque a cuidar dela. Mas não. Não faria ela se humilhar pedindo atenção e calor humano a um pirralho, nem muito menos ainda correria atrás dele. Mas a surra já estava reservada para o momento apropriado. Iria ensinar uma boa lição a ele.

- Shina, como você pôde se rebaixar a tal ponto...

Na manha seguinte, Shina desperta um pouco desorientada, mas aos poucos foi lembrando o que havia acontecido e já sabia onde estava. A enfermeira estava dormindo enrolada no lençol da cabeça aos pés no sofá próximo da cama. Já se sentia bem melhor depois de uma noite bem dormida. Iria acordá-la e pedir suas roupas para ir ao trabalho antes que o chefe a demitisse. Levantou-se lentamente, aproximando-se da enfermeira e a cutucou achando estranho que tivesse um corpo tão rijo. Não houve reação da enfermeira. Então puxou o lençol afastando-se alguns passos ao ver seus olhos cristalinos abertos.

- Está se sentindo mal? – indagou segundos depois assim que a viu descalça – Vou chamar o médico...

Aquele olhar... aqueles cabelos desalinhados. A fez lembrar uma ocasião em que gostaria muito de esquecer. Para espantar aqueles pensamentos impróprios, indagou rudemente:

- O que você está fazendo aqui, Milo de escorpião?

A pergunta ríspida o desconcertou por alguns segundos. Aquela mulher tinha esse dom de deixá-lo sem palavras quando agia assim. Recuperando seu jeito de ser, respondeu com tom cínico.

- Não foi problema algum salvar sua pele, ex-amazona. Não precisava agradecer. É para isso que servem os cavaleiros, para salvar mulheres indefesas. – ao ver a fúria estampada em seus olhos, lembrou-se prontamente a advertência do doutor. Então sorrindo falou – Fiquei preocupado com o bebê e com você. Achei que seria melhor passar a noite e me certificar. – percebeu que ela agora parecia com a musculatura mais relaxada e disse. – O medico disse que terá alta ainda hoje, pela parte da manha.

- Pelo menos uma boa noticia. Vá chamá-lo, pois preciso me apressar. O trabalho me espera.

Milo arregalou os olhos. Por acaso ela teria esquecido o que havia se passado no dia anterior? Como ela poderia pensar em trabalho quando o medico indicou repouso absoluto?

Continua...


N/A: Eu sei eu sei. Eu tinha dito que este seria o ultimo capitulo, mas acabou não sendo. O reencontro foi bem diferente do que pretendia fazer, e claro, como sempre, quis complicar ainda mais a vida desse casal.

Resolvi fazer uma atualização em maça. Ou seja, na semana do meu niver, todo dia haverá uma atualização ou uma nova fic postada. Espero que todos estejam aproveitando essa semana.

Obrigada a todos por lerem e por comentarem.

Até o próximo capitulo.