Mais um capítulo... curtinhos e com updates rápidos.

Já tenho alguns capítulos prontos... vou postá-los a medida que a fic ganhar reviews, ok?

Aproveitem!

dai86


CAPÍTULO 2

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Uchiha Sasuke ergueu os olhos para o teto quando desligou o telefone.

- Mulheres! - murmurou frustrado, pouco antes de começar a ajeitar com rapidez os papéis para a reunião daquela tarde, quase entornando sobre eles meia caneca de café frio.

Apenas um gesto ágil e desesperado impediu que sua mesa se transformasse numa catástrofe. Depois de afastar a caneca em segurança, Sasuke deixou escapar um suspiro exasperado. Com certeza aquele não era um de seus melhores dias. Seus colegas podiam achar que a crise econômica era a responsável por seu mau humor. Mas não era o caso. Sasuke estava acostumado com os desafios na arena financeira, e encontrava grande excitação em fazer dinheiro para si mesmo e para seus clientes. Fora chamado de maníaco por trabalho mais de uma vez, e tinha de admitir que aquilo era verdade. Sasuke sempre podia lidar com as complicações nos negócios.

Era o sexo oposto que o irritava, levando-o quase à loucura. Francamente, não conseguia entender as mulheres e sua obsessão por casamento e filhos. Será que não podiam enxergar que nos dias atuais o mundo seria bem melhor como decréscimo de ambos? Pelo menos não haveria tantos divórcios e crianças infelizes e negligenciadas.

Decerto, nenhum argumento razoável como esse parecia ser capaz de sensibilizá-las, e elas continuavam a desejar compromisso e bebês, como se essas fossem a cura para todos os males do mundo, em vez de um aumento dos problemas.

A mesma coisa aplicava-se ao amor romântico. Um grande e completo absurdo, afinal de contas, quando esse desafortunado sentimento trouxera a qualquer homem ou mulher alguma felicidade?

Sasuke crescera numa casa na qual aquele tipo de sentimento não dera nada além de tormento emocional e miséria. Não desejava nada daquilo para, si. Amor, casamento... e muito menos bebês. O último item o incomodava mais do que os anteriores, pois, durante a universidade, quando tinha pouco mais de 20 anos, Karin, sua namorada na época, tentara atraí-lo para o matrimônio com uma falsa gravidez.

Na época, o pensamento de encarar tanto a paternidade como o enlace forçados haviam deixado Sasuke horrorizado. Talvez aquele pânico tivesse algo a ver com o fato de seu pai ter sido displicente, além de um marido infiel. Aquilo lhe causava um pavor inconsciente de também tornar-se um fracasso naquele departamento. Para ser sincero, até mesmo parecia-se com o pai.

De qualquer forma, o alívio de Sasuke ao descobrir que a gravidez era uma mentira também fora pródigo. Sua primeira experiência pessoal o fizera descobrir quão longe uma mulher poderia ir para realizar aquela velha fantasia romântica chamada "amor e casamento".

Depois daquele acontecimento, Sasuke sempre tomara extremo cuidado com precauções quando fazia sexo. Nunca acreditava numa declaração do tipo "estou usando pílulas" ou "é a época segura do mês". Também fazia questão de deixar sua posição bem clara com qualquer garota que se envolvesse: casar-se não estava em seus planos de forma alguma.

Sua mãe considerava equivocadas suas posições sobre aquele assunto, e com uma lógica tipicamente feminina as considerava uma aberração temporária.

- Você vai mudar de idéia um dia - ela dizia. - Quando cair de amores por alguém...

Eis aí outra ilusão romântica alimentada por Uchiha Mikoto. Cair de amores! Sasuke nunca se apaixonara por ninguém em toda sua vida.E não tinha a menor intenção de que isso acontecesse. A própria palavra "cair" lhe sugeria uma falta de controle quase desastrosa que não poderia levar ninguém a um porto seguro.

Para sorte dele, dois anos antes Mikoto transferira seus desejos de tornar-se avó para seu outro filho, Itachi, que se casara com uma colega de faculdade. Na época, Sasuke chegara a pensar que o irmão e a esposa representavam o fim de suas discussões familiares.

Mas alguns meses atrás, Itachi chegara de uma hora para outra à mansão anunciando que estava deixando a mulher para ir para Amegakure tornar-se um monge! Para provar sua decisão, deixou uma fortuna considerável para a esposa, que, aliás, não ficara muito surpresa, e partiu.

Suas cartas subseqüentes revelavam que estava feliz e satisfeito vivendo num templo ao norte daquela terra, na companhia apenas de corvos. Não era necessário ser nenhum gênio para concluir que as chances de que um neto para Uchiha Mikoto viesse daquele filho eram quase nulas!

O que fizera sua mãe viúva voltar sua atenção de novo para Sasuke, com o único objetivo de conseguir logo se tornar avó. Mikoto o estava deixando louco com toda aquela pressão, e passara a convidá-lo sempre para jantares repletos de mulheres disponíveis. Todas eram bonitas, sedutoras... e queriam, ou fingiam querer, a mesma coisa que Mikoto: casamento e bebês.

A Sra. Uchiha acabara de telefonar para ter certeza de que Sasuke não se atrasaria para o jantar daquela noite, porque havia convidado Nara Temari.

- A pobrezinha tem estado tão solitária desde que Shikamaru morreu... - Mikoto comentara do outro lado da linha.

Solitária? Nara Temari? Santo Deus! A mulher era uma maníaca sexual! Mesmo antes da morte de Shikamaru, que ocorrera num acidente de automóvel alguns meses atrás, Temari tentara de todas as formas seduzir Sasuke. E agora, como uma recém-viúva, não havia nenhum impedimento entre os dois...

Sasuke gostava de sexo, é evidente, mas preferia praticá-lo com jovens que se identificassem com sua maneira de encarar a existência. Seu caso atual era uma publicitária cujo casamento havia terminado porque ela dedicara-se tão somente à carreira.

Sasuke a via duas ou três vezes por semana. Ora no apartamento dela depois do expediente, ora num quarto de hotel na hora do almoço. Aquele arranjo servia a ambos com perfeição.

Tayuya era uma atraente mulher de 32 anos, com um corpo curvilíneo fantástico. Não era dada a sentimentalismos ou tramas melodramáticas. Na verdade, a palavra "amor" nunca fizera parte das conversas entre ambos.

Mesmo assim, graças aos hábitos adquiridos, Sasuke preferia não confiar em garota alguma. A psique feminina, afinal, era algo imponderável. Na verdade, não ficaria surpreso se descobrisse que sua companheira de cama, não importando quão profissional fosse, acabasse sucumbindo aos apelos de seu relógio biológico. A experiência lhe dizia que nenhuma mulher era imune àquela doença!

Bastava lembrar-se do caso de Shiori, sua mais leal assistente, com quem trabalhara por anos, e que vivia dizendo que queria uma profissão e não o papel de esposa ou mãe. E o que acontecera? Menos de um ano depois de completar trinta anos, Shiori se casara e deixara o emprego para ter um nenê. Uma verdadeira loucura!

Sasuke sentiu um arrepio ao pensar que mesmo ele poderia se tornar uma vítima temporária dos próprios hormônios, de acordo com as circunstâncias. Recordava-se de um jantar que tivera com Ino, a substituta de Shiori. Naquela ocasião, sentira-se muitíssimo solitário sem saber direito por que, e bebera mais do que o normal durante a refeição. Quando levara Ino para casa num táxi, acompanhando-a até a porta do apartamento, ela começara a chorar de repente.

Ino revelou então que acabara de perder o namorado para outra moça. A única intenção de Sasuke fora confortá-la, mas de algum modo os acontecimentos se desenrolaram de maneira estranha, e os dois acabaram a noite na cama. Ambos se arrependeram do acontecido na manhã seguinte, concordando em não mencionar mais o fato.

Ino preferira então retomar seu serviço normal como secretária de aquisições e estratégia de negócios no andar inferior, e Sasuke acabara conhecendo Tayuya num evento no final de semana seguinte. Sua nova secretária, Agari, começou a trabalhar alguns dias depois.

Graças aos céus...

Agari jamais lhe causaria nenhum tipo de preocupação. Tinha 54 anos, era casada e feliz. Seus filhos crescidos não viviam com ela, por isso Agari não se incomodava de ficar até mais tarde no escritório, quando era necessário. Uma senhora de tato e bom senso. Assim era Agari.

O intercomunicador da mesa tocou, e Sasuke atendeu: - Sim, Agari.

- Os demais o esperam na sala de reuniões, Sr. Uchiha.

Aquela era outra coisa que ele gostava nela. Agari o chamava de Sr. Uchiha, e não de Sasuke. Além de respeitoso, o tratamento fazia com que sentisse ter mais idade do que seus 33 anos.

- Sim, sim, estou indo. E segure as chamadas, Agari. Não quero nenhuma interrupção. Temos muito que fazer hoje à tarde.


Capítulo 3: o encontro de Sakura e Megumi com Sasuke.

Próximo capítulo na marca dos 15 reviews, ok?

Beijos! dai86