Valeu pelos reviews pessoal.
Ah, Mokoninha, Otafuku Gai não faz referência ao Maito Gai, mas sim a uma cidade criada pelo Kishimoto no mangá. Ela fica no País do Fogo e é uma cidade turística conhecida pelos bares e casas notunas (o Jiraya adora, rs). Já li várias fics que usam essa cidade como cenário.
Mais um capítulo pra vocês. Lemon? Não sei... leiam pra conferir, rs.
Beijos! dai86
CAPÍTULO 8
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Sakura sabia que ele iria lhe dar um beijo, mas não fez nada, nem disse palavra alguma. Deixou que aqueles sedutores lábios cobrissem os seus sem protestar. Que a língua ávida invadisse sua boca, e seus dedos escorregassem lentamente por seu pescoço, parando sobre um de seus seios arfantes.
"Isso é loucura!" foi seu último pensamento coerente antes que uma explosão de desejo turvasse seu cérebro. E assim, vítima de um desejo que jamais sentira, o abraçou, agarrando sua nuca e puxando-o para baixo sobre ela na cama.
Sasuke teve poucos segundos para sentir-se aturdido diante da selvagem resposta de Sakura. Se seu cérebro, por um segundo, questionou aquela inesperada paixão, seu corpo não fez o mesmo. A excitação que o assolava era intensa, colocando por terra qualquer barreira que ele mesmo pudesse ter criado durante toda a noite para resistir aos encantos daquela moça.
Sakura gemeu quando ele interrompeu o beijo para ajeitá-la sobre os travesseiros na cama. Tornou a gemer quando Sasuke afastou suas pernas e colocou-se entre elas. Logo depois, Sasuke voltou a beijá-la com avidez. Seu corpo musculoso a pressionava contra o colchão, e Sakura podia sentir sua ereção roçando contra ela numa fricção deliciosa. Sentia-se como se estivesse afundando no oceano, sem nenhum ar nos pulmões. Sua cabeça parecia girar num turbilhão, mas ela não se importava.
Sasuke se ajeitou entre suas coxas, mas dessa vez não parou de beijá-la. Sakura podia sentir as mãos fortes sobre si, tão cálidas e famintas quanto os lábios ávidos. Logo em seguida, aquelas mãos se insinuaram por debaixo de sua blusa, parando sobre os seios que esperavam por aquele toque, rígidos e tensos. Tudo dentro dela contraiu-se quando ele começou a acariciar os mamilos intumescidos, e outro gemido de puro prazer escapou-lhe da garganta.
Outros homens já haviam tocado seus seios antes, mas nunca daquela forma. Jamais com tanto ardor. Não havia delicadeza naqueles dedos, apenas necessidade animal, que, de uma maneira estranha, ao contrário de machucá-la, só a fazia desejá-lo mais e mais. Quando os lábios dele afastaram-se e suas mãos desceram dos seios, Sakura quase gritou para que não parasse.
Mas Sasuke não estava parando. Sakura observou com a respiração entrecortada quando ele puxou sua blusa para cima, inclinando-se devagar até que sua boca atingisse o ponto que os dedos um pouco antes tinham acariciado. A língua e os dentes de Sasuke eram tão impiedosos quanto as mãos, mordendo e sugando os mamilos até transformá-los em pequenas bolas de fogo.
Mas Sakura queria muito mais, por isso arqueou as costas, pressionando os seios contra o rosto dele, como se pedisse para ser satisfeita. As mais deliciosas sensações dominavam-na por inteiro. Sakura cerrou as pálpebras, tentando negar todo o prazer que estava sentindo. Mas não encontrou nenhuma segurança na escuridão. De qualquer forma, sem ver o que ele fazia, sentiu a própria reação aumentar ainda mais às carícias que recebia. Seus seios tinham inchado, e estavam extremamente sensíveis. Era como se, de uma hora para outra, ela fosse se partir em duas. Sasuke então desabotoou e começou a tirar-lhe a calça, deslizando os lábios pela pele de seu ventre, dispensando o mesmo tratamento dado aos seios.
Suspirando, Sakura virou a cabeça para o lado, e estava quase fechando os olhos de novo quando avistou a pequena fotografia de Ino e Megumi pregada no espelho. O desejo que a enlevara totalmente desapareceu de imediato. Se alguém tivesse lhe jogado um balde de água gelada o efeito não teria sido mais efetivo.
Sem demora a frieza tomou conta daquelas formas que um segundo antes estavam em chamas. Uma sensação de vazio substituiu aquele desejo irracional.
- Oh, Kami... não! - Sakura gritou, sentando-se num pulo e empurrando-o para longe numa explosão causada pela adrenalina. Enlaçou as pernas, e seu corpo foi acometido por um terrível tremor. Quando Sasuke fez menção de tornar a sentar-se a seu lado ela congelou-o com o olhar.
- Não ouse se aproximar de mim - advertiu, cerrando os dentes. - Ou me tocar.
- Sakura! Seja justa, você também queria.
Ela fez um gesto de violenta negativa. - Não, eu não queria, nem quero agora, porque é o último homem na face da terra com quem gostaria de fazer amor. Odeio você, Sasuke Uchiha e... te desprezo.
- Por quê? Pensei que tivesse acreditado em mim...
Sakura sentia uma tensão insuportável, e teve de respirar fundo para recuperar o controle e encarar Sasuke. - Você usou e abusou de Ino. Não a amava, mas fez amor com ela mesmo assim. E então, quando Ino deixou sua firma, esqueceu-se dela, colocando aquela tal de Tayuya em seu lugar. Fico imaginando se a pobre coitada ao menos imagina com que tipo de gente está se envolvendo. Uma depravado sem sentimentos, é isso que você é. Claro que sabe fazer os movimentos certos, e está sempre atento ao momento de atacar. Quando a garota está mais desprotegida, de corpo e alma, dá o bote, não é, Sasuke? Como um predador! Você é um aproveitador!
Depois daquilo, Sakura, mais uma vez, afundou o rosto nas mãos, e sucumbiu às lágrimas. Sasuke nunca se sentira pior em toda sua vida. A frustração inicial foi substituída por remorso, pela culpa e, sim, pela confusão. De certa forma estava feliz por Sakura tê-lo interrompido, porque ele não seria capaz de deter a si mesmo. Continuaria, sem ponderar nenhuma conseqüência, sem nem mesmo pensar em proteção.
Ajoelhou-se então diante dela, exasperado, tomando-a pelas mãos e segurando-as com força, enquanto ela tentava se livrar.
- Não, você tem de me ouvir! - disse com firmeza. Já fez o seu discurso, agora me deixe fazer o meu.
Sakura encarou-o com os olhos faiscantes e firmes, apesar do pranto.
- Eu não queria que isso acontecesse, Sakura, nem planejei nada. Mas a verdade é que me senti atraído por você desde que entrou em meu escritório hoje à tarde. Sim, é verdade – ele insistiu, quando se deu conta da descrença dela. - Não pude tirá-la da mente. Sempre me senti atraído por mulheres altas e belas como você. Assim, quando voltei para casa e a encontrei lá, meu cérebro e meu corpo começaram a travar uma guerra que não parou até agora. Estava tão nervoso quanto você está comigo porque não fiz aquilo de que me acusa. Mas, ao mesmo tempo, queria tomá-la nos braços e amá-la com toda a paixão. Para ser mais honesto ainda, tive de tomar dois banhos gelados hoje: antes e depois do jantar.
Sakura limitou-se a ficar em silêncio, mas uma sombra turvou-lhe o olhar, e seus lábios carnudos permaneceram entreabertos. Sasuke suspeitava que poderia seduzi-la naquele exato momento se fosse insensível o bastante. Mas não pretendia isso. Queria mais daquela mulher do que apenas se divertir. Precisava do respeito dela... E Sakura não o respeitava naquele momento. Nem um pouco.
- Acho que sentiu atração por mim também - ele emendou, esperando que ela negasse.
Mas Sakura não o fez, e a pulsação dele começou a acelerar.
- Não há nada errado em sermos amigos, há? - sugeriu, querendo parecer razoável. - Se ficar provado que sou o pai de Megumi, então decerto será melhor para todos se nos dermos bem.
- Você, por acaso, está admitindo que pode ser o pai de Megumi?
- É possível, acho - concedeu, embora, no íntimo, considerasse essa hipótese bastante remota. Mesmo assim, se admitir que podia ser o pai de Megumi agradava a Sakura...
- E quanto ao namorado misterioso? - Sakura quis saber, arqueando as sobrancelhas. – Está admitindo que ele não existe?
- Não tenho nenhuma dúvida de que esse homem existe, e pretendo encontrá-lo por minha própria conta.
- É só olhar no espelho. - Sakura livrou-se das mãos dele e encarou-o com a mais absoluta frieza. - Quanto a sermos amigos, não vejo como isso pode acontecer. Agora que sei com quem estou lidando ficarei alerta, pode acreditar.
Sasuke levantou-se e tentou manter sua expressão indiferente diante daquela ofensa.
- O que você quer dizer com isso? Com quem acha que está lidando?
- Entendeu direitinho o que eu quis dizer, Sasuke Uchiha. Você é um predador. Acha que pode ter qualquer garota que quiser. Tenho certeza de que já teve incontáveis amantes. Mas pode me esquecer, porque não sou como Ino, ou Tayuya, ou qualquer outra das pobres criaturas que usa e descarta depois. Posso ter lhe dado uma impressão diferente agora há pouco, mas qualquer pessoa pode cometer um erro de julgamento. Subestimei-o, e superestimei a mim. Não imaginava que pudesse ser uma presa tão fácil. Mas agora penso diferente.
- Não acredito nisso! - Sasuke levantou-se e começou a andar agitado de um lado para o outro. Sakura tinha o dom de fazer com que se sentisse péssimo apenas por desejá-la, como se esse fosse um crime capital. Sakura também se ergueu.
- Não tenho dúvida de que, depois que visitar sua Tayuya mais tarde se sentirá melhor. Não podemos esquecer que mulheres são todas iguais pra um homem como você - presas pra serem abatidas.
Aquele sarcasmo atingiu-o em cheio.
- Devo lhe informar que Tayuya é uma mulher muito inteligente, que sabe raciocinar com clareza e isenção. E que não a uso mais do que ela usa a mim.
- Ora, que ótimo! Parece que foram feitos um para o outro, não é?
- Pode apostar.
- Então, me deixe em paz, pervertido.
- Não se preocupe. Eu farei isso!
Ah,... quase lemon. Decepcionadas. Hahaha. Calma. Calma. Tudo a sua hora.
Bem, no próximo capítulo, Sasuke visita Tayuya.
Reviews?
beijos, dai86.
