Valeu pelos reviews, pessoal.

dai86


CAPÍTULO 13

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Sakura retornara da clínica com Mikoto e imediatamente foi se deitar, seguindo a recomendação da avó de Megumi. Entretanto, uma hora mais tarde ainda rolava na cama sem conseguir controlar a inquietação. Por mais cansada que estivesse não podia ficar ali sem fazer nada. Precisava ir até Sasuke, falar com ele... se desculpar... se explicar.

Atormentava-se questionando o que deveria fazer. Será que a viúva de Shikamaru, Temari, merecia que alguém se aproximasse naquele momento e revelasse que seu marido tinha uma filha ilegítima? Sakura decidiu que não podia fazer aquilo. Não era certo se intrometer no destino de outra família e causar a mesma confusão que provocara na casa dos Uchiha. Não tinha nem estômago nem vontade para fazer tudo aquilo.

Ergueu a cabeça e respirou fundo. Qualquer que fosse o rumo dos acontecimentos, precisava ponderar com calma para reordenar todos os passos a tomar. Mas primeiro tinha de ir até Sasuke, tentando esclarecer algumas coisas.

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Sasuke estava fazenda uma lista de como solucionar o problema do teste de DNA quando o telefone tocou. Com o olhar fixo na tela do computador, pegou o aparelho.

- Sim, Agari? - atendeu ao mesmo tempo que acabava de escrever: "Se tudo o mais falhar, suborne o técnico do laboratório."

Essa era a terceira de suas estratégias. A primeira era conquistar o amor de Sakura e, assim, com alguma sorte, apenas ligar para o doutor e cancelar o teste. A segunda era instruir o médico para que mandasse o resultado para ele primeiro. Dessa forma, poderia escanear a página no computador, mudar os resultados e imprimir um novo relatório.

- Tenho aqui uma jovem que quer vê-lo, Sr. Uchiha - Agari sussurrou num tom conspiratório. – É ela!

- "Ela"?

- A mesma de sexta-feira, aquela que veio com o bebê. Só que dessa vez está sozinha. Quer que chame a segurança para colocá-la para fora?

Sasuke levantou-se num sobressalto

- Kami, Agari, não faça isso!

- Mas, Sr. Uchiha, na sexta-feira o senhor me instruiu para que eu chamasse a segurança assim que ela cruzasse a soleira!

Ele sacudiu a cabeça. Fazia apenas três dias que tudo aquilo começara? Para Sasuke, era como se uma eternidade tivesse se passado.

- Cometi um erro, Agari. A garota não é quem eu pensava, e aquela criança linda é minha filha, se quer mesmo saber. Já irei até aí.

Sakura observou a secretária suspirar logo depois de vê-la.

- Ele não vai me mandar embora de novo, vai? - murmurou para si mesma.

Agari cobrira o fone com a mão, por isso não pôde ouvir o que foi dito. Entretanto, a palavra "segurança" destacou-se das demais. Com a boca aberta numa atitude de completo espanto, a secretária permaneceu sentada, segurando o fone, enquanto o próprio Sasuke abria a porta de seu escritório. Ficou parado por um instante, encarando Sakura.

Era estranho, mas ela sentia-se como se o visse pela primeira vez. De certa forma, era isso o que acontecia. Nunca, até então, o olhara despida de preconceitos. E era forçada a admitir que Sasuke era muito diferente do tipo de homem com quem Ino costumava se envolver.

Sakura agora era capaz de enxergar mais do que seu porte másculo. Conseguia perceber o bom caráter em seu rosto, e um toque de ternura em seu olhar. Sasuke não era feito do mesmo material que os sedutores de sangue-frio com quem Ino se envolvia.

- Eu... tenho de falar com você - ela balbuciou, passando por ele ao entrar no escritório. Caminhou hesitante sala adentro, sentindo um forte tremor nas mãos. Quando Sasuke se aproximou, ainda a fitava de uma forma penetrante, como se estivesse curioso.

Sakura ajeitara os cabelos e trocara a roupa que usara de manhã na clínica. O calor daquele dia exigia uma roupa mais fresca do que jeans e camiseta, e por isso ela escolhera um vestido leve de algodão. Embora deixasse suas pernas à mostra, não era um modelo provocante, mas muito feminino e bastante delicado. E com a atenção de Sasuke fixa nela, Sakura sentia-se muito feminina. Ela se acomodou na poltrona de couro sem desviar por um segundo sequer.

- Vim me desculpar - ela começou, querendo desviar o olhar. No entanto, era incapaz de fazê-lo, como se estivesse enfeitiçada. Sasuke inclinou-se para frente ao ouvir aquilo. Suas íris negras brilhavam numa mistura de surpresa e antecipação.

- Estive muito errada sobre você, Sasuke. Posso ver isso agora. Depois que nos deixou no consultório, Mikoto me contou sobre Nara Shikamaru, sobre o homem que ele é... ou era. Quero dizer, percebi na hora que ele era um sedutor, e na certa, o objeto do amor de Ino, pois era idêntico a seus namorados anteriores. Você nem mesmo é o tipo dela pra ser honesta. Mas... bem, descobri a verdade quando percebi que o nome dele começava com S.

Sasuke inclinou-se ainda mais em sua cadeira, surpreso e intrigado.

-Com S?

- Sim. - Apressada, Sakura abriu a bolsa e tirou de lá diversos cartões. - Encontrei isto entre os pertences, de Ino. Todos dizem a mesma coisa, são bilhetes de amor. E estão assinados com um S.

- Que você logo imaginou ser de "Sasuke" - concluiu, examinando alguns.

- Sim - Sakura confirmou, num fio de voz. Sasuke levantou a cabeça, e seus olhares se encontraram. Lágrimas corriam pelo rosto dela.

- Eu lamento tanto, Sasuke! Acabei tirando conclusões equivocadas, e me recusei a ouvir o que você falava. Estava certo quando afirmava que Ino havia mentido a seu respeito. Acertou na mosca quando me chamou de preconceituosa. Eu fui, e aceito agora que você não é o pai de Megumi. Nara Shikamaru, sim. Entretanto, o dano já foi feito, não é? Feri você, e agora vou magoar sua mãe. Mikoto não merece...

Mais lágrimas correram dos olhos de Sakura, mas ela estava determinada a não sucumbir a um ataque de choro. De que aquilo serviria?

- Nem posso lhe dizer o quanto me sinto mal, Sasuke. E entendo que me odeie. Eu mesma estou me odiando, pode acreditar, mas... Não sei o que fazer agora. Não quero ferir mais ninguém, muito menos a viúva de Shikamaru e sua família. Sabe se os pais de Shikamaru ainda estão vivos?

- Não estão.

Sakura suspirou.

- Menos mal. Teria sido difícil não dar a Megumi a chance de conhecer seus avós, mas eu não queria alarmar ninguém. Também tinha medo de que eles não quisessem conhecê-la. Não ia gostar disso tampouco.

Sasuke sorriu compreensivo. - Não, eu posso imaginar.

- E quanto à viúva? Suponho que ela não queira conhecer Megumi também.

- Duvido que queira - considerou, com seriedade. - Olhe, Sakura, não posso deixá-la prosseguir sem dizer que está enganada.

Ela piscou, confusa.

- Enganada? Como assim.

- Em primeiro lugar, eu não a odeio. Longe disso.

- Oh...

- Em segundo, e talvez o mais importante: você está equivocada em relação a Nara Shikamaru ser o pai de Megumi.

- Mas... mas... você disse. Quero dizer...

- Bem, ele e Ino tiveram um caso. Essa parte está correta. Ino, decerto, pensava que ele era o pai. Estou convencido de que procurou-o para contar da gravidez. E sei que nunca mencionou meu nome para aquela vizinha. Voltei para aquele prédio em Otafuku Gai ontem, e confirmei a história com a tal Ayame. Ino apenas comentou que tinha ido ver o pai de sua filha, seu ex-chefe, mas ela não citou nomes.

Sakura não estava acompanhando o raciocínio. Sasuke parecia estar provando cada vez mais conclusivamente que Shikamaru era o pai de Megumi.

- E daí? - indagou, confusa.

- Acredito que, quando Shikamaru negou a paternidade e deu a Ino dinheiro para o aborto, não explicou a verdadeira razão pela qual não podia ser o pai de Megumi. Talvez sua atitude tivesse feito Ino pensar que a considerava uma à toa que dormia com qualquer um. Ou quisesse manter a verdade em segredo.

- A verdade?

- Shikamaru fez uma vasectomia alguns anos atrás porque não queria ter filhos. Ele não podia conceber nenhuma criança.

Sakura não poderia estar mais chocada. - Quando descobriu isso, Sasuke?

- Apenas esta manhã.

- Quem lhe contou?

- Não posso lhe dizer. É uma informação confidencial.

- E a pobre esposa desse homem? Acha que ela sabia?

- Não desperdice sua simpatia com Temari. - Sasuke avisou-a, ainda sério. - Ela era tão infiel quanto Shikamaru. Os dois tinham um daqueles... casamentos modernos.

Sakura não foi capaz de esconder sua desaprovação.

- Bem, é isso. - Sasuke meneou as mãos. Sakura notou o mesmo ar de reprovação vindo de Sasuke. Estava claro que era tão conservador quanto ela. Bem, de certa forma. Ter uma parceira após a outra não significava um grande problema para ele. Mas o casamento representava lealdade e compromisso com outra pessoa. Talvez sempre tivesse evitado aquilo por não se sentir capaz de amar uma única mulher pelo resto de seus dias. O que de certo modo era bastante honesto. Melhor ficar solteiro do que terminar num tribunal de divórcios. Processos eram tão tristes para as crianças e...

- Céus! - ela gritou, estreitando os olhos. - Mas se Shikamaru não é o pai de Megumi, então isso apenas nos deixa...

- Isso mesmo - ele completou, com seus lábios curvando-se num sorriso. - Você estava certa desde o começo.

- Mas... mas... porque está sorrindo desse jeito? Não está nervoso? Sei que não queria Megumi.

- Quem lhe disse isso? - Sasuke soou indignado.

- Ora... você!

- Foi num momento de raiva, Sakura, quando fui pego de surpresa. Fiquei ressentido por ser acusado de algo que não tinha feito. Quero dizer, ter seduzido Ino para depois abandoná-la grávida e sem um ryo. Nunca faria algo desse gênero, Sakura. Jamais!

- Sei disso agora - admitiu, embevecida, sentindo o coração aquecer-se.

Sasuke era o pai de Megumi, e tudo ia dar certo. Mikoto não ficaria magoada, a menina teria uma ótima família. E ela... bem, ela sobreviveria. E pelo menos poderia ver Megumi de vez em quando. Quem sabe parasse de sentir-se tão atraída por ele ao se afastar. Podia ser até que terminassem como bons amigos.

Sasuke levantou-se e começou a caminhar de lá para cá. Mantinha as mãos às costas e a expressão séria.

- Não sou um homem que tem medo de assumir suas responsabilidades, Sakura. Agora que já me acostumei com a idéia de ter uma filha, creio que vou gostar muito disso. Megumi é linda, e esperta também. Qualquer um pode ver isso. E tenho duas boas mulheres para me ajudar a criar minha pequena. - Fez uma pausa, sorrindo com gratidão para Sakura. - O que mais um homem pode querer?

- Isso... é bom demais pra ser verdade! - Sakura comemorou.

Sasuke pareceu constrangido por um momento. Mas apenas por um momento. Seu olhar se tornou diferente quando caminhou na direção dela. Brilhava com tanta intensidade que quase a fazia tremer.

- E também não posso esquecer, lógico... - disse, com suavidade, segurando-a pelos ombros com suas mãos fortes - que ainda tive a sorte de a guardiã de minha filha ter me provocado algo que jamais senti antes. - Seus dedos apertaram-na, e ele puxou Sakura para junto de si. - Está fazendo isso comigo neste instante, me encarando com seus grandes olhos verdes...

Inclinando-se, Sasuke começou a se aproximar ainda mais. Os lábios de Sakura estavam abertos, como se estivesse prestes a fazer algum protesto. Contudo, nenhuma palavra foi emitida, apenas um pequeno gemido quando as bocas se encontraram.

Foi um beijo da mais apaixonada persuasão. As mãos de Sasuke tomaram o rosto de Sakura, não lhe deixando nenhuma opção a não ser corresponder a tanto ardor.

Como tantas das outras vezes que esteve com Sasuke, a razão pareceu desaparecer por completo de seu cérebro. Novamente foi tomada pela necessidade irracional de obedecer aos desejos de seu corpo. A língua de Sasuke invadia sua boca, quente, e úmida, e ávida. Não conseguia respirar.

Tão intensa eram as sensações que lhe tomavam, que mal notou aquelas mãos fortes lhe puxando da poltrona. Antes que pudesse se dar conta, estava sentada sobre a beira da mesa de trabalho. Papeis e canetas se espalharam pelo chão, mas nada parecia afetar a voracidade de ambos. Os dedos de Sasuke deslizavam pela perna dela, subindo cada vez mais, e, ao encontrar a barra do vestido, não se deteve. Sakura prendeu a respiração ao senti-lo tocar sua parte mais íntima. No momento seguinte, pôs-se a massageá-la com os dedos.

Sakura acreditou que iria morrer naquele momento.

Sasuke era um homem possesso, se movendo apenas por puro instinto, nenhum de seus movimentos carregava qualquer racionalidade, nada naquele momento era calculado. Sem pensar em qualquer conseqüência, agarrou o fino tecido que separava seus dedos do objeto de seu desejo e o puxou, rasgando o delicado tecido.

O som ecoou na sala, causando uma onda de excitação ainda maior nela, evidenciando a natureza selvagem daquele encontro. Naquele momento desejava nada mais do que ser possuída por aquele homem, com toda a intensidade que suas ações prometiam. Mesmo enquanto respondia com ardor aos beijos de Sasuke, Sakura instintivamente lutava com o fecho de sua calça, e mesmo sem prática, conseguiu logo livrá-lo da peça inconveniente.

Sasuke a puxou quase que com brutalidade para si, separando suas pernas voraz enquanto pressionava seus quadris contra ela. Sentiu Sakura tremer contra seus lábios, engolindo cada gemido de seu doce hálito quente enquanto a penetrava cada vez mais fundo, cada vez mais forte. Cada som vindo dela o carregava mais perto do limite. Não acreditava que poderia suportar por muito tempo.

Sakura por sua vez enlaçara as pernas ao redor da cintura larga de Sasuke enquanto tentava equilibrar-se agarrando-se em seu pescoço. Sentia ele quente e pulsante dentro de si. Sua língua continuava a possuir-lhe a boca da mesma forma sua virilidade fazia com seu corpo. Os músculos definidos contraíam-se continuamente com os movimentos intensos e repetidos que provocavam as mais deliciosas das sensações.

Não demorou muito até que aquela pressão na base de seu ventre explodisse, turvando sua visão. Não tinha certeza, mas Sakura teve a sensação de ter perdido os sentidos por um segundo. Seu corpo ainda estava formigando por completo quando Sasuke grunhiu em sua boca, cessando seus movimentos frenéticos pra pressionar-se com força contra ela. Seus dedos se enterravam em suas nádegas com força suficiente para deixar marcas.

Sakura emergiu daquele furacão de sensações para encontrar-se sentada na beira da mesa de Sasuke, com as pernas ainda enlaçando a cintura do moreno. Sentia os lábios inchados e a respiração ofegante. Aturdida, deixou os braços soltarem o pescoço dele, usando-os para se apoiar na mesa. Caso contrário, decerto desabaria de exaustão. Ao mesmo tempo, seus pés escorregaram para o chão.

Foi aí que deixou escapar um suspiro que mais parecia um gemer deliciado. Os olhos negros procuraram os dela, quando Sasuke se inclinou para ajeitar as roupas.

- Você está bem? - Sasuke perguntou um pouco preocupado.

- Não sei...

Mas Sakura sabia o que o que ele queria dizer. Sasuke não tinha sido nada gentil ao colocá-la em cima da mesa, rasgando sua lingerie e separando suas coxas antes de invadi-la como um selvagem enlouquecido. Não que o culpasse por aquilo. Ela mesma o ajudara a livrar-se da calça enquanto era beijada, e o excitara com os lábios e as mãos das maneiras mais irresistíveis.

Sakura podia apenas arregalar os olhos, espantada, com a visão nublada, em parte por embaraço, em parte por confusão. Será que ela era a mesma jovem que pensava que o sexo era uma coisa tediosa e desagradável? Que ele não trazia nada além de desgosto para as mulheres que se deixavam levar por seus encantos? Nenhuma moça que conhecia parecia mais ávida por sexo do que ela naquele momento!

Entretanto, continuava sentindo-se confusa. A sensação que a dominava era a vergonha? Ou será que ainda estava excitada? Evidente que não poderia querer mais...

- Venha. - Sasuke ergueu-a com gentileza e colocou-a de pé. - O banheiro é logo ali. Indicou-lhe uma porta lateral ao mesmo tempo que com os dedos ajeitava os cachos róseos da moça.

- Vou chamar um táxi enquanto você... bem... se arruma. Melhor voltar para a mansão. Parece estar precisando de um pouco de sono. Podemos retomar isso mais tarde, hoje à noite.

Um murmúrio espantado escapou dos lábios de Sakura, e Sasuke sorriu de maneira muitíssimo sexy.

- Você não achou que eu ia deixar isso assim, não é, Sakura? Sei que foi fantástico, mas muito rápido. Isso apenas abriu meu apetite. Quero uma oportunidade de fazer amor de forma completa e apropriada. É isso o que quer também, não é?

Ela engoliu em seco. Céus! O que Sasuke queria dizer com "forma completa e apropriada"? Não devia estar se referindo a todas aquelas intimidades sobre as quais ela lera. Aquelas que acreditava que qualquer mulher adoraria experimentar.

Sim, claro que era a isso que Sasuke se referia. Ele era um homem do mundo. E depois da forma como Sakura representara na véspera, devia estar achando que ela também tinha uma vivência incrível.

O pensamento a fez morder o lábio inferior, com nervosismo. - Posso ver que você quer...

Sasuke interpretou-a mal, inclinando-se para beijá-la outra vez. - Vai ser muito duro tentar trabalhar pelo resto do dia. Vou pensar em hoje à noite... em você... e nisto.

E então, beijou-a de novo, com uma paixão redobrada.


Pronto! Daqui pra frente tudo serão flores... certo?

dai86