Capitulo 9 - Traduzido por Cristianepf

Ele sentou na mesa no fundo do bar sob uma nuvem de fumaça de cigarro e perfume caro, olhando para a mulher em sua frente.

Ela era deslumbrante - um sedoso cabelo loiro, olhos verdes e com uma comissão de frente no mínimo respeitável. Ela também era rica, sozinha, usando uma aliança, e bem perto de estar bêbada. Ela era absolutamente tudo que ele procurava em uma mulher antes da queda do avião. E não podia se forçar a sentir o mínimo de interesse por ela.

Ela o olhava ardentemente, e de vez quando quando sorria, mesmo que ele não estivesse dito nada engraçado, nem ao menos falado muito. Ele tinha habilidade para atrair esse tipo de mulher sem nem mesmo tentar. Ele podia tê-la levado para casa naquele mesmo momento, facilmente. Aliás, ele provavelmente poderia ficar com ela nos fundos do bar, que ela não teria oferecido nenhuma resistência.

Não era exatamente o que ele tinha vindo fazer? Achar alguém que realmente apreciasse o que ele tinha pra oferecer? Então porque só pensar nisso já fazia com que ele se sentisse repulsivo? Era o que ele se perguntava.

Ele suspirava amargamente e passava a mão pela cabeça.

"Ahm... o que está havendo?" ela perguntou perguntou com voz de censura. "Você está com dor de cabeça?"

"É," ele disse secamente, sem prestar muita atenção nela. Ele não podia nem lembrar se havia perguntado o nome dela.

Provavelmente não.

"Aposto que consigo fazê-la passar," ela disse, tentando dar a ele um olhar significativo com dificuldade de fazê-lo olhar em seus olhos.

Eu duvido, ele pensou. Mas disse, "Você acha?"

"Hum-hum." Ela tomou outro gole de fosse lá o que ela estivesse bebendo. Ele pagou a bebida a ela sem ao menos dizer o que era. Obviamente algo forte.

Ainda olhando para ele, ela disse. "Você tem os olhos mais lindos que já vi."

"Se você gosta dos meu olhos, querida, precisa ver o que minha boca pode fazer."

Ela sorriu de novo e olhou para ele sensualmente. Ele mal notou. Tudo o que ele podia pensar era em Kate revirando os olhos e balançando a cabeça para ele caso ele tivesse dito algo ridículo assim para ela. Ele quase sorriu só de pensar.

Pegando outra bebida, ela se inclinou e sussurrou "Meu carro está aí fora."

Mas ele não a escutou. Olhando para a sala em frente onde ficava a mesa de sinuca, ele reconheceu alguém. Um desgraçado que lhe devia dinheiro. Qual era seu nome? Travis algumas coisa...

Ele não ligava muito para conseguir seu dinheiro de volta - ele havia feito alguns esquemas ridiculamente lucrativos há alguns anos atrás e tinha várias conta em bancos sob diferentes nomes com o suficiente para sobreviver por anos se ele

precisasse. Mas ele queria se ver livre da mulher. Seu plano não estava funcionando como ele havia planejado. Ele se sentia sufocado sentado ali com ela. Precisaria de muito mais álcool do que ele já havia tomado para chegar ao ponto de dormir com ela, e ele não estava com muita vontade de beber naquela noite.

Levantando-se, ele disse, "Eu preciso tratar de negócios com alguém, querida. Já volto."

Levou um segundo para ela entender e demonstrar a decepção. "Ah.. você precisa?" ela lametou.

Mas ele já se encontrava na metade do caminho, aliviado só por estar longe do sufocante perfume dela.

Entrando na sala, ele viu o cara - Travis - olhando para onde ele estava assistindo o jogo de cinuca. Um olhar preocupada se deixou transparecer em seu rosto, mas ele tentou disfarçar sob um sorriso sarcásticos de boas vindas.

"Bem, bem, bem, olha o que o gato trouxe. Pensamos que você estivesse morrido."

"Tenho escutado muito disso ultimamente," Sawyer disse. "Que ruim para você que eu não é verdade."

Igonorando a ironia das palavras, Travis virou para outro cara, aparentemente um amigo, e explicou, "Esse cara aqui esteve em um acidente de avião... você sabe aqueles que acharam em uma ilha?"

"Não brinca," o cara disse espantado.

"É," Sawyer respondeu, sem importunado. Esta era a última coisa no mundo que ele queria falar no momento.

O segundo cara continuou. "Então como se sente estando de volta à civilização?"

"Cheio," ele respondeu sarcasticamente.

Notando que ele estava de saco cheio, mas não entendendo a verdadeira razão, Travis puxou-o de lado e disse reservadamente,

"Olha, não pense que esquecí aquele nosso pequeno... negócio entre nós do ano passado... É só que, bem, as coisas não andam tão bem pra mim ultimamente, e agora, eu tenho alguns projetos que estão só começando e..."

Mas Sawyer não ouviu uma só palavra do que ele disse. Sua atenção estava na TV localizada na parte superior do canto esquerdo da sala, atrás da mesa de sinuca. O som não era audível, mas parecia ser o noticiário das 11:00. Estavam mostrando uma gravação em preto e branco de uma câmera de segurança, aparentemente de uma parada de caminhão. Mas imagem foi congelada e aumentada dando ênfase a uma figura feminina que ele reconheceu instantanemente. Kate.

No momento que a se deu conta de que era ela, sentiu como se seu coração tivesse parado. A primeira coisa que lhe ocorreu foi que seria algo recente, como desta noite. Quanto tempo fazia que ele havia saído da casa? Ela podia já ter saído e estar no locado do video a essas alturas...? Mas então ele notou a data gravada no video - era da semana passada. Lentamente, ele foi recuperando o fôlego aliviado.

Quando percebeu estar sendo ignorado, Travis também voltou sua atenção para a TV. "Oh, hey... esta é aquela garota, não é? A que estava no avião?

Seu amigo olhou também, e perguntou, "Você a conheceu?"

Travis sorriu e olhou para Sawyer maliciosamente . "É, eu aposto que ele a conheceu... Eu aposto que ele a conheceu muito bem."

Ele sentiu seu sangue ferver mas tentou se controlar.

O outro cara imendou, "Diabos, sem ofensas, mas em uma ilha como aquela, eu iria me esforçar muito tentando sair de lá. Sem policia, eu só pegaria o que quisesse," ele disse com maldade.

"Você não teria medo que ela te matasse?" Travis perguntou.

"Eu morreria feliz," ele respondeu.

Os dois riram, e Sawyer todo o possível para não pegar um taco de cinuca e bater naqueles filhos da mãe com ele. Ele mesmo já havia participado desse tipo de piadinha de homem centenas, senão milhares, de vezes. Mas as mulheres dais quaisfalavam eram diferentes. Eles não era a Kate.

Sem ter a menor idéia de tamanho perigo ele estava pondo sua vida, Travis começou de novo em um tom de voz zombeteiro, "Sabe, o problema destas mulhers condenadas é que as disperdiçam. Eles as poem em prisões femininas. Agora que diabos há de bom nisso? Ponham uma pequena parcela delas em prisões normais, assim alguém pode fazer uso delas.

Seu amigo riu. "Você sabe bem que isto não funcionaria. Diabos, eu estaria tentando ir para a prisão se eu achasse que poderia dividir uma cela com um belo trazeiro como..." Sawyer acertou-o em cheio mandando-o cambaleante contra a parede. Toda sua raiva e frustração por seu anoitecer miserável estavam acumulados naquele soco, mas ele ainda tinha muito de reserva.

Em uma tentativa embriagada de defender seu amigo, Travis empurrou Sawyer contra a mesa de sinuca, mas então foi asfixiado e caindo viciosamente passando mal. Sawyer sentiu mãos desconhecidas tentando fazer com que ele largasse o cara, e se virou batendo às cegas.

Em alguns segundos, haviam no mínimo dez pessoas envolvidas na briga.

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Kate estava na cama, mas não dormia. Ele disse para ela não esperar acordada, e ela não tinha intenção... mas ainda estava tendo problemas em desencanar do assunto. Onde diabos ele havia ido? Provavelmente ficaria bêbado e sair com alguma vadia. Ela o conhecia bem o suficiente para predizer este exemplo. Ele provavelmente pensaria que isto a incomodaria.

O mais irritante entretanto, claro, era que isto iria incomodá-la, ela percebeu. Ela não tinha nenhuma pretensão nele, especialmente depois do que ela havia feito nessa noite. E ela estaria indo embora amanhã de qualquer forma, então que diferença faria o que ele estava fazendo? Mas e se ele a trouxer aqui, ela pensou, me ajude meu Deus...

De repente, ela ouviu seu carro chegando. Se esforçando para ouvir, ela tentou contar o número de portas do carro que haviam batido. Uma. Ela esperou, tensa. Nada. Então ele devia estar sozinho. Bem, isto era um alívio, ao menos. Mesmo que ela não tivesse nenhum direito de se sentir assim, ainda era um alívio.

Ela o ouviu entrar na casa e fechar a porta barulhentamente, sem fazer esforço algum em ser silencioso. Ela podia dizer pela maneira que ele subia as escadas que ele ainda estava bravo. Como ela ouvia, ele começou a inspecionar o armário de remédios. Houve um barulho de vidro quebrando, e ela ouve ele murmurar zangado, "Merda."

Saindo da cama em silêncio, ela foi até o corredor e parou na porta do banheiro. Tomando um susto com a aparência dele, disse exasperada. "Meu Deus, Sawyer, o que aconteceu?"

Sua camiseta estava rasgada e havia uma linha de sangue em seu braço. Um olho estava quase se fechando pelo inchaço, seu lábio estava aberto e havia um corte próximo ao maxilar. Se virando da pia para encará-la, disse secamente, "Não se preocupe... não é da sua conta."

Ela começou a entrar no banheiro, mas rapidamente ela a impediu com a caixa do corpo e a fez dar pra trás. "Vidro quebrado por todo chão... você cortaria seus pés." Então ele se aborreceu com seu gesto automático de protegê-la. Ela não merecia. Ele se voltou a ignorá-la.

Ela permaneceu na porta, vendo ele limpar o sangue, tentando pensar em algo pra dizer. "Você quer que eu traga água oxigenada do banheiro lá de baixo?"

"Eu cuido disso... eu não preciso de sua ajuda," ele respondeu hostil.

"Aquele olho vai se fechar completamente em um minuto, então você devia me deixar..."

"olha," ele disse, interrompendo-a. "Eu não preciso que você dê uma de Florence Nightingale comigo só para se sentir menos culpada!

"Culpada? Por que diabos eu devo me sentir culpada?" Mas de fato, ela sentia-se inacreditavelmente culpada, mas a incomodava o fato dele pensar que ela deveria se sentir assim.

Ele riu com desprezo. "Pensando bem, você provavelmente não ficaria mesmo, não é?"

"Como pode ser minha culpa você arrumar uma briga de bar, Sawyer?"

"O que a faz pensar que foi uma briga de bar?"

"Eu chutei," ela replicou, revirando os olhos.

"É, bem, eu acho que sou assim previsível assim," ele zombou.

Ela suspirou. Isto não ia a lugar algum. "Vai ao menos me deixar fazer um curativo nesta ferida?"

"Eu mesmo vou cobrir, está bem?" ele disse com selvageria. "Eu tenho me cuidado sozinho por anos sem sua ajuda. E acho que vou continuar muito bem quando você for correr daqui em alguns dias, " ele a encarou de maneira penetrante.

Ela olhou para o chão, magoada. Quando ele não disse mais nada, ela levantou os olhos para os dele. Ele estava observando-a, com um olhar selvagem em seu rosto.

"Apenas volte para cama," ele disse calmamente, em um tom de desgosto.

Engolindo em seco, desapontada e irritada, ela acenou secamente. "Está bem," ela murmurou. Dando-lhe uma última olhada de pena, ela voltou lentamente ao seu quarto e fechou a porta.

Sawyer apertou a pia e se inclinou com os olhos fechados, sentindo-se mal.