Capitulo 14 - Traduzido por Cristianepf

Quando Kate abriu os olhos, não soube imeditamente onde ela estava. Mas a experiência de acordar em um ambiente estranho não era novidade para ela - infelizmente, acontecia com frequência. Ela havia aprendido que se ela permanecesse calma e clareasse a mente, os eventos do dia anterior que a haviam levado até ali iriam gradativamente voltar à ela. Em alguns segundos, ela lembrou de onde estava - O quarto de Sawyer - e um instante depois, ela lembrou porque ela estava lá. O esclarecimento deu à sua face um certo rubor, uma mistura de embaraço e satisfação.

Mas onde ele estava? Ela abriu os olhos olhando para o lugar ao seu lado na cama, e ele não estava lá. Ela estava desapontada, era como se ele não quisesse ter que lidar com nenhuma "manhã de abraços". Apesar disso ela precisava ser honesta consigo mesma, não era o tipo de coisa que ela estivesse habituada também. Mas teria sido bom ter tentado, ela pensou um pouco aborrecida.

Será que ele estaria com medo que ela pudesse ser do tipo grudenta e insistente? Ele a conhecia melhor do que isso, não conhecia? Talvez ele estivesse tentando deixá-la saber, de sua maneira, que aquilo tinha sido uma coisa de uma noite só. Claro, era isso que ele tinha pensado que havia sido, agora ela percebia. Ele nunca teve nada mais do que isso antes, porque ela deveria esperar que ele fosse mudar agora? Provavelmente ele acordou e saiu do quarto tão rápido quanto pôde, sentindo-se agradecido por ela ainda estar dormindo.

Tudo bem então, ela pensou, tentando não se sentir magoada. Ele vinha dando o seu melhor para seduzí-la já havia um bom tempo (e não era era como se ela não tivesse se divertido ela pensou consigo mesma), então talvez uma noite perfeita fosse tudo que eles devessem ter. Mas não era assim que tinha parecido no momento... de fato, ela nunca se havia se sentido tão a salvo e em paz na vida. Mas se não tinha significado o mesmo para ele, então ela teria que lidar com isso. Era o Sawyer, afinal de contas. Ela não cometeria o erro de esperar muito dele.

Então ela rolou pro lado e pode notar um exuberante vaso com flores silvestres que deviam ter sido deixadas à noite perto de seu travesseiro.

Sawyer sentado à mesa da cozinha, bebendo café e fingindo folhear ininterruptamente uma revista de carros de dois anos atrás, a qual ele não tinha interesse nenhum de ver. Já passava de uma hora da tarde, mas ela ainda não havia acordado. Eles não tinham caído no sono até às seis da manhã, então isso não era inesperado, mas ele estava começando a ficar impaciente. Ele tinha acordado quase uma hora atrás, ficou deitado lá e assistindo Kate adormecida. Depois disso, não havia chance de voltar a dormir.

Embora ele tentasse não admitir para sí mesmo, estava ancioso sobre como as coisas ficariam depois da noite passada. Seria uma coisa de uma noite só, ou não. Somente ela podia decidir isto. E ele tinha uma certa pontada de inquietação no estômago por já imaginar o que ela ia escolher. Afinal de contas, ela não tinha falado no México momentos antes deles subirem para o quarto? Eles deveriam planejar a viagem hoje. Provavelmente sua noite juntos tivesse sido só uma distração, uma agradável diversão, mas nada importante o bastante para impedí-la de seguir seu caminho.

Mas ele não estava realmente esperando algo mais, estava? Ele sabia como ela era - ela estava constantemente na estrada. Não importava o que havia acontecido entre eles, ele duvidava ser alguém por quem valesse a pena se fixar. Diabos, ela provavelmente nem mencionaria a noite anterior, ele pensou... de certo ela iria encobrir isso e agir como se nada tivesse jamais acontecido. Bem, ótimo, se fosse assim que ela quisesse, ele entraria no jogo. Ele não ia seguí-la como um maldito cachorrinho.

Ainda assim, pensou... sempre há a chance dela querer algo mais. A maneira como ela agisse essa manhã decidiria tudo. Ao observá-la por alguns minutos, ele poderia dizer se havia sido uma coisa de uma noite só ou se havia sido... algo mais. Ele olha impaciente para o relógio mais uma vez.

De repente, ele a escuta descendo as escadas. Parece que ela anda mais devagar do que o normal, sem sua agitação habitual, passos impacientes. Isso é um bom sinal, ou um mau sinal?

Ele finge olhar a revistas quando ela aparece no vão da cozinha. Olhando para cima como se recém a tivesse notado, ele sente uma engraçada fisgada na vista de quão linda ela estava, mesmo de roupão, toda descabeçada e com os cachos quase lisos (o que tinha sido sua culpa ele pensou orgulhoso). Ela parou ali, olhando para ele, e era difícil de ler as expressões em sua face.

"Bom dia", ele disse, tentando ser casual.

Ela o observou por um segundo, como se ela tentasse ler suas expressões também. Ambos eram normalmente tão bons nisso - porque não estava funcionando desta vez?

"Vejo que você colocou a mesa de volta," ela disse dando com um pequeno sorriso.

"É. Pensando bem, eu decidi que fica melhor ali." Jesus Cristo, o que eles estavam falando?

Houve um silêncio desagradável. Ela cruzou os braços e olhou para o chão brevemente. Ele tentou pensar em algo para dizer, mas pela primeira vez em sua vida ele estava completamente sem palavras.

Finalmente, ela olhou para o balcão, sem encontrar seus olhos. "O café está fresco?"

"Está pronto a uma hora."

"Vai servir," ela disse trivialmente, olhando o café.

Quando ela passou atrás dele, ele sentiu uma onda de desapontamento. Então era dessa maneira que seria. Ele estava zangado consigo mesmo por ter imaginado que poderia ser diferente, e também por esperar que fosse diferente. Se ela ia estar com alguém que significasse algo para ela, então certamente não escolheria ele, pensou amargamente. Ela escolheria...

Seus pensamentos foram interrompidos pela sombra que ele viu na mesa. Ele viu o cabelo brilhoso dela caindo em seu braço, e assim que ele virou a cabeça intrigado, ela o prendeu em um beijo tão poderoso que fez seu pescoço dobrar por cima das costas da cadeira. Lentamente, ele levou as mãos ao rosto dela.

Finalmente se afastando dele, ela sorriu novamente, mas genuinamente dessa vez. "Vamos tentar de novo, ok? Bom dia."

Ele sorriu para ela, tão aliviado que mal podia formar uma frase. "Bom dia, Freckles."

Ainda sobre dele, ela disse quase timidamente. "Obrigada pelas flores."

Inclinando a cabeça para trás, ele olhou para ela, confuso. "Que flores?"

Uma expressão nervosa passou pela face dela, e ele se sentiu mau por isso. Ele não podia fazer aquilo com ela. Levantando a cabeça, ele sorriu.

Ela beijou-lhe o peito, tentando não rir. "Você não presta."

Antes que ela pudesse se livrar dos braços dele, ele pegou uma mecha de seu cabelo que caia, maravilhando-se novamente de quão leve ela era. Ele a beijou novamente e depois afastou-se um pouco olhando-a seriamente. Ele a puxou pelo braço, antes que o recolhesse e a sentou rapidamente no seu colo. Havia algo que ele precisava perguntar, e ele não conseguiria parar de pensar nisso até que perguntasse, sem querer dizer mas se forçando para que as palavras saíssem.

"Você quer falar sobre o México?" Ele esperava apreensivo pela resposta dela.

Seus olhos vagaram pela face dele, e ele notou pela primeira vez que os olhos dela eram do mesmo tom de azul dos dele. Ela parecia estar pensando na resposta, mordendo o lábio perdida em pensamentos. Finalmente, ela olhou em diretamente em seus olhos.

"Não."

Ele sentiu uma inundação de gratidão tão esmagadora que teve medo que ela pudesse notar, então beijou-a novamente para distraí-la.

"Certo então." ele disse suavemente puxando-a de volta.

Ambos perceberam que era uma decisão nada comum que acabava de ser feita. Era capaz de mudar tudo. Com aquele simples "não", tornou-se claro que não haveriam mais conversas sobre Kate ir embora, ao menos não por um bom tempo.

Ela deitou a cabeça em seu ombro e ficou assim, suspirando profundamente. Ele sentiu seu corpo todo relaxado junto dele, os últimos traços de tensão tinham ido embora. Ele passou os braços em torno dela, firmemente. Talvez eles não estivessem realmente a salvo aqui mas, que droga, era o que parecia. Pelo menos por enquanto, a ilusão bastava.

"Melhor terminar de fazer a lista de matimentos." Ele disse.

"Ok." ela murmurou contra seu pescoço.

Mas nenhum dos dois se moveu.