N.A.: Esse capítulo não foi betado pelo Bart, meu grande amigo, que está com alguns problemas, mas pela minha amiga linda e maravilhosa Rachel, que me quebrou muito mais do que um galho! XDD Thanks, Rachel! E Bart, brigada de qualquer jeito... Eu sei que não foi sua culpa! Don't worry! Boa leitura!

Capítulo 5: Decisões Tomadas

Aioria chegava agora a 12ª casa do zodíaco, sendo recebido por um Afrodite mal-humorado.

- Olá! – disse Aioria, sorrindo.

- Oi – resmungou o outro – Quer alguma coisa?

- Ai, que mal-humor, eu venho aqui te dar um recado e você me recebe assim?

- Recado? – perguntou fingindo indiferença

- É, da Yuki. Interessado ou não, ela pediu que eu lhe desse e é o que vou fazer. Ela pediu para eu lhe dizer que ela viajou para se decidir e que, quando voltar, traz a resposta junto.

- A... A... Yuki disse... Isso?

- Sim. Até mais... Nos vemos por aí, peixes.

Desse dia até o dia do retorno da Yuki, ocorreu a terrível batalha contra Poseidon, onde se soube da existência de Kanon.

Chovia muito nesse dia, o que já não acontecia há algum tempo. Com a chuva, mais alguém veio. Yuki parecia estar em condições físicas ainda melhores, mas no seu interior, ela não estava melhor do que quando dali partiu. Se alguém olhasse profundamente em seus olhos, perceberiam o incapacitado estado mental no qual ela se encontrava. Mas ela não ia se render à exaustão, ao limite da mente. Precisava resolver aquela questão de uma vez por todas. Subia casa por casa até chegar na 11ª, onde, segundo a sua percepção, a pessoa por quem ela estava procurando estaria.

Durante a noite inteira sua pálpebra permaneceu inquieta, mostrando e escondendo seus lindos olhos azuis. Seus pensamentos voavam até ela... E não havia nada que pudesse fazer, a não ser esperar.

Finalmente, quando o sol raiou, levantou-se da cama. Tentou comer um pouco, mas só conseguiu tomar uma mera xícara de café. Voltou para a cama e ficou lá se virando de um lado para o outro até que conseguiu dormir por pouco mais que meia hora. Levantou-se mais uma vez.

Eram 14 horas quando saiu de casa, rumando em direção à 11ª casa. Estava atrás de um amigo para conversar, pois sabia que Kamus poderia ser bem quieto, mas era um grande amigo.

Tocou a campainha e, logo, o cavaleiro, de longos cabelos de cor azul escuro, apareceu à porta trajando uma camiseta branca e uma calça azul.

- Você por aqui com essa cara? O que houve? – perguntou, levantando a sobrancelha.

- É... Não paro de pensar nela...

- Imaginei... Ela viajou não foi? – indicou o interior da casa.

- Sim...

Conversaram durante um bom tempo, até que certa hora, Kamus foi fazer um chocolate quente para ambos.

Enquanto isso, Afrodite dirigiu-se para frente da casa e ficou olhando a chuva. O cavaleiro de Peixes estava alheio à tudo e a todos, observava aquela chuva caindo... Naquele dia, somente uma coisa poderia chamar-lhe a atenção. Um cosmo brilhante, estava um pouco diferente, mas não havia dúvidas: Yuki. Então, ele a viu, linda e toda molhada pela chuva. Percebeu que o cosmo dela começava a perder forças, logo correu para encontrá-la. Esforçava-se ao máximo para chegar à ele, subindo degrau por degrau.

- Yuki! – gritou ele, chegando mais perto.

- Afrodite – sorriu lindamente para ele, mas caiu, só não batendo no chão, pois seu amado a segurara a tempo

- Yuki... Então... Você decidiu? – perguntou, receoso, com a voz rouca.

- Sim. Eu te amo, de todo o meu coração, de toda a minha alma, de todo o meu ser, sim, eu te amo, Afrodite de Peixes.

- Eu também te amo! – e se beijaram ardentemente, libertando seus sentimentos, reprimidos por ambos há tanto tempo. Beijavam-se com sofreguidão, como se tivessem sede e não pudessem saciá-la tamanha.

Porém, com esse beijo que emanava saudade, Yuki gastou suas últimas forças e desmaiou nos braços do forte cavaleiro.

Acordou, sem saber onde estava, parecia uma cama, bastante macia, por sinal, mas aquele cômodo ainda lhe era desconhecido. Definitivamente não era a casa de Peixes. Percebeu que a tinham mudado de roupa e corou um pouco ao pensar que Afrodite pudesse tê-lo feito.

- Você está bem? – ela sorriu ao ouvir a voz doce do pisciano, que adentrou no quarto.

- Frô... Sim, eu estou bem. Não! – falou colocando um dedo na boca dele quando o mesmo fez menção de beijá-la.

- Você quer falar com Athena primeiro? – perguntou ao olhá-la nos olhos

- Sim, é o mais certo a se fazer. Você sabe disso.

- Claro que sei, mas na verdade nem ligo mais para isso. Pra quem já esperou tanto quanto eu, mais uma hora não faz diferença. Ainda mais que agora tenho certeza que vou ficar com você – deu um meio sorriso.

- Depois a gente recupera o tempo perdido – fez uma cara sem-vergonha e beijou a bochecha dele.

- Não conhecia esse seu lado atirado...

- Por falar em atirada... Por acaso, foi você que... Que me trocou?

- Eu? Quem me dera! – e riu, pois Yuki ficou igual a um tomate. – Não, foi uma serva daqui do Santuário.

- Vamos logo! – perdeu a paciência, levantou e começou a puxá-lo.

- Pára com isso! Você ainda está um pouco sem forças. Vamos, eu te levo. – e pegou-a no colo e em menos de um minuto estavam no último lance de escada que dava para a 13ª casa.

- Agora, deixa que eu me viro – diz Yuki, saindo do colo do amado e abrindo a porta – Anda! – e o puxou para dentro.

- Peraí! Como é que eu to? – perguntou pomposo.

- Tá lindo – o beijou e pegou na mão dele – Vem.

Automaticamente, soltou a mão do cavaleiro e pôs-se na sua na frente do mesmo, ao fitar os olhos azuis daquele que passava por eles no corredor.

- Hy... Hyoga? – perguntou.

- Sim. Pelo visto você já se decidiu. Espero que seja feliz – falou friamente, enquanto passava por eles.

- Hyoga... Desculpa! Hyoga! – gritou e ao correr, foi detida por Afrodite, que segurava seu punho.

- Mais tarde, Yuki, mais tarde. – e a abraçou.

Ela deixou-se envolver por aqueles braços quentes, que a faziam achar que nada mais poderia feri-la.

Ele sentiu algo lhe molhar a camisa e percebeu que ela chorava.

- Eu... Eu ia falar pra ele – falou levantando a cabeça.

- Eu sei, amor, eu sei.

- Sabe, eu ia contar pessoalmente e delicadamente, não queria que fosse assim.

- Sei mais do que qualquer um que você sempre quis fazer o certo, mas nem sempre tudo sai do jeito que a gente quer ou planeja, Yu... – e secou as lágrimas dela.

- Obrigada, Frô – e sorriu para ele

- Assim está bem melhor! Quer voltar outro dia?

- Não! Nem pense nisso! Já estamos aqui!

- Tá, tá bem! Calma, não estressa, amor! – falou beijando-a.

Abriram a porta do Salão do Mestre e lá estava Saori, ou melhor, Athena.

- Boa tarde! Estava esperando por vocês.

- Nos esperando? – perguntou Yuki – Mas como?

- Senti a sua presença, assim que você se aproximou do Santuário – e sorriu – E também, já sabia a sua decisão. E minhas suspeitas se confirmaram ao ver Hyoga sozinho.

- É... Nos encontramos. Mas... você já sabia? Desde antes de eu ir?

- Sim – continuou, percebendo a dúvida de Yuki – Mas há coisas que precisamos descobrir por nós mesmos.

- Bem, de qualquer jeito – pigarreou, tornando sua voz mais clara e ajoelhando-se perante Athena – eu, Yuki Sayame, guardiã da armadura do Olímpo...

- E eu, Afrodite, guardião da armadura dourada de Peixes – e ajoelhou-se também.

- Pedimos perdão a Vossa senhoria Athena, por nossas faltas para com as leis que nos regem – disseram em coro.

- Não precisavam. – disse Saori se aproximando – Mas sim, com o poder a mim concedido, vocês estão perdoados e ainda mais – falou pegando nas mãos deles, os levantando e colocando as mãos dos dois, uma em cima da outra – Posso não ser a Deusa do Amor, mas abençôo esta união!

Afrodite e Yuki se olharam sorrindo.

- Ah, Saori... Obrigada, amiga! – abraçou-a.

- Que isso! Não faço isso só como Saori, afinal, os meus cavaleiros merecem ser felizes. – e riu.

- Muito obrigada, srta... Athena – agradeceu Afrodite.

- Bem, agora, acho que vocês devem ir se aproveitar, hein! – ela piscou para eles – Além do que, tenho que comparecer a uma reunião com advogados da Fundação Graad.

- Boa sorte! – desejaram antes de saírem – Até!

- Até!

O cavaleiro e a amazona deixaram a 13ª Casa leves como plumas. Ele a agarrou pela cintura e perguntou:

- E agora?

- Agora? Vamos aproveitar! – e riu para ele.

- Se você diz... – e a beijou – Só quero ver você me pegar! Ou tentar! – e saiu correndo para a Casa de Peixes.

- Ei! Volta aqui! – gritou indo atrás do cavaleiro.

FIM DO CAPÍTULO!

Olá, pessoal! Saudades! Enfim, depois de um século... Eu atualizei... Pelo Dite... o/ Desculpa os fãs do Pato, mas essa foi pro Dite! Dedico o capítulo também a todos vocês, que lêem a fic, mas principalmente ao Bart! Beijos!

Jujuba: Bem... O Dite já está mais feliz, ok! E estou feliz que esteja gostando, mamy! E olha... um dia tomo vergonha e leio A Feiticeira e o selo, ok! E é... Estou tentando continuar... Parece que a minha inspiração e minha vontade de digitar melhoraram... ) E a parte que eu mais vou gostar de escrever está chegando! O auge! Beijos!

Petit-chan: Quem leu o capítulo primeiro... XDDD Petit é minha leitora número 1, acho... Obrigada, Petit... E não se preocupe, todos vão ficar bem... Quer dizer, não todos, mas pelo menos esse eu garanto... u.u' Yuki fala demais... Beijão, poia!