Insubstituível
"Capítulo II"
Harry entrou no banheiro da casa de Severus. Após olhar o local, achou o cômodo branco demais. As paredes eram de pequenos azulejos brancos, com uma listra vertical azul de azulejos. Toda a porcelana também era branca, incluindo o armário e a banheira ao fundo, próxima da janela. Uma das paredes não era de azulejos, mas sim um espelho gigantesco, que ia do chão até o teto.
Atraído por sua própria imagem, Harry foi até a parede de espelho, parando em frente a pia. Potter viu em seu reflexo que seu pescoço estava bastante avermelhado. Curioso para ver onde mais sua pele estava avermelhada, ele tirou o restante das roupas, ficando nu, e se virou. Ele viu suas costas repletas de marcas de dentes, unhas e apertões.
O rapaz riu, pois nunca nenhum dos amantes que teve ao longo da vida havia feito marcas nele com aquela intensidade. Porém, o sorriso de Harry congelou quando ele se lembrou que havia outro encontro naquele mesmo dia. Um encontro com seu namorado fixo, Draco Malfoy.
Potter pegou sua varinha e tentou se lembrar de algum feitiço que fosse capaz de amenizar aquelas vermelhidões. Felizmente, ele se lembrou de uma azaração bem eficaz. Ele já havia usado esse feitiço antes quando outro amante sedento resolveu dar uma de vampiro em seu pescoço, deixando a arcada dentária impressa em sua pele.
Harry murmurou o feitiço em si mesmo e as marcas desapareceram. Ele respirou aliviado.
O rapaz deu uma última olhada no seu reflexo, e ficou satisfeito. Sua pele estava totalmente intacta. Não havia nenhuma prova física que ele havia transado com outro homem, ou seja, traído Draco.
Potter não era santo, apesar de namorar Malfoy, as vezes ele traía o namorado com alguns bruxos que julgava interessante. Já no início do relacionamento com Draco ocorreu a primeira traição, todavia, ele não beijou o affair por decoro e por "respeitar" seu começo de namoro. Respeitar entre aspas porque mesmo gostando de Malfoy, ele continuava traindo o namorado. Talvez porque não amasse de fato o rapaz. Mas nunca beijava seus affairs, se isso servia de consolo para alguém. Sua boca era toda de Draco Malfoy. E foi por isso que ele não beijou Snape. Contudo, o rapaz sentiu muita vontade de sentir aqueles lábios finos.
Afastando da mente a ideia de como deveriam ser os lábios de Severus, Harry olhou melhor para o banheiro. Havia um chuveiro embaixo da banheira. Ele caminhou até lá e notou que a banheira era grande, e caberiam com facilidade duas pessoas. Sua cabeça fervilhou de ideias lascívias. Será que Severus já teria tomado banho com outra pessoa ali?
Tentando ignorar as muitas fantasias sexuais que ele ainda nutria pelo antigo professor, ele abriu o chuveiro e regulou a temperatura. Quando achou a temperatura perfeita, ele foi até o armário e pegou um sabonete e xampu, depois tirou os óculos e o depositou em cima da pia. Depois entrou debaixo da água morna e começou a ensaboar o corpo e a cabeça.
Depois de uns cinco minutos de banho, Potter ouviu batidas suaves na porta, e viu Severus entrar em seguida. O bruxo carregava duas toalhas brancas na mão.
Snape não conteve o olhar e observou o corpo nu de Harry. E seus olhos negros como carvão pareciam ter entrado em combustão quando ele viu as costas do garoto brancas, totalmente intactas. Ele sentiu um forte golpe do ego. Era como se ele nunca tivesse tocado Potter. E doeu mais, pois parecia que o garoto queria se livrar dos vestígios que provavam a transa deles. Colérico, Severus permaneceu em silêncio glacial, o rosto totalmente impassível.
Harry percebeu que o bruxo estava irado. E como ele estava de costas para Snape, o rapaz notou que o possível motivo da raiva era a ausência das marcas vermelhas. Ele observou, até com facilidade, Severus simular impassibilidade para disfarçar sua irritação. Potter, então, virou-se de frente para ele, evitando mostrar as costas. Achou melhor ficar em silêncio e não se justificar. Apenas pessoas que fazem coisas erradas precisam se justificar e ele não havia feito nada demais. Ou havia?
Snape respirou pesado e colocou as toalhas em um dos suportes na parede. Ele se virou e saiu sem dizer uma única palavra.
Harry terminou o banho em poucos segundos. Saiu do chuveiro e se secou, e vestiu-se agilmente. Pronto para partir, Potter pegou sua varinha e lançou um feitiço para organizar o banheiro. Não queria dar motivos para irritar mais o bruxo.
Depois, ele saiu do banheiro e foi até a sala de estar.
Harry encontrou Severus sentado na poltrona, com um cigarro acesso nos lábios. O olhar que recebeu do bruxo o fez se sentir de volta a Hogwarts, pois era aquele olhar totalmente indiferente, que só o professor de Poções sabia lançar.
"Hum...", falou Potter, sem saber o que dizer.
Após dragar o cigarro, Snape tirou o cigarro dos lábios, segurando entre o dedo indicador e o polegar, e soltou a fumaça para cima.
"Precisa de mais alguma coisa?", questionou em tom gelado.
"Não...", disse e parou de falar. Tinha a impressão de que se falasse 'obrigado por tudo' o professor ia azará-lo ou até mesmo agredi-lo fisicamente.
"Pensei que você estivesse atrasado para algum compromisso", falou sem olhar para o rapaz.
"É, estou."
"Quer usar o Flu para se locomover ou prefere aparatar?", questionou e se levantou. Depois jogou o cigarro nas chamas na lareira.
"Gosto mais de aparatar."
Snape assentiu com a cabeça e caminhou em direção a porta.
"Terá que aparatar do lado de fora. Não gosto que aparatem dentro da minha casa, pois tem alguns feitiços protetores aqui que impedem a aparatação e desaparatação."
"Igual à Hogwarts?", questionou sorrindo.
"Basicamente", disse e abriu a porta para Harry sair.
Potter caminhou até parar de frente a Severus. O rapaz parecia desconfortável com a indiferença do bruxo. Estava sentindo saudades do Severus que transou com ele, um homem nada indiferente e totalmente apaixonado. Harry queria poder se despedir com um beijo. Mas pela frieza que Snape demonstrava, parecia que ele não fazia questão. Por isso se limitou a dizer:
"Hum... Então a gente se vê por aí."
Severus cerrou a mandíbula. Não queria que o garoto fosse embora, mas nunca deixaria seu desejo transparecer. Seu orgulho não permitia. Realmente desejava poder beijá-lo e transar de novo, porém não era possível.
"Até breve, Harry."
Potter esboçou um sorriso ao ouvir seu nome, depois saiu da casa. Olhou uma última vez para o professor e depois desaparatou.
Depois de ver Harry desaparecer na sua frente, Severus tirou outro cigarro do maço e o ascendeu com o isqueiro. Ele bateu a porta com força e depois tragou o cigarro.
Ele devia ter se controlado, ter sido mais educado e menos ranzinza. Não havia motivo para ele estar irritado. Mas ver que o garoto tinha tirado as marcas que ele fez, o perturbou. Desse jeito, parecia que eles nunca estiveram juntos. E, pior, parecia que Harry fazia questão de se livrar dele e dos resquícios da relação sexual.
Snape apertou sua mandíbula novamente e caminhou até a lareira. Em seguida, dragou o cigarro mais uma vez e o jogou na lareira. A nicotina não ia ajudar hoje. Ele usava o cigarro quando queria se acalmar, mas no momento não desejava isso. O que realmente desejava era esmurrar o amante de Potter, o sortudo que tinha acesso aos seus lábios. Em seguida, ele sequestraria Harry e o beijaria até sua boca ficar dormente.
Severus sorriu com a ideia delirante. Sim, aparentemente só Potter poderia acabar com sua raiva.
Enquanto Harry Potter desaparatava da casa de Severus para aparatar em seu apartamento, seu pensamento permanecia naquela casa e no dono dela. De fato, ainda haviam muitas fantasias sexuais que ele desejava realizar com o bruxo. Será que eu conseguiria realizar essas fantasias?, perguntou para si mesmo. Provavelmente não, ainda mais tendo como namorado um garoto mimado, ciumento e inseguro.
Porém, Potter tinha outros problemas para se preocupar no momento. Infelizmente para ele, não adiantou muito ter tomado banho na casa de Snape, pois os sabonetes e xampus daquele banheiro também tinham um cheiro peculiar e familiar. Uma mistura sutil de sálvia, erva-doce e limão. Ou seja, uma fragrância muito semelhante a do mestre de Poções. Ele precisava se livrar desse cheiro ou sua traição seria descoberta.
Ao chegar em seu apartamento, ele perambulou pelos cômodos procurando Malfoy. Para seu alívio, a casa estava vazia. Draco ainda não havia chegado, apesar de faltarem poucos minutos para o encontro que eles marcaram naquele dia. Draco costumava chegar antes do horário, sempre era pontual como um legítimo britânico.
Por estar em cima da hora, não havia tempo para um segundo banho. E Malfoy desconfiaria se o encontrasse tomando banho. E Draco estava ficando mais psicótico a cada dia, pensou Harry. Com razão, acrescentou o bruxo com malícia.
Apressado, Potter ligou a televisão de seu quarto e um dos videogames, pegou um joystick e o depositou na cama. Tudo para aparentar que só estava relaxando sozinho em casa. Ele tirou o casaco e o jogou dentro do armário, em seguida tirou os sapatos e as meias. Depois, foi até o banheiro acoplado ao seu quarto e borrifou uma generosa quantidade de seu perfume em si mesmo, para tentar disfarçar o cheiro de Snape. Depois, voltou para o quarto e sentou na cama.
Harry respirou fundo e tentou relaxar e agir com naturalidade. Pegou o joystick e começou a jogar o jogo que já estava no videogame. Felizmente era um jogo de futebol que ele gostava bastante. Escolheu um campeonato, um time, comprou alguns jogadores e começou a disputar a primeira partida.
Menos de dois minutos depois, Draco aparatou no quarto.
Harry pausou o jogo, fitou o amante e sorriu. Como de costume, o loiro estava lindo em suas roupas caras e trabalhadas. Hoje ele vestia uma calça preta de tecido fino, uma camisa branca de seda e sobretudo verde escuro.
"Olá, Draco...", falou Potter.
Malfoy lançou um olhar de fúria silenciosa para a televisão, como se odiasse o eletrodoméstico profundamente. Mas preferiu ignorar aquilo. Foi até Harry e sua feição mudou. Seus olhos cinza brilhavam de desejo e seu sorriso era luxurioso.
"Sentiu minha falta, Potter?", perguntou, após beijar os lábios do bruxo.
"Sempre...", respondeu Harry mecanicamente. Por um momento Potter pensou nos outros bruxos com quem já havia traído Draco. Era uma lista pequena de bruxos interessantes, mas não passaram de transas insignificantes e descartáveis, Potter esquecia-se dos homens nas horas seguintes. Mas Severus era tão diferente. O professor ainda povoava os pensamentos do rapaz, mesmo Harry estando diante de um homem extremamente belo como Malfoy.
Draco abraçou Potter e mordeu seus lábios, o incitando.
Harry pouco correspondeu. Parecia distante, o olhar estava dividido entre a tela da televisão e o amante.
Malfoy, um pouco decepcionado com a falta de atitude de Potter, se afastou e começou a tirar as roupas.
"Desliga essa coisa! Agora quem vai brincar com você sou eu", mandou, enquanto desabotoava o sobretudo.
Harry franziu a testa. Ele não ia transar com Draco. Primeiro porque se sentia saciado, e depois não ia transar com o bruxo pensando em Snape. Não mesmo! Seria desastroso. Ele poderia até chamar pelo nome de Severus durante o sexo.
"Não é uma boa hora, Draco", falou, e voltou a jogar o videogame. O rapaz tinha a intenção de fingir sua falta de interesse por estar ocupado com o jogo.
Após cinco segundos de um silêncio glacial, Malfoy disse, sua voz baixa e arrastada:
"Deixe-me ver se eu entendi direito. Você não quer transar comigo?"
Harry se sentou mais tenso na cama, estava desconfortável com a situação. Os olhos verdes fingiam estar concentrados na tela e ele apertava os botões displicentemente com os dedos. Potter sabia que não havia resposta certa para aquela pergunta. Se dissesse 'não quero transar', as coisas iriam piorar. Por isso, preferiu não se expressar com palavras, apenas assentiu com a cabeça, confirmando.
Draco sentiu seu rosto ficar vermelho de ódio. Sempre que ficava irritado sua face pálida corava. Harry parecia estar dando mais atenção ao maldito aparelho muggle do que a ele. E pior, estava se negando a transar.
"Você não quer transar comigo?", indagou novamente. As palavras saíram ainda mais arrastadas por conta da forte cólera que sentia.
Mas Harry não chegou a responder. A ira de Draco era tanta que a tela da televisão explodiu. Os pedaços de vidros voaram por todo o quarto.
Por instinto, Potter protegeu o rosto com os braços. O rapaz sentiu pequenos cortes em sua pele. Harry deu suspiro resignado, como se estivesse acostumado a ter coisas explodindo quando discutia com Malfoy. Ele depositou o joystick na cama e se levantou devagar, depois olhou para o amante com a feição fechada.
"Você precisa se controlar mais, se é que o que aconteceu foi mesmo involuntário. Essa já é a quarta televisão que você explode por conta do seu temperamento."
"Estou pouco me fodendo para esses seus brinquedinhos muggles, Potter! Quero saber por que não quer transar comigo. Você está transando com alguém? Está?", perguntou aos berros.
Potter sentiu a ansiedade disparar em seu corpo. A situação não estava boa para ele e seu "relacionamento". Assim, ele buscou o maço de cigarros nas vestes para se acalmar. Quando pegou o maço e viu que estava vazio, ele praguejou.
"Você está delirando, Draco. E eu não vou conversar com você nesse estado", disse e foi até o banheiro. Precisava andar um pouco, talvez molhar o rosto. Mas o que realmente necessitava era da nicotina, dar uma longa tragada em um cigarro.
"Você não vai me deixar falando sozinho! Eu exijo saber ao menos quem é, porque você com certeza andou trepando com alguém. Eu posso sentir. Foi Longbottom, não foi? Ou será que aquele maldito Ronald Weasley resolveu se declarar homossexual hoje?"
Potter seguiu para o banheiro como se não tivesse ouvido nada.
"Diga-me quem é, Harry. Ao menos isso", insistiu Draco, fingindo estar mais calmo. Seu rosto bastante avermelhado indicava que ele não estava nada tranquilo.
Potter olhou para seu amante tão impulsivo. Uns meses atrás ele adorava isso em Malfoy. Mas agora não era mais assim. Após ver diversas vezes essas crises de ciúmes do amante, ele estava ficando cansado daquilo. Talvez fosse exatamente por essa atitude mimada de Draco que Harry procurava outros bruxos. Seus amantes eram todos seguros de si e nenhum ficava cobrando satisfações igual ao seu namorado.
Harry caminhou até ele, segurou-lhe o queixo e beijou-o demoradamente nos lábios. Um beijo tão terno e carinhoso que poderia até ser um beijo de despedida.
"Eu preciso comprar cigarros e uma televisão nova. Voltarei mais tarde. Se quiser me esperar e realmente estiver mais calmo, conversaremos. Mas caso continue irritado do jeito que está, não terá diálogo", disse. Em seguida, voltou ao banheiro e abriu a torneira da pia.
"Nós somos amantes há oito meses, Potter. E durante todo esse tempo nós não ficamos um único dia sem transar. Hoje é uma exceção e eu quero saber por quê", disse Draco, ainda com sua voz alterada.
Após lavar o rosto, Potter respondeu, e tentou acrescentar malícia:
"O dia ainda não acabou."
Malfoy se aproximou de Harry por trás e cheirou-o. Depois, inesperadamente, como se não tivesse gostado do cheiro, socou o amante no ombro.
"Maldito mentiroso! Você está com um cheiro diferente! Você tomou banho com outra pessoa? Você transou com outra pessoa? Eu exijo saber!"
Potter respirou pesadamente, tentando se acalmar. Estava realmente cansado do comportamento de Malfoy. Essa não era a primeira vez que Draco o agredia por desconfiar de sua fidelidade. Acontece que Malfoy era um bruxo muito inseguro, e por conta disso, ciumento. No início da relação, Harry achava adorável o ciúme do amante, mas agora... Bem, agora o ciúmes dele estava irritando imensuravelmente.
Harry colocou a mão do ombro. O soco doeu bastante e com certeza sua pele ficaria roxa. Ele voltou a olhar pra o outro.
"Melhor conversaremos depois", disse e desaparatou.
O 'depois' de Harry foi depois bem longo. Ele não voltou para a casa naquela noite, pois sabia que Draco continuaria lá, esperando por explicações e satisfações. Satisfações que ele não queria dar. Que ele não precisava dar. Ele estava cansado disso tudo.
Potter, então, aparatou em Hogsmeade e comprou alguns cigarros. Imediatamente acendeu um cigarro e o colocou nos lábios. Ele dragou o cigarro, sentindo-se relaxar. Ao soltar a fumaça, pensou em Severus. Seu antigo professor também fumava. Talvez um dia eles pudessem beber e fumar juntos. Ou talvez pudessem fumar depois de transar. As ideias pareciam tentadoras.
Após perambular pelas ruas, evitando sempre o Três Vassouras, ele resolveu dormir em Hogsmeade, no Cabeça de Javali, justamente por ser mais vazio. Ele alugou um quarto com Aberforth, e ficou conversando um tempo com o bruxo. Em seguida, ficou em seu quarto alugado fumando sozinho na janela.
Enquanto fumava, ele tomou uma decisão. No dia seguinte ele resolveria de uma vez por todas sua história com Malfoy. Seu amante não iria mudar, ia continuar sendo ciumento e possessivo e Harry já estava farto de ter um companheiro assim. Amanhã ele terminaria com Draco. Mesmo que isso custasse ter todos os seus eletrodomésticos destruídos pela ira de Malfoy.
Pela manhã, depois de sair do Cabeça de Javali, Harry foi para o Ministério, como sempre fez nos dias de semana. As aulas e os treinamentos para auror seguiam rotineiras, como em todos os dias, até que próximo do meio dia Draco apareceu no Ministério.
Impetuoso, o loiro iniciou uma discussão com Potter, em frente a todos que passavam. Malfoy ofendeu Harry verbalmente de todas as maneiras possíveis.
Por outro lado, Potter parecia bem desapontado, não retrucava, apenas pedia para Draco falar mais baixo. Argumentou que eles podiam conversar em outro lugar, com mais privacidade. O Gryffindor permanecia calmo, não se alterava com o namorado. Em parte porque já estava acostumado as birras de Draco.
Enfurecido por não conseguir atingir Harry com suas palavras ácidas, Malfoy resolveu partir para a agressão física e socou o rosto de Potter.
A dor física pareceu ser a faísca para a combustão de Harry. O bruxo sacou a varinha e estuporou Draco, depois o levou até um local vazio.
Quando Malfoy recuperou a consciência, Potter disse que ele era infantil, inseguro e extremamente possessivo. Harry não queria mais aguentar isso, por isso terminou com ele. E deixou um aviso, que soou como uma ameaça: caso Draco voltasse ao Ministério, ele teria sérios problemas. Harry mentiu dizendo que pediria para o ministro, Kingsley Shacklebolt, para mandá-lo a Azkaban por estar agredindo e difamando o salvador do mundo mágico. Puro blefe. Mas felizmente para Potter, as ameaças pareceram ter intimidado Draco.
Já estava anoitecendo e Harry agradecia por esse dia infernal estar acabando. Ao menos tinha resolvido o maior de seus problemas ou, talvez, tenha iniciado um problema pior com Malfoy. Tanto faz. Ele estava aliviado por ter se livrado de Draco. Era um homem solteiro, livre para fazer o que quiser.
Mas tinha sido um dia estressante para Potter. Por isso, sem pensar muito, ele aparatou na rua onde Severus morava. Ele queria ver o bruxo. E relaxar enquanto transava com um homem que não tinha problemas de insegurança. Um homem de verdade e não um principezinho mimado.
Apesar das casinhas daquela rua serem bem parecidas, Harry reconheceu a de Snape rapidamente. Ele, então, seguiu para a casa. Tocou a campainha e aguardou uns segundos. Porém, ninguém respondeu.
Ele bateu na porta de madeira algumas vezes. Mas nada aconteceu. Nenhum som vinha daquela casa.
Potter bateu mais algumas vezes na porta, com mais força, agora ele estava esmurrando a porta. Mas apesar da força, ninguém atendeu. A casa estava vazia, contudo, o rapaz precisa ter certeza. Ele necessitava de uma boa transa.
Harry olhou para os lados para conferir se estava sozinho na rua. Depois de confirmar que a rua estava deserta, ele sacou a varinha. Começou a lançar vários feitiços para quebrar os feitiços de proteção que Snape mencionara anteriormente. Quando julgou ter lançado todas as azarações possíveis, ele conseguiu abrir a porta com a maçaneta usando um simples Alohomora.
Entrando na casa, ele viu a sala vazia e o fogo da lareira que estava quase se extinguindo. Contudo, havia um pouco de pó de Flu próximo as chamas, indicando que Severus tivesse saído usando a lareira.
Curioso, Potter perambulou pelos cômodos, encontrando todos vazios. Ele chegou ao quarto de Snape e ficou por lá. Assim como o banheiro, o quarto era bastante branco. As paredes, as cortinas, as colchas e as almofadas da grande cama de casal eram brancas. O piso era de madeira escura, do mesmo tom que o armário e das muitas prateleiras. Uma das paredes era forrada de prateleiras com livros entulhados nelas. Ele foi até as prateleiras e ficou lendo os títulos dos livros. Achou muito interessante por conta da diversidade. A maioria dos livros eram de Poções e Artes das Trevas, mas tinha diversos título muggles, como livros de Álgebra Linear, Física Quântica, Cálculo e Química Inorgânica.
Depois, atraído pelo móvel, Harry ficou olhando a cama de Severus, com as colchas e almofadas brancas organizadas. Parecia tão confortável e atrativa. Ele se aproximou e se sentou. Como suspeitava e esperava, a cama e a roupa de cama estavam impregnadas com o cheiro do ex-professor. Aquele cheiro fantástico de mistura de ervas, que desde ontem Harry estava associando ao cheiro mais afrodisíaco do mundo.
Potter não resistiu e deitou na cama. Queria sentir como era. O colchão era confortável. Harry pulou um pouco na cama e notou que ela conseguia resistir a aqueles movimentos. Com um misto de ciúmes e até possessividade, ele se perguntou se Severus já teria transado com alguém naquela cama. Ele sentiu irritação, pois obviamente Snape já teria transado com alguém ali.
Os devaneios de Potter cessaram ao ouvir barulhos no andar de baixo. Ele se levantou da cama rapidamente e em seguida, a porta do quarto se abriu e Snape, segurando a varinha, entrou.
Severus havia tido outro dia frustrante. Talvez o pior deles. Ele havia chamado novamente o mesmo garoto de programa, o que parecia ser menos imbecil deles, mas assim que o viu ficou irritado.
Richard não era Harry Potter. Nunca seria. Mesmo que o bruxo fizesse o prostituto beber a poção Polissuco, ele não seria Potter. Nunca. Faltava muita coisa. E nesse ponto, Snape se deu conta que o quê faltava era a personalidade de Harry. Ele gostava de ser desafiado, da rebeldia inata de Potter e até do heroísmo do rapaz.
Snape queria o original, mas não podia. E agora a situação era pior, pois ele havia estado com o original. Ele sabia como Harry era na cama. E mais frustrante, sabia que o rapaz também tinha desejos por ele. O bruxo fechou os olhos e amaldiçoou sua sorte.
Severus parecia ter se tornado viciado em Potter. Precisava do rapaz e saber que não o teria, o deixava louco. Assim, ele dispensou rapidamente Richard e foi se acabar em seu outro vício, o cigarro.
Usando o pó de Flu e sua lareira, ele foi até Hogsmeade para fumar.
Snape fumou vários cigarros em frente a Casa dos Gritos. Ele frequentemente ia até aquele local, pois fora ali que sua vida tinha recomeçado. Sentia um forte elo com o local, afinal quase morrera ali duas vezes. Graças ao heroísmo de James e Harry Potter ele estava vivo. Ironias do destino.
Enquanto terminava um cigarro, ele sentiu o feitiço de proteção que lançou em sua casa ser violado. Alguém havia invadido sua residência. Snape jogou a bituca fora e sacou sua varinha. Ele sorriu sadicamente com a perspectiva. Isso seria interessante, pensou. Fazia tempo que ele não duelava, talvez tivesse que fazer isso hoje. Em seguida, aparatou em frente a sua casa. Com a chave, ele abriu a porta.
Assim que entrou na sala, ele notou que estava vazia, e também sentiu um cheiro incomum. Não era o odor de cigarro, e nem a era a colônia que o garoto de programa usava. Parecia o cheiro do perfume de Harry. Seu coração acelerou com a possibilidade delirante de ser Potter. Talvez ele estivesse imaginando o cheiro que mais queria sentir. Todavia, poderia ser também que o tolo bruxo que invadiu sua casa usasse o mesmo perfume que o rapaz.
Mas quais seriam as chances dessas coincidências acontecerem? Mínimas.
Com seu olfato apurado, Severus tentou seguir o cheiro e foi guiado até o segundo andar, direto para seu quarto. Segurando firmemente a varinha, ele abriu a porta e não acreditou no que seus olhos revelaram.
Potter estava lá, de pé ao lado de sua cama, olhando para ele. A fim de disfarçar sua alegria com a visita inesperada, Severus resolveu atacar o rapaz.
"Devo chamar a polícia por essa invasão de domicílio?", questionou Snape, com deboche.
"Talvez. Eu devo prestar queixa ao Ministério da Magia por você ter usado um Imperdoável em mim ontem?"
"Se quiser me mandar para Azkaban, faça isso. Com certeza me darão pena perpétua por eu, Comensal da Morte e assassino confesso, ter usado um feitiço das Trevas no grande herói do mundo mágico."
Harry sorriu e caminhou em direção ao bruxo.
"Esqueceu-se de mencionar que forçou o mesmo herói do mundo mágico a transar."
"Isso eu não fiz. Nós transamos porque você quis."
Potter tinha um sorriso obsceno, como se lembrasse dos acontecimentos da noite anterior.
"Não tinha intenção de invadir a sua casa, eu bati a porta e ninguém atendeu..."
"E como você é um garoto que não obedece a nenhuma regra, então resolveu entrar", interrompeu Severus, com aparente mal humor.
Harry voltou a sorrir, como se a acidez do bruxo causasse divertimento. Em seguida, ele se aproximou mais, ficando a poucos centímetros de Snape.
"Quer que eu vá embora?", questionou com a voz baixa. Com a proximidade dos corpos, o rapaz sentiu o cheiro característico de Severus misturado ao forte odor de cigarro. O bruxo com certeza estava fumando.
"Não", sussurrou com os olhos fixos nos lábios de Potter. Sentia o garoto cheirando a uma planta característica. Era Salsaparrilha? Mas essa planta era o ingrediente de poções para hematomas. "Mas e o seu namoradinho? Você tem um, não tem?", indagou com ironia.
"Eu tinha um namoradinho."
Severus deu um sorriso com escárnio.
"Terminou por causa de ontem, Potter?"
"Não seja egocêntrico, Severus. Ou vou pensar que todo Slytherin pensa que o mundo gira ao seu redor."
Severus ergueu uma sobrancelha. Isso queria dizer que o namoradinho de Harry era de Slytherin?
"No que está pensando?", perguntou Potter, tirando o bruxo de seus pensamentos.
"Nas razões que te fizeram voltar até aqui..."
"Eu vim para muitas coisas, Severus, mas podemos começar assim", falou e beijou levemente os lábios de Snape. Potter se afastou como se quisesse dar espaço a ele. Caso Severus quisesse recuar, poderia fazê-lo. Mas não foi isso que aconteceu. Ele sentiu as mãos do antigo professor envolverem suas costas em um abraço firme. E a boca de Snape esmagou a sua e iniciou um beijo faminto.
Snape agarrou aquele garoto como se estivesse estado longe dele por longos anos. Beijava Harry com paixão e até violência. Estava adorando sentir o gosto daqueles lábios, a textura, e amava como Potter correspondia ao beijo com igual entusiasmo.
Potter segurou mais firmemente Severus, e sem desgrudar dos lábios do bruxo, começou a caminhar com ele em direção a cama. Quando a perna de Harry bateu na cama, ele se jogou juntamente com Snape em direção ao colchão. Fez questão de ficar por baixo do amante. Hoje ele precisava que Severus estivesse no comando da transa.
Snape tinha um forte palpite do porquê eles estavam na cama, mas ele precisava ouvir. Ele necessitava ouvir da boca de Potter sua intenção. Por isso desgrudou dos lábios do rapaz e perguntou:
"Veio aqui para isso, não foi, Potter? Quer transar comigo?", perguntou enquanto arfava.
"É Harry, Severus. Já pedi para me chamar pelo primeiro nome."
"Harry, veio transar comigo?"
Potter sorriu, como se adorasse ouvir seu nome ser pronunciado por aquela voz suave.
"Sim, eu vim para transar com você, se você quiser."
Severus sorriu com desdém, como se a ideia dele não querer Potter fosse extremamente ridícula. O bruxo abriu o casaco do rapaz, enfiou o nariz na clavícula dele e mordiscou a pele.
"Hum...", fez Harry. Sentir aquele nariz e dentes em sua pele era uma sensação maravilhosa.
Snape terminou de abrir a camisa e o casaco de Harry e se livrou daquelas peças de roupas, atirando-as no chão. Ele viu o tórax e abdômen de Potter e admirou a firmeza dos músculos dele. Ele não resistiu àquela visão, abocanhou o umbigo do rapaz, fazendo-o gemer.
Harry se contorceu e gemeu enquanto sentia a língua do ex-professor em seu umbigo, penetrando-o. Depois ele sentiu os finos lábios de Severus se movendo, indo em direção ao seu peito, deixado um rastro de beijos no percurso. Em seguida, ele sentiu a boca do professor mordendo seu mamilo, enquanto as mãos firmes e longas seguravam suas costelas.
"Ah! Severus, isso é muito bom!"
Ainda segurando o mamilo de Harry com os dentes, Snape ergueu a cabeça e fitou o rosto dele. Potter estava com os olhos brilhando e olhando para ele de forma intensa.
"Mais...", incitou o rapaz.
Severus riu e sugou o mamilo, ainda olhando para Harry. O garoto gemeu. Snape sugou com mais força, depois mordeu sem delicadeza. Potter arfou. Severus foi para o outro mamilo, mordendo-o.
Harry estava excitado. Snape estava o devorando com o olhar, e a mordida em seu mamilo o deixava latejando. Ele precisava mostrar isso para seu parceiro. Potter esticou os braços e aproximou Severus do corpo dele, esfregando sua ereção contra o bruxo.
As mãos de Snape agarraram mais firmemente Harry. Ele pode sentir que havia deixado o rapaz excitado e isso o deixava louco de tesão. Severus subiu o corpo e beijou suavemente o pescoço de Potter, em seguida após olhar intensamente para o bruxo o beijou. O beijo dessa vez foi menos voraz, mas continuou exigente.
Harry passou as mãos pelas costas do bruxo que o beijava. Não gostou do fato de Severus estar tão vestido. Potter girou os dois na cama, fazendo Snape ficar por baixo e ele por cima. Harry começou a tirar as vestes do bruxo. Abriu o sobretudo e parou com o beijo. Ele tirou agilmente o suéter junto com a camisa. Agora Severus estava nu da cintura para cima. Potter passou as mãos pela pele branca do amante, reconhecendo cada ponto. Desejava em breve, saber quais eram os pontos erógenos de Severus, quais locais fariam seu ex-professor gritar de prazer. Ele sorriu com a ideia, pois com prática constante ele obteria aquele conhecimento.
Snape sentiu os toques suaves de Harry por seu abdômen e tórax, depois viu o rapaz se aproximar mais e beijar seu pescoço, depois a orelha.
Potter arranhou o peito e a barriga de Severus, depois com as mãos em cima do cinto dele, ele olhou para os olhos negros. Ele sorriu com malícia e abriu o cinto, juntamente com a calça. Depois, puxou os dois para baixo, deixando Snape só de cueca. Satisfeito, Harry, se posicionou mais para cima. E ter o contato direto de sua pele com a de Snape, o fez gemer de alegria. Adorava aquele atrito, adorava o fato de estar ficando quase embriagado com o cheiro de Severus. Ele esfregou sua ereção nas coxas do bruxo, para mostrar para o Comensal da Morte o quanto ele estava empolgado. Em seguida, passou a chupar o pescoço dele, só para ter o prazer de deixar uma marca nele.
Severus gostava muito de ter o rapaz sob seu corpo, o incitando. Na verdade, o que mais gostava era o fato de Harry Potter ter uma ereção por ele. Snape queria fazer aquele menino gozar. Mas, principalmente, queria estar dentro do rapaz enquanto ele chegava ao orgasmo. Com essa ideia em mente, ele segurou os ombros de Harry e os fez girar. Ele estava por cima de novo e não pretendia sair daquela posição. Harry ainda o chupava com força no pescoço, disposto a marcá-lo.
"Que me deixar uma marca, Harry?"
Potter o chupou com mais força, depois olhou para Severus.
"Você me deixou muitas ontem."
"E você as apagou imediatamente."
"Eu te ofendi com isso, Severus? Lamento. Hoje você pode me marcar quanto quiser. Eu deixarei tudo que você fizer."
Snape sorriu e avançou em direção a Potter. Severus mordiscou de leve o pescoço de Potter, depois distribuiu mordidas mais fortes pelo tronco. Ao mesmo tempo suas mãos trabalhavam para abrir a calça de Harry.
"Você não me mordeu com força no pescoço", reclamou Potter.
"Estou tentando não macular sua imagem de herói. Heróis não andam por aí com marcas de chupão."
"Mas até ontem eu podia?", questionou e ao mesmo tempo entendia a razão das marcas. "Aquilo foi uma mensagem, não foi? Queria mandar um recado para o meu antigo amante?"
Severus deu um sorriso de escárnio.
"Não sei do que você está falando", falou e desceu a calça junto com a cueca de Potter. Adorou ver a ereção do rapaz intumescida. Ele moveu os lábios até o membro de Harry e o lambeu algumas vezes.
Potter se contorceu e se impulsionou para frente. Oh, Merlin! Snape era muito bom com a boca, apesar de ser um sacana por conta das marcas propositais, pensou. Enquanto sentia a língua do bruxo em sua ereção, ele ouviu Severus murmurar um feitiço. Snape o lambeu mais algumas vezes e depois o virou, deitando-o de lado. Harry então sentiu um dedo bem lubrificado o penetrando. Depois sentiu o corpo de Severus o envolvendo por trás, assim, podia sentir além do dedo, a ereção de Snape roçando em sua bunda. Potter fechou os olhos, jogou a cabeça para trás, de encontro ao peito de Severus e gemeu.
Snape adorou. Harry estava entregue para ele. Não protestou por estar penetrando-o e ainda por cima gemia de prazer. O que indicava que o garoto queria o mesmo que ele.
"Hum...", murmurou Potter satisfeito.
Severus continuou movendo o dedo no menino, fazendo movimentos circulares, buscando a próstata de Harry. Já com a outra mão, ele colocou seu membro para fora da cueca e passou o gel lubrificante por todo ele. Snape estava pronto para Potter.
Harry remexeu os quadris, buscando mais contato com Severus. O ex-professor atendeu ao seu pedido. Snape colocou outro dedo dentro do menino e fez os dois entrarem e saírem do corpo de Potter. Harry ganiu, alegre e entregue. Também começou a se mover, tentando acompanhar o movimento dos dedos de Severus.
Snape aprofundou mais os dedos e ouviu Potter gritar de prazer. Ele havia encontrado a próstata de Harry.
"Achei um ponto sensível?", questionou.
"Sim...", gemeu Potter. O rapaz agora sentia Severus atacando seu lugar sensível com os dedos. E aquilo estava enlouquecedor de prazer. Harry mordeu os lábios para não gritar.
Snape retirou os dedos, pois Harry estava pronto para ele.
Potter sentiu Severus sair de dentro dele e ganiu baixinho, como se a falta de contato o deixasse triste. Ele então sentiu a ereção de Snape contra sua bunda, o roçando e provocando.
"Vai logo!", ordenou.
Severus sorriu e mordeu a orelha dele.
"Não tenha pressa, Harry."
"Está com tanta pressa quanto eu, Severus", garantiu Potter. O rapaz, em seguida, deitou de costas na cama. "Quero te ver enquanto transamos", explicou.
Snape deitou sob ele. Potter aproveitou para puxar seu rosto e beijá-lo de novo. Depois pegou a ereção de Severus e a guiou até sua bunda.
Severus continuou beijando Harry, dessa vez mais gentilmente. Ele tirou a mão do garoto de sua ereção. Não precisava que Potter mostrasse o que ele precisava fazer. Em seguida, penetrou devagar o menino.
"Ahhh...", os dois gemeram quase em uníssono.
Snape desfez o beijo, pois temia se descontrolar e acabar mordendo os lábios ou a língua do rapaz. As mãos do bruxo deslizaram pelas coxas de Harry e se fixaram em suas costelas. Severus apertava com força os flancos de Potter. E só depois de olhar diretamente para os olhos verdes e ver prazer e libido neles, ele começou a se mover. Saindo e voltando a preencher Harry com cuidado.
Potter mordeu os lábios e fechou os olhos. Aquilo estava tão bom. Snape realmente sabia penetrar. Harry começou a acompanhar os movimentos do bruxo, indo de encontro a sua ereção. Ao fazer isso, Severus gemeu e ele abriu os olhos. Potter adorou o que viu. Os olhos de Severus pareciam carvões em chamas. Queimando de prazer por causa dele. Enquanto via e tentava memorizar o rosto de Snape em sua mente, ele sentiu sua próstata ser atingida.
"AH!", gritou de êxtase.
Severus sorriu vitorioso. Adorava proporcionar prazer aquele menino, adorava ainda mais ouvir o prazer sair de seus lábios. Harry olhou para ele quase enlouquecido, seus olhos brilhavam.
"Mais!", exigiu Potter. Depois o rapaz puxou o bruxo pelos cabelos para seus rostos ficarem mais próximos. Harry envolveu Snape com os braços. A barriga plana de Severus acariciava sua ereção com os movimentos mais enérgicos do professor.
Snape segurava seu corpo com as palmas da mão no colchão, não queria sobrecarregar o rapaz com seu peso. Ele sentia a respiração forte de Harry em seu pescoço. Também conseguia ouvir os gemidinhos que Potter soltava. Todas essas sensações eram tão fortes que ele estava segurando seu orgasmo. Por isso, ele acelerou mais os movimentos. Agora golpeava a próstata de Potter diversas vezes. Tantas vezes que ele sentiu um líquido quente contra seu abdômen.
Harry chegou ao orgasmo com um grito mudo. Havia sido muito, muito bom. Enquanto sentia seu corpo relaxar com o clímax, ele olhava para o bruxo a sua frente. Os cabelos negros de Severus se moviam com rapidez, a testa tinha gotículas de suor, sua boca estava rosada por causa dos beijos. Ele estava belo, muito belo. Potter arranhou as costas de Snape até chegar na nuca, depois trouxe a cabeça dele para próxima da sua e o beijou.
Severus gozou como nunca havia gozado em sua vida. Era a primeira vez que transava e chegava ao clímax dentro da pessoa que ele desejava. E era uma sensação única e poderosa. Ele sentiu seu corpo ficar mole, e seus braços já não eram capaz de sustentar seu peso. Ele caiu em cima de Harry, sorrindo de satisfação e prazer.
Após alguns segundos de silêncio, Harry comentou:
"Foi muito bom, Severus."
"Subestimou minhas habilidades na cama, Potter?", perguntou debochado.
"Jamais. Você superou as ideias que eu tinha. Mas suas habilidades se restringem a cama? E se eu quiser transar no banheiro?"
Snape sorriu enviesado e beijou a testa de Potter.
"Não provoque, Harry. Não tem ideia de onde está se metendo."
Os olhos verdes brilharam de malícia.
"Posso descobrir onde estou me metendo, basta você permitir."
Snape quase sorriu de alegria. Seus olhos brilharam de excitação. Ele poderia ter Potter como amante fixo? Seria um sonho. O bruxo ainda permanecia em cima de Harry, por isso começou a se erguer para sair de cima dele, mas os braços do rapaz o prenderam.
"Onde acha que vai?", questionou o rapaz.
"Estou te esmagando..."
"Está bom, Severus. Eu gosto de ter você por perto."
Snape sorriu enviesado.
"Está com fome?"
"Você está com fome, Severus?", indagou a pergunta com malícia.
O ex-professor o olhou de um jeito predador, em seguida passou a língua pelos lábios de um jeito sugestivo. E então sorriu de forma zombeteira.
"Não estou me referindo a esse tipo de fome. Posso preparar alguma coisa para nós comermos, se você puder ficar."
"Você cozinha?", questionou surpreso.
"Você não tem ideia das coisas que eu faço", disse e saiu de dentro do corpo de Harry. Depois rolou na cama e se levantou.
Por uns segundos Potter ficou observando Snape nu. Ele gostava do corpo do bruxo. Magro e firme. Ele viu Severus pegar a varinha e realizava feitiços de limpeza nele e em Harry. O rapaz piscou para se concentrar, em seguida, se lembrou do que Severus tinha dito. Resolveu, então, atiça-lo.
"Bem... Eu já sei que você usa Imperdoáveis em seus parceiros sexuais, que você transa na mesa da cozinha e que você gosta de disciplinas muggles. O que mais eu preciso saber?"
Os olhos negros cintilaram. Aquele garoto estava zombando dele? Isso teria vingança imediata.
"Que tal você me dizer uma coisa? Para quê usou uma poção com Salsaparrilha?"
Harry tentou parecer impassível. Mas pelo jeito que Severus o encarava, ele imaginou que não estava dando certo. Achou melhor desconversar.
"Pensei que um professor de Poções soubesse a razão das pessoas usarem poções de Salsaparrilha."
"Eu só estava imaginando que tipo de bruxo ou bruxa teria a coragem de fazer um hematoma em Harry Potter. Ou foi durante seu treinamento de auror? Longbottom acidentalmente te nocauteou?", provocou.
Harry não respondeu.
Severus analisou o garoto e sua falta de resposta. Se tivesse sido Longbottom ou qualquer auror, ele teria respondido de imediato. Contudo, parecia que Harry não queria responder. Quem em sã consciente agrediria o herói do mundo mágico? A resposta foi imediata.
"Seu namoradinho é uma pessoa agressiva."
"Ele era sim."
"Você é sadomasoquista?", questionou com a intenção de fazer o clima ficar mais ameno. Pois a conversa havia ficado tensa.
Harry riu alto.
"Não, eu não sou. Ele me bateu por causa do término. Ele era muito mimado, cheio de vontades. Não conseguiu aceitar muito bem o fim."
Slytherin e mimado?, pensou Severus e franziu a testa de desgosto. Já sabia quem era o namoradinho de Harry. Draco Malfoy.
"Severus", chamou Harry seriamente.
"Sim?"
"Se você tiver tendências sadomasoquistas, eu não me importo de experimentar. Seria muito bom te dar esse tipo de prazer", falou solenemente, mas tinha um sorriso de escárnio no fim.
"Vou me lembrar de suas palavras, Harry. Você irá jantar comigo?"
"Será um prazer."
Continua?
Fim?
Comentários da autora: Primeiro eu gostaria de me desculpar. É vergonhoso esperar dez meses para a atualização de um capítulo. Isso seria inadmissível se fosse uma longfic, mas como são oneshots, pode ser compreensível. Acreditem ou não, de todas minhas fics já publicadas, esse foi o capítulo que me deu mais trabalho de fazer. Vocês não tem ideia de quantas vezes eu li e reescrevi essa história. Por que? Eu não estava satisfeita com o que eu escrevia, aí eu tinha que alterar e alterar. Enfim cheguei a esse texto, que é o melhor que eu pude fazer (apesar de eu não estar totalmente satisfeita).
Então, por favor, me digam o que acharam. Gosto muito da interação com vocês. As vezes de algo que vocês escrevem, me surge uma inspiração para escrever.
Renata, Cris e Srta S.P.R acertaram! \o/ Draco era o namorado super chato do Harry. (Sim, eu não gosto do Draco : P). Pretendo em uma das oneshots próximas voltar a escrever sobre o Draco, um outro lado (chato) dele. Mas dessa vez ele irá interagir com o Snape. Alguém se habilita a dizer como será essa interação? ; D
Nan3da achou que fosse o Neville? Poxa, eu amo o Neville (e o Matthew Lewis). Você ter mencionado o Neville me dá ideias. Vou inseri-lo em uma oneshot mais distante. Hehehehe... Mistério! : )
Como eu já mencionei, comentários inspiram. Por isso, por favor, me deixem um review?
Obrigada pela atenção e até a próxima! ; *
É muito pó de Flu! Saudações tricolores! É tetracampeão! \o/
