CAPÍTULO 3- COMO SER EM UMA SEMANA
Desde que tínhamos saído da cidade – não havia passado muito tempo; uma hora e quinze no máximo –, não trocamos nenhuma palavra. Sam examinava um mapa e Dean dirigia ao som de 'Back in black'.
Back in Black: http: // www. youtube. com/ watch? v= tXaZmY52gHM (junte os espaços)
- O que nós vamos fazer de agora para frente? – perguntei, quebrando o silêncio.
Sam virou-se para trás para me encarar.
- Vamos abastecer o carro na próxima cidade e ver o que acontece na região.
- Como vão se interar das notícias? – falei. Só o que me faltava era a gente sair pela cidade perguntando: 'Oi, algo sobrenatural assombrou as redondezas?'. Ri internamente. Era tão... Dean.
Sam apontou para um notebook que estava no banco de trás, ao meu lado. Eu nem ao menos havia reparado que ele estava ali.
- Isso explica como – sussurrei.
O silêncio não voltou, mas eu continuei no vácuo: Dean e Sam conversavam sobre onde ficaríamos; o que fariam; o que fazer comigo – essa pergunta foi do Dean.
- Dean! – censurou Sam em resposta.
Eu ri.
- Sam, ele está certo. Temos que decidir o que eu irei fazer de agora para frente. Se eu não for útil em algo, podem me matar.
Dean deu uma gargalhada e Sam me olhou chocado.
- Brincadeira. Eu serei útil para alguma coisa: cozinhar, limpar casa e, no último caso, escrava sexual.
- Essa é uma utilidade muito importante – murmurou Dean, rindo.
Sam balançou a cabeça negativamente.
- Agora é sério, como poderei ajudar vocês a caçar essas coisas? – indaguei.
- Você disse que sabe usar armas, agora você tem que nos falar: Você está pronta para matar essas coisas sem piedade? – disse Dean.
Pensei um pouco. Matar nunca havia sido um dom para mim, mas aquele demônio matou a minha mãe e meu pai... Deveriam existir criaturas piores; que matavam sem motivo algum.
Estremeci. Eu estava pronta.
- Com certeza – respondi.
- Vamos ter que ensiná-la, Sam.
- Ensiná-la? – repetiu Sam. Eu tinha certeza que ele não estava prestando atenção na conversa enquanto examinava o mapa.
- Acorda, cara! Ela está pronta para ajudar a gente com esses monstros.
- Ah – murmurou. – Temos que dar aulas para ela.
Dean levantou as sobrancelhas.
- Voltando ao colegial, mocinha? – falou, rindo.
- Há, engraçadinho – brinquei. – E, quando as aulas vão começar?
- Quando chegarmos. Faltam só alguns minutos – explicou Sam.
- Ok.
Eu me ajeitei no banco e fechei meus olhos, esperando a cidade chegar logo.
Sam's POV
Dean dirigia balançando a cabeça; estávamos ouvindo aquelas fitas ultrapassadas dele.
- A menina ali atrás vai pular da janela daqui a pouco com essas suas músicas, Dean – brinquei, rindo com algum desconforto. Era estranho para mim... ter uma mulher na "caravana". Dean parecia se sentir ótimo; aposto que ele estava empolgado para que Rebecca caísse na dele.
- Me deixa ouvir as minhas fitas; eu que estou dirigindo – respondeu.
Olhei para trás, torcendo que Rebecca não se importasse com o comportamento de meu irmão.
Ela estava deitada de um jeito que parecia que estava sentada e foi deslizando pelo banco. Eu ri.
- Acho que vamos ter que deixar nossa aula para outra hora – falei, apontando para ela.
Dean deu uma olhadela rápida.
- A noite foi demais para ela. Dormiu – respondeu. – Iniciantes.
- Nada de acordá-la, ok? Você adora fazer isso.
- Eu? – ironizou. – Quê é isso?
- Eu estou falando sério, Dean. Ela vai começar uma nova vida agora, vai viver sob maior pressão, maior responsabilidade; não vai poder ter uma vida social. Eu sei como ela se sente, esqueceu que eu também saí de uma vida assim?
Dean fez uma careta.
Olhei de novo para o rosto de Rebecca e me lembrei de Jéssica; ambas tiveram a vida arruinada pelo sobrenatural. A diferença é que eu ajudei Rebecca, a mantive viva... Se eu não tivesse ignorado meus sonhos, eu teria salvado Jéssica; e, provavelmente, ela estaria sentada no banco de trás, com Rebecca.
Os meus olhos se encheram de água e eu voltei a analisar o mapa, tentando mudar o foco dos meus pensamentos.
- Hmm, é na próxima entrada – indiquei.
- A cidade? – resmungou Dean.
- É. Quer que eu dirija? Você parece estar sonolento.
- Eu? Imagina... Eu só estava pensando em algumas coisas.
Olhei para ele: sua cara estava com um sorriso safado que eu bem conhecia.
- Fala, por favor, que você não estava tendo fantasias sexuais.
- Há. É inevitável.
Ele olhou rapidamente para trás, ainda com o sorriso.
- ARGH – murmurei. – Com ela?
Dean riu.
- Ela vai "viver" com a gente agora!
- E daí? – Ele virou na entrada da cidade, onde tinha uma placa: "Bem-vindo a Charlotte". Até que era pouco tempo de viagem considerando os quilômetros: Saímos de Natalia (cidade em que matei Peter), passamos por Somerset, depois Pleasanton e chegamos em Charlotte! 78 km.
- Vamos procurar uma cafeteria? – perguntei.
- É melhor encontrarmos um hotel primeiro. A Bela adormecida dorme.
Balancei a cabeça, rindo.
- Sei que o hotel é somente para a Bela adormecida...
- Certo – disse. – Eu preciso de uma cama também.
- E eu preciso de um café.
Avistamos um hotel que parecia ser devidamente adequado.
- Quais serão os nossos nomes agora? – ironizei.
- Vê aí o nome do cartão.
- Raphael Campbell – li, em voz alta.
- Eu sou o Raphael; arrume outro nome para você. Raphael é nome de pegador, combina comigo.
Olhei para ele, incrédulo.
- Você é um bobão – falei.
- Seu nome pode ser Patrick. É o carinha débil do desenho Bob Esponja.
Mostrei o dedo do meio para ele.
- Ui, nervosa – sussurrou, para me irritar.
Revirei meus olhos.
- Meu nome vai ser Robert Campbell. E o dela – acenei para Rebecca. – pode ser...
- Nicole – sugeriu.
Eu olhei com uma cara: (?) e ele levantou as sobrancelhas.
- O que foi? Adoro esse nome... – explicou. – Nicole Campbell, nossa prima. Combinou.
Ele parou o carro na frente do hotel.
- Então vamos lá, "Robert Campbell".
- Vai pagando a diária que eu a levo – sugeri.
- Não – discordou. – Eu pago e depois volto para buscá-la. Você vai tomar o seu café e procurar algumas notícias.
Ele não podia ser meu irmão: duas criaturas não eram tão distintas assim.
- Vê se não mexe nas calcinhas dela – avisei, pegando um dinheiro e o notebook e saindo do carro.
- Nem pensei nisso – sussurrou, rindo.
Dean's POV
Sam estava preocupado com a garota; com medo que eu jogasse meus charmes para cima dela. Ele pensava que eu não estava ciente disso, mas eu estava; Não que fosse impossível conquistá-la – nada nesse sentido é impossível para mim –, mas eu não queria. Ela era... hmm, boa, mas era tão estranho. Eu peguei a minha mochila e taquei no ombro, depois eu fui negociar uma diária.
Adentrei o hotel.
Recepção do hotel: http: // www. orkut. com. br/ Main# AlbumZoom. aspx? uid= 9232792981758338606& pid= 1248717194208& aid= 1245147461 (junte os espaços)
- Uma diária para quantos? – perguntou a recepcionista boazuda.
Recepcionista: http : // www. orkut. com. br/ Main # ? uid= 9232792981758338606& pid= 1248726209957& aid= 1245147461 (junte os espaços)
- Hmm, para três. – O rosto dela "caiu". Eu curti isso. – Para mim, meu irmão e minha prima.
Ela deu um sorrisinho de lado e eu sabia que ela tinha entendido a minha direta 'estou livre para transar a vontade'.
- O seu quarto é o 23 – falou. – Como vai pagar a diária?
- Aceitam cartão? – perguntei, com um sorriso nos lábios.
- Claro. – Entreguei a ela o cartão e ela sorriu. – Raphael, belo nome. – Ela me devolveu o cartão. – O meu é Angelina, qualquer coisa é só me chamar.
Ela me entregou a chave e eu a coloquei no bolso. Subi as escadas, coloquei minha mala e fui buscar a mala de Sammy e as três malas de Rebecca.
Quando eu voltei ao carro para levar 'minha priminha' para cima, ela estava completamente deitada no banco, com os olhos repousados levemente. Seu aspecto estava tão tranquilo que me deu vontade de dormir. Eu a peguei no colo e passei pela recepção. Angelina suspirou quando me viu passar e eu imaginei o que ela poderia estar pensando: "Ele é tão fofo! Está levando a prima dele". Eu sorri.
Quando entrei no quarto, eu a coloquei na cama de solteiro. Tirei a minha camiseta e o meu sapato, deitei na cama de casal e nem me cobri com um cobertor antes de dormir.
Rebecca's POV
Eu estava na porta de minha velha casa, em Natalia, mas ela começou a pegar fogo do nada. Peter estava comigo, mas não se importou com o fato de que meus pais estavam lá dentro.
- Peter. Meus pais estão morrendo! – eu gritei.
De repente, eu olhei para Peter e ele não era mais ele. Ele era Dean. Peter/Dean me olhava com uma cara assassina. Ele pulou em cima de mim, me derrubando na grama fria, mas Sam chegou a tempo de impedi-lo; deu-lhe um tiro na cabeça.
Eu saí correndo para o lado de Sam e o abracei.
Pensei que Peter/Dean estava morto, mas ele veio se arrastando para o meu lado e pegou no meu pé, me puxando para baixo da terra.
- Não! – gritei, novamente. – Sam, não me deixe ir, Sam.
Ele tentou me pegar, mas não conseguiu. E eu caí em um lugar escuro, e muito medonho. Um homem com olho amarelo estava na minha frente e passou a mão na cabeça de Peter/Dean.
- Parabéns – falou o homem com olho amarelo. – Você vai ser recompensado por trazê-la.
O homem acenou para mim, e Peter/Dean se aproximou, arrastando; e, logo em seguida, deu-me um beijo.
E eu gostei disso.
Que porra de pesadelo foi esse?, pensei quando abri meus olhos. Nem mesmo no inferno eu gostaria do beijo de Peter!
Assim que a raiva que eu sentia se esvaiu, eu reparei que não estava mais no carro. Definitivamente, eu não estava no carro dos Winchesters.
Eu me levantei; estava deitada em uma cama de solteiro e logo ao meu lado, Dean dormia em uma cama de casal.
Primeiramente, eu fiquei imóvel, encarando os braços de Dean. QUE BRAÇOS! Oh, God. Mas depois eu percebi que somente Dean estava comigo ali naquele quarto.
Quarto: http : // www. orkut. com. br/ Main # AlbumZoom. aspx? uid= 9232792981758338606& pid= 1248717203940& aid= 1245147461 (junte os espaços)
Cadê Sam?, pensei.
Examinei todo o quarto novamente, tentando encontrar alguma coisa que justificasse o sumiço dele.
As minhas malas estavam lá, e tinham mais duas ao lado. Mas o notebook de Sam não estava em lugar algum.
A porta do quarto abriu, fazendo com que eu me assustasse. Mas era apenas Sam; ele apareceu como se adivinhasse meu pensamento e minha preocupação.
- Desculpe-me – murmurou. – Eu te assustei?
- Um pouco – sussurrei, meio grogue.
- Acordou agora ou faz um tempinho? – Sam trazia três copos. Ele colocou-os em uma mesinha.
- Agora. Faz muito tempo que eu durmo?
- Não muito. Uma hora e meia. Chegamos em Charlotte.
- Percebi que chegamos. Preciso de um banho – falei. Eu me levantei, peguei uma toalha que estava jogada no chão e fui até minha mala.
- E ele dormiu mesmo – murmurou Sam para ele mesmo, referindo-se a Dean.
Eu entrei no banheiro e tomei meu banho rapidamente, mas não me esquecendo de lavar o cabelo. Quando eu saí, Dean ainda dormia. Eu estava vestindo uma calça jeans escura e uma blusa que, mostrava os ombros, roxa.
Sam estava sentado na beira da cama de solteiro, mexendo no notebook, quando saí do banheiro.
- Ah – disse. – Trouxe café para você.
- Obrigada.
Eu me dirigi para o copinho de café e voltei para a cama, sentando-me ao lado do Winchester acordado. Eu tomei um gole e olhei o rosto de Sam: Ele desviou o rosto assim que eu o olhei, e depois retornou a olhar para mim, com um sorrisinho sem graça. Ele não gostou que eu tivesse percebido que ele também me olhava.
Eu imaginei o tanto que era difícil para ele ter que conviver comigo agora. Vivia sempre ele e o irmão até que eu me intrometi em sua vida. Por isso que ele sempre sorria timidamente, ou censurava o irmão quando este se soltava demais.
Como eu percebi que ele não falaria nada, eu comecei a conversa:
- Quando as aulas vão começar?
Uma luz pareceu acender em sua cabeça.
- É mesmo... As aulas. Hmm, acho melhor esperarmos Dean acordar, ainda não sei muito bem como vamos fazer isso, como vamos te ensinar tudo o que aprendemos. Você tem facilidade para aprender?
- Minha mãe diz... dizia que eu sou inteligente, mas mãe é mãe. – Eu parei de falar nisso assim que ele abaixou a cabeça. Eu tinha me esquecido que ele não teve como crescer com uma mãe. – Eu era boa na escola. Tirando física.
Fiz uma careta. Física era desnecessária.
- Eu também nunca curti física.
Nós rimos timidamente.
- Por que você não começa me falando sobre você? – Pareceu uma cantada, então eu corrigi. Meu rosto ardia e eu sabia que deveria estar vermelha como um tomate. – Tipo, como você entrou nesse mundo e tal.
Ele riu.
- Não precisa ficar com vergonha, eu entendi o que você quis dizer. Dean não entenderia...
Eu sorri. Dean não entenderia mesmo pelo o que eu pude perceber de seu jeito.
- Eu tinha poucos meses de vida quando meu pai encontrou minha mãe grudada no teto do meu quarto. Quando ela começou a pegar fogo, ele me deu para Dean me segurar, para que ele me levasse para fora de casa. Meu pai percebeu que não daria para salvar minha mãe, então ele também saiu da casa. Depois daquele dia, meu pai ficou furioso: Ele queria descobrir o que matou mamãe. E então ele começou a ler livros que falavam sobre esse mundo sobrenatural, e começou a consultar gente que sabia disso. Logo ele passou a ser um caçador e começou a ensinar eu e o Dean a praticar isso também. Eu queria muito fazer parte de uma vida normal, por isso vivia brigando com ele, sabe? Quando eu cresci, eu fui para a faculdade e arrumei uma namorada. A Jéssica. Eu a amava, como amava a minha própria vida; como meu pai amava minha mãe. Eu comecei a ter um sonho muito estranho, com Jess grudada no teto pegando fogo, mas eu o ignorei. Um dia, Dean apareceu na casa que eu dividia com Jess, falando que papai havia desaparecido há duas semanas. Eu ajudei Dean a resolver um caso e depois eu voltei para a minha cidade, porque eu teria uma entrevista no dia seguinte. Quando eu deitei em minha cama, pude ver Jéssica grudada no teto; e logo em seguida ela começou a pegar fogo. Dean apareceu e me tirou de lá, mas eu queria ter ficado e a salvado. Depois disso, eu não quis mais ter uma vida normal. Eu entrei no carro com o Dean e fomos atrás de outra pista do paradeiro de papai.
Ele abaixou a cabeça e eu dei um tempo para ele se recuperar. Depois ele levantou o rosto e começou a me encarar. Eu sustentei o seu olhar, até quando ele retornou a falar.
- Papai nos passou umas informações depois, que era um demônio que havia matado nossa mãe e Jess. Eu queria ajudá-lo a destruir esse demônio, mas ele me impediu. Quis que eu continuasse a caçar coisas com Dean e que ele mesmo iria acabar com o demônio. No fim, o demônio ainda circula por aí.
- E o seu pai? – perguntei, fitando seus olhos.
- Está morto.
Uma voz diferente ecoou, fazendo os meus olhares e os de Sam se desviarem:
- O nosso pai trocou a vida dele pela minha. Eu estava morrendo, e ele simplesmente fez um pacto com um demônio para trocar as nossas vidas.
Era Dean.
Fiquei pensando no quão era sofrido para Dean conviver com isso todos os dias, sentindo a culpa imensa pela morte do pai.
- E os seus sonhos, Sam? – indaguei.
- Continuam. E cada sonho que tenho envolve coisas do demônio – respondeu.
- Sabe o que eu pensei, Sammy? – disse Dean. – Podemos dar o diário de papai para ela ler, e quando surgirem novos casos, ela vai aprendendo.
Sam concordou com a cabeça.
- Trouxe um café para você, Dean – ele indicou o copo em cima da mesa.
Dean levantou-se para buscar e eu pude ver suas costas nuas. Respirei fundo e desviei meu olhar rapidamente - uma coisa que eu não queria fazer, mas a ultima coisa que eu queria era que Sam ou Dean percebesse meus olhares ambiciosos. Dean aproveitou para me jogar o diário. Eu analisei o objeto.
- Achou alguma coisa, Sammy? – perguntou Dean.
Eu decidi me concentrar na conversa deles primeiro, pois era um caso novo talvez.
- Olha – Sam virou o notebook para o meu lado e Dean se aproximou, sentando-se bem atrás de mim. Pude sentir seu calor humano e meus pelos de eriçaram. – "Karine Holmes, uma secretária, foi encontrada despedaçada em sua própria casa sem o coração". Acha algo incomum? – falou Sam.
- Deixa Rebecca encontrar no diário – sugeriu Dean. – Eu já tenho em mente o que pode ser. Tem outros casos parecidos com esse na cidade?
- Não. Procurei em tudo. Esse foi o primeiro caso em toda a região – respondeu Sam.
Eu comecei a folhear o pequeno livro, lendo rapidamente algumas coisas. Tinham coisas como dados de pessoas mortas, vampiros, wendigos – o que é isso, meu Deus?, pensei – e espíritos obsessivos. Respirei fundo e continuei procurando – tentando não me lembrar que os dois estavam me olhando naquele momento, vendo as minhas reações. Achei uma coisa que parecia interessante.
- Ela foi morta à noite? – perguntei.
Dean sorriu. Eu estava chegando perto.
- A polícia diz que sim. Pois há testemunhas que falam que a viram chegando em casa de madrugada e que ela não saiu para trabalhar de manhã. Já estava morta – explicou Sam.
- Hmm – Eu estava com medo de estar errada e de eles rirem de mim. – Pode ser um... lobisomem? – Olhei para eles e encontrei dois pares de olhos incrédulos. – Olha – tentei explicar –, aqui no diário diz que eles atacam a noite, e que despedaçam pessoas, e que lhes arrancam o coração, e o ciclo lunar bate. As informações batem...
- Não estamos com essa cara porque você errou, Rebecca – começou Sam. – Foi porque você foi genial. Foi direta ao ponto e soube o que era com uma simples informação.
- Fico feliz em saber que não sou totalmente inútil.
Dean riu.
- Rebecca, é bom você saber que sempre que você quiser aprender mais, não tem somente o diário de nosso pai. – Sam enrugou o cenho de confusão para Dean. – O que eu quero dizer, Sammy, é que eu também fiz um diário com tudo o que nós passamos desde que... Jéssica morreu.
Sam voltou a falar, ignorando isso:
- Precisamos investigar isso. Temos que falar com as testemunhas, ver a cena do 'crime', e investigar se esse ataque foi proposital.
- Ah, e se for confirmado que é um lobisomem, vocês precisam me ensinar mais sobre eles – comentei.
Dean fez um sinal engraçado com a mão, como se eu fosse o capitão e ele o soldado.
- Sim, senhorita.
Eu ri.
- Mas antes – começou Dean – temos que te falar que não podemos comentar sobre nossa verdadeira personalidade. Meu nome vai ser Raphael Campbell, o de Sam vai ser Robert Campbell e o seu Nicole Campbell. Ele vai ser meu irmão e você nossa prima.
- Porque não poderemos ter nossas identidades normais? – questionei.
- Porque não temos dinheiro, e o cartão de crédito é de Raphael Campbell. Além disso, vamos ter que mentir para muita gente. Se usarmos nosso nome original, vamos virar procurados, mais procurados.
- Tem lógica – falei. – Então vou ter que me acostumar a chamar vocês de Robert e Raphael?
- Só na frente dos outros – disse Sam.
- Ok.
- Dean, vá colocar uma camisa – censurou Sam.
Dean olhou com uma cara inocente para mim e pegou uma toalha.
- Vou tomar banho.
- E leva a roupa para o banheiro – mandou Sam.
- Blá, blá, blá – reclamou Dean.
Eu ri.
- O que nós vamos fazer primeiro? – perguntei.
- Vamos falar com alguns conhecidos da vítima. No caso, não vamos ser policiais nem nada, só turistas normais, que querem saber de fofoca, ok?
- Aham – concordei. – Eu posso ajudar em algumas coisas... Posso fazer amizade com algumas mulheres. Mulheres adoram fofocar.
Sam riu.
- É. Você pode ajudar de várias formas.
- Vou me arrumar.
Peguei um sapato de salto preto e o coloquei.
- Estou pronta!
- Nossa, que rápida – brincou Sam.
Blusa: http : // www. orkut. com. br/ Main # AlbumZoom. aspx? uid= 9232792981758338606& pid= 1248717558344& aid= 1245147461 (junte os espaços)
Calça e sapato: http : / / www. orkut. com. br/ Main # Album Zoom. aspx? uid= 9232792981758338606& pid= 1248717562572& aid= 1245147461 (junte os espaços)
Sam vestia um casaco e um jeans habitual.
- Hmm, Sam. Como que se mata um lobisomem? – perguntei.
- Com uma bala de prata, direto no coração.
Eu sorri.
- Então, quando descobrimos quem é, será fácil, até – comentei.
- É, será bastante fácil, se descobrimos quem é.
Ele fez uma careta e eu percebi que descobrir quem é não deveria ser uma tarefa muito fácil.
Dean saiu do banheiro vestindo uma camiseta preta e um jeans claro. Ele me olhou de cima a baixo.
- Fiu, fiu – zombou.
Revirei meus olhos.
- Vamos fingir que somos turistas curiosos e vamos falar com o povo desse cidade – expliquei a Dean.
- Eu posso colaborar falando com a recepcionista. Ela parece ser bem informada – disse.
Sam revirou os olhos e eu não entendi a reação dele.
- Então Rebecca e eu vamos... – murmurou Sam.
- Sam – comecei. – Você não quer dormir um pouco? Aposto que não dormiu nada. Dean vai falar com a recepcionista e eu vou comprar algumas coisas no mercado.
Dean levantou a sobrancelha.
- Com que dinheiro?
- Com o meu – respondi. – Sam, você está péssimo. É melhor ficar.
- Não querendo ser chato – intrometeu Dean. –, você está mesmo péssimo, Sammy.
Eu concordei com a cabeça.
- Mas vou deixá-la ir sozinha?
- Eu sei me relacionar com pessoas, Sam. E está de dia, não corro nenhum risco nesse aspecto.
Ele suspirou.
- Está bem. Mas só porque eu estou morto de sono.
Eu sorri.
- Então vamos lá, Raphael! – brinquei, pulando para o lado de Dean e me apoiando em suas costas.
N/a: Bem, é minha primeira notinha \o\'. O que eu vim foi explicar algumas coisas que ficaram meio subentendidas. Contém prováveis Spoilers: Eu fiz essa fic depois da primeira temporada de supernatural, ou seja, nos situamos na segunda temporada - após a morte de John. Mas não considero o pacto que Dean fez para salvar Sammy, e nao considerei que Sam morreu - lógico -. Então eles não mataram o 'demonio de olho amarelo'. BOM PROVEITO :D e comentem, por favor - é a minha gasolina. Eu verei os comentários e tentarei postar logo, eu prometo !
