Mais um capítulo fresquinho pra voces! Desculpem a demora, ok? mas a falta de criatividade ta foda =/

Obrigada pelos Reviews!


Na manhã do dia seguinte, fiz como sempre, entrei na loja direto para a sala de revelação. Revelei aqueles poucos da noite anterior e quando acabei, sai para a minha pausa. Tinha direito à meia hora. Aproveitei para comer um lanche natural enquanto lia o ultimo capitulo de um livro que havia comprado.

Ao virar a ultima página, olhei para o relógio, estava 7 minutos atrasada. Fiz meu caminho para a Digipix e com um sorriso, passei por Rick e fui em direção a sala de revelação. Só haviam mais dois rolos de filme.

Abri o envelope do primeiro filme e comecei meu trabalho. Mergulhar os filmes em soluções reveladoras, fixadoras, dar o banho final e então pendurar. E claro, observar as fotos. Me deparei com algumas pessoas conhecidas de fotos que eu já havia revelado dias atrás. Aquela mãe que batia o bolo, dessa vez estava num deslumbrante vestido de cor pêssego, de mãos dadas com um homem, e você podia ver o amor cintilando entre eles naquela foto. Um menino num fim de festa, com o terno azul marinho jogado sobre os ombros, cabelos bagunçados, conversando com uma menina loira.

A maioria das fotos havia sido tirada sem conhecimento. Totalmente espontâneas e naturais. Mas o que realmente me pegou de surpresa foi a ultima foto. Era no parque, de uma menina de cabelos vermelhos, um livro aberto no colo e fones de ouvido. Os olhos fechados e o sol banhando todo seu rosto.

A menina da foto era eu.

Enquanto as fotos do primeiro pacote terminavam de secar, comecei a trabalhar mecanicamente no segundo pacote. Não prestei atenção em mais nada que estava fazendo. Tudo que pensava era quem havia tirado aquelas fotos. E por mais surpresa que eu estivesse, de que havia uma foto minha ali, eu tinha gostado.

Uma batida na porta me tirou dos pensamentos.

- Lily, o primeiro pacote está pronto? O cliente está aqui para buscar.

- Só um minuto Rick – respondi de volta – já estou levando.

Juntei todas elas e as coloquei num envelope e, diferente de todas as outras vezes, em que eu simplesmente colocava as fotos reveladas pela mesma portinhola em que recebia os filmes, eu fui até a frente da loja, para então descobrir a pessoa que havia tirado as fotos.

A primeira coisa que percebi é que, diferente do que eu havia pensado anteriormente, não era A fotografa. Ele era um garoto, alto, de costas para o balcão enquanto observava algumas câmeras expostas numa estante.

- Olá, aqui está – falei colocando o envelope no balcão, esperando ansiosamente que ele se virasse.

- Ah, sim, obrig... Lily? – disse ele, enquanto corava – eu não sabia que você trabalhava aqui!

- Oi. James, não é? – perguntei – sim. Trabalho, sou eu que revelo as fotos.

- V-você? – perguntou ele enquanto corava mais ainda – uau, deve ser demais.

- É sim – falei de volta – algumas vezes eu simplesmente coloco as fotos nas soluções, mas outras vezes algumas me chamam a atenção.

- Sim, é claro, deve ser muito interessante.

- Escuta, você pode me esperar? Saio daqui 10 minutos, e gostaria de falar com você.

- Tudo bem – disse ele de volta.

Voltei para a sala de revelação, empacotei as ultimas fotos reveladas no dia, guardei todas as soluções usadas e peguei minhas coisas. Eram duas horas em ponto quando sai da loja e me deparei com James sentado à minha espera.

- Você quer ir a algum lugar? – ele perguntou enquanto passava as mãos no cabelo já bagunçado.

- Pode ser – falei.

- Meus amigos estão num parque, não muito longe daqui, podemos ir até lá? – perguntou ele novamente.

- Por mim tudo bem – respondi – É no St. James?

- Não, é aquele ao lado do Palácio de Buckingham, sabe?

- Sim. Vamos então.

Enquanto caminhávamos em direção ao parque, que ficava a umas sete quadras do shopping, uma única coisa veio na minha cabeça. Quero dizer, o que raios eu estava fazendo com esse completo estranho? Que por sinal havia tirado uma foto minha, enquanto eu estava totalmente alheia, foto da qual só fiquei sabendo porque eu mesma a revelei. Quem sabe o que esse cara não faria comigo? Mostraria a foto para um de seus capangas para que eles me sequestrassem pedindo um resgate milionário para a minha família? Talvez uma cerimônia numa comunidade umbanda onde ele convocaria meus espíritos passados? Quero dizer, eu estava caminhando com ele em direção a um parque, onde ele diz que seus amigos estão, e nem sequer sei seu sobrenome!

- Qual é o seu sobrenome? – perguntei repentinamente

- Ã... o que?

- O seu sobrenome.

- Potter – ele disse, como se não estivesse entendendo o porque da pergunta. – E o seu?

- Evans.

- Evans, como a floricultura Evans?

- Sim – respondi – minha mãe é a dona. Apaixonada por flores desde sempre. Por isso meu nome é Lily, por causa do lírio. E minha irmã se chama Petúnia, por causa da flor, é claro.

- Então acho que nossas mães se conhecem. A minha mãe faz questão de comprar flores toda semana para encher nossa casa delas, e ela é cliente fiel da floricultura Evans. Ela já tentou fazer um jardim para cultivar as próprias flores, mas segundo ela, ela não leva jeito pra coisa.

- Requer muito cuidado e paciência. Mas provavelmente elas se conhecem sim.

E então entramos num silencio sepulcral. Eu voltei a divagar sobre a razão de eu continuar indo e indo com esse desconhecido, que agora já não era um desconhecido total, sabia que se chamava James Potter e que sua mãe era cliente da minha mãe. Até ai tudo bem. Mas nada disso explicava o porque da foto.

- Escuta, Potter – falei – foi você quem tirou aquelas fotos?

- Sim. Carrego essa belezura por todo lugar que vou – falou mexendo na bolsa pendurada em seu ombro, dentro da qual deveria ter uma mega câmera, Nikkon, pelo o que dizia o bordado da bolsa.

- Sobre isso... – comecei – Escuta, eu vi que você tirou uma foto minha – falei enquanto me concentrava totalmente nele.

Tanto que tropecei.

E torci o pé.

E cai.

No chão.

No centro de Londres.

No meio de todos os pedestres.

No chão sujo.

Na frente de um cara super lindo que havia tirado uma foto minha, seja lá pra que fosse.

- Você está bem? – ele perguntou enquanto me ajudava a levantar.

- Acho que torci o pé – falei enquanto erguia a barra da calça. Já era possível ver um pequeno inchaço.

- Dói? – ele perguntou.

- Não muito. Quanto falta para o parque?

- Apenas uma quadra.

- Então vamos – falei baixando novamente a barra da calça e começando a caminhar.

Bem, não caminhar exatamente, mas mancar. James estendeu seu braço e segurou na minha cintura, então éramos duas pessoas, andando como se fosse uma corrida de três pernas, exceto que nós não estávamos correndo.

- Quanto à foto... eu posso explicar – ele disse timidamente.

- Ótimo – falei – porque eu realmente gostaria de saber porque um completo estranho tirou uma foto minha.

- Você me viu lá aquele dia, eu estava com a câmera. Eu tinha ido a uma festa no dia anterior, e só tinha me restado uma foto. Eu não queria mandar o filme para a revelação sem que ele estivesse completo, então procurei a coisa mais bonita que vi no parque, e foi você.

- Obrigada, eu acho – falei enquanto sentia minhas bochechas esquentarem.

Atravessamos a rua e passamos a caminhar na grama dessa vez. Meu pé começava a latejar, voltar pra casa seria um problema.

- Eles estão logo ali – falou James apontando para um grupo de rapazes sob a sombra de uma grande árvore.

Sentados sobre um lençol branco, rindo de alguma piada contada. Eram todos muito bonitos. O mais cabeludo deles reconheci sendo o menino da livraria. Ele tinha grandes braços, cabelo extremamente escuro e olhos cinza. Ele era deslumbrante, e parecia saber muito bem disso. O segundo era um tanto quanto rechonchudo, com bochechas rosadas e cabelo ralo. O ultimo deles ria timidamente, com um livro aberto ao seu lado e uma maçã meio mordida em mãos.

- Vejam só quem chegou – falou o cabeludo – e veio acompanhado ainda por cima.

- Lily, estes são Sirius – falou apontando para o cabeludo – Peter – o rechonchudo – e Remus – o do livro.

- Olá – falei um pouco envergonhada.

- O que aconteceu? – perguntou Remus enquanto James me ajudava a sentar sobre o lençol.

- Ela torceu o pé – James disse antes que eu tivesse a chance de responder – com licença – ele disse enquanto desamarrava meu tênis e tirava cuidadosamente.

- E o doutor James ataca novamente – riu Sirius.

Eu meramente deixei que ele tirasse meu tênis, minha meia (graças ao meu bom Deus e à Petúnia, meu pé estava feito. Sem nenhuma cutícula sobrando, unhas cortadinhas e limpinhas, pintadas em um tom claro).

- Vocês trouxeram a caixa? – ele perguntou pra ninguém especificamente.

- Sim – Peter respondeu – você quer uma cerveja?

- Não, eu quero o gelo.

Então, pegando a caixa térmica que Peter empurrava em sua direção, James pegou um punhado de gelo e colocou no meu tornozelo, que agora parecia uma bola.

- Entao... Lily, não é? – Sirius perguntou

- Sim.

- Você faz o que, Lily?

- Trabalho na Digipix fazendo a revelação das fotos.

- Hahaha, cara, você levou as fotos pra revelar justamente onde ela trabalha? – disse Sirius em meio a risadas, acompanhado por Peter e Remus, enquanto James só ficava mais vermelho.

- E vocês? O que fazem? – perguntei, tentando mudar o foco da conversa.

- Eu faço Jingles – Sirius disse – e estudo música em Hogwarts.

- Eu trabalho numa livraria e estudo em Hogwarts também. – completou Remus

- E você, Peter? – perguntei

- Trabalho numa padaria – ele respondeu

- E você faz alguma faculdade?

- Não – respondeu corando – não consegui passar.

- Ah – falei – é uma pena! E você James?

- Faço Medicina – respondeu ele distraído, enquanto reposava o gelo no meu tornozelo – sabe, você tinha que ir num hospital dar uma olhada nessa torção – comentou ele despreocupado.

- Não foi nada.

- Foi sim.

Sirius então começou a contar uma historia sobre um jingle que estava criando e a conversa mudou de foco. Permanecemos no parque por várias horas, Remus tirou alguns lanches de dentro de uma bolsa térmica e comemos enquanto bebíamos refrigerante. Segundo Remus, eles se encontravam quase sempre em parques diferentes da cidade para passar a tarde juntos e sempre traziam refrigerantes e cervejas.

Mais um capitulo fresquinho pra vocês! Desculpem a demora, mas quem acompanha minhas outras fics, ta vendo como eu ando sem muita criatividade... =/

Espero que gostem ! :D

Obrigada por todos os reviews galerinha!


A conversa foi se estendendo tarde afora e por volta das 6 horas, mandei uma sms pra minha mãe pedindo que ela me buscasse.

- Foi muito bom conhecer todos vocês – falei me levantando – mas minha carona chegou.

- Eu te ajudo até lá – James falou, enquanto punha minha bolsa sobre um ombro e me ajudava a andar em direção ao carro de minha mãe.

- Obrigada – falei quando chegamos – foi uma tarde muito agradável!

- Eu posso passar na Digipix qualquer tarde dessas pra te dar um oi? – James perguntou, um pouco corado.

- Sim – respondi sorrindo. Então entrei no carro e minha mãe olhou pra mim – o que? – perguntei.

E ela riu, simplesmente.

- O que foi mãe? – perguntei mais uma vez.

- Ah, a paquera – ela falou simplesmente – melhor até do que o namoro em si.

- Ah mãe, cala a boca e dirige, ok?


Por hoje é só, mas essa semana ainda posto o proximo!

Mandem REVIEWS please!

Beijinhos