Ric e Meredith aproveitam o encontro jantando no Grill. Os dois estão cada vez mais próximos e a relação cada vez mais forte. É a primeira vez que Ric se sente feliz desde a morte de Jenna.

- Você viu o Damon hoje? – pergunta Meredith.

- Sim, eu estive com ele hoje pela manhã.

- Como ele está?

- Ele... Ele está tentando. Tentando se levantar e seguir em frente.

- Eu confesso que achei que ele fosse surtar depois que a Elena escolheu o Stefan. Pelo o que você fala, ele sempre foi imprevisível e intempestivo. Eu estava esperando um banho de sangue pela cidade.

- Eu também, mas como você falou, o Damon é imprevisível! Acho que a ficha dele finalmente caiu. Primeiro a Katherine o traiu e agora a Elena o rejeitou. O cara só amou duas vezes na vida e saiu ferido as duas vezes. Ele está começando a perceber que vai acabar passando a eternidade sozinho. Ele está sofrendo de verdade.

- Eu imagino! Eu queria poder me aproximar, tentar ser amiga dele, mas acho que ele não deixaria.

- Damon não gosta que as pessoas o vejam vulnerável. Para todos os efeitos ele desligou a humanidade e gosta disso.

- Mas não é verdade.

- Não, não é! Mas o cara é teimoso, ele acha que se ele se abrir as pessoas vão achá-lo fraco. Por isso ele se fecha e está cada vez mais sozinho.

- Ele não está sozinho, ele tem você! - diz Meredith, segurando a mão de Ric. Ele lhe dá um sorriso sincero. O momento dos dois é interrompido pela chegada de Jeremy.

- Ei, Ric! – diz o menino.

- Oi, Jeremy! – responde Ric.

- Tudo bem, Meredith? Desculpa atrapalhar o jantar de vocês!

- Não tem problema! Está tudo bem? – pergunta a médica.

- Na verdade, eu não sei! Ric, você viu a Elena?

- Eu a vi hoje de manhã, na mansão dos Salvatore! Por quê?

- Ela saiu no final da tarde dizendo que ia encontrar o Stefan e ainda não voltou. Eu já tentei ligar para os dois, mas os telefones estão desligados.

- Será que eles não estão... Você sabe?

- Eu já pensei nisso, mas a Elena ligaria para avisar que está bem! Desde os últimos acontecimentos, a Elena tem se preocupado muito com a segurança, ela não sumiria desse jeito.

- Tudo bem, Jeremy, não se preocupe! Vamos à mansão para ver se eles estão lá! Meredith, você se incomoda?

- Não, de jeito nenhum! Além do mais, eu tenho plantão daqui a pouco.

- Desculpe sair assim do nosso encontro.

- Não se preocupe! – ela lhe dá um beijo rápido. – Me ligue se precisar de alguma coisa.

Ric paga a conta e parte com Jeremy para a mansão.

- S2-

Elena sente a cabeça girar. Tudo está confuso. Ela sente que está deitada em algum lugar gelado. Deve ser por isso que está com tanto frio. Ela sente vontade de seu abraçar, para espantar o frio. Ela tenta, mas algo impede que seus braços se movam. Bem de longe ela escuta alguém gritar seu nome.

Aos poucos, Elena vai despertando da inconsciência. A voz que grita seu nome vai ficando mais alta e clara. Damon! Damon está gritando seu nome.

- Elena! Elena, por favor responda! Fala comigo, Elena!

- Damon? – ela pergunta, confusa.

- Graças a Deus! Você está bem? Fala comigo! Fica falando comigo!

Devagar, Elena abre os olhos, esperando encontrar Damon a sua frente. Mas o que ela vê é um teto de pedra. Desorientada, ela tenta se levantar, mas algo a impede. Ela olha para os lados e se da conta que está amarrada. O desespero toma conta dela.

- Damon! Damon, eu estou amarrada! Por que eu estou amarrada? – ela pergunta assustada, tentando soltar as cordas.

- Fica calma, Elena! Por favor!

- Onde nós estamos? Onde você está? Cadê o Stefan?

- Acho que estamos na gruta! Eu... – a voz do vampiro falha. - Eu estou bem do seu lado!

- Onde? – Elena vira a cabeça, mas só consegue ver dois caixões de prata, um de cada lado.

- Dentro do caixão! Estou dentro do caixão!

- O que? Oh, meu Deus! Você está bem? Onde está o Stefan?

- Eu estou bem, não se preocupe comigo! O Stefan deve estar no outro caixão. Usaram verbena na gente, ele ainda deve estar desacordado. Mas e você? Você está bem?

- Estou bem, só um pouco tonta!

- Você consegue ver em volta? Consegue ver alguma coisa?

A garota levanta a cabeça e tenta analisar o ambiente.

- Tem algumas tochas! Nós estamos em uma espécie de altar de pedra. Eu estou amarrada direto na pedra, vocês dois estão nos caixões. Você não consegue se soltar?

- Não, cordas de verbena!

Elena olha para baixo e entende o porquê de estar com tanto frio.

- Damon, eu estou sem blusa.

- O que?

- Eu estou só de sutiã! Alguém tirou a minha blusa.

Damon fica transtornado com a possibilidade de alguém querer abusar de Elena e começa a se debater no caixão.

- Damon, não! Para! Não faz isso! As cordas de verbena, você pode se ferir!

- Elena, você tem certeza que não está ferida?

- Tenho! Eu só estou com frio!

- Ok! Não se preocupe, eu vou tirar a gente daqui!

- Quem fez isso? Quem fez isso com a gente?

De repente, uma voz feminina irrompe o ambiente.

- Bem, vejo que já despertaram. Acho que já podemos começar.

- S2-

Ric e Jeremy batem na porta da mansão por quase 10 minutos, sem que ninguém responda. Ric, então, resolve entrar assim mesmo. Ele tira a chave do bolso, mas quando a coloca na fechadura, percebe que a porta estava destrancada. Com cautela, os dois entram na mansão.

- Damon! Damon, você está em casa? – chama Ric.

- Elena! Stefan! – chama Jeremy. – Acho que não tem ninguém em casa.

- Fica aqui, Jeremy! Eu vou dar uma olhada lá em cima. – Ric deixa Jeremy na sala e sobe para verificar os quartos.

Após alguns minutos, Ric reaparece.

- Eles não estão aqui! E o Damon deixou a televisão do quarto ligada e o copo de whisky pela metade. Tem alguma coisa errada.

- Vou ligar pra Bonnie! Ela pode localiza-los!

- Boa ideia!

- S2-

Na gruta, Elena tenta enxergar a dona da voz gélida.

- Quem é você? O que você quer?

- Oi, Elena! – diz a mulher, se aproximando. – Eu ouvi falar muito sobre você.

Elena, então, pôde ver a mulher. Era negra, alta, tinha conchas nos cabelos de dread.

- Quem é você?

- Meu nome é Ayana.

- O que você quer?

- Não se preocupe, criança. Não vamos demorar muito. – diz Ayana, acariciando o rosto de Elena.

- Não encosta em mim! – grita a garota.

- Ei! Se você encostar nela de novo, se a machucar, eu arranco a sua cabeça fora! – grita Damon, se debatendo no caixão.

- Eu não vou machucá-la, vampiro. Não se agite por isso.

- Por que você não solta a Elena? Você já tem dois vampiros, não precisa dela! Vamos, solta ela e você pode fazer o que quiser comigo, eu não ligo!

- Não, Damon! Para!

- Curioso, eu achei você vivia um romance com o outro vampiro! – diz a mulher para Elena. – Acho que me enganei.

- Solta ela e eu faço o que você quiser!

- Será mesmo, vampiro? – Ayana sobe no altar onde o caixão de Damon está e olha dentro dos olhos do vampiro. - Do que você está disposto a abrir mão por ela?

- Tudo! Qualquer coisa! Só a deixe ir!

- Damon, não! – Elena começa a chorar.

- Você a ama?

- Sim! – Damon se sente impotente e vulnerável. – Por favor, deixe-a ir!

- Bem, eu ia usar o seu irmão, mas sua devoção e o seu amor a essa menina são admiráveis.

Ayana desce do altar, se posiciona em frente ao altar de Elena e levanta as mãos. Nesse momento, quatro homens aparecem. Eles pegam um tampa do caixão de prata e sobre no altar onde está o caixão de Stefan. Rapidamente eles fecham o caixão e o lacram.

- Não! O que estão fazendo? Stefan! – Elena começa a gritar.

- Elena, o que está acontecendo? – grita Damon.

- Eles vão fechar os caixões! – Elena se desespera ao ver os homens seguindo para o caixão de Damon. – Não! Não façam isso! Por favor, não façam isso! Damon! Damon!

- Não se preocupe comigo, Elena! Eu vou ficar bem!

- Não! Não! Por favor, não! Damon! Damon! – Elena grita e se debate.

Os homens sobem no altar para fechar o caixão de Damon. Antes de o caixão ser fechado, Ayana aparece na vista de Damon.

- Por favor, você disse que não ia machucá-la! Apenas deixe-a ir!

- Não se preocupe, eu não vou machucá-la! – diz Ayana. Ela desce do altar novamente e o caixão e fechado e lacrado. Ayana estala os dedos e Elena observa, espantada, as tochas se acenderem.

- Você é uma bruxa! Por que está fazendo isso?

Ayana olha para Elena e sorri.

- Equilíbrio.

- S2-

Na casa dos Gilbert, Ric, Jeremy, Caroline e Tyler aguardam Bonnie realizar o feitiço de localização. Nervoso, Jeremy anda de um lado ao outro na sala.

- Eu sabia que tinha alguma coisa errada!

- Calma, Jeremy! A Elena está bem, você vai ver! – diz Caroline.

- Você tentou o celular de novo? – pergunta Ric.

- Sem resposta!

- Achei! – grita Bonnie e todos correm para perto dela.

- Onde?

- Na gruta! Elena, Stefan e Damon estão na gruta!

- Os três? Isso não é bom sinal! – diz Tyler.

- Bem, vamos descobrir! – diz Ric e todos partem para o destino.

- S2-

Ric, Jeremy, Caroline, Tyler e Bonnie entram correndo na gruta. O grupo encontra Elena desacordada, amarrada no altar e os dois caixões de prata lacrados. Bonnie fica intrigada com os símbolos pintados no abdômen de Elena. Eles se apressam em libertá-la.

- Elena! Elena! Por favor, abra os olhos! – pede Bonnie. Aos poucos a jovem vai recobrando a consciência.

- Elena, você está bem?

- Bonnie? Jeremy? – pergunta ela, atordoada.

- Oi! – Bonnie sorri. – Não se preocupe, nós vamos soltá-la!

Enquanto Jeremy e Tyler soltam Elena, eles ouvem gritos abafados vindos de um dos caixões.

- O que é isso? – pergunta Jeremy, assustado. Elena, então se recorda.

- Oh, Deus! Stefan e Damon estão presos nos caixões. Rápido, precisamos soltá-los! – grita Elena, pulando do altar, assim que é liberada das amarras.

- Elena, espera um minuto! – pede Bonnie, sacando o celular do bolso.

- Bonnie, nós precisamos ajudá-los.

- Eu sei! Eu só quero tirar uma foto desses símbolos, para descobrir o que fizeram com você. – rapidamente Bonnie fotografa as imagens com o celular, Jeremy tira sua jaqueta e entrega a Elena e as duas correm para ajudar.

Ric já está em cima do altar que contem o caixão de onde vêm os gritos, Jeremy e Tyler o ajudam a abrir o caixão. Ric arranca os lacres um a um. Assim que levantam a tampa, eles encontram Stefan acorrentado, se debatendo.

- Stefan! Fica calmo, nós vamos tirá-lo daí! – diz Ric. Tyler sobre no caixão e arrebenta as correntes com facilidade. Assim que se liberta, Stefan pula do caixão e abraça Elena.

- Você está bem? – pergunta ele.

- Estou!

- Tem certeza? – ele a examina com os olhos.

- Tenho! E você?

- Estou bem! Cadê o Damon?

- No outro caixão! – aponta Elena. Todos correm para liberar Damon.

Stefan sobe no caixão, arranca a tampa e encontra Damon desacordado.

- Damon! – ele arranca as corrente que amarram o irmão. – Damon, acorda!

- O que houve? Ele está bem? - pergunta Elena, aflita.

- Ele está inconsciente! Ric, Tyler, me ajudem a tirá-lo daqui. – diz Stefan. Com cuidado, os três tiram Damon do caixão e o colocam no chão. Angustiada, Elena se ajoelha ao lado dele.

- Damon! Por favor, acorda! Damon! – pede ela, batendo de leve em seu rosto.

- Ele já não devia ter acordado? – pergunta Tyler.

- Stefan, tem algo errado! – Elena começa a se desesperar. – Por que ele não acorda?

Stefan mantêm os olhos fixos no irmão. Ele sabe que há algo errado.

- Stefan! – grita Elena.

- Meu Deus!

- O que? O que foi?

- Elena, você sabe realizar RCP?

- Sim, mas...

- Então me ajude! Agora!

- Stefan? – chama Elena, assustada.

- Elena, agora! – grita Stefan, se ajoelhando ao lado do irmão. – Agora!

Mesmo confusa e assustada, Elena tampa o nariz de Damon e assopra com toda força e sua boca. Imediatamente Stefan posiciona as mãos no peito do irmão e aplica compressões.

- Vamos, Damon! Vamos!

- Stefan, o que está fazendo? – pergunta Elena.

- A respiração, Elena! Faça de novo! – assim que Elena aplica a respiração, Stefan repete as compressões.

- Damon, por favor! – pede Elena, apavorada, enquanto assopra na boca do vampiro.

- Vamos, irmão! Vamos! Damon, vamos! – pede Stefan, fazendo uma série de compressões no peito do irmão.

Após alguns minutos, Stefan está cansado e desesperado. Ele cai sentado no chão, olhando para o corpo do irmão com o olhar inconsolável. Bonnie, Jeremy, Ric, Caroline e Tyler permanecem confusos. Já Elena, além de confusa, está apavorada.

- Stefan? Eu não estou entendendo... O que está acontecendo? – ela olha para o rosto pálido e imóvel de Damon. – Ele não... Ele não pode estar morto! Ele é um vampiro! Isso não devia estar acontecendo. Se ele estivesse morto, seu rosto estaria cinza, com as veias saltadas! Ele não pode estar morto. – diz Elena, sem conseguir segurar o choro.

Stefan se recusa a aceitar. Numa explosão de fúria, ele avança sobre o corpo de Damon e desfere socos em seu peito.

- Stefan! – Elena se assusta com a reação de dele. Stefan desfere mais alguns socos quando, para surpresa de todos, Damon desperta num sobressalto, lutando para respirar. Imediatamente Elena o abraça.

- Damon! Está tudo bem! Calma! Está tudo bem! - repete ela, abraçando-o, enquanto ele arfa agitado. – Respire! Só respire! Está tudo bem!

- Ok, eu estou confuso! – diz Tyler. – Por que você fizeram ressuscitação em um vampiro?

- Porque ele não é vampiro! Ele é humano! – constata Stefan, para o espanto de todos.