No Escuro
Joanne Salgado
CAPÍTULO II
Enquanto esperava entrou no banheiro escuro e acendeu um lampião que ficava no canto em cima de um armário. Sorriu desanimado, em pleno século vinte e um e Draco Malfoy era obrigado a usar um maldito lampião por causa de uma doença desgraçada.
Tirou as roupas jogando-as no chão e se olhou no espelho. A pele pálida chegava a brilhar um pouco. Achou graça da sua situação. Ligou o chuveiro esperando a água esquentar sentindo a temperatura com a mão.
Assim que ficou satisfeito entrou no chuveiro deixando a água escorrer por sua pele clara, estava cansado de ser o menino estranho, queria ter uma vida normal, fazer amigos. Passou a mão pelos cabelos loiros sentindo a maciez dos fios nos dedos.
Pegou shampoo decidindo o que faria nas poucas horas que poderia ficar fora da mansão Malfoy sem as devidas proteções. Talvez conseguisse conversar com alguém. Ninguém fugiria dessa vez, não teria motivos.
Draco lembrava da última vez que saíra à noite, era lua cheia então precisou colocar mangas compridas, chapéu e seu segurança ficava atrás carregando um guarda-sol em sua cabeça para não ser atingido diretamente pela luz do luar.
Sorriu triste tirando o shampoo dos cabelos, é claro que nenhuma pessoa ia querer se aproximar de uma aberração.
Mas estava decidido, dessa vez seria diferente.
