No Escuro
Joanne Salgado
CAPÍTULO IV
Depois que comeu Draco ficou sentado lendo. Ou melhor, tentando ler. Estava ansioso demais com essa saída. Era por pouco tempo, mas ainda assim era tudo o que estivera esperando desde que foi anunciado o eclipse lunar.
Olhava para o relógio a todo instante, parecia que alguém havia colocado uma tartaruga para passar o tempo. Tentava se concentrar nas palavras, mas não conseguia nem lembrar o título do livro que estava nas mãos.
Quando finalmente faltava apenas cinco minutos para começar o eclipse, Draco levantou parando na frente da porta. Narcissa estava esperando tão ansiosa quanto o filho, mas tentava não demonstrar.
- Aqui filho. Sei que tem um eclipse, – falou a mulher – mas, por favor, use esse boné.
Entregou um boné branco que Draco achou que podia combinar bem com a roupa que estava usando. Entendia a mãe e a preocupação, então não falou nada, apenas foi para a frente do espelho e ajeitou o boné na cabeça.
Seu celular despertou, o eclipse estava começando.
Respirou fundo e abriu a porta sentindo os raios lunares na pele, mas não estavam fortes o suficiente para machucar. O parque onde todos ficariam assistindo ao eclipse não era longe. Olhou para a mãe que deu um sorriso encorajador e saíram da casa.
