Capítulo 5 – O melhor de todos os sonhos

Se havia uma coisa em toda a vida de Harry da qual ele orgulhava-se muito por já ter feito, poderia dizer, que era ter conseguido ficar com a professora Weasley. Quer dizer, tirando o dia em que ele conseguira salvar Ted(seu afilhado) de dentro da piscina da sua casa, enquanto o menino brincava desajeitado por ali, na verdade, essas duas coisas poderiam ficar empatadas. A segunda, provavelmente, seria ter passado com média dez em física no ano passado. Já a terceira. Bem... Teria sido algo que, talvez, apenas um outro rapaz entendesse, ou seja, ter perdido sua virgindade aos dezesseis anos.

Ele estava agora, deitado em sua cama, pensando em Ginny, em seus beijos ardentes, na pele quente e macia. Suspirou, enquanto a música A taste of honey* dos The Beatles, tocava em seu rádio. Passou a mão pelos cabelos rebeldes, bagunçando-os mais ainda e pôs os óculos na mesinha de cabeceira. Lily bateu na porta do quarto e logo em seguida entrou. Harry que estava apenas com sua cueca boxe, se assustou, cobrindo-se imediatamente das pernas ao tronco. Ele olhou para a mãe com raiva. Já pedira mais de mil vezes que ela não entrasse daquela maneira ali, já que não gostava quando ele trancava a porta.

— Mãe. — O tom de Harry foi repreensivo. — Eu já pedi mais de mil vezes...

— Eu sei, eu sei. — Lily apaziguou o filho, sentando-se ao seu lado na cama. Harry a abraçou, colocando a cabeça em seu colo e Lily começou a fazer cafuné nele.

— O que foi? — Perguntou ele, tentando afastar o sono.

— Nada. — Ela respondeu e sorriu. — Só queria ver meu bebê.

— Eu não sou mais um bebê, mãe.

— Sempre vai ser o meu. — O tom de Lily pôs fim na conversa. Harry apenas sorriu.

— E o papai?

— Está assistindo o jogo. — Respondeu, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. Os dois sorriram. James era fanático por futebol.

— Por que não pensei nisso antes. — Disse Harry.

— Como está na escola? — A mãe perguntou casualmente.

— Tudo bem. — Sorriu ao pensar em Ginny. — E como vão os alunos de piano?

Lily já fora uma excelente pianista quando mais nova e chegara até a receber prêmios por isso. Mas, além da fama não ser bem o que ela queria, quando conheceu James, a paixão de um pelo outro foi tão instantânea, que ela largou a carreira para que pudessem ficar juntos e, depois de um tempo, começou a dar aulas de piano. Por isso, Harry aprendera a tocar o instrumento desde que tinha sete anos.

— Estão ótimos. — Ela exclamou exultante e deu um beijo na cabeça do filho. — Vou deixá-lo dormir agora.

— Tudo bem. — Harry disse. — Até amanhã.

— Até amanhã.

Lily saiu do quarto e apagou a luz. A dormência logo foi chegando, mas antes de pegar no sono totalmente, não pode evitar pensar qual seria a sensação de ter Ginny ali, em seus braços, os dois se amando loucamente...


A primeira aula de Harry naquela sexta feira ensolarada fora de matemática. O professor Remus, que era um cara bem legal, passou um trabalho que contaria na média do fim do mês. A segunda nem foi tão boa assim, era aula de química e o insuportável do Snape estava pegando no pé dele cada vez mais. Na terceira que foi espanhol, e apesar de Harry até gostar do idioma, ficou desapontado, quando disseram que a professora Sprout faltara e quem cobriria a sua aula seria o diretor Albus.

No intervalo, como de costume, Harry conseguiu dar uma escapada do olhar dos amigos e sentou-se em frente a porta da sala dos professores, fazendo guarda até conseguir ver Ginny. Poucos minutos antes do sinal tocar, ela apareceu. Harry sorriu de ponta a ponta e sentiu as suas entranhas pularem de alegria dentro de si. Ela pareceu surpresa ao vê-lo, mas o chamou com um gesto. Ele prontamente obedeceu-a, indo ao seu encontro.

— Me encontro atrás do colégio quando a aula acabar. — Ela sussurrou antes de se certificar de que não havia ninguém os observando. — Eu esperarei no meu carro.

— Ta bem. — Ele sussurrou de volta e sorriu.

Depois disso o sinal tocou e ele voltou para a sala, enquanto Ginny ia pegar suas coisas. O resto das aulas duraram uma eternidade para ele, que esperava ansiosamente o encontro com sua amada. Nem se concentrou direito em nada, apenas olhando o tempo todo no seu relógio se estava perto da hora de ir embora. Mas finalmente tocou e ele saiu correndo como um desesperado sem nem mesmo se despedir dos amigos.

Quando estava totalmente fora do colégio parou e começou a caminhar normalmente para não chamar tanta atenção e foi em direção aos fundos da escola. De longe ele viu o corola preto parado perto do poste. Quando chegou, ela destravou a porta para que ele entrasse. Nem se falaram e foram logo se beijando. Harry estava louco por ela, aquele jeito doce e provocativo, seduzindo-o, gracejando...

Sentia a língua dela brincando com a sua, e suspirou um pouco mais forte. Ginny sorriu, desgrudando-se dele. Os lábios inchados de ambos pediam um pelo outro e Harry o teria feito novamente se ela não tivesse quebrado o contato e começado a dar a partida no carro.

— Pra onde estamos indo? — Ele perguntou curiosamente.

— Estamos indo para a minha casa. — Ela respondeu e o fitou através dos cílios espessos, analisando sua reação.

— Sério? — Harry não podia acreditar no que estava ouvindo.

— Sim. — Ela sorriu e concentrou-se na estrada.

Harry pensou que aquilo demoraria muito para acontecer. Não esperava realmente que ela fosse envolver-se seriamente com um rapaz de dezessete anos, embora aquilo fosse o que ele mais desejava. Porém, não conseguia pensar em como tudo estava acontecendo tão rápido depois de que ela disse sim para ele, não que ele não estivesse gostando daquilo é claro. Tudo o que mais queria era provar daquele corpo quente e tentador de sua adorável professora, e no sentido romântico, sua amante.

— Harry? — Ginny o chamou, ele a olhou. — Você está muito quieto.

— Só pensando. — Respondeu simplesmente.

— Em quê? — Ela parecia querer que ele respondesse algo que já sabia, como uma confissão. Harry resolveu entrar no jogo.

— Em você é claro. — Ela sorriu e jogou os cabelos para trás, num gesto que ele qualificou como sensual.

Pararam em frente a uma pequena casa em um dos subúrbios da cidade. Era encantadora, pequena, no entanto razoável. Tinha uma pintura branca e um belo jardim em sua frente. A garagem era bem ao lado, com um portão de ferro preto, onde Ginny guardou o carro. Os dois desceram e entraram na casa, que por dentro era ainda mais bonita e aconchegante.

Havia vários quadros nas paredes. Um grande sofá branco no meio da sala. Em frente, a estante com uma televisão de tela plana grande. Do lado direito havia vários cd´s e dvd´s, todos empilhados cuidadosamente um ao lado do outro. Na esquerda várias fotos com molduras bem trabalhadas de madeira. A porta á esquerda dava para a cozinha, que era bem simples, sem deixar de ser chique. E a porta da direita era um comprido corredor, onde ficava dois quartos. Nos fundos do corredor, tinha a área de serviço e um banheiro.

Ginny o deixou na sala, enquanto retirava-se para um rápido banho. Nesse intervalo de tempo, Harry começou a observar as fotos na estante. Havia uma em que ela estava com uma mulher ruiva e muito parecida com ela, que ele deduziu ser sua mãe. Em outra foto, ela estava no meio de sete homens, todos ruivos como ela, deviam ser seus irmãos. Na outra, ela segurava seu canudo de formatura, sua expressão demonstrando alegria. Mais atrás, quase escondida, estava ela, abraçada a um homem loiro de olhos meio cinzas. O estômago de Harry contraiu-se um pouco. Ele não parecia ser um irmão... "Pare" Pensou consigo mesmo. " Talvez seja só um amigo"

— Uhum. — Ele escutou um leve pigarro e olhou para trás meio assustado. — Demorei?

— Não mesmo.

A imagem do homem loiro sumiu de sua mente quando ele a viu ali, parada, encostada na parede, usando apenas um roupão de banho branco. Os cabelos molhados e grudados ao colo alvo. Harry teve de usar toda a sua força para não ataca-la ali mesmo. O cheiro dela o atingia com intensidade, mesmo que os dois não estivessem tão próximos um do outro. Ginny sorriu da afobação dele e caminhou em sua direção, sem nunca desviar os olhos castanhos dos verdes dele.

Ela colou seu corpo ao dele e o beijou lenta e demoradamente. Harry retribuía com ardor, provando cada pedaço daquela boca maravilhosamente sexy. Depois de um longo tempo os dois se separaram com as respirações ofegantes. Ginny passou a mão pelos cabelos dele, olhando-o com um carinho terno, muito diferente de como o olhava quando ele era apenas um aluno. Ele desejou em seu âmago que ela nunca, jamais, lançasse aquele olhar para outro cara.

Harry admirou seus traços finos e delicados, seus grossos cílios ruivos, suas sobrancelhas espessas e bem feitas. Seu nariz perfeito, como se tivesse sido desenhado por algum artista francês altamente habilidoso. Sua boca, de lábios, agora, avermelhados e um pouco inchados por causa dos seus, repuxados em um leve e gracioso sorriso.

— Você já esteve com alguma mulher antes? — Ela perguntou, afagando sua face com delicadeza.

— O... o quê? — Harry não sabia o que dizer. Não sabia o que pensar. Por que ela perguntara aquilo?

— Não tenha vergonha, Harry. — Ela disse pacientemente. Ele ignorou todas as suas indagações e respondeu com sinceridade.

— Sim.

Ginny sorriu e o puxou pela mão. Demorou até ele perceber que ela o estava levando para o quarto. Ao parar em frente a porta, ele engoliu em seco e olhou um tanto quanto receoso para ela que limitou-se a dar um sorriso confortador. O coração de Harry batia freneticamente. O que aquela mulher estava fazendo a ele? Nem na sua primeira vez ele ficara tão nervoso. Se bem que das outras vezes em que fizera sexo nenhum sentimento rolou de sua parte, e todas as outras com quem ele ficara, eram tão bobas e novas quanto ele.

Mas agora era diferente. Além de ele amar imensamente aquela mulher, ela era mais velha e muito mais experiente que si. Por um breve segundo, sentiu-se inseguro, despreparado e receoso. No entanto, aquilo logo passou quando ela o guiou para o quarto e jogou-o sobre a cama. Seu coração disparou e ele logo começou a suar de excitação.

Ela deitou-se sobre ele e começou a beijá-lo da maneira mais feminina e sensual que ele poderia suportar. Harry não lembrava de jamais ter-se excitado de forma tão rápida em toda a sua vida. Ginny sorriu de encontro aos seus lábios quando sentiu sua ereção de encontro a suas coxas. Ela afastou-se e começou a desamarrar o roupão lentamente. Harry sentou-se, sem piscar. Não queria perder nenhum detalhe. Quando o roupão finalmente caiu no chão, ele prendeu a respiração e chegou mais perto dela, observando atentamente cada detalhe daquele corpo perfeito. Os seis dela eram medianos e estavam salientes, sua barriga era bem feita, seu ventre liso...

De repente Harry sabia o que fazer e ela lhe dava as ordens pelo olhar. Ele a abraçou pela cintura e começou a distribuir beijos por toda aquela extensão. Foi virando-a lentamente e começou a apalpar suas nádegas macias e beijou-as. Ginny ofegava com seus carinhos e aquilo só despertava mais ousadia nele. Foi ficando de pé, e beijou seus seios, seu colo, seu pescoço, sua boca. Seu membro totalmente ereto, Ginny passou a mão por cima de sua calça demoradamente, fazendo-o revirar os olhos de prazer.

Rebolou-o na cama mais uma vez e sentou sobre o seu quadril. Esfregando seu sexo ao dele de forma sensual. Harry soltou um gemido rouco de satisfação. Primeiro, retirou sua camisa e o lambeu do pescoço ao ventre exposto, retirou seu cinto vagarosamente. Beijou-o mais uma vez, e desabotoou a calça, deslizou o fleche e pôs a mão quente e macia dentro de sua cueca, massageando seu membro. Harry gemia como nunca agora, enquanto dava beijos cada vez mais quentes e ousados nela. Ginny também gemia enquanto ele lambia seus seios de forma possessiva.

Aquilo estava muito bom. Ginny realmente sabia do que um homem gostava e não muito tempo passou até que ele chegou ao ápice do orgasmo. Ele esmoreceu na cama, Ginny pôs a cabeça sobre seu peito e o abraçou.

— Você é tão maravilhosa. — Disse Harry. Enquanto Ginny passava a mão por sua testa suada.

— Você também é. — Ela respondeu e o beijou.

Ela retirou sua calça e sua cueca e o puxou sobre si. Harry perdeu-se naquela onda de prazer que dominou o seu corpo ao explorar o dela. Ele lambia, mordiscava e beijava seus seios, sua barriga, seu ventre e quando desceu mais, ela não o impediu. Ele a chupava com intensidade, as lamúrias e gemidos eram terrivelmente femininos, e era música aos ouvidos dele. Ginny o puxava pelos cabelos com força. Seu membro ficando cada vez mais ereto e antes de Ginny chegar ao orgasmo, ele a penetrou.

Ambos gritaram de prazer. Harry investia com força contra ela, que revirava os olhos. Ela o enlaçou pela cintura fazendo com que ele a penetrasse cada vez mais e mais fundo. Não sabia quanto tempo mais agüentaria se segurar. Ela era muito maravilhosa e perfeita. Os gemidos abafados dos dois preenchiam o quarto. Ginny chegou ao orgasmo primeiro, mas ele logo a acompanhou e os gritos de prazer que ambos deram, deixava claro de como haviam gostado daquele ato de amor maravilhoso.

Harry deitou-se sobre Ginny, totalmente sem forças. Ela o abraçou, os corpos grudados e suados. Os cabelos dele estavam molhados. Fechou os olhos, sentindo a sensação do corpo dela embaixo de si, trêmulo, quente e molhado. Ele obrigou-se a encará-la e quando o fez, viu que ela tinha um sorriso de satisfação nos lábios. Beijou-a com ternura e logo depois, pegou no sono, com os braços dela ao redor de si.

Acordou-se com uma sensação de alívio tomando conta de todo o seu corpo, que estava meio dolorido e cansado. Passou a mão pela cama e a sentiu vazia, de um pulo despertou. Será que tinha sonhado? Não, com certeza não, já que aquele não era o seu quarto. Olhou ao redor para ver se reconhecia o lugar na penumbra escura da luz da noite. Lá estava ela, nua e debruçada sobre a janela. Harry sorriu e foi em sua direção.

Ele a abraçou por trás, colando seu corpo ao dela, que se assustou, não havia percebido que ele acordara. Parecia estar tão distraída. Ginny sorriu e virou-se para ele, passando a mão sobre seus cabelos rebeldes. Harry beijou a palma de sua mão e fechou os olhos.

— Vem deitar comigo. — Pediu ele, sua voz rouca.

— Ta bem. — Ela respondeu e foi para a cama com ele.

— No que estava pensando? — Ele perguntou, enquanto ela aninhava-se em seus braços.

— Estava só olhando a lua. — Ela confessou e sorriu. — Quando eu morava em Devon com meus pais, sempre gostava de olhá-la pela minha janela.

— É mesmo?

— Sim. Ela parecia estar tão perto que eu quase poderia tocá-la.

— Eu daria a lua pra você se tivesse esse poder. — Ele disse, beijando sua testa. Ginny sorriu.

— Você foi perfeito hoje. — Ela o olhou e acariciou sua face. — Nem pareceu só um garoto de dezessete anos. Você é quente.

— Você também é. — Ele respondeu e colou seus lábios aos dela. Harry começou a procurá-la para si novamente, mas ela recuou.

— Não Harry...

— Por que não? — Ele perguntou ofendido.

— Já está tarde e seus pais devem estar preocupados com você. — Ela levantou-se da cama e dirigiu-se ao armário. — Vista-se, eu vou leva-lo pra casa.

— Mas eu quero ficar aqui com você. — Ele disse, enquanto sentava-se e a olhava colocar um vestido azul claro.

— Eu sei querido. — Ginny o olhou com um misto de carinho e pena. — Mas amanhã nos veremos de novo.

— Amanhã é sábado. — Ele retrucou indignado. — Só a verei segunda.

— Não Harry. — Ela o acalmou. — Podemos nos ver amanhã, não podemos?

— Você quer? — Ele perguntou incerto.

— Sim. Eu quero. — Ele abriu o mais largo dos sorrisos. — Ta bem então. — Gina respondeu. — Vamos, se vista rápido. Vou tirar o carro da garagem.

— Certo.

Depois de alguns minutos eles saíram da casa de Ginny e começaram a andar pelo tráfego londrino. Ao longo do caminho os dois conversaram bastante e Harry descobriu várias pequenas coisas sobre sua vida. Ela tinha seis irmãos, havia se mudado para Londres a quatro anos atrás, quando se formara em inglês pela universidade de Cambridge e conseguira boas propostas de emprego. Descobriu que ela adorava gatos e que já tivera um quando pequena e que seu nome era Arnoldo.

Disse que já viajara até a França em uma excursão no tempo da faculdade. Enfim, muitas coisas. Mas quando Harry perguntou quem era o homem loiro na foto, de repente, ela ficou séria e desconversou, apressando-se para chegar logo ao destino. Depois disso o resto da viagem fora muito silenciosa. Ela com seus pensamentos e ele com os seus. Quando pararam em frente a casa dele, os dois se beijaram intensamente e se abraçaram.

— Como nos veremos amanhã? — Ele perguntou ofegante.

— Me encontre naquele parque ás quatro horas da tarde. — Ela disse sem rodeios.

— Mas por que só as quatro? — Ele perguntou chateado. — Vamos passar pouco tempo juntos.

— Eu tenho um monte de coisas pra fazer amanhã Harry. — Ela passou a mão em seu rosto, confortando-o. — Arrumar a casa, corrigir uns trabalhos...

— Tudo bem. — Ele disse. — Eu entendo.

— Que bom. — Ela lhe deu um último beijo. — E não se esqueça...

— Eu não vou dizer nada a ninguém. — Harry revirou os olhos. Gina sorriu. — Nos vemos amanhã então?

— Sim. — Ela respondeu. — E não se atrase.

— Eu não vou.

Harry saiu do carro e encaminhou-se para a porta de casa, pegando a chave no bolso. Assim que entrou, viu seus pais sentados no sofá com as expressões meio aflitas. Quando perceberam sua chegada os dois levantaram-se na velocidade de um raio. Lily praticamente correu em direção ao filho, apertando-o em seus braços, enquanto James apenas apreciava a cena de longe.

— Onde você estava? — Sua voz, assim como sua expressão, estava aflita.

— Na casa de um amigo. — Harry respondeu com incerteza, não sabendo se ela acreditaria na desculpa esfarrapada dele.

— Que amigo? — Ela perguntou de maneira severa e arqueou a sobrancelha direita.

— Simas. — Respondeu apressadamente. — Ele reunia a galera pra assistir um filme depois da aula.

— E por que não ligou avisando? — Lily perguntou incisivamente e apontou para James, que estava parado em pé os olhando. — Seu pai e eu ficamos preocupados. Aliás mocinho, onde está seu celular? Ligamos várias vezes...

— Droga! — Harry exclamou e fez uma careta, pondo a mão sobre a testa. — Descarregou... Mãe desculpe...

— Você deveria ter ligado do celular de outra pessoa.

— Desculpe! — Ele tornou a dizer e abraçou a mãe. — Esqueci completamente.

— Tudo bem! — A voz macia e calma de James ecoou pelo cômodo. — O importante é que ele já está aqui e nada aconteceu.

— Sim querido. — Lily respondeu um pouco mais calma e soltou-se de Harry. — E se você, moçinho, andar desprevenido com esse celular, vou tomá-lo de você.

— Ta bem, mãe. — Harry tornou a dizer. — Desculpe.

— E não se esqueça disso filho. — James disse e deu um abraço apertado nele.

— Eu vou dormir. — Disse, e bocejou. — Boa noite!

— Boa noite!

— Boa noite! — As vozes de James e Lily responderam enquanto ele já subia correndo as escadas.

Quando chegou ao quarto, começou a despir a roupa lentamente e a lembrar-se da tarde maravilhosa que tivera. Um sorriso feliz e sincero alastrou-se por seus lábios e ele suspirou devido a lembrança do corpo nu de Ginny em contato com o seu. Ele pegou a toalha que estava sobre a cadeira da mesa do computador e dirigiu-se ao banheiro. Um banho quente era tudo que precisava agora para poder relaxar.

Não conseguia parar de pensar um minuto sequer sobre aquela tarde. A toda a hora ele voltava em sua mente a visão dos dois corpos se procurando com sofreguidão. Ambos haviam se entregado de corpo e alma no momento. A água quente que caía do chuveiro elétrico sobre si, parecia lavar cada resquício de pensamento sensato sobre aquela relação com sua professora. Jamais havia se sentido assim por mulher alguma e duvidava de que algum dia sentisse.

Desde a primeira vez que pusera os olhos sobre ela, sentira algo diferente, algo inexplicável e quando ela lhe dera aula pela primeira vez ele a observou durante todo o horário. No começo achou que era apenas uma forte admiração por sua inteligência e seriedade. No entanto, mais tarde, percebera que não. Os olhos marrons o confundiam e lhe davam uma sensação de bem estar, que era logo seguido pela verdade incontestável de que nunca ela o olharia.

Divagou e divagou e chegou a conclusão de que não sabia sobre o que Ginny verdadeiramente sentia por ele. Nenhum de seus modos durante quase todo o ano, demonstrara que ela sabia ou desconfiava de algo ao seu respeito. A perspectiva de que ela estava apenas flertando e gastando o pouco de tempo com ele, também não o agradava nada. De repente a imagem do homem loiro, passou por sua mente, e o jeito de Ginny, quando perguntou quem ele era, ficara totalmente esquivo.

Ele saiu do banho, enxugou-se, rebolou a toalha na cadeira e procurou a cueca samba canção mais velha de sua gaveta. Vestiu-a e deitou-se. Fitou a lua imensa por longos momentos, lembrando-se do que Ginny dissera sobre o fato de gostar de olhá-la. Sorriu mais uma vez. Agora seria assim. Tudo, até as pequenas coisas, o faria lembrar-se dela, até mesmo a lua, que permanecia intocável no seu cinza e sem estrelas...


N/A: Bem... Mudei radicalmente o estilo da fic. Espero que gostem desse capítulo.

Gostaria de agradecer pelas reviews e quem está lendo.

BJS!