Capítulo 8 – Só mais uma chance
Harry observava distante quando Hermione entrou na sala dos professores. Ele ficou com o coração na mão, se aquilo não desse certo ele teria que partir para um confronto direto com sua amada professora. Mas esta não era uma alternativa que o agradava muito, já que da última vez que os dois conversaram, ela mostrou-se irredutível quanto aos seus próprios sentimentos por ele. Então, agora, Harry só poderia depositar sua fé na amiga e, de que talvez, Gina acreditasse naquela conversa de aulas particulares de reforço para ela e Rony. Ele não podia pensar que tudo daria errado; ele, Rony e Hermione haviam passado o final de semana planejando aquilo tudo.
Os minutos passaram lentamente enquanto a agonia de Harry aumentava gradativamente a medida que os alunos começavam a voltar para suas aulas. O sinal tocou e os professores começaram a sair para suas salas. Ele viu quando Hermione saiu sorridente da sala com a professora ao seu lado. As duas conversavam animadamente. Harry correu pelo corredor, escondeu-se dentro do armário de vassouras e abaixou-se, esperando que os passos das duas passassem por ele, seu coração quase saindo pela boca.
Os passos vinham abafados e vagarosos. Harry podia ouvir as suas vozes, embora não entendesse direito sobre o quê as duas falavam. Ele foi se erguendo levemente e espiou através do vidro da porta e viu quando as duas riram sobre algo e passaram sem notar nada. Com um suspiro de alívio ele as observou dobrar no corredor e, só depois, ele atreveu-se sair dali, tomando o cuidado de não fazer nenhum ruído. Se ela percebesse algo, por mínimo que fosse, tinha certeza de que suas chances de ter outra conversa com ela seriam quase nulas.
Ele seguiu para a aula de literatura com o coração na mão. Depois de tudo o que acontecera entre os dois, aquela era a primeira vez que se veriam frente a frente. Quando dobrou o corredor e que foi aproximando-se da sala, viu que ela estava parada á porta e chamava os alunos que ainda estavam de fora para entrar na sala. Harry esperou que todos saíssem de seu campo de visão e então, com um leve pigarro, anunciou-se. Ela não havia percebido sua presença antes e olhou para trás rapidamente.
Harry viu quando os olhos dela se arregalaram um pouco e ela soltou um suspiro pesado depois, sua respiração tornando-se ofegante, assim como a dele próprio. Eles ficaram se encarando por alguns segundos, sem conseguir desviar os olhos um do outro. Harry foi aproximando-se cada vez mais dela e somente quando estava bem perto, parou e encarou-a. Ela era tão linda. Mas no fundo dos olhos dela, ele percebeu o medo e a incerteza. Sua boca trêmula.
— Vai entrar ou não? — Apesar da aparência delicada, a sua voz tinha um tom nada hesitante.
— Posso? — Ele roçou os dedos nos dela e olhou atentamente alguma reação de sua parte.
— Claro que pode. — Ela afastou-se para que ele passasse, e com insatisfação, ele entrou na sala quando ela não demonstrou nada além de um leve desconforto.
Assim que sentou-se em sua carteira, olhou para trás e arriscou um olhar até Hermione. Por sorte ela o olhava e assim que ele fez a pergunta muda com os olhos, ela deu de ombros e falou "depois". Ele olhou para Rony que estava sentado ao lado dela e ele também deu de ombros. Aquilo o deixou mais frustrado do que já estava. Ele ainda tentou falar com ela, mas assim que a professora começou a passar o conteúdo ele soube que suas tentativas seriam falhas. A amiga era totalmente estudiosa e se recusava a conversar sobre qualquer outro assunto durante a aula.
Hoje eles estudavam sobre a segunda geração do romantismo na Inglaterra, mais especificamente sobre Lord Byron e suas principais obras. Em determinado momento Gina pediu algum voluntário para a leitura de um dos trechos da obra: uma lágrima só. A mão de Harry foi mais rápida que a de Hermione que o olhou surpresa. Na verdade Gina também o olhou surpresa, mas logo lhe deu a permissão de ler. Ele a olhou por dois segundos e forçou-se a olhar para o texto. Respirou fundo e começou a ler com sua voz grave.
"Quando escutares meu arranco extremo,
Quando a agonia no arquejo supremo
No triste coração a voz me corte,
Dos meus olhos lerás na luz serena
Que uma dor que a virtude não condena,
Somente pôde me arrancar à morte.
Concede então à minha cinza fria
O que sempre na vida eu te pedia,
Como piedoso e último favor:
— Uma lágrima só! A derradeira…
A recompensa única… e primeira
Do meu fatal e malogrado amor."
(Uma Lágrima Só – Lord Byron)
A sala permaneceu em silêncio. Os alunos esperando que Gina começasse a comentar sobre o poema. Harry não ergueu a cabeça para olhá-la, apenas permaneceu quieto em seu lugar, esperando. Ela recomeçou a andar pela sala e continuou normalmente com a aula. Porém, os olhares discretos que Harry lançava a ela eram correspondidos com severidade e repreensão. Por um segundo, o olhar gélido que ela lançou o fez repensar se deveria mesmo falar com ela de novo, se isso valeria á pena. Talvez ela estivesse falando a verdade, contudo, ele também lembrou-se das lágrimas quentes que ela havia derramado e ele soube que algo estava, definitivamente, errado com ela e se ela não contava por livre e espontânea vontade, ela o faria por leve e espontânea pressão.
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Harry não conseguiu nenhuma brecha para falar com Hermione durante a troca de horários e infelizmente ele teve de esperar para o final da aula. Quando o sinal tocou, ele praticamente correu até Rony e Hermione, não sem antes lançar um olhar quente para sua professora. Eles ainda estavam arrumando suas coisas de volta na mochila quando Harry a encurralou.
— E então? O que ela disse? Ela suspeitou de alguma coisa...?
— Shhhhh! — Hermione levou o dedo aos lábios e olhou ao redor, onde alguns alunos ainda saiam vagarosamente. — Lá fora eu conto tudo.
— Hermione. — Falou Harry dengoso. — Eu preciso...
— Lá fora. — Ela lhe respondeu com seu tom mandão e dirigiu-se para fora da sala. Rony olhou para o amigo e lhe deu batidinhas nas costas.
— Você sabe como ela é. — O amigo disse.
— É. Eu sei.
Quando eles passaram pelos portões e que se afastaram da multidão de alunos, Harry virou-se ansioso e perguntou sem rodeios. Hermione teve um leve sobressalto quando ia esbarrando nele.
— Ela aceitou? — Hermione revirou os olhos lentamente.
— Sim. — Hermione disse com sua voz dura. Harry sorriu, olhou para Rony e deu um tapa na mão do amigo.
— É isso aí, cara. — Rony falou.
— E nem desconfiou de nada. Mas... — Ela pareceu pensar sobre um breve momento. — Esse é sua chance de deixar as coisas quietas Harry.
— Nem pensar. — Harry olhou a amiga dentro dos olhos e falou sério. — Eu amo aquela mulher, Hermione. Nenhuma outra jamais me fez sentir assim. Eu tenho que tentar ou então serei um covarde.
— É, eu sei, mas...
— Não tem mas nem meio mas. — Harry recomeçou a andar e os dois o seguiram. — Me diga! O que vocês combinaram?
— Amanhã, ás cinco e meia, na casa dela. — Ela falou de uma só vez. — E saiba que eu não me senti bem em fazer isso.
— Eu sei Mi, mas olha só. — Harry a olhou. — Você vai estar ajudando o seu amigo a pegar a felicidade dele de volta.
— Ah, Harry. Você gosta mesmo dela? Será que não está apenas iludido?
Harry lhe lançou um olhar muito dolorido e quando ele ia abrir a boca para lhe dar uma resposta, Rony voltou a falar.
— Ei Hermione, qual é? — Rony falou. — Se Harry diz que gosta ele deve saber o que sente.
— Eu sei, eu sei. — Hermione falou enraivecida e voltou a olha-lo. — Mas ela é bem mais madura que você.
— Hermione, eu não me importo. — Harry falou exasperado. — Tudo o que eu quero é conversar com ela, nem que seja a última coisa que eu faça nessa vida.
— Você é louco. — Declarou Rony, enquanto Hermione apenas lhe lançou um olhar piedoso e o abraçou.
— Eu sou louco por ela, isso sim. — Declarou ele, abraçando a amiga.
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O dia seguinte quase não passou para Harry. Ele tentou se concentrar nas explicações dos professores e nas atividades, mas tudo que ocupava e inundava a sua mente e todo o seu ser, era o encontro mais tarde com Gina. Hermione havia ralhado com ele várias vezes durante as aulas, o mandando prestar atenção na matéria que os professores passavam.
Ele havia ensaiado suas palavras desde a noite passada, antes de pegar no sono. No entanto, aquilo seria inútil. Harry sabia que todas as suas palavras, provavelmente, sumiriam assim que ele encarasse aqueles olhos lindos de sua professora. Além do mais, ensaiar o distraía bastante.
Os argumentos que ela lhe mostrara eram convincentes, porém, desnecessários. Ele sabia que relacionamentos entre alunos e professores não eram encorajados. Contudo, aquilo não era algo tão impossível nos tempos modernos, na verdade, já era até comum. E se a preocupação dela era com sua menoridade, isto logo acabaria, pois, daqui a três meses, em julho, ele completaria seus dezoito anos. Eles só precisariam ser discretos. E outro ponto ao favor da relação deles é que, apesar de ser sua professora, ele logo terminaria o colegial e entraria na faculdade.
Mas ainda havia o argumento de que ela não gostava mesmo dele. Mas Harry preferia ignorar isto. Ela não podia não gostar dele, e ele sentia-se convicto sobre isso apenas pelo fato de ela ter derramado lágrimas enquanto terminava tudo com ele. Tudo bem que ela não poderia estar, ainda, caída de amores por Harry assim como ele estava por ela. O que o prendia a esperança, era os poucos momentos íntimos em que fizeram amor e se trataram de igual para igual. Ele podia sentir que ela se entregava á aqueles momentos tanto quanto ele.
Ele nem sentiu vontade de comer algo na hora do intervalo. Seu estômago parecia estar totalmente embrulhado por dentro. Durante o restante das aulas, ficou a recordar cada pequeno detalhe dos encontros. Seus lábios que tocavam a pele morna, suave e suada dela, os toques ousados que ambos retribuíam um no outro, e o gosto daqueles lábios febris e sensuais nos seus, seus toques incríveis...
Harry pensou tanto que sua pele enrubesceu e o professor Lupin até perguntou se ele sentia-se bem, já que ele parecia estar sem foco na aula e que parecia estar com febre. Harry desconversou e continuou quieto em seu lugar e em seguida, ao olhar para frente, onde Hermione estava sentada, ela lhe lançou outro olhar reprovador. Ele sorriu e deu de ombros. Estava tão nervoso que nem sabia mais como se comportar normalmente.
O som da sirene foi como música aos seus ouvidos. Ele dirigiu-se até Rony e Hermione, despediu-se deles e saiu correndo pela escola, atropelando a todos por quem passava. Dois quarteirões depois da escola, ele conseguiu, com esforço, pegar um táxi. Ele deu o endereço ao homem e espiou no relógio, já eram cinco e quinze. Só restava mais quinze minutos para ele chegar na hora marcada e parecia que a cada cinco segundos eles tinham que parar em algum semáforo.
Mas o congestionamento ia apaziguando á medida que eles seguiam pelo subúrbio Londrino onde tudo parecia um pouco mais calmo. Aos poucos, árvores pareciam e um local mais natural foi ficando conhecido. A casa dela era daqui a uns dois quarteirões. Ansioso, voltou a olhar no relógio e viu que era exatamente cinco e meia da tarde. "UFA" Pensou consigo mesmo e quase gritou de ansiedade quando parou em frente a casa já conhecida.
Pagou ao taxista e andou lentamente até a entrada, criando coragem. Ele bateu na porta e ficou esperando que ela atendesse. Poucos segundos depois, ele ouviu passos e deixou a postura ereta e sem querer seus olhos se arregalaram um pouco quando percebeu a maçaneta sendo girada lentamente. Sua respiração parou quando os dois se encararam e Gina abriu a boca levemente em surpresa. Ele esperou que ela tomasse alguma atitude, mas ela parecia tão em choque quanto si próprio.
— O que faz aqui? — Ela quebrou o silêncio e não deu passagem para que ele entrasse. Harry nem mesmo desviou o olhar.
— Posso entrar? — Pediu indiferentemente. E relutante ela saiu da frente.
— Espero que seja rápido Harry. — Fechou a porta e virou-se para ele. — Eu estou esperando dois alunos para uma aula de reforço.
— Não se preocupe. — Harry virou-se e encarou-a. — Eles não virão.
— Rá. — Ela riu com insatisfação e relutância. — E como sabe disso?
— Porque nós inventamos tudo isso. — Revelou ele, com um sorriso pretensioso na Face. — Não há nenhum reforço. Foi só para que eu pudesse falar com você.
— Eu não acredito. — Gina falou abismada e incrédula e caminhou até a janela. Por um minuto ou dois ela ficou parada , mas falou conformista. — Do Sr. Weasley eu até posso entender, mas Hermione Granger. Ela é uma das nossas melhores alunas...
— Mas é minha melhor amiga. — Harry cortou-a e segundos depois caminhou até ela e a abraçou por trás. — Eu preciso de você.
— Harry... — Ela gemeu fracamente e tentou se desvencilhar, mas não conseguiu. — Não.
— Você tem que ficar comigo. — Ele sussurrou ao pé de seu ouvido e notou, com grande satisfação, a pele dela se arrepiar.
— Não posso. — A voz dela também não passava de sussurro, assim como ele. — Nós não podemos.
— Ah! Gina. — Harry sentiu o corpo dela amolecendo em seus braços até que parou de tentar fugir de seu abraço. — Eu quero tanto você.
— Harry. — Gina murmurou mais uma vez, quase implorando. Mas ao invés de libertá-la, ele apenas virou-a para si e a beijou ardentemente.
Por dois ou três segundos ela tentou se resistir ao calor do beijo, mas era inútil. Harry sentia que ela queria aquilo tanto quanto ele. Foram caminhando vagarosamente até o sofá. Harry pôs-se sobre ela rapidamente, tirando sua blusa e segurando firmemente os seus seios quentes e intumescidos. Gina também travava uma luta para retirar as roupas dele, mas não conseguia manter sua boca longe da de Harry.
Gentilmente, ele foi descendo e distribuindo beijos quentes e úmidos por seu corpo, fazendo-a soltar gemidos leves. Gina se entregava com total abandono as carícias dele, por isso não sentiu-se envergonhado de descer sua boca até sua feminilidade e começar a tortura-la com a língua, deixando-a completamente enlouquecida.
Sua ereção aumentava a cada segundo que ouvia os gemidos suplicantes de sua amada Gina. Chegava a doer. Ele pegou uma de suas mãos que passeavam por suas costas e a colocou dentro de sua cueca, fazendo-a massagear seu membro pulsante. E ela gostou daquilo, pois começou a fazer movimentos tão frenéticos que o fez gozar muito antes que ela. As respirações se confundiram por alguns instantes.
— Eu amo você. — Harry sussurrou em seu ouvido e abraçou-a com cuidado. — Volta pra mim.
— Ah Harry! — Foi tudo o que ela disse e depois olhou-o nos olhos e o puxou para si mais uma vez, beijando-o vagarosa e sofregamente.
Enquanto passava a mão pela face dela, ele pôde sentir uma lágrima quente perpassando pelo rosto alvo de sua amada. Ele olhou-a rapidamente e secou-a. Uma linha de dúvida pousou entre suas sobrancelhas.
— Me diga o que a faz sofrer tanto. — Ele implorou. — Me deixe ajudar.
— Você não entenderia Harry. — Ela passou a mão pela face dele. — Eu tentei, mas não é todo dia que uma mulher encontra um homem tão apaixonado assim por ela.
— Então você me aceita? — Perguntou, sua voz cheia de esperança. — Me aceita outra vez.
— Isso não é certo. — Ela o beijou. — Mas não consigo me esquivar. Você é tão maravilhoso.
— Você que é maravilhosa.
— Eu? — Gina sorriu relutante. — Eu não sou. Queria ser tão sincera com você.
— Então seja. — Ele a beijou mais uma vez. — Seja minha.
Eles se fitaram profundamente. Gina ainda acariciava sua face com cuidado e Harry levantou-se de cima dela, pegou nos braços e encaminhou-se para o quarto dela. Gina ficou surpresa por ele ter tanta força para carrega-la. Ela era quase da mesma altura de Harry, e ele era bem alto, embora seu peso já fosse bem mais reduzido que o dele. Quando ele fechou a porta com o pé, foi até a cama e depositou-a lá com cuidado e ficou contemplando seu corpo perfeito.
Ela ergueu os braços para ele, como um pedido mudo e ele entregou-se aquele sentimento intenso que o dominava, somente, quando estava com ela e mais ninguém. Mas as dúvidas assolavam a sua mente. Ela terminara tudo com ele, mas não conseguia resistir a ele. O tratara de maneira fria, contudo, agora estava sendo tão quente á ponto de faze-lo quebrar a cama de paixão.
Gina definitivamente escondia algo. E ele apenas queria descobrir o quê. No entanto, ela parecia incapaz de confessar qualquer coisa á ele. Tudo o que precisava era de tempo e paciência para que lhe contasse. Isso se ela não terminasse tudo outra vez.
atreveu-se sair dali, tomando o cuidado de nam sobre algo e passaram sem notar nada. teira planejando aquilo tudo.
N/A: Desculpem a demora e o tamanho do capítulo, prometo que o próximo terá muitas coisas.
Não se animen muito com o Harry e a Gina. O que aconteceu não mudou a relação deles ainda.
O que posso dizer é que ele vai ter uma decepção.
Bjs!
