Disclaimer: Harry Potter e qualquer citação a sua história pertence a JK Rowling.
Segundo Capitulo – e de volta a hogwarts...
A euforia dos alunos era bastante percebida. Cada qual já estava na mesa de sua devida casa e podia se dizer que todos estavam bastante ansiosos, pois logo começaria a cerimônia de seleção dos alunos novos.
A segunda mesa à esquerda, um grupinho de meninas conversavam.
- Quero dizer, agora que você é monitora, La Vey, as coisas mudaram para você, e ainda justo neste ano que vocês vão ter os exames! Você vai ter que realmente se esforçar – comentava uma garota magra, aparentemente alta com cabelos pretos e lisos até o ombro, com um olhar sonhador sob um óculo de grau de armação prata.
Mia concordou com um aceno de cabeça e quando ia falar, a garota continuou:
– E realmente espero que ano que vem eu seja a escolhida como monitora – concluiu ela.
- Você não tira o nariz dos livros, Scheiffer, é claro que vai – comentou uma terceira garota, um ano mais velha com traços árabes.
- Realmente espero – respondeu Scheiffer sorrindo e virando-se para conversar com alguns garotos do quarto ano.
- A propósito Mia – começou a falar a menina árabe – Qual garoto foi escolhido como monitor? Marchin?
- Ah, Ya – começou Mia – Bem, não. Foi Matheus Scheiffer.
- Isso que eu noto em sua voz é desapontamento?
- É, não consigo esconder nada de você mesmo... mas bem que podia ser o Leo, né? Quem sabe assim ele me daria mais atenção...
- Não vou nem dizer nada ok? Marchin é meu amigo, mas não gosto nada do relacionamento de vocês.
- Bem, pelo menos nós temos um não é?
- Grande relacionamento Mia, grande mesmo.
Mia ficou observando a amiga. Yasmin Abdala, uma garota nem baixa nem alta, morena, cabelos castanhos enrolados indo até a cintura, com uma expressão profunda nos olhos pretos. Ela sempre lhe avisara sobre Leo, mas a garota nunca lhe dera ouvidos.
Qualquer conversa foi interrompida no salão quando a diretora, Minerva McGonagall deu a famosa batidinha no copo.
- Por favor, todos em seus lugares que a cerimônia de seleção começará em alguns minutos.
Vários alunos se levantaram e foram para a mesa de suas casas.
Leonardo Marchin chegou e sentou ao lado de Mia, cumprimentando-a com um beijo.
- Não te encontrei no trem, onde esteve? – perguntou.
- Sou monitora e tive que dar atenção para meu irmão mais novo – respondeu ela.
- Monitora? – se assustou ele.
- É Leo – falou ela suspirando.
- Puxa, legal – falou ele sorrindo – Não sabia.
- Quietos – falou a menina Abdala – Vai começar.
A porta do salão abriu e vários alunos do primeiro ano começaram a atravessar. Os pequenos entraram no salão sob o olhar de todos, alguns assustados, outros surpresos, mas com certeza todos muito ansiosos. Um a um os alunos do primeiro ano foram selecionados, inclusive três deles.
- Brington, Jeniffer – chamou Lupin, que agora exercia o cargo de professor de defesa contra as artes das trevas, e diretor da Grifinória substituindo Minerva.
A garotinha baixinha, cabelo castanho claros até o ombro, morena, com óculos quadrados e vermelhos se aproximou do banco. A garota com certeza era o total oposto da irmã.
- Sonserina!
Ela deu uma pequena levantada de sobrancelha como se dissesse "já sabia" e se encaminhou para a mesa barulhenta que agora seria a da sua casa, sendo recebida por um sorriso e um abraço de Sarah.
- De La Vey, Michael – o professor continuou e um garoto moreno de cabelos curtos e olhos chocolates, que lembravam alguém, se aproximou.
- Corvinal! - O garoto sorriu imensamente e foi direto para onde Mia estava, sendo recebido por um abraço e um "é isso aí irmãozinho!".
- Szandor, Daniella – uma garota morena, cabelos lisos e castanhos, alta para a idade se aproximou.
- Sonserina! - A mesa fez menos festa que o normal, e a garota com um sorriso calmo se aproximou. Todos ficaram na expectativa para ver qual seria a reação da irmã mais velha. Carolina era totalmente anti-social e não falava com ninguém, nem da própria casa. A szandor mais velha não levantou, apenas assentiu com a cabeça o lugar da irmã com um pequeno levantar de sobrancelhas o que fez todos, que nem perceberam que tinham prendido o ar, soltarem com desapontamento.
- Agora, ao banquete! – os alunos se deliciaram com as muitas iguarias que enchiam todas as mesas.
- Hey, Akemi! - chamou Sarah quando todos já se dirigiam aos respectivos dormitórios.
- Dae Brington. Beleza?
- Tudo na paz, e você?
- Também... Sarah... Sem noção, sou a nova monitora!
- Sério? Puxa, boa sorte Kary!
- É, vou precisar... HEY! Parem de correr seus bandos de pirralhos... Voltem aqui!
Kary Akemi, uma garota com traços orientais, alta e com cabelos pretos curtos saiu correndo atrás dos primeiro-anistas que foram para um lado totalmente contrario das masmorras.
Sarah então se viu caminhando sozinha para a sonserina. Seu namorado agora era monitor também e tinha que ajudar os "pirralhos", seu melhor amigo, Thiago Montez da Lufa-lufa por ironia do destino, também virara monitor. E com Kary correndo atrás dos pequenos, o único jeito era ir sozinha para a sala comunal.
A garota saíra antes de todos para não ter que falar e nem esbarrar em alguém, ela temia qualquer possível esbarrão. Chegara ao salão comunal vazio e subira imediatamente para o quarto, pulando a escada de dois em dois degraus. Abriu a porta, fechou rapidamente e foi para o espelho.
A imagem que via refletida era de uma garota baixa, magra, morena, mas que agora estava pálida, com profundas olheiras e cabelos negros caindo sobre os ombros. A pesada capa lhe acentuava ainda mais o aspecto carregado que ela transmitia, e as várias blusas, todas compridas, também.
Carolina tirou a capa e a jogou sobre a sua cama, que ficava no canto mais afastado do quarto, perto do banheiro. Voltou para frente do espelho e ergueu com alguma dificuldade as mangas das blusas sobre o braço direito. Deixou o braço pender ao lado do corpo, e voltou o olhar para o espelho. Para o braço nele refletido. Para a marca. Como tinha nojo dessa marca feita sem autorização no seu braço. Como tinha raiva de quem fez isso com ela. Como tinha ódio de si mesma por carregar aquilo.
Os pensamentos de Carolina foram interrompidos bruscamente com a abertura repentina da porta. O que aconteceu a seguir fez a menina congelar.
Sarah ia devagar para a sala comunal. Há alguns instantes olhara para trás e percebera que era a primeira da sonserina, os outros estavam muito atrás conversando, se empurrando, e "matando a saudades" à moda da Sonserina.
A garota suspirou e continuou seu caminho, pensando em Danilo. Só que não como sempre costumava pensar... Ultimamente Sarah estava se sentindo estranha com relação ao seu namoro. Antes das férias, e até mesmo durante era tudo as mil maravilhas. Só que depois daquele ultima semana que passou saindo todos os dias com o namorado e o viu fora da escola, se decepcionou. Danilo não era tudo aquilo que ela imaginava, o garoto sorridente e gentil da escola era um pouco egocêntrico e palhaço demais fora dela. Sarah sabia do jeito comediante dele, mas às vezes ele realmente exagerava. Sabia que não podia cobrar maturidade de um garoto que iria completar 15 anos, mas às vezes era tudo que ela precisava. Maturidade. Ele precisava entender que a vida não era só festa e que o mundo não girava em torno dele e de suas piadas.
A garota subiu calmamente os degraus da escada sem fazer barulho, e abriu a porta. Então o que viu a fez ficar parada sob a batente da porta sem reação.
Carolina observou a garota parada a porta. Ela já era muito branca, mas pálida ficava mais ainda. Os olhos chocados, a boca semi-aberta, a expressão de total espanto no rosto, olhando para ela. Para o braço dela. Estava acostumada àquela reação, mas com Sarah parecia mil vezes pior.
As duas ficaram se encarando, caladas, por muito tempo. Até que Sarah olhou rapidamente para fora, bateu a porta, a trancou e foi caminhando a passos rápidos até Carolina.
- Isso... Isso é...
- É! Silêncio! Escuta Brington, nós nunca se falamos, mas eu te peço que não fale isso pra ninguém. Ninguém entendeu bem?
- Eu não vou falar... Só queria saber o que...
- Olha não te interessa ta legal? - dizendo isso Szandor foi rapidamente para sua cama, fechando depressa a cortina de dossel.
Sarah continuava pasma. Não conseguia pensar direito, nem respirar. Precisava sair dali, rápido.
N.A.:
Tah aí! Pros desesperados de plantão...espero
que gosteeem, tah curtinho, mas calmaa gente x)
E não
fiquem pedindo att toda hora tb, quando tiver que postar eu posto oh
benga o.O
Byee, até a próxima
No próximo episódio:
- Diga Srta. De La Vey!
Mia iria começar a falar, quando alguém lhe interrompeu.
- Porque ela? Eu levantei a mão primeira!
Todos os alunos se viraram para ver.
Carolina Szandor estava de pé e fitava o professor muito atentamente.
- Como disse? – perguntou atrapalhado ele.
- Eu disse que eu levantei a mão primeira e você a chamou antes!
Imediatamente os murmúrios recomeçavam. Era realmente Szandor quem falara aquilo? Aquela garota realmente nunca abria a boca, e quando abria era para responder a chamada. Até que uma voz chamou a atenção de todos...
