Disclaimer: Harry Potter não me pertence.
Quinto Capitulo – Detenção!
- Eu ainda ouço gritos...vocês ouvem? Gritos...
- Sah, a McGonagal nem gritou com
a gente na sala dela...
- É Sah, foi uma coisa meio
sussurrada..."decepção...vergonha...eu não
acredito!"
- Ah...mas eu ouço...detenção...detenção...
-
Eu não acredito que fiquei em detenção por não
fazer...nada!
- é pois é, mas qualé...eu
ainda tenho as marcas da luta...- Lica disse olhando pro braço
arranhado – deixa eu descobri qual das três fez isso...mas
dexa!
- Aaaah nem vem! Eu só arranhei a de La Vey...e
talvez o Dani
- você arranhou o seu namorado?
- bom...foi
sem querer sabe?
- Sarah! Exclamaram Thiago e Lica ao mesmo tempo,
e os três foram pro salão principal rindo, apesar da
detenção que os aguardava ainda aquela noite.
As aulas daquele dia se passaram como as aulas de quintanistas deveriam ser: cheias de informações e de deveres.
O salão comunal da Corvinal estava silencioso, com a maioria dos alunos estudando e lendo diversos livros. O único movimento era de um garoto que se aproximava de duas meninas paradas perto da porta.
- Vamos então? - convidou ele.
As garotas concordaram e os três saíram do Salão cruzando o corredor do terceiro andar.
- Nossa detenção com os sonserinos é o cumulo!
- Relaxa Mia - falou Ya - foram bem dados aqueles tapas naquelas nojentas.
- Ah foi! - concordou Mia - só não entendi porque Marchin não enfeitiçou aquela japa metida.
Os três
foram caminhando até chegarem a sala da diretora, onde os
outros estudantes já se encontravam.
Notava-se que nenhum
dos presentes estava contente. Longe disso. As sonserinas mostravam
um olhar de raiva e irritação. O mesmo acontecia com os
corvinais. Lica porém, acompanhada de Thiago e Danilo tinham
um olhar entediado.
- Muito bem
- os olhares voltaram - se para a diretora - algumas ervas dos nossos
estoques estão em falta. Como vocês são um grupo
grande, creio que não há problema algum em irem até
a floresta esta noite, acompanhados por um professor logicamente.
Alguma objeção? - Algumas garotas tremeram levemente a
citação da floresta, alguns olharam - se apreensivos,
mas ninguém ousou contestar.
Minerva, olhando cada um,
balançou levemente a cabeça em sinal afirmativo -
Prof. Sprout! Entre, por favor.
Agora sim, todos sem exceção, ficaram um pouco apavorados. Sprout iria levá-los? Aquela professora era meio avoada e já estava ficando velha... Esta noite iria ser longa.
O outono os fazia apertar o casaco à entrada da floresta. Pararam. A respiração saindo como fumacinha branca de suas bocas, as mãos em atrito em alguma tentativa de aquecimento e o olhar virado para o alto. Para ela. Para a Floresta Proibida. Se uma detenção em conjunto já era ruim, na floresta fria e assustadora à noite, era mil vezes pior.
- Muito
bem! – exclamou a professora, que pareceria estar realmente
contente. A única que não estava de mau humor ali, com
certeza – Todos com suas varinhas? – ao consentimento geral, ela
bateu as mãos animada e sorriu – Ótimo! Vamos
então!
Todos de varinha em punho e acesas com o Lumus
seguiram a professora, enquanto ela explicava características
das ervas que deveriam buscar.
- São um tanto quanto difíceis de achar, conseguimos melhor obtenção de noite, por isso estamos aqui
- Verbena
- continuava ela - Ajuda na resistência da pessoa. Quando
acharmos algumas delas é fácil retira-las, então
eu ensino a vocês. Agora vamos andando mais rápido,
vamos.
Todos já tinham percebido que ninguém iria
procurar nada. Nenhum deles, pelo menos. A professora já
estava acostumada àquele caminho e àquela busca, por
isso sabia exatamente aonde ir. Bastava segui-la, então, para
que ouvir suas explicações? Já faziam isso em
aula. Alguns aproveitaram então para por o papo em dia. Ou
acertar algumas questões.
- Frio né? Disse o garoto parando de repente ao lado da garota
- Pois é! Respondeu ela
que só então o tinha notado, já que estava
preocupada em deixar o cabelo longe dos galhos. Notando a falta de
atenção dela para com ele, o garoto suspirou forte –
Escuta Sah, acho que a gente precisa conversar...
- Ah...você
acha?
- É, eu realmente acho. Respondeu ele contendo a
irritação, acostumado as respostas evasivas que a
namorada dava nos últimos dois dias.
- Hum...se você
acha...
- Escuta...olha...Sah...eu não sei direito o que
aconteceu...mas
- não sabe? Você disse que não
sabe?
- é...bem, disse...- Danilo respondeu temeroso. Em
parte aliviado por alguma reação da garota, por outra
na expectativa. Sarah brava não era bom, não era nada
bom.
- Ah é?! A garota, brava, acelerou o passo, mas algo os fez parar. Escutaram barulho de cascos se aproximando e quando perceberam uma flecha cruzou o ar. Isso já era suficiente, todos saíram gritando e correndo para todos os lados possíveis, quanto mais longe dos centauros, melhor.
Parou. Apoiou as mãos nos joelhos para conseguir mais ar. Nunca correra tão rápido na vida, nem quando tinha que correr de Sarah. Voltou o corpo rápido. Sarah. Olhou em volta, nada da amiga. Lica? Nada...mas espera...tinha alguém do seu lado...Szandor. Parada a poucos centímetros dele estava a sonserina, na mesma situação que a dele. Ofegante, os cabelos bagunçados e com algumas folhas, a face rosada e o corpo inteiro tremendo.
Quando ia falar alguma coisa,
mais dois apareceram. Smith e Abdala, em iguais situações.
Os quatro se olharam. E agora?
- Cadê...cadê os
outros? Perguntou Yasmin olhando direto para Thiago
- Não sei Abdala...corri
tão rápido que nem olhei para os lados...
A garota
assentiu com a cabeça, buscando um pouco de ar.
- Eu não
tenho a mínima noção de onde a gente ta...-
disse Carolina, chamando a atenção de todos.
- Acho
que ninguém na verdade tem Szandor – disse Danilo
vasculhando em volta – Sinceramente? Ficar parado não vai
adiantar. O jeito é nós não nos separarmos e
tentar achar os outros, ou alguma saída. Ficar parado nessa
floresta é ainda pior do que se movimentando...- dizendo isso
lançou um olhar firme para Montez. Não gostava do
garoto, mas era o único ali com quem podia contar para
protegerem a si mesmo e as garotas.
Thiago assentiu com a cabeça – É melhor mesmo. Escutem, vamos fazer isso então...e por mais que tenhamos nossas diferenças...vamos ter que ficar juntos nessa.
Todos se olharam e concordaram. Precisavam sair dali o mais rápido possível.
Leonardo andava com o passo apressado tentando se desviar dos galhos das arvores que apareciam no meio do caminho.
Parou e olhou para os dois lados. Não via sinal de ninguém. Onde estariam os outros? E a professora? Queria gritar por ajuda, mas achou melhor ficar quieto. Continuou andando para a escuridão somente iluminada por sua varinha. Não sabia exatamente a direção para onde estava indo e nem se chegaria a algum lugar, mas parado não podia ficar.
Andou mais um pouco e então viu um pouco a frente dois vultos com cabelos negros compridos se mexendo e irem parar atrás da arvore.
Com certeza centauros malucos não eram.
Aproximou-se da arvore tentando fazer silêncio e então contornou a arvore e através da luz que vinha da varinha, viu duas garotas encolhidas ali.
- AH é você! - falou a voz conhecida de Sarah Brigton
- É, sou - disse o garoto - Hey, que aconteceu com você?
Ele estava olhando diretamente para a perna de Kary Akemi. Estava com um enorme corte e sangrava.
- Nada -
falou ela friamente - Só me cortei, algum problema?
-
Nossa, calma garota! Eu só perguntei – disse ele se jogando
ao lado de Sarah que estava de frente para amiga. Kary, com a perna
cortada se apoiava com dificuldade no tronco da árvore. Fechou
os olhos e se concentrou a voltar a respirar normalmente.
- Olha
Marchin, não ligue para Kary, ela é assim mesmo. Quer
dizer, ninguém consegue ser totalmente educado quando está
perdido numa floresta, se escondendo de centauros e ainda por cima
com um baita corte na perna, certo?
Leo olhou espantado para a
garota. Sarah tinha falado aquilo de um modo tão calmo que o
surpreendeu. Ela não tinha sido nenhum um pouco fria, na
verdade foi até mesmo gentil. – Claro Brington, eu só
que eu fiquei assustado, quer dizer...é um machucado feio esse
aí.
- Dá pra vocês dois pararem de falar de
mim como se eu não estivesse aqui? Akemi falou isso de modo
cansado. Cansaço, aliás, que atingia a todos. Ficaram
calados por alguns instantes, até que um barulho fez Sarah e
Leonardo levantarem. Olharam em volta. Era claramente um barulho de
galhos quebrando e folhas farfalhando. Se Olharam.
- Escuta Marchin, fique aqui com a Kary, eu vou ver o que é isso
- Quê?! Você vai? Acho melhor eu ir!
- Ah, mas quanto machismo!
Analise uma coisa Marchin: é melhor eu ir, porque caso alguma
coisa ataque vocês, ou seilá aconteça alguma
coisa aqui, você é mais forte que eu e vai conseguir
levantar a Kary. Se nós duas ficarmos sozinhas, eu não
vou conseguir tirar ela daqui entende? Se alguma coisa acontecer
comigo, eu me garanto sozinha. Certo?
Leo analisou. Pensando bem,
a garota tinha razão. Sabia que Sarah não era uma
garotinha indefesa e que ela atacava feio quando era preciso. E
afinal, era uma sonserina certo? Devia saber se garantir. Já
kary, com a perna naquele estado, não conseguiria. – Tudo
bem Brington, está certo. A garota assentiu, empunhou a
varinha e já estava caminhando quando Leo falou novamente –
Hey Brington! – a garota se virou – Se cuida.
Sarah sorriu,
aqueles sorrisos sinceros. Leo, mesmo surpreendido, acabou
retribuindo o sorriso.
- Hey Marchin, pare de paquerar
minha amiga e me ajude aqui - Leo se abaixou, ficando da altura de
Kary. – Ta doendo?
- Não cara, ta fazendo cosquinhas. –
Leo fez uma cara de desagrado, mesmo ferida a garota não
perdia seu grande senso de humor.
- Certo Srta. Eu-sei-fazer-piadas...ajuda no que?
- essa árvore é dura meu, não quero mais ficar aqui não.
Leo suspirou e olhou em volta. Ali era só mato e árvore, não tinha nada que poderia ser considerado confortável. Decidiu juntar algumas folhas e colocar entre Kary e a árvore.
- Sei que não resolve, mas
deve ajudar um pouco, a árvore é a única coisa
para se apoiar aqui. -Para sua surpresa Kary apenas concordou com a
cabeça, voltando a se apoiar na árvore.
- Seria
legal se tivesse alguma coisa pra se distrair. Pelo menos pra tentar
esquecer a dor...
- Bom...eu tenho algumas cartas de DragonPoker aquimas não sei se você joga...
- Se eu jogo?! – a garota exclamou, sorrindo pela primeira vez desde que entrara na floresta – Marchin, eu adoro isso! Totalmente viciada...tenho coleção dos bonecos e várias cartas premiadas
- Sério?! Nossa, eu também...então, vamos jogar?
- Bora lá cara!
Sarah ia atenta com a varinha acesa iluminando precariamente o caminho. A floresta densa não deixava muito espaço para iluminação. Seguia com o coração disparado, e respirando pausadamente para onde os barulhos estavam. Caminhando devagar foi se aproximando. Parou. Os ruídos vinham de trás de uma árvore particularmente grande. Aproximou-se, contornou a árvore, prendeu a respiração e apontou a varinha. E lá estava o motivo de tanto medo. Sarah soltou o ar aliviada e abaixou a varinha
- De La Vey! A garota corvinal deu um berro a menção de seu nome, não vira a colega se aproximar.
- Nossa Brington, que susto! Sarah levantou a sobrancelha – dá pra você me ajudar aqui ou vai ficar só olhando? A sonserina se aproximou e ajudou a garota a levantar, com muita dificuldade já que estava com o pé preso em uma das raízes salientes da árvore.
- Obrigada. - Disse Mia já de pé, ajeitando as vestes
- De nada. Hey guria, tem uma coisa no seu cabelo...
- AAAAH! O QUE? TIRA TIRA TIRA!
- Calma de La Vey! Se você parar de pular e gritar eu tiro!
Mia ficou parada enquanto Sarah tirava algumas folhas do cabelo da colega.
- Como...como você me achou? – perguntou Mia, enquanto as duas voltavam pelo caminho que Sarah tinha trilhado.
- Os barulhos. Ruídos leves demais para ser de um centauro, e como podia ser algum de nós perdido, resolvi ir ver.
- E se fosse alguma coisa realmente perigosa? Você sabe, não só de centauros doidos vive a floresta...
- É eu sei. Mas precisava arriscar certo? Não podia deixar quem quer que fosse em apuros.
- Nossa...até que você não é tão mau Brington
- Sei disso também. Na maior parte do tempo eu não azaro nem mato ninguém de La Vey.
Sarah deu uma risada e foi acompanhada por Mia, continuaram em silencio até chegarem onde Leo e Kary estavam. E ficaram surpresas com o que viram. Kary, apoiada na árvore, com a perna cortada para o lado, jogando DragonPoker com Leo, que estava sentado à frente da garota. Os dois muito concentrados, simplesmente jogando, sem nenhuma ofensa ou hostilidade.
- Não sei como vocês
conseguem gostar desse jogo idiota – comentou Mia chamando a
atenção dos dois jogadores que a olharam espantados,
acompanhados de Sarah. – Jogo idiota? Mia é o melhor jogo de
cartas que existe! Sarah falou aquilo de uma maneira tão
natural que só depois se tocou que chamou a garota pelo
primeiro nome. – Er...desculpa de La vey...
- Tudo bem Brington,
você acabou de me salvar...
- Bem...me chame de Sarah...por
hoje pelo menos
- Ok, por hoje a gente finge que somos alguma coisa
- Certo.
- GANHEI! Hahahahaha – o grito de Kary fez as duas voltarem sua atenção para a dupla de jogadores
- Não creio! Droga! – Leo pulou para o lado a tempo de se desviar da carta premiada de Kary, que agora virara a miniatura de um dragão. Depois de tentar atingir o garoto com algumas labaredas e com seus dentes afiados, o pequeno dragão voltou à forma de carta.
Depois de algumas risadas, Sarah voltou a falar – Gente acho melhor sairmos daqui. Sei que a Kary ta machucada, mas por isso mesmo não podemos ficar, precisamos cuidar desse corte, procurar ajuda e sair dessa floresta pavorosa.
- É, a Sah tem razão. Marchin, me ajude a levantar sim?
- Claro – Leo abaixou, pegando o braço de Kary o colocando em volta do próprio pescoço, com um pequeno esforço levantou a garota do chão e a deixou apoiada nele.
- Certo. Marchin, consegue levar ela sozinha?
- Consigo... e bom...me chame de Leonardo, afinal estamos perdidos numa floresta não é?
- é estamos, então já que é assim...todo mundo se chama pelo primeiro nome e saímos daqui. Até sair acho que dá pra esquecer nossas diferenças certos corvinais e sonserina?
- Certo! Responderam os outros três com sorrisos discretos e começaram a caminhar. Para onde, não sabiam, mas caminharam.
- Ta, chega, cansei! – explodiu Yasmin, se jogando no chão e abaixando a cabeça
- Eu também. – Disse Carolina fazendo o mesmo
Thiago suspirou. Fazia meia hora
que estavam caminhando e parecia que não saíam do
lugar.
- Vocês realmente não acham melhor a gente
procurar um lugar relativamente seguro e esperar ajuda? Pelo menos
até o amanhecer...
A idéia que parecera absurda há meia hora atrás, parecia a melhor opção agora. – É, acho que é melhor mesmo. Essa floresta é enorme, não vamos conseguir sair daqui sozinhos nessa escuridão.- suspirou Danilo olhando em volta. – Se bem que eu não vi nada relativamente seguro por aqui. – disse isso procurando os outros com o olhar, que concordaram silenciosamente.
- Escutem...deve ter algum. Quero dizer...querendo ou não a floresta faz parte de hogwarts, e hogwarts precisa ser totalmente segura. Deve ter alguma coisa nessa floresta que dê pra gente ficar por um tempo...só precisamos achar. – disse Thiago sensato
- Bom, parados aqui não vamos achar! – Yasmin dizendo isso se levantou e estendeu a mão para Carolina fazer o mesmo. Os quatro se olharam e seguiram a busca. Depois de uns quinze minutos andando, que pareceram horas para os quatro, uma coisa chamou a atenção de Carolina.
- Hey! Olhem...aquilo parece uma...casa?- os outros três acompanharam o olhar da colega, e se depararam com total surpresa o que realmente parecia ser uma pequena casa no meio da floresta.
- É! Quer dizer ta mais pra um casebre, mas na nossa situação isso não importa muito! - Thiago ficou tão feliz com a descoberta que abraçou Carolina e deu um beijo estalado na sua bochecha - Grande garota! Que visão hein?! – Carol ficou vermelha mas só abaixou a cabeça enquanto Yasmin e Danilo já se dirigiam para a velha casinha. Os quatro pararam em frente à casa e se olharam. Quem ia primeiro? As garotas deram um passo para trás, como que dizendo claramente que esse era um trabalho de garotos. Danilo e Thiago se olharam. Danilo suspirou e diante do olhar do rapaz, bem mais alto que ele, se adiantou para a porta e a abriu.
- Lumus! – a expectativa pairava no ar enquanto o rapaz se adiantava para dentro da casa. – Tudo bem, pode entrar, não tem nada demais aqui.
Os outros três bem mais corajosos após essa declaração entraram na casa e fecharam a porta. Olharam em volta. Bom, pelo menos era melhor que nada.
- Eu to com uma sensação
de que essas árvores são todas iguais...- Disse Sarah
ao lado de Mia, na frente de Leonardo que trazia Kary apoiada em seu
ombro.
- Eu também...cara,isso é apavorante
- Angustiante...
- Medonho...
- Terrível...
- Chega vocês duas! Só
sabem reclamar, a Kary ta com a perna cortada, eu to fazendo o maior
esforço pra ajudar ela e nenhum de nós dois está
reclamando!
A corvinal e a sonserina olharam para trás com
mágoa no olhar – Credo Leo, não seja estúpido!
-
Mas é verdade Mia! Ah ta ta bom...quer saber? A gente ta
andando a tanto tempo que eu cansei. Vamos parar um pouco
O garoto sentou no chão
trazendo Kary consigo. As duas garotas sentaram também a
frente deles.
- Eu acho que seria melhor ficar parado sabe? Não
aqui quero dizer – Sarah disse isso rápido diante do olhar
assustado que os outros lhe lançaram – num lugar
mais...seguro?
- Ah claro...em cima das árvores Sarah? – Kary encarou a amiga cansada – Olha...se bem que eu acho melhor mesmo. Eu não agüento mais andar e a minha perna ta doendo pra caramba...
- Ta mais onde? Cara, essa floresta só tem árvore e folha!
- É Leo...mas deve ter algum lugar. Vamos com fé! Vai, vamos achar algum lugar! – Mia pôs-se de pé com um novo animo, que ela devia ter tirado da tal fé.
- É isso aí, vamos lá.
E os quatro seguiram rumo ao
algum lugar, que depois de uns vinte minutos andando acharam: a já
conhecida casinha no meio da floresta.
- Eu não vou entrar
aí não! – exclamou Sarah parada um pouco atrás
dos outros
- ótimo, fique aí fora então – disse Leo se adiantando para a porta
- Pára! Não ta vendo que tem vela acesa lá dentro?
- To! E daí?
- Acorda Leonardo! E se for algum maníaco demente que vive solitário na floresta só esperando crianças indefesas bater a sua porta para trucidar elas com uma serra elétrica?
- Droga Sarah! Eu falei pra você parar de assisti aqueles filmes de terror trouxa! – disse Akemi fazendo sinal negativo com a cabeça para a amiga, enquanto uma Mia com a boca levemente aberta e com os olhos arregalados virava a cabeça da casa para a colega, e da colega para a casa.
- Guria, você é estranha! – disse Leo enquanto praticamente corria até a porta. Deu duas batidas fortes e esperou.
Já dentro da casa, os quatro analisaram em volta. Era realmente o que aparentava ser por fora: um casebre de madeira caindo aos pedaços.
- Mantenham as varinhas acesas...e vamos dar uma ronda por aqui – disse Thiago olhando para cima, aquela coisa parecia que podia cair a qualquer momento.
- Hey...tem três cômodos! Eu achei que só fosse um – disse Yasmin vasculhando tudo
- Três? Perguntou Carolina ainda apoiada na porta fechada
- É mesmo...acho que isso é um banheiro – disse Thiago saindo do menor cômodo da casa e indo para o cômodo ao lado – e isso aqui uma cozinha...
- Pelo jeito, o quarto e a sala são a mesma coisa...
- Sim, nesse cômodo maior onde ta a porta e tals...Aquilo é uma cama?! – perguntou Danilo apontando a luz da varinha para um canto da sala
- Cara, acho que é...- disse Thiago se aproximando do colega
- E isso aqui é um sofá! – Disse Carol analisando o móvel velho e surrado
- Gente! Achei velas! – gritou Yasmin da cozinha fazendo os outros três correrem até lá – Ta cheio de armários velhos nessa cozinha...- a garota acendeu as velas com um feitiço simples
- Olha um candelabro! – Thiago, que resolveu mexer nos tais armários exclamou
- Ótimo!
Colocaram as velas no candelabro, acharam na cozinha o que parecia ser uma mesa, e colocaram o candelabro em cima, no meio da sala. Era impossível sentar em um sofá ou em uma cama daquelas, por isso Thiago fez um feitiço reparador, que não resolveu o problema, mas ajudou o suficiente para não os fazer sentar no chão. Agora, parcialmente iluminados, sentados no sofá, sujos, cansados, com fome e com medo, os quatro esperavam. Se nenhuma ajuda viesse até o amanhecer, eles iam tentar sair daquela floresta sozinhos mesmo. Cada um ia divagando sobre seus próprios problemas quando batidas na porta os fez ficar de pé. Se olharam temerosos. Deveriam abrir? Com certeza nenhum centauro bateria na porta. Thiago empunhou a varinha, olhou para os outros e abriu a porta.
- Montez!
- THI!
- Marchin...Sah! o garoto abriu totalmente a porta, aliviado por ver os colegas ali
- Mia!
- Ya! As garotas correram ao encontro uma da outra e se abraçaram
- Sarinha! Exclamou Danilo abraçando a namorada, esquecendo completamente da briga. A garota retribuiu, aliviada por encontrar o namorado.
- Será que dá pra gente entrar? Eu realmente não me agüento mais de pé! – disse Kary fazendo todos lembrarem onde estavam
- Claro, vamos Akemi – disse Thiago saindo da porta e dando espaço para os outros passarem.
Os primeiros raios de sol entraram levemente pela única janelinha do casebre, mas nem de longe despertaram os seus habitantes. Os oito jovens estavam tão cansados que nem sequer se mexeram. A noite tinha sido longa e difícil, e conseguir dormir foi um alívio.
A começar pelos centauros malucos que os atacaram, depois se perdendo uns dos outros, parecia, porém que tudo se resolveria quando estavam na pequena casa, aparentemente seguros até o dia seguinte. Doce engano. Sarah entrou em parafuso quando viu que Lica não estava com os quatro primeiros habitantes da casa, a garota, extremamente nervosa pelo que poderia ter acontecido à amiga chorava desesperadamente e queria a todo custo voltar a floresta para procurá-la. Depois de muitos gritos e choro, finalmente Danilo conseguira acalmar Sarah, que acabou sendo a primeira a cair no sono depois de tantas lágrimas. Depois de a garota ser colocada na cama e estar imersa em um sono calmo os outros sete perceberam que eram isso que precisavam também. Dormir. Assim, alargaram a cama, conjuraram lençóis, travesseiros e edredons, onde as garotas puderam dormir. O sofá também foi alargado e ganhou novas e fofas almofadas, para os garotos, que dormiram meio sentados, meio deitados, já que não gostavam da idéia de dormirem muito perto uns dos outros.
Os raios insistentes acabaram por acordar o garoto que estava na ponta do sofá. Leo tentou fechar os olhos a todo custo, mas não conseguiu. Deu um pulo colocando-se sentado como se tivesse lembrado de algo. E realmente tinha. Tinha se lembrado de onde estava e com quem estava. Olhou para a janela e para os raios solares, que estava somente despontando no horizonte. Ficou mais um tempo sentado no sofá, olhando o sol. Então voltou a atenção aos colegas. Ele estava na ponta do sofá, quase caindo dele na verdade. Danilo estava ao seu lado, totalmente esparramado, acompanhado por um Thiago folgado que derrubou metade das almofadas no chão. Levou o olhar até as garotas. Nunca vira uma cama de casal tão grande como aquela. Realmente, tinham deixado a cama enorme. Afinal, eram cinco garotas para uma única cama. "ainda bem que de garotos só tinham três!" pensou ele, já que preferia estar entre as garotas naquela cama grande e macia que parecia ser bem mais confortável que aquele sofá duro, a estar no tal sofá duro com dois marmanjões. A esse pensamento Leo sorriu. Danilo realmente tentara ficar entre as garotas, alegando que precisava cuidar da namorada já que esta estava muito frágil devido ao sumiço da amiga. O garoto levou tantos xingo das meninas e tantas almofadas dos meninos, que acabou desistindo, se contentando em apenas ficar sentado no sofá observando o sono pesado da namorada. As garotas todas estavam tão encolhidas, cada uma ocupando somente o lugar que lhes era reservado na cama, que Leo sentiu uma baita inveja. Quem dera seus companheiros de sofá tivessem esse senso de espaço. O garoto levantou do sofá se espreguiçando e voltou seu olhar para o casebre agora. Ele era ainda pior com a luz do dia. É, eles precisavam mesmo sair dali. Olhou no relógio. 6:43 a.m. Mesmo com muita vontade de sair dali, não conseguiria acordar os outros tão cedo. Sabia que os colegas estavam muito cansados, e não era culpa deles que ele não tivesse conseguido dormir mais. Suspirou e foi até a cozinha.
Procurou alguma coisa nos armários e nas prateleiras. Pegou um copo e tentou girar a torneira mais nada adiantou.
Ficou parado ali um tempinho. Estava realmente cansado e queria voltar logo para a escola. Onde será que estavam a Profª. Sprout e a garota Alves? Será que alguém no castelo percebera suas ausências? É, esperava que sim.
- Quer água? – perguntou uma voz entrando na cozinha.
Marchin olhou e viu que estava parado com o copo na mão.
- Ah, nem tem água aqui Dan.
- Pois é – concordou o garoto se aproximando – Bem que podíamos ser bruxos e ter uma varinha mágica não? – e mirou sua varinha para o copo sibilando um feitiço e vendo o copo encher de água.
Leonardo sorriu de canto, agradeceu e bebeu um gole.
- Como está a Sarah? – pediu ele.
- Ela esqueceu do nosso encontro, mas já ta tudo bem.
- Eu tava perguntando do estado físico, mas enfim, e entre vocês dois?
Danilo pegou outro copo de água e sentou em uma cadeira que havia no aposento.
- Eu gosto realmente dela. Acho que ela também, pelo que ela diz...
- Ela parece ser meio... sei lá, mandona?
O garoto sentado na cadeira riu.
- É, nem tanto... Todos temos defeitos, né?
- Mas se você gosta mesmo dela, como diz...
Leonardo achava que a garota não era ideal pro amigo, achava o jeito dela muito esquisito e tinha horas que sentia raiva dela, Mas Danilo insistia em dizer que ela era legal e que eles se gostavam, que o outro nem falava muito mais.
- Ótimo. E agora?
- E agora é que aqui a gente não pode ficar!
- Protesto!
- Protesta nada. Bora sai dessa floresta medonha.
- Pra qual lado?
- Esquerdo.
- Direito... A perna machucada da Kary pode ser um sinal...
- E se nos perdemos de novo e ficar noite?
- Melhor ficar aqui.
- Pra sempre?
- Credo.
- Votação!
- Quem quer ficar levanta a mão!
- Droga...
- Vamos sair então!
Todos saíram pela cabana um atrás dos outros, liderados por Thiago. Carolina vinha logo atrás devido a sua pressa de sair daquele lugar. Thi caminhava olhando tudo atentamente, mas Carol só olhava para o chão e os dois não trocavam uma palavra. Logo após vinham Leonardo e Yasmin, ajudando a levar uma Akemi enfraquecida, seguidos por uma Mia calada.
Danilo e Sarah fechavam à fila. Os dois andando de mãos dadas e se apressando para não ficarem para trás.
Aonde iriam parar, ninguém sabia, mas todos continuaram caminhando, sem pausa nenhuma, até que Carolina parou bruscamente e todos ficaram olhando para a garota.
Ela não disse nada, parecia estar olhando para as plantas ao lado. Chegou mais perto de uma delas e se abaixou.
- Verbena! – disse ela – A planta que viemos procurar.
Thiago simplesmente olhou incrédulo para os outros.
- Quê? Não precisamos mais procurar esta planta, minha filha! Estamos perdidos! Quem se importa com ela?
- Não é por isso, é porque ela pode ser útil para a Kary.
Akemi estava completamente pálida e quase sem forças nenhuma.
- Como exatamente? – perguntou Leonardo assustado.
- Você não ouviu a explicação da Sprout enquanto estávamos vindo?
- Ahn... Não! Alguém prestou atenção? – se perguntou incrédulo.
- Pois deveria! Essa planta dá resistência a pessoa! Poderíamos dar para a Kary, nem sei quanto tempo vamos ficar aqui, mas ela está realmente mal.
- Vai mata a Japa! – disse Leonardo – Agente não sabe como usar isso... Quero dizer, a Sprout disse?
- Não – respondeu Carolina, enquanto o resto só escutava atentamente.
- Ótimo – disse Thiago – Vamos continuar então.
Carolina ficou encarando o garoto por alguns momentos, então guardou a erva nas vestes e seguiu os outros.
Caminharam por mais algum tempo e nada avistaram. Mas, continuaram caminhando, em algum lugar iam parar.
- Vocês já se perguntaram que a gente pode estar entrando mais fundo na floresta...? – perguntou Sarah enquanto caminhava.
Ninguém respondeu. Mas não por antipatia. Akemi simplesmente estava quase caindo e Yasmin e Leonardo tinham que duplicar a força agora.
Ela estava suando muito. Resolveram descansar um pouco e colocaram a garota apoiada em uma arvore.
- Assim não dá – comentou Mia – Ela está muito mal.
- Eu disse pra gente ter ficado na cabana... – comentou Brington.
Leonardo a olhou com olhos de censura e voltou o olhar para Akemi.
- Talvez devêssemos experimentar a erva...
Ele olhou para Thiago esperando a reação do garoto.
O outro olhou para a menina escorada na arvore e por fim disse:
- Está bem, vamos tentar.
Eles se juntaram e conseguiram fazer o que parecia um chá. Porém a principio nada acontecera com Kary
- Sprout disse que o efeito era quase imediato. – comentou Szandor.
Esperaram um tempinho e por fim, Kary confirmou que estava se sentindo um tanto quanto melhor.
Leonardo a ajudou a levantar e mais uma vez, todos seguiram a caminhada.
O que se passaram minutos, ou talvez até, horas, o grupo continuou caminhando sem nada de mal acontecer. Somente quando Danilo resolveu encenar uma cavalgada com o estralo da língua, geralmente revolta das garotas e vários risos, foi que avistaram alguma luz.
As arvores começavam a diminuir de tamanho e com um pouco mais de caminhada, para alivio de todos, avistaram a cabana do Guarda-caças e logo após, a escola por si.
Todos sorriram aliviados. O que logo desapareceu, pois quando Leonardo chamou a atenção do grupo, Akemi estava em uma cor verde com amarelo e parecia estar com dificuldades para respirar.
Todos ajudaram a levantar a garota e preocupados, levaram-na correndo em direção ao castelo.
N.A:
Oieee :D
Tudo feliz?
Que bom -
Ahuaahauahus
Taah aih
O capitulo mais emocionaante...até agora
Hoho
Tem gente nova comentando
Olha aih oh, a fic tah parada nãão '
Então, comentem Xd
To mandando ¬¬
:d
No próximo cap.
"- "E as equipes entraaam em campo – começou a narrar André, o irmão mais velho de Leonardo Marchin – De um lado a Águia e do outro, a Serpente. Quem vai ganhar esse duelo?".
Todos os jogadores já estavam posicionados. Madame Hooch estava com o baú das bolas no meio do campo. "
