Não! Não é uma miragem! Atualização de SDP! *Sai dançando*
Beta: Cassboy. Era para ser eu, ou seja, ninguém, mas eu mandei para o CassBoy ler e ele aproveitou e betou para mim *-*. A Carolzinha vai ter aulas essa semana e na outra e na outra, então eu nem ia perturbá-la ;P
Sem enrolação! Podem ir ler! \o/
SDP
O final de semana foi perturbador. Jeffrey passou-o quase completamente sozinho, graças a uma viagem de negócios de sua esposa. Sem companhia, sua cabeça não tinha distração alguma, a não ser, pensar sobre o que acontecera no final da tarde de sábado com Jensen.
Não sabia o que tinha acontecido consigo para beijar o aluno daquela forma. O dia tinha sido incrível, nunca tinha visto Jensen da forma como viu naquela tarde. O garoto tinha realmente se empenhado e parecia muito disposto a ajudar os outros. Quando ele começou a brincar com as crianças, parecia uma delas. Nem de longe aparentava ser aquele moleque encrenqueiro que Jeffrey tinha na escola. Não parecia a mesma pessoa, aquele que lhe roubava as palavras e fazia-o se sentir inseguro, algumas vezes.
Naquele sábado Jensen é que parecia sem palavras. Estava mais quieto e não fazia gracinhas, como a do dia que tinha lambido a sua boca. Ainda sentia ganas de matar aquele garoto pelo ato. Mas o que ele estava pensando? O que era uma lambida quando ele próprio havia o beijado? Somente quando o jovem invadiu sua boca exigindo um beijo mais profundo, foi que ele se deu conta do que tinha feito.
Aquele era um jovem que devia guiar, era um dos seus alunos mais problemáticos e ele ainda tinha o beijado. Relembrou aquela cena milhares de vezes e em cada uma delas se recriminava por ter apreciado tanto a experiência.
Jensen era tão jovem e cheio de energia, normalmente direcionada para o que não devia, mas via nele essa incrível força. Lembrava-se que também não tinha sido o melhor dos exemplos quando jovem, mas tinha encontrado seu caminho. Talvez fosse por isso que Jensen o encantava tanto. Via muito de si mesmo no aluno, ainda que fossem muito diferentes em outros aspectos.
Estava rezando para sua esposa retornasse logo. Não pretendia compartilhar com Hilarie o acontecido, mas conversar com a esposa sobre o final de semana dela podia tirar Jensen de sua cabeça por algum tempo. Já teria problemas suficientes para explicar o que tinha feito para inutilizar as toalhas, que agora estavam completamente manchadas de tinta. Apesar de poder repor as toalhas com facilidade, tinha certeza que receberia uma bela bronca por isso, como uma criança que faz uma travessura. Por falar em travessura… Droga! Jensen sempre voltando aos seus pensamentos.
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O Sr. e Sra. Ackles estavam quase deportando Jensen para Honduras, ou se fosse preciso, para mais longe. No domingo, o garoto estava insuportável. Tinha sido mais grosso que o comum com todos à sua volta. Todas as portas pelas quais ele passava sofriam com sua fúria, sendo brutalmente empurradas contra o batente. Fora isso, estava completamente inquieto. Não parava quieto em seu quarto e implicava com tudo que passava pela sua frente, enquanto seguia para qualquer outro lugar.
A única luz que tinham era Misha, mas falar sobre o amigo tinha deixado Jensen ainda mais irritado. Respondeu dizendo que tinham brigado. Estava explicado porque Jensen estava tão irado. Nunca tinham visto o filho brigar com o amigo, pareciam unha e carne. Torciam para que isso logo terminasse e a "paz" retornasse.
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Misha tinha passado o domingo mais estranho de sua vida. Ainda estava muito chateado com o que tinha acontecido na sexta-feira. Estava cansado de ver Jensen fazer o que quisesse com todos e teve que impor um limite para que o loiro entendesse que ele também tinha suas vontades.
Se Jensen queria pular de galho em galho, era problema dele, mas que não tentasse interferir em sua vida daquela forma. Ainda mais quando o próprio loiro tinha dito que não interferiria e depois agia daquela forma.
O conhecia melhor que qualquer um e era o que mais passava a mão sobre a sua cabeça quando ele fazia tudo errado. Talvez esse tivesse sido o seu grande erro. No fundo, já sabia disso, entretanto temia admitir. Temia admitir que talvez devesse ter deixado a vida dar grandes pancadas em Jensen para que ele pudesse se adequar a ela. Temia ser parte da causa do problema. Temia que fosse tarde demais.
Tarde ou não, dera seu primeiro passo, por mais que parecesse que estava doendo mais nele do que em Jensen. Não sabia o que tinha acontecido no sábado com o amigo e não sabia se estava mais preocupado ou curioso. No entanto, não daria o braço a torcer, não desta vez.
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Na segunda-feira pela manhã, Jensen cogitou não ir para a escola. Não estava com a mínima vontade de encontrar com Misha e ter que encarar aqueles olhos azuis. Temia ver ainda ver aquela reprovação e raiva nos olhos dele. Essa era uma consequência dos vários anos de amizade. O loiro sabia ler cada sentimento naquela imensidão azul, como um lago cristalino que exibia cada detalhe do seu fundo.
Tomou um banho demorado, assim poderia perder a primeira aula e postergar mais um pouco o encontro. Nada que resolvesse o problema, mas para que adiantar?
O banho trouxe a tona lembranças das várias vezes que ele tinha a companhia do moreno durante esses momentos. Sentiu um grande aperto no peito. Não queria admitir isso. Misha era seu amigo e não deveria fazer tanto escândalo por nada. Só queria saber até onde aquela história era séria. Pelo resultado, era mais séria do que pensava.
De qualquer forma, precisava fazer alguma coisa, mesmo que tivesse que aturar Misha pendurado no pescoço de Jared por algum tempo. Realmente, não acreditava que aquilo fosse durar, portanto, ia deixar que o próprio tempo cuidasse, talvez com uma ou outra ajudinha mais discreta. No momento, precisava de uma estratégia para trazer Misha de volta. Algo que amolecesse o coração do amigo. Pensaria direito a caminho da escola.
Não sabia que se depararia com a solução tão rapidamente. Passou em um estabelecimento, fez um pedido e correu para a escola.
Chegando a sua sala, o professor já escrevia algo na lousa. Pediu licença, recebendo um olhar reprovador do professor e foi até a sua cadeira. Evitou encarar Misha durante todo o processo. Evitou também os olhares de Jared e Genevieve, que também não deveriam ser nada amistosos. Apenas observou que a garota havia se aproximado de Jared novamente. Isso poderia ser um bom sinal. Na cabeça dele, era um bom sinal.
O fato era que após o final de semana, muitas conversas e explicações, Genevieve acreditou que Jared era praticamente tão vítima quanto ela. Ambos tinham sido enganados por aquela criatura traiçoeira e egoísta. Por certo tempo, também se perguntaram como Misha ainda poderia defendê-lo após tudo que ele fazia, entretanto, não cabia a eles julgar e pela última reação do moreno, talvez não estivesse tudo perdido.
A manhã correu tranquila. Por mais incrível que parecesse, Jensen tinha ficado quieto no seu canto. Não tinha ido falar com Misha e nem feito mais nenhuma bobagem. Misha tinha passado todo o tempo com Jared e Genevieve, que evitaram o assunto, tentando deixá-lo o mais confortável possível com a situação. No geral, tinham se saído bem e o dia não fora tão desagradável como pensavam.
Em outro canto da cidade, Jeffrey agradecia por ter sido convidado para um congresso naquela manhã. Avisara suas coordenadoras que se ausentaria a partir daquele dia para resolver algumas coisas e que só regressaria no começo da próxima semana. Precisava arrumar as malas e comprar algumas coisas para a viagem. Deixar a escola por alguns dias faria bem para a sua cabeça e se ocuparia com outros assuntos. Se fosse em outra ocasião, teria ficado tremendamente irritado por ser convidado tão em cima da hora, mas não desta vez. Uma semana com a mente ocupada e longe dos problemas, ou do problema, lhe faria bem.
Com o término das aulas, Misha dispensou o passeio da tarde. Queria ficar um pouco sozinho, ligar para sua mãe e conversar um pouco. Não era raro ligar para sua mãe, principalmente para falar de suas boas notas e coisas engraçadas. Sabia que a senhora Collins não gostava de Jensen, e ela tinha muitas razões para isso, como por exemplo, o filho ter deixado a casa dos pais para acompanhar o amigo. Nenhuma mãe aceitaria isso bem, por mais que deixasse que o filho tomasse as suas decisões, dando apoio na medida do possível. Depois de um relaxante banho, poderia passar algum tempo conversando com sua mãe.
Misha já ia entrar no chuveiro quando ouviu a campainha sendo tocada. Vestiu a camiseta do avesso e colocou rapidamente uma calça que estava jogada, pulando em um pé só durante o trajeto. Olhou pelo olho mágico e viu um rapaz desconhecido, com um papel na mão. Pelo jeito, um entregador. Abriu a porta devagar.
- Sr. Misha Collins? – o entregador questionou.
- Sou eu mesmo. – Quando respondeu, Misha viu o entregador tirar de trás de si um enorme buquê. Não tinha a mínima ideia de que flores eram aquelas, mas eram coloridas e em grande quantidade. Sentiu que o entregador estava a ponto de levantar seu queixo e conseguiu se mexer.
- O… Obrigado. – Pegou as flores, fechando a porta logo em seguida.
Sentiu o cheiro agradável e se aproximou mais para inspirar o aroma. Eram muito cheirosas. Quando chegou perto, viu um pequeno bilhete no meio. Pegou o envelope delicado e abriu, vendo a letra bem desenhada:
"Me desculpe."
Apenas duas palavras, sem assinatura. Não que ela fosse necessária, pois Misha sabia exatamente a quem pertencia àquela letra. O que Jensen pensava que ele era? Uma garota! Começou a rir sozinho. Se servia de consolo, Jensen era bem criativo.
Nem sabia o que fazer com aquelas flores… Água! Sabia que elas precisavam de água. Pegou um balde e colocou as flores dentro. Não ficou bonito como deveria, mas assim as flores não morreriam tão rápido. Se alguém já havia cometido o despropósito de arrancar as pobres flores do pé, ele deveria, ao menos, desfrutar de sua beleza enquanto fosse possível. Não entendia bem que graça as pessoas viam em ter as flores por um tempo se podiam cultivá-las. Aprendeu isso com sua mãe, que cultivava um belo jardim e sempre criticava quando as pessoas arrancavam uma flor. Estava com saudades dela e com um pouco mais de raiva de Jensen por achar que poderia comprar sua amizade novamente com flores, como se fosse uma garota. Aquilo não era bem o que ele entedia por dar valor a uma amizade. Jensen ainda não tinha entendido o conceito. Suspirou e voltou ao seu plano inicial: tomar um banho e ligar para a senhora Collins.
Ainda estou evitando digitar sem a tala, mas estou começando a senti menos dor. Terminei meu TCC e tive uma tendinite como recompensa. Quem me acompanha pelo Twitter estava sabendo. Estava digitando de 140 em 140 caracteres hAwhuAhAWUhwAuawhu (Vício)
Vamos ver se agora eu consigo voltar a fazer atualizações constantes. O capítulo foi curtinho, mas espero que tenham gostado.
No próximo cap respondo as reviews off, pois estão no meu e-mail entre outras mensagens na caixa de entrada para eu não esquecer. De qualquer forma, obrigada!
E obrigada, Honey! ;P
Beijoooooos =******
