ESSE CAPÍTULO É ESPECIALMENTE DEDICADO PARA A CAROL CAMUI

Ela sabe do que se trata, mas merece a dedicatória por ser a mãe dessa fic e amar (acredito eu) o que virá a seguir. É uma surpresinha boba, mas eu queria que o capítulo fosse seu. TaXXTi: Satisfazendo os desejos da Carol desde 04/2010 HAwuhaWuawhUAHAWUh

Beta: Anarco Girl (Que salvou o capítulo do meu exagero =D)


Algumas horas com sua mãe ao telefone o deixou incrivelmente bem. Durante alguns momentos, Misha até cogitou a possibilidade de aceitar o convite para voltar para casa, mas as coisas não estavam tão ruins assim.

Por mais que estivesse brigado com Jensen, havia conquistado novos amigos e estava adorando essa nova fase de independência.

Sabia que a separação doía no coração de qualquer mãe, ainda mais a Sra. Collins, que dizia que tinha criado o filho para ela e não para o mundo, e que infelizmente, ele tinha sido roubado por certo loiro mimado. Mas não queria voltar para baixo da saia de sua mãe na primeira dificuldade, ela teria que entender que ele estava crescendo.

Quando desligou o telefone, sentia-se melhor e pior. Melhor pelo desabafo e pior, pois a saudade de sua mãe era ainda maior. Poderia se programar para fazer uma visita no próximo feriado e matar a saudade. Isso era bom.

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No dia seguinte a entrega do buquê, Misha deixou o mesmo cartão na mesa de Jensen, com a mensagem no verso:

"Muito criativo, mas eu não sou uma garota. Mais sorte na próxima."

Observou de longe quando o loiro leu o bilhete e amassou-o com raiva. Jensen odiava ser contrariado. Esperava que o amigo entendesse melhor o motivo dele ter feito o que fez, no lugar de buscar subterfúgios para resolver a situação. Esse objetivo parecia muito longe de ser alcançado.

Na escola, a semana passava tranquila. Jensen estava quieto e dificilmente olhava para Misha, Jared e Genevieve. O loiro parecia querer inverter a situação, como se ele estivesse dando um gelo em Misha e não o inverso. O conforto era que ele não tinha feito mais nenhuma bobagem.

Sabendo que Jeffrey não estava na escola, Jensen não tinha porque fazer nada errado. A semana estava sendo torturante sem poder ver o diretor após o beijo no sábado e sem ter ninguém para compartilhar isso. O que tinha de sobra era tempo para planejar seus próximos movimentos, que ficavam cada vez mais elaborados. Ele estava se superando.

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Jeffrey retornou no sábado seguinte. A semana tinha sido extremamente proveitosa e excelente no quesito manter a cabeça ocupada. Eram tantos temas para discutir e tantos pontos interessantes para avaliar, que não havia tempo para mais nada lhe atormentar.

Os seminários tratavam desde motivação para professores e alunos, até a administração de escolas. Grandes nomes da pedagogia e da administração se reuniam para apresentar seus projetos e propor quebras de paradigmas. Era um evento digno da atenção de qualquer profissional que se prezasse, para aprender ou expor seu trabalho. Jeffrey participara apenas como ouvinte, mas tinha planos para estar à frente de alguma apresentação na próxima convenção.

O diretor sentia-se bem naquele tipo de ambiente, entretanto, haveria um outro tipo de acontecimento em sua escola e não deveria se atrasar.

Como toda escola, a que era administrada por Jeffrey também tinham seus times e a rivalidade nos campeonatos regionais, sendo o time de basquete o principal. O campeonato estava terminando e as semifinais seriam disputadas naquele dia, com o comparecimento em massa das torcidas. Os preparativos eram pesados para esta data, mas acreditava na competência de sua equipe e não tinha problemas em delegar. Outra preocupação a menos.

O diretor chegou cerca de uma hora antes do jogo, conversou com seus assistentes e coordenadores e constatou que estava tudo bem. Repassou alguns detalhes e sentou-se na primeira fileira, junto com professores e diretores de outras escolas.

As torcidas faziam muito barulho e ainda mais gritos eram ouvidos a cada jogada. O que era de se esperar em uma semifinal de campeonato e torcidas fanáticas, formadas principalmente por alunos e pais.

Tudo corria tranquilo, com o time da casa a frente do placar antes do intervalo. As líderes de torcida dançavam sob o painel que exibia algumas reprises do jogo. O painel havia sido doado e instalado pelo pai de um dos melhores alunos do time. Um pai fanático, que trabalha no ramo - e com muito dinheiro - fazia maravilhas pelo time da escola. O telão e o placar eram motivo de orgulho para a escola.

O clima de rivalidade se transformou quase em histeria em poucos minutos. Jeffrey não entendeu a gritaria até olhar para o telão, para o qual muitas pessoas apontavam, gritavam e escondiam o rosto entre as mãos. O telão exibia cenas de homens seminus se beijando, o que deixou Jeffrey perplexo.

O diretor saiu correndo para o local onde ficavam os controles do equipamento e viu a equipe também desesperada. Todos corriam de um lado para o outro, sem conseguir tirar as imagens do ar.

- Tirem isso de uma vez! – Jeffrey pediu exasperado, passando as mãos pelos cabelos.

- Nós não conseguimos! Não sabemos de onde estão saindo estas imagens, mas não são daqui, Sr. Morgan. – Um dos garotos que operava respondeu aflito.

Jeffrey não esperou mais um só segundo, saiu correndo para outra sala buscando a fonte de energia do telão. Entrou na sala empoeirada, buscando o fio certo e puxou, retirando três ou quatro equipamentos da tomada. Ficou aliviado quando ouviu a gritaria diminuir. Viu os fios caídos e respirou fundo. O problema ainda não tinha acabado e agora deveria encarar uma multidão de pais, com certeza, mais que irritados.

O diretor voltou para o ginásio e logo foi cercado por uma porção de pessoas, entre alunos, professores e, principalmente, pais. Pediu calma para todos e pediu que voltassem aos seus lugares. Deixou a multidão e pegou o microfone, vendo que o equipamento ainda funcionava. Agradeceu aos céus pelo telão ter o sistema de som isolado. Com o microfone em mãos, foi para o círculo central.

- Gostaria de pedir desculpas a todos em nome de todo o colégio. Por favor, se acalmem. Eu ainda não sei explicar o que aconteceu, mas fomos vítimas de alguma brincadeira de mau gosto.

Ouviu vários pais falando que isso não era brincadeira, que a escola era responsável e outras milhares de coisas que já esperava ouvir, e continuou:

- Nós vamos apurar o que houve e garantir que isso nunca mais se repita. Por hora, eu gostaria que tentássemos esquecer o que houve aqui e voltar a apreciar o desempenho dos nossos alunos que é o objetivo desse evento. Novamente peço desculpas e me comprometo a descobrir o que aconteceu. Voltemos ao jogo.

Como responsável pela escola e pela organização do jogo, Jeffrey estava visivelmente envergonhado. Olhou para o alto da arquibancada e viu um sorriso que jamais iria esquecer.

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Hilarie nunca tinha visto Jeffrey tão transtornado. O marido contava o acontecido e andava de um lado para o outro, entre gestos e palavrões - que não eram do seu feitio. Como esposa, tratou de acalmá-lo, fazê-lo tomar um banho e dormir. Há dias notava que o marido estava diferente. Apesar de viajar muito a trabalho, ainda era capaz de identificar essas mudanças de humor do homem com o qual havia se casado. Jeffrey não era muito de falar sobre seus problemas, mas era fácil identificar quando ele tinha um.

Um bom almoço romântico no domingo poderia mudar o humor de Jeffrey. Hilarie planejou tudo para dar ao marido uma boa distração no fim de semana. Após o banho, ela apenas deitou-se ao lado dele e esperou que ele dormisse, mas foi levada pelo sono antes dele.

Jeffrey não conseguiu dormir, pensando em milhões de coisas ao mesmo tempo. Gostaria muito de ter conseguido apagar aquela noite e dormir tranquilamente, mas se revirou na cama até certa hora e depois saiu do quarto, para deixar sua esposa dormir tranquilamente. Passou a noite na sala, com a televisão ligada, sem realmente assistir. Adormeceu pouco antes do amanhecer, vencido pelo cansaço. Teria um domingo longo e provavelmente uma segunda-feira ainda pior.

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Jensen mal se sentou em sua cadeira, quando o viu o diretor abrindo a porta e pedindo licença ao professor, com uma cara de poucos amigos.

- Ackles, na minha sala agora. – Morgan falou, dando grande ênfase a última palavra, fechando a porta logo em seguida e voltando para sua sala sem esperar o aluno.

Não era normal o diretor ir até a sala de um aluno pessoalmente, sendo assim, não era difícil deduzir qual era o assunto, visto que a grande maioria estava presente na partida de sábado. Muita especulação começou a surgir desde o primeiro momento, mas agora os novos fatos davam outra direção ao assunto.

A coordenadora viu Jeffrey passando como um furacão em direção a sua sala. Pensou em dizer alguma coisa, mas desistiu quando viu Jensen chegando pouco depois. Perguntou-se se era possível que o aluno fosse o responsável pelo ocorrido no sábado e como Jeffrey conseguira descobrir tão rapidamente, sendo que mal chegara e o aluno já estava logo atrás dele. A expressão do diretor que normalmente era séria, estava ainda mais fechada. Aquela conversa tinha tudo para demorar e ela saiu para resolver outros assuntos, pois não queria ser cobrada pelo diretor, muito menos com o péssimo humor que ele demonstrava.

Assim que Jensen fechou a porta, ouviu a voz séria do diretor ecoando pela sala.

- Estou começando a sentir falta da época em que eu tinha que me esforçar, passar dias para descobrir quem era o autor de uma e outra brincadeira de mau gosto que os alunos fazem na escola... – Jeffrey parou e sentou-se em sua cadeira, deixando o corpo recostado, as pernas esticadas e cruzadas e as mãos sobre o apoio da cadeira. – Está ficando tudo muito previsível agora.

- Não sei do que está falando, senhor. – Jensen falou com o mesmo sorriso que Jeffrey vira naquele sábado. Havia uma mistura de vitória, malícia e confiança que ele jamais tinha visto em outro rosto.

- Vamos lá, Jensen! Conte-me como você fez e poupe o meu tempo de ter que ir procurar. – Morgan se levantou e inclinou o corpo para frente, apoiando os cotovelos sobre a mesa para fica mais próximo ao aluno. - Se me contar o que pretendia com isso e como fez, talvez eu seja menos severo na sua punição.

Jensen fez o mesmo movimento que Jeffrey, ficando na mesma posição que ele. Fingia estar pensando em alguma coisa, enquanto encarava o diretor.

- Se a minha punição terminar da mesma forma que a última, ficarei muito contente em lhe contar tudo. – Jensen respondeu, aumentando seu sorriso.

Jeffrey afastou-se do aluno, desviando o olhar. Deveria ter previsto que ele iria jogar isto na sua cara e ter se preparado melhor.

- O que você quer, Jensen? Por que faz essas coisas? – Jeffrey tentou mudar o tom de voz, ficando mais compreensivo para tentar ganhar a confiança do aluno.

Jensen levantou-se, pegando em alguns itens sobre a mesa do diretor. Passou o dedo sobre a placa escrito "Diretor Jeffrey Morgan", caminhando em direção ao canto a mesa.

- Você sabe o que eu quero. E você também sabe que eu consegui. – Jensen andava pela lateral da mesa, parando para olhar outro objeto sem importância.

- Jensen, eu sei que você é jovem e tem essa necessidade de chamar a atenção, mas já está passando dos limites. Você não precisa fazer esse tipo de coisa. Por que não procura alguma coisa que goste de fazer, com todo o seu potencial e use isso para mostrar quem é?

Ouvindo as palavras do diretor, Jensen continuou andando. Passou para o outro lado da mesa, o mesmo que Jeffrey se encontrava observando-o e estudando seus movimentos.

Com um movimento rápido, Jensen virou a cadeira de Jeffrey, passando uma perna de cada lado do corpo do diretor. Sentou-se sobre o colo do mais velho e falou em seu ouvido:

- É exatamente o que eu estou fazendo.

Antes que Jeffrey se recuperasse do choque, beijou-o vorazmente. De inicio, o diretor não correspondeu. Estava realmente chocado com o que estava acontecendo. Processando o que Jensen havia respondido. Procurar algo que ele gostasse de fazer... Era exatamente o que estava fazendo... Ele estava perdido. Só percebeu o quanto estava perdido quando sentiu o quadril de Jensen ondulando sobre o dele e se viu correspondendo avidamente ao beijo. Estava ferrado!

- Pare com isso, Jensen. Eu não posso! – Jeffrey falou quando conseguiu se afastar do loiro. Empurrou o loiro, que acabou caindo sentado no chão.

Jeffrey levantou-se, indo até o outro lado da sala, tentando normalizar sua respiração. Escondeu o rosto com uma das mãos. Aquilo não poderia estar acontecendo.

Jensen levantou-se, sem se abalar com a queda. Bateu nas roupas para retirar o pó, apenas por costume e foi para o lado de Jeffrey.

- Você diz uma coisa... – Jensen falou chegando bem perto. – Mas seu corpo diz outra, Sr. Morgan. – Completou acariciando a ereção de Jeffrey que a calça social não conseguia disfarçar.

Um gemido rouco involuntário deixou a boca de Jeffrey. Não tinha como negar que seu corpo estava entregando-o. Amaldiçoou-se mentalmente. O sorriso de Jensen e aquela mão apertando-o estavam consumindo pouco a pouco sua sanidade. Sem conseguir mais controlar o desejo, puxou Jensen para outro beijo.

Aquilo era pura insanidade, o cérebro de Jeffrey o alertava. Como um homem maduro poderia se render a um adolescente problemático como aquele? Ele se perguntava insistentemente. Só podia concordar que Jensen realmente tinha muito potencial.

Com a investida do diretor, Jensen sentiu que estava vencendo a batalha. Mal conseguia se segurar, tamanha a vontade de ter o Sr. Morgan inteiro para ele. Sr. Morgan... Adoraria ficar repetindo o nome. Em meio ao beijo, desafivelou vagarosamente o cinto do diretor. Movia-se com cuidado, com medo de que algum movimento brusco pudesse trazer Jeffrey de volta a sua razão. Em seguida, abriu um botão e o zíper da calça, cauteloso em não se desconcentrar do beijo. Só sentiu-se mais seguro quando sentiu o diretor puxando-o, buscando mais contato.

Jeffrey puxou o corpo de Jensen. Sentiu a boca do aluno avançando por seu pescoço e a mão dele vencendo a barreira das roupas. Gemeu alto quando sentiu seu membro ser manipulado com firmeza. Mordeu sua própria mão se repreendendo e sentindo-se mil vezes aliviado ao se lembrar de que a sua sala tinha isolamento acústico.

A outra mão de Jensen avançava sob a camisa de Jeffrey, sentindo a textura da pele e os poucos pelos sobre ela. Jensen passou a abrir botão por botão da camisa, aproveitando também para saber como seria o sabor daquela pele e não apenas o quanto ela era macia e quente. A cada espaço que um botão aberto liberava, ele devorava.

O mais velho estava apreciando as sensações. Jensen despertava nele algo novo, que o deixava arrepiado e um pouco assustado com a novidade. Talvez aquilo não passasse de uma experiência que o jogasse de volta a sua adolescência e logo passasse. Toda a lógica do raciocínio foi embora quando sentiu algo molhado em sua ereção.

Jensen estava ajoelhado a sua frente, com um sorriso travesso. Percebeu que ele o havia lambido simplesmente para chamar sua atenção. E agora a tinha por completo.

Quando percebeu que tinha a atenção de Jeffrey, Jensen abocanhou o seu membro. Ouviu Jeffrey urrar e segurá-lo pelos cabelos. Gostou de sentir as mãos firmes do diretor em sua nuca. Não esperava mesmo que Jeffrey o deixasse controlar a situação por muito tempo e nem desejava isso.

Jeffrey segurava Jensen com firmeza e empurrava seu quadril para frente, sem conseguir se controlar muito. Não havia espaço para pensar em mais nada a não ser no quanto aquela boca era deliciosa. Sentindo o calor e umidade da língua de Jensen, além da perícia de cada movimento, que parecia ser sido executado na medida certa para fazê-lo sentir prazer.

O loiro estava adorando sentir o sabor do moreno. Acariciava a barriga do outro com uma mão e segurava na lateral de uma das pernas do mais velho com a outra. Passara várias semanas sonhando em saber qual seria o sabor dele e agora chegava à conclusão de que era melhor do que havia sonhado.

Quando se sentiu em seu limite, Jeffrey afastou Jensen, que o olhava com incompreensão.

- Vai me dizer que era só isso que você queria? – Jeffrey falou entre uma respiração e outra.

O sorriso de vitória de Jensen se transformou em um de pura malícia. Empurrou o restante da calça de Jeffrey para baixo, facilitando a retirada, levantou-se a atacou novamente a boca do mais velho.

Jeffrey ajudava-o a se livrar da jaqueta que usava, enquanto andavam pela sala. Virou Jensen para ajudar a passar as mangas da jaqueta pelos braços. Abraçou-o por trás e beijou sua nuca, arrancando gemidos do loiro, que até poucos instantes eram escassos. Sentiu o quadril do loiro indo de encontro ao seu membro. Abriu a calça jeans, afinal, sentir o tecido áspero em sua ereção não era nada agradável. Abaixou a calça, sentindo-se muito mais confortável com a sensação da cueca roçando sem seu membro, uma vez que Jensen fazia questão da proximidade.

Jensen sentiu seu rosto sendo puxado para lateral e Jeffrey beijando novamente a sua boca. Estava incomodado, pois sua ereção doía tamanha a sua excitação e até agora estava sendo negligenciada. Jeffrey o empurrou para um sofá, fazendo-o ajoelhar na beirada e apoiar as mãos no encosto do mesmo. Livrou-se por conta própria de sua boxer, não aguentando mais a pressão que ela exercia sobre o seu membro.

Apoiando-se apenas com uma das mãos no sofá, Jensen puxou a mão de Jeffrey e colocou dois dos dedos do outro em sua boca. Chupou e lambeu-os com pressa. Não aguentava mais aquela tortura e precisava de Jeffrey dentro de si o mais rápido possível.

Jeffrey entendeu o recado sem precisar de palavras. Retirou os dedos da boca do loiro e acariciou levemente sua entrada, vendo o aluno arquear ainda mais as costas. Mordeu os lábios para conter-se. Sabia que por mais que estivesse naquela posição de ativo, quem estava o controlando era Jensen, com cada atitude que o fazia se perder de suas responsabilidades e se entregar ao prazer do momento.

Introduziu o primeiro dedo e se deliciou com os gemidos do loiro. Não perdeu muito tempo para introduzir o outro e ver o corpo de Jensen se contorcer. Se pudesse, passaria algum tempo ali torturando o outro, mas não estava em condições agora, já que sua ereção latejava e estava morrendo de curiosidade para saber se Jensen era tão gostoso na outra extremidade também.

Jensen gemeu em protesto e ao mesmo tempo ansioso pelo que viria a seguir.

- Por favor, Sr. Morgan... – Jensen pediu.

Seu nome nunca havia sido dito de forma tão deliciosa, sendo assim, Jeffrey não poderia deixar passar um pedido desses. Penetrou Jensen com cuidado, apesar de sua vontade de fodê-lo com todas as forças, não só pelo tormento que ele já o havia feito passar, mas também por deixá-lo tão excitado.

Jensen gemia alto, sentindo Jeffrey preenchê-lo. Gostou de sentir o cuidado do mais velho entrando devagar, mas precisava de mais movimento. Mostrou ao diretor o que queria movendo seu corpo de encontro ao do outro em movimentos vigorosos.

- Devagar... – Jeffrey abraçou-o, colando o corpo em suas costas e mordendo seu ombro.

O loiro gemeu frustrado, tentando acelerar o movimento, mas sendo impedido pelo braço de Jeffrey que o circulava pela cintura, mantendo-o no lugar. O movimento lento estava levando Jensen à loucura. Tinha vontade de empurrar Jeffrey de volta a sua cadeira e cavalgá-lo até esvair suas forças.

- Mais, Sr... Sr. Morgan... – Jensen pediu, soando quase desesperado.

Jeffrey riu com o pedido. Esses adolescentes eram mesmo impulsivos e imediatistas. Afastou o seu corpo do corpo de Jensen e segurou firme na cintura do mais novo. Acelerava e reduzia os movimentos, ouvindo Jensen repetir a mesma palavra inúmeras vezes, entre outras desconexas.

- Mais... Mais... Mais, Sr. Morgan. – Jensen suplicava.

Finalmente atendendo as suas necessidades e as do menor, Jeffrey acelerou os movimentos. Afastou a mão de Jensen, que cuidava de sua própria ereção e iniciou movimentos na mesma velocidade das penetrações.

Jensen não resistiu e gozou na mão de Jeffrey, respingando sêmen no sofá a sua frente.

Ao sentir o corpo de Jensen se contrair fortemente seguido de espasmos, Jeffrey também não se conteve. Viu a sala perder o foco e o sentiu o máximo de seu prazer, preenchendo Jensen com seu líquido. Apoiou-se também no encosto do sofá, tentando manter as pernas firmes, o que não estava sendo nada fácil.

Após sentir-se mais equilibrado, Jeffrey saiu de dentro de Jensen, deixando-se cair sentado no sofá ao lado do aluno. Com sua sanidade voltando para condená-lo.

- Isso foi loucura, Jensen. Não deveria ter acontecido. – Jeffrey falou, encostado no sofá, com a cabeça caída para trás e encarando o teto.

Jensen moveu-se, sentindo o peso de sua cabeça que estava apoiada em um de seus braços. Sorriu ao ouvir o que Jeffrey dissera. Poderia ter ficado ofendido, mas ele sabia que realmente não deveria ter acontecido - do ponto de vista de Jeffrey, é claro. Sentou-se sobre o colo da Jeffrey novamente, imitando a posição que havia iniciado aquilo tudo. Puxou seu rosto e beijou-o.

- Ninguém vai saber o que aconteceu aqui, Sr. Morgan.

Se Jensen dissesse o seu nome daquela forma mais uma vez, não responderia por seus atos.

- Agora que conseguiu o que queria, me diga como você conseguiu colocar aquelas cenas no painel. – Jeffrey pediu com a voz sonolenta.

Jensen riu. Não conseguiria resistir a um pedido daqueles após o melhor sexo de toda a sua vida.

- Não foi fácil. Eu tive que descobrir como funcionava o painel e ver como as imagens eram mandadas para lá. Entrei na sala de controle e descobri qual era o fio, mas precisava de uma segunda entrada. Levei o cabo até uma loja de eletrônicos e consegui comprar outro adaptado com duas entradas. Coloquei o cabo e liguei uma extremidade no aparelho da escola e outra em um aparelho de DVD. No intervalo do jogo, bastou desconectar o aparelho da escola e rodar um DVD no outro aparelho escondido sob as arquibancadas.

O diretor ouviu atentamente a todo o plano de Jensen. Se Jensen concentrasse toda essa criatividade em uma coisa positiva, talvez fosse um dos seus melhores alunos. Suspirou, jogando novamente a cabeça para trás.

- E agora, me diga o que eu faço com você. – Jeffrey disse, voltando a encarar o loiro.

- Hum... Eu posso ter milhares de ideias. – Jensen respondeu num tom manhoso.

- Estou falando sério, Jensen. – Jeffrey levantou a voz, segurando as mãos de Jensen que deslizavam pelo seu peito. – Você não tem ideia do problema que me causou, não é? Terei que prestar contas para centenas de pais e outras autoridades. Eles vão me cobrar para que o culpado seja punido.

- Você sabe que fui eu, mas não pode provar. – Jensen concluiu.

Jeffrey empurrou o loiro para o lado, levantando-se e indo buscar suas roupas. Vestiu-se rapidamente, ajeitando as roupas e tentando parecer o mais apresentável possível.

- Jensen... – Jeffrey suspirou. – É melhor você voltar para a sua aula. Eu tenho muitas coisas para resolver.

Jensen também ajeitou as roupas. Pensando bem, talvez tivesse sido melhor não ter ido tão longe com a brincadeira. Mas tinha sido tão divertido ver toda a multidão gritando ao ver o filme. Riu sozinho com a lembrança. Eles tinham sorte, pois sua vontade era exibir um filme muito mais pesado. Jeffrey olhou para ele se perguntando qual era a graça.

- Tudo bem, já estou saindo. – Jensen falou parando de rir, com as mãos para o alto. – Até mais, Sr. Morgan.

O loiro saiu da sala, deixando Jeffrey com seus problemas. Quer dizer, Jeffrey tinha problemas antes, mas agora ele tinha uma verdadeira confusão. E ele estava mergulhado nela até o pescoço.


Bem melhor assim!

Obrigada, Anarco! Você é um amor! Já respondi por e-mail, mas registro aqui também que suas observações foram muito bem recebidas.

Eu tenho as melhores betas do mundo! *o*


Obrigado ao pessoal que deixou review anônima. Isso demonstra que não é preciso ter conta no ff . net para mostrar o quanto vocês gostam do capítulo. (Me peguei escrevendo "demonstrar" duas vezes na mesma oração. Pode isso, Anarco? Pode, Carol? [Isso que elas não veem quando eu estou escrevendo. Releio algumas partes, mas alguns passam batido] hAwuhAuwhaUAHwhu)


Peço desculpas pelo atraso na atualização, mas esta semana eu consegui atualizar duas fics e escrever uma nova. Algumas vezes, eu tenho o capítulo inteiro na cabeça, mas não coloco no papel. Outras vezes, acontece como esse: acordo em um belo dia e escrevo um capítulo inteiro, com quase 4000 palavras. Hehe!

Chega de comentários! Até o próximo capítulo. =****